Notas iniciais
Mais um capítulo, porque não é uma crônica sem fim, é uma história amavél ...♥ Aprendi que o Pentatonix é um grupo a capela com músicas natalinas divinas rsrs. Ouçam uma mesma música por mais de quatro horas; é o que eu faço... E só para avisar; eu não consegui fazer só um capítulo.Mas, ela não terá mais de 3 capítulos. Meu plano era fazer 3 histórias natalinas; mas, como não vai dar... Esse é um conto que eu preciso contar a parte de cada grupo. A verdade é que eu não sei fazer coisa pequena, e já disse isso uma vez, e digo sempre: "É apaixonante trabalhar com esses personagens". ♥ ~♪♫Enjoy♥♪♫ Músicas que ouvia enquanto eu escrevia esse capítulo: ♪Pentatonix ~ Deck The Halls ♪ ♪Wakaba ~ Asshita, Boku wa Kimi ni Ai ni Iku♪ ♪Pentatonix ~White Winter Hymnal♪ ♫♪Dean Fujioka ~History Maker♪♫ (Porque eu amo essa música céus)

Ainda faltava algumas horas para a ceia, a confraternização e o amigo secreto; o grupo que cozinhava estava entre muito felizes, muito surpresas e muito ansiosas. Felizes por ser um dia especial. Surpresas pela atitude de Simone, que foi muito além do que estavam acostumadas. E ansiosas para usarem os suéteres que a garota comprou com tanto carinho e amor. E óbvio, pelo Concerto e Fim de ano.


Havia um Concerto de Fim de Ano, que alguns alunos do Depardieu participavam; alguns, não todos. E dependia muito do que eles estudavam ou cursavam pelo Depardieu. Ia de Orquestras com instrumentos de cordas, madeiras, metais ou instrumentos de percussão, á Musicais, Óperas e Musicas Á Capela natalinas. Poucos estudantes residentes participavam desse Concerto que percorria toda França; indo do Norte ao Sul do país, pelas 22 regiões francesas. E essas apresentações são um sucesso, porque os alunos são um sucesso. E não precisava ser nenhum gênio para saber que Armin Rowell estava nesse Concerto e por isso não estava no dormitório naquele ano.

Nem todo mundo conseguia vaga para esse concerto. Tinha um número limitado, e só por Armin e Niedja terem conseguido já foi um passo e tanto para o grupo de garotas que estava na cozinha: Mika, Kathy, Marjorie e Déia estavam eufóricas, não que pensassem que iriam participar desse Concerto esse ano, mas; poxa, alunos que elas conheciam e conviviam sim!

—Confesso que esse ano estou bem cansada. – Comentou Mika enquanto arrumava a massa de uma torta sobre a forma devagar. Não queria errar na porção da massa. – E ansiosa para ver os meninos na televisão.

—Que meninos? – Resmungou Déia. – Só tem Niedja e Armin esse ano no Concerto! Nem o Cainan ou o Shin conseguiram.

—O que me surpreendeu. – Comentou Kathy cortando a massa de um bolo. – Já pararam para pensar que Shin e Mi-cha deviam estar lá, e não estão?

—Conrado está. – Lembrou Marjorie. – Se for por eles serem asiáticos; tem o Conrado na filarmônica! – Exclamou a garota. – E ele está excelente no piano.

—Nossa... – Murmurou Kathy. – Quem diria que Armin Rowell cederia a sua vez no piano para o ex amigo?

—A hora de começar a falar da guerra antiga começou? – Perguntou Alex erguendo a sobrancelha e largando a massa dos bolinhos que fazia, para colocar as mãos na cintura e encarar a loira.

—Uma hora tinha que começar! – Riu Mika.

—Que guerra antiga?

—Nos últimos 4 anos que Armin participa desse concerto, ele fica com piano, com um violino e ainda canta um soprano em algumas músicas. Daí ele não troca; mas, Conrado que foi ano passado e retrasado; toca apenas piano. O que Armin Rowell não abre mão. Então quando eles voltam, eles brigam; e é briga pra lá, briga pra cá; ficam de encrenca ... – Falou Kathy.

—Distribuindo ofensas. Você quis dizer. – Falou Alex.

—Porque eles brigam?

—Porque Armin não quis deixar ele com o piano. – Respondeu Mika.

—Oh! – Exclamou Marjorie. – Que bobagem.

