That's Christmas To Me
6 I’ll Be Home For Christmas
Notas iniciais
Eles estavam cheios, provavelmente com um pouco de sono, a refeição tinha sido maravilhosa, talvez sobrasse para almoçarem no dia seguinte, mas, não era lá uma certeza, e ninguém estava autorizado a entrar na cozinha para lavar a louça e nem fazer outra coisa já que logo seria a hora da apresentação que sempre era televisionada, e seria o momento de relaxar, já que depois ou até mesmo durante a apresentação eles iriam cochilar, geralmente isso acontecia.
Eles subiram para a o andar de cima depois de guardar as coisas na cozinha e a fecha-la com segurança e pegando a sobremesa que era um Christmas Cake, um bolo que Shin deu a receita para Mi-Cha fazer, aquela foi a única comida que Kathy não tocou, até porque parecia um bolo de confeitaria. Tirando que ela também acabou por fazer um Bingsu, um tipo de sorvete coreano, que ela sabia que apenas o irmão dela fosse comer, porque ele era feito de raspas de leite congelado, e coberto com pasta de feijão vermelho, porém, ela achou apenas frutas, substituindo o feijão por outras frutas, chocolate e leite condensado; mas, ela não sabia se estava tão bom quanto seu bolo de mousse de morango, com chocolate e enfeites natalinos. O bolo com certeza estava divino, o sorvete, foi feito apenas por precaução.
Assim que chegaram no andar de cima, já havia quem estivesse ligando para um ou outro residente do Depardieu; não podiam perder muito tempo já que logo a apresentação aconteceria.
—Você não precisar estar tão nervoso Rowell... – Simone disse para o garoto que estava do outro lado do celular. – Estamos aqui torcendo por você. Todos! – Ela riu. – Até o Cainan...
—Eu duvido um pouco.
—Estamos torcendo por você. Mesmo que ninguém diga, não queremos te deixar mais nervoso. – Ele riu do outro lado. – Você está ansioso!?
—Vou cantar mais do que tocar; e é algo que eu nunca fiz. Eu prefiro os instrumentos, não usar a minha voz!
—Sua voz que é muito bonita, só para te lembrar. – Simone falou calmamente.
—Obrigado por me lembrar. O que tem de novo aí?
—Huum; comprei suéteres natalinos para todo mundo. Comprei para você também. – Ela riu. – E estão todos usando!
—Uau! Dá para ver que você está bem animada; eu estou feliz por você! (...) E obrigado por comprar pra mim também...
—Você sabe que merece né?! Agora, capricha nos agudos, eles têm que ser bem lindos! – Ele riu. – E claro, não desafine.
—Eu prometo que apareço; o resto, é surpresa.
—É espetáculo...
—É Concerto...
—É nossa alma!
Ele respirou fundo do outro lado da linha.
—É a essência! Obrigado Simone...
—Quebre uma perna!
~
—Hey, Nieh, é só e acalmar, e lembrar-se que estamos aqui, felizes por você... – Mika disse dividindo o celular para Kathy ouvir também.
—Eu só estou chateada que nenhum de vocês estão aqui.
—Mas, não está muito nervosa né?
—Hãn. Mais nervosa que o Kanzaki não! Imagine, ele está com o piano do Armin! O Armin deu um milhão de regras sobre o piano, sobre como tinha que tocar e ter cuidado e blá, blá, blá...— Niedja riu. – Aí ele ficou nervoso. Se ele errar uma nota(...)
—Armin toca o piano? –Kathy olhou para Mika que acenou. – Ele vai tocar piano Nieh? – Ele perguntou tomando o celular da mão da outra.
—Possível... Eu estou pensando e.
—Uh... Como o Rowell é perverso! – Ela exclamou. – Enfim, estamos aqui torcendo que tudo dê certo para nossos músicos residentes! – Mika tomou o celular da mão de Kathy.
—Você sabe que o foco de hoje é manter todo mudo calmo om a sua positividade! – Houve uma risada.
