That's Christmas To Me

1 Quando Chega a Véspera de Natal (...)


Notas iniciais
Joyeux Noël!! ♥ Quero desejar para todo mundo: ótimas festas; porque esse ano não foi tão fácil!♥ (Se os católicos dizem "Feliz Natal" por 8 dias; então, tenho tempo; oito dias ainda vale♥) Esse capítulo estava finalizado á uns oito dias, mas, eu queria terminar tudo antes de postar; mas, meu temporizador zerou, eu falei:"ah vai logo!" Minha Primeira ♫♪História de Natal♪♫ Olha... Tentei, e acho que gostei do que escrevi♥ E só pra relembrar: faz muito tempo; desde o começo da Quarenta, em março eu não escrevo sobre "E Eu Sou o Amor da Sua Vida". Mas, olha a surpresa... Aliás, surpresa pra mim também. ~Enjoy♥ Músicas que me deram um UP para ajudar no ritmo da escrita: ♪ Meghan Trainor ~ Better When I'm Dancin ♪ ♪ Zedd, Foxes ~ Clarity ♪ ♪ Pentatonix ~ 12 Days of Christmas ♪

Havia nevado no dia anterior, por isso que um pouco de neve sobre as calçadas, telhados; mas, como esperado aquela neve imprevisível sem muita quantidade mas, estava muito frio, 13 graus. E mesmo no frio com o perigo de nevar ou chover a qualquer momento, os alunos do Depardieu estavam nas ruas fazendo os seus preparativos de natal. Eles estavam, com roupas de frio grossas e quentinhas, com toucas, cachecóis, luvas e botas; porém, usavam utilizavam o emblema do Colégio, nas toucas, casacos e cachecóis; para serem identificados rápido e na verdade furar uma fila ou ter um desconto em alguma coisa. O que por hora, apenas passaram na frente, mas, não tiveram desconto nenhum. O emblema azul petróleo era famoso na França, então todos cumprimentavam eles; oh, futuros produtores da indústria de entretenimento. E um produtor, diretor e roteirista famoso de verdade; Mateus Silva. Quem diria? De Metz para Paris.

Mateus arfou depois de ter andado umas duas horas pelas ruas, metros, ônibus e lojas de Paris junto com seu irmão e com Pierre comprando presentes para o amigo oculto. E ele teve que levantar cedo, pois, o sol nasceu lá pelas 8h41 e o sol iria se por ás 16:57; ou seja; na velocidade que eles iam iriam ficar na rua até o anoitecer.
Para falar a verdade ele queria estar fazendo aquelas compras com sua amada e querida namorada Katherynne; tirou três semanas de folga para aproveitar com ela e simplesmente a Monitora do 4º andar disse “não”!? Não?
Não! A Monitora era responsável pela sua namorada; então, certo. Só que não!

—Mateus, se você não andar mais rápido, eu vou deixar você pra trás! – Reclamou Cainan com quatro sacolas em mãos olhando para o irmão que havia sentado em um banco da calçada. Porém, Mateus apontou para trás, uns dez passos atrás dele estava Pierre, quase desfalecido. – Aff gente, vocês não fazem exercício físico não?

—Cainan... – Começou Pierre. – Nós somos velhos!

—Hãn, fale por você! Eu não. – Cainan revirou os olhos. Estava cansado também, e aqueles dois não estavam ajudando. Ele queria ter ficado para ajudar na decoração; mas, por um motivo não explicado foi empurrado para as compras pelas garotas do dormitório entre elas, a sua ex namorada. Mateus então se levantou do banco com tudo. – Certo, compramos os presentes do Shin, do Françoise, os nossos?

Ex não, eles só estavam tendo um relacionamento ruim. Até porque naquele dia, cada grupo dos catorze estudantes que ficaram em Paris para o natal, já tinham cada uma tarefa. E Kathy não ficou com a tarefa de fazer compras com os mais velhos.

Na verdade, o grupo da Kathy, que era composto pela Monitora Mikaele, ela e por Marjorie e Alexandra; Mikaele e Kathy já tinham feito compras dos presentes do amigo secreto, uns dois dias antes deles porque elas já tinham uma outra tarefa.
No caso, os garotos compravam presentes para os outros garotos que estavam ocupados em outras tarefas. (Foi tudo organizado perfeitamente por Joana e Françoise.) Então Mateus, Cainan e Pierre compravam presentes do amigo secreto deles, e presentes pessoais para os outros; e compravam os presentes tanto do amigo secreto quanto pessoal; dos outros garotos, como Shin, Leonardo e Victor e o monitor chefe Françoise. Foi tudo escrito em um papel e entregue à Mateus para comprar para eles. Então em duas e quarenta horas eles não tinham comprado nem metade dos presentes. E Cainan além de amigo secreto queria também fazer um “inimigo secreto”, mas, foi vetado, aquilo não estava nos conformes do natal. Talvez para o Ano-Novo; não para o Natal.

