Notas iniciais
Finalmente!!♦ Não é uma crônica sem fim, é uma história amável ... {Que parece sem fim; mas, enfim, já acabou} ♥ Inesperavemente essa era a única fic basicamente acabada que eu não postei. Mas, minha Best também não viu o final dela; e como ela fez meu dia, comecei com a mais óbvia, mesmo o computador e o teclado não auxiliando muito... Eu já disse isso uma vez, e digo sempre: "É apaixonante trabalhar com esses personagens". ♥ ~♪♫Enjoy♥♪♫ Músicas que ouvia enquanto eu escrevia esse capítulo: ♫Pentatonix ~ Hallelujah ♪ ♫Pentatonix ~ Silent Night♪ ♫Pentatonix ~ White winter Hymnal♪ ♥~♥

—Voltando então; faz de conta que eu sei brincar... – Mika disse.

—Faça valer a pena! – Exclamou Igor. – Quero ver se sabe mesmo jogar.

—Pronto, prontíssimo... – Ela estreitou os olhos como se examinasse um por um. – Meu amigo secreto é muito francesado, porém, não é francês! – Todo mundo riu.

—Tiramos os franceses... – Falou Alex.

—Ou seja, os franceses estão fora. – Falou Kathy.

—Essa palavra não existe. – Resmungou Shin.

—O foco é que deu para entender. – Ela continuou. – Essa pessoa é divertida...

—Podemos descartar o Shin? – Perguntou Igor e Mika deu ombros. – Não que você seja chato Shin; é que você não entende o humor brasileiro.

—Não entendo mesmo. – Ele disse sem entender.

—É magnifico nas aulas de Jogos Teatrais. E não decepciona nesse quesito!

—Eu, Shin, Mateus, aqueles dois brasileiros e Déia estamos fora; ela não tem aula de Jogo Teatral. – Falou Cainan. – Até porque Mateus era péssimo nessa aula.

—Saberia adaptar um roteiro muito bem. E toca violão muito bem; quase que de olhos fechados...

—Vish... – Thaylor estalou a língua. – Acho que todo mundo aqui toca violão bem; né?

—Eu ainda não sei... – Falou Victor sorrindo.

—Vocês aprendem no primeiro semestre. – Falou Kathy. – Chutando, a Joana? – Mika negou com a cabeça. – Poxa Joana, tem alguém que toca melhor que você!

—Violão? Meu bem; não gosto muito de violão... – Joana colocou a mão no queixo. – E está entre nós? (...) Alexandra, é você minha filha? – Mika acenou positivamente, e Alex pulou com tudo indo pegar o seu presente.

—É Alex! Meu nome é muito grande! – Ela pegou o embrulho com tudo e Mika fez um barulho com a língua. – Que foi?

—É frágil!

—Não me diga que é o que eu estou pensando...

—Talvez... – Mika riu colocando as mãos para trás do corpo.

O semelhante de Alex se iluminou, enquanto ela abria o embrulho, todo mundo esticava o pescoço para ver o que era, e na verdade se espantaram quando viram que era uma boneca de porcelana com a roupa azul escura e os cabelos ruivos quase vermelhos.

—Mas, o que é isso? – Perguntou Cainan boquiaberto.

—Uma boneca de porcelana... – Respondeu Alex extremamente feliz, quase pulando.

—E Alex gosta disso? – Perguntou Joana.

—Tá brincando? – Alex admirou o presente detalhadamente. – Eu amo essas coleções de bonecas de porcelanas! E acho uma graça. Obrigada Mika... – Elas se abraçaram e sorriram. – Podia ter dito que eu era corajosa e ousada também...

—E ganha bonecas de porcelana! – Exclamou Antonie.

—Tenho mesmo... – Ela olhou em volta. – Gente; voltou ao zero! Eu tirei o Françoise e ele já foi! – Disse se sentando com sua boneca ao seu lado. – Por um segundo o clima ficou assustador.

—Então agora é a Andréia! – falou Mateus. – Déia se levantou.

—Andréia?! – Comentou Thaylor.

—O nome dela é Andréia? Não era Déia?

—É apelido. – Françoise explicou ao namorado.

—Ok; eu vou ser bem breve. – Falou Déia segurando um embrulho médio com um papel vermelho. – Essa pessoa é bem dramática.

—Kathy! – Exclamou Joana.

—Praticamente veio de um berço de ouro... – Ela hesitou. – Se é que posso dizer isso...

—É a Mi-cha! – Exclamou Alex.

—Nem chegou perto. – Ela respirou fundo. – Essa pessoa é incrivelmente rigorosa e cara... Falar dela parece ser tão chato.

—Um instrumento? Profissão que quer seguir? – Falava Marjorie.

—Huum; consegue segurar um Fá por 09 segundos. – Ela riu. – Uma maravilha!

—É o Cainan. – Disse Mateus levantando a mão e rindo.

