The Assassin Shadow

10 Finding Kariakaa


Notas iniciais
Queima Jeová, voltei.
Esse capitulo é o meu segundo favorito. O primeiro é o próximo. (sei disso porque ja tenho escrito, só dou ctrl c + ctrl v).

-O assassino quer que eu vá para o Hotel Kariakaa, por quê?

-Não sei Mika. Se ele quer que você vá, acho que você deve fazer exatamente o contrário.

-Não! Talvez as respostas estejam lá. É a única chance que eu tenho de descobrir a verdade, e de descobrir quem é o número 1.

-Tá, mas o que ele fez com o seu irmão?

-E se ele for meu irmão?

-Como assim seu irmão? O seu irmão nos ajudou...

-E se ele mentiu?

-Mentiu?

-É, olha só. E se ele mentiu sobre tudo? E se tudo que a gente souber sobre 3159 esteja errado? Eu achei uma arma escondida no quarto do meu irmão. Ele pode ser o verdadeiro assassino.

-Não sei Mika. Ele ajudou a gente.

-Ele devia estar tentando enganar a gente. Nos fazer pensar que ele era o mocinho indefeso que precisava de ajuda.

-Não acho que...

-Por isso que tenho que ir ao Hotel Kariakaa. As verdades só podem estar lá.

-Mas por que o cara que você viu no depósito está te dando essas dicas?

-É isso que eu estou falando. Talvez ele queira nos ajudar. Talvez meu irmão seja o verdadeiro assassino.

-Ajudar?

-Talvez ele saiba quem é o Léo de verdade e tá tentando mostrar isso pra gente.

-Mas e os outros bilhetes.

-Léo disse que 3159 nunca esclarece as coisas. Deixa dúvidas. Os outros bilhetes estava muito bem esclarecidos. O Hugo pode tê-los mandado pra assustar a gente. Assim agente pararia de investigar.

-Mas se o Léo foi o assassino, por quê o Hugo queria que agente parasse de investigar.

-Talvez ele também tenha participação nisso. De qualquer maneira e tenho que ir ao Kariakaa.

-Cara. Presta atenção, meu. É uma armadilha. É melhor você não ir.

-Não tenta me impedir Mari. Eu já me decidi.

Mariana abaixou a cabeça, ficamos quietos por um longo tempo.

-Só... Toma cuidado então — disse ela.

Eu sorri e nos abraçamos.

-Eu te amo — falei.

Eu também.


Era um prédio bem alto. Não era pra qualquer um. Tinha uns 15 andares, apartamentos de luxo, e era bem bonito. Na entrada, havia um guarda. Era negro e careca, me fuzilou com olhares sérios. Tremi de medo e entrei por uma grande porta de vidro.

O que fazer agora?, pensei. Fui me aproximando da recepção e a recepcionista quarentona me olhou de cima a baixo. Depois de uma boa avaliação ela abriu um sorriso.

-Você é Mikael Andrade? Ele já está te esperando.

-Ele quem?

-A moça sorriu e me entregou um cartão.

-Quarto 3159, 15º andar — apontou para a direita — os elevadores são por ali.


A porta estava semiaberta. Mesmo assim a bati.

Passaram-se 2 minutos e ninguém abriu. Ignorei o medo e entrei.

Tudo estava escuro. Apertei um interruptor e todo o apartamento foi aceso. Era muito grande e bonito. Muito chique. Meu irmão não tinha dinheiro para ser o dono daquele apê.

Não tinha nada de assustador. Andei por todas as partes do apartamento e não tinha ninguém. Achei um pequeno corredor que dava a uma porta preta. Nela havia uma placa: Shadow.

Caminhei lentamente até a porta. Antes que pudesse tocá-la, ela se abriu. Não havia nada lá dentro. Apenas um lençol pendurado em uma barra no teto, estendido até o chão.

-Quem está aí? — perguntei.

-Alguém dentro da salinha riu.

-O que você quer?

