Notas iniciais
Galerinha do mal que saudade. Sabe eu amei as MPS e comentários que eu recebi no capitulo passado. E eu sei que a resposta dos comentários em alguns casos foi tipo igual, mais é que assim evitamos spoliers, já que eu sei sobre a existência dos "caçadores de informações" que stalkeiam a pagina de comentários da Tennensi. Sim eu sei sobre isso. Eu meio que participo desse esquema ilegal em outras Fic's, Sim eu sou do mal. E antes de tudo, obrigado pelo pessoal ter voltado com a força toda e trinta e um dos meus leitores terem deixado comentários lindos que eu fiz uma dancinha de alegria. A proposito adorei algumas ideias sobre o que aconteceria nesse capitulo e umas chegaram bem próximas. Continuem mandando e talvez eu use elas como base. Capitulo divamente Betado pela GabsBooBearJujubaVerde.

Oito horas da manhã. Que diabos tem uma pessoa na cabeça para ligar para alguém às oito horas da manhã?

Deixo o celular tocar. Ele era novo, e emitia uma musiquinha irritante enquanto vibrava sobre a mesinha de cabeceira, mas, mesmo assim, me recusei a atender. Quem quer que fosse ligaria mais tarde.

Meus ouvidos agradeceram o repentino silêncio, quando a chamada se encerrou, porém, quem quer que fosse o ser desalmado no celular já havia conseguido estragar meu sono. A melhor opção era permanecer deitado e vulnerável a terrível visão do teto branco com manchas amarelas devido a uma pequena infiltração. Não que eu estivesse reclamando.

Eu adorava a casa de meu pai, e a companhia de minhas irmãs. Mas por aqui, tudo era sempre normal demais, previsível demais. Não que isso não fosse uma coisa boa para quem pretende ter uns dias de férias da vida real, mas o fato é que eu não precisava de férias. Eu queria o reformatório, queria meus amigos e queria garotas, mas para ser exato, entre todas elas a que eu realmente queria nesse momento era a mais antipática e rabugenta. Sim, eu sentia falta da Natascha e me matava ter que assumir isso tão publicamente. Eu não ligava pra ela com tanta frequência, eu tinha medo do que ela iria me contar, e eu simplesmente preferia não ouvir. Na última vez que eu liguei, no começo da semana, discutimos. Não que isso fosse uma novidade, mas a ruiva parece não querer perder as oportunidades de testar minha paciência, para ver até onde ela pode chegar. Eu pude ouvir naquele dia como ela não estava bem, eu sabia que aquela voz abafada mostrava o quanto que na verdade nada estava bem, e ainda assim, mesmo que eu escutasse o suficiente para ouvir seus soluços, ela se negava a compartilhar, e tudo o que me dizia quando eu arriscava perguntar algo, era que tudo estava indo bem. O diabo que estava indo bem! Se algo estivesse realmente indo bem, eu estaria lá, eu acertaria um soco... não, vários, na cara de Brandon até ver aquele idiota apagado no chão. Se alguma coisa realmente estivesse indo bem, Ethan teria avançado com o nosso plano em vez de ser descoberto e impedido pelo meu tio. Às vezes eu tinha o pressentimento de que na verdade tudo o que ele desejava realmente era me manter longe. Não que eu estivesse choramingando, mas seja sincero, eu realmente tenho o perfil de um drogado? Um viciado em drogas ilícitas? Certo, eu concordo. Às vezes eu ajo como um cara que provavelmente está sob o efeito de uma dessas coisas, ou talvez em abstinência, e faço isso com frequência, realmente. Mas droga, eu sei ser errado por mim mesmo, não preciso de nenhuma substância nojenta para isso. Mas meu tio não acredita. Talvez ele teria acreditado se deixasse Ethan seguir com o plano e toda a verdade fosse dita. Mas não, o drogado do Calliel sempre é o errado.

Meu plano e o de Ethan, – mais dele do que meu – não era algo super planejado, pra ser sincero trabalhávamos com uma margem de erros bem grande, sem duvidas maior do que a de êxito. A coisa era simples. Meu irmão havia entrado no sistema de computador da Tennensi e impresso a lista de pessoas que efetuaram a denúncia contra mim, todas foram feitas por caras ligados ao Brandon. Ethan encurralaria um a um de alguma forma até que o mesmo assumisse a verdade e retirasse a denuncia. Mas como eu havia dito, nada estava indo bem e meu tio sacou tudo na primeira denúncia retirada, ele disse á Ethan como isso era perigoso e arriscado, e como não havia propósito. Se ele desejava me ajudar, teria que ajudar a provar a ele como eu não tenho nada a ver com os pacotinhos de drogas encontrados na cabine.

