Tennensi Reformatory

8 Capítulo Extra


Notas iniciais
Hey pessoas lindas do meu coração, o capitulo extra foi feito pelo Pov do Mason. Sorry ao pessoal que votou nos outros povs, mais foi por maioria e quase unanimidade, Don Juan tá na parada...
Hoje a noite ou amanhã atarde eu já vou colocar o próximo capitulo ok? Lembrando que eu quero saber dos leitores se vocês querem que a aposta se encerre logo ou que continue... e quem devera ser o vencedor ok?

Domingo, 12 junho de 2011

- Rosa não faz! – Digo rindo, estava deitado na cama dela com as pernas pra fora e ela se aproveitava disso para me fazer cocegas. Estávamos de férias da escola, os pais dela trabalhavam como fotógrafos paisagistas e nunca paravam em casa, mas mesmo assim sabiam que boa parte das minhas férias eu passaria na casa deles, já que havia brigado com o meu pai mais uma vez depois de seus porres diários. Talvez essa seja a consequência de morar em cima de um bar. Não ao contrário do que você pensa eu não estou nem perto de ser um cara rico. Tenho um irmão mais velho, Mike, meu pai não passa de um bêbado e minha mãe... Bom minha mãe é casada com outro cara, ele é gente boa e eles tem uma vidinha legal, Mike mora com eles queriam que eu fosse morar junto, mais fala sério eu gosto do calor e eles moram em um bloco de gelo disfarçado de estado. – Rosa! – Choramingo manhoso e ela para vindo em direção a minha boca selado nossos lábios. Ela ao contrário de mim era uma garota rica, tinha classe e no começo eu não botava muita fé em um relacionamento com a menina que nasceu em berço de ouro, mais daqui a duas semanas faríamos um ano de namoro. O pai dela era bacana, ele conseguiu uma bolsa de estudos pra mim na mesma escola que a Rosa estudava e sempre me tratou bem, a mãe dela já não era uma pessoa tão amigável, no começo dizia que eu não teria futuro, que era só mais um interesseiro e que não deveriam criar expectativa quando se trata de um rapaz que trabalha em uma biblioteca cadastrando livros, mora em cima de um bar, tem um pai bêbado e uma mãe que vive no pecado do adultério (sim ela era religiosa). Mas pra minha sorte, ou não, a Rosa tinha opinião própria, não era influenciada nem pelo dinheiro e nem pela família, no começo foi difícil aprender a conviver no “mundo dela”, a família era cheia de classe e eu era só o garoto da biblioteca, os jantares diários deles era o dobro do que eu tinha na minha ceia de natal, no começo eu realmente me sentia com vergonha mais devido a insistência da loira de cabelos de cachos largos e olhos azuis que se realçavam na pele branca eu resolvi apenas ignorar e ser quem eu sou.

- Me promete uma coisa? – Ela falou deitada e com a maior parte do corpo em cima de mim e com a ponta dos nossos narizes colados.

- Qualquer coisa. – Sussurrei.

-Até quando eu você enjoar da minha voz, eu ficar feia com rugas e pobre... Você promete que vai estar comigo. – Ela parecia falar sério mais mesmo assim não perdia a suavidade em sua voz. – Mesmo que você canse de mim, que nós terminamos ou que eu mande você ir em bora, me promete que você vai ficar? E que mais que tudo, você não vai deixar de ser meu amigo nunca? – Sorrio e acaricio seu rosto com o polegar os cachos dourado dela caiam em meu rosto e eu os pus pra traz.

- Nunca. – Ela sorri. – Eu não preciso te prometer isso Rosa, você faz parte de mim eu não sei como seria sem você. Como seria enfrentar o meu pai sem você, como eu encararia meus problemas sem sua ajuda. Eu sou completamente dependente de você garota, pra sempre! – Ela solta uma gargalhada baixa e eu inverto nossas posições deixando ela por baixo e segurando suas mãos em cima da cabeça. – Hora da vingança! – Falei rindo e comecei a fazer cocegas nela em quanto ela se debatia gargalhando.

