Notas iniciais
Hello galera, o capitulo nem viria hoje, mais ja que eu arranjei sinal de internet aqui no sitio, e deu tempo para a Gabs betar, ele vai ser posto hoje, fiquei quase uma semana sem postar '-' meu record. O capitulo ta maiorzinho, e entre varias leitoras que merecem ele eu vou dedicar principalmente a Gabi que recomendou... adorei a recomendação gata e é muito bom saber que você gosta tanto da historia como a da autora -é bom levar os créditos de vez em quando sabe?
Capitulo betado pela Gabs, e o nome foi ideia dela também
Thank Jujuba♥

Leiam as notas finais ;D

Passou pela minha cabeça vinte coisas diferentes enquanto eu criava coragem para olhar nos olhos da ruiva. Uma delas eu me perguntava por que foi eu o cara que teve que dar essa notícia pra ela, nem sequer seu amigo eu sou. Reuni esforços e a encarei.

Seu rosto estava livre de qualquer coisa que entregasse o que ela sentia, mas seus olhos funcionavam como uma janela aberta me mostrando a confusão dentro de si.

Eu não sabia o que falar.

Eu não sabia como agir.

— Com ele está? — Ela poupou meus pensamentos que começavam a formular frases sem sentido algum, apenas para acabar com o silêncio.

- Não sei, a única coisa que me disseram é que estava inconsciente. — Os olhos dela estavam voltados em minha direção, porém eu sabia que não era a mim que ela enxergava, ela estava lutando internamente contra seus próprios sentimentos.

Só então percebi que estava enganado em relação a achar a ruiva fria, o fato de ela não querer demonstrar o que sente, não significa que ela deixa de sentir.

Permaneci quieto sentado ao seu lado encarando a grama murcha e feia no chão, esperei que a guerra que ela provocava com ela mesma terminasse para algo ser dito e o silêncio insuportável ser quebrado.

Só então percebi, a ruiva que mascarava os sentimentos, sabia mascarar todo o resto, ela sabia mascarar a si mesma. Descobri naquele instante que se ela não desejasse que eu soubesse sobre algo, eu provavelmente passaria a vida sem saber. O que eu descobri sobre ela nesses três dias que passei em sua casa foi o que ela permitiu que eu soubesse, ela poderia ter feito com o seu pai o mesmo que está fazendo agora. Podia apenas ter mascarado a magoa quando recebeu o tapa, podia ter mascarado o desespero quando pulou na piscina, podia ter mascarado o anseio quando permitiu que eu a abraçasse. Mas ela não havia mascarado. Perguntei-me se ela desejou que soubesse cada uma dessas coisas ou apenas cansou de negar para si mesma isso tudo, a resposta me veio como um tapa, era o desejo dela, o mesmo desejo que ela sentia agora porém no sentido inverso, o sentido de mascarar o que ela sente por Mason.

- Natascha eu... — Ela pareceu retornar a si e não encarar o nada, e sim a mim.

- Podemos vê-lo? — Dei de ombros.

- Posso tentar falar com o meu tio, ele me daria o endereço mais não sei se liberaria você.

- Podemos tentar? — Sem ironia, sem raiva, sem rancor era como se sua voz tivesse desprovida de sentimentos.

Me levantei do banco e estendi a mão para ela, por que fiz isso? Porque ver aquela Natascha frágil, porém tão forte a ponto de esconder o sentimento fazia-me desejar mostrar que eu estava ali, que eu poderia ajudar, mesmo sabendo que não passava de um idiota graduado em seus conceitos.

Ela para provar o seu orgulho e sem negar a mascara que usava deu um sorriso de canto e levantou por si só deixando minha mão esticada para o ar que ocupava nossos lugares no banco.

Internamente sussurrei um idiota, mais preferi me manter calado e deixar que ela fosse à frente rumo ao prédio principal, para visitarmos a sala de meu tio. Eu sabia que ele acabaria a liberando para vê-lo, Mason chamou por ela e ele sabia disso assim como eu, a única diferença é que ele não hesitara em contar isso a ela, enquanto eu tratei o fato como irrelevante, mesmo que não tenha motivo algum para fazer isso.

Assim que chegamos ao prédio disse a recepcionista que desejávamos falar com meu tio e sem hesitar ela nos encaminhou a sala dele. Esse era o resultado de ser o sobrinho do diretor, e talvez ela desejasse repetir o acontecido da semana passada, mais isso era assunto para ser comentado outra hora.

- Crianças que bom que estão aqui, provavelmente já andaram se informando das últimas ocorrências, não? — Balancei a cabeça positivamente e ele suspirou. — É cada vez mais complicado de evitar a mídia nesses casos. Não sei o que esses jovens têm na cabeça.

