Notas iniciais
Sejam todos muito bem-vindos! Aqui eu começo uma nova história, que, espero ser do agrado de todos. Nosso complicado casal ira passar por poucas e boas nessa nova etapa que estão começando na vida á dois. Comentem, não vou morder ninguém aqui. Quero críticas, sejam elas construtivas, ou, negativas. Todas me ajudam a melhorar o que estou começando aqui. Tem dúvidas sobre a história e/ou personagens principais? Me perguntem que farei o possível para as esclarecer. Espero que se divirtam e gostem muito do que vem por ai. Uma ótima leitura! Ah, podem me chamar de... Miss Hawkingbird.

Toda história tem um começo, meio e, obviamente, fim. É claro que essa história também não seria diferente.

Para ser mais clara, como narradora oficial desta história, devo lembrar-lhes. Se procuram um conto de fadas onde a princesa casa com um belo príncipe que possui um lindo cavalo branco, sugiro que feche essa guia e esqueça que um dia pensou em começar a acompanhar essa história.

Mas, se você procura saber mais sobre uma história construída com idas e vindas; /MUITO/ Esforço; Dividas e mais dividas; Vida após a morte, e, entre outras tantas definições... Fiquei por aqui, e continue a apreciar essa história que está longe de ser concluída.

Era mais uma tarde no consultório da terapeuta especial da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, ou, S.H.I.E.L.D. , Mirana Morgenstern.

A morena vestia um vestido liso estampado com flores em cores alegres, até os joelhos, combinando com uma sapatilha amarela fechada simples a qual vestia nós pés. Em seu rosto predominava uma leve maquiagem, sem exageros. Seu cabelo preto, estava preso em um firme coque na lateral de sua cabeça.

Mirana levantou-se da cadeira a qual estava sentada, com uma prancheta de acrílico em mãos. Deu a volta em sua mesa, caminhando até a poltrona vermelha, poucos metros a frente de sua mesa, sentando-se na mesma.

Respirou fundo, passando o olhar pelos os dados do casal em sua prancheta, mais uma vez. É claro que pela ficha dos dois, já se era praticamente claro os porquês de eles possuírem tantos problemas a serem resolvidos, ou, para tentarem ser resolvidos.

— Nome: Clinton 'Clint' Francis Barton.

— Codinome: Gavião Arqueiro.

— Ocupação atual: Vingador.

— Idade: 33 anos.

— Características: Impaciente, rebelde, audacioso. Possui dificuldade de aceitar autoridades.

....

— Nome: Barbara 'Bobbi' Morse Barton.

— Codinome: Harpia. (Agente 19)

— Ocupação atual: Vingadora; Agente da S.H.I.E.L.D.

— Idade: 32 anos.

— Características: Competitiva, nutre certa rivalidade com Clint. Não gosta que seu marido fique tão preocupado com ela.

...

Mirana suspirou, colocando a prancheta sobre a mesinha de vidro ao seu lado e pegando a agenda que estava por ali. Cruzou a perna direita enquanto abria a agenda. Retirou a tampa da caneta, já pronta para começar suas anotações, quando...

— Então... Vai demorar muito aí? Eu tô com sono. — O loiro se pronunciou, inquieto. Clint estava sentado no sofá um pouco mais a frente de Mirana, juntamente com sua esposa.

— Clint! — Repreendeu Barbara, beliscando o braço do marido.

— AI! — Queixou-se em um murmurio, esfregando o braço direito com a mão. — Mas que diabos eu fiz agora, passarinho? — Perguntou, "inocente."

— Amor, hoje não... Por favor. — Implorava ao marido, o fitando de uma forma que sabia que o mesmo não iria resistir ao aceitar o pedido dela.

Mirana pigarreou, trazendo a atenção dos dois para si. — Está tudo bem. Tranquilos. É normal que estejam impacientes, ou, inseguros. — Falou em um tom de voz compreensível. — Principalmente se é a primeira vez que vão viver essa experiência que a terapia de casal proporciona.

Clint rolou os olhos com as palavras da terapeuta. O loiro ainda não havia entendido qual era a necessidade de tudo aquilo, afinal, para que dividir os problemas deles com outra pessoa, se cedo ou tarde, eles iriam se resolver por si próprios?! Para ele, tudo aquilo já estava sendo inútil. Um verdadeiro disperdi cio de tempo, e, dinheiro.

Bobbi apensas assentia com a cabeça, confiante. Para a loira aquilo seria uma boa experiência, que, com certeza iria ajudá-los em seus problemas, medos e a um entender o lado do outro. Entrelaçou sua mão com a de Clint, tentando passar alguma especie de confiança ao marido, que, estava mais interessado em observar o quão linda era a estampa das cortinas do lugar.

— Acho que devo concordar, doutora Morgenstern. Estava na hora de tomarmos alguma providência com certas situações... Criticas que nós temos. — Barbara reforçava as palavras de Mirana.

"Situações críticas."

O loiro repetia tal definição imitando a voz da esposa, debochado, em seus pensamentos.

— Acho ótimo que pense assim, Barbara. — Mirana sorriu para a loira de forma amigável. — Mas e você, Clint? — Mirana indagou, fitando-o. — Qual sua opinião sobre o ínscio desta nova fazer com a terapia, daqui para a frente...?

"... COMO É QUE É?!"

Seu subconsciente gritou. O corpo de Barbara congelou em uma fração de segundos. Aquela pergunta repentina de Mirana havia ativado seu alarme de desespero automaticamente.

"Quer saber mesmo o que eu acho dessa droga...? Desnecessário. Eu não quero isso. Sabe, eu poderia estar dormindo. Poderia estar fazendo qualquer coisa mais produtiva com a minha mulher do que ficar aqui falando sobre coisas que /EU/ não quero falar."

Barton sorriu fraco, encarando a morena a sua frente. — Legal... — Balançava a cabeça positivamente. — Vai ser boooom.... Bom pra nós. — Falava gesticulando com a mão que estava livre.

Era óbvio para a loira que seu marido havia acionado seu auto-controle. Afinal, Clint Barton não mudaria sua opinião sobre aquela situação do dia para a noite. Uma sensação de alívio percorreu o corpo da Sra. Barton ao ouvir as palavras duvidosas que haviam saído da boca do loiro, mas resolveu agir normalmente para não causar suspeitas na terapeuta.

Já Clint forçava o leve sorriso que esboçava em seu rosto, mas, no fundo ele sentia-se como vulcão, prestes a explodir. Não sabia de onde havia retirado tanto controle para não falar o que ele realmente queria dizer. Mas parte de si dizia que ele havia feito aquilo por sua mulher, só por ela.

— Vocês tem em mente que eu irei avaliar vocês por completo em cada uma de nossas secções, não? — Mirana perguntava tranquilamente, reforçando os critérios os quais ela avaliaria. — O jeito o qual agem; Manias; Como respondem minhas perguntas; Como agem conversando ou com o outro; Como levam as críticas que um tem sob as manias e toques em geral um do outro. — Explicava, já escrevendo algumas palavras sobre o que percebera dos dois, na agenda. — Então... Prontos para começarmos?