That's Christmas To Me

2 Where Are You Christmas(...)


Notas iniciais
Não consegui fazer só um capítulo.Mas, ela não terá mais de 3 capítulos. É um conto que eu preciso contar a parte de cada um, ou quase isso; aproveitar que ainda é Oficial Natal (comercial) para poder postar e fazer valer a pena ou coisa assim. Eu não sei fazer coisa pequena... Já disse isso uma vez; e digo sempre. É apaixonante trabalhar com esses personagens. ♥ Acho que esse capítulo não ficou tão grande quanto o outro; mas, ele está aqui. Com a sua Ilustríssima presença♥ ~♪♫Enjoy♥♪♫ Músicas que ouvia enquanto eu escrevia esse capítulo: ♪Pentatonix ~ Joy to the World ♪ ♪Lucas Grabeel ~ Go The Distance♪ ♪Dean Fujioka ~History Maker♪

Quando chega o período do natal, muitos residentes intercambistas acabam pedindo um visto para as férias de 15 dias para passar as festas com a família. Mas, naquele ano, quem foi para casa nas festas e não morava na Europa foi muito corajoso. Porque tiveram que aturar o tempo de viagem, que era entre 12 até 18 horas de viagem ou mais; o caso dos alunos que não moravam na Europa e tinham que atravessar um mar para ir para casa foram muito corajosos. Os intercambistas que ficaram no dormitório do Depardieu eram dois coreanos, uma americana, uma boliviana, uma costa riquenha, dois franceses, um italiano, uma alemã e cinco brasileiros; entre os brasileiros estava Victor e entre o italiano estava Antonie; que assim como Simone, achou que passar as férias de fim de ano no dormitório seria mais atrativo do que ir para casa aturar a própria família. Ou menos cansativo.
Para os que nasceram no outro lado do oceano, passar até treze horas no avião de ida e volta era incomodo, e nisso perder mais tempo no avião e dois dias para se recuperar, do que ficar com a família e acabar não se recuperando e descansando totalmente, não era algo muito “atrativo”.

Traduzindo, pegar avião ficar mais tempo no ar e na estrada, gastar dinheiro, mal descansar em 15 dias; não foi a opção dos que ficaram no dormitório. Quem escolheu sair para ir para casa, ou era acostumado, ou estava com muita saudade da família. Ou nem foi realmente para casa. Era loucura viajar na época das festas de fim de ano. Todo mundo sabia disso.

Victor mesmo, achou que perderia muito tempo com essa voagem e preferiu ficar em Paris. Aliás, a garota que ele estava apaixonado também ficou em Paris, e passar essa época do ano com a Monitora, o deixava sem reação. Adorou poder passar mais tempo perto dela; pra que ir para o Brasil? Ele tinha tudo que ele precisava na França. E estava feliz com essa decisão sua. Chateou a sua família? Sim, mas, ele explicou como era mais fácil e menos cansativo ficar em Paris; era até mais barato, que da próxima vez iria passar as festas em casa.
Porém, nem ele garantia isso.

Os corredores estavam vazios e silenciosos, ao contrário do que é no Brasil; agora em dezembro era o meio do ano escolar; então era para ter bastante alunos. Bom, não foi o caso. Então, o único barulho que existia no corredor que era habitado por intercambistas mais velhos, eram feitos por eles.
Antonie e Igor abriam caminho e espaço entre colchonetes, edredons, mesas e cadeiras em uma sala no final do corredor do 6º andar, revelando um lugar espaçoso, “imenso”, um lugar de lazer; como Antonie tinha dito anteriormente. Só escondido por uma porta velha e trancada, que ao ligar a luz pareceu abrir caminho para uma nova terra, uma nova dimensão; um paraíso.

—Uau! – Exclamou Igor; o loiro de representante dos intercambistas brasileiros; um dos poucos representantes que ficaram naquele ano, na verdade, ele estava muito para organizar uma viagem quando se tinha uma apresentação para fazer naquele ano. – Minha nossa, nossa, nossa... – Os castanhos do brasileiro passaram pelo local, que parecia um palácio de tão grande. Só estava sujo, bem bagunçado. – Eu nunca tinha visto esse lugar!

—Ah, e nem iria ver. – Antonie riu se gabando enquanto Leonardo, Shin e Victor entravavam no local; tão grande quanto um refeitório. – Aqui era o esconderijo secreto dos Coloré; acha mesmo que íamos deixar alguém ver essa beldade?