—Eu vou tentar. — Ela respirou fundo. – Apesar de que por mais besta que seja ninguém vai ficar fazendo algazarra; por exemplo, Éponine está super tranquila. (...) Ouh, tudo bem, ela está começando uma algazarra, eu vou acalma-los. – Não deu para ouvir bem o que estava ocorrendo.
—Claro, e não se esqueça, não haverá problemas...
—Se houver problemas, sempre haverá uma solução.
Quebre uma perna! – Alex, Déia, Marjorie e Kathy berraram para Nieh que consequentemente ficou sem graça.
—Obrigada! Aproveitem o concerto...♥
~
—Cara, você não é assim; você é excelente em números instrumentos. – Igor dizia do lado da porta enquanto falava com o Conrado.
—Os que são meus!— Antonie coçou o pescoço.
—Tecnicamente, esse piano é da Instituição.
—Não.— Houve uma pausa. — Ele foi doado pelos pais do Armin. Tecnicamente é do Rowell...
—O Armin tem pais?!
—O cara não nasceu de chocadeira né?
Igor riu.
—Não se preocupe cara, pense positivamente.
—O pior que pode acontecer é alguém engasgar no meio da apresentação. – Antonie falou por cima.
—Hey!
—Como é?
—Não é nada; não se esqueça, seja o instrumento! Quebre uma perna.
—(...) Hummm. – Houve um murmúrio. – Eu detesto essa frase.
—Qual?
—“Quebre uma perna. ”
—Ah, qual você gostaria de ouvir então?
—Outra ué.
—Ok. – Antonie riu. – Merda pra você!
—Agradeço. Quebrar algo me dá calafrios.
—No entanto, fica tranquilo.
—Ficarei. Qualquer erro, não serei eu.
—Claro que não. Confiamos em você! Torcemos para tocar todas as notas certas.
Assim que todos desligaram os celulares Pierre e Shin estavam tentando sincronizar a televisão no canal da apresentação, já os outros foram se acomodando nos pufes com certa tranquilidade, o ambiente estava agradável, quente, acolhedor, parecia um acampamento, realmente o clima estava ótimo, todos estavam calmos, bem alimentos, degustando de um pedaço de bolo enquanto anunciavam o começo da apresentação.
Eles estavam em Nice, perto de Cannes, e era um ambiente maravilhoso, como sempre montaram um palco luxuoso, para dar destaque aos residentes, e na sua companhia estava o ilustríssimo Maestro Maximianno Cobra; um brasileiro com nacionalidade francesa, sendo regente titular e diretor artístico da Europa Philharmonia Orchestra. Ele seria um dos maestros e regentes do espetáculo natalino composto pelos residentes.
—Olha que surpresa; é o Rowell quem vai começar cantando! – Disse Joana rindo. – Claro que ia. Sempre é o Armin Rowell. – Armin usava uma roupa de gala azul escura, parecia preta, com a gravata branca. Ele começou puxando o canto para Hallelujah. Sua voz em tom grave e penetrante fazia a plateia cantar por metade da música, eles queriam ouvi-lo também. – Não estou surpresa! Mas, gostei das roupas. Aliás, são deles?
—É do ateliê da Fundação Le Rouge. – Françoise responde. – Todo mundo tem uma.
—Todo mundo? – Leo indagou.
—Sim. Quando tiram suas medidas para fazer seu uniforme, fazem também sua roupa de apresentação! Em caso de ter um espetáculo “surpresa”.
—Quem iria querer um “espetáculo surpresa? ”
—Tem um montão de gente assistindo. – Respondeu Mi-Cha apontando para a televisão. – Vai por mim, tem gente bem culta nisso.
Depois ele tocou Joy The World no violino. Foi quando Cainan murmurou alguma coisa e Joana riu da raiva do outro, continuando as suas críticas.
—É por isso que ele sempre é escolhido; sempre tem um instrumento que ele pode usar; no caso de Rowell, todos ele pode utilizar. Ninguém tira ele desse Concerto!
—Isso é para mim Di Blanco? – Falou Cainan.
—O que? – Ela se virou cinicamente para o outro. – Eu não sabia que o seu nome era Armin Rowell. Aliás, vocês não têm nada a ver!