—Não ainda não comprei os meus. – Falou Cainan olhando para um papel. – E falta presente para o Françoise, para os dois calouros. E os da lista que é grande.

—Nós estamos parecendo que estamos no Brasil... – Começou Mateus. – Arrumar presentes e as coisas de última hora.

—Não sabíamos que iria ficar tanta gente no dormitório... Tanto presente... – Comentou Cainan. – Ano passado nem tinha tanta gente. Seria chato passarmos o natal sem nenhum divertimento.

—Mas, pra que tanto presente? – Perguntou Mateus.

—Concordamos que só um “amigo secreto” não seria bom. Presentes pessoais que os outros gostariam de dar aos outros né? – Falou Pierre se juntando aos irmãos. – Por isso tantos presentes. – Naquele momento Mateus olhou para o relógio do celular e jogou a cabeça para trás. – É o que agora Mateus?

—Eu prometi pra minha fada doce que ia comprar umas coisas pra ela. – Pierre ergueu uma sobrancelha.

—Como é, Mateus? É sério isso Silva? Nós nem compramos as coisas direito; e você saiu prometendo comprar mais coisas para a sua fadinha açucarada? – Ele pensou um pouco. – Quem é? – Perguntou em seguida.

—Katherynne... – Murmurou Cainan revirando os olhos.

—Você não tem o direito de chamar ela de “fadinha açucarada”. – Disse Mateus se aproximando de Pierre com uma expressão bem zangada.

—Gente, por favor; nós vamos nos atrasar! Não é nem 11 horas e já estou prevendo que vem nevasca por aí. – Falou Mateus de cara emburrada. – Se resolvam aí e vamos logo para a próxima loja.

Na verdade, dava para imaginar nesse tom eufórico e meio despreocupado deles, que as ruas estavam vazias; mas, na verdade não. Havia bastante fila e movimentação, principalmente com o turismo; era um “ótimo dia” (sarcasmo) para se estar pelas ruas de Paris, em uma véspera de natal. E o pior de tudo era que eles precisavam escolher a gosto dos outros rapazes. Um exemplo foi que compraram o presente que Shin pediu e depois tiveram que ligar para ele confirmando; tiveram a desagradável surpresa em saber que não era um abajur que ele queria, e sim algo que não tinha nada a ver; como por exemplo. E tiveram que trocar. Na verdade eles queriam estarem melhores que as meninas no quesito das compras.

—O que você disse que ia comprar para sua namorada? – Perguntou Cainan.

—Bom, ela pediu uns ingredientes. – Pierre arregalou os olhos. – É o que agora?

—Mano, mas, você é um tapado! Tu tinhas que ter feito isso antes de comprarmos as coisas e ir entregar para ela e depois voltarmos para cá e comprar os presentes. – Resmungou Pierre. – Mas, quer saber, a gente se vira sem você. Vai lá comprar os negócios que sua namorada pediu. – Cainan murmurou algo.

—Gente, vai dar tempo; qualquer coisa ligamos para os garotos e pedimos ajuda. – Falou Mateus de um jeito que “se soasse convincente, daria realmente tempo” Se ele falasse com vontade, realmente ocorreria. – Podemos começar pelos calouros que são brasileiros e eu entendo eles. – Cainan respirou fundo; visivelmente irritado.

—Que seja então. Ali tem uma loja de antiguidades... – Apontou Cainan para o outro lado da rua. – Alguém não pediu uma caixinha de música? – Mateus olhou para um papel para confirmar.

—Sim. Escreveram sim.

—Lá deve ter uma daquelas bonitinhas. – Agora foi a vez de Pierre respirar fundo.

—Eu não achava que diria isso; mas, eu queria de verdade que esse ano o Rowell estivesse nos ajudando. – Houve um silêncio.

—Nos ajudando? – Cainan retrucou. – Em o que ele nos ajudaria exatamente?

—Ah, qual é Cainan; me desculpe, sei que vocês não gostam dele.

