Notas iniciais
Postando direto da escola ;D
Vou responder os outros comentários agora ok?
Cap betado pela minha jujuba.

Eu havia saído do banho a cinco minutos e não me senta confortável o suficiente para deitar na cama do loiro, mais sabia que deitar no chão seria muito mais desconfortável. Depois do banho em água morna quase fria o efeito do álcool parecia ter se amenizado, e minha cabeça começava a latejar.

Eu estava sentada na cadeira da escrivaninha olhando as coisas e achando toda aquela organização meio impossível levando em conta o campo de guerra que a sala/cozinha da cabine parecia ser. Meus olhos passaram por um porta-retratos com uma foto de três crianças loiras, um homem alto também loiro e bastante sorridente, uma melhor morena que parecia extremamente linda. Algo me dizia que o garotinho entre dez ou onze anos, loiro e com os olhos verdes era o Adam, era como se não tivesse mudado absolutamente nada, a não ser alguns traços no rosto que passaram a ser mais fortes e aos poucos perdiam os traços de menino e ganhavam os de homem. As duas garotinhas ao seu lado com o cabelo em um loiro quase branco pareciam ter entre sete ou oito anos, dava de perceber que era gêmeas e ao contrario de Adam que tinha o rosto do pai estampado em sua face, elas pareciam-se muito mais com a mulher da foto que eu julgo mãe das crianças, assim como os olhos da mãe o olhar das duas crianças eram de um azul céu até um tom mais acinzentado, cada uma delas estava em um lado de Adam, a menina da esquerda tinha um sorriso mais sapeca, um olhar exatamente igual ao do irmão, maroto e travesso a outra parecia ter feições mais delicadas, e sorria para a câmera de modo meigo. Parecia uma bela família.

Eu sabia da separação dos pais de Adam, sabia que as duas garotas tinham ficado com o pai e que ele antes de ser expulso pelo padrasto morava com a mãe, foram poucas as vezes que eu via ele falando sobre o convívio da mãe com o padrasto, e na maior pate das vezes quando isso acontecia ele saia chutando e socando paredes. Porem me perguntei porque ele nunca fava do outro lado da família, eu nunca ouvi ele dizer algo sobre as irmãs, ou mencionar o pai em uma de nossas conversar.

O loiro adentrou no quarto no mesmo instante que eu devolvia o porta-retratos ao lugar dele.

- Admirando a minha beleza? — Ele perguntou zombeteiro jogando a toalha molhada em cima da cama e indo até o banheiro que eu havia usado pouco antes e voltando de lá com uma escova de dentes na boca cheia de espuma.

- É uma foto de família legal, eu não me lembro de ter uma foto assim com a minha. — Ele não disse nada apenas encarou a foto, ou melhor tentou dizer mais devido a escova de dentes e a espuma, não era nada compreensivo ao meu idioma. Ele voltou ao banheiro e dois minutos depois saio com seu sorriso radiante como se quisesse uma avaliação dos dentes recém-escovados, uma avaliação no qual ele nunca receberia.

- Essa foto foi um alguns anos depois deles se separarem, essa mulher é minha madrasta. — Levantei as sobrancelhas. — Acho que eu também não tenho uma foto de família. — Ele pegou o porta-retratos na mão.

- A garotinha da esquerda é mais parecida com você – Disse e ele me olhou apenas com uma sobrancelha erguida, era irritante ver ele fazer isso sempre que eu dizia algo que não soava “aceitável” para ele.

- Elas são gêmeas idênticas Natascha. Não tem como apenas uma ser ou não ser parecida. — Revirei os olhos como se aquilo não fosse obvio.

- Eu não to falando disso, idiota. A da esquerda, olha o sorriso dela e as sobrancelhas e compara com o seu. É idêntico. — Ele riu

-Talvez porque a Jolie sempre foi a mais bagunceira das duas, era a que eu tinha mais influencia. — Riu e colocou o porta-retratos no lugar. — A Júlia é a mais metida, igual a mãe. Mas mesmo assim eu gosto dela.

- Da Júlia ou da mãe dela? — Perguntei confusa e ele riu.

- Das duas. Verônica sempre foi melhor mãe pra mim do que a minha mãe biológica. — Ele se jogou na cama e eu fui atrás me sentando em uma das beiradas da cama. Percebi que ele me observava como se desejasse contar algo, olhei pra ele esperando que ele falasse, mais apenas desviou os olhos. Me deitei ocupando o lado da cama que ele não habitava e tentando manter uma distância segura de nossos corpos.