—Fale por você! – Kathy resmungou. – Se eu fosse sorteada para esse concerto de natal, e eu quisesse tocar um instrumento; como o piano e Armin dissesse “não”. Eu faria ele engolir aquele piano de graça! – Ela acabou derrubando algumas frutas no balcão da cozinha.

—Olha aí! – Resmungou Alex com Kathy.

—Depois disso o faria engolir o instrumento com juros. – As garotas começaram a rir.

—Mas... – Mika pegou a manteiga na geladeira refletindo na frase. – Marjorie, você não foi escolhida para ir para o Concerto também?

—Ah, eu fui sim; mas, perdi o papel da minha confirmação. – Mika estreitou os olhos.

—Tem certeza?

—Sim. – Ela riu. – Porque eu perderia uma oportunidade fabulosa dessas?

—Até porque nenhuma de nós fomos chamadas. – Gritou Kathy cortando o que deveria ser os futuros canapés de camarão.

—Ano passado você foi. – Comentou Alex.

—Não fui não. Éponine quem foi. – Respondeu ela com raiva. – E lá se foi aquela venenosa, se amostrar pra França toda e eu aqui...

—Presta atenção no que você está fazendo! – Mika chamou sua atenção e Kathy se afastou dos preparos dos aperitivos. – Sim; ficamos com raiva dela sim. Mas, ninguém sabia tocar harpa.

—Ainda não sabemos. – Alex falou.

—E tô nem aí; eu ao menos passei com o meu namorado, e vou passar esse natal de novo com ele, e vou provar pra ele que sou uma ótima cozinheira.

—Ninguém diz o contrário. – Comentou Marjorie. – Nem pensamos...

—Bom mesmo.

E continuaram a falar uma ou outra coisa, quando Mika passou a mão na testa com uma expressão que não dava para decifrar; até que Alex notou.

—Hey! Você está bem? – Mika demorou um pouco para observa-la; soltando a forma bem devagar antes de olhar para Alex. – Mika, você tá bem?

—Estou.

—Você tomou seu remédio? – Perguntou Kathy erguendo uma sobrancelha.

—O que?

—Você tomou o seu remédio hoje? – Ela respirou fundo pensando.

—Eu acho que não.

—Como assim não? – Perguntou Marjorie surpresa.

—Acho que nessa nossa correria eu acabei esquecendo. – Kathy a cutucou. – Eih.

—Pois vai lá tomar seu remédio e ter uma pausa de 30 minutos; não vai querer passar o Natal no hospital de novo né? – Falou Kathy com uma expressão zangada. – Se isso acontecer eu vou bater em você!

—Oh! Certo. – Ela disse sorrindo depois da ligeira ameaça. –Eu vou lá então. Daqui a 10 minutos eu estou de volta!

—Não! Essa torta só você sabe fazer, e ela não é demorada. Então, 30 minutos de descanso!

—Nossa eu arrumei muitas doutoras... – Ela disse entre um sorriso, achou muita graça, da maneira em que elas agiram. Um: “primeiros socorros” diferente. – Ok. Eu vou! – Ela levantou os braços saindo da cozinha. – Volto em meia hora.

Ela estralou as costas e começou a ir em direção ao seu quarto. Não soube dizer como havia esquecido de tomar o seu remédio. Algo que ela fazia todo dia, que já era a sua rotina e... Ela esqueceu? Mente ocupada por outras coisas; fazer uma ceia para os outros. Tudo bem com o café da manhã e o almoço. Coisas simples; mas, Kathy a fez levantar da cama ás 5 horas para fazerem uma ceia deslumbrante. E só foi ás 7:30 que percebeu que queria mais. Fez uma lista e entregou a Mateus. O que fizeram nesse meio tempo, foi massa de bolo e torta; porque não bastava o que iam comer, tinha que sobrar para comer no dia seguinte, porque era assim que os brasileiros faziam. E tinham duas brasileiras na cozinha. E haviam seis brasileiros no dormitório; ou seja, a lógica era brasileira. Segundo Katherynne era assim que tinha que ser.

Ela atravessou o refeitório, a entrada do dormitório e enquanto passava pelo hall de entrada para ir para a escadaria; olhou para a árvore de natal que tinha sido colocada lá nesse ano. E quando deu uma olhada melhor, viu uma figura que mexeu com seu corpo. A deixando aflita, nervosa, talvez um pouco ansiosa, com borboletas no estomago. O calouro estava ali. Não qualquer calouro... O calouro que ela beijou na biblioteca, o calouro em quem ela fez um nó na gravata quase que perfeito, o calouro que ela dormiu em seu quarto para acalma-lo. Que lhe deu chocolate quente. Que trocou Cainan por ele. Ela esqueceu-se que ele era um dos seis brasileiros que havia ficado no dormitório. Aliás, ela jurava que ele tinha ido pra casa, assinou seu visto de viagem, arrumou sua papelada, deu o dinheiro do fundo de viagem. Ele foi pro Brasil!