—Eita... – Mika murmurou.
—Começou. – Alex comentou.
—Está insinuando que ele tem mais talento que eu?
—Insinuando? Jamais falaria isso.
—Está dizendo que eu não posso ser chamado para um concerto?
—Meu, olha as coisas que você fala! – Começou Mateus. –Você quer se comparar com.
—De que lado você está? – Cainan berrou e Mateus levantou as mãos.
—Eu sou um produtor, você quer saber? Eu vou dizer sim a minha opinião profissional porque eu sou assim mesmo... – Mateus ia fazer algum gesto, como bater no irmão, coisa assim, até que Kathy pulou na frente impedindo ele de fazer algo.
—Parem os dois com essa palhaçada. – Ela berrou.
—Gente; você ficou nervoso porque ele é visivelmente melhor que você e seu irmão confirmou? – Mi-Cha olhou desacreditada.
—Gente; calem a boca! – Falou Igor. – Eu gosto dessa música! Depois a gente faz uma votação.
—Uma votação?
Se existia uma música que Igor gostava era a My Favorite Things; e essa que Armin além de cantar, ele tocava; e foi aí que Joana caiu na gargalhada, porque Cainan estava com certeza furioso, e ela achava engraçado a raiva dele.
—Para Di Blanco! – Pediu Antonie querendo rir também.
—Eu não fiz nada.
—Não é? Claro q.– Cainan ia falar algo; porém, de repente a luz acabou.
—NÃO! – Berrou Igor vendo a luz acabar. – Eu não acredito disso! Eu não tô acreditando!
—Calma Igor. – Falou Simone se levantado do seu puff para tentar acalmar o amigo.
Eles estariam no puro breu se não fosse as lâmpadas elétricas e as lâmpadas fosforescentes.
—A luz realmente acabou? – Perguntou Simone.
—(...) No Brasil chamamos esse fenômeno de apagão! – Mika falou descontraída querendo muito rir, a situação precisava melhorar para ninguém começar a se atracar; ninguém era “Joana e Cainan”. Françoise se levantou e olhou para fora, não parecia que por toda Paris faltou luz, apenas no Bairro do dormitório e do Colégio.
—Não acho que foi um apagão. – Ele concluiu voltando a se sentar. – Parece que foi apenas uma queda de energia; não que alguém do bairro vá reclamar, até porque quase ninguém fica por aqui no final de ano; e mesmo assim, deve ter gente dormindo.
—Era minha música favorita! – Igor falou. – Aí os dois começam a brigar!
—Hey! Mas, eu não falei nada.... – Antes que Cainan pudesse dizer algo Antonie deu um pulo com tudo.
—Bom. Acho que dá para fazer o amigo secreto agora né? — Thaylor bateu uma mão na outra.
—Adorável ideia!
—Quem começa então? – Os ânimos abaixaram um pouco.
—O mais velho! – Disse Mateus.
—Eu voto por ordem alfabética! – Falou Antonie com delicadeza.
—Tá bom; começa Antonie... – Igor falou então Déia esteirou os olhos.
—Andréia vem primeiro em uma ordem alfabética!
—(...) –Igor a olhou com uma de expressão de “eu sei”. – Tá, mas, eu falei primeiro... Antonie comece logo! – Antonie se levantou e olhou para os presentes em volta da arvorezinha de natal.
—Você arrumou muito bem hein Simone.
—Dankes... – Ela respirou fundo. – Obrigada. Estava inspirada!
—Bom... – Antonie pegou um embrulho prateado e respirou fundo.
—Não deixe na cara quem é. – Falou Kathy.
—Certo, eu sei mais ou menos como funciona... Bom; vamos lá então. – Ele limpou a garganta. – Esse presente é para uma pessoa totalmente alegre e criativa. – Joana sorriu.
—Não é o Shin...
—Você está toda engraçadinha hoje hein.
—Estou feliz... Continua mi chico!
—Aan. Deixa eu ver o que mais... Essa pessoa optou pelo curso de Arte Cênicas.
