Notas iniciais
Alô? Hey, ainda tem alguém por aqui? Foram 1 ano e 3 meses sem nenhum sinal de vida. Mas se alguém do antigo squad ainda estiver aqui gostaria de dizer que senti saudades. Sei que posso ter deixado vocês querendo me matar, alguns talvez possam ate mesmo ter se preocupado e eu realmente sinto muito por isso. Não, eu não voltei com alguma desculpa, eu definitivamente tinha perdido todo o interesse em escrever SK, simples assim. Sim, eu gostaria de ter avisado para vocês que entraria em um Hiatus e que ele provavelmente seria longo, infelizmente avisos não podem serem postados como capítulos aqui no Nyah! e eu já tenho avisos por coisas bobas aqui no site, não queria arriscar a conta, porque eu voltaria. E voltei. Não vou prometer datas e nem nada porque eu não garanto cumprir, mas se vocês tiverem paciência vão ver sim todos os capítulos da fanfic, porque apesar do meio não estar pronto o final já está em revisão, foi justamente quando eu escrevi o primeiro rascunho dele que eu resolvi voltar, eu o adorei, queria muito que meus leitores vissem e me dissessem suas opiniões. Se houverem leitores novos sejam muito bem-vindos. E a todos, um bom capítulo...

Tecnobrega, sério Piper? — Leo se atirou na cadeira a frente da garota.

— Cale a boca, Valdez — ela riu ajustando as peças de xadrez no tabuleiro.

— Thalia chega hoje? — ele perguntou.

— Provavelmente — a garota deu de ombros — faz dois dias desde que ligamos avisando que a Annie tinha sumido, mas até agora ela não apareceu.

— Estou preocupado, com Annabeth — Leo confessou pendendo a cabeça para a esquerda.

— Todos estamos — Piper suspirou.

E realmente estavam. Annabeth tinha desaparecido misteriosamente na noite de domingo, já era fim de quarta-feira. Todos esperavam que o sequestrador ligasse pedindo o resgate para a família ou amigos, mas até aquele momento ele haviam recebido apenas, o mais profundo silêncio.

— Seu tecnobrega é maravilhoso — Leo comentou fazendo a garota rir.

— Bangtan, meu amor — ela soprou um beijinho — Deveria ouvir mais vezes.

— Preferia sua onda índie, gótica suave — ele afirmou.

— Preferia sua boquinha caladinha — ela retrucou com um sorriso doce — é a vida.

Leo riu da garota e levantou as mãos em redenção. Fazia bem para ele passar um tempo com Piper McLean, eles eram amigos a mais tempo do que ele conseguia recordar e não era de todo ruim esquentar os lençóis da amiga alguns dias na semana. Davam certo daquele jeito. Era suficiente, não era?

— Vou buscar a vodca — ela anunciou depois que o tabuleiro estava montado — cada peça destruída, um shot.

— Feito — ele sorriu maliciosamente.

Piper voltou da cozinha segundos depois exibindo a garrafa branca de riscas vermelhas com um sorriso ainda maior do que tinha quando havia saído.

— Vamos jogar — ela pousou a garrafa e os copos sobre a mesa.

Sentaram-se frente a frente olhando-se em desafio. Ela era o desafio favorito de Leo. Mas bastou o primeiro peão se mover para que a campainha começasse a tocar fazendo ambos suspirarem entediados.

— Você atende — a garota falou virando a garrafa sobre seu próprio copo e o bebendo.

— Espere a brincadeira, McLean — Leo riu e ela fez biquinho.

— Hoje não, meu amor.

Leo dirigiu-se à porta de entrada suspirando tediosamente quando a campainha voltou a tocar insistentemente. Aproveitou para pausar pausar a música quando passou pelo som e logo abriu a porta. Sem cerimônias Percy Jackson invadiu a casa, com a mesma expressão que eles viam desde o desaparecimento da esposa do amigo, desespero.

— Eles... — o garoto gaguejou — eles acham que...

Ah, ele parecia acabado. Olheiras profundas contornavam os olhos do moreno, o cabelo já não muito obediente, mais espetado que o de costume, suas roupas estavam amassadas e os lábios tremendo tanto quanto se sentisse frio apesar do calor de NY naquela época do ano. A completa face da melancolia.

— Percy? — Piper apareceu na porta — hey, entre, venha, vamos conversar.

