Tennensi Reformatory
9 Teatro nas Piscinas
Notas iniciais
A dor de cabeça me consumia, eu não sabia que havia bebido mais na noite passada, seria eu ou Ethan? Nos chegamos ontem na casa da minha mãe e do pai de Ethan, e como sempre aquele clima tenso se erguia quando eu colocava os pés na casa, minha mãe tentava me tratar como seu filho, mesmo sabendo que eu já não a considerava mais da minha família, meu padrasto me olhava de forma indiferente como se eu não soubesse que ele era o motivo por eu ter sido expulso da minha própria casa. Ethan assim como eu não gostava do pai, e raramente tinha uma conversa com mais de três frases com a minha mãe.
Para descontrair o clima eu e Ethan passamos a noite em uma boate fora da área nobre do bairro em que minha mãe morava. E por algum motivo eu acabo de acordar deitado nos fundos do jardim da casa, e Ethan esta ao meu lado abraçado com um anão jardim.
-Ethan. — Balanço ele, e logo ele se acorda, reunindo força para manter os olhos abertos.
- A gente dormiu no jardim? — Ele pareceu abismado e eu ri, sem responde-lo me levantei e estiquei o braço para ajudá-lo a se levantar.
Entramos dentro de casa e logo ouvi gritos, Ethan me olhou pelo canto dos olhos e fomos em silencio em silencio até a parede que dividia a sala e a cozinha. Posso ver minha mãe sentada em uma das cadeiras e meu Padrasto em sua frente.
-Você viu o estado deles? Bêbados, dormindo em um jardim! — Meu padrasto gritou. — Como você pode cogitar a ideia de trazer esse menino de volta pra minha casa? — Percebi que tinha lagrimas nos olhos da minha mãe.
- Ele é meu filho Cezzar, pense no Ethan. Eu tenho certeza que ele mudaria se você o tirasse daquele lugar. Nós poderíamos ter os dois dentro da nossa casa em baixo do nossos olhos.
- Você não conheceu meu filho Léia, eu fiz o que certo, ano que vem quando acabar o período de recuperação dele, Ethan já vai ser um novo garoto. Eu ainda me lembro das noites em que acordávamos com Adam bêbado, Adam com a policia, Adam com garotas, Adam no hospital, tudo que acontecia era Adam, então você tomou a decisão certa e colocou ele pra fora desse lugar e a paz reinou.
- Cezzar olhe nos olhos do Adam, ele me odeia! — Cezzar riu.
- Mais um motivo para você não por o garoto outra vez nessa casa. — Ele falou com sarcasmo e meu sangue ferveu.
- Chega! — Gritei entrando na cozinha. — Vocês tratam de mim como objeto e nunca perguntam o que eu penso. — Eu gritava e os dois me olhavam sérios, minha mãe um pouco assustada. — Você é só uma mulher que me pôs no mundo, eu não quero nem no meu pior pesadelo voltar a morar aqui! Nunca vou dividir o mesmo teto que esse cara de novo. — Apontei para Cezzar. — O dia que eu precisar de uma família eu procuro meu pai, a esposa dele, a Julia e Jolie — As gêmeas de 15 anos filhas do meu pai e da minha madrasta.
- Filho você não sabe o que está falando. Eu te amo. — Ela disse entre lagrimas.
- Eu sei sim o que eu falo, nunca tive tanta certeza do que eu falo como agora. O dia que um de vocês descobrir o sentido da palavra família, me chamem e talvez possamos conversar.
Falei isso e depois sai em direção a porta, ouvi a voz de Ethan falando alguma coisa com eles e depois correndo atrás de mim.
- Adam aonde você vai? — Nesse momento mostrei a chave da moto de Cezzar e ri pra ele, ele me devolveu o mesmo sorriso.
- Estou indo pra casa. Aceita uma carona? — Falei jogando um capacete pra ele e subi na moto, Ethan ainda rindo pôs o capacete e se sentou na traseira da moto se segurando no apoiador perto dos faróis.
- Você vai devolver não vai? — Ethan perguntou antes de eu dar a partida.
- Quem sabe um dia. — Ele riu e saímos.
[...]
Alguns dias depois.
Era quarta feira atarde, e devido a minha suspensão eu estava proibido de treinar. Eu estava com os outros dentro da ala das piscinas, era como o ginásio, só que com o dobro do tamanho e ao invés de uma quadra avia três piscinas atravessadas. Eu estava sentado no topo da arquibancada com a turma do Brandon olhando os outros que estavam no primeiro lance de bancos. Rebecca a cada cinco minutos olhava para traz, mexia nos cabelos e sorria para Charles um moreno alto que parecia ser a sombra do Brandon, Lola e a sinaleira pareciam se divertir com alguma coisa que Mason e Michael estava falando.
- Lola, Michael! — A Rebecca gritou de repente parecendo desesperada. — A gente esta atrasado duas horas e meia pra detenção. — Eles se entreolharam e com um aceno de cabeça saíram deixando apenas a ruiva e o Mason na parte baixa da arquibancada.
