Tennensi Reformatory

6 Noite do desafio [part. 2]


Notas iniciais
Oi pessoal espero que gostem, e perdoem-me pela falta de criatividade ;c

Pov Adam Calliel.


Os cabelos dela no tom ruivo se assemelhavam ao tom de pele quando se deu conta que eu estava no quarto de Mason. Por alguns instantes perguntei o que essa garota enxerida fazia lá.

Eu e Mason discutíamos sobre um jeito de conseguir sair do reformatório no final de semana com a galera para um Pub próximo das redondezas sem sermos flagrados por câmeras ou o sistema de rastreamento – O que obviamente nos daria um grande trabalho, e uma enorme dor de cabeça se algo desse errado. -, quando a sinaleira bateu na porta do dormitório dele. Não demorei a entender o que ela estava fazendo lá, Mason avia convidado ela para a noite do desafio. Eu teria reclamado se algo não tivesse me ocorrido na cabeça. Se ela entrasse no jogo não poderia sair, e veteranos como eu acabam aprendendo pontos estratégicos para evitar alguns jogadores, e aumentar as chances com outros. Eu não perderia a chance de humilhar a sinaleira com um “desafio inocente”.

Eu sai do quarto de Mason assim que notei as intenções dele, falam de mim por pegar todas, mais quando o nosso famoso Don Juan –Mason- entra em ação ninguém parece se importar, mesmo que ele esteja pegando a novata, desconhecida e estranha.

Segui pelo campus chutando alguns galhos secos e folhas caídas, chegando a conclusão que finalmente avia chego a hora de meu estimado padrinho –sintam a ironia- tirar a mão do bolço e gastar um pouco da grana colocando um zelador nesse lugar. Não que eu não gostasse do meu padrinho, apesar de ele não ser o cara que eu mais amo nesse mundo eu acho ele maneiro, principalmente pelo fato de me aceitar aqui. Claro isso está extremamente longe de ser um hotel cinco ou até mesmo três estrelas. Mas depois de ser posto pra fora de casa pela minha própria mãe eu não tive muitas opções.


-Calliel! –Ouvi uma voz familiar e ofegante atrás de mim. – Adam, espere. – Me viro de costas e vejo a Senhora Trudey correndo em minha direção. Ela era baixa, magra, tinha cabelos acinzentados quase brancos e um óculos sempre posto na ponta do nariz. A senhora Trudey trabalhava com meu padrinho a anos, organizando as papeladas e cuidando de algumas coisas pessoais para ele. – Seu padrinho pediu para que você o encontrasse na sala dele em cinco minutos. – Ela olhou no fino relógio dourado preso em seu pulso quase esquelético. – Mais é melhor se apressar porque ele pediu isso a vinte minutos atrás. – Ri, a senhora Trudey sempre foi meio atrapalhada, com a idade ficou um pouco pior talvez as horas trabalhadas tenham causado uma queima de neurônios já que ela não costumar folgar, mas se você tem amor a vida nunca comente isso com ela.

- Obrigado senhora Trudey, já estou indo lá. – Falei e corri em direção ao prédio principal onde a sala do meu padrinho se localizava.


[Toc, Toc]

— Entre! –Ouvi a voz de meu padrinho do outro lado da porta, tentei deixar minha respiração um pouco mais rítmica, já que devido ao atraso de informação da senhora Trudey tive que vir para cá correndo. – Óh Adam, achei que você não fosse aparecer, pensei que talvez tivesse saído. – Balancei a cabeça negativamente.

- Estava com Mason, a senhora Trudey acabou de me avisar que o senhor mandou me chamar, aconteceu alguma coisa? – Ele se sentou no grande cadeirão e fez sinal para que eu me sentasse também.

- Sua mãe ligou essa manhã. – Fiquei um pouco tenso. – Ela convidou você para passar o final de semana com a família e parece que o pai de Ethan – Meu padrasto. – Autorizou a saída dele também. – Ri irônico.

- Diga a ela que nem será preciso tirar os pratos do armário, eu não vou. – Meu padrinho respirou fundo.

- Adam você não pode guardar o rancor o resto da vida, talvez se você voltar a se aproximar de sua mãe, mostrar pra ela que você é um novo garoto, um menino diferente do que ela pôs para fora de casa, ela te aceite de volta. Talvez ela deixe de escutar o seu padrasto e te aceite. De uma chance a ela garoto. – Suspirei fundo e me joguei para traz no acento da cadeira.

- Esse é o problema tio August. Eu não mudei, e não quero mudar. – Ele me escutava atentamente. – Ela não me aceitou do jeito que eu sou, preferiu o cara que vai pra cama com ela do que eu. Então se é assim que ela deseja será assim, eu não vou mudar.