Uma luz atrás do lençol se acendeu revelando uma sombra. A mão dela se levantou fazendo o mesmo gesto, balançando os dedos.

-Por que você está fazendo isso? — perguntei Por que matou Carla e por quê vai matar os outros?

-Porque me pediram — respondeu a sombra, com a mesma voz fina.

-Quem te pediu?

-Haha, não é bem assim garoto.

-Você costuma matar as pessoas quando te pedem?

-Bem. É um hobby.

-Nossa! Hobby?

-É. Algum problema com isso?

-Não! Bem, eu estou aqui. Por quê você não me mata?

-Olha, você é corajoso garoto. Não te mato porquê eu não preciso. Não vou ganhar nada com isso. E não mato ninguém sem motivo.

-É, o Léo disse isso. Mas eu estou investigando seus crimes. Isso não te incomoda? Quer dizer, não está com medo que eu descubra quem você é?

-Bem, eu pago pra ver.

-Tudo bem, mas por quê você queria que eu viesse até aqui?

-Pra te avisar que não deve tomar decisões precipitadas.

-Decisões precipitadas? Tipo, que o Léo é o assassino?

-Quem sabe.

-Você é o Léo?

-Não. Seu irmão é inocente.

-Você é o Léo — insisti — Senão não estaria dizendo isso.

-Se eu fosse o seu irmão, aquele que você conhece a 16 anos, você reconheceria a voz, certo?

-É, você tem razão. Mas como vou saber se não está usando um tipo de editor de voz?

-Tá de brincadeira?

-Tá bom. Mas não usar um editor de voz é muito antiprofissional.

-Não gosto de ser profissional.

-Tudo bem. Então você é o Hugo?

-Não — Ficou em silêncio por alguns segundos — Conhece Hugo?

-Conheço. Por quê?

-Por nada.

-Foi ele quem mandou você matar Carla?

-Foi. Ele criou a lista 3159.

-Mas por quê ele queria que ela morresse? E de onde ele tirou esses números?

-Você já sabe. O Hugo estava com ciúmes do seu irmão. Os números é coisa dele.

-Onde o Léo está? Se você não é o Léo, o que você fez com ele e porquê?

-Ele está escondido. Eu mandei ele sumir. E eu fiz isso porquê ele estava te contando coisa demais.

-Por que ele tinha uma arma?

-Porque sim. Qualquer um envolvido comigo quer se proteger.

-Mas por quê...?

-Agora você tem que ir embora. Você já sabe que o Leonardo não é o assassino.

-Só mais uma pergunta.

-Fala.

-Quem é 1, e quem é 9 ?

-Cabe a você descobrir. Mas saiba que a hora de 1 está chegando. Até mais. Ah, e as respostas estão nas imagens.

-Espera...

-Até.

A sombra levantou uma faca e começou a rir. Eu me levantei em milésimos de segundos e corri para fora do apartamento.

Entrei num dos elevadores e desci para o térreo.

Ao chegar lá, observei que a recepcionista estava bem mais séria do que antes, como se estivesse muito decepcionada. Corri os olhos para trás do balcão, lá estava Hugo correndo para a saída, fugindo de alguma coisa.

Era a prova de que não era ele quem estava por trás daquele lençol. Mas por quê ele estava ali. Logo ali. Coincidência? Não.

Saí pela porta da frente e segui Hugo. Ele estava entrando em uma rua atrás do Kariakaa. O guarda negro olhou para mim novamente com os mesmos olhares. Desta vez, ele me seguiu até me perder de vista.

Quando entrei na rua, Hugo estava parado em pé, conversando com uma garota, tinha minha idade, era alta e loira. Hugo agarrou a garota e a beijou. Ela fixou os olhos em mim, assustada.

-Não Mika, não é isso que você está pensando — gritou ela.

Eu me virei e fugi enquanto Mariana me chamava e tentava fugir dos braços de Hugo.


Notas finais
Deu Ruim! Mariana, essa fura zoio do capeta.
Queima Jeová. Abençoa meu pai.
Aleluiaa.