Notas iniciais
Gente, mais um postado aqui com todo carinho e emoção de um adolescente que sonha em ser escritor... Boa leitura a todos e obrigado pela atenção.

Passaram-se algumas horas. Olívia estava em seu sétimo sono quando repentinamente acordou, assustada. Olhou para a cama do lado, que estava arrumada e completamente vazia: Ana ainda não estava em casa.

– Ana? – perguntava, ainda sonolenta... O sono praticamente acabou depois que compreendeu que a jovem não estava em casa – ANA?

Aflita, levantou rapidamente da cama e começou a perambular pelo quarto gritando o nome da filha, em vão, até encontrar um bilhete escrito pela filha que se situava na cabeceira da cama da mesma. O bilhete dizia:

“Mamãe, fui passear com o Thomas. Volto mais tarde, não se preocupe. Beijos e boa noite... Ana”.

– Essa minha filha não tem jeito mesmo. Quer me matar do coração. – resmungou, voltando para a cama, adormecendo.

...

Thaís corria para o quarto de Clarice, abrindo fortemente a porta do cômodo, assustando a madrinha, que estava distraída assistindo televisão coberta por um dos seus edredons com pelos de urso.

– O que foi, menina? Quer me matar do coração? – como sempre resmungando, Clarice se espreguiçava, estava pronta para dormir.

– Madrinha, o Thomas saiu de casa. Aposto que foi sair com aquela vira-lata. Não estou gostando nada disso!

– Agora o que nos resta é esperar. Ver até que horas esses pombinhos ficam na rua.

Thaís assentiu, concordando.

...

Pouco tempo depois, Thomas chegava em casa, exausto. Silenciosamente, subiu as escadas e se dirigiu ao quarto, surpreendendo-se ao encontrar aquelas duas figuras em seu interior após acender a luz.

– Aonde estava, Thomas? POR QUE NÃO ME CONTOU PARA ONDE IA? – perguntava a mãe, fazendo o filho se lembrar dos momentos da infância quando vivia recebendo bronca dos pais.

– Fui sair com a Bia. Acho que já sou maior de idade e posso cuidar da minha vida, não é verdade, mamãe? – ironizava o filho. As duas se entreolharam.

...

Pouco tempo depois, todos foram dormir. Antes de ir para casa, Thomas deixou a jovem em casa, que sorrateiramente tomou um banho e cochilou.

Em mais um dia longo e cansativo de aula, Ana se preparava para sair de casa. A mãe retirava algumas notas e as depositava na simples carteira preta da filha, guardando-a rapidamente na mochila desta.

– Vai com Deus, minha filha. – Assim feito, em poucos minutos a jovem havia desaparecido da longa rua. A mãe se preparava para adentrar a casa, caminhou na direção da porta, porém, foi interrompida por um homem, que gritou:

– Senhora, me ajuda aqui por favor.

O homem estava caído e implorava por ajuda. A idosa, piedosamente, correu na direção do homem, que se levantou rapidamente e sacou um revólver das vestes.

– VAMBORA. PASSA A BOLSINHA. NÃO TENHO O DIA TODO. – berrava o bandido. Seus olhos expressavam ódio e ao mesmo tempo medo de ser encurralado por alguém.

– Por favor, moço, é o único dinheirinho que eu tenho. – implorava Olívia, mas o homem não queria saber. Só pensava em conseguir o dinheiro da mulher.

– Não vem com esse papo, não. Vambora, mulher, passa a grana. Não tenho o dia todo. Vamos, vamos. Senão... – ameaçava, levantando e apontando o revólver para Olívia, que não hesitou e entregou a bolsa ao homem. – Acho bom. Pode ir.

Guardou o revólver, jogou a mulher no chão, e correu, desaparecendo. A mulher estava extremamente nervosa e não estava com muitas forças para se levantar devido ao forte tombo.

– A-Ana. – com dificuldades, conseguiu se levantar e lenta e calmamente adentrou à casa. Correu em direção ao telefone. – Ana, vem aqui pra casa agora, por favor. Volta pra cá, tô passando muito mal. Preciso ir pro médico.

...

Ryan se situava em uma grande praça. Estava impaciente, estava na espera de alguém. O alguém chegou depois de longos e intermináveis minutos.

– Tá feito. Agora cumpre o trato. – afirmava o bandido, estendendo a mão ao jovem, que o encarou por alguns segundos.

– Aqui está. – disse Ryan, entregando ao homem algumas notas depois de retirar certa quantia do bolso e contá-las.


...

Clarice caminhava pelo seu quarto com Penélope no colo. Deita na cama e esboça um sorriso.

– Agora, nesse momento, o Jair deve estar fazendo o que combinamos. Esse daí é um mercenário, mas quando se trata de fazer as coisas direito, ele é o que eu mais confio. Espero que dessa vez também não falhe...

...

Quando recebeu o telefonema desesperado de sua mãe, Ana ainda estava no ponto, pois seu ônibus sempre era um dos que mais demorava sempre a chegar por volta daquele horário da manhã. Retornou para casa correndo.

– Mãe? Mãezinha, o que houve? Vamos pro médico rápido.

Levou a mãe rapidamente para um hospital. Pediu a ajuda de alguns vizinhos, que gentilmente ofereceram carona para as duas. Chegando lá, Olívia foi examinada e o médico veio conversar com Ana.

– E minha mãe? Como ela tá, doutor?

– Senhorita, a sua mãe passa bem. Só não vai poder se submeter ao trabalho pesado devido ao grande susto que levou. Ela poderia ter morrido. Vai ficar de cama por um tempinho.

– Graças a Deus! – agradecia Ana, se ajoelhando ao chão, apoiando suas mãos na cadeira, fechando os olhos e deitando sobre elas.

– Só que tem um porém...

– Claro, pode dizer, doutora. – A jovem rapidamente se colocava de pé, curiosa.

– Pra melhorar o estado de saúde dela, vão ser precisos remédios caríssimos.

...

Na universidade, havia tocado o sinal da hora da saída. Thomas corria pelos corredores do grande local, à procura da amada, que não estava em lugar nenhum.

– Onde será que a Ana se meteu? Ela não é de faltar...

Depois de um tempo desistiu de procurá-la. Só depois se lembrou de telefonar para a garota. Perguntou onde ela estava e Bia contou que a mãe havia passado mal.

– Então me espera. Tô indo praí agora!

– Não precisa, meu amor. Amanhã a gente tá indo pra casa e mamãe precisa descansar... Amanhã a gente se vê. Beijos.

...

Ana se prontificava a guiar a pobre mãe até a sua cama. Desdobrou os cobertores e cobriu a mãe, sorrindo. Estava saindo do cômodo, quando, subitamente, caiu no chão, inconsciente.

– ANA? ANA, MINHA FILHA? SOCORRO! – Olívia, aflita, levantou-se rapidamente, abriu a porta e gritou.

Ana havia sido levada para outra sala para ser examinada. A médica veio e acalmou a mãe da jovem, que, em questão de minutos, conseguiu cochilar.

...

No dia seguinte, a jovem acordou numa cama de hospital e, assustada, perguntou ao médico que estava ao seu lado o que havia acontecido.

– Não sei se você vai gostar ou não, mas...

– MAS O QUÊ? Assim o senhor vai me deixar curiosa, doutor. – interrompia Ana, nervosa.

– A senhorita está grávida!

Ao saber que havia um bebezinho em sua barriga, Ana se emocionou e se debulhou em lágrimas. A emoção foi tanta que abraçou o doutor e saiu gritando pelos corredores que estava grávida.

– Eu vou ser mamãe. Eu vou ter um filhinho!


Notas finais
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