The Assassin Shadow
4 A Sucking Evidence
Notas iniciais
Mikael estava na festa de Natal de sua famíla, conversou com seu irmão que estava estranho. Depois da festa saiu e encontrou sua melhor amiga Mariana, eles se beijaram e ele descobriu que gostava dela. Quando passavam por um beco viram um corpo no chão. Era de Carla, irmã de Mariana. Mariana foi chamar ajuda e Mikael achou alguns objetos, os recolheu e foi investigar em casa depois que a polícia chegou. Com sua investigaçao, passou a acreditar na hipotese de seu irmão ser o assassino da garota. E depois disso, descobriu que ele desaparecera.
Leia o quarto capítulo de The Assassin Shadow para saber como tudo continuará.
3 dias depois.
-Desaparecido?
-É Mari, desaparecido.
-Por que não me disse antes?
-Bem, você estava muito triste, chorando a morte da sua irmã. Eu te entendo até. Mas eu resolvi esperar pra te contar.
-E foi quando?
-No dia do natal.
-Não é estranho que...?
-É muito estranho. Foi no mesmo dia da morte da Carla.
-O que a polícia disse?
-Bom, mamãe achou um bilhete no quarto dele. Estava escrito: Não se preocupem comigo, não é uma fuga nem um sequestro. Só preciso de tempo. Agora ele não atende o celular nem liga mais. Mamãe ficou desesperada e ligou pra polícia. Eles pediram para investigar o quarto do Léo para encontrar provas. Mas a mamãe não confia nessas coisas então ela não deixou.
-Nossa!
-Olha, alguém bateu a porta aqui. Tchau.
-Tchau Mika, até mais.
-Beijo.
Fui até a porta e a abri.
-Oi garoto, podemos falar com você.
-Podem, mas quem são vocês?
-Perdão. Delegado Marcos e policial Lucas disse delegado, me cumprimentando Queremos conversar com você sobre a morte de Carla Costa e o desaparecimento de seu irmão, Leonardo Andrade.
-Tudo bem.
-Bem... Sabe se seu irmão estava agindo de modo estranho?
-Ele estava um pouco estranho sim. Não conversava muito com as pessoas, saía a noite sem avisar e voltava muito tarde; essas coisas.
-Hum... Você conhecia Carla?
-Não muito, conheço a irmã dela. Mas nunca conversei muito com a Carla.
-Hum... Então Carla tem uma irmã?
-Tem.
-É sua amiga?
-É minha namorada.
-Entendi, sabe onde a família deles moram?
-Sei, é bem aqui perto. É só andar reto alguns metros. É uma casa amarela. Tem uma cerca com flores. É bem fácil de achar.
-Obrigado e bom dia
O delegado e o policial deram as costas e foram embora. Eu entrei no meu quarto e fechei a porta.
Os policiais já estão investigando, tenho que agir rápido, pensei comigo mesmo.
Fiquei durante horas pensando no que investigar e a que lugar ir. Abri meu notebook e comecei a pesquisar. Abri o navegador. Digitei: Ruptura no coração. Entrei em um site médico e não encontrei nada que falasse sobre reações após a ruptura. Mas concluí por mim mesmo que após um tiro no coração, não haveria razão nem foça para gritar tão alto como o grito daquela hora.
Lembrei-me do celular que estava na minha gaveta. A abri e peguei-o. Liguei e quando a tela principal surgiu, a foto de Carla na praça da cidade havia sumido. Fui procurando dados do telefone e não havia nada,nem fotos, nem música, nem vídeos e nem contatos da agenda. Fui checar a entrada do cartão de memória e ele não estava lá. No seu lugar havia um pedaço de papel dobrado. O arranquei e o desdobrei. Era um pedaço de papel novo, tirado de um caderno, escrito à caneta azul os números 3159.
Tudo o que estava acontecendo estava se tornando insuportável de guardar para mim mesmo. Pensei em contar para minha mãe mas ela me mandaria parar e deixar a polícia cuidar disso.
Mariana faria o mesmo. Ela acharia que não devia estar investigando isso, poderia ser perigoso.
Meu pai ficaria com horas de sermão, dizendo que não é bom se meter nessas coisas de crime e blábláblá...
Um dos meus primos... Não!
Eu tenho que cuidar disso sozinho até que alguma prova verdadeiramente concreta venha à tona.
Pensei na bolsa com a arma que eu tinha posto no armário. Achei melhor deixar por lá pra não causar nenhuma suspeita.
Minha mãe tinha saído então fiquei sozinho. Alguém bateu a porta da casa. Era Mariana. Ela me convidou para sair. Fomos até o centro da cidade assistir a um filme. Perguntei a ela se ela realmente queria assistir um filme. Só se passaram 3 dias da morte de Carla. Ela disse que não se importava. Já tinha chorado o suficiente e já tinha superado.
Era um romance meloso e bem chato. Ela chorou durante o filme inteiro. Nem me interessei em saber o nome.
Voltamos para casa e Mariana, no meio do caminho, começou a chorar novamente.
-O que foi? — minha pergunta só aumentou o choro É sua irmã?
-É... — respondeu ela, depois de alguns segundos É meio triste... Saber que... Ela morreu... Daquele jeit... -Abaixou a cabeça e as lágrimas derramaram em excesso no rosto.
A abracei por alguns minutos e fomos para casa.
Quando cheguei minha mãe já estava em casa. Estava chorando, quando a vi ela tentou disfarçar. Me perguntou se queria janta e eu disse que mais tarde.
Fui pro quarto e fiquei na internet. Aquele assunto de assassinato e desaparecimento já estava me enchendo mas eu não podia desistir.
Lembrei do celular e do papel com 3159.
As chamadas, pensei. Eu podia ver quem estava ligando pra ela.
Abri a gaveta sem olhar e estiquei minha mão para pegar o celular. Ele tinha sumido. No lugar tinha um pedaço de papel, bem maior do que o anterior. O peguei e li.
Eu matei Carla e eu já sei o motivo do desaparecimento de seu irmão. Eu também sei o que você está fazendo. É melhor você parar porque quando você descobrir tudo as coisas vão piorar. As coisas estão mais difíceis pra você. Não sei se seu pai te disse, mas a polícia foi no seu quarto e recolheu tudo o que não devia estar aí. O celular fui eu quem pegou. Desista. A sua investigação ridícula não vai te levar a nada.
Ass: 3159
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