Brandon falava sobre qualquer coisa com os amigos, e eu apenas passava meu olhar por todo o local. Fazia frio, Mason vestia a calça surrada e o casaco de lã preta, e tinha a cachecol azul quase da cor de seu olho no pescoço, revirei os olhos ao ver que ele o tirou e colocou ao redor do pescoço da ruiva, que assim como ele usava a calça jeans e a sua famosa jaqueta de couro preta. Percebi quando ela começou a rir e se levantou dizendo que ele não era capaz de algo que a pouco conversavam. Mason riu e se levantou indo até ela a passos largos, e ela começou a andar de costas. Logo os dois corriam como crianças pequenas brincando de pique-esconde ou pega-pega.
- E ai Adam o que você acha? — Sai dos meus pensamentos quando ouvi a voz de Brandon. — Ei cara o que foi? Tá inveja? — De início não entendi, mais quando ele lançou o olhar para entre duas piscinas e meus olhas seguiram o caminho dos seus vi a cena que se consideraria mais patética, Mason havia alcançado a ruiva e de forma automática a puxou pela cintura e nos segundos seguintes os dois tinham os lábios grudados. Voltei a olhar para Brandon.
- Inveja não é a palavra certa, eu diria pena por meu amigo ter tanto mal gosto. — Eles riram e eu ouvi algo sobre ser gostosa.
- Você não falou... o que acha de fazer uma festa? -Dei de ombros. — Eu tenho umas coisas pra resolver agora, encontra a gente amanhã as dez na ala sete, o lugar de sempre. — Ele disse se levantando e eu concordei. Acompanhei-os com os olhos e logo que saíram minha atenção voltou para o centro das duas piscinas, os dois já aviam se separado mais continuavam gargalhando, eu vi quando Mason deu um beijo no rosto dela e saiu em direção aos vestiários, levando em conta que já passava das quatro horas e o ginásio ficava a disposição dos nadadores conclui que ele iria se troca. Na minha cabeça uma lâmpada se acendeu e algo como A hora perfeita foi gritado silenciosamente na minha cabeça.
Sai da arquibancada e caminhei em direção as piscinas, A ruiva assim que me viu fechou o sorriso e revirou os olhos, eu apenas ri.
Me aproximei dela e passei o braço por seus ombros, e lhe dei um beijo no rosto. Era isso que eu fazia desde o dia da aposta. Ela tentou sair dos meus braços e eu apenas apertei mais.
- Você e o Mason deram um lindo show, digno da obra dom Juan, o que você queria? Plateia? — Ri e ela nem se quer me olhava. — O que foi Náh? — eu usava o apelida que Mason havia lhe dado apenas pra provocar. — O gato comeu sua língua? — Ela ignorou. — Você podia deixar as coisas mais simples, sabe que não vai ganhar. E eu to precisando realmente de alguém para arrumar minha cabine, aquilo tá um lixo.
Porque não deixa as coisas mais fáceis em Náh? — Passo o meu dedo pela sua bochecha, e de forma rápida ela se livra do meu braço e fica de frente para mim. O seu braço voou na direção do meu rosto e eu agradeci por não ter mais nem uma plateia, quando senti o gosto de sangue no meus lábios. Maldita ruiva! — O que você tem na cabeça garota? — Disse passando o punho do moletom para limpar o corte. — Você pensa que eu sou mais um dos idiotas que acham você um máximo? — Segurei ela por um dos braços. — Eu não sou nada parecido com o Mason, e nem ouse me comparar com o Michael. Ouse encostar em mim de novo e eu não me responsabilizo por meus atos. — quase ouvi ela dizer um que medo irônico, mais ela apenas me olhava com desprezo.
Soltei seu braço e nossos olhos ainda guerreavam, eu deveria estar realmente muito perdido na imensidão escura de seus olhos pra não notar em seus braços me empurrando para uma das piscinas. Mais não tão perdido, para perder a oportunidade de leva-la junto.
- Você é a pessoa mais idiota que eu conheço McSider, não pense que eu terei medo de você. — Falei voltando para a borda da piscina em quanto ela me olhava como se com esse olhar pudesse destruir minha vida. — Pirada! — Gritei já na porta do ginásio.
[...]
Meus olhos se demoraram a abri faltava cinco para as dez, e logo me lembrei do compromisso com Brandon, ia me levantar quando percebi o peso em meu peito. Ah, a garota de ontem. Pensei, não fazia mais ideia de qual era seu nome, na verdade se não tivesse esbarrado com ela ontem depois do meu mergulho na piscina nem saberia que ela existia.
