Tennensi Reformatory
3 Sinaleira dos infernos
Notas iniciais
#chateada.
Nesse capitulo vocês vão conhecer um pouquinho mais do Adam... não se decepcionem, e para algumas eu peço que fechem as portas porque não quero que nem uma mãe interne a filha no manicômio porque pegou ela rindo com o computador em casa u.u (porque a minha mãe faltou pouco para fazer isso ;/)
-Ponto de Vista Adam Calliel.
Faltavam três dias para o início do ano letivo, meu padrinho teve a cara de pau de me reprovar pela segunda vez no segundo ano. Preciso dizer que minha família não me ama?
Eu estava correndo pelo campus do reformatório em direção aos ginásios, obviamente eu não estaria atrasado se aquela garota...-Annabel ou Annabeth não sei, elas são iguais- não fosse tão lerda com o “serviço”, definitivamente sua irmã tinha muito mais talento quando o assunto era prazer e velocidade. Mais como eu sempre digo, mulher é igual a papel, diversas utilidades, pode se reciclar algumas vezes, porem a alguns tipos que é exatamente igual a papel higiênico, usa e joga fora.
Em meio aos meus devaneios senti quando meu corpo se chocou com algo nada macio, e logo depois foi ao chão levando uma coisa vermelha e a proposito extremamente barulhenta, junto comigo. Era uma garota. Primeiro notei em seus cabelos vermelhos porem a raiz castanha entregava a cor falsa, depois reparei em seus olhos castanho claro faltando muito pouco para se tornarem verde, mais não pude deixar de perceber um tom avermelhado em volta de suas pálpebras, talvez estivesse chorando. Sua pele era branca, e seus lábios pequenos porem convidativos, percebi um alargador de número 4 ou 5 em sua orelha esquerda, e uma tatuagem de três estrelas em seu ombro, e o resto... Então me caiu a ficha eu não podia saber o resto, porque ainda estava em cima dela.
Me levantei rápido e ela murmurou alguma coisa que não pude entender, dei uma última olhada para seu corpo pequeno no chão e depois olhei de volta para seu rosto.
- Ei garota olha por onde anda. – Disse com uma voz indiferente.
- Você caiu por cima de mim, nada disso teria acontecido se você prestasse atenção por onde anda. – Ela se levantou me olhando com, repulsa (?) Acho que ela nem se quer deu o trabalho de me estudar com os olhos. Talvez ela não tivesse percebido que coma penas um dedo eu podia arremessa-la muito próxima a lua
-Se eu fosse você não se arriscaria a usar esse tom comigo. –Disse á ele
- Então eu agradeço por não ser, porque você merece muito mais que um tom de voz alterado. — Respondeu
- Você não sabe com quem está brincando garota. – Ela me deu um sorriso sínico e de forma intrigante não parecia se importar com a minha ameaça
- E você não faz ideia de quem está brincando com você. – Tremi. Quem ela pensa que é para me afrontar desse jeito, uma novata provavelmente. Ela me deu as costas com um ar superior em quanto desamassava a roupa que vestia, mais eu não á deixei ir em bora, não depois disse que ela me acaba de fazer. Segurei ela firme pelo braço e a puxei, ouve um gemido da parte dela, talvez eu a estivesse segurando forte demais, mas ela deveria ter pensado nas consequências antes de vir me enfrentar. Seus olhos colidiram com os meus, e acho que notei um brilho de desespero nos olhos dela que passaram de castanho claro para quase negros. Fiquei sem ação.
- Adam para de enrolar o pessoal tá te esperando. – A voz de Ethan surgiu a pelo menos 20 metros atrás da sombra da ruiva, olhei para ele, para ela, e apenas a empurrei para traz. Talvez ela não esperasse meu movimento, ou eu tenha sido covarde o suficiente para jogar a garota no chão, mais não pediria desculpas por isso, ela quem cruzou meu caminho, ela quem me afrontou, ela quem pede desculpas, são as regras. Minhas regras.
Caminhei impaciente na direção de Ethan.
