Notas iniciais
Mais um fresquinho pra vcs. Espero que gostem.

O dia do casamento de Ana e Gabriel havia chegado. Patrícia, Ana e Olívia se situavam no quarto da jovem, auxiliando-a com o vestido de casamento, minutos antes da cerimônia.

– Dona Patrícia, de um jeito ou de outro, tá sendo o dia mais importante da minha vida e eu acho que estou começando a gostar de verdade do seu filho. Ele é um amor. O marido que toda mulher pediu à Deus.

– Que bom, e esse é o meu maior desejo! E Ana, precisamos ter um assunto rápido antes do casamento.

Olívia deixou a sala e as duas ficaram à sós.

– Ana, é sobre o seu bebê. Você agora já pode ser considerada uma dama, uma pessoa elegante e refinada. Mas precisa de uma profissão, porém, também precisa cuidar de seu filhinho que em breve nascerá. Então estive pensando. O que você acha de, um pouco depois do bebê nascer, você começar um curso técnico, uma faculdade, ou coisa do gênero? Nós, eu e sua mãe, cuidaríamos da criança enquanto você estudava! Seríamos as avós mais corujas que uma criancinha poderia ter!

Ana, sem pronunciar nem protestar absolutamente nada, abraçou fortemente a sogra.

– Muito obrigada, dona Patrícia. Eu sinceramente não sei como vou poder te agradecer por tudo que a senhora tem feito desde quando nos conhecemos. A senhora é como uma mãe pra mim. Uma segunda mãe. Meu bebê vai sentir orgulho de ter você como avó.

– Ah, e vamos esquecer essa história de dona. A partir de hoje você me chama somente de Patrícia!

...

Patrícia se retirou do quarto de Ana e, juntamente com o filho Gabriel, que trajava um belíssimo terno preto acompanhado de uma gravata de coloração amarela e uma rosa da mesma cor no bolso do paletó. Adentraram o veículo e partiram para a Igreja, onde jaziam os convidados, que eram os amigos e parentes da família de Gabriel, pois Ana e Olívia haviam sido as únicas que restaram de suas famílias e os amigos de Ana permaneceram na outra cidade. Mesmo assim a igreja se abarrotava de convidados, que chegavam cada vez mais.

A hora havia chegado e os casais de padrinhos adentravam a igreja e caminhavam lentamente pelo enorme tapete vermelho, chegando ao altar. Logo em seguida, Olívia chegava sozinha, com um belíssimo vestido verde brilhante como esmeralda, com os cabelos longos, lisos e tratados. Chegou ao altar em questão de alguns segundos.

Algum tempo depois, ao som da marcha nupcial, a dama das pétalas, um casal de pajem e dama, e a dama das alianças. Logo atrás destes, que deveriam ser primos de consideração do jovem Gabriel, Ana entrava de braços dados com Henrique, seu mais novo sogro, que trajava um terno semelhante ao do filho, porém, a gravata tinha coloração azul marinho.

Chegando próximo ao altar, Henrique calmamente soltou o braço de Ana, estendendo a mão para cumprimentar o filho.

– Sejam felizes! – sorria alegremente, caminhando até Patrícia, ficando de braços dados com a esposa.

O padre iniciava o longo e cansativo discurso de sempre, quando Ana e Gabriel se preparavam para o mais decisivo momento da vida dos dois.

– Você, Ana Beatriz Lima Rosendo, aceita Gabriel Trajano Queiroz como seu legítimo esposo, jurando amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe? – perguntava o padre, fitando os pombinhos com uma expressão séria no rosto, porém, parecia querer sorrir a qualquer momento.

– Eu aceito. – respondia Ana, depois de refletir durante alguns segundos sobre o que realmente deveria ser feito, balançando a cabeça positivamente.

– Você, Gabriel Trajano Queiroz, aceita Ana Beatriz Lima Rosendo como sua legítima esposa, prometendo amá-la e respeitá-la, na alegria e na triste, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?

