Notas iniciais
Aluluia meu pai.
Oooh jeová.
Deus é o todo poderoso.
Sim, estou até agora comemorando o reaparecimento do Léo.
Graças ao pai.
Amém.

Léo se virou. E andou em nossa direção.

-Eu não podia aparecer. Hugo não queria. Me desculpa maninho. Me desculpa Léo puxou a máscara e começou a chorar.

Eu e Mariana saímos pela janela e o abraçamos.

-Vamos para casa.

-Não, eu não posso, se o Hugo souber ele me mata.

-Ele quem? Hugo?

-Não, 3159. Bem, é como ele se denomina.

-Vamos para outro lugar. Hugo já deve estar chegando.


Encontramos um velho depósito abandonado e entramos. Nos sentamos no chão.

-Léo. Temos somente uma pergunta pra você. Você matou a Carla?

-Não. Eu nunca faria isso.

-Quem matou a Carla?

-Bem, era pra ser 3159.

-Quem é ele? Você o conhece?

-Não sei e não o conheço. Só sei que ele é um assassino. Ele mata as pessoas por prazer. Eu já suspeitava dos atos dele há muito tempo. E sabia que Hugo estava envolvido.

-Por que o Hugo estava envolvido?

-3159 é um tipo de assassino de aluguel. Hugo deve ter pedido para matar a Carla. E eu sabia que eles me chamavam de número 5. Só não sabia o por quê.

-Achamos isso na casa do Hugo — Léo pegou o bilhete e o leu Assim que li, percebi que 5 só podia ser você.

-É, eu estava investigando isso e eu também recebi cartas.

-De que tipo?

-Tipo: Sua hora está chegando; 5 é o terceiro. Coisas do tipo.

-Eu acho que a Carla é a 3.

Léo ficou em silêncio por alguns segundos.

-Espera. Carla era a número três. Então isso é uma ordem. Olhem, faz todo o sentido. Carla era 3, Alguém é 1, eu sou 5 e mais alguém é 9. Por isso 3159. Ele está matando na ordem. O próximo é o 1. Temos que saber quem é 1.

-Será que sou eu? — perguntou Mariana Mika e eu estamos recebendo cartas. Talvez seja um sinal.

-Tem razão Mariana. Mas eu me escondi pensando que Hugo queria que me matassem. Mesmo assim, não acho que seja você. Que motivos Hugo teria para matar você.

-É mesmo Mari concordei Mas Léo, por que você fez toda aquela cena aquela hora? E por que tá vestido assim?

-Esse assassino se comunica assim com as pessoas. Pensei que vocês sabiam.

-Não sabíamos.

-Bem, ele dá susto nas pessoas usando sombras. Ele fala com uma voz fina como eu fiz aquela hora. E sempre usa essa roupa. Só que é uma máscara. Uma máscara negra.

-E por que tentou assustar agente?

-Eu queria pegar o celular da Carla, e se não fosse desse jeito, pensei que iam perceber que não era 3159 que havia roubado.

-Espera falei 3159 tentou me assustar uma vez. Mas foi a única vez. Um delegado estava entrando na minha casa e apareceu uma sombra na minha janela.

-Ele não fez nada?

-Não.

-Provavelmente ele estava fugindo. Fugiu quando percebeu que o delegado estava lá

-É, provavelmente.

-Olhei para Mariana ela estava meio assustada.

-Que foi mô.

-Nada.

-Fala!

-Não.

-Fala, droga.

-Tá booom. Eu também vejo sombras.

-Sombras?

-É. Eu via, quer dizer.

-Como assim via?

-Mariana dormia comigo no quarto. Quando ela estava viva toda noite um sombra aparecia na janela. Acho que ela via, mas não falava nada. Fingia que não percebia.

-A sombra ficava parada?

-Não. Passava várias vezes, mas não ficava parada. Ele só ficou parado uma vez.

-Quando?

-Na madrugada do dia 24 de dezembro. Ela ficou parada por uns 5 minutos quando Mariana estava dormindo. Eu vi ela lá parada. Estava morrendo de medo mas ficava totalmente imóvel e não falava nada com medo de que a sombra me matasse.

