Terror no quarto branco
23 O medo é um amigo
Notas iniciais
Rosa já está vestida e sentada no outro cômodo, apenas esperando qualquer situação acontecer. A Consciência está do seu lado, sentada também. Não conversam há vários minutos, talvez mais de uma hora.
—Este quarto é bonito e confortável. — Diz a Consciência.
—Acho assustador e bizarro. Acho branco demais, pior do que um vaso de alabastro.
—Assustador é sinal de medo. Você ainda sente medo?
—Eu sinto que o medo é um amigo protetor. Desde que acordei ele me manteve alerta.
—E por isso não parou de sentir medo?
—Acho que sim.
—Já tentou parar?
Rosa nega com a cabeça, desviando o olhar para baixo. A Consciência não esboça uma reação para a resposta, talvez até estivesse esperando. Novamente ficam em silêncio e aos poucos Rosa cai no sono.
Algum tempo depois, ela acorda. Parece ter dormido bastante tempo, o suficiente para que a Consciência fosse embora.
—Consciência? — A palavra ecoa pelo quarto.
Levanta-se e ruma para o banheiro, que está sem o 'monstro'. A banheira ainda está ali, juntamente com os produtos de banho.
Voltando ao quarto, alguém bate na porta. Abre imediatamente e não se surpreende por ver a recepcionista sorridente.
—Oi. O consultor quer vê-la em breve.
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