—Pelo amor de Deus Mengoni. Jura isso? – Joana resmungou. – Criatividade é o que lhe falta. – Antonie riu.
—Pretende cuidar da concepção artística de um produto audiovisual!
—Que é isso? – Perguntou Leo sem entender.
—Diretor de arte... – Murmurou Marjorie.
—Mateus! – Exclamou Kathy
—Não...
—Até porque eu já sou né. – Respondeu Mateus abraçando Kathy.
—Só mais uma dica. – Pediu Pierre.
—Deveria saber sambar...
—Sou eu! – Exclamou Igor se levantando do puff e correndo para pegar o seu presente com Antonie e dar um abraço no outro. Ele parou para abrir o presente e colocou a mão na boca.
—Porque devia saber sambar? – Questionou Mika. – Esse é o pior estereótipo sobre brasileiros. E você sabe que nenhum de nós sabemos sambar! – Antonie deu ombros
—O mundo é cheio de estereotipo! – Antonie sorriu. – Você sabe disso.
-O que ganhou Igor? – Perguntou Joana curiosa.
—(...) Um Playstation! Um vídeo game! – Ele levantou a caixa na maior alegria. – Cara; que top... Obrigado! – Ele encarou Antonie. – Só falta uns jogos.
—De nada. Você compra depois. Sua vez! – Igor pegou o embrulho e olhou para todo mundo.
—Espero que esse seja mais divertido. – Comentou Shin.
—Certo; essa pessoa é completamente diferente do comum...
—Estou de fora. – Falou Mi-cha.
—Você não é normal! – Exclamou Shin.
—Cala a boca!
—Mas, não muito, ela é organizada e muito competitiva...
—Eu?! – Falou Kathy; mas, Igor negou com a cabeça e sorrindo continuou. – Eu não vou dizer o que essa pessoa quer no curso de Cênicas porque vai ficar muito óbvio.
—Descartamos Thaylor, Françoise e Mateus. – Falou Alex. – Continua, ainda sobrou muita gente...
—Já participou de 3 musicais que eu me lembro. – Ele começou a rir. – Ao menos em dois, com certeza.
—Descartamos os dois calouros. – Falou Kathy. – Estou gostando assim. Tá vendo? Brasileiro sabe jogar!
—Correção; eu sei jogar! – Falou Igor com a mão no peito com expressão de superior. – Infelizmente, essa pessoa não sabe tocar oboé, mas, sabe tocar guitarra. E é o que importa no momento...
—Só você e o Armin sabem tocar oboé. – Respondeu Mateus. – E quem sobrou, só o Cainan, Antonie e Joana sabem tocar guitarra. – Igor sorriu escandalosamente.
—Desistimos! – Falou Déia. Igor revirou os olhos, ele não queria desistir. – Você é bom demais! – Ele sorriu.
—Obrigada. Bem, Antonie Mengoni, você é meu amigo secreto! – Houve um longo “uau” e surpresa; Mengoni se aproximou com as mãos na cintura com a expressão de “quem diria? ”
—Obrigado! – Falou Antonie abraçando o amigo e pegando o embrulho de suas mãos. – E como eu te conheço, deve ser uma camiseta, óbvio!
—Está muito pesada pra ser só uma camiseta de time...
—Um uniforme? Dois (...) Três no mínimo. – Ele sacudiu o embrulho. – E só para te lembrar foram quatro musicais. – Quando ele abriu o embrulho, o presente estava dentro de uma outra caixa, nada a ver e dela sim, havia um violino. O que deixou Antonie surpreso. – Jovem, não precisava...
—Não vai precisar usar mais o do teatro, é seu! Tcharan! – Igor riu e pulou de alegria enquanto todo mundo batia palmas.
—Agradeço, de verdade! – Antonie falou enquanto tocava uma nota ou outra.
—Acho que agora podemos começar com a. J, K, L, M, N (...) Alex! – Igor exclamou. – Por favor; faça as honras. – Ele pegou seu presente e saiu de perto do pinheirinho.
