Já estava vestida com as roupas da clinica, precisei deixar minhas roupas em um armário, só as veria novamente quando eu saísse daquele inferno.

Em troca, ganhei 3 camisolas brancas, identicas a de um hospital (todos os pacientes usavam uma dessa), duas camisetas brancas que ficavam enormes em mim pois era tamanho unico, duas calças cinzas de moletom e duas pantufas brancas. Meu pai me trouxe um roupão que era de um tecido parecido com um cobertor, eles me deixaram usar também.

—Muito bem, Thalia, vou dizendo os nomes e me diz O.K se concordar em deixá-los visitar você.– Derek, o meu enfermeiro me disse.

—Certo.

—Zeus e Jason Grace?

—O.K.

—Nancy e Maddeline Grace?– ele disse se referindo as minhas tias avós que moram em Minnessota.

—O.K.

—Annabeth Chase?

—Posso mudar de ideia se me arrepender?

—Com certeza!– ele me disse com um sorriso simpático.

—O.K.

— Nicolas Di Angelo?

—Não.– falei com um nó na garganta.

1 Semana depois.

Eu me contorcia de dor na cama, estava há 7 dias sem drogas e a abstinencia estava a ponto de me matar. Passei os últimos 3 dias suando frio, urrando de dor e tive uma febre de 40°C.

Meu pai e Jason vieram me visitar mas eu os mandei para casa pois não queria que me vissem nesse estado.

Os médicos tentavam me ajudar dando morfina, porém por ser uma substância viciosa, na maioria do tempo eu passava dor. E chorar não era o que resolvia.

Cada célula do meu corpo berrava por aquelas substâncias ilícitas e eu não sabia onde encontrar.

—Thalia!– uma voz gritou o meu nome mas eu não conseguia responder por conta da dor.— Thalia por favor me reponda!

—Não... Consi...go!

Comecei a gritar com todas as forças que me restavam e arranhar meu corpo todo tentando abrir brechas para minha alma escapar daquela capa de sofrimento.

Vi um vulto preto que parecia muito desesperado e logo mais vultos de juntaram a minha volta, eu estava nas portas do inferno pelo visto.

Um vulto chegou bem perto de mim, senti uma picada no meu braço e tudo ficou escuro.

(...)

Acordei novamente no quarto branco com cheiro de álcool, eu não sentia mais dor alguma. Olhei para meu braço e segui o tudo que saia da minha veia até chegar em um pacotinho com um líquido amarelado. Morfina.

—Eu implorei para que o dessem a você.– uma voz falou ao meu lado.

—O que esta fazendo aqui?

—Vim te ver.

—Não era para você estar aqui. Você não pode me ver assim!- gritei.

—Já te vi em condições piores.

—Eu proibi sua entrada, Di Angelo.

—Bom, segundo esse adesivo aqui— ele falou apontado para o seu peito.— Meu nome é Jason Grace.

—Essa espelunca nem ao menos pede identificação.

—Convenhamos que eu pareço muito mais com você do que o seu próprio irmão.

—Me desculpe, não queria que você me visse assim, por isso não permiti sua entrada.

—Eu sei.– ele disse se levantando e se sentando ao meu lado.– Eu descobri algumas coisas sobre o assassinato de Josh.

—Me diga.

—Eu fui na delegacia buscar Bianca e Hazel que foram assaltadas e estavam lá para fazer um boletim de ocorrência e vi um cara que estava falando no telefone, ele tinha sotaque de Minnessota, e estava falando com um tal de Oto, Otavio...

—Octavian. Eu sei quem é, continue.

—Bom ele disse "Eu encontrei ela, ela está na reabilitação e ainda estão, você sabe, a nossa procura."– ele falou forçando o sotaque.— E ainda falou algo sobre não deixar o Leão saber.

Estremeci.

—O que foi, Thalia?

—Leão... É o codinome do Luke, é o signo dele.

—Você acha que...

—Sim, Luke está por trás do assassinato de Josh.

(...)

Nico já havia ido embora há muito tempo, eu estava rolando na cama, deveria ser umas 22:00.

Deitei de um lado tentando dormir e sinto a porta se abrir, deveria ser a enfermeira vjndo tirar a morfina de mim, seria uma longa noite.

Os dedos da enfermeira tocaram minha garganta e começaram a apertar.

Me virei bruscamente a tempo de ver Luke com um sorriso diabólico, ele agora tinha uma mão em meu pescoço e a outra subia a roupa que eu estava usando, expondo minhas coxas, calcinha, barriga e seios.

Ele em um movimento rápido me deixou completamente nua na cama, passou a lingua entre os meus lábios sem tirar as mãos da minha garganta e disse.

—Pensou que ia se livrar de mim, vadia? Acho melhor ficar quietinha ou você vai fazer uma visitinha ao Diabo igual ao seu namorado espertinho.

Notas finais
Continuo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.