The Assassin Shadow
11 Finding Talita
Notas iniciais
Escrevi esse capítulo ouvindo Give Your Heart a Break da Demi, então tá facil achar inspiração romantica.
E aqui entra a nova personagem, Talita. Adoro ela.
Fui para casa e tentei esquecer de tudo. Não podia acreditar que Mariana estava de caso com aquele cara. Ele havia mandado matar a Carla e ela devia saber porquê eles estavam juntos o tempo todo. Ela estava mentindo pra mim, estava fingindo todo o tempo. Ela sabia de tudo, sabia que Carla iria morrer e que Lucas iria desaparecer. Sabia da existência de 3159 e provavelmente sabe quem é o número 1.
Eu não queria saber de mais nada. Que se danasse a Mariana, que se danasse o número 1, que se danasse meu irmão, que se danasse o Hugo.
Eu só queria dormir e deixar tudo pra lá.
Dormi até a 19:00 horas e me arrumei, peguei o dinheiro da minha mesada e saí. Era sexta-feira.
Peguei um ônibus para o centro da cidade. Lá dentro encontrei um pessoal da minha escola. Eles me chamaram para uma balada que ficava ali perto. Eu topei na mesma hora.
Uma garota que estava no meio não tirava o olho de mim, até que era gatinha. Era bem diferente da Mariana. Acho que tinha 15 anos, era morena. Tinha um estilo de rockeira, era meio baixinha, cabelos cacheados e sempre usava um allstar de caveira e uma jaqueta jeans sobre uma camiseta preta.
Mas desta vez eu pude a ver melhor. Estava com pouca maquiagem o que me fez observar os seus lindos olhos castanhos claros; usava uma calça jeans e um casaco rosa sobre uma camisa branca enfeitada com paetê preto as palavras rock'n roll
Passei pelo banco de onde ela estava sentada e olhei diretamente para ela. Ela olhou de volta e eu sorri.
Todos nós saímos do ônibus a alguns metros da casa de festas. Me aproximei da garota e puxei assunto.
–Oi, você é Talita, não é?
–Sou. Estudo na sua sala.
–É, eu sei. Você é a garota do rock. Sempre ouço seu rock tocando alto no fone. Até que eu curto um pouco.
–Talita abaixou a cabeça e riu.
–Eu gosto muito de Evanescence — disse ela — e você?
–Curto Evanescence. Mas também gosto de Red Hot Chilli Peppers, Aerosmith e Guns'n Roses.
–Todas essas são boas Talita era tímida, sempre falava com a cabeça baixa, e eu adorava isso Você gosto de algo a mais?
–Gosto de tudo um pouco. Minha banda favorita é Maroon 5.
–Amo Maroon 5.
Aquela conversa era boba, mas eu estava adorando. Ela era naturalmente bonita, tinha muito bom gosto e era muito inteligente. Naquele momento, para mim, Mariana não era nada. Talita era muito melhor.
–Já foi nessa balada antes?
–Não. Eles me chamaram na sala. Chamaram quase todos na sala.
–Não me chamaram — Talita não disse nada, naquele momento eu tinha certeza de que ela sabia o porquê de não me chamarem — Por quê? Você sabe, não sabe?
–Sei.
–Fala.
–É porquê você não fala com ninguém e está sempre desligado, concentrado na sua namorada, a Mariana Costa.
–Bem, eu não estou com ela mais.
–Terminaram?
–É.
–Por que?
–Porque ela me traiu.
–Entendi.
Talita abaixou a cabeça e eu notei que ela sorriu levemente.
–Que foi? — perguntei rindo.
–Nada é que... — Talita me fez uma verdadeira declaração de amor. Contou que estava apaixonada por mim desde o começo das aulas.
Eu não tive nenhuma reação. Uma das garotas que estavam atrás da gente gritou:
-Chegamos pessoal.
Era um lugar enorme. Uma típica balada dessas que agente vê na TV, com barzinho, uma grande pista de dança, vários guardas de terno por todos os lados. E o típico caminho que dá pros banheiros, onde vários jovens se agarram o tempo todo.