—Mas, então porque você e Armin não a usam mais? – Perguntou com uma cara de entediado chutando o que era um puff fofão bem grande da cor rosa salmão. – Porque se até hoje não sabíamos dela, vocês poderiam ainda usar sem o resto dos coloridos, não é? – Antonie pareceu surpreso, não que não havia pensado nisso; mas, o local era para mais de duas pessoas; no máximo vinte. Um grupo grande, uma dupla não seria legal.

—Porque não é legal pra uma dupla; é pra um grupo grande.

—Ah! – Exclamou Igor ainda muito admirado. – Eu me pergunto porque eu nunca andei com vocês antes. – Ele gargalhou. – Enfim, vamos lá. O que vamos fazer por esse lugar, bem aleatoriamente?

—Vamos fazer nossa confraternização aqui” – Disse Antonie.

—Não... – Exclamou Igor todo animado. – Sério? Poxa! Os seus amigos não vão se importar? – Antonie o olhou sem entender.

—Eles não usam mais isso. E sim; é sério.

—Tsc, tsc, tsc... – Shin começou a fazer o som com a boca enquanto olhava o local.

—É o que agora Lang? – Resmungou Antonie o encarando. Shin pelo contrário o olhou com muita calma, ou quase isso.

—Vamos ter que arrumar isso sozinhos? – Perguntou Shin.

—Somos a equipe da decoração! – Falou Leo. – Então, sim, vamos.

—(...) Que droga! – Shin respirou fundo, havia muita poeira, ele tinha medo da bendita da sua alergia atacar. – Por onde começamos?

—Comece pelo começo, siga até o fim; e depois pare! – Antonie e Igor entoaram a frase juntos. Leo sabia aquela frase, mas, fico com vergonha. Lewis Carol.

—Onde é o começo? – Perguntou Victor.

—O chão né?! Tem que limpar, e tem as paredes, janelas, arrumar, organizar!

O local era enorme, tinha uma grande janela que não abria, era só para ver a vista e iluminar o local, ela estava sendo tampada com alguns panos que faziam o papel de cortinas; havia janelas menores no fundo da sala, que era por onde passava o ar, haviam cinco armários, um lado esquerdo do local e duas camas beliches na parede do fundo; havia o tapete, que era um carpete azul escuro. Tinha muitos puffs, uns vinte no total, tinha um aparelho de som intacto, e também uns instrumentos de orquestra; seis no total. Nas paredes e no teto haviam inúmeras estrelas fluorescentes que se espalhavam entre o teto e as paredes. E em um canto de uma parede, perto dos armários, haviam marcas de mãos feitas com tintas; de cada um dos coloré. Seus nomes estavam escritos embaixo.

—Digamos que aqui é uma sala luxuosa! – Exclamou Igor. – Do alto escalão.

—Ah, sim; nós éramos luxuosos! – Disse Antonie com um certo ego na voz. – Apesar de não ter todas as coisas que deixavam isso muito mais luxuoso, confesso que.

—Vai ficar relembrando o passado ou vamos arrumar isso? – Resmungou Shin. – Porque se for ficar relembrando eu vou instantaneamente ir pra cozinha. – Todo mundo ficou em silêncio.

—Bom, o carpete a gente não vai precisar usar vassoura. – Começou Antonie. – Nós lavávamos com sabonete caseiro.

—Não precisa do aspirador de pó?

—Também; tiramos pó dos armários, puffs, das janelas, de tudo, depois lavamos o carpete com detergente líquido, até criar espuma. A gente esfrega com uma escova macia, fazendo espumar; depois é só limpar o produto com um pano úmido e secar com um secador de cabelo. Feito isso nós organizamos tudo isso aqui e decoramos aqui.

—Ah, você disse que ia ser fácil! – Exclamou Shin.

—Mas, é fácil! – Disse Antonie sorrindo.

—Não! Fácil é pegar uns inúmeros ingredientes e fazer várias receitas para um jantar. Isso é difícil.

—Ah, qual é Shin! – Reclamou Antonie. – Fácil é trabalhar com a sua irmã; contigo é uma droga. – Houve um silêncio no cômodo; o garoto esperou alguns segundos ergueu a cabeça e deu meia volta. – Coopera!

—Eu não vou participar dessa droga!