—Tá certo, certíssimo. – Ela disse se levantando do pufe indo em direção ao pinheirinho pegando o seu embrulho. – Eu espero que demore mais dessa vez (...) A pessoa que eu tirei é talentosa, charmosa... – Ela soltou uma risadinha. – E bem, eu não sei o que seria de mim aqui em Paris sem ela.
—Eu? – Perguntou Mika rindo. – Alex negou.
—Bom, tem muita gente charmosa e talentosa aqui, precisamos concordar... – Começou Joana. – E eu sou maravilhosa!
—Essa pessoa é extremamente recatada, e sabe vários idiomas... – Todo mundo se encarou. Aliás, todos ele, com exceção de Victor e Leo sabiam mais de três idiomas diferentes. Por isso eles estavam falando em português que era possível deles entenderem. – Huum; eu não sei em que mais elogiar.
—Você tá puxando o saco da pessoa? – Perguntou Cainan. Alex imediatamente ficou vermelha.
—Que isso; não, jamais! –Ela disse em modo de sarcasmo.
—Tá sim! – Riu Thaylor. – Eu vou chutar que você tirou o Françoise; sei lá, apenas por chutar mesmo e ele ser seu responsável desde que chegou aqui. – Ele riu e ela confirmou.
—Certo senhor Françoise, é teu! – Françoise a abraçou e recebeu seu presente.
—Obrigada Alex! – Ele abriu com cuidado e se deparou com um kit spa; com sais de banho, sabonete líquido, quatro toalhas de banho e de rosto, creme hidratante, roupão de banho, e concidentemente, era um kit para noivos; ou seja no roupão tinha os nomes dele e do noivo. Françoise se corou completamente.
—Uuuh, que coisa chique! – Exclamou Kathy. – Eu espero que que me tirou me dê uma coisa dessas!
—Não. – Falou Déia. – Você não precisa disso, nem está pra se casar.
—Estou sem palavras Alex. – Disse Françoise.
—É obrigado que se fala! – Disse Leo fazendo todo rirem.
—D’accord, Merci Beuacoup. – Ele disse guardando o presente e pegando um embrulho. – Certo; é a minha vez. E espero fazer uma apresentação formal.
—Ai céus, ele não sabe o que dizer! – Falou Thaylor.
—Lógico que eu sei. – Todos riram. – Vamos, lá, eu não sei exatamente o que falar da pessoa porque ela é reservada, porém, bem... – Ele não conseguia achar as palavras certas, ou nenhuma, na verdade. Ele respirou fundo. – Toca flauta e clarinete muito bem. Acho que a palavra seria... – Antes dele terminar de falar Shin se levantou e caminhou em direção à Françoise.
—A palavra certa seria “ muito mais do que divinamente”.— Françoise deu um sorriso.
—Isso; divinamente. – Ele disse entregando o presente ao garoto. – Espero que goste.
—Eu também. – O coreano respondeu indo pegar seu embrulho sem se preocupar em abrir como os outros fizeram.
—Não Shin! Abre aí, a gente quer ver! – Exclamou Igor. O outro revirou os olhos e abriu o embrulho mostrando.
—O que é isso? – Perguntou Pierre. Shin olhou por um tempo, admirando, vendo cada detalhe e sorrindo de canto de rosto.
—Uma coleção majestosa e cara da coleção de funkos de Senhor dos Anéis. – Ele ficou admirando por um bom tempo.
—UOU! – Responderam em coro.
—Eu te dou meu vídeo game em troca de um deles! – Falou Igor.
—Hey! – Resmungou François.
—Não. – Ele respondeu rapidamente e em seguida já pegou o embrulho para ser a sua vez. Era um embrulho pequeno. – Bom, eu espero que essa pessoa goste tanto quanto eu gostaria de receber. – Cainan deu um sobressalto e encarou Mateus que encarou Pierre. Era o relógio Gucci que valia 5 mil euros; ah, agora eles saberiam de quem seria.
E esperavam pela consideração. Sendo assim, óbvio que ou Cainan, ou Pierre ganhariam, aliás, eles estavam sempre juntos com Shin na mesa de Elite.
