Terapia de Casal. - Hawkingbird.
2 — Primeira Seção. —
Notas iniciais
Anteriormente...
— Vocês tem em mente que eu irei avaliar vocês por completo em cada uma de nossas secções, não? — Mirana perguntava tranquilamente, reforçando os critérios os quais ela avaliaria. — O jeito o qual agem; Manias; Como respondem minhas perguntas; Como agem conversando ou com o outro; Como levam as críticas que um tem sob as manias e toques em geral um do outro. — Explicava, já escrevendo algumas palavras sobre o que percebera dos dois, na agenda. — Então... Prontos para começarmos?
Após a pergunta de Mirana, Barbara e Clinton apenas balançaram a cabeça positivamente em resposta.
A terapeuta sorriu de canto, logo jogando sua primeira pergunta naturalmente. — Primeiramente, como, quando e onde os dois se conheceram?
– Foi há uns onze, doze anos atrás. — Começou Bobbi. — Eu havia saído da S.H.I.E.L.D. e estava trabalhando por conta própria. Clint era chefe de segurança de um complexo suspeito por mim, na época. E foi "invadindo" e acidentalmente disparando o alarme do lugar, que o conheci. — Deu uma leve cotovelada no ombro do marido, pedindo para ele continuar a narrar a história.
O loiro controlou sua vontade de bufar em irritação, continuando a contar a história. — Eu tinha me afastado dos Vingadores por um tempo indeterminado, foi assim que virei chefe de segurança da Cross Tecnologias Industriais, e era a minha noite de folga....
A habilidosa e graciosa Harpia corria rapidamente, pegando impulso, para com o auxílio de uma corda especial adentrar no local no prédio da Cross Tecnologias Industriais, ou, o que aquele prédio aparentava ser.
Com uma rapidez indescritível, Barbara Morse adentrava no prédio pela janela. Tudo estava completamente escuro, e quando ela pousou no chão, às luzes acenderam, iluminando o local por completo. A não ser pelas caixas empilhadas que deixavam somente o local que Bobbi estava parada, sombreado.
A loira notara o tão conhecido Gavião Arqueiro dos Vingadores em parado com o arco e uma flecha apontados na direção a qual ela se encontrava.
Então ele finalmente se pronunciou. — Pode parar aí, amizade. A Cross não curte gente espreitando tarde da noite, e eu não curto gente que ferra minha noite de folga! — Afirmava pronto para disparar a flecha, se ele precisasse. — Agora, que tal vir pra luz bem devagar com suas mãos pra cima...?
Harpia ouvia todo o "discurso" dele quieta, faria o que lhe foi pedido, mas ela era mais esperta e tinha uma carta na manga. Andou para frente com os braços e mãos erguidos calmamente, assim como fora lhe pedido. — Escuta, panaca. Isto não é o que pensa. Não sou uma gatuna de segunda ou uma espiã industrial. — Explicou calmamente.
O Gavião preferiu uma risada pelo nariz, obviamente não havia acreditado naquela desconhecida mulher. — Ah, é? — Deixava a pergunta no ar.
Harpia não sorriu, ou, demonstrou qualquer mudança em suas expressões anteriores. Mas, por dentro ela sorria. — É. — Após proferir a pequena letra, moveu os braços para frente, retirando os bastões das mangas de seu uniforme magicamente, logo ia em direção ao Gavião.
Ao mesmo tempo que a viu lanças as diferentes armas atrás de si, disparava a flecha que havia preparado desde o inicio da invasão oficial da mulher no local. A flecha a qual ele dispara, chocou-se com um dos bastões da loira, caindo no chão. Enquanto o outro bastão, acertava o queixo do arqueiro em cheio, fazendo-o cair no chão.
Barbara deu algumas cambalhotas rápidas, recolhendo seus bastões do chão rapidamente. Logo a loira estava sentada em cima dele, impedindo-o de se mexer, ela colocou seus dois bastões "bloqueando" a garganta dele fazendo um "X". — Muito bem, camarada. É o Gavião Arqueiro, o Vingador, certo? — Fez a pergunta mesmo já tendo a certeza da resposta a qual receberia.
Como estava imobilizado por ela, Clinton não viu escolha a não ser responder as perguntas dela enquanto pensava em alguma maneira de escapar da mesma. — Certo, e quem seria você?
