Notas iniciais
Oi galera, como vai? Ainda não terminei de responder os comentários mais já to postando...E pra falar a verdade eu achei que eu ja tinha postado, por isso esqueci completamente. Perdoem-me! Agora eu estou de féria oficialmente, e posso escrever até criar rugas - sabem como eu estou feliz por isso? E eu tenho uma coisa muito importante pra falar, mas não tão importante para vir antes do meu sincero agradecimento para a Laladhu que recomendou a história, e eu estou super grata como a recomendação lindona dela. Ok já agradeci, vamos a segunda parte. Quem quer um capitulo extra? É eu sei que você quer porque choveu, Twittes, mps, comentários, DM's, tudo o que possam imaginar pedindo um capitulo extra, e eu vou ser bem sacana com vocês... Não tenho ideia nem uma ideia para fazer, ou o que escrever em um capitulo extra agora. E mesmo assim vou trabalhar em alguma ideias pra vocês. Mas se isso vai ser difícil pra mim, eu vou fazer ficar difícil para os meus 275 leitores certo? A condição para o capitulo extra será chegarmos aos novecentos comentários até domingo que vem, antes de eu viajar. Isso quer dizer que terão uma semana para brotarem na minha pagina de reviews 46 lindo seres ok? Fechado? Certo então fiquem com o capitulo e vamos as notas :D

Um batalhão de pensamentos assassinos se instalaram em minha mente, tanto faz que ele era um advogado, isso não impedia minha mente de trabalhar em qualquer chance remota de matar aquele cara agora, e nunca ser descoberto.

“Não posso fazer nada agora”,pros diabos com não poder fazer nada. Ele era Julian McSider e eram mínimas as coisas que esse cara não poderia fazer, se é que existia realmente alguma limitação.

–Você o que? – Perguntei deixando que minha raiva se assemelhasse a uma faísca solta em um ambiente coberto por etanol, aquilo se alastrava rápido dentro de mim, mas eu não estava concentrado nisso, eu preferia admirar o covarde em minha frente. – Eu disse que pagaria você. Mesmo que você esteja salvando a vida da sua filha. – Fechei os olhos e serrei os punhos inspirando o mais forte que conseguia. – Eu ia te dar o maldito dinheiro! – Gritei por impulso quando meus olhos se abriram.

E lá estava ele, inexpressivo e inabalado. Eu, de fato, nunca diria a Natascha o que vou dizer a você, mas ela realmente se assemelhava ao pai em diversos pontos. A indiferença, sem duvidas, era um deles.

– Eu não quero seu dinheiro. – Ele começou a falar em um tom casual como quem discute sobre o clima com um estranho. Isso me fazia parecer um completo idiota por estar tão alterado. Mas o fato era que eu não me importava, não estávamos falando sobre o clima quase negativo que fazia, até mesmo porque a família McSider tinha ótimos aquecedores na casa, discutíamos sobre a droga da sinaleira. A filha dele! – Eu não posso fazer nada agora. – Repetiu. – Você mesmo disse, ela desapareceu no fim da tarde de ontem e ainda nem são dez da manhã. Se entrássemos naquele lugar agora e perseguíssemos o garoto que está com ela, só criaríamos problemas. Eu poderia ser processado por invasão, e difamação publica do indivíduo. Você perderia as chances de voltar para aquele lugar. Nem um de nós dois conseguiríamos o pedido de afastamento e Natascha continuaria nas mãos do garoto que sairia levando a melhor. São necessárias vinte e quatro horas para alguém ser dado como desaparecido e pelo que me consta ainda resta algumas horas para ela aparecer. – Ou ser dada como morta. Respondi em pensamentos. – Além de tudo, não posso simplesmente invadir o local só com a sua acusação, preciso de uma permissão superior para isso.

– Permissão superior? – Perguntei. Porque na verdade quando se está na frente de um cara tão cheio autoconfiança como aquele você passa a considerar que pessoas superiores a ele, são apenas os coroados na Inglaterra.