—Eu não disse nada. – Falou Mateus enquanto os três entravam na loja que estava com bastante gente; na verdade, ela iria fechar em uma hora, então, era compreensível que tivesse tanta gente no lugar. Na verdade entre sim e não; sim, comprar presente de natal em cima da hora e não, quantas pessoas em Paris são atraídas por antiguidades?

—Mas, vocês sabem que o Rowell é ágil, esperto, seria ele quem teria feito as compras dos garotos e das garotas; e em um tempo recorde cuidaria da decoração e também da refeição... – Cainan fechou a cara enquanto Mateus começou a procurar mais algum item da lista; se afastando dos dois.

—Ah, lógico, verdade, eu esqueci; ele faria tudo! – Ele começou a falar em tom de ironia. – Claro que faria, porque se uma pessoa é boa em uma coisa; existe Armin Rowell para ser dez vezes melhor. – Pierre ergueu uma sobrancelha.

—Sim. É isso mesmo. Nos pouparia tempo, e. – Mateus então se aproximou dos dois, para acalmar os ânimos. Ele não queria concordar com Pierre, nem discordar do irmão, então foi bem sutil.

—Mas, o senhor perfeição não está aqui! Infelizmente somos nós que estamos aqui! Fazendo tudo atrasado porque alunos a mais ficaram no dormitório. – Antes que o moreno voasse em cima do outro irritado, Mateus tocou e segurou no ombro do irmão mais novo.

—Gente; quem vocês tiraram no amigo secreto? – Cainan o encarou.

—Não pode falar Mateus. E se eu tirei a Kathy, não vou te falar.

—Como não? Você é meu irmão! – A frase soou completamente sem nexo.

—Não tem nenhuma regra que diz que eu devo te contar; na verdade, tem sim. “Amigo secreto” – Cainan fez aspas. – Não pode falar.

—Hunf. – Mateus resmungou. – Tem algo aqui que vocês pretendem comprar? – Os dois olharam em volta. Houve uma pausa. – Vocês tiraram ela?

—Não sei. – Respondeu Cainan.

—Acho que não tem nada que quero daqui não. – Falou Pierre aparentemente entediado.

—Observem bem, porque eu não vou voltar aqui depois e nosso tempo tá acabando. – Eles estavam atrasados.

—Você já pagou? – Perguntou Cainan o encarando.

—Não! Por isso estou perguntando. – Os dois tiveram que olhar mesmo pela loja para ver se tinha algo que queriam comprar; até porque Mateus os encarava de uma maneira desconfortável. Depois de um tempo rodando a loja, Cainan comprou uma ou duas coisas que achou interessante, assim como Pierre que comprou uma luminária linda. Muito aleatório.

E mesmo assim, não tinha sido nem metade dos presentes na lista. Quando terminaram sua compra na loja, foram atrás de outros presentes.

—Hey; tem certeza que o Thaylor vai ir? –Pierre franziu a testa à pergunta de Cainan.

—Ir? Ou vir? – Pierre não entendeu.

—Ir pro dormitório; vir para Paris... De Quimper para Paris... – Disse Cainan.

—Claro que vem. – Falou Mateus. – De carro são só umas 5 ou 7 horas. – Mateus falou com uma cara de malicioso. – Você acha que o Thaylor ia ficar sem o noivo dele?

—Óbvio; até porque nem você fica longe da sua namoradinha né? – Disse Pierre com um sorriso malicioso.

—Olha...

—Parem os dois com isso agora! – Resmungou Cainan. – Esqueçam isso por favor e se concentrem no que estamos fazendo...

—Ah, verdade; ele está separado! – Riu Pierre.

—Separado? Ele está solteiro! – Corrigiu Mateus organizando as sacolas e sorrindo.

—Vocês são insuportáveis. – Ele começou a andar mais rápido que os dois, pela rua, passando pelas vitrines das lojas sem observar se havia algo ali que pudessem comprar que estava na lista.

—Espera aí Cainan é brincadeira! – Chamou Pierre.

—Mesmo sendo meia verdade. – Sussurrou Mateus que começou a seguir o passo do irmão.

—Eles estão separados, não estão? – Perguntou Pierre e Mateus acenou positivamente. Então não sei porque ele está chateado? – Mateus deu ombros; nem ele entendia.

—Kathy disse que é “dor de corno”. – Os dois começaram a rir e tentavam alcançar Cainan.

E depois de um bom tempo andando rápido, Cainan parou, e Pierre e Mateus pararam em seguida. Parece que foram surpreendidos. Mas, na verdade estavam surpresos; porque toparam com o outro grupo de compras.

