Notas iniciais
Oi babees, tudo bem com vcs? Eu sei que demoramos um pouco mas é que nós sempre tentamos fazer um cap bom. As coisas tomaram outro rumo nesse cap e a partir desse as coisas vão começar a ficar mais dramaticas, e acho que só. Bjos

P.O.V Thalia.

Tudo bem, eu não sou idiota. Luke pode estar mentindo, afinal ele não suporta a ideia de ter me perdido para Nico. Isso na cabeça dele, pois Nico e eu somos só amigos. Pelo menos, éramos

Eu conheço Luke há anos e Nico há apenas algumas semanas, para mim, Nico é culpado até que se prove o contrário. Tudo o que se passa pela minha cabeça agora é que Nico pode não ser gay. Eu vou descobrir isso.

Assim que Luke foi embora eu liguei para Jason, eu precisava conversar com alguém que entendesse Luke tanto quanto eu. Ele estava com uma menina e ficou furioso quando eu liguei para ele, mas assim que falei que Luke estave aqui ele disse algo para a garota e desligou. Deu tempo de assistir Mom enquanto ele não chegava.

–Cade o Luke?- ele disse assim que abriu a porta. Logo depois ele correu na minha direção, certificando-se que eu estava inteira.

–Foi embora, né? Por quê eu deixaria ele ficar aqui?- falei me afastando dele que ainda insistia em checar meus braços.

–Certo, mas o que ele disse para você?- ele perguntou se jogando no sofá ao meu lado. Expliquei tudo para ele.

–Eu te falei que esse Nico não era de confiança!- ele disse furioso.

–Mas eu não sei se é mentira ou não, eu preciso de ajuda. Preciso de um espião, ou algo do tipo, para seguir os passos do Luke. — eu disse indo para o banheiro pegando um vidro de removedor de esmalte e alguns algodões.

–E o que você quer? Quer que eu banque a babá do Luke?- ele disse cheirando a acetona, sem comentários.

–Não, idiota! Eu quero que você me ajude a descobrir quem está mentindo.

–Você não poderia considerar os dois culpados e depois, sei lá, entrar em um convento?

–Não seja bobo, Jason, eles nunca me aceitariam em um convento. Enfim, vai me ajudar ou não?

–Fazer o quê, né?- ele disse comendo uma bolacha.

Eu dei um beijo no seu rosto.

–Ah, Jason, me desculpa por ter atrapalhado o seu ''momento love'' com a sua ''amiga''.

–Me deve uma.- ele disse bagunçando meus cabelos.

–Na verdade, te devo duas.- eu falei e ele me olhou confuso- Preciso que você me leve na casa do Nico.

–Sem chance.

–Jason, eu preciso falar com ele.- ele continuou negando- Por favor!

–Ele pode ser um drogado!- ele disse pegando as chaves do carro dele e saindo. É nessas horas que você sente por não ter carteira de motorista.

–Foda-se! Eu sou drogada, você é drogado, o mundo é drogado!

–Eu não vou te levar na casa de um garoto, Thalia, vocês vão acabar se pegando, e eu como seu irmão, deveria proibir isso.- ele disse entrando no carro. Eu entrei também e ele me olhou com raiva.

–Nós não vamos nos pegar, Jason, porque...- cortei a frase para proteger o segredo de Nico, embora estivesse furiosa com ele.

–Porque...- ele incentivou.

–Nada!- respondi- Vamos, estou esperando você ligar esse carro.

–Saia do meu carro, Thalia.- ele disse calmamente. Não me mexi- Saia!- continuei sem me mover. Ele se deu por vencido e saiu rapidamente da garagem. Ele dirigiu muito rápido, não deu a preferência nas esquinas e quando chegou na casa do Nico, ele freiou com tudo e meu corpo foi para frente.- Chegamos. Divirta-se, e eu não venho te buscar, pega um táxi, um ônibus, se vira.

–Vai se ferrar- eu disse saindo do carro.

Arrumei o celular que estava caindo no meu bolso e literalmente soquei a porta. Nico abriu a porta apenas de jeans e ele estava comendo um cachorro quente e seu nariz estava sujo de mostarda. Eu juro que não queria olhar para o seu peitoral, mas isso era inevitável. Aquilo era realmente a visão do paraíso. Quando finalmente sai do transe, dei um tapa em sua cara.

–Ai! Por que você fez isso?- ele disse esfregando o rosto.

–Porque você é um idiota, Nico Di Angelo! Você mentiu pra mim, seu drogado, infeliz!- eu gritei enquanto ele recuava para dentro da casa.

–Do que você está falando?- ele perguntou.

–Não se faça de bobo, eu sei de tudo. Você é um traficante! Trabalha para o Luke, não é?

–Claro que não, eu nem falo com o Luke direito, Thalia!- ele disse segurando meu pulso, já que eu ia bater nele de novo.

–E nem precisa, não é mesmo? Você só precisa entregar a encomenda e pegar o dinheiro. É assim que você ganha a sua vida? Muito digno.- eu disse puxando minha mão bruscamente.

–Thalia, eu não faço a menor ideia do que você está falando. Eu só vi o Luke uma vez, aquele dia no parque.- ele disse em sua defesa.

