Notas iniciais
Oiiiii gente bonita e elegante! Eu voltei com mais uma fic para vocês ficarem Happy!!! Sempre deixei claro meu amor pela saga Crepúsculo ( Pensamento:Serio mesmo?Nunca percebi!Você só escreve sobre eles...idiota) Mentira!! Eu sei que vocês não pensam isso de mim né loves?(Pensamento leitor:Imaginaaaa querida) Shiiiii! Vamos parar com bobagens e ler essa fic que eu tô XONADA! Lembrando que quanto mais cometários,mas rápido eu posto, ok? E se você ainda não conhece minhas fics, convido você para dar uma lida nelas ( principalmente na 50 tons de Cullen!!!! Adoro MANA!!!). Boa leitura!!! BEIJOS DE LUZ♥

POST TEXT GIRL

Boa noite, FHS. Sentiram minha falta ou estavam ocupados demais fingindo que suas vidas são perfeitas? Aqui é a Text Girl — e eu tenho algo melhor do que champanhe importado para animar a noite dos Hale.

Flagrada na estação central de Forks às 16h47, duas malas, um olhar frio e nenhuma comitiva oficial para recebê-la… Isabella Higginbotham está de volta.

Sim, a filha do prefeito. A garota de ouro do FHS. A melhor amiga da nossa rainha loira. A que desapareceu misteriosamente há um ano sob o argumento sofisticado de ‘estudos em Nova York’.

Ela voltou. Sem aviso. Sem explicações.

E em Forks, queridos… ninguém volta por acaso.

XOXO, Text Girl.

A casa dos Hale brilhava como se a chuva tivesse tirado folga apenas para que a elite pudesse celebrar a si mesma. O jardim estava coberto por tendas brancas iluminadas por luzes douradas, garçons circulavam com bandejas de cristal e risadas altas preenchiam o ar frio da noite. Dentro do quarto principal do segundo andar, Rosalie Hale observava seu reflexo como se estivesse avaliando uma adversária antes de um duelo.

O vestido champagne moldava seu corpo com precisão impecável, mas ainda assim ela puxava o tecido para baixo com impaciência, como se algo estivesse errado. Talvez estivesse. Talvez fosse a sensação incômoda de que o roteiro perfeito da sua vida acabara de ganhar uma variável inesperada.

— Chanel… Prada… Gucci… Louis Vuitton… — murmurou baixinho, apoiando as mãos na penteadeira. — Isabella. Isabella. Isabella.

O nome soava como um arranhão.

O celular vibrou ao lado do batom importado. Ela já sabia o que era antes mesmo de desbloquear a tela. A postagem da Text Girl estava ali, circulando como um incêndio invisível. A foto da estação. As malas. O retorno.

Rosalie sentiu o peito apertar e, num impulso que não combinava com sua imagem controlada, lançou o aparelho contra a parede. O barulho seco ecoou pelo quarto, mas ninguém ouviu — porque lá embaixo o mundo celebrava.

Isabella Higginbotham tinha voltado e isso não fazia parte do plano.

Rosalie era a definição de plano. Dezesseis anos, líder de torcida, presidente do conselho estudantil, namorada do capitão do time de lacrosse, filha da estilista mais influente do estado. Sua vida era uma linha reta traçada com metas, alianças e aparências. Ela nascera preparada para comandar. Para vencer. Para ser a mulher mais admirada e mais temida da cidade.

E por muito tempo, Isabella fora sua sombra até deixar de ser, se tornando a GAROTA EXEMPLAR.

O celular vibrou novamente no chão. Rosalie se agachou para pegá-lo, respirando fundo antes de ler a nova atualização.

“Imagino o que Rosalie Hale acha da volta da jovem Higginbotham. Melhores amigas dividem tudo… inclusive silêncios. Será que a recepção será calorosa ou congelante como o inverno de Forks?”

Rosalie travou o maxilar.

— Ela não vai tirar nada de mim — sussurrou para o próprio reflexo.

A música ecoava pelo corredor. Ela desceu as escadas com postura perfeita, o sorriso no lugar certo, os ombros alinhados. Se a guerra começaria naquela noite, ela pisaria no campo com salto alto e batom intacto.

No centro da sala, Emmett McCarty ria alto ao lado do pai. Alto, forte, carismático — o tipo de garoto que herdaria mais do que empresas: herdaria influência. Quando Rosalie se aproximou, ele a puxou pela cintura automaticamente.

— Você está incrível — murmurou.

Ela inclinou a cabeça, suave.

— Preciso falar com você.

Ele percebeu o tom.

— O que houve?

— Ela voltou.

O sorriso dele vacilou por um segundo mínimo, quase imperceptível.

— Bella?

Rosalie notou e odiou notar.

Antes que pudesse aprofundar, uma voz debochada surgiu atrás deles.

— Emmett, você ainda finge que festas são divertidas ou já aceita que está aqui por obrigação e possivelmente vamos morrer de tédio? — disse Mike Newton, surgindo com um copo na mão e aquele sorriso torto que sempre parecia guardar segredos.

Rosalie virou lentamente o rosto na direção dele.

Mike Newton não era o tipo de garoto que precisava de aprovação. Ele era o tipo que gostava de desafiar quem precisava dela. Filho de empresários influentes, inteligente demais para se encaixar completamente, cínico demais para se importar. Ele nunca entrava numa sala pedindo atenção — ele tomava.

— Newton — disse Rosalie, fria e debochada. — Ainda furando eventos ?

Ele sorriu, aproximando-se um passo.