—Hey; me respeita. – Déia riu.

—É você mesmo Silva!

—Porque “berço de ouro”? – Shin estreitou os olhos.

—Pela lógica; primeiro Guilherme, depois Mateus, agora Cainan; é uma família bem talentosa. – Falou Déia vendo Cainan abrir o pacote e se deparando com um Fone de ouvido, estilo headphone da Sony da cor preta e vermelho. E a encarou. – Sua cara esses fones. Não negue...

—Oh; obrigado! Vai me ajudar a treinar os ouvidos. – Eles se abraçaram brevemente, e ela foi se sentar; Cainan aproveitou e colocou os fones ao redor do pescoço e em seguida pegou outro embrulho. – Bom; eu não sei se eu elogio a pessoa, se digo o básico ou o que...

—Charadas! – Pediu Simone.

—Algo musical? – Perguntou Igor.

—Pelo amor de Deus não! – Exclamou Pierre.

—Tá bom... – Cainan começou. – Certo; essa pessoa é incrivelmente calma.

—Simone? – Perguntou Alex.

—Essa pessoa é muito atenciosa, extremamente... – Ele coçou a nuca. – inteligente, chegando a ser culta... – Houve um silêncio no local. – E me acha insuportável, mas, não quer admitir.

—Hãn... Todo mundo te acha insuportável... – Falou Déia com um sorriso.

—Mas, essa pessoa nem esconde. – Déia levantou a mão.

—Sou eu!

—Sim! – Ele esticou o embrulho, porém, Déia fez um movimento para que ele se aproximasse. – Ah, qual é.

—Eu acabei de sentar... Traz aqui! – Todos riram enquanto Cainan revirou os olhos caminhando em direção à Déia. – Obrigada Cainan.

—É o que Srtª. Roelle? –Perguntou Pierre; Déia abriu a caixa e se deparou com um perfume Chanel nº5. Ela tirou o perfume do pacote e o examinou.

—Isso é verdadeiro? – Cainan paralisou.

—Como assim se é verdadeiro? Claro que é. – Ele falou. – Como ousa?

—Sei lá, vai saber... – Antonie riu e em seguida percebendo que chegaram ao zero novamente olhou para o noivo de Françoise.

—Thaylor; você gostaria de ir então? É nosso novato-convidado! – Ele sorriu.

—Certo; eu não vejo problema. – Thaylor se espreguiçou no seu puff e em seguida se levantou e foi para pegar um embrulho que ele mesmo tinha trago. – Só é meio estranho porque eu não sei bem descrever a pessoa.

—Tudo bem, use a primeira impressão! – Falou Déia. – Daí acho que nós já teremos acertado.

—Certo então... – Thaylor pareceu meio perdido, mas, deu um breve sorriso. – Bom, posso dizer que essa pessoa é insistente.

—Todos nós somos... – Comentou Mi-cha.

—É amante da vida e sabe aproveitar cada momento dela. – Continuou.

—Está sendo interessante... – Falou Shin.

—Certo; eu não entendo muito de sotaques, mas, posso dizer que essa pessoa domina o sotaque francês muito bem.

Simone colocou a mão no queixo; pensando um pouco.

—Eu não sou! Eu ainda dou minhas escapadas no alemão.

—Eu ainda tenho sotaque... – Disse Kathy que logo em seguida foi abraçada por Mateus.

—Que eu amo tanto...

—Eu sei... – Respondeu Kathy.

—Eu acho que ela já cantou no tipo de ser uma “Ária”. – Leo ergueu uma sobrancelha. Thaylor percebeu a confusão e logo continuou. – Para ajudar, fez uma performance espetacular de Habanera, junto com a sua voz solo. – Joana riu. Ela havia sido a ária em

—Oh pelos céus Thaylor! – Joana se levantou fazendo uma pose “sexy”, sorrindo. – Você “acha”? Eu fui a cigana mais fabulosa com o meu solo encantador... Eu poderia encantar você... – Ela disse se aproximando do rapaz. – Mas, eu não quero que o Françoise fique irritado comigo! – Ela esticou a mão e recebeu seu presente, que era um pouco pesado. Ela riu novamente. – Céus; o que é isso?

—Abre né guria! – Exclamou Kathy. Joanna precisou se sentar para poder abrir o presente e antes de abri-lo teve que se levantar para dar um abraço em Thaylor.

—Oh meu Deus! – Ela exclamou quando percebeu que seu presente era uma maleta de maquiagem completa e incrivelmente nova. Joana ri e pula de felicidade. – Agora sim eu posso ser uma atriz mais magnífica do que eu já sou! Melhor maquiagem com certeza! Gracias rapaz.
Demorou cerca de quatro minutos para parar de agradecer e gritar pelo novo presente, até que Joana saiu do histerismo da maquiagem e sem surpresa nenhuma pegou o presente para seu amigo secreto. A única surpresa era que o presente era grande. – Não é surpresa nenhuma que eu ache essa pessoa fabulosa! – Ela parou para pensar. – Certo; eu não sei se acho essa pessoa muito sensacional não... Mas, que ela corre atrás dos sonhos dela, ah ela corre.