- Adam a cada dia me surpreendo mais com a sua delicadeza com as mulheres, não sei como elas ainda tem a capacidade de ir atrás de você como um bando de vira-latas no cio. – Ri com a expressão dele, Ethan era meu irmão ou pelo menos quase isso. Era o filho do meu padrasto e estava nesse lugar a quase dois anos, mais ao contrário de mim ele tinha diversos motivos para estar aqui, já eu vim parar aqui por causa do maldito do pai dele que a todo o custo conseguiu fazer a cabeça da minha contra mim, ela me expulsou de casa e como o dono dessa espelunca é meu padrinho, ele não tinha como negar um abrigo.
- Você sabe quem é ela? – Perguntei virando de leve a cabeça pra traz mais a garota não estava mais lá. Ethan de alguma forma sempre sabia quem entrava e saia desse lugar.
- Ela não estava cadastrada nos sistemas da Tennensi antes de quinta feira, não sei absolutamente nada sobre ela. – Ele fez cara de pensativo. – Pensando bem eu sei. Ela é gostosa. – Rimos.
- E se fossemos faze uma visitinha a sala do meu padrinho?
- Ele não vai estar lá, tá preparando as coisas para a reunião com o pessoal, para a distribuição das turmas, lembra? E se você esqueceu tem um time de basquete inteiro –ou quase. — esperando pelo capitão no ginásio!
- Por isso mesmo, a sala está aberta e sozinha, e conhecendo a desorganização de meu padrinho as novas fichas dos últimos a darem entrada no reformatório devem estar todas jogadas pela mesa. Não deve ser difícil achar a ficha de alguém que tem uma sinaleira na cabeça. – Ele pareceu um pouco dividido.
- E o time?
- Depois falo com eles, digo que tive um imprevisto. – Ele deu de ombros.
Como previsto a sala estava abertas, as fichas jogas pela mesa e não avia ninguém por lá. Eu e Ethan começamos a revistar todos os papeis.
- Porque mesmo ficou tão interessado na ruivinha? – Dei de ombros.
- Preciso saber o nome dela pra pôr na minha lista negra. –Ele riu.
- Lista negra é? Achei que ia para a sua lista de “pessoas que tenho que comer antes do sol se pôr”.
- Não Ethan, nessa lista só a vaga para um nome. – Disse com uma voz tentando soar como um gay. – Ethan Owen. – Ele riu.
- Óh, me sinto tão grato achei que nunca ia ter a oportunidade de “fazer amor” com você Calliel... – Ele entrou na brincadeira passando-se por gay. – E descobrir como deve ser broxante. – Ele voltou ao seu tom de voz normal e começamos a rir. – ACHEI! – Ele gritou e eu me assustei, ele segurava algumas folhas de papel presas a um clips e eu as puxei de sua mão.
De cara vi uma foto 3x4 da sinaleira ambulante emburrada, de cenho franzido e braços cruzados. Comecei a analisar os papeis.
- Natascha Zoe McSider, nascida em 1 de abriu de 1995.
- Fala sério, ela nasceu no dia da mentira? – Ignorei o comentário.
- Matriculada no reformatório devido a uma ficha criminal. – li detalhadamente cada ponto e inutilmente comecei a gargalhar com alguns itens.
- O que tem de tão engraçado?
- Ela já foi presa por roubar a peruca de um policial e sair com ela pelas ruas de Boston, Foi expulsa da escola porque foi pega em situações constrangedoras com um professor e quatro de suas passagens pela delegacia foram por ter roubado papelão de um mendigo. – Ethan arregalou os olhos.
- Quem é jogado no reformatório por causa de uma coisa dessas? Achei que pra cá vinham apenas projetos de saqueadores, estupradores, assassinos e... Filhinhos de colarinho branco que foram expulsos de casa por causa do padrasto. –Ethan odiava o pai tanto quanto eu. Ele me lançou um olhar de deboche e eu lhe respondi com o dedo médio.
- Tem mais coisa aqui, ela já tem 117 noites em uma delegacia apenas em um semestre. Deve ser o tipo de adolescente revoltada com a vida.
- E com você também. – Ele acrescentou. – Principalmente depois de ter sido arremessada duas vezes ao chão por sua causa. – Dei de ombros.