Era uma balada com classificação de 16, Talita entrou pois tinha 15 anos e onze meses. Achei engraçado quando ela falou.
Fomos para a pista e conversamos enquanto dançávamos. Falamos sobre filmes, séries, música, filmes, música, escola e mais música até que o abençoado do DJ pôs uma música lenta. Era Set Fire to the Rain da Adele.
Nos entreolhamos e começamos a rir. Ela abriu os braços e balançou os ombros. A segurei da cintura e ela enrolou os braços no meu pescoço. Dançamos toda a música daquele jeito, sempre que eu pensava em beijá-la eu me lembrava da Mariana com aquele cara.
Talita era tímida, então não olhava diretamente para mim e também não fazia nada.
Aquele momento estava sendo muito constrangedor para mim e provavelmente para Talita também.
Para me desviar do olhar de Talita e me recuperar da vontade de beijá-la olhei para o lado. Mariana estava lá. Me olhando dançar com Talita.
Pensei em parar e ir falar com ela, mas de repente Hugo apareceu por trás dela e olhou para mim. Me lembrei de toda aquela cena que eu vi atrás do Kariakaa.
Quando Adele chegou ao refrão eu olhei para Talita e a beijei sem pensar no que ela faria. Talita só retribuiu. A melhor sensação do mundo, misturado com minha primeira verdadeira paixão e com a música ideal para aquele momento me fez e sentir um bebê, sendo alimentado pela primeira vez. Inocente, amado e confortável.
Minha mente cantava em silencio aquele refrão perfeito: But I set fire to the rainWatched it pour as I touched your face
Quando meus lábios se soltaram dos de Talita e abri meus olhos não queria saber mais da Mariana, eu sabia que ela estava lá, olhando pra gente, chorando. Mas eu tinha me apaixonado de verdade pela primeira vez. Eu não queria saber de mais nada, só de beijar aquela garota até o mundo acabar.
Depois que a música acabou, saímos da pista e fomos tomar alguma coisa no barzinho, pedi um coquetel de maracujá, Talita pediu um de morango.
Tomamos nossos coquetéis e conversamos um bom tempo.
-Vamos sair daqui? Está muito barulhento, agente podia ir comer alguma coisa em algum lugar por aí.
-Claro! Vamos.
Paguei os coquetéis e saímos da balada.
Fomos num Bob's próximo dali para comer um cheeseburger.
Pedimos nosso lanche e fomos para as mesas. Quando chegamos lá Talita me parou e me puxou para trás de uma parede, o que quase me fez derrubar todos os sanduíches e refrigerantes no chão.
-O que foi, tá louca? — perguntei.
Talita apontou para uma das mesas.
-Não é sua namorada? Quer dizer, ex-namorada?
Mariana estava sentada, lanchando com Hugo. Estavam como um casal. Uma fúria me subiu cabeça. Mas rapidamente foi substituída por motivos para amar Talita de verdade, então só me acalmei, dei a bandeja para Talita e disse.
-Quando eu der esse sinal com os dedos — levantei os dedos polegar e indicador, formando um L com a mão esquerda — você vai até mim, tudo bem?
-Tá — disse ela rindo.
Andei até a mesa de onde eles estavam e bati palmas. Mariana olhou pra mim e se assustou.
-Engraçado, sabe? Você fez esta mesma cara quando me viu enquanto beijava o Hugo.
-Olha Mika...
-Mikael agora.
-Mikael — corrigiu ela — eu não...
-Você não o quê? Não beijou o Hugo, nem apareceu com ele numa balada, nem foi lanchar com ele num Bob's numa sexta a noite? Engraçado isso. Taradinha você. Pegando um cara 6 anos mais velho que você só porquê frequenta uma academia, e é mais maduro? Não, eu retiro o que eu disse, com certeza ele não é mais maduro. Ele mandou matar a Carla. E você age como se isso não tivesse acontecido?
-Mikael, tenta entender, o Hugo não fez nada. Ele é inocente. O Léo...
-Ah, que ótimo, agora você acha que o Léo foi quem matou a Carla, isso, muito bem. Agora é tarde. Conversei com 3159 e ele me disse que foi o Hugo.