Pros diabos com essa porcaria, eu já sabia que as chances de eu voltar eram mínimas, quase igualadas à zero. Na verdade ainda não eram zero devido ao fato de que uma hora ou outra vou ter que ir lá buscar as minhas coisas.

Aquele som irritante do celular voltou a soar pelo quarto, pensei em ignorar, mas quem quer que fosse deveria ter algo importante a falar caso contrário não ligaria a esse horário numa sexta-feira, não para mim.

Olho no ecrã do celular, e o nome Maddona está reluzindo por lá. Franzo o cenho tentando associar qualquer que fosse essa pessoa a minha vida, nada me veio à mente, fora aquela cantora que por sinal não canta bem. Forcei mais a memória, e uma explicação muito mais conveniente me veio em mente, Jolie estava com o meu celular nas mãos ontem, era muito provável que ela aprontasse algo do tipo, como alterar os nomes dos contatos na agenda.

Bufo e toco no ícone para aceitar a chamada.

– Alô? – Tratei de deixar claro com o meu tom de voz, que se não fosse importante, essa era a melhor hora de desligar, mas não foi isso que fizeram.

– Adam? – Reconheci a voz de Ethan e grunhi qualquer coisa para que ele continuasse a falar. – Não tenho boas notícias. – Revirei os olhos. Estranho seria se ele me dissesse algo do tipo contrário.

– Ethan seja o que for, será que não da pra falar mais tarde? – Disse irritado. – Só são oito horas. Cedo de mais para começar a estragar o meu dia. – Grunhi e então ouve uma hesitação do outro lado da linha.

– Cara, eu posso estar errado... – Começou. – mas eu tenho quase certeza de que vou levar um soco por contar a você só agora, então por favor me deixe explicar que eu teria ligado assim que tudo aconteceu, mas eu tinha esperanças de que conseguiria contornar a situação e deixar tudo sob controle, então... – Revirei os olhos bufando.

– Vá de uma vez ao ponto. – Falei alto. – Que tipo de merda você fez agora? – Ele ficou em silêncio. Ficou mudo por mais tempo do que deveria e isso não me agradou. – Ethan? – Chamei para ter certeza de que ele ainda estava lá.

– A Natascha, bom, ela sumiu...

Uma onda de choque me atingiu e por um segundo nada veio a minha cabeça, no segundo seguinte eram tantos pensamentos que eu não conseguia estabelecer uma linha de raciocínio para meu cérebro. Era como se alguém tivesse apertado em mim o botão de pânico, e instantaneamente aquela sensação ruim tomou conta. Respiração pesada, mãos suadas e corpo frio... Por dentro eu podia sentir meus órgãos se reprimindo para não tremer. Não de medo pela ruiva, mas de raiva. Eu realmente queria acertar um soco em Ethan. Que diabos ele estava pensando com "contornar a situação", a única coisa que ele teria para contornar agora seria o olho roxo que eu lhe deixaria. Aliás, qual o propósito de me privar da informação em tempo real? Medo que um drogado invadisse o local?

Tentei me acalmar, mas foi em vão, ela estava desaparecida e provavelmente nas mãos do Brandon há quantas horas? Duas? Quatro? Um dia inteiro?

– A que horas isso aconteceu? – Perguntei tentando manter o controle na minha voz, mas tenho quase certeza de que não deu certo.

– Bom tudo indica que na tarde de ontem foi a última vez que ela foi vista. – Falou. – Procuramos em todos os lugares possíveis e não encontramos. O rastreador da tornozeleira ainda está ativado e diz que ela ainda está dentro dos limites do reformatório, mas não faço ideia de que lugar. – Ficamos os dois em silêncio. Eu queria gritar com ele, mas em sua voz já estava nítido o peso da culpa e eu não ajudaria se fizesse isso, não que Ethan fosse responsável pela sinaleira. Mas cinco minutos depois que eu deixei o reformatório há duas semanas, estacionei o carro no acostamento da auto-estrada e liguei para Ethan. Não disse muitas coisas, mas pedi o que precisava, pedi para que ele ficasse de olho, e para que cuidasse da ruiva. Ele não perdeu a oportunidade de perguntar qual eram meus sentimentos por ela, e tudo o que eu pude responder foi um "eu não sei".