Era isso que ocorria quando dois grupos, do mesmo local saiam para fazer a mesma coisa em um determinado horário. Encontros. Mesmo que Paris fosse enorme, eles acabaram dando de cara com as três garotas que estavam com cachecóis e um colete achoado com o brasão do Colégio “Depardieu Le Rogue”. Enquanto eles até pensaram em se questionar de como elas tinham mais coisas, ao contrário deles; pararam porque elas pareciam muito concentradas no que faziam. No momento; nada.

Simone estava com uma lista em mãos, como a de Mateus, só que as que as meninas haviam feito. Mi-Cha estava usando duas tranças, o que era raro já que ela só vivia com seu cabelo solto. Ela apontava para umas duas ruas a frente de onde eles estavam pensando em ir quando Déia parou de prestar atenção e fez sinal com a cabeça para o lado em que os meninos estavam parados igual uns bobos. Eles não acharam que elas tinham comprado tanta coisa em tantas lojas diferentes e uma mais longe da outra. E elas saíram depois deles.

Mi-cha os olhou de cima a baixo. Fez uma expressão de surpresa por eles estarem parados e fez uma pose.

—Vocês querem tirar foto por um acaso?

—Aan... – Mateus deu um passo para trás. – Não.

—E vocês, o que estão fazendo paradas aí? – Perguntou Cainan.

—Estamos terminando de nos organizar. – Respondeu Simone meio baixinho; ela não queria sair do dormitório naquele dia, mas, achou que seria útil ajudar as garotas com as compras para as outras garotas que tinham outras tarefas no dormitório. – Vamos passar por aquela rua de lojas ali.

—Ora; e porque vão por ali? É exatamente o lado contrário de onde as lojas boas estão. – Falou Mateus sem entender.

—Ora, por que estamos voltando para o dormitório indo por aquele caminho...

—Como assim?

—Nós praticamente já terminamos as compras, e as meninas vão precisar de ajuda na cozinha. – Falou Déia empilhando duas caixas junto com três sacolas em cada braço. – E porque vocês não estão no mesmo pique?

—Não compramos tudo. – Falou Pierre olhando para o lado.

—Céus; são presentes meninos, coisas simples... – Disse Mi-Cha parecendo surpresa.

—Ah, é fácil; vocês ficaram com as meninas e. – Talvez Pierre fosse dizer que os presentes que as garotas pediram para comprar fossem simples.

—Anjo parisiense... – Começou Mi-cha se referindo à Pierre, com um sotaque coreano e a meio francês, soando assim um tanto debochado. – Teve uma garota, não vou dizer quem; – Ela sorriu. – nos pediu bichinhos de pelúcia costurados nas meias, toucas e blusas; outra pediu uma luminária colorida. Acha que foi fácil achar isso e mais um pouco? Eu me perdi em uma loja de pantufas e velharias. O fato é que vocês são lentos!

—Não; somos muito atenciosos. – Falou Mateus.

—Oh Mateus por favor, eu sei que vocês se distraíram com um ou outro presente... Até se confundiram. Tenho certeza. – Disse Andréia segurando cinco sacolas de um lado e quatro de outro com uma caixa em mãos. – Cainan estreitou os olhos para Déia. Por que foi exatamente o que ocorreu.

-Ok. Então gente; quem foi que tirou a Kathy? Me fala... – Simone sorriu e olhou para Mi-Cha.

—Não. – A coreana respondeu. – Para de falar e termina seu trabalho. – A garota acenou e se organizou para ir junto com as garotas para as últimas lojas e assim retornar ao dormitório.

—Boas compras rapazes. – Disse Simone saindo quando Cainan estralou o pescoço e olhou para as garotas enquanto Pierre e Mateus discutiam em como elas poderiam ter sido tão rápidas.

—Kutzman! – Cainan chamou. Simone se virou com tudo quase se desequilibrando, Cainan a segurou pelo braço. E ela se afastou o mais rápido que pode. – Desculpe; mas, eu preciso de um favor seu.

—Meine? – Ela apontou para si mesma.

—Já, deins! – Simone se afastou um pouco de Cainan, não por medo, nem porque ele era muito grande; na verdade Simone era uns nove centímetros mais alta que ele, preciso se afastar para encará-lo direito. Ela fez um gesto com a mão para que ele continuasse. – Mateus me dá a lista do que a Kurz pediu pra você comprar....

—Não. Ela pediu para eu comprar! – Mateus se afastou de Cainan que esticou a mão esperando que ele lhe desse alguma coisa.

