Thalico: Inseparable
9 She looks so perfect
Notas iniciais
P.O.V. Nico
Acordei sem saber ontem eu estava, corri os olhos pra todo lado até que vi Thalia deitada do meu lado, ainda dormindo. Ela ficava tão suave daquele jeito, ela era realmente linda. Me peguei a olhando com a boca aberta, por quanto tempo tinha ficado daquele jeito?
Peguei meu celular e olhei as horas, faltavam duas horas pra aula começar. Me levantei devagar para não fazer barulho e fui até o banheiro que ficava no quarto dela, também em silêncio. Estava muito frio, e não estava tão a vontade, então apenas lavei o rosto, e troquei de roupa, levei uma troca, imaginei que dormiria lá. Quando estava saindo do banheiro dei de cara com ela.
– Boa dia, eu achei melhor não te acordar. – disse dando licença para ela entrar no banheiro.
– Tudo bem, ainda é bem cedo. – ela disse bocejando. – Dormiu bem?
– Dormi. – guardei a roupa que estava antes. – Jason está aqui agora, né?
– Ele provavelmente está dormindo, então se sairmos em silêncio ele nem vai perceber que esteve aqui. – Ela disse escolhendo uma roupa no guarda-roupa.
– Ótimo, porque não quero ter que ouvir ele me chamar de idiota, safado e tudo mais. – me sentei na cama. Ela simplesmente ignorou minha presença e começou a tirar a roupa. Ela tinha um corpo muito bonito.
– Ahn... Nico. – ela me chamou e eu me peguei a olhando de novo. — Você não liga, né? Tipo, pelo menos não deveria... eu acho.
– Ah... e-eu... não. Não ligo, claro que não. – eu disse tentando ser o mais convincente possível, mas não era verdade, eu gostava de vê-la. Isso me contradizia, e me fazia pensar mais em tudo isso. Enquanto ela se arrumava tive bastante tempo para pensar. Por mais que contradissesse, talvez fosse a hora de mudar, talvez estivesse enganado esse tempo todo e Thalia abrira meus olhos. Eu nunca me apaixonara por um homem, nem por uma mulher. E tinha a sensação de que essa primeira vez tinha chegado, eu me sentia tão atraído, eu queria tanto estar perto dela, eu me sentia bem perto dela, eu sentia vontade de beijá-la, eu gostava de tudo nela. Seria Thalia Grace o chantilly para completar meu sundae? O hambúrguer do meu Mc Lanche Feliz? Ou... Não, não, claro que não. São ideias ridículas. Por que isso não saia da minha cabeça? Por que eu estava tão preso a esses pensamentos e a necessidade de tê-la por perto? Eu só não queria demonstrar isso. Jamais.
Depois de tempo suficiente para eu me arrumar 5 vezes, Thalia estava pronta. E agora faltavam 40 minutos para a aula começar. Nós descemos tentando não fazer barulho, mas acabamos dando algumas risadas quando quase rolamos pela escada levando junto o peixinho de Thalia que ficava perto da escada. Eu não costumava comer de manhã e nem ela, então resolvemos ir andando pra escola, já que tínhamos tempo. Eu gostei tanto da ideia e não gostei ao mesmo tempo, o que resultou numa expressão um tanto quanto estranha, parecida com a cara dela quanto eu contei meu segredo. Saímos de casa e estava muito frio lá fora.
– Sabe, Nico. É até legal. – ela continuou olhando pra frente.
– O que é legal?
– Sermos só amigos. – ela me olhou. – É legal saber que não vamos estragar a amizade, como muitos fazem. – Aquilo doeu. Talvez eu quisesse estragar a amizade. Não, não. Eu não queria.
– É. Claro. – Forcei um sorriso pra ela. – Só amigos.
Ficou tenso por uns minutos, mas depois começamos a conversar normalmente até chegar na escola. Chegamos junto com Percy e Annabeth e entramos todos juntos.
A aula passou rápido. Estava indo embora quando um cara me abordou na rua. O cara que estava com Thalia.
– Luke, não é? – disse o olhando de cima a baixo. Ele era um cara muito bonito.
– Você é o famoso Nico di Angelo, não? – ele disse com um sorriso nada amigável.
– O que você quer? – não fiz questão de ser educado. Tinha certeza que as intenções dele não eram.
– Calma aí, amigo. – ele disse levantando as mãos. – Só quero te ajudar.
– Me ajudar? — disse com sarcasmo. Ele se aproximou de mim, chegou muito perto. Sentia o hálito quente dele. – Se você quer preservar sua vida, fica longe da Thalia.
– Hahaha. – eu ri para irritá-lo. – Como você é idiota. Mas, se me da licença, eu tenho mais o que fazer. Acho que vou passar na casa da Thalia mais tarde. – Sai esbarrando no ombro dele.
– Eu sei como usar uma arma. – ele gritou, ainda parado lá.
– Eu também. – falei sem olhar pra trás, e mostrei o dedo pra ele.
P.O.V. Thalia
Tinha acabado de chegar em casa, peguei um pacote de bolachas na cozinha e sentei no sofá para assistir TV e a campainha tocou antes de eu ligar a TV. Abri a porta e tentei fechar, como se nem tivessem batido, mas ele segurou.
– O que você quer, Luke? – disse me sentando de novo no sofá e ligando a TV. Ele se sentou do meu lado e passou o braço sobre meus ombros. – Você quer tirar o braço de mim? – ele tirou, se levantou e desligou a TV.
– Eu estou aqui para o seu bem, podemos conversar?
– Fala logo.
– Você está saindo com Nico, certo?
– Estou. – menti pelo segredo de Nico. – E daí?
– Nico di Angelo? – ele falou com nojo.
– É. Você é idiota? – eu disse e ele riu.
– Ele é ótimo. – ele disse andando pela sala. – Investe nele, quando você precisar de maconha, cocaína, ou armas e qualquer coisa mortífera, vai ter em primeira mão.
– Como assim? . – Aquilo estava me assustando. Levantei e Luke parou de andar.
– Da onde você acha que vinham as “paradas”?
– Do fornecedor?
– Mais conhecido como Nico di Angelo. – ele disse como se estivesse anunciando o ganhador de algum concurso. – Quer trocar merda por bosta, Thalia? Vá em frente. Ele é tão ruim quanto eu.
– Luke, você está mentindo, né? – eu estava tentando não acreditar naquilo.
– Eu jamais mentiria pra você, amorzinho. – ele gargalhou. – Depois você me conta como foi. – ele saiu batendo a porta, e eu me joguei no sofá.
Aquilo era sério? Nico di Angelo não passava de um drogado, um bandido. Acho que nem gay ele era, ele mentiu pra mim sobre tudo. Eu acreditei, eu acreditei nele. Eu tinha certeza de que ele era sincero, de que era meu amigo de verdade, de que se importava. Eu achei que poderia confiar nele pra tudo, achei que ele seria a pessoa mais importante da minha vida, mas ele mentiu. Ah, cara. Eu devia saber, eu fui tão ingênua, tão burra. Ele iria ferrar com a minha vida igual o Luke fez, eu ia parar num reformatório de novo por culpa dele, Não acredito que fui tão idiota. Não acredito que Nico é tão idiota, e agora eu estava apaixonada por ele.
Fale com o autor