Ainda no mesmo lugar e sem se mexer, ela respondeu em um bom tom. — Me chamo Harpia, sou ex-agente da S.H.I.E.L.D. que virou combatente do crime freelancer. — Explicava a ele como uma professora, apesar da inusitada situação a qual acontecia ali. — Agora, se prometer se comportar, vou afastar meus bastões de batalha do seu pomo de Adão e te contar o por que estou aqui.
Logo ele respondia ironicamente. — Claro. — Em um movimento rápido, as mãos do arqueiro já seguravam os pulsos dela. Moveu-se para frente em uma fração de segundos, logo, as posições estavam invertidas. — Agora, estava dizendo...? — Sorria, convencido.
Bufou, xingava-se por sua própria falta de descuido. — Estava dizendo que meus contatos do submundo me trouxeram aqui pra Cross. — Continuava a explicação. — Componentes de algum tipo de dispositivo de controle mental em massa estão sendo fabricados aqui... Bem debaixo do nariz de um certo arqueiro ludibriado. — Falou irônica. Aproveitando a distração dele, moveu uma das pernas com força, chutando-o na barriga. Enfim havia conseguido o retirar de cima dela mesma. — É você, chuchu. — Levantou-se, assim que estava em pé, continuou. — Agora que já nos divertimos, que tal me mostrar o armazém dez? — Sugeria caminhando até ele, pronta para o ajudar a levantar. — Se minhas fontes provarem estar erradas, pedirei desculpas e seguirei o meu... O quê? As luzes...!
Logo vários agentes da seguranças do local os cercavam, o que obviamente surpreendera a Harpia. Logo o Gavião estava de pé, segurando os braços da tal loira chamada Harpia, nas costas da mesma impedindo-a de os mexer. Efetuando a oficial prisão dela.
– ... Depois disso, eu acabei dando o incentivo de ele ir investigar sobre os reais trabalhos da Cross. — Barbara terminava de concluir a história. — Logo depois que ele descobriu e conseguimos fugir e nos separamos, pensando seguir nossas vidas normalmente, mas problemas me fizeram voltar a procura-lo.
Mirana ouvia as palavras da loira a sua frente atentamente, enquanto escrevia algumas palavras em sua agenda. Estava pronta para perguntar o que acontecera e quais os motivos de ela ter voltado a ir atrás de Clint, mas seu relógio do telefone despertará, avisando que a seção já deveria ser concluída. — ... Infelizmente, nosso tempo esgotou. — Fala, esboçando um sorriso sincero. — Mas, espero ver os dois no mesmo horário semana que vem.
O Gavião só não soltava fogos por que não os tinha. Clint estava completamente aliviado pelo fato de aquela tortura finalmente ter tido um fim. Teria uma semana para preparar-se para a nova seção de tortura, assim como ele gostava de chamar. Finalmente ele esboçara um sorriso sincero pelo fato de que iria para casa dar atenção á sua mulher, seu cachorro e sua pupila. Mas, principalmente, beber um bom e clássico café preto preparado por ele mesmo.
A loira havia ficado fascinada com a forma rápida que tivera de se expressar já na primeira seção. Ela ainda cultivava a ideia de que aquilo seria uma ótima experiência para ambas as partes, bem contrária da verdadeira realidade. Parte de si esperava que Clint compreende-se essa nova oportunidade e logo partilhasse com ela o sentimento de um alívio diferente, assim como o qual ela sentira toda a seção.
Logo, Clint e Bobbi despediram-se de Mirana que os acompanhou até o elevador mantendo o sorriso no rosto. A terapeuta voltava para sua sala, voltando a afundar-se novamente em seu trabalho, que não parecia, mas era tão árduo quanto todos os outros.
Desabou em sua cadeira aconchegante de couro preto, finalmente deixando-se relaxar, ali sozinha. Suspirou, fitando a pilha de arquivos que teria para organizar depois. Girou a cadeira, dando de costas para sua mesa fitando a cidade pela janela. Esfregou uma das temporãs com uma das mãos, encolhendo os ombros. — Vai ser um longo caminho pela frente, Mirana, muito longo... — Afirmava para si mesma, observando o lindo por do sol que acontecia no momento em questão.
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