(...)

—Bom... – Começou Igor. – Nós temos que começar a organizar tudo ou não vamos atender as expectativas. – Ele olhou para Antonie que acenou positivamente.

—Bom, algum de vocês dois tem alergia a pó? – Victor levantou a mão. – Sério baixinho?

—Quem não tem alergia a pó? – Antonie coçou a cabeça.

—De fato; faremos assim; você vai pegar água para lavarmos as janelas, um aspirador e acho que panos.

-Você acha? – Victor ergueu uma sobrancelha.

—Não era eu quem limpava isso aqui. Eu só pegava água e o aspirador.

—Certo; agora é você quem está limpando é você! – Leo lembrou. – Então, o que você pode fazer além de pegar a agua e o aspirador?

—Organizar vocês para arrumar a sala de modo aceitável. – Antonie revirou os olhos e pensou um pouco. – Certo; eu vou pensar mais um pouco (...) Vocês dois podem afastar cada puff um do outro? Dar um espaço para vermos o carpete? Ficará fácil para limparmos o carpete e aspirarmos tudo. Então vocês poderiam também colocar pra fora as coisas se quiserem. – Eles acenaram positivamente enquanto Antonie começou a pensar mais ainda. – Igor vem comigo, quero pegar o aspirador a vácuo também, junto com as lanternas de vidro.

—Isso não é a mais?

—Você vem comigo ou não? – Igor ergueu os braços.

—De boa. – Antonie deu um sorriso.

—Não precisam mexer com pó. Só afastem um móvel do outro; certo?

—Certo! – Os dois responderam juntos enquanto os mais velhos pegavam dois baldes e saiam pelo corredor em direção à escadaria.

Leo deu uma volta na sala e percebeu que estava ficando frio; Antonie puxou a trinca que abria as pequenas janelas de cima e o vento frio se impregnou no local, já que aparentemente ali não tinha aquecedor. Mas, quando arrancaram as cortinas que impediam que a luz do dia de entrar no local; além de levantarem uma poeira danada, os fazendo espirrar por alguns segundos; quando a luz do dia entrou pelo local, eles puderam se encantar com a paisagem de Paris em dezembro...
A neve em alguns telhados, as decorações de natal, uma vista maravilhosa pela cidade, era possível ver o Rio Sena dali, e eles até perderam o ar.

—Mas, que eles eram privilegiados eles eram! – Exclamou Leo.

—Poder! Isso se chama poder. – disse Victor sorrindo. – Não há problema nenhum nisso. Onde podemos começar?

—Vamos colocar os puffs para fora e ver o que fazemos a partir daí.

Depois de admirarem mais um pouco a vista, começaram a tirar os puffs para fora, Quando eles começaram a tirar os puffs, resolveram tirar também os lençóis que estavam sobre os puffs e os que estavam nas janelas.
Tiraram os instrumentos e o aparelho de som também, e qualquer outra coisa que estivesse ali, que pudesse atrapalhar o aspirador do Antonie a funcionar.

—Eu comprei um presente para a Monitora... – Victor disse enquanto junto com Leo, puxavam uma case, (um estojo) de m violoncelo. O amigo o olhou intrigado.

—Você tirou ela? – Victor abaixou a cabeça sorrindo.

—Não! – Ele negou sem graça com o rosto todo vermelho. – Eu comprei algo pra ela! Um presente.

—Porque?

—Eu... – Ele ficou vermelho naquele momento. – Eu quis comprar algo.

—Tá; eu sei disso. Você acabou de dizer, mas, porque? O ex dela vai matar você!

—Não sei porque. – Victor deu ombros. – Eles agora são ex-namorados. – Leo deu uma risada óbvia.

—Você acha que ele também não vai dar um presente para ela?

—Eu acho que ele está com dor de corno? Poxa, ele é chato, vai dar briga e. – Victor o interrompeu.

—Não vou dar o presente na frente dele né. – Ele disse sorrindo com o coração batendo forte. Só a menção de dar um presente a ela o deixava nervoso. Mas, era um nervoso bom.

—Tá bom... – Eles ficaram em silêncio ainda retirando as coisas. – O que você comprou pra ela? Bombons? Roupas? Um sapato? – Ele hesitou um pouco. – Não consigo pensar no que você poderia comprar para ela.

Ele deu um sorriso.

—Um colar.

—(...) Tá de brincadeira comigo né?

