Por alguns segundos, o mundo parecia ter congelado, Sara olhou para ele, muito sem graça. De novo, eles se cruzaram, mas que diabos !

_Você vai ficar bem, Sara ?

_Claro, Simon. Olha, você precisa …. — ela parou de falar quando viu que não estava prestando a mínima atenção. Ele continuava encarando seu supervisor, que no momento dava a partida e saía devagar.

_O que foi, Simon ?

_Nada !

Ele voltou a atenção nela e tentou não deixar transparecer seu nervosismo.

_O que estava dizendo ?

_O que está acontecendo ? E não me diga que não é nada. — Quando ele respondeu ela quis não ter perguntado.

_Esse seu supervisor não gosta de mim … e eu também não gosto dele.

Sua voz emudeceu e a cor sumir de sua face, depois ele mudou de assunto.

_E então. o que você dizia ?

_Queria que você pensasse com carinho sobre a proposta, pense em sua carreira e em sua família, não se preocupe comigo. Sou o menor dos seus problemas.

Ele não respondeu, apenas tocou seu rosto com cuidado e beijou sua testa.

Um silêncio perturbador se instalou entre eles, minutos depois ele saía. Ela só o veria momentos antes da festa de sábado.

Não havia gostado daquele confronto. O que Grissom estava fazendo ? Encarando seu namorado como se ele fosse seu adversário em um ringue.

Ela se sentiu mal, quando teria sossego em sua vida ? Que droga !

E agora mais essa de Nova York, ia esperar a decisão dele e tomar a dela, o cerco parecia se fechar.

….......

Sara ligara para Amy, ela parecia realmente bem preocupada com ela.

_Meu pai precisa pensar bem, Sara ! Sei que é importante para ele e vai precisar arranjar tempo para vê -la. Tenho minhas dúvidas de que vá conseguir.

Amy era muito adulta para sua idade, ela tinha opinião própria, e sabia como nenhuma outra criança, lidar com problemas de adultos. Talvez tivera que crescer prematuramente, para lidar com os problemas da mãe. Mas parecia não sofrer com isso, ela era tranquila e Simon tivera sorte.

_Pedi a ele que tomasse uma decisão com tranquilidade.

_Nós vamos para onde ele for, ele sabe disso, já dissemos a ele, mas desde que tenha tempo para nós … e você !

_Não quero que ele se preocupe comigo, Amy !

_Ele gosta de você e seja como for, vovó disse a ele que vai sofrer se não souber fazer as coisas direito.

_Ele vai conseguir … eu sei !

_Espero.

Elas se despediram e Sara entrou em seu apartamento.

Nem bem fechou a porta sua campainha tocou.

_Cath !

_Posso falar com você ?

Ela se lembrou da conversa delas, sentiu seu coração falhar uma batida.

_Claro, entre !

_Você tem alguma coisa para beber ?

_Água, refrigerante diet, cerveja !

_Cerveja ! Acho que vou precisar.

Elas se sentaram no sofá.

Cath tomou um gole de sua cerveja, parecia com sede.

_Sara … eu preciso falar com você, ma não tenho certeza de como começar e nem do que tenho que dizer....

_Como assim ! O que aconteceu ?

_Eu falei com o Grissom !

_E … o que tem ele ?

Ela passou a mão pela testa, o que precisava dizer, talvez fizesse uma bagunça na cabeça dela, não sabia até que ponto eles estavam envolvidos, não sabia de verdade o que Sara sentia por ele, mas tinha que estar ali, tinha que fazer alguma coisa.

_Você ama seu namorado ?

_O que isso tem a ver ?

_Tudo !

_Bem … eu gosto dele.

_Mas e amor ?

_Vamos fazer o seguinte me diz logo o que tem para dizer, sem rodeios, está me deixando nervosa.

_Não é fácil, por isso preciso saber sobre o … como é mesmo o nome dele ?

_Simon.

_E então ?

_Eu nem sei se vai dar certo Cath, talvez precise se mudar …

_Você o ama ? — ela insistiu.

_Não !