Notas iniciais
Mylla: HELLO BIT..... *lê bombas, adagas, espadas, cadeiras, livros e a porra toda voando na minha cabeça* Protego! Protego! E protego! Leitoras furiosas: ISSO NÃO VAI TE AJUDAR!!!!!!! Eu sei, eu sei! E sinto muito, sério! Mas a criatividade, não tava rolando... Enfim! Ela voltou, e voltou com tudo! Preparem-se para cabeças rolarem! Corpos irem ao chão! Idéias e conspirações voltarem a tona! Porque no próximo episódio CEL IS BACK BITCHES! *Começa a tocar Back in Black* AO CAPÍTULO!

– Já vai! – gritei e fui abrir a porta. Abri e me deparei com uma desagradável surpresa – o que você faz aqui?

– Que educada Grace. Oi pra você também – o loiro francês cumprimentou.

– Oi. O que faz aqui? – rosnei.

– Oi! – ele cumprimentou com um sorriso cínico.

– Thalia quem tá na... – Nico apareceu por trás de mim apenas de toalha e seu olhar mudou pra assassino – ...porta?

– Seu desgra... – comecei.

– Olha a boca! – o loiro repreendeu – só vim dar os parabéns.

– Parabéns? – perguntei confusa.

– Você já contou pra ele? – ele perguntou pra mim.

– Contar o que? – perguntei rangendo os dentes.

– Lia quem é esse? – Nico perguntou.

– Meu "sobrinho" – rosnei – Will.

– Cunhadinho, não se lembra de mim? – ele falou cínico e Nico pareceu reconhecer ele – Aliás... Como vai Bianca?

Pov Nico

Normalmente se em alguma situação na minha vida eu visse Will novamente eu automaticamente viraria um soco em seu narizinho refinado. Mas não foi exatamente o que aconteceu.

Ele havia mudado muito nos últimos anos, seu sorriso mais brilhante e o mesmo olhar divertido que lançava a Bianca se transformara em ácido.

Como se tivesse sido atingido por um soco voltei a mesma cena de quatro anos atrás. Algumas semanas antes da morte de minha irmã. Antes de ve-la sem respirar. Antes do primeiro ato impulsivo e consequente.

Flashback on

– Vadia, Nico! – Bianca chorava compulsivamente no ombro do irmão quase rasgando com as unhas o pano que os cobria – me chamou de vadia!

– Hey, Bia, se acalme – Nico tentou acariciando os cabelos negros da garota – talvez ele estivesse bêbado, ou quem sabe drogado.

– Ele está acabando com a minha vida – a garota murmurou soluçando – e nem juntos estamos mais! E a culpa é toda dele! E...

– E você deveria seguir em frente – o garoto rolou os olhos agarrando os braços da irmã e obrigando-a a olha-lo nos olhos – a opinião dele... Não vale, Bianca, a sua opinião vale, mande um grande foda-se pro mundo, você não precisa que esse cara tire o que mais me é de valor em você.

– E o que seria? – a garota secou as lágrimas fazendo o irmão sorrir.

– Sua alegria – ele disse passando o polegar afastando as lágrimas – você vai superar isso. É forte, e sabe disso.

E Bianca seguiu as palavras do mais novo, durante seis semanas a garota ignorou os comentários de mal gosto, passou a olhar mais para si mesma do que em toda sua existência. Ela lançava olhares tão frios capazes de cortar a frase do primeiro idiota que começasse a cita-la.

Mas era tudo uma fachada.

Olhos marcados, lábios chamativos, pele macia e roupas de marca não fizeram muito por dentro para Bianca. Nico a via constantemente diante do espelho olhando durante muito tempo como se buscasse algo que nem mesmo ela conseguia ver. Mas no final dezembro foi quando Nico a viu pela última vez.

Vestia uma túnica grega branca de sua falecida mãe e no rosto pálido não havia vestígio algum da Bianca que estava nas últimas semanas. Ela estava diante ao grande espelho na parede e lágrimas desciam lentamente pela pele.

– Desculpe – ela disse para si mesma tocando os dedos finos no espelho – eu não consegui. Não sou o que você é. Não sou alegre, divertida e a amorosa. Sou somente uma garota que foi traída pelo mundo e que não pode seguir em frente.