- Nada além do que eu já esperava – disse jogando a ficha dela de volta na mesa. – Não dou dois dias para ela estar fazendo juras de amor pra mim. – Ethan me olhou desconfiado.
- Se eu fosse você não colocaria tanta fé nisso. Do jeito que ela te enfrentou acho que ela deixou meu obvio que você não é o tipo dela ou...
- Ou...?
- Ela pode ser lésbica.
- Opção sexual feminina não é um problema pra mim... você sabe elas não resistem! – Ele riu.
- Os do tipo Dexter também não. – Ele passou de risos maliciosos para gargalhadas de deboche.
- Cara não enche, eu estava bêbado. E o cara veio pra cima de mim. – Ethan deu de ombros.
- De qualquer forma rolou um beijo e isso não se pode negar.
- Porque ele me agarrou, o que você queria que eu fizesse desse um soco no cara? Ele é gay e no mínimo me processaria de homofobia.
- Você podia ter empurrado o cara. Do mesmo jeito que empurrou a ruivinha.
- Mas eu empurrei – Me defendi. – Só não sabia que ele me levaria pro chão junto com ele... E porque estamos falando disso mesmo? Esse é um dia para ser excluído do calendário.
[...]
- Será que de onde você saiu tem mais uma? – Eu estava no último andar dos dormitórios, a maior parte do pessoal estava na reunião para distribuição das salas, eu não precisava disso, as regras de meu padrinho eram “você tem ao menos que responder as chamadas em uma das salas e ficar com a bunda em uma cadeira em quanto o professor fala, o resto fica por sua conta”. Então eu nunca tive uma sala fixa, geralmente eu escolhia as que tinham menos aulas chatas no dia, ou a que tinha algum amigo para acabar com a vontade de viver dos professores. E no caso da Mellany – a loirinha gostosa que estava comigo, pra ser exato em cima de mim. – Depois eu ia falar com a Amber e ela arranjava um jeito de encaixar ela na turma e no grupo de animadores de torcida. Já que no quarto dos alunos tinham câmeras e na cabine dos professores também – Sim eu dormia em uma cabine de professores, que ao contrário do cubículo que você está imaginando, era pelo menos 3 vezes maior do que o quarto de um aluno qualquer. Tinha dois quartos (um eu avia cedido ao Ethan) dois banheiros (no meu quarto e outro social) uma sala e uma cozinha. – Nós tínhamos pontos estratégicos, para esse tipo de atividade no reformatório. E como todos os alunos estava do lado de fora, eu não teria com o que me preocupar.
- Não. – Ela me respondeu sorrindo e seguindo com os movimentos que fazia. – Mais de onde isso saiu... – Ela acelerou e diminuiu os movimentos me fazendo chegar ao ápice. – Pode sair muito mais. – Ela sorriu de forma provocante e deitou-se no chão ao meu lado encarando o escuro.
- É difícil as garotas que experimentam a isso aqui – Passei a mão dela pelo meu peito. – Duas vezes. – Bom essa seria a provável hora que começaríamos a discutir, e trocar palavras de baixo nível pelo simples fato de ela estar se sentindo rejeitada. Mas ao contrário do que eu esperava ela apenas riu e passou as unhas de leve no meu peito.
- Eu falei a você que de onde saiu isso. – Dessa vez foi a vez dela fazer minha mão deslizar por seu corpo. – Pode sair coisas muito mais prazerosas. – Ela se elevou por cima de meu corpo e eu senti a pele de meu pescoço sendo sugada. – Mas não falei que essas coisas era pra você. – Tanto eu quanto ela rimos. Se não estivesse tão cansado teria começado um escândalo por ter sido “rejeitado” pela segunda vez no dia. Mas ao invés disso preferi apenas me recompor. – Erguendo minhas calça que estava em meias pernas. –e me aconchegando no assoalho frio. Aliás quem se importa com a temperatura baixa de um chão quando se tem as veias do corpo carregadas de sangue acima dos 100cº
[...]