—Eu não posso esperar muito... – Simone falou depois de quase três minutos esperando que os dois irmãos parassem de se encarar e tomassem. – É que eu não tenho o dia todo. Sabe? – Logo em seguida Mateus soltou um murmúrio de derrotado e deu um papelzinho cor de rosa para Cainan que sorriu.

—Obrigado. – Mateus o ignorou e começou a caminhar atrás de Pierre que estava bem longe. Cainan se virou para Simone com um sorriso quase assustador. – Se não for te incomodar no caminho; pode comprar essas coisas? – Simone deu uma olhada rápida no papel e em seguida olhou para Cainan.

—O que seria isso? Ingredientes?! – Ele acenou positivamente. – Oh Silva! As meninas devem estar loucas esperando por isso; até quando o Mateus ia esperar para comprar isso?

—Quando terminássemos as compras. – Ela fez um cálculo mental. – Vocês são em seis; ao menos cada um deve ter no mínimo três ou quatro presentes. Até uns vinte presentes é o que vocês compram; sem que contar que eu aposto que Françoise deve ter pedido um presente para cada um dos intercambistas que ficaram no dormitório... Estou errada?

—Não. – Simone respirou fundo e olhou novamente para o papel. – Escuta; sei que as meninas esperam os ingredientes e vocês estão muito mais à nossa frente. Se formos esperar pela vontade do meu irmão.

—Certo, certo. – Ela fez um gesto circular com a mão. – Faço isso porque é pra as meninas. Porque na verdade, Mateus foi muito egoísta. – Ela respirou fundo, e suas bochechas coraram. –Tenham boas compras. – Cainan acenou gentilmente.

—Obrigada Simone.

Ambos seguiram caminhos diferentes para alcançar o seu grupo.
Simone encontrou com as garotas que esperavam ela de frente a vitrine de uma loja de cama, mesa e banho. Déia a olhou de cima a baixo erguendo uma sobrancelha sem entender.

—O que houve? O que foi aquilo?

—O Silva Segundo queria que eu comprasse umas coisas.

—Porque você? – Ela perguntou com um sorriso. Sabia que para o Silva estar pedindo algo ele devia estar “desesperado”. – Porque?

—Eu não sei... – Ela deu ombros de que não sabia, mas, ela sabia porque ele escolheu ela. Mi-cha era desbocada e Déia iria reclamar com eles sob a irresponsabilidade. Ou Déia podia estar com ciúmes. – Mas, é para as garotas! Disse que são para as que estão cozinhando; ocasionalmente será para nós também, já que vamos comer. – Mi-cha havia entrado na loja enquanto as duas a esperavam. Ela foi em direção ás roupas de banho e aparentemente iria tentar “barganhar” pelo preço. Nada é barato no mês de dezembro; e já na véspera de natal, era bem mais caro.

—Tudo bem, podemos fazer uma coisa dessas; só vamos passar por mais três lojas, e nisso podemos nos dividir. Nós podemos levar a metade das coisas para o dormitório e a Mi-cha pode ir comprar os ingredientes. – A garota olhou o horário pelo celular, logo seria meio dia. – O que você acha?

—Que tal vocês irem e eu comprar as coisas? – Ela pareceu surpresa; era difícil ver Simone se oferecendo par fazer as coisas.

—Oh. – A boliviana coçou a cabeça surpresa e pensativa. – Sim; claro, porque não? – Ela pensou um pouco. – É melhor não se atrasar, nesse caso; tudo bem você ir agora? Não é possível que elas decidiram algo de última hora. – Simone sorriu.

—Na verdade é bem a cara das brasileiras. Não dá para negar. – Déia ia dizer algo quando Mi-cha saiu da loja com uma expressão séria. –Tudo bem?

—Está... – Ela fez uma pausa enquanto Déia pegou a lista de presentes que estava com Simone, deixando-a apenas com a lista de ingredientes. – E se por um acaso, nem todo mundo entregar os presentes? Ou alguém dar pra trás no último minuto? Porque... – Mi-cha respirou fundo. – Céus; eu não comemoro o natal! E se.

—Nós já concordamos que todos vão participar, todos vão levar os presentes; combinamos isso a uma semana e meia, e vai ser bem legal sua comemoração natalina! – Falou Déia rapidamente, e tentando entender o surto da garota. Ela havia passado a manhã toda calma e descontraída; e agora não? – O que houve na loja? – As duas encaram a garota. – Está tudo bem Lang?