Nico se viu impotente diante do espelho da irmã, esta que levantou os olhos e lhe deu um último sorriso antes de sair pela porta. O garoto viu os pés descalços sumirem na porta e esta se trancar. Ele tentou correr até ela e arrombar a porta. Mas chegara tarde demais. Ele correu sem rumo, até se encontrar na baía onde na amurada ele via a figura deixar o ar frio impregnar em si.

Como em câmera lenta Nico viu Bianca erguer os braços e ficar na ponta dos pés. Em questão de segundos Nico debruçou-se sobre a amurada vendo o corpo inerte de Bianca di Angelo afundar nas águas do Atlântico.

Flashback off

Mas nem tudo acabara ali. Naquele dia em diante prometi a mim mesmo defender toda e qualquer mulher inocente das garras de homens como Will Solace. Vadia, era palavra proibida no vocabulário. Mas como eu disse nem tudo acabara ali.

Depois de algum tempo a morte de Bianca foi sendo esquecida e a dor lascinante se ia aos poucos. O sentimento de vazio ali encontrado era enorme, mas nada a traria de volta. E foi com esse grande pensamento (in)feliz que encontrei Will. Ex- namorado, atual culpado e permanente inimigo de Bianca di Angelo.

Minha visão ficou vermelha. Eu não via mais nada em volta, apenas o garoto idiota que fez minha irmã, a única pessoa que me entendia e cuidava de mim, sentir-se pior pessoa do mundo, ele a fez ter vontade de partir...

Thalia Grace

Tudo aconteceu muito rápido. Will era filho Apolo, meu irmão mais velho, não nos víamos a... dois anos? Não importava. Nunca nos demos bem. Agradeço imensamente a meu pai por pagar para aquele retardado ir estudar medicina na França. Mas além de tudo eu não queria saber o que viria a seguir.

Apesar de estar estática com a visita indesejada vi Nico adquirir aquele mesmo olhar assassino, talvez até pior, que tinha quando agrediu Luke. Eu sabia o que ele estava prestes a fazer, porque no fim eu estava conhecendo suas reações, aos poucos eu o conhecia, ao menos achei que fosse isso.

Vi Nico voar pra cima o loiro disferindo socos, chutes e ponta pés e eu não fiz nada. Vi as pessoas da pousada correrem para ajudar, mas eu estava estática demais. Apenas tive de franzir as sobrancelhas ao notar que Tico e Teco puxavam o moreno raivoso enquanto um garoto ajudava o loiro a se levantar.

Não foi muito tempo, mas pude perceber que Will estava quebrado, quase literalmente, olho roxo, lábio sangrando e uma visível marca de soco na mandíbula.

Bem, poderia ser pior!

Não, não poderia – minha consciência afirmou.

Ele poderia te-lo matado – contradisse.

E seria preso – entrei em um acordo.

Meu transe foi dissipado assim como minha luta interna. Ainda com uma pergunta martelando em minha cabeça: Se Tico e Teco não tivessem chegado, ele pararia, certo? O que ele havia dito na sala de estar sobre acabar com Luke, era brincadeira... Certo?

Errado – alguma coisa na minha cabeça sussurrou.

Certo – repreendi mentalmente.

Caminhei até Nico e toquei-lhe o braço. Ele virou-se para mim com um silencioso pedido de desculpas. Olhei agradecida para Travis e Connor que sorriram marotos como se não fosse a primeira vez que separavam uma briga onde só um apanhava. Os outros moradores da pousada me lançaram um olhar triste e para Nico repreendedor e decepcionado. A toalha estava caída, agradeci por ele estar de cueca, já bastava por aquele dia, que mal havia começado.

Aconcheguei Nico em meus braços enquanto ele murmurava coisa desconexas onde eu entendi apenas "perdi o controle" e pensei ter ouvido errado quando ele murmurou "Serial Killer". Por um momento meu sangue gelou, mas não disse nada apenas continuei acalentando-o.

Will foi para a enfermaria enquanto Nico e eu nos vestíamos e fechávamos a hospedagem pedindo desculpas ao gerente e agradecendo por não divulgar o delito. Seguimos para o apartamento do moreno sem dizer uma única palavra. Parecia abalado, nunca o tinha visto daquela forma.

Abri uma garrafa que estava na metade e servi dois copos entregando um ao moreno que estava envolvido em pesamentos olhando para o nada sentado no sofá. Este aceitou a bebida de bom grado e me sentei ao seu lado acariciando-lhe o braço.