- Por deus Calliel pare de ser tão orgulhoso, de o braço a torcer pelo menos uma vez na sua vida, já se passaram dois anos. Você já está aqui nesse reformatório a dois anos, ano que vem será seu último ano na escola. E depois o que pretende fazer? Ver os outros jovens que tornaram-se seus amigos irem em bora em quanto você continua aqui?

- Esse é o problema então? Me ver ficar aqui em quanto os outros saem? Bom se o senhor quer me expulsar daqui basta falar, não precisa fazer rodeios. – Meu padrinho revirou os olhos.

- Olhe só pra você Calliel, tornou-se explosivo, temperamental. Tanto tempo convivendo no meio de pessoas assim, você passou a se assemelhar com esses jovens. Você se tornou um garoto imprevisível Adam. – Ele respirou fundo e eu tentei acalmar os ânimos. – Eu não estou te colocando para fora desse lugar, pode ficar o tempo que quiser, eu apenas estou preocupado com você.

- Não fique eu sei me virar, tio August.

- Eu sei que sabe, mas não tenho a certeza de que você sabe qual as melhores maneiras de dar um rumo a sua vida, por isso já está decidido... Você e Ethan iram para a casa de sua mãe passar o final de semana, e não a outra opção.

- Mas...

- Sem mais, você é meu sobrinho, meu afilhado, e eu sou o seu responsável em quanto você morar aqui! – Bufei, dando-me por vencido me levante e sai rodei a maçaneta da porta e quando ela estava quase se fechando novamente deixei uma fresta aberta para que ele me escutasse.

- A proposito tio August está na hora de contratar um bom zelador para dar um jeito por aqui. – Fechei a porta e deixei que ele resmungasse sozinho com as solidas paredes de concreto.


[...]


— Lena desgruda. – Eu estava na cabine e o relógio me indicava que daqui a uma hora eu teria que estar na ala sete para o início do jogo. – Helena não faça isso nunca mais na sua vida! – Empurrei ela que caiu assustada em cima da minha cama, e fui em frente ao espelho para avaliar o meu pescoço que continha uma marca avermelhada que a garota em minha cama avia acabado de deixar.

- Ei Adam, eu não reclamei quando você deixou marcas bem maiores em mim. – Reviro os olhos e junto as roupas dela que estavam no chão e as lanço em direção a ela.

- Claro que não reclamou, nunca reclamam. – Digo convencido. – Mas entre eu e você a uma diferença. Você é quem implora por mim, você leva as lembranças. Eu apenas me divirto. – Ela bufou colocando as roupas e saiu do quarto, quase derrubando as portas.


Me arrumei rápido e sai em direção a Ala sete. Ethan que já estava lá disse que devido a uma chuva que se aproximava o jogo não ia ser na cobertura e sim no sexto andar. Subi pelas escadas de emergência preza a parede do prédio e entrei pela janela. Boa parte do pessoal já estava lá, novatos e veteranos. Percebi a sombra de uma silhueta vindo de uma das janelas olhei de canto para ver quem estava por lá e logo vi Mason sentado no parapeito com as mãos na cintura da sinaleira ambulante, mantendo-a próxima dele, também notei quando ele deu um beijo na testa dela e revirei os olhos. Talvez agora vocês entendam o porquê de Mason ser apelidado como o “Don Juan” entre os rapazes.


O jogo já avia começado e eu tremia de frio minha roupa estava molhada e eu tive que tirar a camiseta pra não pegar uma pneumonia. Julian aquele filhote de cruz credo me desafio a pular de uma ponte velha que fica depois dos limites da Tennensi. Sendo eu Adam Calliel eu não perderia o desafio. Porém o rio que passa por de baixo da ponte estava um pouco mais raso do que eu esperava, cai de mal jeito e pelo visto meu braço direito está eliminado dos treinos de basquete.


- Eu pergunto para o Mason. –Esse era um dos momentos em que todos ficavam tensos, Trevor as vezes pegava pesado, não tinha muitos limites, se é que tinha algum, para consegui o que quer– Te desafio a falar aqui na frente de todo mundo o motivo pelo qual te arrastaram para esse inferno. –Engoli em seco e Mason também pareceu se incomodar. Eram poucos os que sabiam o passado de Mason, eu sempre soube mais não que ele tivesse me contado, e sim porque eu tenho um acesso privilegiado aos arquivos da Tennensi. – A aposta é, se não falar eu quero que arranje algumas “coisinhas” pra mim no seu próximo passeio familiar. – Mason serrou os olhos, Trevor se drogava, agora com o inicio dos jogos era o jeito mais fácil dele conseguir drogas sem ter que sair da escola, ou sem precisar colocar a mão na carteira.