Mas, não foi.

Ele estava aparentemente descansando perto da árvore de natal; observava o belo trabalho que fizeram com ela naquele ano. Cinco metros, vários enfeites, doze cores diferentes de bolinhas, pinhas, laços, mais de três pisca-pisca; parecia uma obra de arte vinda do Louvre. Sem contar que havia uma estrela no topo e ao lado dela o símbolo da Arte Cênica: a máscara de Drama e Comédia.

(...)

E porque não?

—Mas, que surpresa! – Mika exclamou se aproximando do garoto. Victor se virou com tudo quando ouviu a voz da garota que se aproximava com os braços para trás, o analisando de cima a baixo, e com um longo sorriso.

—Ah! Monitora...

—Estamos em recesso, não estou te monitorando... – Ela ergueu uma sobrancelha, na verdade, estava curiosa, era para ele estar no Brasil agora. – Pode me chamar pelo nome.

—Não saberia te chamar pelo nome. – Disse com o rosto já todo vermelho. – Eu...

—Então me chame de Mika. – Ela disse em uma calma que o coração de Victor bateu com uma intensidade fora do normal. Foi como se ela tivesse tocado em seu corpo. Foi em um som diferente do que ela era acostumada a dizer e ele a escutar, então, seu corpo estava tenso em vê-la, em qualquer momento lhe faltaria ar, pois, evitou soltar um longo suspiro e guardou para si.

—Aan...

—Eu achei que a essa hora você estaria aonde mesmo? – Ela colocou a mão no queixo. O admirava tão secretamente que tinha medo de ser descoberta, escondendo o sorriso bobo que deu enquanto o encarava. – Curtindo a praia, o mar, o sol, o calor... – Ela se aproximou mais dele. – Eu assinei o seu visto, te dei a autorização e.

Ele abaixou a cabeça, respirou fundo e em segundo a encarou novamente.

—Eu desisti! – Sua voz falhou.

—Desistiu?

—Eu nunca vi a neve. E... – Ela ficou o observando sem dizer nada; nem queria mesmo, sua expressão era adorável de se admirar. – E... Eu... Eu... – Victor tinha que admitir para si mesmo que não tinha a intenção, de ver a sua Monitor antes do amigo secreto daquela noite. – Ah...

—Você...? – Ele puxou ar, e ela sorriu. – Tudo bem, é um desconto, esqueço isso, e você me diz o que faz aqui, longe do seu grupo...

—Grupo? – Ele ainda estava tão vermelho quanto um pimentão. E Mika achou uma graça, quase disse “ownt”. – Meu grupo?

—É. Eu fiquei com o grupo da cozinha, Pierre das compras, e você?

—Ah! Eu fiquei com a equipe decoração. Eu, Leonardo, Shin e o Igor... – Ele olhou para cima como se pensasse na sua resposta. – Quase com o Shin... Ou com ele; eu nem sei bem.

—Como assim? Com ou sei? – Mika respirou fundo e passou a mão com força em sua testa e pelo seu rosto, agoniada, mas, não o faz voluntariamente, fez sem seu corpo perceber o que estava fazendo.

—Ele desiste de ajudar, porque, para decorar a gente rem que limpar e.

—E ele não quer ajudar?

—Ele desistiu e quis ir pra cozinha. – Ela fez uma pausa para raciocinar. – Mas, depois voltou...

— Ah! O açúcar... – Ela se lembrou; da cena de Kathy jogando um saco de açúcar por alguma razão muito incomum. – Dias em que Kathy tem acesso à cozinha, é um dia em que ninguém entra nela. Ninguém que não seja. Autorizado.

Ela havia dito a última palavra se inclinando par o lado, como se fosse se deitar; Victor segurou em seu braço e o apertou a fazendo evitar de deitar no chão, no que era o caso, cair. Mika deu um pulo e olhou para o garoto que ainda segurava e apertava o seu braço; tinha medo de que se soltasse ela caísse. E era como se ele segurasse todo o peso do corpo dela com uma única mão; o que realmente estava acontecendo.
Então, ele respirou fundo e se aproximou de sua monitora, fazendo o seu corpo como para perto dele; bem perto na verdade como uma barreira.