A garota guiou o convidado até um dos sofás na sala de estar de sua casa, o mesmo sofá que a meses atrás conversava animadamente sobre garotos com as amigas. Sendo influenciada por aquelas mulheres de sorrisos nada puros. Percy Jackson se sentou parecendo incapaz de pronunciar alguma palavra, mirando um ponto na parede branca a sua frente. O peito de Leo se apertou, aquele não era seu amigo de tantos anos, parecia mais um estranho desesperado por ajuda. O que haveria de tê-lo deixado daquela forma? Teria ele alguma notícia de Annabeth? Incapaz de se conter, o garoto virou a garrafa de vodca no copo vazio a lado do tabuleiro e o ofereceu ao mais velho, este que aceitou de bom grado, virando a bebida de uma vez, franzindo as sobrancelhas no final.

— O que houve, querido? — Piper se atreveu a perguntar depois de alguns segundos de puro silêncio.

Percy olhou perdido para a garota como se fizesse um pedido silencioso para ela o consolar. Piper simplesmente o abraçou de lado e deixou que o garoto repousasse a cabeça em seu peito enquanto deixava uma lágrima silenciosa correr pelo rosto pálido.

— Eles...

O murmúrio de Jackson despertou Leo de seus pensamentos. Pobre Percy, era mais que visível seu amor pela esposa, e estar longe dela parecia matá-lo a cada segundo.

— Eles? — Leo incentivou fazendo Jackson respirar fundo.

— Eles, os policiais, acreditam que tem uma pista sobre onde Annabeth está — ele começou batendo o indicador no copo.

— Isso não é bom? — a garota perguntou se afastando por breves segundos para olhar o mais velho nos olhos.

— Pipes... — ele lançou um olhar desesperado para a McLean — eles acham, que a Annie, nossa Annie, está com os homens das docas.

— Homens das docas? — Leo franziu a testa.

Lembrava-se vagamente de ouvir no noticiário sobre homens nas docas assassinando pessoas sem nenhum motivo aparente, mas que diabos Annabeth Chase teria haver com assassinos? Pelo que se lembrava Annie tinha medo de matar suas inimigas mortais as aranhas, que dirá matar pessoas. Pfff, era outra coisa. Com toda a certeza.

— Assassinos em série, Valdez — o moreno levantou o olhar para o amigo — Annabeth deve estar morta nesse momento ou então...

— Ou então? — Piper incentivou.

A sala ficou num silêncio constrangedor até que Percy suspirou e simplesmente se ajeitou no colo de Piper como se buscasse a proteção de uma mãe. Um sorriso triste se estendeu nos lábios do moreno e ele parecia prestes a desabar bem ali na frente dos amigos.

— Ou então ela pode ter se juntado a eles — o Jackson afirmou macabramente após algum tempo.

Ele está louco — Leo pensou — o trauma era grande demais, talvez Percy tivesse tropeçado em seus próprios pés e batido a cara na porta. Isso afetara seus neurônios que já não eram de todo bom. É, essa era com certeza uma conclusão lógica. Leo controlou o instinto de verificar se Percy continuava com todos os ossos no lugar antes de finalmente se pronunciar.

— Ela jamais faria isso — o Valdez afirmou.

— Não? — ele riu — talvez nem mesmo eu conheça assim tão bem Annabeth Chase.

Piper buscou o olhar de Leo, mas este apenas franziu as sobrancelhas mostrando que também não entendera o que ou porque garoto dizia o que dizia.
Percy estendeu o celular com a mensagem de texto aberta. Vinha de um número desconhecido, e começava com uma foto de Annabeth sobre uma cama, aparentemente bem, viva, talvez até mesmo hidratada. Talvez um pouco pálida, mas não tinha certeza, desde que Annie se mudara de São Francisco para Nova York ela esteve perdendo mais e mais cor a cada ano. Talvez apenas não tivesse notado antes.

Piper ajeitou Percy em seu colo de modo que conseguisse ler a mensagem junto a mim, então apenas desci a mensagem sem fazer ideia do que iria encontrar. Me espantei a ler a seguinte mensagem:

"Querido Percy, sei que deve estar preocupado. Eu estava. Mas está tudo bem. Não há sangue, suor ou lágrimas com as quais você deve se preocupar. Eu sei que está desesperado procurando por mim, meu amor, mas eu estou fora de perigo, eu juro. Mas há algo que deve saber, eles não querem dinheiro algum, para eles isso nunca foi problema, posso lhe garantir, mas eles querem a mim, querido. Querem que eu seja uma deles. Não posso lhe prometer que não vou fazer o que eles querem. Eu sou uma covarde Jackson. Eu não posso te deixar, meu amor. Mas eu preciso que me perdoe se algo acontecer, tudo que eu fizer aqui, é para voltar para casa. Por mais forte que eu pareça querido, eu não quero morrer, e sim, sou egoísta o suficiente para por a minha vida e a sua vida, a qual eles ameaçaram, na frente da vida de outras pessoas com as quais eu não me importo, como me importo com a nossa. Desculpe-me dizer isso assim. Desculpe-me por ser assim. Espero que entenda, que me perdoe, e Jackson, espero que ainda me ame quando me deixarem voltar para casa. Porque eu te amo. Com carinho, Annie C. Jackson."