—Não.

—Um colar? – Ele confirmou de novo. – Com símbolo teatral?

—Melhor!

—Ah, claro. – Leo estava em um misto de curiosidade e medo. – O que seria melhor do que um colar com símbolo teatral para uma estudante da Arte?

—Um colar com uma pedra preciosa.

—Quem você roubou?

—Eu economizei! – Leo o olhou com uma expressão preocupada. – Então; eu me roubei.

—Ah mas com certeza não devia ter gasto tanto. Como você vai comer agora?

—Eu dou os meus pulos...

—Se você pular você vai sumir! – Ele se resumia como ele era magro.

—Vou não. Ou vou, não sei... Esbelto é tendência. – Os dois riram enquanto tiravam o último puff e até uns colchonetes que havia no lugar.

—Puta que pariu esse lugar é maior do que eu tinha ideia... – Falou Leo surpreso. Porém, não mais surpreso que Igor quando chegou ao local com água, aspirador e outras coisas.

—Mãe de Deus! Isso é um palácio! Uau!

—Um palácio... – Antonie riu. – Não, nada disso, é só um quarto, uma sala; um deposito...

—Parece uma suíte sim. – Falou Igor o encarando. – Dá para parar de negar? Parece besta.

—Tá bom. Era o nosso palacete real.

—Ainda por cima é exibido. – Antonie negou rindo e eles começaram a limpar o carpete.

Primeiro com a espuma, aspiraram todo o lugar. Limpavam os armários, arrumaram os beliches, os colchonetes e lavaram as janelas. Na verdade, eles tentaram dar um ar aconchegante, limpo e belo, ao local que foi fechado a quatro anos atrás depois que supostamente os “Coloré” se dividiram, por livre e espontânea pressão.

—Devíamos colocar uns enfeites de natal aqui. – Comentou Victor. – Vai ficar bem legal.

—Podemos tentar algo assim... – Antonie ia começar a aspirar o carpete que estava com a espuma. – Nós vamos ter que. – Ele foi interrompido com alguém andando pelo corredor. Eles voltaram sua atenção para os barulhos no corredor.

—Eu tenho um recado para vocês. – Todos pararam para ouvir.

—Shin? – Igor ergueu uma sobrancelha quando o coreano mostrou o celular a altura deles para que pudessem ouvir. Não tinha porque ele estar de volta; aliás, ele saiu por livre e espontânea vontade. – O que é agora? – O garoto apenas apertou a tela do celular.

Olá rapazes, achei que hoje seriamos humanizados; então, eu estou meio atarefada para ouvir o murmúrio da alma perturbada e intrigada de vocês que eu jogaria no Rio Sena se ele congelasse por completo... O negócio é o seguinte: Não sei o que vocês fizeram, falaram, agiram ou olharam... E não quero saber, porque senão vou querer colocar arsênio no chocolate de vocês! Hãn, então; coloquem o meu irmão de volta no grupo! E fim! – Resmungou Mi-cha por mensagem de áudio, Shin em seguida guardou o celular e esperando enquanto olhava para os garotos que não entenderam nada; enquanto ele tinha um sorriso vitorioso nos lábios.

—Você contou pra sua irmã? – Perguntou Igor assustado com o dom no celular; era tão autoritário. E ao mesmo estava indignado, como ele contou, aliás, o que ele contou? – Daí você só aparece aqui pra que?

—Comentei o quão autoritário estavam sendo, sem sequer ter um planejamento! Achei ultrajante. Vim para ajudar. – Disse a última frase cinicamente.

—Achei que você não quis mais participar porque era muito trabalhoso. – Falou Antonie.

—Também. Mas, preciso fazer algo, né? Está chato no meu quarto e; é só uma vez no ano. – Igor olhou para Antonie como se perguntasse: “temos mesmo que aceitar ele de volta? ”. Antonie queria muito dizer não.

—Você não ia pra cozinha? – Indagou Leo.

—Katherynne me expulsou. Ela jogou sacos de açúcar em mim, gritou comigo em gírias de gente sulista brasileiro(...) Eu sei quando não sou bem vindo em um lugar. – Igor quis rir, imaginou a cena na sua mente.

—Shin, eu queria muito dizer que não. – Começou Antonie depois de o olhar por um longo tempo. – Mas, obviamente, morte por arsênico deve ser ruim e.

