Notas iniciais
Novo capítulo pra vocês e uma pequena reviravoltinha na vida de Ana, mas Tesouro de Amor ainda tem muito a mostrar pra vocês e espero que gostem.

Thaís e Clarice reuniram toda a família em um jantar para comunicarem sobre o novo bebê que estava para vir. Na mesa estavam as duas, Thomas, Ryan, Camila (irmã mais velha de Thomas e Ryan que viajou para estudar moda), e alguns parentes da família.

– Gente, eu e a madrinha Clarice organizamos esse jantar por um motivo especial. Nós vamos comunicar algo muito importante na vida de algumas pessoas aqui presentes. É o seguinte... – Thaís se prontificava a dizer o que estava ocorrendo, porém, foi interrompida por Camila

– Vamos, Thaís! Fale de uma vez!

– Não me interrompam. Enfim, vou direto ao ponto. Thomas, meu amor, depois daquele lindo momento que confraternizamos juntos eu, Thaís, estou grávida de um filho seu.

– O-O quê? Isso é impossível! Thaís, vamos agora mesmo conversar a sós. – bradava Thomas, levantando-se da cadeira, caminhando rapidamente ao assento onde Thaís se situava, puxando a jovem pelo braço, a levando para o jardim da mansão.

O jardim, àquela hora da noite, jazia completamente iluminado por luzes e lâmpadas em todos os cantos. Thomas puxava Thaís pelo braço, soltando-o quando se certificou estar longe o suficiente de todos os convidados.

– Agora você vai me contar, tintim por tintim, sobre essa história maluca que você acaba de dizer pra todos ali na sala de jantar.

– Meu amor, vou te contar como tudo aconteceu. Você sabe que desde adolescente, depois que meus pais morreram, eu vim morar aqui com a madrinha e sempre fui apaixonada por você. Naquele dia na faculdade eu te beijei à força, eu sei, foi um erro meu. Mas, meu amor, quero que saiba que o que eu sinto por você é muito grande. Eu te amo...

– Vamos ao ponto, Thaís. Não quero dramalhões. – dizia Thomas, friamente.

– Naquele dia você bebeu demais e eu entrei no seu quarto pra ver como que você tava e você tava completamente bêbado, mas me fez juras de amor e me seduziu. Eu... não resisti, Thomas. Por isso estou grávida.

...

Os dois, depois de uma longa conversa, retornaram à sala de jantar, onde, por ordem de Clarice, ainda jaziam impacientes todos os convidados, pois, pensavam eles, que não havia mais motivo algum para estarem naquele lugar, pois presenciavam uma briga de família em que não estavam relacionados. Foi Thomas quem quebrou o silêncio., tomando a palavra.

– Eu e Thaís vamos nos casar, pois, de um jeito ou de outro, esse filho que ela espera é meu e eu vou assumi-lo conforme o correto. Preciso assumir toda a minha culpa no cartório. – afirmava Thomas, secamente, evitando olhar para todos ali presentes. Thaís e Clarice se entreolharam, piscando e sorrindo uma para a outra, pois o plano maquiavélico da jovem havia dado certo.

...

Ana e Gabriel haviam marcado o casamento para um mês e, durante esse mês, Ana desejava se tornar uma mãe e uma mulher perfeita, incluindo também ser uma dama na sociedade, um exemplo a ser seguido. Sendo assim, decidiu ter algumas aulas de etiqueta com Patrícia, sua mais nova sogra. Ambas se situavam na grande sala de estar da mansão.

Patrícia, calmamente, apanhou dois talheres, um garfo e uma faca.

– Olhe bem, Ana. O modo em que nós, pessoas finas, comemos. Lembre-se que não é frescura e nem falta de educação, mas como você quer se tornar uma milionária exemplar, temos que passar por tudo isso. Está pronta? – perguntava gentilmente Patrícia, passando levemente a mão nos longos e cacheados cabelos de Ana.

– Estou sim! – respondia Ana, assentindo e sorrindo, posicionando-se como a sogra se posicionava diante à mesa, retirando os braços desta.

