The Assassin Shadow

3 A Sucking Investigation


Notas iniciais
Estou de luto aqui com a morte da Carla. Kkk'
nesse capítulo, Mikael vai investigar os objetos que achou na cena do crime. E tem uma surpresa.

A polícia retirou o corpo de Carla da cena do crime e a interditou para a investigação.

Fui para casa e fui fazer a verdadeira investigação.

Entrei no meu quarto, tranquei a porta e apaguei a luz para que meus pais pensassem que eu estava dormindo.

Retirei o papel velho do meu bolso e passei alguns minutos tentando decifrar o que os números significavam. Completamente sem sucesso.

Retirei cuidadosamente a arma na sacola de bolhas. Retirei as luvas e a senti com as costas da mão. Estava úmida e melada.

E o celular era preto, touch screen da Samsung. Como papel de parede havia uma foto de Carla tirada numa praça no centro da cidade. Guardei-o na gaveta de minha escrivaninha.

Voltei minha atenção à arma novamente. Por que ela estaria melada? Pensei em chegar em uma conclusão na manhã do dia seguinte, eu já estava morto de cansaço. E já passavam das 4 da manhã.

Deitei e dormi no mesmo instante.


Eu estava em um beco. Um beco diferente do da morte de Carla. Era mais escuro e sombrio, a noite estava mais fria e nevava. Estávamos Mariana e eu em pé, conversando com dois caras. De repente eles atiraram em nós por nenhum motivo. A ultima coisa que lembrei foi um homem chegar perto de mim e me dar um chute no rosto.


Naquele momento eu acordei, com a respiração ofegante e o coração à mil por hora.

Olhei para o relógio, eram 7:00.

Não consegui dormir mais a partir daí, pensando no crime da noite anterior e no sonho. Será que eles tinham alguma ligação?

Comecei a usar minha cabeça e pensar nos acontecimentos de minutos antes no crime. Eu saí da casa da minha tia e encontrei Mariana. Fomos conversando e andando pela rua. Na nossa frente havia um homem alto e forte. Vestido com um casaco vermelho e calça jeans. Andando em velocidade média e depois que paramos e que Mariana me beijou ele desapareceu. Depois que ouvimos o tiro, houve um grito feminino. Mas se Carla já estivesse morta com o tiro, como poderia ter gritado? Será que havia outra mulher na hora do crime? Será que mesmo depois de um tiro no coração alguém tem forças pra dar um grito daqueles? Depois que fomos para trás do carro só vi o vulto do homem encapuzado de preto. Mas não era somente preto, nas costas havia um desenho, um símbolo que não consegui identificar direito, só percebi que era vermelho.

Homem forte e alto com casaco vermelho, tiro e grito de mulher, para trás do carro, homem encapuzado de preto, arma abandonada, 3159. Tudo isso não saía da minha cabeça.

E tinha o meu irmão que estava estranho.

O meu irmão.

Ele estava com um casaco preto de capuz nos braços quando estava saindo da casa da Tia Lúcia. E as luvas molhadas.


Me levantei no mesmo instante, peguei a sacola que eu tinha deixado em baixo da minha cama. Apanhei a arma com um pano. O cabo continuava melado. Me aproximei do cabo e o cheirei. Tinha cheiro de morango. Licor de morango.


Meu irmão...

Não.

Impossível.


Naquele minuto alguém bateu em minha porta.


Em fração de segundos guardei a arma na sacola e a coloquei em baixo da cama novamente. Me levantei e abri a porta. Era a minha mãe.

-O seu irmão desapareceu!

Notas finais
Adoro fazer isso, vão ficar curiosos. Ahahaha.
I see you at the next chapter. Até lá.