Tennensi Reformatory

2 Sentença de morte


Notas iniciais
20 comentarios só com o prologo e uma recomendação? Aaaah cês tão merecendo uma mordida :3

Maah eu juro que vou entrar no Pc e te morder menina... muito muito obrigado por ter recomendado viu?

Eu juro que teria chegado inteira, juro que não teria acontecido nada de ruim comigo até a chegada no dormitório. Mas claro que quando se trata de Natascha Zoe, alguma coisa sempre vai dar errado. E foi nesse instante que eu senti um amontoado de carne, ossos e músculos caindo sobre mim, e me mostrando mais uma vez como e desconfortável abraçar o chão...


– Ei garota olha por onde anda. – Um rapaz com pelo menos 10cm a mais que eu, de cabelos loiros e olhos verdes meio acinzentado, com provavelmente o dobro do meu peso, resmungava em quanto tentava se levantar.



– Você caiu por cima de mim, nada disso teria acontecido se você prestasse atenção por onde anda. – Falei e ele se levantou me encarando com desdém.


–Se eu fosse você não se arriscaria a usar esse tom comigo. – Ele disse ríspido e eu me levantei ficando frente a frente com ele, apesar de ser alguns vários centímetro mais baixa.

– Então eu agradeço por não ser, porque você merece muito mais que um tom de voz alterado.

– Você não sabe com quem está brincando garota. – Ele disse entredentes e eu dei um sorriso sínico tentando parecer ameaçadora.

– E você não faz ideia de quem está brincando com você. – Deixei o sorriso no ar e dei as costas arrumando a jaqueta de coro no corpo, mas a mesma alma que me impediu de completar o caminho a primeira vez, voltou a me impedir novamente. Dessa vez segurando meu braço com força me fazendo olhar em seus olhos.


Senti algo diferente atrás daquele olhar, me senti ameaçada. Tinha certeza que ele apenas com os olhos descobriu coisas que escondi durante a minha vida inteira. Por alguns segundos eu senti medo.



– Adam para de enrolar o pessoal tá te esperando. – Eu não sei de onde o grito surgiu, mas agradeci mentalmente por ele se referir ao garoto loiro que me apertava o braço.



– Já estou indo! — ele gritou de volta e soltou o meu braço me empurrando para traz com força e me fazendo voltar ao chão.



Argh... quem esse garoto pensa que é? Cai por cima de mim, não pede desculpas, diz que a culpa foi minha me ameaça e ainda me joga no chão. Eu fui pro chão duas vezes em menos de cinco minutos! E as duas vezes por causa do mesmo ser mal amado... como é o nome dele mesmo? Allan, Nathan? A foda-se o nome! Já vi que nesse lugar eu não vou fazer muitas amizades.



Caminhei bufando para a minha mais nova cela, era um quarto simples de cores mortas parede azul clara e uma cama branca junto com um armário e uma escrivaninha também brancos. Joguei a minha mala semivazia no chão e me joguei na cama. Percebi que no quarto avia uma câmera no canto da parede e uma porta que provavelmente daria ao banheiro, por via das dúvidas supervisionei todo o banheiro pra saber que não avia nem uma câmera escondida por lá, e graças a deus não avia.



De repente ouvi o som estridente de um microfone e logo depois uma voz rouca que parecia ser de uma mulher soou em algum lugar do quarto.



– Atenção Alunos da Tennensi Reformatory – Serio eles tinham coragem de chamar isso de escola? – Peço a todos que compareçam ao auditório em trinta minutos. Será realizada a distribuição de turmas, para finalmente darmos início ao ano letivo em Tennensi. Vale lembrar que todos os alunos estão sendo rastreados por suas pulseiras presas ao tornozelo, aqueles que não comparecerem sofreram serias consequências. – O microfone tornou a fazer o ruído estridente depois desligou-se.



Bufo irritada e saio do quarto batendo as portas. Eu já disse que odeio esse lugar?



[...]



Foi necessário 28 minutos pra mim me localizar nesse inferno que chamam de escola/reformatório, pra mim é um inferno... ou um hospício.



Cheguei a sala do auditório e a maioria dos lugares já estavam preenchidos por pessoas que pareciam conversar animadamente sobre assuntos banais. Me sentei no primeiro lugar que encontrei ao lado de uma garota loira e com olhos bem claros, a pele era branca e eu poderia dizer que ela era pelo menos dois anos mais nova que eu. Fiquei imaginando que tipo de ação pode ter feito uma garota com cara de anjo vir parar nesse lugar.


– Novata? – Ela perguntou. Balancei a cabeça positivamente e ela sorriu. – Sou Amber Lauren e você é?