—Está. – Ela se esticou. – Não sei que raios de presente é esse; eu tive que tirar dinheiro do meu bolso! – Elas fizeram uma expressão de encrenca. Ninguém sabia pra quem era os presentes; mas, sabia quem pediu para comprar, e pelo visto o dinheiro dado para comprar o presente não foi o suficiente. – Eu já sabia que esse “amigo secreto” era uma perda de tempo.

Mi-cha e Shin tinham pais ricos; todo mundo sabia disso, os coreanos ganham bem, mas, eles moravam na Suécia; ou seja, salários altos, ou seja; ela seria um pouquinho mão de vaca, sim. Talvez a ajuda dos pais não foi o suficiente, e ela ficaria com aquela cara o resto do dia.

—Aan; eu acho que eu devo comprar as coisas para as outras.

—Isso! – Exclamou Déia. – Pode ir, nós nos viramos aqui!

—Nós nos viramos? – Perguntou Mi-cha um pouco indignada.

—Eu vou ligar para Alex vir nos encontrar. – Simone deu dois passos para trás para que a outra não brigasse com ela. – Não se preocupe com a Simone; nós vamos conseguir.

—Eu posso levar um ou três sacolas.

—Não; tu vai ter que correr, as meninas devem estar desesperadas.

—Mais ingredientes? – Perguntou Mi-cha, erguendo uma sobrancelha e passando a mão na testa. – Não vai dar tempo.

—Vai dar tempo sim! – Retrucou Simone. – Nós somos inteligentes e perspicazes. – A coreana riu.

—Sim, nós somos. Eu espero de verdade que elas estejam fazendo um excelente jantar; um banquete dos deuses. E nós somos os deuses! – Déia riu.

—Sim Mi-cha; nós somos as deusas! – Simone acenou para as garotas e pegou um caminho contrário do qual ela iria.

Existe vários lugares onde se pode comprar inúmeros ingredientes para o que eles chamam de “chefes ou meros aspirantes”, era nesses ugares que ela iria comprar as coisas. Como o básico para qualquer receita, e a lista não era tão pequena.
Mas, era tão absurdo que fosse quase meio-dia e os rapazes não compraram nada, não é possível que eles não passaram em frente à nenhum mercado, loja ou a uma feira de alimentos. Enquanto caminha rapidamente em direção à algum lugar que venda frutas ou verduras frescas e bonitas; um vento frio começa a ficar mais forte, com certeza uma hora ou outra iria nevar; ou chover, o que era bem mais provável, não neva tanto em Paris, é mais fácil chover do que nevar. E mesmo se nevar, não é aquela neve que se amontoa horrores.

A alemã respirou e se perdeu em uma das vitrines e observava o quão caro devia ser alguns presentes; e não era nada contra o amigo secreto, era que ás vezes, bens materiais poderiam ser ofensivos, pois as vezes, ninguém sabia como reagir corretamente ao receber algo de extremo valor; era como o entendimento de subjugação inferior era comum nesses casos. E se os veteranos recebessem presentes mais caros que os calouros? E se os calouros não pudessem dar algo tão valioso? Seria uma catástrofe.

E porque ela pensava nisso? Ela não sabia e antes de sair da vitrine de uma loja de instrumentos, seu celular tocou a assustando. As pessoas não ligam muito pra ela, será que ela se demorou em fazer as compras dos ingredientes e deixou as garotas ansiosas?

—Hallo, mit wem möchte sie sprechen? (Olá com quem você gostaria de falar?)

Simone?

—(...) Aan? – Ela não conseguiu distinguir com quem estava falando do outro lado no celular

É a Kathy!

—Ah, oi Kathy. – Dando um sorriso retomando à sua caminhada para comprar os ingredientes que o grupo do Mateus não conseguiu comprar; ela não podia fazer o mesmo. – Diga; precisa de algo? O que houve?

Eu liguei para Mateus agora pouco; e ele me disse que não pode comprar as coisas, e o Cainan deu a lista para você; é verdade? — Simone gelou, ela imaginou em um dia Kathy ficar brava com ela, nem queria pensar nessa possibilidade.

—Sim. Porque, nós estávamos quase indo pro dormitório e eles mal tinham começado as compras. Desculpa se não era para pegar o papel. Só que o Silva Segundo exigiu que eu comprasse porque ele não queria atrasar e.

Mas, eu pego o Mateus quando ele me aparecer aqui viu?! – Ela respirou fundo. – Certo, ele tomou uma decisão inteligente. Então eu quero te pedir uma coisinha a mais...