–Nico para de tentar se defender, eu já passei por muita merda na minha vida e eu realmente achei que eu tinha finalmente encontrado um amigo. Como você pode fazer isso? Você certamente já me conhecia, se você faz entregas para o Luke, com certeza sabia quem eu era, e deve ser por isso, a mando de Luke que você se aproximou de mim e inventou essa história sobre você ser gay. Mas para, isso é ridículo. Eu deveria saber, por que alguém se envolveria com uma drogada como eu? Eu sou muito...- fui interrompida quando ele juntou seus lábios nos meus. Aquilo era muito bom. Aquilo era muito sexy. Aquilo era mais viciante do que qualquer droga que eu já provara. E ele tinha pegada, e que pegada. Ele com certeza não era gay, e se fosse, então os gays eram muito melhores que os héteros.

Os beijos começaram a descer para o meu pescoço e ele me jogou no sofá e começou a morder o lóbulo da minha orelha. Suas mãos foram para a barra da minha blusa e quando ela estava na metade da barriga eu me dei conta do que estava fazendo e me levantei.

–Não pense que isso muda alguma coisa- eu disse abrindo a porta- Eu te odeio!- eu disse e bati a porta quando saí.

(...)

Oi, eu sou Thalia Grace, tenho 17 anos e você não está vendo o Disney Channel. Estou me apresentando de novo porque não sou a mesma Thalia de 5 meses atrás. Estávamos em setembro, as aulas se iniciariam na semana seguinte. Depois daquela vez, eu nunca mais falei com Nico Di Angelo. A única lembraça que eu tenho dele são seus lábios gélidos. Se querem saber, ele está ótimo e seu segredo está seguro comigo, isso é uma parada dele. Sou eu que estou na merda.

Só nos últimos 5 meses, eu já morri umas 4 vezes. Briguei com meu pai, com meu irmão, voltei a beber e a usar drogas. Minha vida não poderia estar pior.

Estava frio em Nova York, e na semana retrasada eu finalmente consegui pegar a minha carteira de motorista. Me agasalhei, olhei no relógio e eram 00:30, peguei meu carro e saí de fininho. Iria me encontrar com meus ''amigos'' em um dos principais pontos de drogas, lá o pessoal é meio barra pesada e raramente passa alguém por perto.

O local era no Bryant Park, coração de Manhattan, entre as ruas 40 e 42, a uma quadra da Grand Central. Quando chegei lá encontrei Josh e Megan. Eles eram irmãos e eram super respeitados, já que eram eles que faziam as entregas. A vida deles era ironicamente maravilhosa, conseguiam um bom dinheiro com as drogas e armas, possuíam varias identidades diferentes, mas Josh e Magan eram seus nomes verdadeiros. Até onde eu sei.

–Thalia!- Josh disse, ele era muito bonito, uma pena estarmos na rua da amargura- Pensei que não viria hoje.

–Eu não iria vir mesmo, mas meu estoque está acabando- disse ignorando os olhares dos outros garotos em cima de mim.

–Toma- Megan disse me entregando uma garrafa de Heineken. Ela poderia ser facilmente confundida com uma prostituta.

–O que vai querer hoje, Thalia?- Josh me perguntou.

–O de sempre- falei- LSD, maconha, crack, se tiver, e hoje eu quero heroína*- eu disse com um sorriso malicioso.

–Por quê? Quer assaltar um banco?- ele disse rindo e dando um gole em sua cerveja.

–Não, mas sabe como é. Tem mais uma semana de férias, eu estou na seca, não quero nada com ninguém mas preciso fazer a vida valer a pena.- disse terminado com a garrafa de cerveja.

–Sinto muito, não tem heroína- Megan disse- Tem noção de como isso é difícil de conseguir?

–Que merda de traficante não consegue uma dose de heroína?- perguntei, claramente irritada.

–Vamos incluir no próximo pedido- Josh disse se sentando do meu lado. Ele colocou uma caixinha na minha perna- Pra você.

–O que é?

–Apenas abra.

Abri, era uma capinha de iPhone com uma folha de maconha. Super fofo.

–Valeu- eu disse- Mas ainda quero a minha heroína.

–Não é muito fácil de achar, Thalia, é complicado, por aqui quase ninguém usa heroína.
Heroína era minha droga favorita, Octavian sempre conseguia para mim, é nessas horas que eu sinto saudades de casa.

–Bate um papo com esse cara- disse mostrando uma foto de Octavian para ele.- Esse é o Octavian, um dos drogados de Minnesota, ele vai te conseguir a heroína, lá nós conseguimos fácil. E como aqui é difícil de achar, você poderá vender pelo dobro do preço, ou até mais.

–Ele deve cobrar uma nota pra enviar isso para cá, Minessota é lá na puta que pariu.- ele disse.

–Sim, é. Mas diz que você me conhece, ele irá fazer um desconto.- disse anotando o número de Octavian na sua mão- E não se preocupe com o transporte, ele é esperto.

–Por quê você não liga para ele?- Megan perguntou.

–Se eu ligar, Luke pode atender e eu quero distância dele.- disse. Peguei minhas coisas, entreguei o dinheiro e fui saíndo- Ah, mais uma coisa. Eu quero 40% do que vocês ganharem com isso, o que é uma quantia considerável, ou eu nunca mais volto aqui.

–Certo- Josh disse.

Entrei no carro e fui para casa.

Notas finais
*Heroína é uma droga muito foda que te deixa fora de si. Pelo menos, até onde eu sei. Entãaao... Gostaram? Comentem e recomendem ok, gente? Quanto mais comentários, mais rápido a gnt posta. Fantasminhas aparecem, deem oi pra gnt, digam o que vcs acharam. Até o proximo. Bjos