Tennensi Reformatory
7 Perigos da ala sete
Notas iniciais
Tenho que agradecer a Leth [ID #228280] pela ajuda com o capitulo... sim essa mina merece uma mordida ;3 leiam as notas finais.
certin?
E cá estou eu, mais uma vez expulsa da sala de aula, dessa vez por culpa do meu inconveniente comentários, sobre a bunda da professora de matemática estar tão caída como o time o Wonks na década de 90. Odeio as pessoas que não suportam o peso da verdade!
Nessa semana era a quarta vez que eu ia para a detenção, estou a uma semana e meia nesse local e os professores não me suportam mais. Já os alunos... acho que ando ganhando pontos com diversas pessoas por aqui, claro sempre a uma exceção, mais ao contrario daquele clichês de televisão eu consegui amizade com diversas tipos de pessoas, dês de a loira que é líder de torcida — Amber. — a garota que cada dia pode ser vista com um cara diferente — Rebecca- ou a Nerd — Danny- e também os normais. Eu nunca fui um ser Antissocial, claro odeio esse lance de amizade forçada ou "Oi, quer ser meu amigo" fala sério ninguém aqui tá no fundamental certo? Ultimamente minhas companhias mais frequentes tem sido a Lola, Rebecca e Mason, e grassas a ironia do destino de vez em quando a figura loira e bem torneada do Adam se junta a nós com a finalidade especifica de me ferrar, incomodar, irritar e se aproveitar do fato de eu não poder abrir a boca. — Mas se alguém reparar no corte perto do lábio inferior do loiro, me permitam esclarecer que para se dar um soco você não precisa abrir a boca, e contato físico não fazia parte da aposta, certo?
Eu havia acabado de sair da sala do diretor, que como em todas as outras três vezes nessa semana me deu o mesmo sermão, e como punição eu teria que frequentar o psicólogo nos sábados atarde. Agora me diga que tipo de ser desalmado, manda uma pessoa para o psicólogo NOS SABADOS ATARDE como detenção? Eu podia lavar pratos no dia de semana, podia fazer uma redação de dez páginas, mas não o maldito diretor tinha que me mandar para o psicólogo, Lindo isso... Maravilhoso. Andava pelo campus meio sem rumo, afim de conhecer algumas áreas na qual ainda não tinha visitado. Acredite ainda avia partes na qual eu não fui. Não existia movimento algum dos alunos por ali, apenas dois ou três monitores que me olhavam torto quando me viam perambulando pelo gramado, e algumas outras pessoas na qual eu não conhecia, e desconfiava serem velhas de mais para serem alunos.
Eu estava de frente para a ala sete e apertava o casaco contra o corpo para me esquentar, hoje provavelmente era o dia mais frio do ano até agora. A porta principal da ala sete era bloqueada por uma faixa amarela com preto que se cruzava no batente da porta fazendo o "X" que provavelmente significava que a entrada era proibida. Fui pelos lados do prédio e me encostei perto do vidro, não dava para ver direito, estava imundo. Vi a escada de incêndio pela qual subimos no dia do desafio mais hoje ela parecia muito menos convidativa do que no dia em que Mason me trouxe até aqui. Ainda no primeiro andar percebi que uma das janelas estava aberta. Não uma janela qualquer. Era quase no nível do chão e provavelmente dava entrada para um sótão ou porão.