- Acorda! — Disse e ela choramingou. Revirei os olhos e a tirei de cima de mim, me vesti com qualquer roupa e fui até a cozinha, sim, essa era a vantagem das cabines dos professores, eles não comiam com os alunos. Mais isso não adianta muito quando você não sabe cozinhar. Peguei um copo de agua e fui tomando até o quarto, quando me dei por satisfeito olhei o resto da agua no copo, e de volta para a loira em minha cama. Eu não poderia jogar a agua fora, não em uma época em que tantos países estão em seca. Abri um sorriso sínico e não hesitei em jogar a agua na garota que acordou assustada e quando se deu conta da situação começou a bufar. Todas iguais, pensei.
[...]
- Certo então está resolvido, Eu entro com o som e com o lugar, Julian e Elliot com a decoração, Crabbe divulga e cuida das câmeras, e Adam entra com a grana e as bebidas. — Sempre eu me fodendo com a grana, isso que dá ter amigos exploradores.
- E se a gente tentasse... — Julian ia falar alguma coisa mais o barulho da porta rangendo se fez ouvir. No mesmo momento Brandon se levantou e olhou por entre as brechas das prateleiras na estante, ouvi ele resmungar alguma coisa e depois fazer algumas dobraduras em uma folha velha, que logo foi arremessada por entre as prateleiras.
- Tem alguém ai? Acho que você precisa de óculos... Ou de aulas para aprender a fazer uma dobradura melhor. — Brandon recebeu a resposta debochada de uma voz feminina e estranhamente conhecida. De repente a silhueta dona de cabelos excessivamente vermelhos apareceu em frente a Brandon
Natascha estava lá, o que ela estava fazendo aqui? Ninguém em sã consciência afrontaria Brandon dessa forma, muito menos sabendo que ele andou fazendo uma visita ao Trevor logo de manhã.
Percebi o momento em que eles começaram a discutir e as vozes se alteraram, Brandon segura o braço da ruiva com força e por algum motivo ela me olhava, como se tentasse me ajudar os saber se eu iria ajuda-la. Permaneci em meu lugar.
- Não-Toque-Em-Mim. -A ruiva gritou.
- E se eu querer tocar? —
- Nem a minha mão merece encostar em uma merda como você. — Os rapazes começaram a comentar as provocações dela e eu não pude escutar o resto por causa do volume baixo que eles falavam
- Ui ela é durona! -Brandon gritou de repente. E voltou a sussurrar no ouvido dela, por alguns minutos achei que ele a daria um beijo forçado. Mas surpreendentemente a ruiva deu um chute estrutural em Brandon que caiu no chão.
- Eu disse pra você não tocar em mim! — Ela falou ríspida e deu as costas.
Os olhos de Brandon queimava de raiva, ouvi os dentes dele ranger de raiva, depois foi tudo muito rápido o rapaz se levantou do chão com um garrafa de vidro e logo já corria atrás dela, os rapazes tentaram pará-lo e eu apenas permaneci sentado deixando que a ruiva aprendesse a sua lição. Foi ai que percebi que as coisas passaram dos limites. Brandou não parou, ele acertou a garrafa na cabeça dela e poucos segundo depois ela estava no chão. Os garotos quando se deram conta da situação correram para a saída mais próxima deixando a ruiva lá.
Engoli em seco antes de me aproximar.
- Droga! — Disse me abaixando perto dela, não sabia o que fazer. Percebi um risco vermelho por sua testa e logo notei um sangramento na sua cabeça, o que deveria ser natural depois de uma garrafa ser estilhaçada em sua cabeça. — Eu ainda vou me arrepender disso. — Resmunguei levantando ela em meus braços.
Sai pela porta do primeiro andar, na qual ainda tive que me dar ao trabalho de arrombar, já que seria difícil escalar alguma janela carregando as duas toneladas ruiva — certo, eu sei exagerar. — olhei ao redor pra ver se havia algum monitor e para a minha sorte não. Fui para a cabine dos professores evitando ao máximo todas as câmeras e me enfiei rápido na minha cabine. Fui até o meu quarto a coloquei deitada, eu não podia leva-la na enfermaria, mais não podia esperar que um milagre acontecesse.
- Porque você tem que ser tão burra em? — Fui até o banheiro e molhei um pano na agua quente do chuveiro, será que funciona. — Alias o que você estava fazendo lá? Caçando o tesouro perdido? — Coloquei a cabeça dela em cima de um amontoado de travesseiros e passei o pano por onde o sangue traçava uma linha, depois deixei onde supostamente teria ferido. Com o movimento da sua cabeça vim a tatuagem na parte alta do seu pescoço, era uma tatuagem de letras pequenas e arredondadas que apenas formava duas palavras Viva as consequências. — Você é maluca garota, definitivamente maluca.
- Eu ouvi isso. — Foi o que ela disse, saiu baixo e quase como um sussurro, mais o sorriso se instalou em meus lábios, essa era a primeira vez que sua voz se dirigia a mim em dias, e eu sabia muito bem quais consequência isso geraria.
Notas finais
Eu ainda vou responder os comentários que ficaram sem resposta do capitulo Extra certo? 150 comentários (+15) e um capitulo novinho pra vocês meus divos (as).
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