Notas iniciais
Oi galera capitulo um dia antes do previsto porque estou contente com os novecentos e um comentários e com o lindo surgimento de lindos leitores saindo do mundo obscuro das sombras. E pra queles que querem saber, vai rolar um extra ok? Não sei exatamente quando, e ainda estou pensando se mando ele para a historia ou por MP de quem comentou o ultimo capitulo... Quem tiver uma sugestão do que quer no extra, fala pelo comentário ok? -> Capitulo betado pela linda da Gabs, mas não usei seu titulo porque minha prima resolveu "participar", então titulo escolhido bela linda da Juh, que não tem Nyah!

Tudo se passou em minha frente como um filme que tem suas cenas adiantadas. Parte eu conseguia ver, parte parecia simplesmente ser avançada para que a próxima cena pudesse ser exibida. Uma hora meu sangue fervia de raiva apenas com a imagem daquele cara em minha frente, nos instantes seguintes ele estava rolando no chão levando socos do pai da garota que ele mantinha naquele lugar.

Tudo começou a se desacelerar e de repente eu estava em câmera lenta, nada existia a não ser aquele corpo no chão. Aquele corpo pálido e imóvel no chão.

Meu coração pareceu parar por segundos e então acelerou com força máxima, eu corri em direção a Natascha não me importando de olhar em que ou quem estava pisando. Na verdade, nem minha própria segurança parecia importar naquele instante.

Ajoelhei-me junto ao seu corpo e senti meus órgãos congelarem ao notar o traço seco de uma antiga lágrima em seu rosto. Natascha estava apagada no chão como um brinquedo esquecido depois de usado.

– Ruiva. – Peguei sua cabeça entre minha mãos. Ela tinha que acordar. Ela tinha que abrir seus malditos olhos e ver que eu estava ali, ver que eu havia cumprido a minha promessa, que eu havia voltado e iria ajudá-la, porque era isso que amigos faziam. Era isso que eu precisava fazer não importa o quanto odiássemos ou amássemos um ao outro. – Abre o olho droga. – Falei. – Eu estou aqui do jeito que prometi a você. Eu trouxe seu pai também, e você tem que ver isso. Por favor. – Sua boca fez um movimento mínimo de abrir e fechar os lábios, suas palpebradas se mexeram no entanto continuaram fechadas. – Você vai ficar bem. – Garanti e quase que inconscientemente meus dedos deslizaram por seus fios ruivos que pareciam desbotados e por isso estavam rosa. Eu precisaria de um apelido novo para ela se de repente ela decidisse não pintá-lo novamente.

Então todo aquele torpor de alivio se foi e uma ira gigantesca pareceu abraçar meu corpo. Havia apenas uma única parte do seu cabelo atualmente rosa que estava vermelho, um tom vermelho-escuro no qual só pude notar quando meus dedos passaram por lá e eu senti o grosso liquido carregado por um cheiro forte de ferro. Natascha estava sangrando compulsivamente por de traz da cabeça.

Minha ira começou a se alastrar por todo o meu corpo e de repente eu não tinha mais controle de mim mesmo. Larguei Natascha sobre o chão sujo do banheiro novamente e voltei para a realidade. O McSider gritava algo para o Brandon enquanto mantinha-o preso ao chão.

Meus olhos se focaram apenas no moreno mais jovem, era como se aquilo fosse necessário para a minha sobrevivência. Corri na direção dele sem me importar se machucaria ou não o McSider ao tirá-lo de cima de Brandon com tanta força.

Eu tinha quase certeza que dava pra ver as chamas em meus olhos porque eles estavam queimando, eles estavam ardendo em fúria e desespero. Segurei Brandon no chão encarando seu rosto por alguns segundos antes de começar a deformá-lo. Pela primeira vez o McSider havia se dado conta da filha inconsciente no chão e não se importou com a nossa troca de papéis.

Eu me sentia tão próximo de Brandon que aquilo me causava repulsa. Eu podia ter menos força física que aquele desgraçado, mas sem duvidas a força de vontade para matá-lo era muito superior.

O som da risada rouca de Brandon parecia testar até onde iam os limites da minha sanidade. E pra falar a verdade ela parecia já ter terminado a algum tempo.