- Você não apagou a luz. — Ele resmungou.

- O quarto é seu e você tem pernas.

- Bela observação, amanhã deixo você deslumbrá-las mais agora você vai se levantar e apagar a droga da luz porque eu estou mandando.

- Merda! Me levantei relutante e caminhei até a parede onde ficava o interruptor. Apaguei a luz e depois de alguns tropeços no escuro voltei pra cama. Maldito seja o dia em que Mason me convidou pra ir pra quela droga de desafio.

[…]

- Bom dia ruiva de farmácia! — Ethan passou por mim revirando o meu cabelo, mais alguém por ai odeia quando acorda e um monte de pessoas cheias de amor pra dar começam a te cercar? Pois é eu também odeio isso.

Cheguei na cozinha e todos estavam lá, Rebecca, Amber, Adam, Ethan e eu parecia ser a única hospede que faltava. A mesa tinha algo que se parecia com weffel de chocolate. Caralho adoro isso, todos me olharam com um sorriso de “bom dia” menos é claro o Adam que parecia muito concentrado na televisão do outro lado da cabine e Ethan que devorava a comida em seu prato. Reparei que tinha um copo e um prato a mais na mesa que eu julgo ser meu então me juntei a eles na nem um pouco grade mesa.

- E ai como foi o fim de semana? Vocês chegaram de madrugada por quê? — Ethan perguntou, parece que ele não dormia no sofá tanto quanto parecia. Adam desviou o olhar da TV para mim e de novo para a TV, mas dessa vez eu tive quase certeza que ele estava mais interessado em ouvir meu ponto de vista do nosso final de semana, do que os comentários sobre o jogo de basquete.

- Foi normal. — Olhei para o Adam e pensei melhor. — Na medida do possível. — Adam pigarreou alguma coisa como se descordasse e logo eles entenderam que havia sido algo a mais que “normal”. Mas se Adam esperasse que eu contasse algo sobre o pequeno contratempo com o meu pai ou talvez o que rolou no chão do meu quarto, ele morreria esperando por algo.

- E por que chegaram de madrugada? — Rebecca perguntou lançando um olhar acusador a Adam como se já soubesse de alguma coisa, mais uma vez ele desviou o olhar da TV, olhou pra mim e voltou para a TV, aquilo começava a me irritar.

-O clima na minha casa não tava dos melhores então a gente aproveitou a carona do meu primo. — Dessa vez o olhar acusador da Rebecca foi para mim e eu tive a estranha sensação que Adam já havia contado a ela sobre algo.

- Seu primo resolveu sair da sua casa e trazer vocês de madrugada pra cá? — Ela riu como se a mentira tivesse explicita na frase. Revirei os olhos.

- Ele não trouxe a gente direto pra cá. — Adam fez a mesma coisa com os olhos. — Fomos em uma festa e depois viemos para cá. — Rebecca sorriu satisfeita. — Agora se me dão licença o café estava ótimo...

- Obrigado. – Ethan me cortou.

- Mais eu vou pro meu dormitório arrumar as coisas e... — De repente quatro pares de olhos me encaravam e eu tive que deixar a frase no ar. — O que foi? — Rebecca foi a única a desviar os olhos na direção do Adam, que olhou de mim para ela.

- Adam você não... — Rebecca iria falar mais Adam se levantou bufando.

- Tudo eu nesse lugar. -Ele disse pegando a jaqueta em cima do balcão da pia e me encarando. — Sinaleira a gente precisa conversar. Pega o seu casaco e vamos lá pra fora. — Parecia minha mãe falando comigo aos oito anos de idade. Permaneci imovel olhando pra todos, que ainda me encaravam.

- O que aconteceu? — Perguntei um pouco mais tensa e por mais que eu quisesse a resposta de qualquer um, a pergunta pareceu ser feita diretamente para o Adam.

- Se você vir eu posso explicas. — Um pouco relutante comigo mesmo pedi que ele esperasse e fui até o quarto, peguei uma jaqueta e arrumei o cabelo em um coque frouxo. Adam me esperava no batente da porta e assim que eu apareci no corredor ele saiu, o olhar dos outros me acompanhou até eu sair pelo mesmo lugar que Adam.