—Bom; eu quero dizer que eu não converso muito com essa pessoa, e nem espero conversar muito depois do presente. Até porque essa pessoa não pensa em conversar, estudos em primeiro lugar. E outra, a cultura dessa pessoa é totalmente diferente da minha...
—(...) Seria do Brasil Shin? – Mika perguntou e o garoto acenou positivamente; o alvoroço interno de Cainan se tornou maior, até porque, Mateus não estudava mais.
—E tá tudo bem... – Antes que Cainan levantasse a mão como Igor havia feito; porém, Shin se direcionou até Victor e esticou o presente para o garoto.
—Como é? – Berrou Cainan.
—Como assim pro calouro?! – Resmungou Pierre.
—Você nem o conhece. – Retrucou Cainan, Shin por outro lado revirou os olhos e estava esperando Victor pegar o presente das suas mãos. Uns segundos depois, Victor pegou o embrulho meio envergonhado com os olhares dos outros garotos, agradeceu e abriu.
Victor examinou o presente atenciosamente; era um relógio Gucci. Um de verdade. Victor ficou paralisado. Tinha tudo comprovando que era de um de verdade... No centro dos ponteiros tinha um pequeno "G", com a inscrição "Swiss Made" sob eles. E também tinha um logotipo do duplo "G" na parte de trás do mostrador. Era um relógio banhado de ouro O metal mais pesado do que a tradicional prata de lei ou os relógios banhados a ouro. Os relógios Gucci são tradicionalmente feitos de ouro e era genuíno. Françoise esticou o pescoço, não conseguia ver o que era.
—O que é aquilo?
—É um relógio Gucci; um genuíno. – Todo mundo encarou Shin que apenas apertou a mão de Victor, relutou para abraçar, mas, não tinha tanta intimidade assim.
—Obrigado. Tipo, eu não estava esperando por isso, eu...
—Calouros precisam sempre serem pontuais na França. – Victor acenou. – An dwaeyo!
—Eu vou contar pra mamãe! – Resmungou Mi-cha uns segundos depois.
—Ah, conte! – Ele exclamou em tom de deboche
—Uau! – Exclamou Leo baixinho. – Tu ganhaste um relógio!
—Para você não perder a hora de fazer as tarefas ou se atrasar pra aula. – Ressaltou Shin pegando seu presente e se sentando. Victor estava paralisado. Ele tinha ganhado uma coisa tão cara e não poderia dar uma coisa cara para a outra pessoa.
—Gente, eu falei que não era para comprar coisa cara! – Reclamou Françoise.
—Mas... –Mateus tentou se justificar. – Teoricamente, foi o Shin que comprou, ele quem vai pagar!
—Não vou não... – O coreano retrucou com um sorriso.
—Porque você constrange quem não tem tanto dinheiro e. – Françoise tentava continuar a falar.
—Uma coleção de funkos de Senhor dos Anéis é baratinha né? – Comentou Antonie com um longo sorriso no rosto.
—(...) Não tão cara assim gente!
Victor se levantou pegou o embrulho e o olhou; e pensando em diversas formas de descrever a pessoa; não saberia ser tão dinâmico como o Ribeiro foi; não conhecia a pessoa á tanto tempo quanto qualquer um deles se conheciam ali.
—Bom... – Victor respirou fundo. – Irei começar pelo começo. Descrevendo. Esse é para uma pessoa meiga, cheia de sonhos...
—Eu espero que dessa vez seja para mim. – Falou Kathy animada.
—Pare de ser besta Kurz; você não é meiga! – Exclamou Mi-cha.
—Eu tenho que concordar... – Falou Shin.
—Ah, eu tenho que discordar! – Exclamou Mateus beijando Kathy. – Minha namorada é o ser mais lindo do universo inteiro.
—Falamos da mesma Katherynne? – Perguntou Joana erguendo uma sobrancelha.
—Guys! É a vez do menino falar. – Falou Alex. – Diga Victor, ignore-os!
—Então; se é meiga; é uma garota... – Falou Mi-cha colocando os braços para trás do corpo, se esticando. – Então descartamos os garotos e Kurz. – Kathy cruzou os braços.