—Pode ser qualquer um de nós. – Comentou Mika.

—De um fato, sim. – Ela disse estalando a língua. – Mas, foi além; dos sonhos que correu.

—Além? – Indagou Alex. – Seja menos metafórica...

O amor é um pássaro rebelde... – Ela revirou os olhos. – Que ninguém pode domar.... – Ela sorriu colocando as mãos na cintura...

—Isso é um enigma? – Joana mexeu a mão diante da pergunta de Leo. – Essa pessoa é rebelde e não pode ser domada? – Ela acenou positivamente.

—Um rebelde? – Pierre franziu a testa. – Quem aqui no nosso meio é rebelde?

—Cainan?! – Joana encaro Marjorie.

—Mateus! – Exclamou Cainan.

—Isso! – Falou Joana vendo a expressão surpresa de Mateus.

—Isso é pra mim? – Mateus perguntou e imediatamente Kathy a encarou.

—Sim; seu.

—Eu tô de olho em você latina... – Joana deu ombros e riu de sarcasmo, enquanto Mateus ia em direção ao seu enorme pressente.

—Uau... – Mateus tocou no embrulho. – Não precisava Jô.

—Jô? – Repetiu Kathy indignada. – Que porra de intimidade é essa Mateus?!

—Katherynne se comporte; é véspera de natal! – Exclamou Mika.

—Mas... – Ela arfou.

—Ah, eu sei que não precisava, mas, você me conhece; eu sou exagerada; como diz naquela música brasileira “eu sou mesmo exagerado...” – Mateus rasgou o papel e sobre todo o papel havia uma caixa, que escondia um violão. Mateus a olhou sem entender. – Se eu só deixasse a capa do violão, você saberia o que era. Gosto de deixar no imaginário humano. – Ela riu enquanto ele tirava um violão preto com um desenho de constelações na superfície.

—Criativa. Muito obrigado! – Ele olhou para Kathy enquanto Joana ia para o seu lugar. – Mas, você é maravilhosa.

—Me erra Mateus! – Ele deu uma boa olhada no instrumento e agradeceu novamente. – Continua! Vamos que eu quero dormir!

—Como ela é sensível. – Comentou Mi-cha.

—Sim; a minha sensível favorita... – Ela revirou os olhos. – Vamos lá que a minha bailarina quer ter seu sono das estrelas... Óbvio que agora tem menos pessoas, e estará mais fácil.

—Esperamos que sim... – Falou Mi-cha. – Mas, óbvio que tu vai jogar de qualquer jeito.

—Me respeite. – Ele foi lá pegou o presente e ficou não apenas segurando, mas também fitando para o pacote. – (...) Pensando bem, pode ser difícil. Não sei descrever as pessoas.

—Use seu modo profissional! – Falou Cainan.

—Você consegue! – Disse Alex rindo.

—Parem os dois! (...) Eu preciso me concentrar...

—Gente eu já vou ajudar. – Joana ia começar a falar, mas, foi interrompida.

—Deixa ele caramba! – Berrou Kathy.

—Katherynne. – Mika a chamou novamente. – Calma.

—Bom; essa pessoa sempre surpreende! Ela é muito sistemática e.

—O Pierre. – Falou Mi-cha de braços cruzados.

—O que? – Mateus não entendeu a suposição. – Não!

—Eu não sou sistemático!

—Ah você é sim! – Respondeu Françoise.

—Poxa Mateus, uma dica e meia... – Falou Cainan o encarando.

—Ah. – Ele não sabia o que falar. – Eu... É um ótimo residente... – Mateus não sabia o que dizer, porque na verdade já tinham acertado quem era; então quando ele olhou para o lado, Pierre se levantou indo pegar o seu presente.

—Estava tão preocupado com sua namorada assim? – Incrivelmente toda a atenção que ele deu para Kathy atrapalhou sua concentração. – (...) Mas, o que é isso?

—E se eu estivesse? E daí? – Pierre assim como Joana, depois de agradecer teve que se agachar para abrir o presente que era pesado. – Eu amo aquela garota! – Mateus ia se declarar porém, o irmão levantou a mão.

—Só pare. – Pediu Cainan. – Agora não. – Antes que Mateus dissesse algo o retrucando, Pierre soltou um assobio longo e bem alto. Ele pareceu extremamente impressionado, seus olhos estavam brilhando.

—Mais isso aqui é um achado! – Ele tirou de dentro da caixa, uma máquina de escrever, do modelo Olivetti; um modelo raro e que ainda aparentemente funcionava. Ele deu um sorriso enorme, aliás, não dava para negar, era maravilhoso, e ele estava encantado. – Cara; mas, pra que eu... Cara; como? Pour Dieu... – Ele riu. – Sério que é minha cara?