—Monitora? (...) – Ele se corrigiu rapidamente. – Mikaele? Mika? – Ela deu um sobressalto com o chamado e em seguida olhou para Victor, um pouco surpresa. Mas, não se mexeu. – Você está bem? – Então ela se afastou do garoto com tudo. –Hey! Você vai cair assim... – Ele voltou a segurar em seu braço antes que ela pudesse se desiquilibrar novamente. – Calma. – Mika respirou fundo. – O que você está sentindo?

Ele não era menor que ela, era uns sete centímetros mais alto, mas, mesmo assim, ele era visivelmente mais fraco, se ele tentasse segurá-la, eles iam cair. E ela já estava se sentindo patética, patética ao ponto de alguém ter que segurar ela para não cair. Quando ela o encarou novamente sem saber o que fazer, ou dizer mantiveram o contato visual e em silêncio. Mas, depois de um tempo em silêncio, aquele silêncio precisava ser quebrado.

-Eu preciso... – Ela hesitou. – Ir para o meu quarto. – Ela pensou um pouco para que não soasse mais patética ainda; então olhando para o chão começou a dizer devagar. – Você poderia me auxiliar até o 4º andar? – Ela se afastou um pouco dele, mantendo-se firme e fez a pergunta em forma de um sorriso na qual ele pareceu tão surpreso quanto ela que fez a pergunta.

—Perdão?

—Eu preciso ir para o 4ºandar. – Ela apontou para cima. – E eu não queria ir sozinha... – Ela pensou. – Na verdade, está soando esquisito e.

—Não. – Ele respondeu de um tempo sem saber o que dizer. – É que... Digo; não é esquisito. – Ele riu sem jeito. – Eu não deixaria você ir sozinha de qualquer jeito. – Ele coçou a nuca. – É que foi estranho...

—Estranho?

—Você me pedir.

—Ah! – Ele queria muito segurou em seu braço, mas, não queria desrespeitar nem nada, ou que ela o achasse muito estranho, que era o que estava acontecendo; achar estranho, porque, com certeza o jeito que ele ficou animado, foi fora do comum. – Mas, é só para me acompanhar ao quarto; coisa rápida... – Ela fez uma expressão que se faz em um acordo mexendo a mão. E em seguida sorriu.

—Claro. Coisa rápida. – Ele repetiu com um sorriso; aquele seria o acordo mas alegre que ele estava fazendo naquele dia. – Aan... Você quer segurar no meu braço? – Mika o olhou surpresa com o rosto queimando e soltou um sorriso.

—Oh, bem; fique ao meu lado, que acha? – Além de tudo, ela não queria que surgissem boatos maldosos, que fosse prejudicar ele depois. Para ela tudo bem, mas, aquele era diferente, não queria que encrencassem com ele, e não queria que o vissem como o “favorito da Monitora”; mesmo sendo sim.

—Pode ser. – Mesmo assim, era melhor que nada. Da última vez em que ela passou mal, nem ficar perto dela ele pode ficar. Eles começaram a subir a escadaria no mais absoluto silêncio. Ele só estava a acompanhando, não achava que tinha o direito de falar algo, depois, dizer o que? E o outra; cada canto daquele dormitório estava silencioso. Menos em alguns pontos: cozinha, 6ºandar, refeitório e alguns quartos.

Então, o silencio virou constrangimento, e o coração de ambos palpitava escandalosamente, cada um sentia o batimento de uma maneira, com uma força diferente, mas, um sentimento em comum “felicidade de estar ao lado de quem gostavam”. Mas, mesmo assim, um não sabia que o sentimento do outro era reciproco.

—Então... Victor, porque não quis viajar? – Como ela havia chamado, ela tinha esse dever de puxar a conversa, ou ficar no silêncio o tempo inteiro. Mesmo que ela estivesse com medo de tropeçar em suas próprias palavras de tamanho nervosismo, Mika resolveu se arriscar. – Não é nada profissional, o pessoal; por que trocou o calor de quase 40° graus brasileiros, pelos 8° graus parisienses?

—Economia de dinheiro. – Ele falou rapidamente. – Eu não ia ter tempo para descansar. – ele olhava para baixo enquanto falava. – E se eu não conseguisse dinheiro para voltar? Ou estivesse muito cansado? A minha casa não é perto do aeroporto; levaria o que... quatro a cinco horas pra eu chegar nela? Depois de várias horas de voo. Então eu desisti. – Ele deu ombros e deu um sorriso para ela, que sorriu de volta.