Eu havia sido sincero com ele naquele dia. Porque pra falar a verdade, além do meu pai e das minhas irmãs – por um tempo, também minha mãe – eu não amei de verdade ninguém. Quer dizer, os amigos não contam. E eu não sabia se era realmente isso que eu sentia pela ruiva. Porque acho que pra sentir isso,precisa estar disposto a conviver com a pessoa todo o tempo possível, como Amber e Ethan. E cá pra nós, era um teste de sobrevivência cada minuto que eu passava ao lado daquela garota.

– Você está ai? – Ouvi Ethan perguntar do outro lado da linha.

– Eu não sei. – Disse rendido aos meus próprios pensamentos. Eu não sabia.

– O que? Adam você está bem? – Ethan parecia preocupado do outro lado. – Olha tem mais uma coisa, que eu não sei deveria te contar, mas acho que você tem que saber... Eu falei com Brandon há algumas horas. Eu não faço ideia do que ele tem em mente, mas seja o que for precisa de você para isso...

– O que? – Perguntei confuso.

– Ele disse que se você quiser a Natascha terá que vir buscá-la pessoalmente. – Algo em mim tremeu com essas palavras. – Olha Adam eu não sei se é certo, mas acho que você deveria vir. Por ela, cara. Seja o que for que ele está fazendo com ela, tenho certeza de que não é bom. Eu falaria com seu tio, mas ele foi viajar ontem de manhã, a secretária dele está cuidando de tudo, mas aquela mulher é pior que a Rebecca. Eu também pensei em chamar a polícia, mas estamos em um reformatório e de certa forma isso já é um presídio e eu também tive medo de que as coisas piorassem, sabe? – Suspirei.

– Eu chego em uma hora. – Disse pronto para desligar, mas a voz dele me impediu.

–Venha com um advogado. De preferência o advogado da Natascha. É a única solução que encontrei para que Brandon fosse afastado desse lugar. Se o advogado dela der flagrante em Brandon mantendo ela presa em algum lugar, ele conseguiramover uma ordem de afastamento para Brandon.

– Natascha não tem um advogado. – Disse. – foi para o reformatório por consenso da polícia e dos pais. Não há advogados nesse caso.

– Adam, ela é uma McSider. – Proclamou como se isso já não fosse bastante óbvio. – Todo mundo sabe que esse é o sobrenome mais venerado no país quando se trata de tribunais. Fale com os pais dela, eles não podem se negar a isso. – Ele obviamente dizia isso, porque não foi ele que viu o sr. perfeito McSider usando força física contra a filha.

– Tudo bem, eu posso tentar. – Disse.

– Não tente Adam, consiga. Essa é a única esperança para vocês dois. – Por algum motivo eu achei que Ethan usufruiu do poder da ambiguidade para essa frase.

– Certo eu vou conseguir. – Disse com o máximo de fé em minhas palavras.

– Boa sorte irmão. – Desligou.

A primeira coisa que me veio a cabeça foi: Eu estava ferrado.

Me levantei da cama o mais rápido que pude, sem me preocupar em arrumar os lençóis e nem em colocar os chinelos antes de pôr os pés no chão. Vesti a primeira roupa que me pareceu apresentável o suficiente e um tênis que combinasse. Sai do quarto às pressas e me enfiei dentro do banheiro, tentando ser o mais rápido o possível com a higiene e com o cabelo. Droga eu parecia uma garota.

Sai do banheiro tateando os bolsos a procura da chave do carro e me certifiquei de que ela estava lá quando ouvi seu barulho metálico. Fui para a sala tentando soar ligeiramente normal. Eu sabia que se contasse a meu pai ou Verônica que estava indo para o reformatório, seria provavelmente proibido de sair de casa.

–Pai, Verônica, meninas. – Lancei um sorriso como se dissesse bom dia, e continuei a caminhar atravessando a sala para chegar à porta. Eu estava quase lá, quando meu pai se fez ouvir.

– Aonde vai? – Perguntou.

– Ainda não tomou café. – Verônica acrescentou.

Pense Adam. Pense.

–Preciso hum.. Resolver umas coisas... – Gaguejei e tentei reformular. – Na verdade marquei de tomar café com uma garota que conheci esses dias, então iremos sair. – Isso pareceu bem mais natural vindo de mim.– Vamos a uma festa depois, então não tenho certeza se volto hoje. – Disse e meu pai pareceu pensar alguns segundos antes de concordar. Era o que faltava, ter que pedir autorização para sair.