—Para um futuro roteirista... – Mateus deu um sorriso e deu ombros. – Porque não? – Pierre deu uma risada. – O que foi?

—Onde você achou uma coisa dessas?

—Eu encomendei. – Disse Mateus dando uns tapas nas costas do outro. – De nada Escreva bons roteiros. Porém, não tão bons como os meus.

Pierre ergueu uma sobrancelha e em seguida estralou as costas acenando positivamente.

-Agradeço. – Ele pegou o seu presente, pegando o do seu amigo secreto. – Certo; para o meu colega secreto; eu já vou dando todos os detalhes bonitinho...

—Vai demorar... – Murmurou Joana.

—Bom, essa pessoa é muito perfeccionista e detalhista.

—Sou eu... – A gaúcha falou.

—Não Kathy, não é você; poderia ser? – Ele colocou a mão no queixo como se pensasse. – Poderia ser, mas, não é.

-Claro que não sou eu...

—Kathy, você vai saber quando for você... – Mika comentou.

—Eu já achei umas vinte vezes... – Resmungou Kathy se afundando no seu puff de braços cruzados.

—É uma pessoa muito estilosa e tem um charme de nascença.

—Eu já fui meu amor... – Joana disse sorrindo.

—Engraçadinha (...) Essa pessoa é; ouso dizer que tem um “olhar de mal”.

—Seria a Mi-cha? Um “olhar de mal” porque ela veio da Coréia? – Perguntou Antonie apertando uma almofada contra seu peito. – Pierre ficou vermelho se virou devagar para a jovem que o encarou, esperando uma resposta.

—Não! É porque você parece mesmo mal. – Mi-cha riu enquanto se levantava e pegava o seu presente das mãos dele com um ar de suspense.

—Talvez eu seja mesmo. – E sorriu. – Merci.

—Aan... Espero que goste do presente... – Mi-cha parecia muito curiosa enquanto abria o presente, porém, parou no instante que tirou o embrulho e abriu a caixa. Seus lábios se contorceram e ela encarou Pierre. – Não gostou?

—(...) Sério isso Leblanc? Um Christian Loubotin? – Shin apertou os olhos.

—Um o que?

—Um salto de sola vermelha! – Exclamou Alex. – Você ganhou um salto de sola vermelha? – Mi-cha a olhou sem muita surpresa.

—Sim.

—E detestou? – Mika perguntou desacreditada. – Você detestou um salto lindo desse?

—Sim. – Ela fechou a cara e olhou para Pierre. – Eu não gosto de sapatos de salto.

—Mas, você tem vários. – Comentou Shin.

—São botas com cadarço e salto alto. Eu agradeço pelo presente, mas, não é útil pra mim... – Houve um longo silencio. – Minha vez?

—Espera, o que você vai fazer com o sapato? – Perguntou Igor. Ela olhou para o sapato por um tempo.

—Qual é o tamanho? – Perguntou Mika.

—Huum; 39. – Mi-cha respondeu ao pegar um salto.

—39? – Leo ergueu uma sobrancelha. – Não tem número 39... – Antes que alguém pudesse dizer algo; Mika interferiu.

—39 na França, é 37 no Brasil. É um sistema métrico diferente...

—Eu calço 39; me dá? – Perguntou Alex. Mi-cha deu ombros e entregou a caixa para Alex que deu um longo sorriso.

—Qual é? – Resmungou Pierre. – Mi-cha tocou no seu ombro e colocou a cabeça pro lado.

—Não tem problema, eu não ia usar; não fico com coisas que não me cabem ou que ocupam espaço; pode comprar uma bota com cadarço e eu aceitarei numa boa! Obrigada pelo presente mesmo assim. – Ela deu um abraço no rapaz e foi pegar seu embrulho.

—Mas gente... – Falou Thaylor impressionado quando Pierre se sentou. – Você ficou chateado?

—Eu tô impressionado que ela negou um salto daquele patamar! Cara, eu jurava que ela iria gostar.

—Talvez ela não seja tão na moda assim. – Sussurrou Cainan rindo.

—Estou te ouvindo Silva Segundo. – Todo mundo ficou em silêncio. – Meu amigo oculto tem se mostrado uma pessoa muito educada e intelectualmente expendida.

—Uau. – Falou Mateus.

—O que mais? – Perguntou Françoise.

—Se eu não já tivesse sido tirado, chutaria que seria eu... – Falou Igor sorrindo.

—Devo o descrever essa pessoa com pontual e que sabe manter um compromisso.

—Simone? – Mi-cha negou ao chute de Joana. – Ué, senão; quem? (...) Kathy? Leonardo? Thaylor? Já não tem muita gente.

—Devo dizer que é impecável... – Houve um silêncio no local.