– Então é isso. – Disse ele. – Adam Calliel se rendeu a apenas uma garota e está chorando por ela. – Não havia me dado conta, mas quando ele citou notei que realmente haviam lágrimas saindo de meus olhos.

Não que Natascha inconsciente no chão fosse o motivo delas, mas sem duvidas Brandon também não era.

– Você é ridículo Adam! – Gritou elevando ainda mais a minha ira. – Patético a ponto de se apaixonar por uma garota que não vale nem as roupas que veste. Ela é podre, Calliel. Podre como você. – Disse como aquele sorriso e então não pude mas me aguentar.

– Cala a Boca. – Bati a cabeça dele de forma firme contra o chão. — Cala a boca. — repeti o gesto e então fiz isso pela terceira vez.

– Isso, continue. – Ele disse sem se importar com o impacto. – Me mate e seja tão horrível quanto eu. – Falou e eu pude notar que sua voz agora era apenas um sussurro rouco. – Talvez possamos nos encontrar no inferno. – Seu olhar estava se tornando desfocado e aquilo pouco me importava. – Você sabia que no fim o culpado de tudo isso é você?

Levantei-o mais uma vez pelo colarinho da camiseta e o bati forte no chão. Dessa vez seus olhos se fecharam quando a cabeça recocheteou batendo por si só mais uma vez.

Lentamente seus olhos se abriram e ele sorriu.

– Continue Adam. Ainda estou vivo, faça isso por mim. Mate-me! – Ele estava sendo frio como se o fato de saber que eu realmente poderia matá-lo do jeito mais desgastante e dolorido não o abalasse em nenhum quesito. – É fácil culpar a mim quando o errado é você. – Sua voz não passava de um sussurro. Eu não imaginava como ele se mantinha consciente depois de tantas batidas contra o chão, mais sabia que aquilo não duraria. – Adam Calliel, quem não conhece! O garoto arrogante, mesquinho, que não pode ver nada além do próprio nariz. – Mas uma vez tomado pela raiva ergui seu corpo e arremessei sua cabeça contra o chão, ele não conseguia impedir meus movimentos, seu corpo todo estava mole.

– Suas palavras não me causam nada além de nojo Brandon. – Sussurrei porque esse era o único tom de voz que toda a minha raiva me permitia usar. – Não pense que sentirei remorso por você... Vá pro inferno.

Então ele riu. Riu e tossiu ao mesmo tempo mostrando que de algum lugar de sua boca sangue estava sendo liberado. Sua cabeça caiu para o lado mas ele segurou o sorriso.

– Exatamente. – Foi o que ele disse tomado pela completa rouquidão. – Você não sentira remorso por ninguém a menos que seja de si próprio. – Eu quase não ouvi suas últimas palavras, porque todos os sentimentos agonizantes dentro de mim me ensurdeciam. – Me mate agora e prove a Natascha o quanto somos parecidos. O quanto somos arrogantes e queremos tudo apenas para nós.

– Morra. – Gritei mais uma vez batendo sua cabeça contra o chão. Mas dessa vez eu quem sofri o impacto.

No momento não havia entendido o que estava acontecendo, mas no minuto seguinte pude reparar em Julian McSider sobre mim me mantendo no chão da mesma forma que eu estava fazendo com Brandon pouco antes.

– O que pensa que vai fazer? – Ele gritou firme.

– Vou matá-lo. Eu vou fazer um bem para o mundo. – Disse. – Olhe para Natascha, olhe para a sua filha. Esse desgraçado não merece um segundo da vida de merda que ele tem. – Disse gritando com toda a minha força, mas notei que as lágrimas que saiam dos meus olhos não eram nada além de raiva. – Ele está recebendo com a mesma moeda o que fez com ela. – Tentei me afastar dele, mas sua força de repente era vezes maior que a minha.

– Você não tem que fazer isso, Adam. – Ele disse. – Você não é esse tipo de pessoa. Natascha não ia querer que você o matasse. – Ele falou sério encarando meus olhos. – Você fez sua parte. Salvou a vida dela, e eu sou grato por isso. Você me lembrou como é ter uma filha e eu realmente lamento ter percebido isso apenas quando estava correndo o risco de perdê-la.

– Mas ele...