Deixei a casa e entrei no carro de meu padrasto o mais apressado que pude, quando dei por mim os pneus já cantavam no asfalto e eu mantinha meu pé fundo no acelerado. Para a minha sorte a estrada ainda estava vazia, e o carro corria a toda velocidade.

Eu mataria Brandon. Eu o mataria e faria com que vivesse novamente só para poder repetir o ato centenas de vezes. Milhares. Infinitas. Meu sangue fervia a cada nova possibilidade do que Brandon poderia fazer com a ruiva. Eu sabia que Natascha não era o tipo de garota indefesa ou fraca, mais isso não fazia com que ela fosse mais forte que Brandon, isso não daria chances a ela caso ele quisesse tentar qualquer coisa contra a ruiva.

Uma hora e dois minutos depois os pneus cantaram novamente na frente da grande casa branca de grades personalizadas com o sobrenome McSider.Se Deus existia, eu torcia para que ele estivesse do meu lado nesse momento.

Sai do carro travando o alarme logo em seguida, não que fosse um bairro perigoso, com certeza com o imposto dos donos das mansões nesse lugar era bem provável que existisse um agente secreto vigiando cada uma das ruas por aqui.

Fui até o portão e apertei o interfone, eu precisava de uma desculpa para entrar naquela casa. Não poderia arriscar dizer a verdade e deixar que a governanta ignorasse meu pedido.

– Mansão McSider, quem deseja? – A voz cansada perguntou e eu a reconheci como uma das empregadas que estava trabalhando no final de semana em que estive lá dentro. A mesma mulher que correu atrás de mim e Natascha com toalhas para limpar as possas de água que deixávamos pelo chão, devido ao inconveniente mergulho na piscina.

– Adam Calliel. – Me identifiquei. – Sou o amigo da Natascha, estive aqui no aniversário de Connor. – Torci para que a parte do "eu fugi com a irmã do aniversariante" não fosse lembrada. – Natascha pediu para que eu viesse buscar algumas coisas para ela. – Inventei a primeira desculpa que me veio, e na verdade não era tão ruim, afinal o sr. McSider havia deixado claro que o resto das coisas da ruiva ficariam na casa até que ela viesse buscar, portanto que pai e filha não se encontrasse no tal dia.

– Hum, certo. – A mulher disse. – Mas seja silencioso, o sr. McSider está trabalhando no escritório e não gosta de ser incomodado. – Grunhi qualquer coisa concordando com a mulher e logo após os sons das travas do portão sendo liberado se fizeram ouvir.

Entrei na casa, e fui recebido pelo simpático sorriso da mulher que me atendeu, ela me guiou até o quarto e perguntou se eu precisaria de ajuda. Neguei dizendo que Natascha já havia me especificado onde estava cada item e esperei alguns segundos para que a mulher deixasse o cômodo.

Fui até a porta e quando tive certeza de que a empregada já havia descido as escadas, deixei o quarto e comecei a avaliar. Se eu fosse o grã McSider, rei dos tribunais, em qual das portas do extenso corredor eu escolheria para ser a porta de meu escritório? Provavelmente a porta com a legendaescritório.

Respirei fundo antes que meu punho se movesse e desse dois soquinhos leves na porta, não demorou para que eu obtivesse uma resposta.

– Madalene, quantas vezes vou ter que pedir para não me... – Sua frase foi cortada assim que a porta se abriu por completo e ele reparou as diferenças entre mim e Madalene. Seja quem for essa mulher.

O McSider franziu o cenho me avaliando de cima a baixo, senti elefantes caminharem por minha barriga, e comecei a perceber como o meu plano era idiota, o que eu faria agora? Perguntaria se ele está a fim de salvar a filha desaparecida dele?

Quase que em câmera lenta levantei meu punho com a mão direita esticada para que ele apertasse.

– Adam Calliel, prazer. – Disse e por segundos achei que o homem deixaria minha mão estendida ao vento, mas de forma tão lenta quanto eu, ele a apertou ainda me encarando de cenho franzido.

– Eu me lembro de você. – Disse. – É o garoto que estava com Natascha no dia que Connor sumiu. – Tive vontade de citar a parte de eu também ser o garoto que o tirou de cima da filha antes que ele a matasse, e também ser o mesmo que ganhou um soco um tanto torto no maxilar por fazer isso.