É, Leo realmente não tinha nada naquele momento para confortar Percy. Piper afundou o rosto nos cabelos negros do Jackson depositado um beijo protetor em sua cabeça. Leo soube naquele momento porque o amigo fora justamente a casa da McLean, já que este morava longe da mesma, porque a amiga transmitia aquela áurea de segurança. Pela primeira vez ele notou que apesar de Piper ser completamente maluca ela era a que mais se mantinha em pé quando todos estavam desabando.

Ele olhou nos olhos multicoloridos e nunca se sentiu mais apaixonado, lágrimas pareciam querer escapar dos olhos da garota, mas ela apenas sorria minimamente confiante, murmurando palavras de conforto para o amigo aos prantos em seu colo. Leo sentou-se ao lado de Percy e passou os braços em volta da amiga envolvendo ambos num abraço apertado.

— Estamos nessa juntos peixinho, Annie logo logo estará aqui... — ela disse, passaram-se tantos segundos em silêncio, se apoiando quando Piper finalmente disse: — não nos importamos com as consequências.

E permaneceram assim até Percy parar de soluçar e adormecer entre eles, como um filho.

— O que vamos fazer? — Leo perguntou ajeitando o amigo no sofá.

Ele sabia que Piper não ficaria parada, mas isso não o impediu de se assustar quando a viu se levantar com os olhos brilhando com as lágrimas que se recusavam a descer e a viu sorrir como se tivesse um plano maligno em mente. A última vez que dera um sorriso como aquele foi planejando devolver na mesma moeda a traição de Jason e a garota da biblioteca que Leo havia xavecado uma semana antes do acontecido. Quase perdera um amigo por uma expressão de raiva e sadismo hilária dele ao ver o amigo completamente nu fazendo a ex-namorada dele gritar de prazer.

— Qual é, Valdez — ela riu fofamente e ele quase se esqueceu da expressão de raiva — levanta essa bunda do sofá. Vamos buscar a Annie.

Leo observou estático a garota rebolar até a porta da sala, pegando as chaves do carro antes de abrir a mesma e voltar a se virar pra ele com uma interrogativa em seu rosto. O garoto suspirou pesadamente se levantando. Ela tinha esse poder de fazer com que ele fizesse o que ela quisesse independente das consequências.

— Vamos logo antes que eu me arrependa — ele resmungou e a viu sorrir maliciosamente em sua direção — estou bravo, McLean!

Ela apenas ampliou o sorriso e lhe deu um beijo rápido fazendo os lábios do rapaz formigarem, antes de voltar a sair rebolando lindamente em direção ao elevador. Leo Valdez tinha se fudido ao imaginar que realmente iria amar Piper apenas como amiga, odiava-se por isso. Odiava querer aquela vadia mais do que podia tê-la.

E 53rd St, Manhattan, New York City

— Larga de chilique, Chase — a morena revirou os olhos azuis como se estivesse muito cansada da voz da loira — foi só uma mensagem, que eu diria muito mentirosa, você decide ficar e nós somos os culpados? Tsc, tsc, sabe o que eu ando fazendo com gente mentirosa? Ah, você sabe...

Annabeth olhou para a garota a sua frente vendo o corpo magro se mover de um lado pro outro arrumando as garrafas de bebidas caras na adega, logo seguiu seu olhar pro moreno na porta fumando distraído com a vida alheia a sua volta.

Como não havia percebido antes? Era evidente como ele era reservado, sempre sorrindo minimamente para piadas macabras de Clarisse LaRue, sempre observando mais que falando, sempre lá, ao mesmo tempo que nunca parecia estar.

Annabeth olhou a amiga sentar-se a sua frente sorrindo docemente. Se não olhasse por trás daqueles olhos não saberia que ela a salvara de algo pior. Matara seu sequestrador a sangue frio apenas para não ter o trabalho de correr atrás dele. Perda de tempo — é o que ele diria.

— Deuses, quando você se tornou assim? — a loira perguntou encarando a arma em sua mão.

— Deuses Annie, você não sabe o quão maravilho pode ser cometer um assassinato em série — a garota riu levando a mão até o sinto e pegando uma faca afiada entregando-a para Annabeth.