—Ela não estava falando sério. – Disse Shin rindo.

—Eu não confio na sua irmã. – Ele estreitou os olhos. – Para falar a verdade; eu não sei se confio em v.

—Pode ajudar a limpar os puffs comigo. – Falou Victor desviando o assunto para outra coisa. – Tranquilo, rápido... – Shin franziu a testa e respirou fundo.

—Prefiro ficar dentro.

—Que seja Shin! – Exclamou Igor. – Pode ajudar a limpar a janela.

—Mas. – Ele ia dizer algo quando foi interrompido

—A janela! – Exclamou Antonie lhe dando um pano e apontando para um balde.

Enquanto Shin caminhava para dentro do local, eles puderam ouvir um barulho vindo do primeiro andar. Pela gritaria, óbvio que eram as meninas, porque em seguida houve uma onda de risadas e berros; os berros distribuídos de graça eram entre Mi-cha e Kathy. Antonie parou o que estava fazendo para tentar ouvir alguma coisa.

—Mengoni... – Chamou Igor. – Nós temos que terminar! Mas, só para saber; quer ir lá no hall de entrada pegar uns enfeites de natal? – Antonie deu ombros sorrindo; porque não?

No refeitório principal, que agora só estava sendo ocupado pelos estudantes do Depardieu, que também usavam a cozinha já que foram avisados que os cozinheiros estariam de recesso por 15 dias, já que não era para ter nenhum aluno ali. Então, ninguém se importou em fazer a sua própria comida. Todo mundo se entende conversando.
Alex e Marjorie estavam sentadas nas cadeiras em volta de uma mesa enquanto Mikaele estava sentada na mesa, da qual Katherynne estava primeiramente deitada. Quando as garotas chegaram Kathy gritou animada, esperançosa enquanto esperava as coisas que tinha pedido. Sem entender o ânimo, as garotas gritaram também.

—Porque estamos gritando? – Perguntou Marjorie depois de um tempo.

—Porquê as minhas coisas chegaram. – Disse Kathy se sentando na mesa.

—Suas coisas? – Déia ergueu uma sobrancelha.

—Sim, as coisas que eu pedi pra Simone, porque Mateus enrolou muito e (...) Aliás, cadê ela? – Ela olhou para as garotas. Cadê a Simone?

—Ela foi comprar as coisas e já vinha pra cá. – Déia ficou quieta por um instante.

-Então se ela não chegou, ela não voltou, ué. – Respondeu Mikaele.

-Então deixa eu ver se eu entendi, Simone ainda não chegou? – Perguntou Mi-cha colocando o que haviam comprando, e o que estava em seus braços em uma das mesas do refeitório. Realmente era muita coisa. Muita coisa dividida entre ela e Déia.

—Ligamos para ela, ela disse que ia comprar o que estava na lista e já vinha para o dormitório. – Começou Kathy. – E realmente era coisas que ela poderia pegar no.

—Katherynne... – Mikaele chamou sua atenção. – Só coisa do mercado?

—É.

—Que mentira Kathy! – Falou Marjorie. – Você pediu coisa a mais.

—A mais? – Déia a encarou sem entender. – Porque pediu coisas a mais?

—Não pedi não! – Retrucou Kathy cruzando os braços

—Kathy... – Alex falou.

—Não pedi. – Kathy continuava negando. Mika então revirou os olhos e olhou para as garotas.

—Ela pediu mais doces e coisas aleatórias. – Mika respondeu.

—Kurz! – Mi-cha exclamou indignada.

—Lang! – Kathy respondeu sem demonstrar nenhuma culpa.

—Pronto, agora ela desapareceu! – Exclamou Mi-cha irritada.

—Ou morreu... – Começou Mika indo pela linha de raciocínio.

—É só ligar pra ela gente... – Falou Alex calmamente. – Vou fazer isso agora, não entrem em pânico. (...) Simone? É a Alex! Oh, pelos céus, onde você está?

—Oi. Eu? Eu já estou voltando para o dormitório.

—Certeza?

—Claro.

—Ótimo! Vamos estar esperando você.

—Obrigada.

—Pronto gente. – Disse Alex. – Ela não se perdeu, nem morreu. Está voltando para o dormitório com uma ótima voz.

—Ótima voz? – Mika perguntou. – O que significa “ótima voz”?

—Não estava apavorada, nem parecia afoita. Bem. – Alex explicou.