- O senhor está dizendo que foi proposital? — A Natascha se manifestou sentada na cadeira ao meu lado. Meu tio de ombros ajeitando os óculos no nariz.

- Tudo são hipóteses minha jovem. — Ele sorriu fraco então voltou a seu o olhar curioso. — O que traz os dois aqui? Vejo que estão começando a se entender. Como foi o final de semana? Divertido?

- Normal – Uso a palavra, porém com um sorriso insinuando o que ela falou mais cedo na mesa do café. — na medida do possível. — Completo. — Mas na verdade viemos pedir uma coisa.

- Era de se esperar, o que mais meu sobrinho iria desejar para fazer uma visita por vontade própria ao tio? — Rio revirando os olhos e a Natascha se permite rir também.

- Eu queria saber se eu... se nós... Podemos ir ver o Mason. — Ele suspirou tomando um ar sério e tirando os óculos.

- Então também já souberam disso? — Ele olhou pra Natascha. — Creio que a mocinha deve estar bastante preocupada, porém receio que não será necessário a visita de vocês – Franzo o cenho. — Ele acordou ontem durante o fim da tarde e hoje a noite estará de volta, terá que ficar sob a observação da enfermeira, mas podem ficar despreocupados o garoto não corre perigo. — Sorri com a notícia e Natascha pareceu tirar milhões de pesos das suas costas, ela deixou transparecer o sentimento.

Depois de mais alguns minutos trocando palavras com o meu tio eu e a ruiva saímos do prédio e ela me encarou.

- Obrigado. — Foi o que eu achei ter ouvido sair de seus lábios, porém não tinha fé o suficiente que essa palavra podia sair da sua boca.

- Relaxa, não foi só por você. — Digo rindo convencido e ela revira os olhos rindo também.

- Eu preciso pegar minhas coisas na sua cabine e achar uma sala de aula para me hospedar. — Ela dá um tom irônico a frase. Esfrego as mãos uma na outra tentando esquentá-las e esperando que o movimento fizesse que as palavras certas aparecessem para que eu pudesse dizer o que pretendia.

- Sabe... levando em conta que você não ronca e nem me estuprou essa noite, acho que pode ficar por lá até ter um lugar com pelo menos um colchão descente pra dormir. — Ela me avaliou por alguns instantes.

-Devia ter alguma coisa errada no seu café da manhã. — Foi a única coisa que ela disse antes de voltar a caminhar.

- Eu tô falando sério, vai dizer que você prefere dormir no meio de um aglomerado de gente dentro de uma sala de aula do que na cama confortável da cabine?

- Adam presta atenção, o fato de eu ter passado uma noite dividindo a cama com você não significa que isso vá se repetir, e fala sério pra onde você pretende levar as futuras desiludidas se eu ocupar a metade da sua cama? — Ela perguntou cética e quando eu pensei no que responder ela me cortou de novo. — Não obrigada, já passo tempo demais cumprindo ordens suas, devido a uma aposta, não preciso de mais isso para destruir o resto da minha sanidade. — E com apenas uma frase de poucas palavras ela falou o que não deveria. Um sorriso instantâneo apareceu em meus lábios e eu já começava a imaginar como seria divertido tirar a ruiva do sério todas as manhãs.

-Ah é? — Perguntei em tom de inocência, porém os olhos tinham o comum reflexo de malícia. — E se eu te mandar ficar lá? Você não poderia negar. — Ela parou, me fitou, e parecia querer saber se eu realmente falava sério.

- Você não pode me mandar fazer isso! — Ela quase gritou. – Aliás, por que você me mandaria fazer isso?

- Bom na verdade quem me dirá se eu posso ou não será o Ethan ele criou o jogo, ele dá as regras. E em relação ao por que, acho que... incomodar você virou um hobby. — Ela bufa revirando os olhos e pisando firme em direção a cabine. Eu sabia que a partir daquele momento só estava me afundando nas minhas próprias idiotices, mais como eu poderia me negar isso. Incomodar a sinaleira há muito tempo deixou de ser apenas uma distração.

[…]

- Não isso é terminante proibido! — Ela gritou e tanto eu quanto Ethan rimos. — Eu exijo que seja.

- Desculpa minha ruiva de farmácia, mas você não está em posição de exigir nada. — Ethan falou debochado. — Adam pode te mandar se mudar para a cabine e você terá de obedecer, a menos que ele parta para agressão ou insinuação sexual essas regras continuarão valendo até o fim da aposta. — Sorri vencedor.

