Notas iniciais
Eu não ia postar mais, até que recebi uma recomendaçao maravilhoooooooooooosa da Srta Grace Di Angelo. OBRIGADA SUA LINDAAAAAAA! Me motivou a terminar direito a fic, mas isso nao quer dizer que nao quero os comentarios, continuira sendo movida a comentarios. Obgggg msm Srta (nome grande nao vou falar tudo), capitulo dedicado a voce.

Tudo aconteceu por cenas na minha cabeça.

Cena 1: Megan entra no quarto e se desespera ao ver o irmão morto.

Cena 2: Nós duas choramos em cima de um corpo sem vida.

Cena 3: Ouvimos pancadas na porta mas ignoramos.

Cena 4: A polícia invade o quarto e Megan e eu somos presas por um crime que não cometemos.

Podia ter sido eu naquela cama, sem vida, sem problemas, sem dor.

Agora estou num tribunal, meu advogado e de Megan está falando freneticamente enquanto gesticula, porém eu não ouço nada. Eu só vejo o meu pai, me olhando com uma expressão de pura descepção e isso me distrói por dentro.

—Thalia Grace, vamos ouvi-la agora.— diz o juíz.

Eu me levanto e me dirijo a uma cadeira ao lado do juíz.

Coloco a minha mão em uma biblía, e faço o juramento de dizer somente a verdade, nada além da verdade.

—Josh era o meu namorado, quando o conheci ele apenas vendia as drogas para mim. — vejo meu pai desviar os olhos de mim, mas prossigo.

— Começamos a namorar e eu cheguei até mesmo a engravidar. Ele era bom para mim e para Megan, nunca nos maltratou, mas acredito que por ele ser traficante, muita gente queria ele morto.

—Você tem ideia de quem queria matá-lo? Alguém que ele matou. Lembre-se que você e Megan são as principais suspeitas.

—Eu não sou uma assassina, Mr. Smith, eu nunca sonharia em fazer algo ruim para Josh, eu o amava e ele me amava também. Josh via pessoas diferentes com identidades diferentes em lugares diferentes, só alguém que estaria o observando há tempos descobriria sua verdadeira identidade, e ainda não faço ideia de quem pode ter sido o culpado.

—Não lembra de nada estranho na noite do crime?— o promotor perguntou.

—Não, Mr. Smith, não consigo me lembrar muito bem, eu sei que eu lamentava a perda do meu bebê enquanto Josh se divertia com os amigos, eu mesma sugeri, e depois adormeci e então no outro dia encontrei meu namorado morto ao meu lado.

—Obrigado.— o promotor falou e então eu me retirei.

Aquele lugar me desesperava, eu não queria ser presa, eu não tinha culpa! Maldita hora em que eu me deixei levar pelos problemas da vida, o que eu fiz para merecer tudo isso? Meus atos tinham consequências apenas para mim, ninguém além de mim se prejudicava.

—Eu não matei o meu irmão! Ele era tudo o que me sobrou, e Thalia, ela não tem coragem nem de ameaçar, nós eramos uma família, tragédias acontecem.— Megan disse em alto e bom som.— Se sua esposa morresse em um assassinato, como o senhor se sentiria se te culpassem? Você mataria alguém que foi seu pai, sua mãe e seu irmão ao mesmo tempo? Isso é tudo, posso me sentar?

—É a sua palavra final?— Mr. Smith perguntou.

—Sim, senhor.

Eu parei de me lamentar por um segundo e me coloquei no lugar de Megan.

Era como se Jason estivesse morto, meu irmão é a pessoa que eu mais amo, e Megan amava Josh da mesma maneira. Ela estava sendo inacreditavelmente forte diante toda a situação.

—Vamos fazer uma pausa de 10 minutos e o advogado de defesa irá se pronunciar novamente logo em seguida.

Olhei para porta e vi meu pai saindo e rapidamente fui atrás dele. Ele estava dentro do carro e tinha alguns jornalistas ao seu redor querendo alguma informação, respirei fundo e fui até lá.

—Thalia, o que tem a dizer sobre a morte de seu namorado?— uma moça correu até mim com um microfone que quase acertou minha cara.

—Thalia, tem alguma ideia de quem é o culpado?— outra pessoa veio até mim.

—Você está envolvida no crime?

Tentei me esquivar de todos eles, os flashes me cegavam e eu so sabia cobrir meu rosto e chamar pelo meu pai.

Quando ele finalmente abriu a porta do carro eu entrei e antes de fechar eu disse:

—Vão se fuder.

Zeus me encarava com uma expressão neutra, como se ja esperasse aquilo de mim.

—Pai, e-eu... Não fui eu, pai, eu não matei ninguém, eu...

—Eu sei.—ele me cortou e eu olhei para ele com lágrimas nos olhos.—Thalia, você sofreu tanto em Minnessota, a reabilitação não foi ruim o bastante para você?

—Não consegui me segurar, não fui forte o suficiente, mas por favor, pai, não me mande para lá de novo.

—Não vejo outra saída, a droga vai matar você como fez com o seu, hãm, amigo.— ele disse não gostando muito da ideia de eu ter um namorado.— Quantas coisas me escondeu? Até quando achou que poderia me esconder que seu namorado era um traficante, que engravidou você, que sofreu um aborto, que estava traficando heroína? Porque fez isso consigo mesma?