—Então devia ter dito “bem”. – Falou Marjorie.

—Mas, eu falei.

—Oh; ok meninas... Esses são os presentes de vocês. – Apontou Déia sentando-se na mesa e se espreguiçando. – Achei muito refinado todo mundo ter encomendado antes. Foi muito rápido e até secreto. Eu adorei!

—Nós somos refinadas. – Riu Marjorie. – E inteligentes!

—Somos fabulosas! – Exclamou Joana rindo e entrando no refeitório, com um sorriso largo. Nenhuma das meninas haviam visto Joana desde a dois dias atrás; e só agora, ela dá o ar da sua presença. Por isso que elas a observavam sem jeito; ela queria mostrar, ou tentar mostrar que tinha uma autoridade; o que não era tão verdade assim; então pelo jeito que ela mostrava que era superior, deixava as demais talvez um pouco prontas para ignorarem. – Então; o que nós estamos fazendo?

—Nada. – Respondeu Kathy ríspida.

—Kathy... – Mika a cutucou.

—O que? – Perguntou Kathy cínica.

-Como nada? Vocês não deveriam estar na cozinha fazendo... Sei lá; comidas?

—Oh, para o seu governo. – Kathy foi interrompida por um beliscão de Mika.

—Nós fizemos o básico. – Respondeu Marjorie. – Só estamos esperando os outros ingredientes.

—Que estão....

—Com Simone. – Disse Alex calmamente.

—E onde está Simone?

—Voltando pra cá!? – Questionou Mi-cha com sarcasmo.

—Huum... – Joana olhou em volta. Parecia entediada. – O que vamos fazer agora?

—Na verdade, o que você estava fazendo? – Perguntou Mi-cha. Ela tinha idade para apanhar de Joana.

—Perdão?

—Nesses dias que você sumiu; sei lá. A gente se via muito pouco. O que fazia que era mais interesse que nos ajudar?

—Ajudar? – Ela se sentou em uma mesa um pouco mais longe. – Como? Vocês me excluíram de tudo.

—Tudo não. – Alex ia dizer algo, mas Kathy a interrompeu.

—Tudo sim. – Ela falou. – Nós não sabíamos onde colocar você para ajudar.

—Katherynne! – Exclamou Déia. – Que coisa feia.

—Ah, calem a boca; vocês pensaram a mesma coisa!

—Na verdade Di Bartolo; depois que nos deram o recesso você sumiu; não queríamos interromper você.

—Ah, claro. – Ela revirou os olhos e cruzou os braços. – Nunca querem me interromper.

—Porque? Você está bem? – Ela olhou para a mesa com desdém.

—Meus presentes? – Ela apontou para a pilha de embrulhos.

—Sim. – Déia confirmou; Joana simplesmente se levantou e caminhou até os embrulhos

—Valeu. – Ela disse sorrindo e foi pegar os seus presentes, algo mais ou menos entre cinco. – Me chamem quando a mágica começar! – E foi saindo. – Ah, sim... Sobrou algum troco pra mim? – As garotas se entreolharam. – Eu sei que sobrou.

Mi-cha lhe deu 37 euros; e antes que pudesse dizer algo, Joana já estava longe. Houve um silêncio, e antes que elas pudessem se perguntar do porquê, elas pegaram suas coisas e foram para os seus quartos, era só guardar os presentes e voltar para os afazeres. Ninguém pediu troco nem nada, qualquer coisa usariam o dinheiro para o ano-novo e pronto. Mas, Joana estava estranha, estava quase que; aparentando que estava com saudades de casa, ou de alguém.

As garotas voltaram para o refeitório para tomar uma bebida quente e conversar enquanto esperavam Simone; caso ela demorasse muito, elas iriam atrás dela, independente de tudo, ela era importante.
Então de repente sobre murmúrios e reclamações, entraram os rapazes.

—Oh! – Alex exclamou. – Isso vai ser divertido.

Quando o grupo das compras dos garotos chegou, assim como as meninas, eles deixaram as compras em cima da mesa do refeitório; estavam reclamando e estava completamente desorganizado. Havia presentes com nomes e outros sem nome. Os que eram do amigo secreto; e daí os garotos teriam que perguntar o que era para Mateus; então Mi-cha se virou para aquela afobação e começou a rir.

—Você está rindo de mim? – Ela deu ombros. – É o que?