—Ok. Claro. – Victor passo a mão na nuca e respirou fundo. – Dei muito na cara...
—Então destaca pontos fortes na pessoa. – Disse Simone.
—Bom, ela tem o sorriso mais contagiante que eu já vi. Eu acho que ela sabe tocar uns quatro instrumentos; ambos de cordas... – Ele ergueu as sobrancelhas.
—Tá aí uma coisa que nem todas fazemos... – Joana comentou. – Descartamos, eu, Kathy e Déia...
—Você sabe tocar guitarra; é corda dedilhada. – Respondeu Igor.
—Quatro instrumentos de corda! Eu sei só dois. Eu não conto! – Exclamou Joana.
—Calma... – Falou Victor rindo. – Seu sorriso é bonito.
—Então sou eu? – Perguntou Alex.
—Não! – Respondeu Victor calmamente. – Ela também é muito inteligente e delicada como uma canção...
—É a Mikaele? – Perguntou Leo; naquele momento tanto seu rosto quanto o de Mika ficaram vermelhos, ele abaixou a cabeça tentando disfarçar o óbvio, de que gostava dela, e queria ter tirado ela.
—Céus, a Mika é delicada como uma canção?! – Perguntou Joana com um sorriso no rosto. – É sério que vocês acham isso? – Mika riu.
—Eu posso ser uma canção inspiradora! – Mas, infelizmente ele não tinha tirado a Monitora. Então ele levantou o rosto disfarçando.
—Poderia ser; mas, não é a Mikaele. – Ele disse dando um sorriso para ela. Não podia negar que ela era a sua canção inspiradora, sua rainha, o amor da sua vida. – Bom, voltando; tenho que admitir que o sotaque dela é uma graça...
—Mas, o sotaque de todo mundo é uma gracinha... – Falou Marjorie.
—De fato Piaf; — ele respirou fundo. – E é por isso que eu prefiro o teu! – Ele estendeu o embrulho para ela ficou completamente vermelha pelo elogio; elogio mal sabia ela, que foi improvisado porque era difícil tirar os olhos de Mika e evitar o olhar de todo mundo. Mas, tinha um pouco de verdade.
—Obrigada... – Disse Marjorie o abraçando.
—Hey! – Exclamou Leo. – Ela é a minha canção! – Victor sorriu confirmando.
—Não disse nada mais além da verdade. – Marjorie tirou de dentro do embrulho uma caixinha de música antiga e extremamente linda, com um casal dançando e uma melodia fofa.
—Oh Azevedo, que fofo! Merci! Eu amei!
—Que isso... – Disse Victor. – Não é caro, mas, é de coração.
—Uma fofura! Eu adorei! – Enquanto Victor ia para o seu lugar, e ela ia pegando o embrulho, Thaylor ainda estava confuso.
—E você toca mais de quatro instrumentos de corda, mesmo? – Marjorie acenou positivamente.
—Sim, violino, violoncelo, contrabaixo, violão, guitarra e harpa. – Ela arrumou a postura. – Vou começar...
—Só tem gente talentosa aqui é? – Ele perguntou a Françoise.
—Claro, peças raras, anos de prática e talento no bolso. – Ele respondeu. – Pode começar Marjorie.
—Merci! Essa pessoa é incrivelmente muito organizada...
—Vamos admitir que nem todo mundo aqui é organizado e nessa sobra Françoise, Thaylor, imagino que Pierre... – Começou Mateus.
—Está dizendo que sou desorganizada? – Alex ergueu uma sobrancelha. – Sou tão organizada quanto qualquer um.
—Certo. – Marjorie sorriu. – Sei que não é. Mas, falo de organização mental, que é a mais importante.
—Outra coisa Marjorie... – Pediu Kathy. – Diz outra coisa!
—Outra coisa(...) essa pessoa é muito habilidosa. Não precisa saber tocar muitos instrumentos para encantar uma multidão.
—Céus, está puxando o saco... – Comentou Joana.
—Talvez. – Ela riu. – Essa pessoa atuou em cinco peças e três musicais.
—Oito apresentações? – Leo perguntou, Marjorie acenou positivamente. – Então não é nenhum dos novatos.