- Certo Mason eu não faço mais... – Ela diz rindo. – Eu prometo... Para Mason. – Eu paro por alguns segundo para que ela possa recuperar o folego.

- Eu acho que preciso de alguma coisa que me convença a parar. – Falo sorrindo e ela logo intende me olhando nos olhos e puxando minha boca para junto da sua, ela tinha lábios macios e boca pequena, um beijo calmo e intenso no qual poderia te prender por horas e horas. Eu poderia ficar daquele jeito pra sempre. Ela leva as mão a barra da minha camisa e a puxa pra cima eu separo nossos lábios.

Ela me olha nos olhos querendo saber o porquê da minha hesitação, em relação a uma coisa que nos últimos meses eu vinha insistindo tanto, devido a minha teimosia nós dois brigamos e depois que eu finalmente consegui me desculpar com ela não toquei mais no assunto, preferi deixar que ela encontrasse seu tempo.

- Eu acho melhor a gente não ir tão longe Rosa, você sabe como eu fico, e eu não quero ter outra briga por causa das minhas idiotices. – Ela riu e deslizou a sua mão pra dentro da minha camisa fazendo minha pele se arrepiar ao sentir sua unha passando pelas minhas costas.

- Eu quero. – Ela sussurrou. – Muito! – Ela disse novamente perto do meu ouvi.

Sorri e não hesitei, começamos com beijos sutis e toques delicados, ela continuo de onde avia parado com a minha camisa e eu demorei mais para tirar a dela, tinha medo de apressar qualquer coisa. Sabia que ela merecia tudo com perfeição.

Estávamos os dois deitado e os dois apenas com o jeans que cobria as nossas pernas, eu ainda por cima dela me divertindo na curva de seu pescoço e explorando as suas costas em busca da abertura do seu sutiã. No mesmo momento que encontrei, um barulho de porcelana se estilhaçando se fez ouvir.

- O que foi isso? – Disse me separando dela porem ainda por cima de seu corpo, ela olhava atenta para o nada esperando um novo ruído.

- Deve ter sido a Odete, ela é um desastre principalmente depois do aniversário de 48 – Balancei a cabeça em sinal negativo.

- Ontem atarde ela saiu lembra? Foi ver o filho, disse que voltava na terça. – Ela ficou quieta e eu dei um beijo na sua testa. – Espera aqui eu vou ver, já volto. – Ela me segurou pela cintura.

- Não deve ser nada, deve ser o vento, as janelas estão abertas. Fica! – Ela choramingou e eu sorri.

- Eu volto rápido, e continuamos de onde paramos. – Pego a mão dela e dou um beijo. – Qualquer coisa é só gritar. – Ela revirou os olhos e mesmo assim riu, peguei minha camiseta no chão e fui em direção a porta.

No corredor tudo estava igual, nem um sinal de vida que não fosse eu ou a Rosa, desci as escadas e entre os degraus percebi que haviam diversos cacos, notei que o vaso de porcelana que costumava ficar no topo da escada não estava lá, porem todos os cacos estavam em uma brecha entre os degraus curtos e o outro maior e mais longo onde se fazia a curva da escadaria, era como se o vaso houvesse rolado do topo da escada e ao cair no degrau maior se estilhaçou.

Logo me lembre do Tommy e do Liam os dois gatos da família, eles provavelmente teriam feito toda a bagunça e se escondido, era típico dos dois persas preto e com o pelo ao redor do olho direto e da pata esquerda brancos.

- Tommy... Liam! – Chamo descendo o resto das escadas e parando na sala de estar. – Oi... gatinhos malvados, se queriam comida era só chamar não precisavam quebrar um vaso. – Falo olhando em vota da sala e embaixo da estantes. Ouço um barulho estranho no segundo andar mais ignoro pois sabia que Rosa estava lá, e se você queria silencio obviamente a última pessoa que você procuraria seria ela. – Tommy? – Falo ao ouvir um miado vindo de baixo de uma almofada. Levanto o grande almofadão do chão e o gato sai correndo para cima do sofá, desconfiei do comportamento estranho os dois gatos não costumavam ter esse tipo de reação ao me ver. – Aconteceu alguma coisa Tommy? – Pergunto como se talvez ele fosse me ver e estico minha mão para acarinha-lo, e em troca recebo um arranhão. – Ei rapaz o que aconteceu com você levou um fora de alguma gatinha? – Ele mim como se tentasse dizer como eu sou idiota, e passa a olhar para além de mim, para ser exato uma das portas da grande estante em que ficava a televisão. – O que tem ali? Comida? – Vou em direção a porta do armário e percebo que instantaneamente o gato novamente se esconde em baixo de uma almofada.