— Ainda fingindo que é superior a mim, Hale?

Emmett riu, achando que era brincadeira. Não era.

Havia algo ali. Algo que não tinha nome, mas tinha temperatura e era QUENTE. Rosalie sustentou o olhar de Mike por segundos longos demais para serem inocentes.

— Cuidado — disse ela suavemente. — Você pode acabar se queimando.

Ele inclinou a cabeça, como se analisasse cada nuance dela.

— Eu gosto de pegar fogo.

O ar entre os dois parecia eletrizado, carregado de algo que não era romance nem amizade. Era confronto. Era provocação. Era a sensação perigosa de que ambos sabiam exatamente onde apertar para fazer o outro perder o controle.

Antes que a tensão pudesse se expandir, a porta principal se abriu.

E o silêncio foi quase físico.

Isabella Higginbotham entrou. Não havia anúncio. Não havia espetáculo. Apenas presença.

Ela usava um conjunto simples, elegante sem esforço, os cabelos escuros caindo livres pelos ombros. Mas não era a roupa que chamava atenção. Era o olhar. Mais firme. Mais distante. Mais consciente.

Forks sempre a vira como princesa. Aquela que sorria nas fotos oficiais, que acompanhava o pai em eventos públicos, que tirava notas impecáveis. Mas a garota que entrava naquela casa não parecia interessada em desempenhar papel algum.

Reneé Higginbotham caminhava ao lado dela, conversando animadamente com a senhora Hale. Félix, o prefeito, cumprimentava convidados do lado de fora, alheio à mudança sutil na atmosfera.

Rosalie sentiu o estômago contrair.

Isabella a viu e sorriu docemente como a sonsa que era.

Rosalie caminhou até ela com passos medidos, o sorriso perfeito no rosto, afinal ela jamais ficaria por baixo.

— Bella, que surpresa — disse, envolvendo-a num abraço elegante e fingido. — Que bom ver você.

— É bom ver você também, Rose — respondeu Isabella, e havia algo diferente em sua voz. Não era submissão. Não era insegurança, ela parecia falar a verdade.


Quando se afastaram, os olhos das duas se encontraram com intensidade silenciosa. Havia um ano inteiro ali. Um ano de ausência, de rumores, de perguntas nunca respondidas.

— Você vai ficar para o jantar? — perguntou a senhora Hale.

Isabella hesitou e seus olhos percorreram o salão, encontrando olhares curiosos, julgadores, especulativos. Forks não esquecera sua saída repentina. E certamente não esqueceria sua volta.

— Eu não posso ficar — respondeu com suavidade. — Só passei para cumprimentar vocês.

Rosalie inclinou levemente a cabeça.

— Já vai? — perguntou, doce demais.

— Vejo você na escola amanhã.

Escola.

A palavra pairou como ameaça.

Isabella virou-se e caminhou até a saída, sentindo o peso dos olhares em suas costas. Ela mantinha a postura ereta, mas por dentro a respiração estava irregular. Voltar já era difícil. Encarar todos de uma vez era quase cruel.

Do outro lado da sala, Mike Newton observava.

Ele não sorria, apenas analisava.

Rosalie sentiu o olhar dele sobre si e virou o rosto lentamente. Mike ergueu o copo em um brinde silencioso, como se dissesse: o jogo começou.

Ela sustentou o olhar.

— Não ouse — murmurou, quase sem mover os lábios.

Ele se aproximou, parando ao lado dela.

— Você está com medo, rainha Rosalie — disse sussurrando em seu ouvido.

— Eu não tenho medo de ninguém.- disse a loira entre dentes.

— Não é o que parece.- Newton respondeu debochado brincando com a incharpe que usava em seu pescoço.

Ela deu um passo na direção dele, diminuindo a distância de forma perigosa.

— Você não faz ideia do que parece — respondeu, a voz quase um sussurro bem provocativo.

O silêncio entre os dois era denso, cheio de algo que não deveria existir ali. Não era amor. Não era lealdade. Era reconhecimento. Como se ambos soubessem que, por trás das máscaras, eram igualmente ambiciosos e igualmente quebrados.

— Cuidado, Hale — disse ele, inclinando-se levemente. — Grandes rainhas cairam quando subestimaram os inimigos errados.

Ela sorriu de lado o desafiando.

— Eu nunca subestimo ninguém.

Mas por um segundo, enquanto observava Isabella desaparecer pela porta, Rosalie sentiu algo que odiava admitir.

Insegurança.

O celular vibrou novamente.

POST TEXT GIRL

E assim, a filha do prefeito apareceu por exatos noventa segundos na festa mais exclusiva da temporada… e foi embora antes da sobremesa.

Recepção fria? Estratégia? Ou simplesmente lembranças demais para uma noite só?

Ah… e uma última curiosidade antes de vocês voltarem a fingir que não me leem: o FHS terá um novo professor de literatura neste semestre. Jovem. Recém-formado. Misterioso.

Será que ele está preparado para ensinar tragédias gregas a uma escola que já vive uma?

XOXO, Text Girl.

Do lado de fora, Isabella entrou no carro da mãe e fechou os olhos por um instante.

Forks ainda era a mesma.

Mas algo tinha mudado.

Ela.

E a cidade ainda não fazia ideia do que estava por vir.

E, em algum lugar da noite, alguém observava tudo com atenção silenciosa, escrevendo cada detalhe, cada olhar, cada silêncio.

Porque em Forks, ninguém se move sem deixar rastros.

E a Text Girl sempre sabe onde procurar.