—(...) Você está me descrevendo? – Perguntou Thaylor, que fez Mi-cha acenar suavemente; chegando a ser assustador. – Mas, eu não sou pontual...

—É mais pontual do que qualquer um desse dormitório. – Ela esticou os braços para ele pegar o presente; mas, antes olhou para Françoise como se perguntasse mentalmente “Tá tudo bem com ela? ”, parece que o noivo afirmou porque Thaylor foi pegar o presente e para a sua surpresa não era uma arma.

—Uma câmera de fotos profissional! – Exclamou Shin com desdém. – Uau que original! Como se ele não tivesse dinheiro pra isso. – Mi-cha o encarou e ignorou.

—Eu não tenho palavras para agradecer... Eu acho espetacular a arte da fotografia! Na verdade eu agradeço; muito. – Mi-cha sorriu. – Mas, só para contestar, eu não sou pontual.

Micha deu ombros.

—Vai por mim; você é mais pontual do que qualquer um desse dormitório. – Ela se sentou no seu puff. Joana então estralou os dedos.

—Como Thaylor já foi; eu digo á Kathy que “ela pode ir”. – Kathy tirou os cabelos dos olhos e encarou Joana. – Vai minha querida...

—Ah, porque? Sou falta três pessoas, cada um de nós se pegou...

—Mas, você não sabe quem... – Falou Simone.

—Não acredito que eu fiquei entre os últimos... – Ela se levantou e foi pegar o seu pacote. – Vamos lá. No meu mais puro indignamente; digo que essa pessoa que eu peguei me custou mais de dois salários.

—Eu falei que não era para gastar muito! – Exclamou Françoise. – Vocês não me ouviram?

—Eu ouvi, mas, achei muito sem graça a coisa que eu tinha comprado primeiro. – Kathy comentou. – Eu creio que essa pessoa merece...

—Bom; eu acho que você vai ter que elogiar essa pessoa. – Comentou Igor. – Porque, ou é Simone, ou é Leonardo; então, uns elogios não custariam nada. – Kathy colocou uma mecha em sua orelha enquanto respirava fundo.

—Certo; eu não me arrependo muito de ter gastado no seu presente. Até porque, se fosse para mim, eu ia gostar desse extremo de atenção.

—Uau. Estou com ciúmes. – Falou Mateus.

—Eu não posso dizer muito até porque...

—Você não conhece o Leo bem... – Falou Marjorie com um sorriso. Kathy encarou desacreditada. – Acertei?

—Sim.

—Você podia dizer o quanto ele é chato. – Comentou Victor enquanto ela entregava o pacote nas mãos de Leo.

—Eu não sei dizer isso para pessoas que eu não tenho convivência a cerca de 15 meses. – Ela riu. – Mas, sou boa em escolher presente... – Dizia recebendo o agradecimento de Leo e se abraçando; Kathy fez questão de esperar ele abrir o seu presente.

—Eu não acredito nisso! – Exclamou o garoto. – Stars Wars! – Kathy bateu palmas toda feliz. – Tipo, muito Stars Wars!

—Sim! Muito Stars Wars! – Exclamou Kathy.

—Mas, não precisava... – De quadro, a boneco de ação, sabre de luz, fantasia; era um paraíso para Leo, era uma caixa de surpresas Geek. – Eu tô muito feliz. Poxa... Caraca! Obrigado Katherynne. – Ela sorriu voltando para o seu lugar.

—Que isso...

—Como sabia que eu gostava de Stars Wars?

—(...)Foi um chute bem dado. E o Victor comentou algo. – Ela revirou os olhos dando ombros. – Você estava falando uma coisa dessas com a Marjorie.

—Uau... – Exclamou Mateus. – Eu sempre soube que você tinha um excelente gosto e (...) Como assim dois salários? Você trabalha recebendo dinheiro? Porque eu achei que era um trabalho voluntário, e.

—Eu não disse que o salário veio do meu bolso! – Mateus a encarou.

—Meu?

—Nosso querido; é nosso... – Kathy confirmou.

—Eu vou ter que devolver? – Leo interrogou Kathy.

—Nem pensar. – Kathy se sentou. – Agradece, e continua o jogo.

—Aan... Obrigado e(...) bem; eu ainda não tive a chance de ter intimidade com muita gente, mas, acho que eu posso dizer que eu achei minha amiga secreta uma doçura; óbvio que o que eu comprei pra ela, não valeu nem o esforço dela em ter comprado esse suéter pra mim. – Simone colocou as mãos na boca e além de sorrir, ficou vermelha. – O que eu tenho que dizer que eu amei com todas as minhas forças, de verdade, seu gosto é impecável e bonito.

—Obrigada!

—Eu acho que sua alma deve ser tão fenomenal quanto o seu suéter... E se um outro dia, pudermos conversar; espero que possamos nos tornar amigos para conversar, não só por sermos amigos secretos.