– Sim. Precisaria de uma ordem judicial, como um mandado de busca e apreensão ou então uma permissão para investigação. Eu não sei se posso conseguir um desses de forma moralmente legal, porque não sou um policial investigativo. Na verdade sou o advogado que defende o “lado negro da força”. – Quase ri com aquilo, pelo menos ele sabia reconhecer que estava tanto para mocinho nessa história, quanto o lobo mal estava para ser vegetariano. – Mas há alguém que me concederia permissão, na verdade acho que também colocaria um policial a paisana para avaliação da ocorrência e você serviria de testemunha caso conseguíssemos – A cada quinze palavras daquele homem apenas cinco eu consegui entender sem me esforçar. Isso estava começando a me irritar profundamente. – O avô de Natascha é o juiz na cede em que trabalho. Ele tem um carinho especial pela neta, faria qualquer coisa se soubesse que ela corre perigo.

– Ok, então está dizendo que legalmente você não pode se envolver nesse assunto por não ser um policial. Porém, o avô de Natascha conseguiria tudo o que precisamos e encobriria o caso para que não fossem descobertos e recebessem algum tipo de punição por isso? – Perguntei perplexo. Ok, eu havia desejado a morte daquele homem segundos antes por pensar que ele não se compadeceria nem se quer um pouco pela filha, mas talvez, só talvez eu estivesse começando a perdoá-lo.

–Basicamente é isso. Meu pai não é o tipo de cara imoral que comete escorregadas desse tipo o tempo todo, mas acredito que ele faria isso pela neta. – Ele fez uma pausa. – Caso contrário, acredito que você teria que entrar lá sozinho, e matar aquele garoto por mim. – Abri um sorriso de canto como se mentalmente estivesse aprovando aquela ideia. Logo um pensamento me veio em mente, o que ela faria se visse o pai tão disposto a ajudá-la?

–Acredito que então eu teria que pagar seus honorários para me tirar da prisão, ou eu mofaria no lado negro da força.– Foi minha vez de fazer piada carregada de humor negro e então, pela primeira vez, e provavelmente última, Julian McSider abriu um sorriso para mim.

– Acredite, se você realmente fizesse tudo certo, eu não me importaria de prestar meus serviços como agradecimento. – Sorri franzindo o cenho. Mais um ponto semelhante e bastante visível entre Natascha e aquele cara, os dois se importavam sem se importar.

–Quando falaremos com o juiz? – Perguntei e qualquer resquício de sorriso abandonou o rosto do homem. Perguntei-me se seria possível alguém mudar de ideia tão rápido.

–Falaremos? –Fez uma ênfase exagerada na palavra. – Você, – Apontou para mim. – Irá para a sua casa nesse momento e ficará lá atento a qualquer informação que seus amigos lhe derem sobre Natascha. Eu –de novo a maldita ênfase. – Falarei com o juiz e passarei na sua casa no fim da tarde para que possamos ir ao reformatório.

– Mas... – Começaria a argumentar mesmo que qualquer argumento fosse provavelmente inútil nesse momento.

–Sem mas. – Deu um basta na discussão. – Fique com meu cartão e me deixe seu número caso seja necessário. – Me entregou um cartão preto com letras douradas formando o sobrenome McSider e logo depois a pequena frase: Rei dos tribunais. Pra finalizar um número de telefone móvel escrito a caneta na parte de trás.

Anotei meu número em uma pequena folha de um bloco em branco e o entreguei. O McSider me olhou de forma superior e eu me levantei.

– Bom... então, acho que eu vou nessa. – Falei no que para mim soou como uma despedia, mas pela forma debochada como o homem me olhou, eu deveria ter escolhido alguma coisa mais formal para dizer.

– Tudo bem. – Ele disse. – Se tudo der certo nos vemos em sua casa às 19 horas. Esteja pronto. – Balancei a cabeça positivamente e dei as costas para o homem, poucos centímetros antes que a porta se fechasse voltei a abrir.

– Senhor? – Seus olhos voltaram para mim novamente, me perguntei de onde tanta educação surgiu de repente. – Muito obrigado. – Ele sorriu, eu fecharia novamente a porta se ele não começasse a falar antes disso.