Encostei a porta e o segui. Tinha uma movimentação de professores pelos corredores e do lado de fora também, o que era justificado pelo motivo de que em menos de uma hora teríamos que estar nas salas de aulas. Sim ninguém consegue dormir até tarde nesse inferno.

Adam me esperou quando saímos do prédio dos professores e passamos a caminhar lado a lado, algumas garotas que passavam por nós naquele momento olhavam para ele e pareciam suspirar. Eu ria. Ria por elas serem idiotas o suficiente a ponto de se humilhar por um ser tão imprestável.

- Tenho duas notícias. — Ele disse pondo as mãos no bolso da jaqueta preta enquanto uma nuvem de ar congelado saia da sua respiração. Avaliando suas roupas eu diria que Adam é um cara que consegue adaptar a beleza ao frio. Não que eu esteja o elogiando, ele não precisa de ninguém para massagear o seu ego, apenas acho que a toca preta em seus cabelo junto com a jaqueta de moletom que cobria os braços que a t-shirt branca não era capaz de cobrir, uma boa combinação para ele... ficava legal com o seu... tom de pele.

- Vou adivinhar uma é boa e a outra é ruim.- Ele deu de ombros.

- Todas as noticias tem seu lado bom e seu lado ruim. — Ele falou se sentando em um banco no meio do campus do reformatório, era um banco velho em cima da grama seca. Estamos no que eu diria ser a “área de conviveu do reformatório”.

- Comece pela boa. — Falei me sentando ao seu lado, ele fitou o nada por alguns segundos e depois me olhou.

- Não vamos ter aula durante uma semana. — Sorri. Mesmo que eu matasse metade das aulas me ver livre desse inferno por uma semana seria bom.

- Qual motivo? — Ele desviou o olhar de mim e voltou a fitar o nada. Percebi quando ele contraiu o maxilar e tive a impressão que era algo relacionado a noticia ruim.

- Ouve um incêndio. — Levantei as sobrancelhas. — No prédio dos dormitórios. As salas de aulas tão sendo usadas como um dormitório provisório para os alunos sem quarto.

- Alguém se machucou? — Pensei. — Pera... eu também to na lista de alunos sem dormitório?

- Não e Sim. — Olhei pra ele confusa. — Seu quarto foi resumido a cinzas. Então sim você esta na lista de alunos sem quartos, como todos os outros, já que o prédio foi todo comprometido. E em relação aos machucados. Não ninguém se machucou. — Ele suspirou abriu e fechou os olhos de forma demorada. — Ou melhor, quase ninguém. Duas pessoas tiveram que ser medicados, uma delas está bem, mais esta na enfermaria. A outra est no hospital. — Engoli em seco.

- Alguém que eu conheço? — Ele balançou a cabeça positivante. Antes de engolir em seco e falar o nome.

- Michael. — Arregalei os olhos e senti as batidas de meu coração acelerarem, poderia ser um pensamento egoísta mais o Mitch seria a ultima pessoa que eu imaginaria sofrendo em meio a um incêndio.

- Ele está bem? Em que hospital ele está? — Perguntei nervosa. — Adam me fitou por segundos ainda com o maxilar contraído como se aquilo fosse amenizar as coisas. Depois de segundos que pareceram horas ele abriu a boca.

- Ele está bem, está na enfermaria sob observação. — Disse e um alívio se instalou dentro de mim, como se minha respiração e meu coração achassem de novo o ritmo certo pra trabalhar. Porem algo começo a martelar em minha cabeça, se Michael era o garoto que estava bem quem era a outra pessoa?

Como se Adam lesse meus pensamentos ele falou:

- Mason é quem esta no hospital. — Nesse mesmo momento um soco pareceu me acertar na boca do estomago. Bastou apenas quatro palavras para meu corpo tremer com medo, apavoro, foi como se o banco em que eu estava sentada tivesse sumindo, a minha respiração que finalmente encontrara um ritmo certo, por segundos ficou completamente suspensa, como se nada trabalhasse em meu corpo. Pensar em Michael no meio de um incêndio parecia improvável, imaginar o Mason no lugar dele soava insano.

Notas finais
Eu queria tanto uma recomendação u.u

Enfim gostaram? O próximo é pros Teans Adam ♥
Quinze comentários ok?
XxXx

Recomendação do dia: http://fanfiction.com.br/historia/399059/Bad_Reputation/
da uma olhadinha lá, escritora nova ;D