Tentativas !
19 Esclarecimentos
Ele levantou seu corpo e a fez colocar a cabeça entre as pernas para recuperar seus sentidos. Estava desesperado.
_Sara, está me ouvindo ?
_Hum …
_Consegue me dizer o que está sentindo ?
_Minha cabeça … dói … estou sentindo … náuseas.
Um desespero maior ainda tomou conta dele, poderia ser … gravidez ?
Não !
Aquilo não ! Aquela dúvida fez seu coração se dilacerar, como se tivesse recebido golpes de um punhal. Talvez fosse por isso que … se casaria ? Quase perdeu sua forças, mas precisava ajudá – la.
_Grissom .. eu .. acho que ..
Ele apertou os olhos, ela ia dizer a ele !
_O que foi … quer que chame um médico ? Não ! Melhor levá -la ao hospital ! — Ele não queria ouvir.
Ela ainda mantinha a cabeça entre as pernas.
_Não precisa. Tomei café demais hoje e .. ainda estou sem comer …
_Qual foi a sua última refeição ?
_De manhã !
_Por Deus, Sara …. não pode estar falando sério …
_Tomei três comprimidos para dor de cabeça ..
_Três ??? Quer se matar ?
Ela precisava comer alguma coisa, urgente. O estômago vazio potencializara o efeito negativo dos comprimidos.
_Fique aí, vou preparar alguma coisa para você.
Ela não respondeu. Se sentia fraca, quase sem forças.
Ele encheu uma chaleira com água e colocou no fogo, vasculhou os potes em cima do balcão de mármore e encontrou alguns saquinhos de chá. Menta e hortelã. Perfeito !
Depois, conseguiu duas fatias de pão integral que estavam dentro da geladeira, e os encaixou na torradeira. Voltou para a sala.
Arrumou algumas almofadas e a encostou de lado.
_Fique nesta posição, vai ajudar a melhorar as náuseas.
Ela obedeceu, muito quieta.
Ele passou as mãos pelo cabelo, e ficou olhando o anel no dedo dela. Quanta tristeza estava sentindo !
A chaleira apitou e ele foi concluir sua tarefa.
Encheu uma generosa xícara com o líquido fumegante, deslizou um fio de mel em cada torrada, picou um quarto de uma maçã e de uma pera, ajeitando tudo em uma bandeja.
Se sentou ao lado dela e acomodou os preparativos em seu próprio colo.
_Coma querida, faz se sentir melhor.
_Não me chame de querida !
_Desculpe. — Ele tinha uma voz calma e bastante controlada, mas na verdade estava prestes a ter um colapso ! Tremia muito. Ela percebeu.
_Você está tremendo ?
_Quem eu ?
Ela olhou ao redor.
_A não ser que esteja falando com as paredes ...
_Confesso que estou um pouco preocupado ... você me assustou um bocado.
Ela deu de ombros, ele estava li por vontade própria, poderia devolver seu telefone no laboratório.
_E então ... vai comer ou não ?
Ela engoliu uma boa quantidade de chá, depois comeu as torradas e as frutas, finalizando com um último gole da bebida saborosa. Tinha feito uma mistura bem agradável para seu estômago.
_O que tem aqui ?
_Menta americana e hortelã.
_Ficou muito bom.
_Está se sentindo melhor ?
_Bem melhor .. — ela se virou para ele, os olhos cheios de agradecimento. _Muito obrigada, Grissom, você foi muito gentil.
_Não me agradeça … ainda me sinto um monstro ! — Ele empurrou alguns farelos para o canto da bandeja, parecia bem deslocado.
Ela tirou a peça de seu colo e depositou na mesa de centro, se virando de novo para ele.
_Você parece muito preocupado mesmo ! Me sinto muito bem, agora, graças a você.
_Isso me conforta.
Ele apertou os lábios, tomou coragem e disparou.
_Pensei que … estivesse grávida !
_Oh ... — ela ficou surpresa !
_Mas vocês dois ... — "Grissom, você é um imbecil !". Quando viu já havia falado.
Ela olhou por cima da cabeça dele, taçlvez tentando encontrar uma boa resposta, resolveu se divertir ...
_Nós dois ..? O quê ?
Ele não respondeu.
_Grissom ?
_Por favor ... delete o que eu disse.