Me abaixei no local da janela e de um jeito meio desengonçado passei minhas pernas para a parte de dentro e logo depois o resto do corpo, a altura entre a janela e o chão era maior do que eu previa, e como todos devem já imaginar Natascha vai ao chão. Me levanto e arrumo a roupa, que parece ter adquirido uma camada de pó a mais com o tombo. Meus olhos demoraram a se adaptar com a luz do local que era fraca, porem existia. Olhei ao redor e percebi alguns moveis de madeira completamente comidos por cupim, pelo menos umas duas bolas de basquete furadas, e algum tipo de cartaz anunciando uma festa a fantasia do ano de 2008, achei uma lanterna enferrujada e que pouco me interessou pois se ela tivesse a mesma idade que os cartazes de letras manchadas pela humidade, nem com um milagre poderia funcionar. Me arrisco a caminhar pelo local, e ouço o barulho de vidro quebrado se estilhaçando aos meus pés. Algo me dizia que o emblema de Jake Daniels não estava lá dês de que lacraram o lugar. Por cima de uma das mesas vejo um enorme molho de chaves, percebia-se que eram antigas devido ao ferrugem, mas ao contrario do que você imagina elas não eram nem um pouco parecidas com as chaves do Harry Potter, ou as que vieram em 400 A.C que aviam apenas dois ou três dentes. Por medida de precaução -curiosidade- coloco o chaveiro no meu bolço, e continuo a "exploração". A luz que vinha da janela pequena por onde entrei davam direto em uma escada que dava lugar ao primeiro andar, não hesitei em subir os degraus de madeira velha rangeram ao ter o meu peso sobre eles. Avia uma porta comum no topo da escadaria, ou quase se não fosse o fato de ela estar arrombada, e escancarada para o lado contrário, sinal que o arrombador fez o serviço do lado de dentro do sótão -sim são anos de experiência. — Não a nada de interessante no primeiro andar, é mais iluminado, a janelas diversas e como eu pude observar pelo lado de fora todas estão tomadas por uma camada cinza de pó e poeira. Havia algumas mesas como as do refeitório só que um aversão mais antiga onde as cadeiras vinham grudadas na mesa quadrada, também tinham lousas e outros materiais velhos, que me fizeram chegar a conclusão que o lugar já foi usado como deposito. De repente ouço um barulho no andar de cima, parecia grunhidos, ou talvez ratos. Malditos roedores. Vou cautelosa para o segundo andar e ao contrário do que eu esperava não era uma sala aberta como o andar de baixo, haviam três portas. Duas dela abertas.
A primeira do lado esquerdo, assim que entrei pude perceber que tratava-se de uma sala que a algum tempo atrás deveria de abrigar uma espécie de grupo de teatro, aviam cadeiras, fantasias e espelhos quebrados para todos os lados, também notei o isopor colorido e esmigalhado que eu acreditava que em algum dia já fez parte de um cenário amador criado por alunos do ensino médio. Segui pela porta da direita que estava fechada e quando abri deparei-me com um auditório nada convidativo. As cadeiras plásticas que talvez um dia já tiveram a cor branca, o teto despencando aos poucos, um palco com grandes buracos na madeira e Paranhos para todos os lados. Fui reto em direção a última porta perto da escada também no lado esquerdo. Lá foi o lugar onde os ruídos se fizeram ouvir. Abri a porta que estava semiaberta devagar, e ela rangeu de forma irritante. Não demorei a perceber que eu estava em uma biblioteca, uma biblioteca tomada por cinzas e manchas pretas que deixavam obvio que foi alvo de um incêndio. "Te desafio a colocar fogo na biblioteca..." "...Você sabe que eu fui pego da última vez". Subitamente a conversa de Michael e Ivy na
Noite do desafio veio a minha cabeça, será ele o culpado pelas manchas nas paredes e os livros reduzidos em cinzas? Entro na média biblioteca e o cheiro de queimado ainda está entranhado no lugar. Percebo um movimento atrás de uma grande estante que sustenta alguns livros sem capas e paginas avulsas que um dia já pertenceram a alguma obra, que para mim parecia insignificante.
- Tem alguém ai? — Perguntei indiferente caminhado em direção a estante. Mais algo que saiu entre o vão de duas prateleiras me fez parar. Um avião, aviãozinho de papel, se sua intenção era me atingir obviamente teria que treinar mais a sua mira. Juto o pedaço de papel no chão e desamasso, passo meu olhos rápido pela folha e percebo que se trata da página 39 de um livro estrangeiro. — Acho que você precisa de óculos... — Falei em quanto continuava a caminhar. — Ou de aulas para aprender a fazer uma dobradura melhor. — Cheguei ao local atrás da estante e notei diversas mesas redondas. Me arrependi por alguns átomos de segundos de ir até ali. Avia pelo menos cinco ou seis caras. Quase nem um deles eu conhecia, nem se quer me lembro de tê-los visto no refeitório, a não ser por um. Adam estava lá.
- O que a princesa veio fazer aqui? Não acha que esse lugar, não foi feito pra pessoas do seu tipo? — Um dos caras saiu de cima de uma mesa. Ele não era tão forte, era mais alto. Tinha um físico esportivo, mais algo nele me fazia tremer por dentro, ele caminhou em minha direção e com o polegar segurou o meu queixo. — De que devo a honra da visita? — Ele perguntou com um sorrisinho que fez meu estômagos se revirar. Arranquei o braço dele do meu queixo.
- Como você disse esse lugar não foi feito para pessoas como eu, não costumo me misturar com... — Olho para ele de cima a baixo e faço uma cara de quem não gosta do que vê e deixo a frase no ar. — Eu sei que foi um prazer me conhecer, te vejo por ai. — Falei dando as costas para o garoto ainda ouvindo algumas risadinhas bobas dos outros.