—Isso também me limita; eu fiz cerca de doze apresentações. – Falou Mateus.
—Você não conta Mateus... – Falou Joana. –Cainan? – Marjorie negou com a cabeça.
—Eu nunca fiz musical... – Respondeu Cainan.
—Mentira! – Exclamou Mika; que até então não havia falado com Cainan, na verdade, desde o termino eles mal trocaram palavras. – Você fez musical sim! Todo mundo já participou de musical aqui; é a primeira apresentação que se faz no primeiro ano de estudo. – Ele revirou os olhos.
—Foi protagonista em quatro apresentações. – Joana bateu palmas.
—Sou eu... – Ela ia se levantar quanto Marjorie continuou.
—Essa pessoa é delicada, mas, também dá seus amáveis ataques de fúria...
—Não é a Kathy né? – Perguntou Pierre.
—Gente quando for a Kathy, a gente vai saber... – Falou Shin.
—Se vai continuar nesse negócio de peças teatrais, dá um exemplo de qual peça ela atuou. – Pediu Mi-cha.
—Ok. – Marjorie limpou a garganta e começou a cantar, até então uma música do musical. — Sing with me one more time, our strange duet♫... (Cante mais uma vez comigo, nosso estranho dueto)
—Céus! – Andréia deu um pulo. – Eu já ouvi essa música...
—Ela canta tão belamente. – Falou Leo apaixonado pela ruiva.
—É a Flauta Mágica? – Marjorie negou.
—A pessoa era protagonista nesse musical? – Marjorie fez um sinal de mais ou menos à pergunta de Françoise.
—Inside my mind…Sing, my angel of music! ♫ (Dentro da minha mente... Cante meu anjo da música) – Ela continuou a cantar, para que a pessoa pudesse se tocar.
—É o Fantasma da Ópera! – Respondeu Mi-Cha estralando os dedos.
— He's there, the Phantom of the Opera… (Ele está lá, o Fantasma da Ópera) – Ela continuou cantando.
—Cante pra mim... ♫ – Mika continuou cantando, onde em seguida Marjorie pode dar um agudo, que a música exigia. Ao mesmo tempo em que ia pegar seu presente abraçava a outra enquanto ambas, recebiam palmas pela curta apresentação.
—Gente; graças a Deus Armin não está aqui! Acho que isso iria ser amigo secreto cantado! – Falou Déia enquanto Mika olhava para Alex sorrindo. – Não que a curta apresentação de vocês foi ruim; mas, ia ser um musical, e sabemos disso!
Mika então abriu o seu presente e se deu de cara com uma bela luminária com a temática “Alice no País das Maravilhas”, com o formato do Gato de Cheshire.
—Oh que coisa fofa! – Mika exclamou. – Obrigada meu anjo cantante! – Marjorie riu. – E sim; Armin faria isso se tornar uma orquestra! Sem dúvidas!
—De nada. – Falou Marjorie. – Na verdade; eu fiquei muito em dúvida no que dar para alguém que tem quase tudo...
—Hãn; eu não tinha uma luminária tão linda assim... – Ela sorriu. – E eu não tenho quase tudo... Não sou o Françoise.
—Hãn; tá certo. E é uma luminária mais linda que o abajur que temos nos quartos! – Exclamou Marjorie enquanto se sentava no seu lugar.
—Verdade! (...)
—Espera, como assim, era uma personagem principal mais ou menos? – Perguntou Thaylor. – Eu não entendi.
—Ah; o personagem principal é o Fantasma; Erik, ela era a Meg Giry. – Respondeu onde Mika fez uma reverencia em seguida. – Todo mundo é principal aqui no Depardieu...
—Tendo o nome, você é principal! – Falou Alex. – Como é o “Fantasma da Ópera”, ele é o principal!
Eu estarei em casa para o Natal
Você pode contar comigo
Por favor, tenham neve e visco
E apresenta-se na árvore
Véspera de Natal vai encontrar-me
Onde a luz do amor brilha
Eu estarei em casa para o Natal
Se somente em meus sonhos.
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