– Ele é um desgraçado que provavelmente terá que se alimentar por sondas depois do que você fez. – Ele começou a afrouxar os braços ao meu redor. – Chega Calliel, você ganhou o meu respeito no momento em que insistiu para que eu abrisse a porta de meu escritório pra você, não faça besteiras. Não me decepcione. – Engoli em seco quando ele me largou e tirou seu peso de cima do meu corpo.

Me sentei e pude ver o corpo de Brandon em minha frente em um estado mais critico que o de Natascha. Sua cabeça sangrava muito mais, e todo o seu corpo tremia, mesmo que seus olhos estivessem fechados e sua respiração fosse tão curta a ponto de mal parecer respirar ele ainda tinha pregado nos lábios a sombra do doentio sorriso sínico.

Me levantei ainda com nojo daquele corpo, nojo de Brandon. Mas ainda assim com um controle mental o qual eu estava obrigando a existir para que eu não exterminasse qualquer resquício de vida naquele cara.

– Pegue a Natascha, eu levo o garoto. Não vou correr o risco de você matar não só ele como a si mesmo. – Disse. Olhei para o chão mais uma vez e então olhei para a ruiva. Minha perna em um movimento involuntário se dobrou e então arremessou-se em direção as costelas de Brandon.

– Calliel! – O Grito do McSider foi um urro alto que me fez acreditar que todos no raio de 1km puderam ouvir. – Pegue minha filha e caia fora qui.

Assim fiz. Coloquei Natascha em meus braços e me retirei daquele lugar sem olhar para trás. Sem correr o risco de fraquejar e perder os sentidos para a minha irá novamente. Eu o mataria e não tinha duvidas disso. Mesmo que me arrependesse, eu era capaz disso. Eu não duvidava.

Sai do prédio e cai de joelhos sobre o chão repousando a ruiva sobre meu colo. Eu não sabia o que fazer, para onde eu a levaria ou o que faria para estancar aquele sangramento em sua cabeça. Mas pra falar a verdade também não estava pensando em solução alguma para todas as questões em minha mente. Era como se eu estivesse exausto, como se houvesse deixado meu corpo e permitido que outro cara o comandasse para que eu não dissolvesse em uma raiva completa, eu sentia todo o meu corpo tremer e não sabia dizer os motivos.

Então, Michael e Rebecca apareceram logo em seguida ofegantes e exasperados.

Eu tinha noção de que eles me perguntavam coisas, queriam saber sobre mim, queriam saber sobre Natascha, Brandon e sobre o McSider. Mas eu simplesmente parecia bloqueado para qualquer coisa que me forçassem a ouvir.

Eu estava a ponto de cometer uma loucura, cedendo a minha raiva e voltando para aquele lugar.

– Adam. – Ouvi a única coisa que pareceu penetrar minha barreira auditiva, olhei em todas as direções mas só percebi o lugar de onde vinha quando notei que todos os olhos estavam sobre o rosto em meu colo. Olhei para a ruiva que permanecia de olhos fechados.

Suspirei mas não me senti capaz de dizer nada. Apenas a observei.

– Obrigada. – Novamente aquela voz quase muda foi a única coisa que eu pude escutar. Depois disso a exaustão tomou conta de mim e tudo rodou até que todas a cores ao meu redor se resumissem no excêntrico negro da escuridão.

Notas finais
Eaaaaaaaaaaaaaaaaaaai, quem gostou? Eu to quase terminando de escrever. O próximo é um pov. Natascha, e depois dele não creio que reste mais que quatro capítulos, ainda estou pensando se faço ou não um epilogo, ou deixo por conta da imaginação de vocês... o que acham? Ainda não participou da enquete que vai dar nome para a minha próxima fanfiction? Participa la, os links estão no meu perfil. P.S.: a enquete será fechada no dia vinte e quatro para a avaliação do nome, que será divulgada apenas quando eu der inicio no roteiro. Não esqueçam de comentar. Recomendar. E dar um salve nas MPS. Quem tiver ideia para um extra - INCLUSIVE MINHA LINDA GABS, QUE EU VENHO EXPLORANDO MUITO NOS ULTIMOS DIAS... (obrigada gata.) - Pode dar um chego aqui ou na MP e mandar a ideia, ok? Até o próximo capitulo, sem data prevista porem logo, XxXx