– Aceito. – respondia Gabriel, sem relutar nem por um segundo, sorrindo emocionado para a noiva. Aquele era, sem dúvida, o momento mais feliz de sua vida, que estava casando com a pessoa que amava na infância, cujo amor retornou.

– Então vos declaro marido e mulher. O noivo pode beijar a noiva.

Gabriel beijou Ana delicada e apaixonadamente. Ana retribuiu o beijo. Uma nova etapa na vida dos dois acabava de iniciar.

...

Enquanto isso, na mansão de Clarice, Thaís e Thomas jaziam no quarto da jovem, planejando o futuro dos dois em relação à criação do bebê.

– Meu amor, eu decidi trancar a minha matrícula na faculdade pra poder me dedicar ao nascimento e à criação do nosso bebezinho. O que você acha?

– É, né. Acho até melhor. Temos que cuidar bem dele. – respondia friamente Thomas, que de um tempo pra lá havia sentido que sua vida não possuía mais motivo nenhum.

– A propósito, quando vamos marcar o casamento? – perguntava e apelava ansiosamente, pois quanto mais cedo se casasse com o amado, melhor.

– Depois a gente vê isso. Agora vou dormir. – enrolava Thomas, enxotando a noiva do quarto, deitando em sua cama, agarrando o travesseiro. – Ana, que saudade.

...

Depois de um tempo, Thomas acabou marcando o casamento, pois seu desejo e a responsabilidade de criar e educar a criança que estava na barriga de Thaís falou mais alto.

A véspera do tal casamento havia chegado e Thomas realizava uma despedida de solteiro, convidando seus amigos homens para uma madrugada na pista de boliche, sem a presença de Thaís, que se revelava cada vez mais insuportável e mimada. Mesmo sabendo que o casamento ocorreria no dia seguinte e de manhã, Thomas não conseguia evitar a diversão e acabou por se fartar de bebida naquela noite.

Foi levado pelo irmão Ryan, que também se situava no evento. Ryan, maliciosamente, guiou o irmão até seu quarto e o pôs na cama como se não tivesse saído de lá, sem chamar a atenção de nenhuma das duas madames que ali residiam.

– Essa eu vou querer ver. Preciso de um óculos 3D e de uma pipoca pra presenciar o momento. – ria debochadamente, se dirigindo ao seu quarto, onde cochilou rapidamente.

...

O casamento de Thaís e Thomas andava conforme o planejando, de certo modo. Thaís estava à espera da chegada do noivo para que pudesse adentrar a igreja, porém, o tal noivo não chegava de jeito nenhum. Tomada pelo impulso, a patricinha abriu a porta da limusine e correu até a porta da igreja, caminhando lentamente pelo tapete, chegando ao altar, solitária. Qualquer um que a viu naquele momento achou que a jovem estivesse louca. Thaís interrompeu o grande barulho causado pelo falar da multidão, berrando:

– FIQUEM AÍ! O THOMAS AINDA VAI CHEGAR!

Em questão de minutos de espera, Clarice estava de mãos dadas com o filho de um modo que parecia que Thomas estava sendo arrastado para a Igreja. Seus olhos estavam completamente vermelhos e o jovem cambaleava ao tentar chegar ao altar.

– Temos um problema, mas ele irá casar mesmo assim. Não é mesmo, meu filho? – apelava Clarice, lançando um pequeno e fraco tapa no rosto do filho, o despertando.

– O quê? Hm... É! – respondia Thomas, fechando novamente os olhos. Despertou novamente e conseguiu subir o altar. Thaís, morta de vergonha, se posicionou ao seu lado. – Olá pessoal, hoje tá ... sendo... realizado o meu... casamento... à... força!

Thaís tampava o rosto com as mãos. Apesar da surpresa dos convidados e do vexame que ambos passavam, Thomas e Thaís se casaram.

– Sem dúvida, Thomas. Esse dia vai ficar para sempre na minha memória... – pensava tristemente a esposa.


Notas finais
Podem considerar que o capt tá uma bosta, pq n foi betado e escrito às presas. O que acharam?
E pra vcs, qual o sexo dos filhos de Ana e Thaís?