Mariana olhou para o Hugo com um olhar investigador.
-Olha aqui cara, a Mariana não me beijou, eu a beijei.
Eu comecei a rir.
-Nossa Hugo, te admiro por estar usando a desculpa mais velha e esfarrapada do mundo. Olha Mariana. Eu trocaria de namorado.
Fiz um L com os dedos por trás das costas.
Depois de alguns segundos Talita apareceu por trás de mim.
-É, eu estou vendo. Trocou bem rápido — disse Mariana — E ficou logo com a vampira ambulante da Talita.
-Pra você saber, a Talita é bem mais madura e inteligente do que você e eu adoro ela.
-Olha, tudo bem, se você quer ficar com esse troço e acreditar naquela sombra, faz isso.
-Espera, como sabe que eu falei com uma sombra.?
-Chega Mikael, vai embora. Agora! — disse Hugo.
-Ui que medo! Tchau então.
Dei as costas.
-Vamos comer no caminho, Talita?
-Claro!
Eu acordei na minha cama. Umas coisas da noite passada voltaram a minha mente muito lentamente. Senti alguma coisa encostando em mim daí olhei para a esquerda e dei um pulo enorme e tanto susto.
Talita acordou e começou a rir.
-O que foi?
-Espera! Onde eu estou? Na minha casa, certo. E você? Ta fazendo o que aqui?
-Que que você acha?
-Eu acho? É... Peraí... Como... Ah meu Deus!
Mariana caiu na gargalhada.
-Estou só brincando. Agente veio pra cá depois que saímos do Bob's. Você me chamou pra vir aqui ver suas coisas. Deitou, e acabou dormindo. Sua mãe perguntou se eu queria dormir aqui. Eu liguei pros meus pais e disse que ia dormir na casa de uma amiga e deitei no colchão — apontou para o chão mas você acordou de noite e me chamou pra ir pra sua cama.
-E...
-E nada. Nem deitei direito e voltei a dormir, você também.
-Então, não houve nada?
-Não. Qual é, eu tenho consciência. E agente só tem 16 anos.
-Mas é comum que...
-Eu sei, eu sei. Deixa pra lá. Volta a dormir. Ainda são 7:00 horas.
-Tá bom. Mas dessa vez, vai no seu colchão. Eu não vou fazer uma de santo dessa vez.
Talita riu. E deitou no colchão.
-Sabe — falei — Nunca tive esse tipo de intimidade com a Mariana.
-Talvez seja porquê você não teve a chance.
-É talvez. Mais sei que ,de qualquer maneira, com você seria melhor ela — olhou pra cima e sorriu — Acho que perdi o sono.
-Eu também.
-Então vamos?
-Vamos o quê?
-Vamos levantar, escovar os dentes, tomar café...
-Tá bom.
Minha mãe serviu o café de olho na gente.
-Cadê a Mariana? — perguntou ela.
-Não sei, mãe.
-Terminaram?
-É, agente terminou.
-Entendi.
Talita e eu disfarçamos um riso.
Depois que minha mãe foi tomar café na sala, eu e Talita ficamos conversando na cozinha.
-Quem era aquele?- perguntou ela.
-Aquele quem?
-Que tava lanchando com a Mariana.
-Ah, o Hugo.
-Isso ai.
-Ele é um carinha aí.
-Que carinha aí?
Depois de pensar por um tempo, resolvi que devia contar tudo para Talita.
E contei tudo: o assassinato, 3159, meu irmão, tudo.
-Nossa!
-É, nossa!
-E você ainda não sabe onde o seu irmão está?
-Não faço ideia, mas agora acho que ele é mesmo inocente.
-E a Mariana, acho que você devia dar uma chance a ela. Uma chance pra ela explicar.
-Não sei.
-Acho que você deve dar sim. Ela foi sua namorada por um bom tempo e você não sabe o que aconteceu exatamente.
-Não tem medo de que ela não tenha feito nada e que eu volte pra ela?
-Não acho que vá fazer isso.
-É, não vou. Mas você tem razão, tenho que dar uma chance a ela pra explicar.
Naquele momento alguém bateu a porta.