– Exatamente. – Concordei sério. – Me desculpe interromper o trabalho do senhor, mas tenho um assunto sério a tratar. – Disse e de repente a expressão carrancuda e séria do homem se dissolveu em completo sarcasmo e deboche.

– Me desculpe criança – Disse. – Mas seja o que for, acredito que você não tem assuntos sérios com a vida. Dê o fora daqui e talvez eu não ligue para seus pais, dizendo como você anda xeretando a vida dos outros. – Segurei o impulso de gritar com ele ou forçá-lo a me convidar para entrar.

– Eu não vou embora até que o senhor me escute. São assuntos de seu interesse, envolvem Connor e Natascha. – Disse e de repente eu podia ver o osso do maxilar do homem saltando para fora.

–O quetem meu filho? – Ele perguntou com a voz gélida e eu permaneci firme para não entregar o nervosismo ou a vontade de sair correndo. Encarei-o tentando ser tão frio quanto o mesmo. Não acho que tenha dado certo.

– Eu sugiro que o senhor me convide para entrar. – Disse e de repente sem minha permissão aquele sorriso típico de quando estou um passo a frente de todos se formou em meu rosto.

E se fechou logo em seguida quando o homem bateu a porta em minha cara.

Pensei em todos os argumentos que poderia usar para convencê-lo a ter uma conversa descente comigo, e achei que a maneira mais fácil de fazer isso seria usar Connor, já que a existência de Natascha parecia algo completamente ignorável naquele lugar.

–Sabe, seu filho mentiu pro senhor. – Comecei a falar. – Connor nunca fugiu de casa... Naquela manhã ele foi realmente raptado. Ele foi ameaçado para que dissesse isso ao senhor. Ou melhor, Natascha foi ameaçada para que ele mentisse para o senhor, lembra dela, a sua outra filha? – Ouvi a porta novamente se abrir e a figura alta aparecer em minha frente. – Sabe o melhor de tudo? – Sorri daquela mesma forma – Eu sei quem fez isso comseus filhos. – Nos encaramos por longos segundos sem que uma palavra fosse dita, ele deveria estar me estudando para saber até onde era verdade e o que era mentira. O melhor de tudo é que havia aberto o jogo sem mentira alguma. – Que tal o senhor me convidar para entrar agora?

Demorou mais do que eu imaginava, na verdade por um tempo imaginei que ele bateria novamente a porta, e eu não teria mais nada para argumentar a não ser sentar ali e cantarolar até que ele se irritasse com o meu timbre perfeito e abrisse a porta novamente, o único problema seria o que ele faria depois, me pediria um autografo ou me chutaria para fora? Para a minha sorte, não precisei executar esse plano, o McSider saiu da frente da porta me dando passagem para o escritório.

Era um cômodo grande e bem iluminado, tinha uma enorme estante marrom, repleta de livros, e uma escrivaninha na mesma cor com alguns papéis, um computador e um porta-canetas. Na parede havia uma moldura e eu pude reconhecer o homem de mão dadas com uma menininha de cabelos castanhos e vestido de babados, medindo apenas alguns centímetros,logo reconheci que se tratava da Natascha e o homem em minha frente. Na moldura do lado, uma mesma foto igual, mas em vez de um projeto de Natascha,havia um menino de também minúsculo trajando terno. Sem duvidas aqueles cabelos enrolados eram de Connor.

– Então, o que tem a dizer? – A voz do homem rompeu minha tese sobre o ambiente em que estava e eu voltei a me concentrar em ter bons argumentos.

Me sentei na cadeira de frente para ele, antes de começar a falar.