—Vocês estão desorganizados!

—São terrivelmente desorganizados! – Exclamou Déia. – Pierre franziu a testa.

—Ah, nós somos é? – Ele provocou. – Como é que vocês, “organizadas” fizeram? – Ele fez aspas em organizadas.

—O óbvio! – Exclamou Déia.

—Nós nos separamos. – Continuou Mi-cha. – Cada uma foi em uma loja, separadas né, óbvio. – Ela parou ao perceber o espanto de Pierre. – Não me diga que vocês entraram juntos em loja por loja. – Pierre ficou em silêncio.

—Burrice falou alto, viu!? – Disse Kathy rindo alto.

—Isso aí Kurz! E nós também, improvisamos; chegamos em um lugar e ligamos paras as meninas e perguntamos o que elas queriam. Foi divertido fazer isso em cima da hora. Mas; eu não faria novamente. – Disse Déia com um sorriso no rosto.

—Claro que não.

—E o mais inteligente; elas deixaram as coisas delas encomendas; só fomos buscar. – Disse Mi-cha estralando os dedos.

—Se fosse uma competição, nós ganharíamos duas vezes, rapidez e inteligência. – Kathy saiu da cozinha saltitando e sorrindo em direção à Mateus. – Oi querido; como você está?

—Oi minha incalculável... – Mateus falou baixinho, deixando sua respiração tocar a orelha de Kathy, a abraçando bem forte. – Como foi o seu dia? – Ele disse dando-lhe um selinho.

—Menos agitado do que eu imaginava. – Ela respondeu em um tom manhoso.

—Parem com essa grudenta demonstração de afeto! – Exclamou Cainan. Kathy o ignorou revirou os olhos e sorriu.

—Ué; cozinhar não é agitado? Não foi por isso que você acordou cinco horas da manhã?

—Fizemos o básico, estamos esperando a Simone com os outros ingredientes.

—Ela ainda não chegou? – Perguntou Cainan preocupado.

—Não. – Respondeu Marjorie.

—Como assim? – Pierre ergueu uma sobrancelha.

—Assim, assado... – Começou Kathy. – Que ódio gente! Ela foi comprar os negócios que eu pedi pro Mateus comprar; e ela ainda não chegou. – Cainan franziu a testa.

—Onde você pediu pra ela comprar as coisas?

—Por Paris ué. – Ela deu ombros.

—Que coisas?

—Bom, coisas fáceis de arrumar, sabe?

—O que são coisas fáceis de se arrumar?

—Tá a fim dela é Cainan? – Perguntou Mi-cha cruzando os braços e sorrindo maliciosamente para ele.

-O que? Quem? Eu? Que? – O garoto ficou vermelho, sem jeito enquanto as garotas achavam aquilo engraçado, o garoto não; ele não conseguia pensar em nenhuma palavra que naquele momento fosse fazer sentindo. – Erh. Eu não quero que ela se machuque ou...

—Ou...? – Cainan abriu a boca para falar alguma coisa, mas só foi para puxar ar porque não tinha o que falar.

—A.

—Ich kam an! – Simone exclamou entrando pela porta do refeitório cheia de sacola surpreendendo todo mundo. – Eu estou viva gente! – Ela disse rindo.

—Gente! – Exclamou Alex. – Você ri! – E antes que ela parasse de sorrir, Mika se aproximou dela.

—Você foi em Estrasburgo? Foi e voltou? – Ela parecia surpresa. – Fez isso em menos de quatro horas? – Mika estava impressionada.

—Não havia neve nos trilhos, o clima estava bom. E Sim; em menos de cinco horas.

—O que você foi fazer em Estrasburgo? – Antes de responder, ela foi logo entregando as sacolas com ingredientes e em deixou outras em cima da mesa, para então ir tirando o casaco, e se sentando em uma cadeira perto das meninas.

—Devo agradecer a Cainan por me dar a lista, que tirou das mãos de Mateus.

—Porque? – Perguntou Mi-cha em uma risada.

—Se eles tivessem que comprar, mas nunca que procurariam algo tão natalino.

—Algo tão natalino? – Perguntou Pierre em uma risada, não estava entendendo. – Como assim?

—Eu fui até Estrasburgo.

—Disso nós sabemos... – Comentou Marjorie.

—Nós não sabemos porque está tão(...) alegre. – Falou Mateus.