_Só me responda ... não está gravida, está ? — Se era para saber, que soubessse logo.
_Não ! Tenho certeza que não.
Uma esperança surgiu em seu coração. Talvez eles nem tivessem dormido juntos ... até ela completar.
_Ele usa preservativo. — A cara que ele fez a ela foi imapagável. Ela notou que queria ferí — lo, estava cínica e um pouco impaciente !
Ele desconversou.
_Afinal, você vai se casar … e …
Ela decidiu acabar com aquilo de uma vez.
_Mas quem disse isso ? Se vou me casar, não estou sabendo … alguém precisa me avisar, afinal, tenho que começar os preparativos.
_E … o anel ?
Ela mirou a joia em seu dedo.
_Não é um anel de noivado !
"….......
Arrumando seu apartamento, na tentativa de ocupar sua cabeça, ela encontrou um velho anel, que pertencera à sua avó.
Quando bem criança, costumava vestir as roupas e sapatos da mãe e alguns penduricalhos.
Sua avó, gostava de vê -la pela casa se equilibrando nos saltos.
Ela brincava de ser uma rainha poderosa, fazia coroas e coroas de cartolina, e o seu súdito, costumeiramente um cão que tivera de nome Baloo. O pobre animal tinha que se render a ela. O cachorro geralmente puxava suas roupas e as arrastava para o quintal. Nunca obedecia. Ela chorava e a avó sempre lhe emprestava as joias para que ela pudesse se acalmar. Ela adorava aquele anel. Quando sua avó morreu ela o escondeu por muitos anos. Nem a sua mãe sabia que aquela joia existia. Somente ela.
Ela o experimentou e serviu como uma luva. Sentiu saudade da avó e para falar a mais pura verdade, aquela joia era sua única ligação com o que poderia chamar de “sua família”.
Decidiu que não o tiraria mais do dedo.
…....... "
Ele suspirou. Parecia aliviado por dois motivos. Todos criados pela sua imaginação.
_Era da minha avó, apenas resolvi usá – lo, foi uma coincidência, fazer isso, no mesmo memento em que … tenho um namorado.
As últimas palavras saíram como um sussurro.
_Eu vi … todos a abraçando no laboratório … então pensei …
Ela riu ! Em meio à tanta amargura, ela conseguiu rir.
_Que confusão nessa sua cabeça, hein Grissom ! Contei a eles que vou estar de carro novo, ganhei em um sorteio … cupons de supermercado. Nem me lembrava mais deles.
_Não imagina como me … — “ ...senti ! Calado seu idiota !”
_Como o quê ?
_Como é bom saber que está melhor !
O silêncio tomou conta do ambiente. Nenhum dos dois parecia saber de verdade o que dizer.
Grissom esfregava as mãos nas coxas e ela olhava em algum ponto inexistente no fundo da sala.
_Sara …
_Grissom …
Os dois conseguiram falar juntos.
_Por favor … você primeiro !
_Queria me desculpar … e … dizer que sinto muito.
_Você sente ? Como acha que estou me sentindo ? Um lixo. Tem ideia do que fiz com Simon ?
_Você o ama ?
Ela se virou para ele.
_Já me perguntou isso.
_E você não me respondeu.
_Não posso responder enquanto não souber qual o seu interesse nisso.
_Ou você ama ou não !
_Ou você responde ou … nada feito !
Gato e rato !
_Talvez devesse saber que … me preocupo com você ! Afinal faz parte da minha equipe.
_Ah .. então éi por isso ! — Ela estava decepcionada, mas deveria ter previsto.
_Bem … nesse caso .. acho que devo dizer que ... estou vivendo bem … e que a ideia do casamento talvez não seja de toda má.
“Diga que a ama, seu miserável !”
_Não !
Aquela negativa soou bem mais alto do que gostaria.
_Não o quê ?
Por fim, ele era mesmo um covarde, um mesquinho e grandessíssimo covarde !
_Foi um impulso, não vai mais acontecer !
Ela engoliu aquilo como uma bola flamejante de fogo ! Ainda precisava conservar sua dignidade.
_Se é assim, vamos esquecer isso e retomar nossas vidas. Obrigada por tudo que fez por mim agora há pouco ... se não se importar … – ela apontou a saída _ … preciso descansar !
Ele se levantou e com um aceno de cabeça, se foi.
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