- Esse garoto é movido por insinuações sexuais não vou precisar passar nem duas horas aqui dentro pra ele fazer isso. — Revirei os olhos e Ethan riu.

- Não ruiva, não é desse tipo de insinuação que eu estou falando. Estou falando do tipo te agarrar a força. E não tente sair espalhando pelo reformatório que ele te estuprou porque o argumento só será válido com provas. — Ela revira os olhos. — E enquanto você não conseguir isso, seja bem vinda ao lar. Parece que a Becca conseguiu uma vaga no quarto do professor de historia por tempo indeterminado. Então eu posso voltar para o meu quarto junto com a Amber e o sofá estará livre.

- Posso ficar com o sofá? — Dessa vez a ruiva dirigiu a pergunta a mim e não ao Ethan. Balancei a cabeça negativamente com um sorriso maroto nos lábios. Ela bufou chutando uma cadeira que caiu no chão fazendo um estrondo no qual a professora de geografia do terceiro ano que ficava com a cabine de baixo provavelmente amaldiçoaria por toda a eternidade, e depois saiu pelo corredor indo em direção a porta enquanto resmungava alguma coisa.

- Por quê? — Foi a única coisa que Ethan me perguntou, com um olhar curioso. Dei de ombros. — Você não acha que está se apegando demais a ruiva? — Revirei os olhos.

- Só estou me divertindo Ethan. Não enche. — Ele riu.

- Adam eu te conheço a tempo o suficiente pra entender o jeito que você gosta de se divertir. E pode ter certeza que não é convidando uma garota para dividir o quarto com você, quer dizer, não por mais de uma noite. — Dou as costas para ele. Ethan sabia ser extremamente irritante quando queria. Às vezes eu simplesmente esquecia o fato de não sermos irmãos de sangue. Porque ele cumpria perfeitamente o papel de irmão pé no saco, quando queria.

Natascha não havia dado as caras o dia todo, eu também não me preocupei em ir atrás dela. Aliás, por que eu faria isso mesmo?

Fui com Ethan ver o Michael na enfermaria e ele estava flertando com a enfermeira. Certo ela não é feia... longe disso, mais acho que ele merecia uma coisinha que tivesse menos que o dobro de idade dele, certo? Fiquei mais ou menos uma hora com ele conversando enquanto ele se gabava por as garotas estarem o chamando de herói.

- A Nath esteve aqui. — Ele disse pra mim e pro Ethan e os olhos do Ethan se moveram na minha direção. Que droga, por que agora toda a vez que alguém toca no nome da ruiva eles olham pra mim? Será que eu preciso dizer que não nasci colado com ela? — Nem parecia a garota que me deu um soco e me fez bater a cabeça na parede no primeiro dia em que nos vimos. — Rimos.

- Talvez porque você não se jogou pra cima dela do mesmo jeito que fez na primeira vez que se viram. — Eu falei e eles riram.

- Falou o garoto que literalmente se joga em cima dela toda vez que se encontram por ai. — Ethan disse em tom acusador, insinuando às vezes em que eu fui parar no chão junto com a ruiva. Dou de ombros em resposta.

- Problemas com a gravidade. Acontece. — Eles riram. — Então Ethan o pessoal do basquete deve estar esperando o treino e o treinador disse que eu tenho que suspender os treinos até essa confusão acabar. Vou lá falar com eles, vai ficar ai? — Ele concordou.

Eu saí em direção a quadra de basquetes. Como eu previa o pessoal tava lá, e eu tive que dispensá-los, eles reclamaram e eu falei que não tinha culpa se um desgraçado resolveu queimar os dormitórios. Sim, foi uma indireta, mesmo sem saber exatamente pra quem.

Depois de dispensá-los eu entrei no ginásio pra arrumar o material. Esse era o problema de ser o capitão do time, eu podia ser o líder dos outros jogadores, mais era o empregado do treinador. Como eu previa tinha bolas de basquete por todos os cantos, e os materiais do treino também, mais algo a mais me chamou a atenção. Gritos. Era uma voz masculina e conhecida que vociferava com outra pessoa.

- Quem você pensa que é pra falar comigo desse jeito? — A voz vinha do vestiário. — Você pode mandar e desmandar nos seus amiguinhos frouxos, mas já é a segunda vez que você cruza o meu caminho. Achei que tinha aprendido na primeira vez. — Eu me aproximava e a voz parecia aumentar, mas, de repente, se fez silêncio e um gemido de pavor ecoou por aquele lugar.

- Você tá me machucando! — A voz feminina gritou. Os pelos da minha nunca instantaneamente se eriçaram e eu acelerei o passo, pisando forte e sem me importar no barulho que fazia. Eu conhecia aquelas vozes. Mesmo que apenas uma me preocupasse.