—Uuuh... – Victor disse baixinho. – Marjorie cuidado; Leo é muito bom de lábia.

—Sou é? – Leo se virou para Victor quando Simone se levantou com seu suéter que estava piscando como se fosse uma árvore de natal que ela vestiu. – Aan... Digo; eu sou gentil e recatado! – Ele esticou o embrulho para Simone que o pegou com um longo sorriso no rosto.

—Obrigada. – Ele não entregou o presente de imediato. – (...) Tudo bem?

—É frágil, você tem que ter o máximo de cuidado com ele, senão pode quebrar...

—Certo, entendi. Agradeço. – Ela abraçou Leo que quase foi sufocado pelo suéter-árvore de natal, e em seguida, rasgou o papel de presente ficando alguns segundos paralisada. – Que coisa mais única!

—O que? – Perguntou Thaylor animado. – O que é uma coisa única?

Simone com delicadeza e habilidade segurou o pacote, abriu por completo e tirou uma caneca de porcelana preta de gato com as orelhas a mostra e o focinho pintado. Ela respirou fundo, sorriu largamente e parecia muito feliz.

—É sério que você deu só uma xícara de porcelana pra ela? – Comentou Victor, Leo negou.

—Tem ao menos umas seis aqui. – Respondeu a alemã. – Oh... Não, me diga que você se atreveu!

—O que ele se atreveu?

—Copos glitter com canudos, copos decorativos, copos Diamonds – Exclamou Simone segurando um deles.

—Copos?

—Eu adorei! – Ela o abraçou novamente Leo sem derrubar ou deixar seu pacote cair. – Eu adoro colecionar copos! Obrigada!

—Ownt, que fofo... – Exclamou Kathy. – Mas, né tá faltando...

—Claro. – Simone respirou fundo arrumou seu presente e pegou o presente da gaúcha que tanto queria ter sido sorteada. – Fico até feliz que essa pessoa foi a última.

—Porque?

—O melhor sempre vem no final; o gran finale, o estupendo adorável louvor do público.

—Eu gostei da apresentação... – Falou Igor. – Continue Maestra!

—Recentemente amável e histórica, é a pessoa mais talentosa que eu diria que merece um; espera, dois Emmy’s!

—Dois? – Joana riu. – Bondade.

—Ora, porque? Estou começando... – Simone continuou. – Eu me sinto tão honrada de não só estar na presença dela; desta extraordinária, linda, maravilhosa...

—Continue... – Disse Kathy arrumando a postura sorrindo.

—Incrível, adorável, gentil...

—Exagerou... – Resmungou Joana.

—Cala a boca. – Resmungou Kathy

—Talentosa, brilhante, a lenda icônica; o 19º Prêmio da Academia vai para Lady Kathy Katherynne Kurz! – Kathy deu um pulo do seu puff e correu para pegar seu presente e ao mesmo tempo abraçar Simone.

—Não precisava ter exagerado... – Falou Alex rindo.

—Precisava sim! – Confirmou Kathy abrindo seu pacote não escondendo a sua cara de felicidade em nenhum segundo. – (...) Simone do céu... – Simone riu. – Você conseguiu juntar minhas paixões!

—Mentira! – Exclamou Mateus. – Eu não estou aí! – Kathy revirou os olhos.

—Quais são as suas paixões Kathy? – Perguntou Thaylor calmamente.

—Livros. – Falou Mateus. – Óbvio.

—Mas, não qualquer livro. – Comentou Mika. – Ela tem uma preferência.

—Terror... – Falou Déia.

—De Época... – Disse Marjorie.

—E de Serial Killers! – Completou Joana

—Sim... – Disse Kathy pulando animadamente com uma caixa que devia ter em volta de vinte a trinta livros. – Sim!!

—E 3 mil euros. – Terminou Simone sorrindo.

—E... Epa; como assim? – Kathy parou de pular e olhou para dentro da caixa vendo um envelope roxo. – Dinheiro? Você me deu dinheiro? Simone?!

—É que eu achei muito pouco, e muito sem graça o presente que eu te dei; então adicionei uma quantia em dinheiro pra você puder comprar outras coisas do seu gosto. – Françoise ia falar alguma coisa, mas, estava tão chocado que não conseguiu pronunciar nenhuma palavra.

-Simone, não precisa; você me deu... Oh, céus.

—É por isso que se compram coisas baratas; gente! – Françoise retomou a palavra. – Porque?

—Ah, Françoise, diga por você... – falou Shin.

—Por mim?

—Funkos são caros! – Exclamou Shin.

—Um relógio de cinco mil é caro! – Falou Mateus.

—Já disse que podia ter me ligado. – Retrucou Shin.

—Mas, eu não sabia que era você!

—A minha letra é diferente!

—Gente parem de brigar! – Resmungou Déia revirando os olhos. – Estamos no natal, é época de se reconciliar.