–Você é uma boa pessoa Calliel, não sei o que inventou para entrar na casa e muito menos para permitir que lhe deixassem chegar a meu escritório. Mas me provou ter bons argumentos e veio até mim convicto de que só sairia daqui tendo o que desejava.Gosto disso em você, e talvez seja por isso que você me faça lembrar minha filha. – Por um segundo seu olhar parecia muito distante e ao mesmo tempo completamente focado em mim. – Espero que ela tenha tanto apreço por você, como você por ela. – Quase gargalhei na cara do McSider. Natascha e apreço por mim eram coisas que estavam na lista de coisas impossíveis para seouvir na mesma frase, era muito mais fácil ela perdoar seu pai, do que dizer publicamente que tinha uma preço por mim.

Eu juro que a todo custo tentei não falar a próxima frase, juro que queria impedir que ela saísse da minha boca direto para os ouvidos do pai da garota no qual estava me referindo. Mas acredite, não seria eu se algo idiota não fosse dito para encerrar aquela pequena reunião.

– Eu diria, senhor, que a palavra certa é tesão. – Ele ergueu as sobrancelhas. – Apreço está fora de moda.

Não esperei que ele me expulsasse da sala, encostei a porta e sai com toda a dignidade que me restava – não que fosse muito –, imaginando se ele estaria ligado agora para os seguranças pedindo para que eles soltassem os cachorros em cima de mim. Ri com a hipótese, eu era maluco e isso estava absolutamente comprovado.

Desci as escadas e a mulher que me recebeu estava me esperando no fim dos degraus. Acenei para ela que me encarou com um olhar divertido.

– Espero que a conversar com o sr. McSider tenha sido produtiva. – Não me perguntei como ela sabia, os empregados de minha mãe eram provas vivas de que não se tem privacidade alguma quando eles estão na sua casa. As paredes literalmente ganham ouvidos quando há empregados por perto.

Limitei-me a sorrir balançando a cabeça positivamente enquanto deixava a casa. Eu ainda não ia com a cara daquele homem. Ainda não suportava a ideia de que um homem que defende bandidos podia condenar a própria filha. Não havia esquecido cada vez que o vi humilhando Natascha. Mas no fim, pelo menos dessa vez, ele merecia os créditos, abandonou qualquer rancor pela filha e se dispôs a ajudá-la.

Pela primeira vez suas obrigações de pai, vieram antes que qualquer outra coisa.

Às nove horas seguintes, foram as piores horas da minha vida.

Primeiro porque tive que ir para a casa de minha mãe, isso era bastante ruim por si só. Segundo, descobri que ela e Owens haviam se casado há três dias e esqueceram de me lembrar, agora estavam em lua de mel no Caribe. Os empregados disseram que a notícia repercutiu por diversos jornais então agradeci mentalmente por Júlia e Jolie me manterem ocupado o suficiente para não ligar televisões enquanto estive em Boston. E em terceiro, mas não menos importante, ninguém me ligava para dar droga de informação alguma.

Eu não sabia como iam as coisas no reformatório e Julian McSider parecia que havia se esquecido por completo de mim. Já se passava das quatro da tarde e eu duvidava que qualquer coisa que ele fosse fazer – seja lá o que fosse, já que como eu havia dito antes não estava entendo nada, e também não achava necessário – iria ser tão demorado assim. Qual era o problema em me ligar para dizer como estavam indo com todas as burocracias ilegais que ele e o avô de Natascha fariam?

Qual é? Eu não queria desrespeitá-lo quando falei que a filha dele sentia uma espécie de atração física por mim. Eu não via o porquê de me ignorar por causa disso.

Como se algo lesse meu pensamento o som do toque definido para chamadas no celular – aquele mais irritante que vinha no aparelho – começou a tocar em cima da minha cama. Olhei no visor e notei que eram 17h50. O McSider teria de estar aqui em dez minutos.

Maddona era o nome que reluzia no visor. Revirei os olhos dessa vez já sabendo que seria Ethan e fiz uma nota mental de que precisaria me vingar da minha irmã caçula – Jolie era oito minutos mais nova que Júlia – assim que nos víssemos.