Natascha estava lá.

Senti meu sangue ferver quando vi o moreno prendendo a garota a força entre seu corpo e a parede, ela debatia-se para empurrá-lo mais até mesmo a pressão dos lábios dele implorando por uma passagem na boca da ruiva parecia ser forte de mais para que ela impedisse. Eu tremi.

Foi tão rápido que quando dei por mim já tinha o sangue do nariz dele entre meus dedos.

- Desgraçado. — Ele grunhiu se levantando e vindo pra cima de mim. — Qual é Adam, achei que você era meu parceiro. — Otário, era impressionante como eu conseguia resumir tanta ignorância em uma palavra só. Sempre evitei as brigas com Brandon, porque sabia que era perigoso, porém o momento me pedia por ação. Esquivei de um dos seus socos, porém o outro me fez ricochetear contra a parede. — O que aconteceu com você? Eu ouvi dizer que a ruiva tinha virado a sua favorita, mas não acreditei que fosse verdade, Adam. — Eu estava no chão devido ao chute que ele havia me dado entre as costelas. Ele puxou a Natascha pelo braço que por ser a idiota que era, ficou parada enquanto brigávamos. — Mas eu tenho que assumir que você tem bom gosto. — Ele apertava forte o braço dela e com a outra mão deslizou o polegar pelo rosto dela. A ruiva levantou a mão que estava livre e acertou um tapa que se fosse em mim faria meu pescoço torcer. Porém ele apenas virou o rosto com o impacto e começou a rir. — Além de linda é durona. Essas são as minhas preferidas.

- Brandon larga ela. — Disse ainda com dor tentando me levantar.

- Largar ela? Por que eu largaria uma ruivinha tão linda? — Ele passou o braço pela cintura dela segurando com força e roçando o seu nariz pelo pescoço dela, os seus olhos castanhos me lançavam um olhar de ajuda suplicante e de novo eu estava com os punhos cerrados. Dessa vez em pé.

- Larga ela Brandon. — Vociferei e ele riu soltando ela que veio pra trás de mim.

- Resolveu virar durão foi Adam? Ou será que você tá cansado das outras garotas e resolveu investir em uma só? — Fiquei quieto meu maxilar parecia se contrair por vontade própria assim como os músculos que pareciam cada vez mais tensos. — O problema Calliel, é que eu me interessei no seu brinquedo novo. — Ele olhava para a ruiva. — E se você não dividir, eu vou ter que roubar... — Ele deu um passo na minha direção, porém olhando para a ruiva, que eu mesmo sem ver, senti dar um passo para trás se afastando do meu corpo, e deixando que o ar gelado o acertasse. — E você sabe que eu não blefo né Adam?

- Cala essa maldita boca Brandon, deixa ela em paz. — Ele riu de forma forçada e irônica.

- Vai dizer que tá mesmo caidinho nessa garota? — Ele me olhou com um misto de malícia e ironia. — Ela não passa de uma vadia marrenta.

- Ela não é uma das garotas que você pega Brandon. Cala essa maldita boca.

- Falando assim, até parece que as garotas que eu pego, não são as mesma que você pega.

- Mas a diferença é que você se contenta com restos. — Afrontei tentando tirar a atenção dele de cima da ruiva. — E sabe por quê? Porque você é um idiota que não dá valor a si mesmo. Não passa de um marginalzinho, você não é nada mais que um traficante viciado nessas merdas, que tenta levar todo mundo pro mau caminho. — Então eu consegui o que queria, tinha toda a atenção dele voltada para mim, e seu pulso seguindo no mesmo rumo. Desviei do golpe dele e por pouco não pegou na ruiva que deu mais alguns passos pra trás, ele partiu pra cima de mim novamente e em meio a troca de socos e ponta pés nada agradável notei a Natascha procurava algo para acertá-lo, pedi em pensamentos que ela não encontrasse, se o Brandon estava interessado nela, significava que ela já tinha problemas o suficiente com ele, não precisaria de mais um.

- O que tá acontecendo aqui? — Uma voz se fez mais alta que o barulho da briga, e aproveitando o momento de distração de Brandon acertei um soco em seu nariz, no qual fui capaz de ouvir o estralo do osso de seu nariz antes que o moreno fosse pro chão, me vinguei do chute que ele havia me dado entre as costelas, ele se contorceu no chão. Eu teria continuado, eu não mediria esforços até ver aquele maldito apagado no chão, mas uma mão me puxou para longe dele. Só então notei as pessoas que estavam lá.