—A culpa não é minha que eles são burros! – Murmurou Shin; e enquanto todos riam nem repararam que uma brisa fria e gélida entrou no local, e um tempo depois seguido de uma voz bem zangada.

—Quem gastou dinheiro no meu cartão sem pedir minha autorização?

—Ah! Guilherme! – Exclamou Mateus assustado dando um salto para trás.

—Foi o Mateus! – Gritou Cainan. Guilherme o olhou por alguns minutos e com a lanterna do celular apontou para Françoise.

—Porque estão no escuro?

—Acabou a luz!? – Respondeu Igor com um tom óbvio.

—Energia de emergência? – Ele perguntou.

—Nem... – Respondeu Pierre parando em seguida. – Não pensamos nisso necessariamente.

—O bairro todo está sem luz. – Françoise falou. – Estávamos fazendo amigo secreto. – Ele

—E essas luzes? – Ele perguntou.

—São recarregáveis, antes da energia acabar vamos estar em nossas camas descansando e sonhando. – Disse Igor se esticando sobre seu pufe.

—Vocês nem se importaram de assistir ao Concerto?

—Assistimos. – Mi-Cha começou. – Até que a luz acabou! Não pudemos fazer nada.

—O tempo passou, nos divertimos, isso é o que conta. – Joana disse rindo. – Até porque o seu “irmãozinho” – ela fez aspas. – Estava resmungando durante a apresentação. – Guilherme encarou Cainan. Não que fosse adiantar alguma coisa, era algo que ele não poderia intervir ou tentar entender.

—Bom... – Françoise se levantou. – Se quiser, e fazer tanta questão assim, nós podemos tentar ver se a energia de emergência funciona; aliás, pode ficar bem frio mais tarde, então provavelmente ficaremos sem energia para o aquecedor. – Guilherme concordou em ir com Françoise, que acabou levantando junto Mateus.

—(...) E agora? O que faremos? – Perguntou Thaylor. – O que mais vocês pensam em fazer?

—Não mostramos nosso talento para o Thaylor! – Simone falou. – Que tal...?

—Nós fazermos um concerto sim! – Exclamou Igor completando a ideia de Simone. – Tipo isso né Simone? – A garota acenou positivamente. – Antonie, quero seu violino; seria uma boa hora se nós cantássemos Carol of the Bells... – Joana o olhou surpresa.

—Sério? Eu jurava que tu iria me soltar um “My Favorite Things” ou “12 Days of Christmas” – A garota disse com um sorriso, soava como uma provocação, porém, Igor nem se importou, literalmente ele estava alegre demais para dar ouvidos para Joana, o dia foi estressante, não queria que o fim da noite se tornasse uma guerra.

—Talvez nós cantemos essa depois, mas, acho que vai bom começar com essa... – Igor deu um passo para frente para começar a canção e fez um sinal para que Antonie tocasse o violino, Thaylor era o convidado, e agora estava sendo um convidado para aquele concerto “privado”. – Hark how the bells, sweet silver bells. All seem to say: Throw cares away...

—Christmas is here bringing good cheer. To young and old, meek and the bold

—Como eu amo essa canção... – Ele comentou baixinho apreciando a canção. Como nem Leonardo ou Victor estavam prestando atenção no qual harmoniosos os outro eram. Era tipo como eles deviam agir quando finalmente estivessem apresentando para um grande público, o que de fato em breve iria ocorrer, tinham que prestar atenção, eles também gostaram de ouvir.

Principalmente Victor, porque Mikaele estava cantando também. Era parte do coro, então seu olhar não desgrudava dela. Eles alternavam depois de quem era o coro, de quem era a voz principal, de quem era a segunda voz, eles tinham uma perfeita harmonia, como se tivessem ensaiado a muito tempo. E nitidamente era magnifico. Para ele, ela era magnifica!

Quando Françoise e Guilherme voltaram avisaram que as luzes de emergência voltariam em menos de cinco minutos. Três minutos depois e a luz voltou com tudo, não muito forte, mas, era energia o suficiente para manter os aquecedores a noite; e pouco depois que a luz voltou, todos se aconchegaram para assistir o Concerto que já estava basicamente no final, eles ouviram aos menos três músicas antes de Niedja cantar Silent Night, no que bem baixinho todos cantarolavam pois, a voz dela era angelical.
Assim que a música terminou, todos agradeceram aos telespectadores e ainda disseram algumas coisas, nisso o ambiente ficou mais amigável e descontraído, foi quando alguns ligaram para os alunos para os parabenizar, enquanto outros aguardavam para falar, foi nessa hora que Mikaele se aproximou discretamente de Victor que se surpreendeu.

—Ouh! Mikaele. Monitora. – Ela colocou o dedo na boca para ele ficar em silêncio. Foi quando ela estendeu um pequeno pacote.