– Diga-me que são boas notícias. – Falei assim que deslizei o dedo pelo ecrã e a ligação foi aceita.

– Nem boas e nem más. Não tenho novidade alguma. Brandon sumiu e tudo me leva a crer que ele está com a ruiva em algum lugar. – disse. – Só quero saber como andam as coisas, o que você pretende fazer.

– Arrumei um advogado. Na verdade é o pai dela. – Comentei. – Mas a coisa é cheia de burocracias de vinte e quatro horas e ordens judiciais. Ele hum... vai ter que fazer algumas coisas, meio que, hum... ilegais. Mas daqui a pouco estamos indo para o reformatório. Tente não espalhar a notícia, acho que se Brandon for pego de surpresa a coisa fica favorável para nós. – Meu irmão concordou e então desligou.

Sabe, a quarta coisa considerada a pior parte do meu dia, foi Julian McSider se apresentar como um homem não pontual que se atrasa uma hora e meia para os compromissos. Eu estava disposto a deixar a terceira mensagem de voz no telefone que ele havia me dado, quando um dos empregados anunciou que alguém me aguardava do lado de fora.

Desci as escadas, como se minha vida dependesse daquilo e logo encontrei o homem alto e robusto trajando terno e abotoaduras de ouro com o brasão McSider. Deduzi que essa era a forma que ele se apresentava para o serviço.

–Desculpe o atraso, meu pai estava em serviço, e houve alguns problemas. – Franzi o cenho perguntando com olhos se algo havia dado errado. – Consegui a ordem judicial de investigação e o mandado de busca. Não vamos poder prendê-lo porque nenhum policial foi liberado para o caso, mas você servira como testemunha.Quando tudo isso terminar se tivermos êxito serão suas palavras que colocarão esse cara na cadeia. – Franzi o cenho.

– Cadeia? – Perguntei. – Achei que isso não pudesse ser feito já que ele cumpre pena em um reformatório. – O McSider sorriu.

–Achei que você tivesse entendido bem a parte doo avô de Natascha é um juiz e eu posso fazer coisas moralmente ilegais.– Novamente me deparo com aquele tom de voz de alguém que debate sobre o tempo com os vizinhos. Ele fazia uma coisa simplesmente impossível se tornar prática, apenas com o tom de voz.

Depois disso preferi não questionar mais nada, entrei no luxuoso carro do McSider e deixei que os próximos quilômetros silenciosos de asfalto nos guiassem.

Não tão silenciosos quanto eu gostaria que fossem.

– Você e minha filha têm alguma espécie de namoro de hoje em dia? – Eu não sabia o que exatamente ele queria dizer com “namoro de hoje em dia”. Na verdade a única coisa que eu queria saber é porque diabos ele resolveu perguntar isso.

– Hum... não senhor. – Respondi ainda olhando a paisagem que ficava para trás com velocidade.

– Por que está fazendo isso por ela? – Ele perguntou. Ele estava usando novamente aquele tom de discutir sobre o clima e isso me irritava. Então quer dizer que eu precisava de um motivo para querer salvar a vida de alguém? Interessante.

– Somos amigos. Amigos se ajudam. – Eu disse apesar de na verdade não imaginar a Natascha fazendo por mim metade do que eu estafa fazendo agora por ela.

Isso bastou para que o McSider ficasse quieto, mas eu tenho certeza que ele estava carregado de pensamentos gritantes, que na verdade eu não desejava saber quais eram. Não se eles fossem tão constrangedores e diretos como a sua primeira pergunta.

Durante o tempo que passei no carro me permiti imaginar o que faríamos quando encontrássemos com Brandon, e como Natascha estaria. Por algum motivo eu não conseguia imaginar nada de bom em nenhum dos casos.

O carro cantou pneus no estacionamento da Tennensi e quando dei por mim, tanto eu quanto o McSider estávamos simplesmente invadindo o terreno.

