Notas iniciais
Hey people. Aí está o segundo capítulo de The Assassin Shadow.
Boa leitura.

Fomos todos para a mesa gigante que Tia Lúcia montara no meio da sala. Comemos frango, peru , pernil, saladas variadas, manjar, rabanadas e outras delícias de natal até não aguentar mais.

Após a ceia, todos foram para a sala para a troca de presentes. Quem entregou o meu foi Léo. Era uma caixa, tinha um formato 30x30cm. Quando abri era um notebook. Era prateado, tela de 14 polegadas, tinha webcam, microfone, antena para sinal de internet wi-fi e vários outros recursos que tornaram meu novo computador invejável para meus primos idiotas.

Estranhamente me tornei especial. Todos eles sentaram ao meu lado e babaram com meu novo aparelho.


Ficamos até tarde usando nossos presentes até que minha mãe me chamou para ir embora. Léo saiu um tempo antes com um casaco preto pendurado no braço esquerdo e luvas molhadas (meus primos idiotas derramaram o licor de morango da minha tia nela mas nenhum deles confessou ou avisou).


Guardei meu presente e meu video-game portátil numa sacola, me despedi de todos e saí um pouco antes dos meus pais.


Quando saí pela porta eu vi, do outro lado da rua, ela: loira, pele branca, olhos azuis. Mariana era linda, morava perto da minha casa.


Fui até ela para conversar. Ela me desejou feliz natal e fomos andando em direção à nossas casas.

-E ai, como foi o Natal na casa da sua tia? — perguntou ela.

-Bem chato, o mesmo de sempre, conversa dos adultos pra lá, correria das crianças pra cá. E tem também meu primos, detestáveis. Mas e na sua avó, foi tudo bem?

-Foi, apesar do tombo que eu levei quando fui tentar calçar meu sapato novo.

Começamos a rir, como sempre fazíamos quando o assunto era sobre tombos. Mariana era minha melhor amiga, mas isso tava mudando ultimamente, estávamos ficando cada vez mais íntimos e a duas noites, tínhamos nos beijado. Não sabíamos muito bem se era pra valer. Estávamos confusos.

-É, quando agente se beijou.... — falei meio envergonhado foi pra valer ?

-Bem, acho que sim.

-Então... — Mariana me interrompeu com um beijo.

-Sim. Nós somos... aquilo. — disse ela em um tom irônico enquanto eu sorria. — Toma ofereceu-me um sininho com a mensagem Feliz Natal. Família Costa.

-Obrigado — agradeci.

Continuamos andando até que de repente ouvi um estrondo alto e ensurdecedor, parecia ser um tiro, logo após, um grito.

Puxei Mari para trás de um carro. Ficamos observando o que estava acontecendo pela janela. Havia uma garota que aparentava ter 19 anos caída no chão, com manchas de sangue na blusa. Ao seu lado tinha uma arma, uma pistola.

No outro lado do beco, correndo, havia um homem alto, encapuzado de preto. Depois de completar o crime o desgraçado fugira.

Mariana se desesperou, antes de correr para ver o cadáver, a segurei.

-Pode ser perigoso, vai buscar ajuda.

Chorando, Mariana correu para buscar ajuda.

Naquele momento recebi uma carga excessiva de coragem.

Entrei no beco e cheguei perto do cadáver de Carla, caído no chão com a camisa manchada de sangue e um buraco no peito.

Após longas temporadas de CSI, entendi como funcionavam as impressões digitais, então pus minhas luvas e examinei os bolsos dela, não havia nada além de um pedaço surrado de papel escrito à caneta os números 3159. O guardei no meu bolso.

A arma que foi usada para matá-la era estranha. Era muito e­quipada. Não parecia ser simples. Era, provavelmente, de um atirador profissional.

Mas por que deixá-la ali?

Por que o assassino não a levou com ele?

Será que só o que importava era matar Carla?

Ouvi vozes perto do beco. Peguei a arma com a ponta dos dedos indicador e polegar e guardei-a no saco de bolhas que cobria o meu notebook.

Quando ia levantar reparei que havia um celular caído no chão. Peguei-o para investigar quando chegasse em casa.

Levantei, retirei as luvas e voltei para trás do carro.

Mariana me encontrou lá. A polícia apareceu alguns minutos depois.

Mariana, vendo o corpo de sua irmã sendo levado para a ambulância, chorou caída aos meus braços.

Notas finais
Hey. Gostaram? Eu sei que não.
Caso perguntem. Sim, a Carla é irmã da Mariana. E sim, o Mikael conhecia ela, e sim, ela morreu.
Até o próximo capítulo.