Minha intenção? Caminhar rápido, e não mostrar que a terrível aparência de "Oi, eu vim do inferno" acompanhada daquele olho verde, e aquela cicatriz na sobrancelha escura cor do cabelo, o deixavam irresistivelmente sexy e apavorante ao mesmo tempo. Porem meu plano de fuga foi interrompido por um braço segurando o meu coberto pela jaqueta de moletom.
- O que você quis dizer com não se mistura em? — O cara olhava fixo em meu olhos. — Acho que é cedo demais pra princesinha ir em bora, porque não senta? O pessoal deve estar louco pra te conhecer. — Ele me pôs de frente para os outros garotos, e eu apenas passei os olhos por cada um, sem notar grandes características. Porem meus olhos se demoraram no loiro de expressão que eu julgaria indiferente, se não fosse por seu maxilar contraído e uma ruga pequena em sua testa.
- Não-Toque-Em-Mim. — Falei com raiva olhando no fundo dos olhos verde, e um pequeno sorriso se abriu no rosto dele apertando com mais força o meu braço e me puxando ainda para mais próximo dele.
- E se eu querer tocar? — Ele passou o polegar pelo meu rosto. — O que você vai fazer? Me bater. — Ele tinha sua testa junta a minha.
- Nem a minha mão merece encostar em uma merda como você. — Ouvi um burburinho dos rapazes a minhas costas.
- Talvez devesse medir as palavras antes de desrespeitar um conhecido, estamos em um reformatório e não na colônia de férias. — Ele disse e, um tom ameaçador. -Você não sabe do que eu sou capaz princesa. — Riu ironicamente.
- E você? Sabe? — Ele dá uma gargalhada. — Pelo que eu sei você tem tantas informações minhas quanto eu tenho de você. E olha que irônico — Abaixei meu tom de voz para que apenas ele escutasse. — Você não me assusta nem um pouco! — Talvez não fosse bem essa a verdade.
- Ui ela é durona! — Ele disse alto para os demais. — Você tá deixando as coisas mais excitantes princesa. O que será que eu devo fazer agora em? — Ele sussurrou perto do meu ouvido e começou a roçar a ponta de seu nariz pelo meu pescoço, instantaneamente meu joelho reagiu ao toque atingindo nele as "áreas baixas", ele não hesitou na hora de me largar e se ajoelhar no chão me encarando com raiva.
- Eu disse pra você não tocar em mim! — Repeti e dei as costas.
Tudo estava perfeito de mais, lindo de mais, eu estava triunfante de mais, eu sabia que coisas desses tipo aconteciam apenas em filmes de Hollywood, e a menos que eu tivesse em um desses e não soubesse algo daria errado, logo.
Não foi preciso concluir a frase em meus pensamentos para algo começar a dar errado no mesmo momento, ouvi alguns gritos falando algo que eu creio ter sido "Brandon, espera" "Não faz isso" ou "se acalma" e diversos passos nervosos vindo atrás de mim. Minha intuição disse para mim correr. Minha curiosidade disse para mim olhar.
Um para a curiosidade, zero para intuição Eu me viro e nesse mesmo momento o garoto alto e de olhos verdes me atinge com algo na cabeça que eu não faço ideia do que tenha sido, mas automaticamente a dor me atingiu, e meus joelhos tremeram até perder a força e encontrarem com o chão. Vi os olhos verdes apavorados, e um rosto pálido correndo em minha direção. Não, não era Brandon ouvi ele correr com os outros. Apenas o loiro permaneceu. Adam estava lá.
Notas finais
bom, eu quero saber quem da galera quer ver a nossa divastica ruiva perdendo a aposta já? Ou preferem deixar pros próximos capítulos? OU... querem o loiro marrento perdendo a aposta? Em?
"Préstenção" aqui, se até segunda eu conseguir 115 comentários (o que não é uma missão impossível e nem difícil, levando em conta o numero de leitores que eu tenho) ou uma recomendação nova (sim é suborno, problem?) vocês ganharam um lindo capítulos extra, com o pov. de um dos personagens ai:
- Adam. tema: (expulso de casa)
-Mason. tema: (o que o levou para Tennensi)
-Natasha. tema: (sua vida antes da Tennensi)
É só comentar qual vocês preferem. Lembrando que o capitulo extra será uma memoria antiga de um dos personagens.
Alguma dica? Sugestão? querem que a posta se encerre logo ou preferem estende-la mais um pouco?
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