-Oi delegado Marcos, ele está sim. Entra — disse minha mãe.
Os dois vieram para a cozinha conversando.
-Oi Mikael. Oi Tali... Talita, o que você tá fazendo aqui?
-Se conhecem? — perguntei.
-É, a Tal...
-Agente se conhece sim, Mika. Agora eu tenho que ir. Tchau. Foi muito legal dormir aqui na sua casa.
-Tchau.
Talita me deu um beijo e foi embora.
-Por que ela se estressou quando viu o senhor?
-É, pode nos dar licença Dona Cecília, tenho que conversar com o Mikael a sós.
-Tudo bem.
-Vamos no meu quarto delegado.
-Tá bom.
Fomos até meu quarto e minha mãe, extremamente curiosa, voltou a assistir seu programa de culinária na TV.
Chegamos e nos sentamos.
-O que foi, delegado?
T-enho que contar uma coisa pra você. Que eu não podia contar antes mas agora é a única saída.
-Fala.
-Quando eu peguei as provas do crime aqui no seu quarto eu percebi que você não ia desistir até conseguir desvendar isso. Então, eu investiguei com você o tempo todo. Quando descobri que minha arma tinha sido usada para matar a Carla me toquei do que podia ter acontecido. Só alguém de dentro da delegacia podia ter matado a Carla. Continuei investigando e descobri que você não tinha desistido da procura de informações. Descobri tudo sobre o 3159 e sobre o Hugo. Até que realmente me toquei de tudo. Meu assistente Lucas, aquele que veio aqui e que você viu na delegacia. Ele tinha acesso a tudo dentro da delegacia. Então comecei a prestar atenção nele e descobri que ele me rouba. Ele estava pegando dinheiro da minha carteira e pegou uma arma minha que ficava na gaveta da minha mesa na delegacia. Então eu o demiti. Eu acho que ele pode ser o 3159. Por isso vim até aqui. Também descobri onde seu irmão está, ele está num apartamento, perto daquele depósito onde ele tinha se escondido. Eu estava lá escondido e ouvi tudo o que ele disse a você e a Mariana. Dois minutos depois que vocês foram embora apareceu um cara totalmente coberto de preto, ele entregou muito dinheiro ao Leonardo e mandou ele desaparecer dali, caso contrário ele morreria. Daí eu não sei mais nada. Só tem mais uma coisa.
-O que?
-O Lucas...
-Que que tem?
-Ele é primo da Talita.
Levei alguns segundos para digerir tanta informação.
-Então deixa eu ver se eu entendi. O meu irmão é totalmente inocente.
-Confere.
-O Hugo continua sendo suspeito.
-Confere.
-O seu assistente, o Lucas, pode ser 3159 e é primo da Talita, a minha nova paixão.
-Confere.
-Você está investigando comigo esse tempo todo mas resolveu só me contar agora.
-Conf...
-Por que?
-Porque eu demiti o Lucas, agora eu tenho certeza de que é ele. Antes eu não tinha. Então se eu me envolvesse nesse caso como você eu poderia estar lidando com um assassino dentro da minha delegacia.
-Tudo bem. É, só pode ser isso. O Lucas te roubou a arma e matou a Carla. O meu irmão provavelmente viu o crime, então aquele sininho de Natal era dele, porquê ele estava namorando com a Carla, então ela deu um idêntico a ele. O Hugo realmente foi o mandante do crime porquê o meu irmão estava roubando a namorada dele. O cara com casaco preto que eu vi era o Hugo, até porquê estava com o símbolo do clan de jogos no casaco. Ele provavelmente, queria ver a Carla ser morta. Eu também vi alguém de casaco vermelho. Ele provavelmente era o Lucas. Então é isso. As respostas estão aí.
-Sim mas...- O delegado foi interrompido por um chamado no walk talk Fala!
-"Precisamos do senhor na delegacia. Uma menina acaba de ser sequestrada e a família recebeu um telefonema pedindo resgate de 100 mil reais".
-Nome da menina, qual é?
-"Mariana Costa".
Notas finais
Quase esqueci. QUEIMA JEOVÁÁÁ´,
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