– Natascha Zoe. – Sorri. – Você não é.... nova demais para estar aqui? – Ela soltou uma risada fraca.

–Eu tenho 17 – ela disse rindo e o meu queixo caiu. – Eu sei, é horrível não é? Tenho cara de uma menina de 12. – Ela revirou os olhos, e um rapaz moreno que se sentava no acento da frente se virou na nossa direção.

–Não se iluda, é realmente apenas a cara de uma garota de doze, porque todo o resto sem dúvidas vai além das expectativas para uma garota de 17. – Ele lança a ela um sorriso malicioso e ela lança um dedo médio para ele. Ele ri e me olha. – Sou Ethan Owen, prazer. – Ele disse pegando minha mão e dando um beijo eu ri revirando os olhos.

– Eu sou... – Ele me interrompeu.

– Natascha Zoe McSider. 17 anos. E foi jogada no reformatório por uma serie de coisas banais, e em menos de uma hora aqui dentro conseguiu conquistar seu primeiro inimigo, e contando que ele é o magnifico Adam Calliel, você também já assinou sua sentença de morte. – Arregalei os olhos.

– Como sabe disso tudo? – Ele riu, mas quem me respondeu foi Amber.

– Ethan sabe de tudo, isso é sempre um mistério. – Ele riu e balançou a cabeça negativamente.

– Na verdade a quarenta minutos atrás, antes de eu salvar você do Adam eu não sabia nada sobre você

– Me salvar do Adam? – Perguntei confusa.

– Claro lindinha, acho o que, que o Calliel faria carinho em você depois de você ter enfrentado ele daquele jeito? – Pisquei algumas vezes. – O Calliel não é do tipo que bate em garotas, mais se ele querer acabar com a sua vida ele nem precisara mexer os músculos pra isso acontecer. Agradeça por tê-lo chamado no momento certo. – Sorri fraco, tentando entender o que ele dizia.

– E em qual desses momentos você descobriu a minha vida? – Lembrei que ele já sabia detalhes sobre mim. Ele riu em resposta.

– No momento em que Adam foi até a sala de arquivos procurar a sua ficha.

– Mais ele não sabia meu nome.

– A sua ficha é nova, tem uma foto recente e nem se quer foi arquivada, não foi difícil de encontrar. Mas se isso te acalma, Calliel ficou decepcionado pelo fato do campo do seu endereço estar em branco. – Ele continuaria falando, mas o mesmo homem de cabelos grisalhos que avia me “recepcionado” nesse lugar, apareceu em frente ao microfone e começo a discursar.


Foram quase duas horas sentada naquela cadeira, ouvindo um monte de bla bla bla sobre regras e a divisão de turma. Pra ser sincera só prestei atenção no número da minha turma e algumas informações que me agradaram bastante, do tipo: Festas nos finais de semana são permitida, não a horário para os alunos pararem de vagar pelo campus da escola, os alunos estão permitidos a dormirem em dormitórios que não os pertencem, visitas são liberadas no final de semana, e caso necessitem de algum bem especial deve ir falar diretamente com um dos monitores da escola.



É talvez o local não fosse tão ruim assim.



[...]



Depois de toda aquela maratona de palavras vindas do “diretor” ou diabo alfa, tivemos que voltar para os dormitórios porque os zeladores do campus teriam que fazer alguns serviços por lá, para preparar o local para as aulas que começariam em dois dias.



Amber foi comigo até meu dormitório e me ajudou a arrumar minhas coisas. O dormitório dela ficava dois andares a cima do meu, era por volta das 8 horas quando foi anunciado que o jantar seria servido no refeitório. Mas eu não estava nem um pouco afim de descobrir como era o gosto da comida de um reformatório, pelo menos não agora. Amber que parecia não comer a anos correu para lá e eu fiquei sozinha de novo. Ela disse que no ultimo andar tinha meio que uma sala de convívio que poucas pessoas frequentavam, e que se eu tivesse afim era só aparecer lá e dizer que era amiga da Amber que os outros já iriam me considerar do “grupo”.



Foi o que eu fiz.



Depois de 6 exaltantes laces de escada finalmente cheguei ao último andar. E para a minha decepção ele parecia completamente vazio e desabitado. Tudo estava escuro e não avia ruído algum a luz que vinha das janelas estava bloqueadas por uma cortina bege que provavelmente já foi branca alguma vez.



