Tentativas !

18 Pequeno confronto !


As coisas não estavam indo bem.

Primeiro ela tivera a desfaçatez de pensar em um homem enquanto estivera com outro. Depois permitiu que este mesmo homem se apossasse de sua alma, quando na realidade jamais admitiria a possibilidade de uma traição !!!

Quando começara a deixar que sua vida virasse de cabeça para baixo ?

Quando começara a deixar cair por terra todos os seus conceitos de honestidade e sensatez ?

Afinal, era uma mulher adulta, e não uma adolescente inconsequente e sem o mínimo juízo.

Assumia sua culpa, estava se sentindo mundana e irresponsável. Deus, precisava pensar, precisava limpar aquela sujeira que manchara sua vida pessoal.

Era inadmissível e assustador !

Ele não era o único homem na face da terra, qual era o problema com ela ?

Como pudera fracassar na tarefa de se dar uma chance de ser feliz ?

Tinha nas mãos o homem com todos os adjetivos que poderia esperar de alguém, e ela simplesmente o empurrava para o lixo, por causa de outro que … talvez nem se importasse com ela ? Onde estava sua integridade ? Que resposta estava dando a Simon ?

Droga !

Esta se enveredando pelos caminhos da insanidade, como se não houvesse consequências.

Estava se maldizendo, parecia sem controle, sufocada e perdida. Mais uma vez !

Tinha que dar um fim naquilo tudo, resolver a situação, antes que as coisas piorassem.

Ir embora talvez não fosse a solução mais centrada, fugir não era o correto … tinha que enfrentar … de frente. Onde quer que se escondesse, o problema estaria lá, com ela, a assombrando.

Se bem que, não vê – lo nunca mais parecesse uma ideia tentadora e providencial.

Mas em meio a tudo isso tinha uma coisa que a intrigava.

Grissom era um homem íntegro, com uma certa arrogância, era bem verdade, mas agir daquela maneira não fazia parte de seus hábitos.

O que dera nele, que o fez sair de seu pedestal, da solidão de seu mundo misterioso e se infiltrar no, agora confuso, mundo dela ?

Com os olhos turvos, ela redobrou a atenção no volante, dirigindo com muito cuidado. Minutos depois, estacionava em sua vaga na garagem.

Assim que seus olhos pousaram no corredor de acesso ao seu apartamento, visualizou um homem. Grande. O mesmo que tomava suas aflições. O mesmo que fizera seu mundo virar um inferno em segundos !

_Grissom ! O que faz aqui ?

Ele lhe mostrou seu telefone e ela levantou suas sobrancelhas. Os olhos vermelhos.

_Estava chorando ?

_O que você acha ?

_Nós … podemos conversar ?

Nem mesmo ele sabia o que diria a ela, parecia tão arrasada quanto ele.

_Sinceramente não !

_Por favor … eu … preciso falar alguma coisa … qualquer coisa que … me faça entender … porque fiz isso. Eu … perdi a cabeça !

Ela girou a chave e empurrou a porta como se pesasse uma tonelada. Estava sem forças e com um ligeiro mal estar.

_Entre, não podemos conversar … no corredor.

Eles e sentou no sofá, enquanto ela foi até a cozinha, encheu um copo com água, e engoliu três comprimidos para dor de cabeça de uma vez !

O aparelho na mão dele começou a vibrar e segundos depois, tocar uma música de Jimmi Hendrix.

Ela gostava de Jimmi Hendrix ?

Ele entregou o telefone a ela.

_Sara !

_Oi querida !

_Oi Simon – ela olhou pra Grissom !

_Onde está ?

_Em casa, acabei de chegar.

Sua voz estava carregada e fungava ligeiramente.

_Você está bem ?

_Sim, apenas com um pouco de dor de cabeça … vou tomar um banho e tentar dormir um pouco.

_Sua voz … me parece estranha …

_Está tudo bem … de verdade. — Enquanto falava, se jogou no sofá. Estava exausta.

_É … eu queria te dizer que … contratei uma auxiliar, sei que gostaria de saber.

_Fico feliz de saber … já não era sem tempo.

Grissom batia os dedos uns nos outros e balançava a perna, nervosamente.

_Agora descanse, meu amor. Nos falamos mais tarde.

_Ok.

_Se cuide. Beijo !

_Pode deixar. Outro pra você.

Ela esfregou a testa e o encarou.

_O que tem para me dizer ?

_Estou … me sentindo muito mal … sei que não deveria ter feito o que fiz.

_Agora está feito.

_Não sei o que fazer para consertar isso.

_Sei que a culpa também foi minha, mas poderia me dizer pelo menos, por que ?

Ele abaixou a cabeça, ela merecia uma explicação, e que fosse convincente. Ttinha a resposta … mas como dizer ?

_Grissom ! Você está aí ?

_Sim … mas não gostaria de estar. — Ele esfregou o rosto, sentindo os pelos ásperos agredir sua mão.

_Estou esperando …

Seu estômago doía, se lembrou que havia ingerido café demais e não se alimentado direito. Os comprimidos queimavam feito brasa. E sua cabeça parecia piorar. Instintivamente levou as mãos à barriga, depois passou uma delas na testa. Estava suando frio.

_Sara … você está bem ? Parece pálida.

Ela tombou a cabeça para trás e tremia muito.

_Acho que … não me sinto … muito bem !

Seus sentidos foram sumindo devagar, a voz dele parecia distante, cada vez mais.

_Sara !