Ethan, Michael, alguns garotos do time e o diretor. A ruiva continuava lá, mais dessa vez não era a Brandon que ela encarava, era a mim.

- Qual é a sua cara, pirou? — Ethan gritou comigo. — Você tem noção do que tava fazendo com ele?

- Vocês não viram o que eu vi. — Me defendi. — Ele merecia muito mais que isso. — O meu tio o ajudava a se levantar, ele tinha a mão no nariz e me encarava com ódio.

- Levem ele pra enfermaria. — Disse pros garotos do time e eles saíram junto com Ethan e Michael. — Adam! Eu quero você na minha sala, agora. — Ele olhou pra ruiva. — Você também. — Ele deu as costas e eu me virei pra ruiva.

- Você tá legal? — Ela me fitou por alguns segundos.

- Acho que melhor que você. — Ela respondeu com um sorriso fraco. — O que deu em você? Não deveria ter brigado com ele. — Ela disse se aproximando.

- Tá dizendo que eu deveria ter te deixado ser estuprada por ele? Aliás, que diabos você tava fazendo dentro do vestiário masculino com ele? — Ela revirou os olhos.

- Ele me arrastou pra cá. Eu só estava passando na frente do ginásio quando ele me puxou. Mesmo assim você não deveria ter se metido, esse cara é... louco. — Eu ri.

- Da próxima vez é melhor não discutir comigo quando eu disser que não quero você entregando o uniforme dele, ele está meio obcecado por você, desde o dia da garrafa. — Ela levou a mão ao meu rosto e eu senti uma ardência. Ela olhou para a ponta dos dedos e fez cara de nojo, eu ri. Ela havia passado a mão por um dos cortes em meu rosto.

- Senta aí. — Ela disse apontando pra uma cadeira. Olhei pra ela curioso. Em quanto ela pegava uma esponja em um dos chuveiros e uma maleta de primeiros socorros que sempre ficava para o caso de haver algum incidente no meio do jogo.

- O que você vai fazer. — Ela riu parando na minha frente me entregando a maleta.

- Troca de favores. — Ela disse rindo e passando a esponja molhada na minha testa. Pegou um vidrinho de álcool e molhou em um pedacinho de pano branco, pressionando no machucado. Automaticamente grunhi e fui pra trás impedindo que ela continuasse. Ela riu.

- Vai doer menos se você não reclamar. — Revirei os olhos em quanto ela repetia minhas próprias palavras. — Pode ter certeza que isso é muito melhor que Vodca, agora fica quieto aí. — Ela disse com ar mandão, mas eu insisti em me manter longe do maldito pano branco.

O resultado foi como um dejavú.

O banco em que eu estava sentado virou, a maleta caiu e eu fui pro chão junto, a diferença é que na primeira vez que isso aconteceu, a ruiva havia caído por cima de mim e nós riamos da situação, agora ela estava de pé rindo da minha cara enquanto eu resmungava todos os palavrões que compunham minha lista.

Ela esticou a mão para mim, na tentativa de me ajudar a levantar e não consegui conter o riso nos vendo de novo naquele estado.

- Eu acho que já vi essa cena. — Ela disse ainda rindo quando eu segurei sua mão e me levantei.

- Eu me lembro como ela termina. — Disse ainda segurando a mão da ruiva que agora me fitava com o sorriso amenizado. — E não vejo o porquê fazer um final diferente.

Lancei um sorriso calmo a ruiva e a puxei na minha direção. Por uns segundos ela hesitou enquanto eu roçava meu nariz por seu rosto. Ela estava séria e de olhos fechados e eu sorria com os meus olhos abertos o suficiente para ver o sorriso dela se abrindo devagar como se soubesse o que estava prestes a acontecer e me autorizasse a fazer isso. Não hesitei, talvez Brandon não tivesse tão errado. Talvez eu estivesse mesmo caidinho pela ruiva.

Notas finais
E ai gostaram? Mereço comentários? e recomendações?
Espero que sim....

Préstenção aqui... Eu to começando um blog, de inicio ta ridículo, mais ainda só tem três dias, enfim eu to aceitando ideias para posts, e divulgação de livros, que querer pedir ou mandar citações ou resenhas é só entrar lá e ir no "fale comigo" e usar um dos ícones de comunicação que a page oferece ok?

o Link é... http://dani12041998.wix.com/boow
Sim eu ainda tenho que acha um site para hospedar, de preferencia barato u-u
Quinze comentários e eu sou feliz, e vocês ainda mais com o próximo capitulo que será no Pov Nath ok?
P.S.: Não vou responder os comentários hoje porque o sinal da internet ta horrivel .