Tentativas !
24 Aprendeu a saber o que fazer, Grissom ?
_Não ?
_Cath … olha, não me leve a mal, mas não me sinto bem … com esse assunto.
_Você está certa eu … queria ajudar mas … não posso me meter em suas vidas.
_Desculpe …
_Tudo bem, mas posso ao menos te dizer uma coisa ?
_Sim … vá em frente.
_Acho que vocês dois estão perdendo tempo.
_Eu é quem … perdi meu tempo, esperando por ele !
Cath se surpreendeu com aquela resposta, não sabia exatamente a profundidade do relacionamento deles, se é que houve … algum dia.
Ela se levantou.
_Tenho que ir … olha sei que me disse para não me meter, mas se precisar ….
_Obrigada … sou eu quem tenho que resolver isso.
Elas se despediram e Sara foi tomar um banho, precisava descansar.
…........
Durante os dias que se seguiram ela começou a perceber que ele parecia querer falar alguma coisa com ela, mas sempre desistia.
Ficaram poucos momentos a sós, mas ele continuava a encará – la. Ela temia que a qualquer momento alguém acabasse notando.
Parou de olhar para ele, mas ainda assim sentia seus olhos.
Grissom tentou de toda maneira levar a sua vida, mas não estava conseguindo, havia rejeitado o convite de Sofia para jantar e se trancafiava em sua sala, quando não estava às voltas com as evidências dos casos.
Ele sentia que Sara estava a cada dia mais distante.
Em certos momentos tinha uma vontade louca de falar com ela, mas acabava desistindo.
Diria o que ? Que precisava dela ? Que não suportava mais imaginar ela com seu namorado ? Que estava arrependido e queria uma chance ?
Com certeza ela o enxotaria para longe dela, e acabaria se afastando cada vez mais.
Havia se rendido à derrota, mas não conseguia fazer seu coração entender.
Simon ligara para ela algumas vezes, parecia muito preocupado, e ela percebera uma certa tristeza na voz dele.
Evitavam falar sobre decisões, conversavam alguns minutos e logo ele desligava.
Ela conversara com Amy no meio da semana. Estava eufórica por ter ganhado um gatinho, que sua avó resolveu chamar de Kim.
Sara se sentiu tão estranha pensando em como se sentia bem com a família dele. Será que daria certo, se encontrarem esporadicamente, se ele decidisse mesmo ir embora ?
Já não tinha certeza de nada. Sentiria falta dele, mas lidaria bem a situação. O que mais a entristecia era a família que aprendera a gostar.
Ela tinha que ser honesta consigo mesma.
Preferia que ele fosse para NovaYork, não queria ser a responsável por ele permanecer na cidade e perder a chance de sua vida.
E se ela fosse o motivo para que ele ficasse, ela teria que abrir o jogo e lhe dizer a verdade. Ela não o amava !
….......
Grissom estava de pé em sua sala com o pensamento longe, esperando que ela lhe trouxesse o relatório de seu caso, depois iria para casa, sozinho, como sempre !
Quando ouviu um toque na porta, se virou e seu coração quase parou. Ela estava linda com um rabo de cavalo, camiseta preta cavada, havia tomado banho, pois estivera em um caso em uma mina abandonada.
_Entre.
_Meus relatórios …
De repente tomado por uma coragem que não sabia de onde viera ele pediu com delicadeza.
_Não quer se sentar ?
_Sentar ? O que foi ? Quer falar comigo ?
Ele arqueou suas sobrancelhas.
_Você está bem ?
_Estou ótima.
Ela obedeceu quando ele apontou a cadeira à sua frente.
_Foi um trabalho sujo ? — Ele sorriu levemente.
_Já tomei banho, mas ainda tenho a sensação que estou imunda.
Ele inalou profundamente. Não havia nada mais delicioso que o cheiro dela.
_Você fez um bom trabalho !
_Obrigada. Eu … acho que já vou …
_Espere …
Alguém estava à porta e eles se viraram ao mesmo tempo.
_Sofia ? O que foi ?
_Eu só queria confirmar se está tudo certo para amanhã ?
_Sim.
_Às oito ?
_Tudo bem.
Sofia saiu sorridente e ele voltou seu olhar para ela. Estava triste.
Ela se levantou e passou por ele de cabeça baixa.
_Você já vai ?
_Sim … já vi o suficiente. — Ela confessou, com sinceridade.
_Ela pediu para acompanhá – la … amanhã.
_Aprendeu a saber o que fazer, Grissom ? Parabéns !
E se foi, deixando – o mais arrasado do que já estava.
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