—Verdade... A sua lógica faz sentido. (...) Mas, outra coisa;

—Sim?

—Porque não está com a equipe de decoração?

—Ah! Eu comecei a espirar. E bem, minha alergia atacou; pediram pra eu andar um pouco e depois que melhorasse, voltasse.

—Alergia á pó?

—Sim.

—O que vocês estão fazendo afinal? – Ela perguntou rindo.

—Uma surpresa!

—Uma surpresa? Huum... – Ela sorriu. – Gosto de surpresas boas! – Ele começou a perceber cada detalhe da expressão que ela fazia ao falar. E então pensou, o que seria uma surpresa boa? – De surpresas que me encantam! – Ela disse como se lesse sua mente, em seguida o encarando com aquela expressão que ele amava, encantamento e uma sensualidade nada proposital. – Vai valer a pena? – Ela ergueu uma sobrancelha.

—Sim! Vai! Eu prometo.

—Olha; se você promete, tem que cumprir, sabe né?

—Sim. Eu sei! – Victor percebeu que Mika parecia mais cansada enquanto subiam as escadas, talvez mais do que o normal.

Seus lábios estavam roxos, como se ela tivesse passado batom, ela também parecia tremer um pouco. Enquanto subiam rumo ao 3º andar, Victor a notou cada vez mais tensa, até que ele se viu obrigado a segurar em sua mão. Para ela desacelerar, ele apertou sua mão esquerda e percebeu o quanto ela estava tremula. Ela encostou na parede e respirou fundo passando a mão no rosto. Perguntar se ela estava bem era bem desnecessário, já que dava para ver claramente que não estava.
De 28 degraus, 14 degraus em dois lances separados de escada; e ainda faltava ainda um lance e mais 42 degraus. Porque não tinham rampas ou elevadores naquele lugar? Ela o encarou com um sorriso.

—Porque você sempre está por perto? – Ele apertou sua mão novamente, a fazendo respirar fundo. Como ele queria dizer que era porque ele era seu anjo protetor, ou seu guardião, ou algo do tipo. Mas, não tinha o que dizer.

—Porque não foi pra casa nesse fim de ano? – Ah, claro que ele tinha o que dizer.

—Não gosto de viajar em épocas movimentadas. – Como Mika tinha medo de dizer o que sentia para ele... Ela queria muito dizer o quanto era grata em tê-lo por perto, e coisa assim, mas; também tinha medo.
Como Mikaele tinha medo de se entregar a esse amor novinho e folha; um amor sem conhecer muito. Então o que sentia, podia estar matando ela por dentro. Então, como na biblioteca segurou em seu queixo, e lhe deu um beijo, porém, esse na bochecha e o encarou. – Ou andamos ou não vou chegar no meu quarto hoje.

—Mas... – Victor foi interrompido de repente.

—Pode segurar a minha mão?! –Ela sorriu percebendo que ele não iria soltar mesmo a mão dela, então ela deixou. – Se eu parar, você me chama.

—Te chamar? – Ele ergueu uma sobrancelha.

—Você me dá um grito, ué. – Ele pareceu surpreso.

—Ah, certo.

Quase um casal Victor pensou, mas, apenas sorriu, era delicioso aquela sensação de segurar na mão dela, mesmo que estivesse tremula, a dele também tremia um pouco, seu coração parecia saltar para fora do peito. Na verdade Mika conseguiu atuar muito bem; não demonstrando que queria joga-lo contra a parede e beijá-lo até ter uma parada cardiorrespiratória ali mesmo. Apenas deixou ele ir na frente enquanto segurava o corrimão e fazia pequenas pausas quando perdia o fôlego ou se sentia muito tonta. Ele estava a um degrau na sua frente e ela interpretava aquilo como uma “brincadeira” de amigos voltando de uma festa, sorrindo, cantarolando, e parando porque seu pulmão não estava permitindo tanto.
Quando finalmente chegaram ao 4º andar, ela pode respirar mais calmamente, livremente por assim dizer; ele soltou a mão dela e ela destrancou a porta do quarto entrando rapidamente.

(...)

Victor não precisava entrar, nem devia, não ia. Mas, Mika pensou consigo mesma: “Porque não? É só um pouquinho...” ela segurou a maçaneta da porta e olhou para dentro do seu próprio quarto repensando. “Porque não né Mikaele...”

—Obrigada. – Ela disse bem baixinho, quase sem ar.