– Senhores, você não podem entrar aqui sem... – O segurança começou a falar vindo de frente a nós e em um sobressalto toda a fúria McSider foi posta em amostra.

O homem pegou o segurança pelo colarinho e o prensou contra uma das paredes. Naquele instante me ocorreu que o soco que Julian McSider havia me dado em minha residência havia sido propositalmente ruim. Porque se ele usasse em mim metade da força que fazia para deixar aquele cara preso à parede de concreto salpicado, eu provavelmente teria apagado sem saber o fim da história.

– Minha filha está nessa droga de lugar, e ninguém sabe sobre ela há malditas vinte e quatro horas. – Ele dizia entre dentes e de repente eu vi a sombra de medo nos olhos do segurança. – Ela está nas mãos de um maníaco que eu nem se quer conheço, então eu sugiro que o senhor faça valer a sua existência e use esse maldito rádio para avisar a quem quer que seja que eu e o garoto não sairemos daqui sem minha filha. – As mãos trêmulas do homem levantaram o rádio de comunicação na altura da boca e em um fio de voz recitou qualquer que fosse o código acompanhado de um “estão com passe livre”.

O McSider o soltou e começou a andar sem pestanejar ou olhar para trás onde havia deixado o segurança ainda apavorado. Não pude deixar de rir, meu tio teria que renovar a equipe de segurança desse local o quanto antes.

Assim que entramos, o primeiro lugar em que levei o senhor McSider foi a minha própria cabine. Era incrível como duas semanas haviam se passado e tudo parecia igual, a única diferença é que geralmente nas reuniões entre amigos que ocorriam no chão da sala, as pessoas costumavam gargalhar em vez de encarar umas as outras enquanto uma nuvem de tensão sobrecarregava o lugar.

– Graças a Deus, Adam. – Ethan se levantou parecendo aliviado com a minha presença e todos os outros seguiram o mesmo movimento. Ethan se aproximou e esticou o braço com formalidade para o sr. McSider que igualmente o cumprimentou.

– Alguma informação sobre Brandon ou Natascha? – Perguntei.

– Michael o viu faz duas horas entrando na ala sete. Já estive por lá para procurá-la, mas não encontrei nada. – Ethan disse. – Mas eu não conheço o local tanto quanto você ou Mason. Estive a ponto de ligar para ele, mas achei que não deveríamos envolvê-lo nisso. – Balancei a cabeça positivamente. Mason não precisava de mais problemas, no entanto era verdade, ninguém conhecia melhor aquele lugar do que nós dois. Foram longos os dias que dedicamos o explorando.

– Podemos nos dividir. – Sugeri. – Ethan e Amber vão para prédios do dormitório e parte desativada da administração. Michael e Rebecca ficam com os limites do reformatório onde não há câmeras. – Me virei para o senhor McSider. – Eu e o senhor vamos para a ala sete.

Os outros não disseram nada. Apenas seguiram minhas ordens. Segui com o McSider para a ala sete no passo mais rápidos que eu podia dar.

– O que exatamente é a ala sete? – O homem perguntou.

– Um prédio de estrutura comprometida devido a um antigo incêndio. Foi desativado há algum tempo e não a mais câmeras por lá. O tipo de lugar perfeito para aprontar.

– E por que existe um lugar desse tipo em um reformatório? – Perguntou ofegante assim que paramos em frente à porta arrombada da grande ruína.

– Porque até mesmo lugares como esse precisam de alguma distração. – Eu disse com aquele ar divertido, não esperava que ele fosse entender o verdadeiro sentido do que eu dizia, mas acreditava que ele pelo menos fazia um pouco de ideia. Ele poderia ser velho, mas isso não fazia dele inocente.

Entramos na ala sete e tudo parecia da mesma forma como sempre esteve. Arruinado. Eram dezesseis andares e eu não fazia ideia de qual ela poderia estar, no entanto, algo palpitava dentro de mim. Se Ethan já havia vasculhado o local e não havia encontrado significava que ela não estava em nenhum lugar óbvio, e isso me deixava menos opções de lugares para procurar. Riscavam-se na minha lista pelo menos doze andares.