—Feliz Natal Victor. – Ela sorriu e antes dele agradecer, ela deu meia volta para pedir para falar com alguém que estava no concerto. Victor se afastou um pouco dos outros, e abriu o envelope discretamente. Ele observou com atenção. E sorriu.

Era uma corrente e pulseira de prata, com as máscaras da Drama e da Comédia, na Corrente estava escrito o nome dele, e na pulseira as inicias do nome da sua Monitora, com Depardieu Le Rouge. Era um presente destinado a ele, mas a pulseira parecia muito pessoal, porém, significava algo, e independente disso, ele estava completamente inundado de emoções. Uma delas, felicidade, e outra, reciprocidade; o porquê exatamente, ele não sabia, mas, sentia.

*

Ninguém queria desfazer o quarto aconchegante e inspirador, mas, como Antonie mencionou: “É bem provável que esse lugar reaproveitado por outros alunos. ” Mas, como aquele era o novo quarto favorito, eles preferiram manter isso em segredo. Apenas entre eles. Foi quando eles guardaram as luzes, e começaram a guardar os pufes, foi quando alguns casais começaram a se beijar sobre o visco, não todos alguns, pois, de qualquer jeito eles eram amigos e colegas de dormitório, mesmo com algumas conversas, era possível ver casais reais se formando de verdade e sair para seus quartos. Nesse momento Françoise prestou atenção.

—É cada um no seu quarto! Entenderam? – Berrou Françoise. – Eu vou verificar depois hein! No máximo 15 minutos no quarto!

—Eles conseguiriam fazer isso em menos de 15 minutos. – Thaylor sussurrou do seu lado. Françoise respirou fundo e olhou para seu noivo. – Eles são jovens, você sabe e.

—Ah não! Eu quero manter a sanidade de que... –Ele olhou para os casais natalinos formados naquela noite. – De que Cainan e Joana não façam nada, assim como Pierre e Simone, que são bons amigos... Que por Deus, Mateus e Kathy não façam nada! Guilherme!

—Vou ficar de olho neles, não se preocupe.

Já era tarde, e como logo esfriaria, ir para o quarto e se aquecer era a prioridade. Mikaele e Victor desceram por último, principalmente porque ele queria esconder o presente que ganhou da sua monitora, porque primeiramente, ele lhe deu escondido de todo mundo. Quando eles começaram a descer as escadas, os corredores já estavam vazios, todos já estavam em seus quartos, menos o calouro, e a monitora do 4º andar.

Chegando corredor do seu andar, ela se aproximou um pouco mais dele, ambos estavam em silêncio durante toda a volta para o quarto, carregando seus presentes e usando seus suéteres que ganharam de Simone, se fosse para Mikaele dizer; ele estava confortável naquele momento.

—Tudo bem Azevedo? – Ele acenou positivamente.

—Foi uma ótima festa. Uma excelente comemoração. – Ele olhou para baixo. – Obrigado pelo presente. – Então Mikaele o puxou pelo suéter em direção aos seus lábios os fazendo se tocar.

E a surpresa do outro foi a maciez do toque, o calor que seus lábios passavam para o corpo dele. E mesmo surpreso, na verdade muito mesmo, concentrou-se naquele momento que fazia seu coração disparar como se fosse explodir a qualquer segundo; com o corpo queimando, implorando para que não parasse, para que pudesse continuar sentindo aquela doçura de lábios, ficando tonto com tanto doce em seus lábios, com o coração a mil sem que nenhum de seus sentidos funcionassem direito. Ela separou seus lábios do dele e Victor pode sentir uma leve tontura e formigamento no rosto.

-Está tudo bem?

—Bem?

—Se eu te beijar?

—Estará melhor se me beijar.

—Preciso do seu consentimento.

—Ah! Sim. Pode, está tudo bem se me beijar!

O Calouro sorriu para a sua Monitora e sem pensar muito a seguir, puxou-a mais para perto dela, entrelaçando suas mãos em seus cabelos, sentindo ela fazer o mesmo e puxar os de Victor em seguida; suas bocas se tocavam com mais desejo do que antes, a fibra de seus corpos, cada fio de cabelo, cada borboleta no estomago de ambos, o calor que emergia de seus corpos, o arrepio na espinha que os fazia gemer; foi incrível por se podia dizer. Era como um floco de neve; único, porém, adoravelmente indispensável e mágico.

Era natal; em Paris, aquilo era apaixonante. E era novo.
Victor achava tudo aquilo uma loucura. E Mikaele amava aquela loucura.
E aquilo visivelmente, era o ato de amor mais louco que cometeram naquela noite.

Invernos prateados que se derretem em primavera

Essas são algumas das minhas coisas favoritas

Quando estou me sentindo triste, eu apenas me lembro das minhas coisas favoritas

E então não me sinto tão mal.

Notas finais
♥ Obrigada pela leitura. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Estou aqui para vocês!! ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ♥Beijos da Autora♥ ♠Da sua Brasileira, Residente em Paris, Favorita♠
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!