-Podia ter falado, ele não iria matar você. Ele não mata ninguém sem motivo disse meu irmão.

-Bem, depois minha irmã acordou, olhou pra janela e levou um susto, deu um grito abafado e sentou na cama. Nessa hora a sombra fez como você, levantou a mão e balançou os dedos. E fiquei com os olhos apertados, fingindo que estava dormindo.

-É isso que ele faz uma noite antes de matar alguém. A morte da sua irmã estava muito próxima.

-Falando nisso. Por que você queria o celular da Carla?

-Porque eu não queria que vocês soubessem o que estava acontecendo.

-O que estava acontecendo?

-Eu... eu tava com a Carla.

-Tava?

-Agente tava junto. Agente tava, tipo... Namorando.

-Ai meu Deus! — abafou Mariana.

-Namorando? Mas como agente ia saber disso pelo celular? -perguntei.

-Fotos. Haviam várias fotos. E algumas chamadas.

-Bem, o cartão de memória que estava com as fotos sumiu. E o celular foi roubado. Mas eu não entendo, se o Hugo roubou o celular, por que eu recebi uma carta de 3159 dizendo que ele tinha matado a Carla e roubado o celular.

-É. Hugo provavelmente roubou o celular e deixou aquela carta para te assustar. 3159 roubou o cartão. Ele sempre faz isso. Ele não deixa nada claro. Ele deixa dúvidas no ar. Por isso ele roubou só o cartão.

-Mas por que?

-Não sei. Talvez só pra saber o porquê do Hugo querer que ele matasse a Carla.

-Então era por isso? Porque ela largou ele pra ficar com você.

-Bom... É a razão mais provável.

Ficamos uns dez segundos em silêncio.

-Está anoitecendo Léo. Temos que ir pra casa.

-Eu não posso. Tenho que ficar aqui.

-Tudo bem, eu vou em casa, pego roupas e comida pra você e você dorme aqui.

-Tá bem.

-É... Onde você estava morando esse tempo todo?

-Eu estava no centro da cidade em um hotel. Hotel Kariakaa.

-Kariakaa?

-É, é um hotel japonês.

-Tudo bem. Estamos indo então mano.

-Tchau.

Nos levantamos do chão e limpamos nossas calças. Fomos embora.


Cheguei em casa e mamãe estava chorando, pra variar. Ela tentou disfarçar de novo mas eu percebi mesmo assim. Cheguei perto dela e a abracei tentando mostrar pra ela que não precisa se preocupar. Não podia contar que Léo estava bem e que estava lá no depósito.

Fui ao quarto do Léo e peguei roupas. Num baú havia um travesseiro e um cobertor que ele tinha deixado guardado desde que desapareceu. Peguei o travesseiro e puxei o cobertor. Escondido embaixo dele tinha um objeto. Uma arma.

Naquele momento minha cabeça explodiu. Era muita coisa pra armazenar. E agora aquilo. Será que tudo o que eu sabia sobre 3159 era mentira? Será que meu irmão era o assassino e estava inventando aquilo tudo? Será que Hugo era inocente?

Só tinha um jeito de saber. Peguei alguns biscoitos no armário da cozinha, guardei o cobertor o travesseiro e as roupas numa sacola grande.

Saí escondido pela porta dos fundos e fui entregar as coisas ao Léo e ter um papo sério com ele.


Cheguei ao depósito abandonado. Meu irmão estava em pé , encapuzado, só que com uma máscara, no fundo escuro.

-Aqui Léo, suas coisas.

Léo riu sarcasticamente. Puxou do bolso um papelzinho ,o jogou no chão e correu.

-Aonde você está indo? — perguntei gritando.

Léo riu ainda mais. Correu a toda velocidade para fora do depósito.

Depois de correr até a saída do depósito, quando perdi Léo de vista, voltei para dentro e peguei o papel.


Shadows in Kariakaa.

Ass:3159


Notas finais
Vish. Ó o homi ai. Sou fã desse 3159. Ele é melhor que o persongem do Cuba algumacoisa Jr. em "A Lista". Não!
Abençoa meu pai.