—Você. Precisa... – Victor fechou as mãos com força; queria e ao mesmo tempo não queria falar. – Ah. Que raiva! – Ele resmungou depois de alguns segundos pensando no que deveria dizer; ele tinha que escolher as palavras com cuidado, não queria parecer idiota, tinha medo de que ela se quebrasse com as suas palavras e destruíssem todo o vínculo que eles criaram em mais um ano de convivência no dormitório. – Eu vou tentar te ajudar. Não vou deixar você sozinha! Nunca faria isso contigo. Você precisa de ajuda, e eu vou ajudar! Não quero que você passe mal... e é isso! – Mika pareceu surpresa, porém, mais surpresa ainda quando ele pediu para entrar no seu quarto com o olhar que lhe foi concedido. Ela colocou a mão na boca escondendo o riso.

—Tudo bem com você? – Ela perguntou um pouco surpresa, mas, atuando como assustada. – Precisa de um copo de água? – Ele estava com o rosto vermelho, ela pensou o óbvio. Ele podia estar passando mal.

—O que? – Ele perguntou meio desnorteado. – Não, eu... – Ele pensou um pouco. – E você? Precisa de água? – Ele sorriu tirando seus calçados de pelúcia e esfregando os pés sobre o carpete fofo. – Você está bem?

—Eu vou ficar bem. Vou tomar meu remédio. – Mika disse calmamente, achou uma graça, o modo que ele agiu. – Se quiser se sentar, fique à vontade. Não se preocupe.

—Ah... Certo. – Ele respondeu meu sem jeito sentando-se mesmo sobre o carpete, e esperando ela pegar o remédio e tomar na sua frente. Ela pegou três remédios em sua gaveta, um branco e dois verdes; onde ela colocou na boca e em seguida os engoliu depois de uns goles de água. Ela respirou fundo e sentou-se na cama.

Victor se aproximou dela arrastando-se pelo carpete até perto dela na cama; os lábios dela ainda estavam roxos, e ela estava respirando muito mais rápido do que antes, ou ele não percebeu. Porém, ele não sabe exatamente como, ou o porquê, tomou o impulso de sentar-se ao lado dela na cama e por um grande desejo e impulso, deu-lhe um beijo suave na sua testa. Mika puxou ar, dessa vez foi um misto de surpresa com susto; não esperava que ele fosse fazer aquilo, então o encarou.

—Você pode ficar bem? Por favor? – Mika não segurou a risada e acabou rindo mesmo assim, e ao notar o olhar de confusão do calouro, ela passou a mão em seus cabelos. Seu rosto queimou.

—Eu não vou prometer... – Ele fez uma expressão de frustação. – Agora, daqui a trinta minutos eu te responderei...

—Tenho que ir ajudar os meninos... – Mika acenou positivamente e pegou a chave do seu quarto e entregou a ele.

—Feche a porta direito e passe a chave por baixo da porta. Por favor.

Victor pegou a chave e a apertou em sua mão.

—Obrigada por me ajudar a subir até aqui. – Victor olhou para o lado todo corado.

—Eu espero sempre ser útil assim.

—E eu sempre irei agradecer. (...) Direi se eu melhorei depois. – Mika deu um sorriso e se virou de costas para a porta, ela precisava descansar; Victor abriu a porta e sem ser realmente notado, ficou a olhando por alguns segundos, talvez dois minutos, e quando o corpo dela relaxou, ele a cobriu. E parou ali.

Alguma coisa dizia: “não a deixe a sozinha”, mas, também dizia: “ela vai ficar bem. ”
(...)
Mas, não queria parecia um maníaco que a encarava enquanto dormia; e lembrou que ela já fez uma coisa dessas na primeira noite em que ele chegou em Paris. Ele se aproximou e encostou seu nariz sobre seus cabelos escuros e sorriu. Fechou a porta e sentou-se nela a vendo descansar. Ela ia ficar bem, e ele estava ficando ansioso. Queria ela bem, precisava que Mikaele estivesse bem. E como havia dito: “Não ia deixa-la sozinha! Nunca faria isso com ela. ”

Decore o salão com ramos de azevinhos

Fa la la la la, la la la la (Fa la la la la, la la la la)

É a temporada para sermos felizes.

Notas finais
Desculpem os erros, e para mim nunca é bom apenas um capítulo; gostamos de histórias longas e acho que vocês sabem. Obrigada pela leitura. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Estou aqui para vocês!! ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ♥Beijos da Autora♥ ♠A sua Residente brasleira em Paris Favorita♠