—Mais?

Eu e o grupo que ficou aqui achamos que arrumar umas velas, umas meias e uns viscos seria bem legal. Igual à uns doces também, sabe?

—Uns doces? Mas, e os ingredientes?

Nós damos um jeito aqui enquanto; se você puder comprar isso também. O Cainan foi bem inteligente em te escolher.

—Em me escolher?

Por favor, nada contra; mas, imagina se fosse a Mi-cha; ou a Déia? Mi-cha é muito ante espírito de natal e Déia ia reclamar da irresponsabilidade deles. E no final eles chegariam aqui tarde. Então, você pode adicionar essas coisas á listinha que Cainan te deu?

—Posso Kurz; eu posso. – Ela pode ouvir um grito ao fundo da ligação, não era especificamente da Kathy, era de outras pessoas. Simone só conseguiu rir, aquela situação era nova. Nunca havia ficado tantos residentes intercambistas no dormitório como naquele natal. Então ela aceitou aquela festa. – Mais alguma coisa?

Tudo do mais chique! Qualquer coisa a gente te paga depois.

Que isso Kathy! Para!

Eu tenho muito dinheiro!

Mateus tem muito dinheiro. — Alguém a gritou ao fundo. – Você tem dinheiro!

O que é dele é meu!

Não...

—Eu vou desligar, vocês se resolvam; eu pretendo não demorar... Vou de metro. Então, não se preocupem comigo, do bom e do melhor. Até daqui a pouco. – Simone desligou o celular depois de uma gritaria e percebeu que tinha mais coisas para compra r além de frutas, legumes, doces e coisas para comer; tinha que comprar viscos e velas. E não sabia para que. Mas, como diziam: “com louco não se discute, apenas aceita.

E aceitando a ordem, a ideia, a sugestão; ela decidiu comprar primeiro, a diferença de se andar em grupo e sozinho, é que ela poderia ser mais rápida, poderia ir direto para as lojas que já conhecia e não só andando; mas, também ir de ônibus ou metro.
Depois de um bom tempo andando entre as lojas e comprando entre batatas, vagens, milho e chocolate; não era o suficiente; então ela decidiu ir para um dos mercados de rua mais próxima; em Estrasburgo, ela chegaria lá em 2hrs; na volta seria quase 3 horas, mas, ela teria algo do bom e do melhor. Não que na capital não tivesse, é que nesses mercados de rua, eram montados especialmente para essa época do ano. Seria lá mesmo; ela seria o mais rápido que pudesse caso visse que ia se atrasar muito.

Esse é um dos que acontece a céu aberto, com tendas ou casinhas de madeira que ficam em praças amplas, coroadas por um grande pinheiro iluminado; e o lado bom de tudo é que durante a visita eles serviam vinho quente. Mesmo que ela não bebesse, eles deixavam levar as canecas decoradas para casa ou devolver. Ela preferia levar, achava fofo.
O que ela estava era em Estrasburgo, que ficam em uma região que já pertenceu à Alemanha, e é o mais popular da França. Ela encontraria doces “exóticos” e diferentes ali, junto com os viscos, e velas decoradas; porém, precisava ir rápido, o tempo começou a fechar e só de pensar que poderia chover e ela não tinha guarda-chuva era horrível; então ela tratou de se apressar.

Ela achou que uma boa ideia comprar Bredeles (biscoitos que eram assados no local especialmente na época do natal), e alguns, talvez muitos bonequinhos decorativos, porque não se lembrava de nenhum decorando a árvore. Vários viscos, inúmeros enfeites aleatórios de natal e coisas que a encantaram.

Ela comprou tantos doces e comes quanto pode e em menos de uma hora estava a caminho do dormitório. Aquele mercado era realmente um achado natalino maravilhoso.

—Oh mon Dieu! – Foi um grito agudo dado pela sua garganta enrolada pelo cachecol. – Oh Himmel des Himmels! Ach du lieber Gott! – Foi a expressão que ela usou quando viu o que ela chamaria de “o presente natalino perfeito” as garotas iriam adorar. Ela adorou porque não ao menos Katherynne e Mikaele também não adorariam?

Enquanto Simone terminava suas compras e pagava do seu bolso, algo que ela considerava como o seu próprio desejo, sonho e luxo; já que ela não tinha outra palavra para definir o que soou em sua mente, ao encontrar aquela preciosidade; Mateus, Cainan e Pierre não estavam tendo a mesma sorte. Alguém teve a ideia de um presente completamente inalcançável e até meio caro.