A loira segurou o objeto em sua mão e pressionou contra a ponta do dedo começando a sentir a leve dor no indicador. Silena sorriu maliciosamente e mordeu o lábio quase que pornograficamente ao ver o sangue escorrer primeiro por toda a extensão da faca até o chão do galpão.

— Eles chegaram — Charles jogou o cigarro no chão e pisou atirando o mesmo para o lado — o rei a casa torna, dessa vez com sua rainha.

Annabeth sabia que estava fazendo merda mas... No fundo, era mais que a dívida, ela queria cortar umas gargantas por aí e continuar sua vida normalmente pela manhã. Era um sentimento quase orgasmático.

Pensava nisso quando viu um outro casal entrar de mãos dadas pela porta do galpão seguidos de dois garotos idênticos. A loira sentiu seu peito se contrair ao ver ali andando em sua direção como uma super modelo, prestes a cair do palco, sua melhor amiga.

— Como vai Annie?

O sorriso sádico era diferente do que ela se acostumara. A morena abriu os braços e sem pensar a loira correu para apertar a melhor amiga.

Merda Grace— ela murmurou com o rosto afundado nas mechas azuis — o que eu não faço por você em?

Docas, Manhattan, New York City.

Docas. Leo poderia pensar em vários lugares que a garota pudesse arrasta-lo, menos nas malditas docas. Não era como se os noticiários não alertassem para a população se manter o mais longe possível dali a noite. "Killers por aí seus idiotas! Fiquem longe ou morram! Não estamos afim de dar nossas condolências à sua família por culpa da sua estupidez!" Mas ali estavam, o sol quase se pondo no horizonte e Piper andando calmamente entre as enormes caixas do pier norte.

Estavam ali fazendo absolutamente nada e a noite estava próxima — Mas que diabos...? — era tudo que Leo conseguia pensar. Em um choque de realidade ele reparou que a garota queria que eles aparecessem. Killers por aí e Piper queria os malditos atrás deles!? Puta merda! Quis chamá-la de trouxa, mas sua recente descoberta de um amor platônico pela amiga o impediu.

— Temos que ir, Mc Lean — ele tocou-a no braço e virou-a para sua frente — é perigoso aqui, amor, não podemos nos arriscar dessa forma.

— Annie... Annie está com eles — ela murmurou.

Valdez olhou pros olhos marejados da garota. Ela estava se controlando pra não entrar em desespero. Mas ele não podia deixá-la ali esperando que por algum motivo Annabeth aparecesse. Era um lugar perigoso demais. Não sabiam quem eram aquelas pessoas que estavam com a loira. Sabia apenas que eram perigosas e que ele jamais iria se perdoar se algo acontecesse a garota. Ele cogitou a ideia que trouxisse era transmissível pelo ar. Piper havia passado sua trouxidão para o amigo. Sim, sim, essa era uma boa explicação.

— Nós temos que ir — ele insistiu puxando-a para um abraço e a garota assentiu afundando o rosto no peito magro do garoto que depositou um selar no topo da cabeça dela — vamos, querida.

— Mas... Annabeth... — ela sussurrou.

Leo sentiu sua camisa se molhar e isso fez com ele tomasse o impulso de levantar o queixo da garota com o dedo fazendo-a observá-lo mais atentamente. Ele passou o polegar sobre a bochecha molhada da garota e deu um beijinho na ponta do nariz avermelhado.

— Vamos encontrá-la — ele prometeu.

Ambos queriam acreditar nisso. Claro que iriam encontrá-la, mas isso poderia levar semanas, meses, anos e ainda corriam o risco de encontrar Annabeth morta. Com esse pensamento ambos se viraram para seguir em direção ao carro mas pararam assim que ouviram o barulho de uma arma sendo engatilhada.

Tsc, tsc, Valdez e McLean — ouviram a voz tão conhecida começar a cantarolar — à beira de um barquinho, se pegando. Há! Estavam com saudades, amores? Eu estava louca para vê-los novamente. Meus bebês estão bem? Nico não deixaria que machucassem vocês, é claro mas Jason é tão sonso e egoísta!

Notas finais
Então? :3 quero ser sincera que apesar de revisar esse capítulo milhares de vezes ele não ficou nem de longe bom o suficiente na minha opinião, mas eu não queria estender tudo isso por mas tempo, isso tinha de acontecer para os próximos fazerem sentido e meus planos são de finalmente depois de todo esse enrola enrola, trazer os killers a tona, mas de qualquer forma eu espero que tenham gostado. Pra não perder os velhos hábitos... Acham que mereço rewiews? Também aceito recomendações. Que tal tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? Convulsões no teclado? Piadinha toc toc? Eu respondo! ~beijos com gostinho de Min Suga ;)