—Tenham em consideração que a feira ao ar livre de Estrasburgo é maravilhosa.

—Kutzman... – Antonie havia chegado no refeitório nessa hora. Ele estava indo em direção ao hall de entrada, onde havia vários enfeites que ele pretendia pegar. Simone o olhou com um olhar muito brilhante. Mais brilhante que o normal. – (...) Aan, está tudo bem? – Ele deu um passo para trás.

—Eu estou bem e ficarei melhor se hoje todo mundo usar isso! – Simone tirou de uma das sacolas um suéter de natal. Todos ficaram em silêncio. – Eu comprei para todo mundo! – O suéter que ela tinha em mãos era com listras, pretas, bege, vermelho e verde com desenhos típicos natalinos, como renas e árvores de natal pelo suéter.

—Todo mundo? – Perguntou Alex.

—Do Thaylor até o residente mais novo desse dormitório. – Ela entregou o suéter para Alex.

Então pegou outro da cor vinho com renas e bolas de natal da cor branca e entregou á Déia.
Para então tirar outro suéter da cor azul escuro com flocos de neve brancos com golas e mangas vermelhas entregando a Mika.

—Oh. – Ela parecia surpresa; assim como todo mundo.

—Como sabe se vai servir? – Perguntou Cainan.

—Eu sei que vai. – Ela entregou um da cor verde escuro com uma meia vermelha estampada do peito cheios de flocos de neve, com as mãos e as golas vermelhas; para Marjorie. – Eu tenho absoluta certeza! – Ela deu um com listras vermelhas, azuis, esverdeado e branco, e em cada listra havia vários símbolos natalinos, como bonecos de neve, árvores de natal, sinos, renas, flocos de neve, e o entregou a Mi-cha.

—Mas... – A garota tentou retrucar.

—Ah, eu fui muito longe; e isso é perfeito para hoje. – Ela observou um turquesa escuro com flocos de neve e pinheiros e o guardou. – “Esse é para Joana. ” – Ela murmurou. – Ah esse é para você Kathy! – Ela entregou um suéter branco com listras vermelhas e pretas, com uma corça e um cervo e um coração no meio com flocos de neve. – Ela é par dessa... – Ela mostrou uma outra igual. – Para o Mateus.

—Hãn, ah não! – Exclamou Mateus; enquanto ela o encarava.

—Eu fui atrás do que você devia ter pego. – Simone respondeu entregando o suéter igual de Kathy. Em seguida ela pegou um suéter preto com mangas vermelhas com bolas de árvore de natal, e com o desenho de Papai Noel para Antonie, que ficou surpreso.
Ela entregou um suéter azul claro com biscoitinhos de gengibre e vários doces, com a gola branca pra Cainan.

—Parabéns Cainan... – Resmungou Mateus.

—Ah, eles são fofos! – Exclamou Kathy. – Ela pensou em nós como um casal! E isso é muito fofo! – Simone sorria enquanto tirava um suéter laranja escuro com a gola vermelha, com uma rena estampada no centro, que possuía enfeites natalinos em seu corpo, principalmente em seus chifres; e o entregava á Pierre.

— Vamos ficar tão fofos! – Exclamou Simone sorrindo.

—E como é o seu hein? – Perguntou Mi-cha. Então Simone tirou um suéter que parecia uma arvore e natal, que tinha bolas e natal, bengalas de açúcar de enfeites e também com pisca-piscas. Extravagante.

—Não é fofo?

—Uau! – Exclamou Mika. – Chocada eu estou! – Ela disse sorrindo. – Nós podemos fazer isso.

—Podemos? – Perguntou Alex encarando Mika.

—Podemos! – Respondeu Mika. – Você vai entregar os outros suéteres?

—Sim! Sim! E por favor, não esqueçam de usá-los hoje à noite. – Era uma mistura de pedido fofo com uma ameaça; até porque Simone nunca falava ou falou assim antes.

—Pode deixar; vamos usar!

Se houver amor em seu coração e em sua mente, você vai sentir como se fosse natal o tempo todo.
(Where Are You Christmas?)

Notas finais
Desculpem os erros, e para mim nunca é bom apenas um capítulo; gostamos de histórias longas e acho que vocês sabem. Obrigada pela leitura. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Estou aqui para vocês!! ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ♥Beijos da Autora♥ ♠A sua Residente em Paris Favorita♠