Aaah, maldita seja essa ruiva do capeta, desgraçada, demoníaca! Que parece ter 100 quilos a mais que eu, e que graças a sua delicadeza de avestruz acabou de cair com tudo em cima de mim. E ainda quer me dar sermões. Minha sorte é que Mellany já não estava mais lá.
- Criança! – berrei depois de uma série de frases meigas que trocamos. Sentem a ironia? Acho que ela me responderia mais Ethan abriu a porta acompanhado de Amber, Mason, Michael e Rebecca.
- Ã... – Amber olhou para mim e depois para a sinaleira. – Estamos interrompendo alguma coisa.
- Nã... – Ia responde mais a sinaleira intrometida me cortou, em quanto caminhava em direção a um sofá empoeirado que avia por lá.
- Sim! –Ela falou alto, nós todos encaramos a ela, e ala fixou um olhar frio em minha direção. – A terceira guerra mundial. – Michael soltou um assobio, e todos os outros riram, apenas eu que não vi graça na piada? – Eles entraram na sala e fecharam a porta.
- E qual o motivo da guerra ruivinha? – Mason se arriscou em falar com a sinaleira. – Transou com o garanhão ali, e acaba de ser desiludida? – Ela revirou os olhos.
- Autorizo você a me matar o dia que isso acontecer. – Olhei pra ela de forma ríspida e os outros pareciam se divertir.
-Finalmente alguma garota que concorda com a minha ideia de que fora o orgulho não a nada de tão fora do comum em Adam. – Amber falou.
- Ei eu também concordo com isso. – Rebecca falou.
- É mais eu costumo contar apenas com as pessoas que ainda não foram pra cama com ele, Becca. – Ela faz cara de ofendida.
- Eu não fui pra cama com o Adam, foram apenas preliminares. – Os garotos riam em quanto as outras faziam careta.
- Certo, dá pra pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui? – Eles me olharam e ficaram e silencio. Michael se sentou ao lado da sinaleira e passou os braços pelos ombros dela.
- E então ruivinha, qual seu nome? – Faltou pouquíssimo pra ele arrancar a orelha da sinaleira fora. Ela riu maliciosa e sussurrou algo no ouvido de Michael. Com o sorriso sacana que ele deu, não tive mais dúvidas de que ela era realmente apenas mais uma das piranhas que entram e saem nesse lugar. – isso tudo? – Michael respondeu ao sussurro dela usando um tom de voz normal, permitindo a todos nós ouvirmos. – Me prove apenas o começo e eu posso pensar no seu caso. – Ele continuava com aquela cara de maníaco sexual, e ela com o mesmo sorriso em seus lábios.
A sinaleira se levantou e puxou Michael pela mão, o sorriso dele faltava pouco para mostrar os dente incisivos. Eles pararam entre a porta e interruptor de luz, a sinaleira posicionou a mão no peito de Michael e o empurrou pressionando-o de forma sexy na porta, todos nós olhávamos boquiabertos para eles, a sinaleira passou de ruiva pirralha para extremamente sexy em questão de segundos, e os olhos de Michael reluziam desejo. A sinaleira levou a mão ao interruptor e apagou a luz.
- AH cara, que nojo, nós estamos aqui, eu não quero presenciar esse momento. – Rebecca falou. E em resposta tivemos um som bem distinto do que não era de forma alguma um som prazeroso, ouvimos o barulho de o que parecia uma cabeça batendo contra a porta de madeira e um corpo escorregando pro chão. Ethan correu para o interruptor ver o que os dois malucos tinham acabado de fazer, e nos deparamos com uma cena completamente... inesperada (?).
- Eu. Não. Acredito. – Disse boquiaberto.
Michael tinha o nariz sagrando e estava deitado no chão com a mão tentando estancar o sangramento e os olhos bem arregalados encarando a sinaleira.
- Isso é “apenas o começo”. Tente encostar sua patinha fedorenta em mim outra vez e essa boca na minha orelha, que a parte do “eu te faço nunca mais ter a chance de ter filhos” se concretizar também... entendido? – Ele balançou a cabeça para cima e para baixo excessivas vezes, de forma rápida.
De onde essa menina veio? De marte? Não já sei.... Do inferno?
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