Entrei na sala escura levando uma das mãos a minha frente e outra arrastando pela parede para tentar descobrir aonde ficava o interruptor. Porem acabei esbarrando em algo duro no chão e como já é de meu feitio mais uma vez abracei o gelado assoalho. Mas dessa vez avia alguma coisa errada com o chão, além de ter o formato perfeito de um tórax definido, emitia sons muito semelhantes aos de um gemido. Me assustei, e o ser indefinido que antes estava por de baixo de mim, me empurrou me fazendo bater a cabeça no chão e eu pude ouvir os barulhos de alguém se levantando então a luz se acendeu e meus olhos demoraram um pouco a se adaptar, então percebi.



Lá estava ele, o ser loiro de olhos verdes, expressão fria, sem camiseta e apenas coberto por uma calça de moletom, os cabelos que antes eram alinhados com uma elevação na frente, agora estavam completamente bagunçados. Seus olhos estavam vermelhos e eu não sabia se era pelo fato de ele estar dormindo e eu tê-lo acordado, ou se ele realmente estava se escondendo no escuro de um lugar vazio para chorar.



Ele levou a mão aos cabelos e coçou a cabeça como se pensasse em algo em quanto me encarava. Eu fiquei parada no chão sem saber para onde olhar. Era evidente que o chão tinha uma atração física muito grande pelo meu ser, e fazia questão de me ter junto a ele diversas vezes ao dia.


Adam — Esse é o nome dele, certo? – Deu alguns passos em minha direção e esticou o braço, demorei até entender o que ele quis dizer com aquilo mais algo me disse que ele queria que eu segurasse sua mão para ele me ajudar a levantar.

Bom, se era isso que ele esperava, obviamente cansaria-se de esperar porque eu me recusei a por minhas mãos na sua e me levantei sozinha. Nunca dependi da ajuda de ninguém, não seria o maluco bipolar o primeiro a me ajudar.

Assim que me levantei fingi ignorar todos aquele músculos de bronzeado dourado que tinha em minha frente, e apenas arrumei os cabelos e fui em direção a porta, sem abrir a minha boca.

Minha intenção? Sair pela porta onde entrei e ir direto para as escadas, me trancar dentro daquele quarto e sair apenas quando meu pai resolvesse por um fim ao meu terrível castigo, ou até que eu morresse desnutrida.

Mas como eu disse, isso era apenas intenção pois um ser de cabelos loiros se pôs em frente a porta e a trancou. Me encarando da mesma forma que me olhou hoje cedo antes de me jogar no chão.

– Não acha que temos alguns assuntos a resolver McSider? –Ele perguntou ríspido e eu tremi. Então seria assim? Depois de anos me dedicando a minha fixa criminal eu terminaria jogada em um reformatório, estuprada e morta por um cara que caiu por cima de mim e acha que a culpa é minha... Com certeza em devo ter sido o cara que colocou em jesus o prego mais dolorido, porque para isso acontecer em minha vida, só poderia ser muita sacanagem, ou vingança.

– Não tenho assuntos para serem resolvidos com pessoas como você. – Respondi de forma indiferente não deixando meus pensamentos transparecerem.

– Não acho que você seja tão durona quanto diz ser. – Ele falou quase em tom de deboche.

– Eu também não te acho tão homem, e nem por isso saio comentando por ai. – Ri sínica e pude ver algo brilhar nos seus olhos. Bom se eu morreria agora, então porque não dar motivos justos para isso?

– Você só pode ser idiota.

– Não, grassas a deus não compartilhamos o mesmo D.N.A – Ele semicerrou os olhos em cima de mim.

– Alguém deveria ensinar limites a você.

– Obrigado pelo conselho, quer que eu peça a mesma pessoa para ter ensinar educação?

– Sou educado com pessoas que merecem. – Ergui uma sobrancelha e cruzei os braços.

– É mesmo? Até agora não te vi pedir desculpas por ter se jogado em cima de mim hoje cedo. – Ele deu um sorriso sínico e arqueou uma sobrancelha.

– Você caiu em cima de mim a 5 minutos atrás e eu também não ouvi um pedido de desculpas.

– Ridículo. – Foi a palavra que saiu da minha boca, devido ao fato de eu não ter uma resposta.

– Criança. – Ele respondeu revirando os olhos e então alguém girou a maçaneta.

Ethan e Amber entraram acompanhados de outros dois garotos e mais uma garota que sorriram para mim, e depois para Adam.

Parece que minha sentença de morte foi adiada para outra hora.

Notas finais
E ai o que acharam? Gostaram? Não? Porque?
Alguma dica, sugestão, critica?
Alguma coisa muito complicada de entender?
Alguma coisa chata de mais?
Ai deus como é dificil ter que começar a escrever uma fic nova... é pior que jogar campo minado no pc... parece que qualquer coisa errada BUN!

por isso conto com a ajuda de vocês em? haha xoxo