- Você sabe que depois da última vez que eu fui pego entrando com isso passaram a me revistar sempre que volto a colocar os pés na Tennensi. –Mason tentou renegociar.

- Então fale para todo mundo como é emocionante a história que te trouxe para esse lugar, como era o nome dela? Rose? Rosa? — Mason parecia explodir em chamas de tanta raiva. Falar do passado de Mason seria a mesma coisa que deixar uma granada na mão de uma criança... qualquer movimento errado “Bun”.

- Eu trago o que for possível até segunda feira. Mas acho bom medir essas suas palavras antes de falar qualquer coisa que se relacione com a minha vida Trevor.

- Eu não quero o que for possível, eu quero o que for preciso. -Ele mantinha o sorriso irônico, e voltou a girar a garrafa, antes que ela parasse Ethan resolveu que essa seria a última rodada da noite.


Meus olhos brilharam ao ver o que a garrafa apontava, chegou o momento mais esperado da noite, a garrafa tinha um lado virado para mim, e outro para a ruiva. Percebi que ela não sabia ao certo o que esperar de mim, tinha receio em seus olhos e eu quase ri em saber que ela tinha medo.

Como eu desafiaria ela? Usar força bruta parecia covardia, rapazes nunca faziam isso quando sua oponente era um garota, eu não seria o primeiro a mudar as regras. Usar o perigo? Essa garota não parecia uma das meninas que tem medo de encarar um desafio. Ousadia? Estava nítido que eu perderia se pedisse a ela que fizesse uma coisa ousada. Como eu desafiaria a sinaleira? De repente uma ideia me veio a cabeça, era humilhação por ter me xingado e ignorado todo esse tempo que eu queria, então seria isso que aconteceria com a ruiva.

- Eu desafio a ruivinha do capeta. – Disse com um sorriso nos lábios e ela me encarava seria. – Eu quero que você passe um mês, 31 dias completos fingindo com a sua melhor performance que eu não existo. – Ela me olhou confusa, talvez não via o verdadeiro sentido daquilo. – Não importa o que acontecer você não vai dirigir a palavra de forma alguma a mim. – Os outros me olharam curiosos. – A aposta é, se você não conseguir vai se tornar a minha secretaria. Vai cuidar dor serviços do time de basquete e cuidara de algumas coisas para mim, por tempo indeterminado. – Ela franziu o cenho, a maioria das pessoas no círculo passaram a me olhar de forma maliciosa imaginando quais as minhas intensões com a sinaleira, porem eu estava longe de querer qualquer coisa com ela. E mesmo que quisesse a uma coisa que se chama respeito, e se o Don Juan já tá caidinho pela ruivinha, eu não me meteria no “relacionamento relâmpago” do casal.

- E se eu ganhar? – Dou de ombros. Porem a astucia da ruiva me chamou atenção

- Se passar um mês resistindo a minha presença, pode escolher. – Ela deu um sorriso que fez um pouco do meu orgulho recuar junto com a minha coragem.

- Então se eu conseguir passar um mês ignorando você completamente, você passara dois meses completos sexo. – Arregalei os olhos e ouve alguns risinhos pela roda. – Sabe eu já cansei de ouvir garotas espalhadas nesse lugar se lamentando porque o famoso “Adam Calliel” apenas usa e joga fora, acho que dois meses sem lamentações seria um tempo bem bom. – Sorri, como eu disse ousadia não era o problema da ruiva, talvez o problema dela fosse apenas não reconhecer o seu oponente.


Eu não tornaria as coisas fáceis para ela, eu sabia que ignorar as pessoas era uma das duas coisas que ela sabia fazer de melhor, porem a outra era responder a uma provocação. Ela poderia resistir, e obviamente tentaria a todo o custo resistir a mim. Mas algo me dizia que não aguentaria passar muito tempo me vendo dizer e fazer o que eu bem entender as custas dela, sem me xingar uma vez si quer. Obviamente a aposta já estava garantida e ela seria a mais nova secretaria do time de basquete. Eu juro que não vou perder a chance de pôr a ruiva na fantasia se raposa para animar a torcida do time como nosso mascote. Eu queria humilha-la, e de qualquer forma iria conseguir. Nunca brinque com um Calliel.

Notas finais
eu sei que a maioria esperava por algo muito mais emocionante mais digamos que o Adam vai fazer as coisas bem no estilo "Calliel" de ser...
Oi pessoal espero que gostem, e perdoem-me pela falta de criatividade ;c
xoxo