– Quer falar sobre isso? – perguntei baixinho depois de alguns minutos.

Nico olhou para mim e vi seus olhos marejarem. Por Zeus! O que estava acontecendo? Dei um sorriso de canto incentivando-o a falar. Eu só precisava que ele dissesse algo. Nico envolveu minha cintura e deitou sobre os meus seios. Pela primeira vez ele fazia isso sem malícia. Isso me agradou. Algo esquentou dentro de mim enquanto um sorriso sincero preenchia meus lábios e minhas mãos acariciavam os cabelos negros com carinho.

– Lembra-se de quando contei sobre a minha irmã? – ele perguntou algum tempo depois e eu assenti – ele é o ex namorado que espalhou para meio mundo que Bianca era uma vadia. Ela tirou a própria vida por isso. Eu nunca irei perdoa-lo por isso...– fiquei em silêncio, ele precisava desabafar – a coisa mais difícil da minha vida foi vê-la, ali, de braços esticados, indo pro mar, me doeu quando não cheguei a tempo, nem mesmo implorar para que ela não o fizesse... Ela não aguentava mais a própria dor, estava matando-a pouco a pouco... Então...

– Então ela resolveu parar de sofrer – murmurei e ele assentiu enquanto suas lágrimas deslizavam pelo decote de minha blusa – não remoa o passado, querido. Ele não merece que você passe por isso.

– Aquilo não foi o suficiente – ele sussurrou – eu queria mata-lo. Por Zeus! Minha única cura seria vê-lo morto! Mais ele continua por aí! Nem mesmo atrás das grades eu tive o prazer de presenciar.

– Nico... – sussurrei incerta do que fazer então apenas encostei meu queixo em sua cabeça e suspirei acariciando seus ombros.

*

No dia seguinte acordei com o barulho insistente do despertador. Faculdade. Dali a duas horas. Resmunguei e praguejei um vocabulário que faria Hera lavar minha boca com sabão. Me arrastei até o chuveiro e deixei a água me despertar. Alguns minutos mais tarde eu já colocava a jaqueta e organizava os livros.

Já era quinta, e eu havia cabulado a semana toda. Provavelmente aqueles dias a deixariam com matérias incontáveis para revisar. Por que mesmo havia escolhido música? Amor. Maldito amor pela música!

Apesar de meu mal humor matinal tudo pareceu passar quando vi Nico numa tentativa falha de fritar os ovos. Dei uma risada de leve e ele se virou com uma cara de cachorrinho pidão. Dei-lhe um selinho e continuei a preparar o café. Um pouco mais tarde já estávamos descendo de sua moto na faculdade.

Que mal havia nisso?

Poderia ter sido um dia normal. Todas as garotas olhando para Nico e os garotos rindo de meu stalker, mas nããããão, Will Solace estava de volta da França, certo, mas por que raios ele estava na mesma faculdade que Nico e eu? Por que, Zeus?

Porque você e todo clã Grace sempre estudaram aí cabeça-oca.

Sem tempo para piadinhas consciência – repreendi apertando a mão de Nico que lançava um olhar assassino para o loiro que vinha em nossa direção.

– Thals você não vai acreditar no... – Piper saltou na nossa frente balançando os cabelos e franziu as sobrancelhas – vocês estão bem?

– Claro – forcei um sorriso e ela lançou um olhar desconfiado.

– Tudo bem! – ela sorriu como se nada tivesse acontecido e saiu nos arrastando – como eu dizia, você não vai acreditar no que Annabeth contou para Clarisse, que contou para a Silena, que contou para mim...

Sequer ouvi o que a McLean tanto tagarelava. Lancei um olhar aliviado para Nico que forçou-se a sorrir. E se minha amiga não tivesse saltado no caminho? Mesmo que sem querer Piper evitara a provável morte de Will. Agradeci imensamente a qualquer força divina sobre isso.

Notas finais
Acham que mereço rewiews? Também aceito recomendações. Que tal tiros na testa? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares? Convulsões no teclado? Piadinha toc toc? Bolas de cristal? Cartas de Taro? Mensagens na garrafa? Avada Kedavra? Cair no Tártaro? Uma mordida de formiga? Uma benção da tia Dite? Espero que tenham gostado e lembrem-se... no próximo... CEL IS BACK!!!! *Começa a tocar Back in Black* PARO COM A MÚSICA!!! Beijos com gostinho de Kit Harington