Abro o armário e para meu desespero Liam cai de dentro dele, completamente sem vida.

- Ai. Meu Deus! – Arregalo os olhos e sinto minha respiração pesar, me abaixo para ver o que a via acontecido e percebo uma corda amarrada em seu pescoço. Logo sei que não estamos sozinhos. – ROSA! – Grito desesperado e corre em direção as escadas em quanto o nome dela sai da minha boca como um gravador. Vou até a porta do quarto em que ela está e para meu desespero a porta estava trancada. – Rosa abre a porta, rápido meu amor,, me diz que você está bem! –Bato incessáveis vezes na porta e não a resposta, começo a me desesperar quando ouço passos no quarto, estaria ela bem? Meus olhos marejam e reúno forças para arrombar a porta. Meu coração para, meu sangue gela, eu fico petrificado.

A uma figura na janela, eu nunca reconheceria, pela silhueta julgaria ser um homem, calças pretas e moletom largo encapuzado e com a máscara que ironicamente carregava com si um sorriso. Eu não tive muito tempo para observá-lo uma vez que senti o cheiro horrível de gasolina e notei o isqueiro na mão dele. Eu suplicaria para que ele não fizesse aquilo, mais em menos de 5 segundos o fogo do isqueiro incendiou as cortinas e de forma rápida se alastrava pelo chão, a figura sumiu entre a janela e a fumaça, mesmo estando no segundo andar sabia que ele conseguiria fugir. Não me arriscaria a ir atrás dele, Rosa estava lá.

- ROSA! –gritei mais não obtive resposta, passei meus olhos por todo o quarto e não a encontrei. Rapidamente me lembrei do banheiro e corri desviando ao máximo das chamas. Para meu desespero o lugar estava vazio, quando voltei ao quarto o fogo já consumia boa parte do quarto a fumaça se tornava insuportável, e devido a gasolina eu sabia que logo eu seria a próxima vitima consumida pelo fogo. – ROSA! – eu não podia vê-la mais algo me dava a certeza de que ela estava ali. –ROSA! – Gritei em meio a tosse, porem já não consegui ver mais nada. Não posso explicar como, não sei dizer exatamente o momento ou lugar, mais sei dizer que as chamas se aproximando de mim foi minha última visão antes de acordar na imensidão branca de uma ala hospitalar.

A primeira coisa que tentei fazer foi tossir e por para fora tudo o que me consumia por dentro, não me lembrava de nada direito, mais mesmo assim sentia o calor em minha pele, os tubos presos a minha via respiratória não me deixavam inalar o ar direito e tossir estava fora de cogitação. Emiti alguns barulhos estranhos e uma mulher morena com os olhos tão azuis quanto os meus apareceu.

- Ele acordou! – Ela tinha uma expressão aflita mais ao encarar-me nos olhos um sorriso apareceu em seu rosto. – Filho... – Ela passou a mão e minha cabeça.

- Rosa... – Foi a única coisa que consegui pronunciar. – Onde... – Não saiu exatamente uma pergunta mais talvez minha mãe tivesse entendido.

- Você não se lembra? Não lembra do incêndio? – Aos poucos minha memória trouxe cenas de uma silhueta negra em meio ao fogo, a fumaça os gritos e a força que faziam pra tentar me tirar do lugar, eu não sabia o que era real ou mentira, mais algo ruim me atingiu, as lagrimas voltaram.

- Rosa... – Repeti.

- Eu lamento. – Ela não precisou de mais palavras, eu entendi tudo. Eu havia perdido a minha Rosa, eu jurei nunca deixa-la e eu a deixei. Não seria capaz de me perdoar.