– Quinto andar. – Sugeri alto para que o McSider me acompanhasse. – Existe uma coisa estranha naquele lugar em baixo da escada para o andar seguinte. É uma sala pequena e vazia que costumava servir de dispensa quando o prédio era usado. – Disse e então o McSider me olhou sério.

– Seria óbvio demais. – Ele garantiu. – Trabalho o tempo todo com mentes parecidas com a do seu amigo e pode ter certeza que ele não esconderia a vítima em um armário de vassouras. – Alegou e pensando daquela forma, o armário parecia realmente uma coisa óbvia demais até mesmo para a mente limitada de Brandon. – Pense em um lugar que poucos conheceriam. Mas que não seja tão restrito, um lugar onde não se pode ver a entrada, mas que de alguma forma todos os arruaceiros já estiveram lá.

Minha mente trabalhou. E então uma resposta.

– O porão. – Disse.

– Ótimo. – O McSider concordou.

Corremos pelo corredor estreito e sujo desviando de objetos quebrados e até mesmo alguns pedaços de tijolos da própria construção. A entrada pro porão ficava em uma porta afastada que dava para uma escada que descia até estarmos abaixo do nível da terra.

Abri a porta em silêncio e desci com cautela, minha respiração parecia alta de mais e aquilo me incomodava como se todos no reformatório pudessem escutar. Eu estava pronto para gritar algo do tipo “hora de ver como se joga, Brandon” ou então um “ hora de brincar com alguém do seu tamanho”, mas assim como o McSider fui surpreendido duas vezes consecutivas.

A primeira foi com o vazio assustador daquela sala. O silencio sombrio e os objetos estilhaçados pelo chão. Tudo me parecia em perfeita ordem, ou melhor na mesma ordem em que estavam na última vez em que estive nesse local a algum tempo.

Mas, então a nossa segunda surpresa:

O grito fino e estridente no qual eu reconheceria a jardas de distância. Meu corpo se contraiu e meus olhos se cruzaram com o do homem em minha frente, em uma sincronia perfeita nós dois olhamos para cima como se pudéssemos olhar através das paredes e ter certeza de que a ruiva estava ali, em cima de nós. Mas não foi necessário. O som de algo maciço se chocando contra o chão se fez ouvir sobre o teto em nossa cabeça. Natascha estava lá, era a sinaleira e eu tinha certeza.

Tentei correr para a escada o mais de pressa que pude, mas os passos do Mcsider pareciam ainda mais rápidos que o meu. Rapidamente havíamos voltado ao térreo, no andar principal, e novamente tudo estava em silêncio num corredor de apenas três portas.

Duas delas um banheiro, a outra a porta que nós tínhamos saído. Em uma troca de olhares cúmplice e silenciosa eu e o McSider criamos um plano simples. Ele na porta a direita e eu na esquerda.

– Um. – Contamos exatamente no mesmo tempo e eu me assustei pelo número não ter saído apenas em minha mente.

– Dois. – Dissemos.

E o três, bom esse nunca foi dito porque minha ansiedade não podia esperar mais. A garota que perturbava meus sonhos durante as noites estava em uma daquelas portas e eu não arriscaria um segundo da sua segurança para satisfação pessoal da sincronia de movimentos entre mim e o pai dela.

– Surpresa. – Aquele tom de voz completamente irônico e sínico não me pertencia e era jovial de mais para ter o McSider como dono. No entanto meus olhos confirmaram minhas suspeitas.

Brandon Stuart estava em minha frente vivendo os últimos segundos da sua vida.

Notas finais
E ai, desculpa para aqueles fãs de UFC mais o que vocês querem não se encontra nesse capitulo, mais vem momentos bem tensos que eu to preparando para o próximo, ok? Todo mundo já tá sabendo que a Tennensi entrou já pras ultimas do segundo tempo, e e sendo essa adorável escritora já tenho o esboço em video do meu provável próximo roteiro. Pra quem querer o spolier da história me pede pelo comentário certo? Até o próximo e não esqueçam dos comentários para que o extra seja criado.