—Quatro mil euros? – Cainan olhou para a vitrine e encarou Pierre. – Como a gente vai pagar quatro mil euros nisso? – Pierre olhou para Mateus.

—Quem pediu isso? Podemos pedir um mais barato de quatrocentos euros. – Mateus coçou a cabeça; não tinha nome, mas, eles tinham até mil euros para essa compra. – A gente não tem tudo isso não.

Cada um dos garotos juntou o quanto queriam gastar, uma quantia em dinheiro e entregaram a Pierre; essa quantia foi guardada; a lista de presentes de que eles não sabiam de quem era e para quem era, ficou com Mateus. Eles juntaram o dinheiro e lá foram.
Á cada loja, eles tiravam um pouco do dinheiro que receberam, compravam o item e iam pra próxima loja. Mas, quando era um presente pessoal, eles marcavam o quanto cada um estava dando, assim, não estragava a surpresa do amigo secreto; nem confundiam os presentes. Mas, eis o presente que estava sem identificação o do amigo secreto... Não daria para ligar para ninguém e perguntar quem tinha escolhido aquela raridade; e mesmo se juntassem o dinheiro de todo mundo que sobrou junto com o extra deles, depois, como eles fariam com os outros presentes que ainda faltavam comprar?

—Eu sei! Lógico que a gente não tem. – Houve uma pausa. – Não tenho tudo isso hoje.

—Quem teria dinheiro o suficiente para marcar isso como presente de amigo secreto? – Perguntou Cainan. – Quem seria tão ousado assim? Chegando a ser um pouco exibido.

—Françoise! – Respondeu Mateus sem pensar duas vezes. – E tem o Thaylor; o noivo dele. Vocês são estudantes e. – Ele encarou Pierre. – E você. Um instrutor monitor com bastante dinheiro, né? – Pierre riu.

—Hãn, eu não gastaria tudo isso dando para outra pessoa. Eu compraria pra mim. – Mateus revirou os olhos. – Não revire esses olhos pra mim!

—Olha; nós vamos ter que se separar aqui, pra vocês comprarem os outros presentes.

—E você? – Indagou Pierre.

—Eu vou ligar pro meu irmão; vou fazer ele comprar isso aqui.

—Mas, é muito dinheiro. – Relembrou Cainan. – O Guilherme daria dinheiro assim de graça pra você?

—Mas, daí esse cara vai estar devendo para o Guilherme! – Ele sorriu, parecia uma ideia inteligente. – Não devendo para nós. O que é bem pior.

—Tem certeza que é um original? –Perguntou Pierre erguendo uma sobrancelha.

—Tenho. – Ele acenou positivamente com uma certeza que até o irritou. – Vamos comprar um original. – Retrucou Mateus.

—Porque? – Cainan começou a ficar nervoso.

—Porque, se fosse para Kathy; eu não ia dar uma imitação né? Ela merece o melhor. – Cainan revirou os olhos.

—Mas, não é para a Katherynne! (...) Não que a gente saiba...

—Por isso mesmo! Vai que é pra ela. Já pensou?

—Modelo masculino? – Pierre ergueu a sobrancelha.

—Um presente para ela, dar pra mim? – Cainan passou a mão no rosto.

—Eu não tô ouvindo isso...

—Você só está nervoso e. – Mateus começou a rir quando o irmão o interrompeu.

—Eu vou terminar isso e voltar pro dormitório para tomar alguma coisa quente. Por que isso não faz nexo. – Disse Cainan saindo da loja, onde logo em seguida Pierre se juntou a ele. E quando Mateus ficou sozinho, ele se perguntou se a pessoa que seria presenteada merecia tanto ou era só um pequeno agradecimento. Independente da resposta; ele estava bem curioso para saber de quem era e para quem era, principalmente.

—Oi Guilherme. Sou eu, o Mateus. Óbvio que você sabia disso porque vai ver meu nome. Eu quero te pedir um favor (...) Em dinheiro. – Um luxo caprichoso, um erro, não importava, tinha que ter um porquê e ele iria comprar; com o dinheiro do irmão dele. Não que Mateus fosse duro, mas, seu dinheiro estava contado para a sua “rainha” e ponto final. – Vão te pagar depois.

Notas finais
Desculpem os erros, e para mim nunca é bom apenas um capítulo; acho que vocês sabem. Obrigada pela leitura. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Estou aqui para vocês.] ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ♥Beijos da Autora♥ ♠A sua Residente em Paris Favorita♠