Cada palavra era como uma bala de chumbo que atingia meu peito. Lágrimas grossas escorriam pelas minhas bochechas. Meu pai levantou minha cabeça e as enxugou.

—Me desculpe, eu queria ser forte, eu queria recomeçar minha vida, mas a droga é maravilhosa, pai. Eu não sei explicar, eu não consigo viver sem.

Eu abracei meu pai, pedindo desculpas sem parar, por ter destruído nossas vidas.

—Eu prometo que vou te visitar todos os dias.—eu ouvi ele sussurar, tenho certeza que não era para eu ouvir, e isso me deixou pior ainda.
Voltamos para o tribunal e nos sentamos, o meu advogado se levantou com vários papéis e colocou tudo sobre a mesa.

—Tenho aqui provas a favor de minhas clientes...

Vou poupá-los de toda babaquice que meu advogado disse, ele com certeza é um clássico. Sentiram a ironia?

Basicamente, foi realizado um tipo de estudo detalhado em luz negra, que mostra perfeitamente todo o percurso que o assassino fez, o que seria ótimo se ele não apontasse que o culpado sou eu.

Veja bem, não matei Josh. A janela é do meu lado da cama, o assassino pulou a janela, deu a volta e então esfaqueou o meu namorado, levando a crer que eu era a assassina.

Ao perceber isso, ele mostrou algumas digitais na janela que não batiam com as minhas e nem de Megan e o juíz tomou a seguinte decisão:

—O caso do assassinato de Joshua Steven Cooper está temporariamente fechado, as investigações continuaram e, Thalia Grace e Megan Steven Cooper são declaradas inocentes até segunda ordem.— supiramos aliviadas.—Entretanto, as duas receberão sentença por tráfico de drogas, e cumprirão pena de 15 meses.

E ele bateu aquele martelinho ridículo.

(...)

No funeral tinha pouca gente, alguns amigos intimos de Josh, uma tia distante, que Megan me disse que sempre odiou Josh e ela mas que chorou mais que todos nós juntos, Gratel, que veio me apoiar e é claro, Megan.

Meu pai conseguiu que eu e Megan pagássemos parte da pena na clinica de reabilitação, o que nos daria uns 3 ou 4 meses de cadeia, dependendo do nosso desenvolvimento.

Foi curto e bem rápido, Erick, um dos amigos de Josh, foi de vestido ao velório, uma promessa que eles fizeram um ao outro.

(...)

Estava em casa aproveitando meu último dia de liberdade. Era uma tarde bem fria, uma caneca de chocolate quente em uma mão e um cigarro na outra. "Vou sentir saudades, meus bebes." pensei.

Ouço passos atrás de mim. Viro-me observando a pessoa dos pés a cabeça. All Stars surrados, calça jeans largas, blusa dos Lakers, não precisei nem olhar seu rosto para saber que meu irmão havia voltado.

Pulei em seus braços, deixando a caneca e o cigarro cairem no chão, sinto sua mão afagar meus cabelos e digo:

—Filho da puta, nunca mais faça isso comigo!

—Já falamos sobre isso, sua gorda, o que andou comendo?— ele disse me colocando no chão.

—Senti sua falta.—falei baixinho.

—E eu a sua, pirralha.

Ouvi o som de um galho se quebrando e quando olhei para trás vi Nico.

—Foi mal, não queria atrapalhar.— ele disse.

—Não, tudo bem. Jason, poderia nos dar licença por um momento?

—Não mesmo.

—Por favor, precisamos conversar.— falei.— a sós.

Ele saiu bravo e esbarrou de propósito no ombro de Nico.

—Desculpa pelo Jason, ele não teve uma última boa impressão de você.

—Eu sei. Desculpe atrapalhar o reencontro de vocês dois.

—Teremos tempo para ficar juntos.— falei e então nos sentamos no meio fio da calçada, observando aquele condomínio vazio e silencioso.

—Sinto muito por Josh.— ele falou.

—Obrigada.

Um silêncio constrangedor se formou. Nico respirou fundo parecendo tomar coragem para falar algo.

—Thalia, eu não sei o que deu errado, eu só queria ser seu amigo e então as coisas ficaram mais difíceis e eu te contei que era gay, mas hoje nem eu sei o que eu sou. Você me deixou tão confuso, perturbado, e depois se afastou tão friamente.— Eu ouvia tudo atentamente, formulando 1001 respostas na minha cabeça.—Caralho, Grace, eu realmente gosto de você! Eu não sei o que estou fazendo aqui, pensei que se eu te dissesse tudo isso...

Eu o beijei antes que ele estragasse o momento. Foi ainda melhor do que a primeira vez, ele me puxou para mais perto, envolvendo minha cintura com os braços e a apertando-a com as mãos, talvez com medo de que eu fugisse. Sua lingua se entrelaçava de uma maneira tão viciante que só nos separamos pois a necessidade de olhar um nos olhos dos outros era maior.

—Me amaria também.— ele disse.

—Quem disse que eu não amo?— falei e ele me beijou novamente.

Got me hoping you'll save me right now. Looking so crazy in love's got me looking, got me looking so crazy in love

Notas finais
Nao revisei o cap, desculpa qualquer erro. COMENTA NESSA PORRA! Bjos