–Eu sei quem raptou seu filho, ele se chama Brandon. –comecei. – E bom, dessa vez ele está com Natascha. – Reparei ele se mover desconfortável no cadeirão. – Brandon é um cara do reformatório que sofre de alguns... problemas psicológicos. Pra ser sincero ele sonha em ter tudo o que eu tenho, e não me pergunte o por quê. Nos últimos meses eu e sua filha ficamos... próximos. – foi a minha vez de me sentir desconfortável, esse não era um assunto que eu gostaria de discutir. – E, bom, esse cara começou a imaginar que estávamos em algum tipo de compromisso, o que nunca aconteceu. Então Brandon começou a imaginar que eu tivesse interesses sobre a sua filha e tentou tirar ela de mim. Por muito pouco ele não estuprou a ruiva no ginásio do reformatório. – Novamente o homem se enrijeceu. – Quanto mais próximos eu e Natascha ficávamos, mais ele me odiava. Então ele armou tudo isso. Eu e Natascha saímos do reformatório na mesma semana, ela por motivos pessoais e eu porque havia saído aos socos com Brandon, mas ele fez isso de propósito, ele sabia que eu seria suspenso, não estou naquele lugar porque sou obrigado, meu tio é o fundador do reformatório e eu tenho alguns problemas familiares com a minha mãe, então optei por ir morar lá. Mas na semana em que Connor foi raptadoeu estava há oito quarteirões daqui. Eu pedi para que Natascha viesse até minha casa, porque no dia anterior eu havia saído com seus dois filhos para assistir a um jogo de basquete e assim que os deixei de volta na sua casa, Brandon estava com a moto estacionada em frente ao seu portão. Eu sabia que ele armaria algo, mas tinha certeza de que Natascha seria o alvo. Enganei-me. – Para a minha surpresa sr. McSider me escutava atentamente. – Ele raptou Connor e então eu só precisei ligar os pontos. Depois que o senhor deixou minha casa, eu e sua filha fomos para o reformatório e eu estava pronto para teroseu filho de volta sem me importar com as consequências, mas ele provavelmente imaginava isso e então me sabotou. Colocaram drogas no meu quarto e fizeram uma denúncia de que eu estava usando e repassando drogas para os internos do reformatório, eu fui expulso assim que coloquei os pés lá dentro e sua filha ficou sozinha para encarar Brandon. – Fiz uma pausa para ter certeza de que ele estava entendo e para a minha surpresa ele parecia incomodado com a minha demora para terminar a história.

– Continue... – Disse.

– Eu liguei para sua filha ainda naquele dia, e ela me contou que Connor foi mantido preso em algum lugar fora do reformatório, Brandon pediu para que o menino dissesse ao senhor que fugiu de casa, se quisesse continuar a ter uma irmã. Creio que o garoto não tenha contado isso a você. – O McSider balançou a cabeça negativamente. – Então... em troca da liberdade de Connor, Natascha teve de assumir um relacionamento com Brandon. Assim dando a oportunidade a ele de assumir o meu lugar no reformatório, e ter a sua filha. Tudo parecia pelo menos aparentemente bem até ontem. Quando Brandon deu um sumiço na Natascha e só a entregaria novamente se eu fosse pessoalmente buscá-la. – Ele balançou a cabeça positivamente. – Então estou disposto a ir até lá, mas preciso de um advogado comigo para que seja movida uma ordem de afastamento contra Brandon. Pensei que o senhor pudesse fazer isso pelos seus filhos, mas caso contrário estou disposto a pagar pelos seus honorários. – Disse naquilo que julgo a minha expressão mais séria.

O homem me olhou de uma forma firme, fria. Seus olhos não me davam brecha alguma para seus pensamentos. Meu intuito de dizer que ele precisava aceitar aquela proposta era tão grande que eu quase não conseguia me manter calado. Por fim ele puxou todo o ar do mundo para os seus pulmões e moveu seus lábios em uma resposta.

– Não posso fazer nada agora.

Notas finais
than than nã nã.... ~Lê musiquinha de suspense antes de ganhar um presente dos pais. ~ o que acham? O que vai rolar? Quais são os palpites? Qual a melhor parte do capitulo? Quem ai está de férias? e quem é esperto que nem eu e ficou de recuperação em Matemática, química e física? Em? em? Aaaah e o que vocês pediram para o papai noel? Boatos de que o papai noel esteve nas lojas americanas comprando Monster High - sei lá como escreve essa merda. - Alguém pediu uma pra ele? Sim? Parabéns você irá ganhar. Mas voltando para o capitulo, quais são os palpites para o próximo capitulo, rola porrada? Não rola? Emoções? Eu já sei o que vai rolar... acabei de escrever o ultimo paragrafo. Mas eu quero meus comentários, certo? e minhas MPS, e se puderem minhas recomendações desaparecidas. A proposito para os interessados é isso que eu quero de natal. Recomendações. To dando algumas de presente para os meus escritores favoritos do Nyah! talvez eu também seja uma boa menina não? XxXx P.S.: Chelly, dei um F5 nas atualizações e achei seu comentário, espero que a polícia não venha até minha casa, e que você tenha conseguido ler esse capitulo :D