Um mês depois...

- Você era o único na casa, a digitais suas por todos os lados, a digitais suas no gato. Nas almofadas da sala, no armário, na corda amarrada no pescoço do gato, na porta do quarto, na porta do banheiro, nas janelas, na cama. Não a registro de entrada ou saída em nem uma das câmeras, nem um vizinho viu nem um movimento suspeito. – Era isso que eu ouvia dês de o dia em que sai do hospital, por semanas a policia só me interrogava, e agora eu tinha que me apresentar em audiências formais como o principal suspeito do assassinato doloso do Rosalie Macarren. – Como pode provar que você não assassinou a senhorita Macarren na tarde de domingo do dia 12 de junho?

- Vocês todos dizem ter encontrado o que restou da Rosa dentro do guarda-roupa. Não pode haver digitais minhas lá, eu não matei ela. Eu vi o assassino, ele fugiu pela janela! – Gritei mais uma vez cansado de toda a formalidade para me chamar de assassino, durante um mês eu me tornei o rosto mais visto na televisão, em todos os noticiários a noticia sobre o “namorado problemático e suspeito por homicídio da herdeira Macarren” se tornava repetitiva.

- Talvez não haja digitais suas, por que a maioria dos moveis do quarto estar reduzido a cinzas, inclusive o guarda-roupa onde o senhor supostamente colocou o corpo da senhorita Rosalie após ter dopado a vítima de alguma forma, para que ela permanecesse desmaiada durante o incêndio, sem chances de fugir. – Eles falavam tudo com tanta frieza que muitas vezes não pareciam estar falando da Rosa, minha Rosa.

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde seria condenado, seria impossível provar minha inocência diante do crime onde as únicas testemunhas são o cara que julgam como o assassino e um gato que obviamente não pode se comunicar. Eu resolvi não resistir mais, até mesmo porque sabia que não adiantaria e mesmo que saísse livre eu não teria muito que fazer depois de ter meu rosto estampado em todos os jornais por ser um terrível assassino. Ainda me lembro da ultima reportagem que vi antes do meu julgamento.

“ — E amanhã durante a treze horas Mason Stuart entrara no tribunal para julgamento, finalmente o caso Don Juan será encerrado de maneira oficial, o rapaz está a três audiências em absoluto silencio, não declarou uma palavra nem a favor nem contra sua inocência. O advogado de acusação diz que ele pode finalmente estar aceitando o fato de ter cometido um assassinato, e que o fato de ele ser um jovem perturbado por problemas familiares pode ter feito ele agir desse jeito. Não tendo experiência em relacionamento com bons finais o garoto se sentiu na obrigação de acabar com o seu, seduzindo a jovem Macarren e a matando.”

Palhaços, babacas! Isso é o que definia eles. “O caso Don Juan” soava como piada para mim, eu passei a ser tratado como um cara que seduz e depois mata as mulheres. Como eles podiam ser tão cegos? Era humilhante ter que ouvir a senhora Macarren falando ao marido que nunca confiou em mim e que sabia que Rosa fez a escolha errada ao colocar um marginal dentro de casa, ou o Senhor Macarren dizendo como se iludiu sonhando que um assassino se tornasse seu genro. Meu destino estava traçado, por ter apenas 17 anos ficaria seis meses em uma cela, depois seria mandado para um reformatório por 4 anos, ou até que se provasse que eu não voltaria a repetir o ocorrido (que ironicamente nunca ocorreu).

Muitas vezes perguntei porque não me deixaram morrer com ela, porque não me deixaram ser consumido pelo fogo. E a resposta me vinha como um tapa na cara. Porque eu á deixei!

Notas finais
O numero de comentarios com esse capitulo não é tão importante, mais eu sei que os educados vão dizer o que acharam da historia do Mason. Na verdade a historia verdadeira do Don Juan (ou seja a lenda) é que ele era um conquistador do seculo XVII que após seduzir as mulheres em busca de diversão , as estripava. Ou seja retirava órgãos e tripas.
Mais como isso obviamente deixa uma serie de provas, eu preferi um incêndio, qualquer duvida que tenha restado bata perguntar ok?