– Ah, já percebeu isso... Que bom, uma regra a menos. Pois bem, os cotovelos nunca, em hipótese alguma, devem se pousar sobre a mesa. Logicamente, não devemos também ter uma posição de estátua diante da mesa. Procure ser... normal, tranquila, compreende?

Ana assentiu e Patrícia continuou a aula.

– Inicialmente, iremos aprender a posição. A postura, mais precisamente. Sente direita e de costas direitas. Não separe os joelhos, ajeite a saia discretamente e apoie-se bem contra o encosto para evitar má postura.

Ana e Patrícia passaram quase uma semana inteira aprendendo lenta e calmamente passo a passo das regras de etiqueta à mesa.

...

Na semana seguinte, o foco de aulas havia sido modificado. Agora Patrícia ensinava Ana a caminhar utilizando saltos de várias alturas. Utilizava um salto meia pata de coloração verde, como uma brilhante esmeralda. Com dificuldades, conseguia se equilibrar e caminhava pela sala de estar com o calçado.

– Machuca muito o pé, dona Patrícia. Eu tô acostumada a usar tênis e sandália... Esses calçados doem muito! Mas eu vou conseguir. – e, caminhando um pouco mais rápido, acabou cambaleando para frente, tropeçando no próprio pé, caindo no chão ajoelhada.

– Fique tranquila. Foi a mesma coisa comigo. Você não sabe o quanto é difícil e o quanto você vai ter que aprender ainda, querida.

– A senhora é uma madame. Elegante, linda. Qualquer um que olha não pensa que a senhora já foi pobre. Agora nem parece ter idade pra ser mãe do Gabriel! – comentava Ana, francamente, se segurando no braço do sofá, se levantando.

– E você também vai ficar assim, e provavelmente mais linda. – respondia Patrícia, também franca e seriamente. – e fitou os calçados da nora. – Vamos continuar.

...

O grande e reviravoltante mês da vida de Ana havia passado e, na véspera do casamento, Ana experimentava o belo e exuberante vestido de noiva. Estava em seu quarto, nas companhias de Patrícia e Olívia.

– Você tá linda, minha filha. Parece uma princesa. – afirmava Olívia, acariciando o rosto da filha, abraçando-a, debulhando-se em lágrimas. Patrícia também chorou, pois Ana era como uma filha, um presente de Deus.

A porta havia sido batida por alguém e a mãe de Gabriel se prontificou a atender. Ao abrir a porta pela metade, saiu do cômodo, ao ver de quem se tratava.

– O que você faz aqui, filho? – perguntava, um pouco nervosa, pois a nora estava trajando o vestido.

– Quero falar com a minha noiva, ué. – respondia o filho, sorrindo e, logo em seguida, interrompendo o sorriso ao ver a expressão da mãe. – O que houve?

– É que o noivo não pode ver a noiva usando o vestido! – Patrícia, exageradamente, se colocava na frente da porta, causando uma alta gargalhada no filho, que balançava negativamente a cabeça.

– Precisava isso tudo?

...

O dia do casamento de Ana e Gabriel havia chegado. Patrícia, Ana e Olívia se situavam no quarto da jovem, auxiliando-a com o vestido de casamento, minutos antes da cerimônia.

– Dona Patrícia, de um jeito ou de outro, tá sendo o dia mais importante da minha vida e eu acho que estou começando a gostar de verdade do seu filho. Ele é um amor. O marido que toda mulher pediu à Deus.

– Que bom, e esse é o meu maior desejo! E Ana, precisamos ter um assunto rápido antes do casamento.

Olívia deixou a sala e as duas ficaram à sós.

– Ana, é sobre o seu bebê. Você agora já pode ser considerada uma dama, uma pessoa elegante e refinada. Mas precisa de uma profissão, porém, também precisa cuidar de seu filhinho que em breve nascerá. Então estive pensando. O que você acha de, um pouco depois do bebê nascer, você começar um curso técnico, uma faculdade, ou coisa do gênero? Nós, eu e sua mãe, cuidaríamos da criança enquanto você estudava! Seríamos as avós mais corujas que uma criancinha poderia ter!


Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Reviews servem pra isso e deixam autores alegres e felizes! (: