Terror no quarto branco
24 Um dia se passou, mas algo mudou
Notas iniciais
Novamente na sala do consultor, Rosa o encara com curiosidade. O medo que sentia parece ter parado.
—Parece que se acostumou com minha aparência. — Comenta o Consultor, digitando algo no computador.
—Eu conheci o monstro. — Ele para de digitar ao ouvi-la. — Ela se chama Consciência e não é assustadora.
—Que interessante! Conte-me mais.
Rosa conta toda a sua dedução sobre ter medo da Consciência e imaginar uma aparência de monstro por ter medo. O Consultor parece interessado demais na conversa. Enquanto ouve, ele sopesa dois grandes arquivos com as mãos e pousa na mesa. Pega uma caneta e começa a anotar.
—Cinza. Por que cinza?
—Não sei. Acho que combina com o lugar.
—E você consegue imaginar cores para seus 'monstros imaginários'?
—Era real, eu sentia isso. — Responde.
—Certo. Mais algum tem cor?
—Não conheci outros, mas às vezes penso que o Medo é amarelo, a vergonha é vermelha... — Ela para de falar.
—O que foi?
—Eu sou louca falando essas coisas?
—Considero sua mente um ótimo objeto de estudo. Está pronta para entendê-la?
—Minha mente é confusa demais. Suprimir a consciência, ter amizade com o medo. Entendê-la parece uma tarefa complicada.
O consultor levanta, sorrindo.
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