Notas iniciais
Yo minna o/
Aqui estamos nós com outra parceria. Dessa vez a história será um pouco diferente do que estão acostumados a ler. Não será centrada nas bandas e será ambientada em um universo alternativo. Mas garantimos muito yaoi.
Esperamos que gostem.
Boa leitura!
Beijos.

Reiji não aguentava mais aquilo. Ele e Ranmaru não tinham um relacionamento sério. Na verdade, eles sequer tinham algo que pudesse ser chamado de relacionamento. Mas isso não significava que o moreno não podia se irritar.

Reiji: Maldito Kurosaki!

Murmurou lembrando da festa que ocorreu um mês atrás.

O moreno não estava com muita disposição para ir, mas de ultima hora acabou se vestindo e indo para a casa noturna. Chegando lá, entrou e rapidamente foi cercado por homens e mulheres, mas o Kotobuki simpaticamente dispensou cada um e continuou procurando a pessoa que o incentivara a sair de casa. Reiji atravessou metade da pista de dança, quando viu a cabeleira branca do albino. Ele sorriu e decidiu se aproximar, até que percebeu que o Kurosaki não estava só ao vê-lo imprensar um garoto moreno na parede e começar a beijá-lo.

O Kotobuki fitou a cena com os punhos cerrados. O moreno desconhecido trocou de lugar com o Kurosaki e começou a beijar o pescoço dele. Nesse momento, Ranmaru abriu os olhos e deu de cara com a expressão de raiva de Reiji, mas a ignorou e desceu a mão pela lateral do corpo do garoto que atacava seu pescoço, até alcançar a coxa dele e apertar.

Reiji desviou os olhos, incrédulo com a cena, e se afastou de onde o albino estava. Sentiu seus olhos marejando, mas não choraria. Foi em direção ao bar e pediu uma bebida atrás da outra. Só se lembrou que acordou no dia seguinte morrendo de dor de cabeça no seu apartamento.

O Kotobuki olhou seu reflexo no espelho, estava na cara que ele não estava bem. Ele podia até sorrir, e quem não o conhecesse pensaria que ele estava feliz, mas seus amigos sabiam que havia algo errado com ele. Fora por esse motivo que Aine o convidara para essa festa. Reiji até tentou recusar o convite do amigo de longa data, mas sabia que não adiantava discutir com ele. Quando o bluenette queria alguma coisa, sempre conseguia.

O moreno sentiu seu celular vibrando e o atendeu.

Reiji: Moshi-moshi.

Aine: Espero que não esteja pensando em furar comigo, Reiji.

Reiji: Ainyan, não vou furar. Eu disse que iria, então vou.

Aine: Ótimo!

Aine: então trate de vim logo, já estou aqui na boate. Até daqui a pouco.

Reiji: Até.

Respondeu suspirando e guardando o telefone no bolso. O Kotobuki olhou seu reflexo novamente no espelho e forçou um sorriso.

Reiji: Ran-Ran idiota.

Disse para si mesmo. Arrumou o cabelo pela ultima vez e pegou as chaves do carro.

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Ranmaru acabava de chegar na boate em que Ai havia o convidado. Ele, naquela noite, não estava muito afim de sair, mas como era um pedido do seu melhor amigo não teria como recusar.

Ranmaru: quanta gente…

Murmurou entediado observando o fluxo de pessoas e caminhou até o bar para pegar uma bebida.

Ranmaru: um uísque, por favor.

Pediu ao bartender. O Kurosaki passou seu olhar por todas as pessoas vendo se encontrava um em especial.

Ranmaru: “será que ele não virá aqui hoje?”

Estava um mês ou mais longe do Kotobuki. Desde aquela balada em que o moreno o pegou se agarrando com outra pessoa. Ranmaru nunca deu satisfações ou ao menos quis um relacionamento sério com Reiji, eles sempre tiveram essa relação aberta onde nenhum dos dois saia perdendo.

Ai: procurando seu melhor amigo?

Ranmaru riu e virou para traz dando de cara com Ai, que aparentemente estava mais cínico que o normal.

Ranmaru: sim e não. Estava olhando o fluxo de gente…

Soltou um muxoxo.

Ranmaru: lugares muito lotados não são comigo.

Ai sorriu de canto e sentou ao lado do albino.

Ai: vendo o fluxo ou procurando o Reiji?

Ranmaru revirou os olhos.

Ranmaru: por que estaria procurando?

Ai: talvez saudade. Não os vejo juntos há mais ou menos um mês.

Ranmaru: você nunca nos viu juntos Ai.

Disse sarcástico.

Ranmaru: ele e eu apenas temos “sexo sem compromisso” quando estamos com vontade.

Ai o fitou de esguelha.

Ranmaru: mas mudando de assunto…

Ele fitou o amigo.

Ranmaru: por que tanto interesse que eu viesse hoje?

Ai deu de ombros.

Ai: preciso de razões para querer a companhia do meu melhor amigo?

Fez uma cara de inocente.

Ranmaru: sua cara de santo não me engana. Te conheço há bastante tempo pra saber que inocência é algo que nunca existiu em você.

Ai sorriu cinicamente.

Ai: isso que dá ter um passado condenável.

Ele riu junto com o albino.

Ranmaru: já encontrou alguém interessante?

Ai: não. Mas to procurando minuciosamente, é preciso alguém que realmente valha a pena pra essa noite.

Ele deu um sorriso diabolicamente malicioso.

Ranmaru: quero uma noite divertida também…

Sorriu cínico.

Ai: você, com certeza, terá.

Apontou pra entrada da boate e Ranmaru seguiu com o olhar vendo Reiji ser abordado por um monte de gente e logo o Aine o salvar da multidão empurrando metade pra bem longe, cumprimentando o melhor amigo.

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Reiji não estava muito animado para conversar com as pessoas que o cercavam, mas por sorte foi salvo pelo seu melhor amigo.

Aine: Vocês estão aglomerados demais no mesmo lugar...

Falou com a voz levemente ameaçadora, recebendo um olhar de respeito e receio.

Aine: Eu preciso desenhar o caminho pra vocês saírem daqui?

Falou com um sorriso malicioso, empurrando um dos rapazes que estava próximo ao Kotobuki, o que fez os demais dispersarem.

Reiji: Ainyan!

Exclamou abraçando o amigo.

Aine: Pensei que teria que te buscar, Reiji!

Falou, devolvendo o abraço.

Reiji: Você sabe que eu não queria vim, mas como prometi a você, aqui estou!

Disse forçando o sorriso. O bluenette se incomodou com aquele sorriso falso. Reiji sempre era tão verdadeiro, vê-lo assim o preocupava. O moreno era seu melhor amigo desde a infância, e o considerava um irmão.

Aine: O que aconteceu com você, Reiji?

Falou mostrando a preocupação. O Kotobuki suspirou.

Reiji: Não foi nada de mais, Ainyan. Eu não deveria estar assim porque eu e ele não temos nada.

Disse abaixando a cabeça.

Aine: Você o viu com outra pessoa?

Indagou cerrando os punhos.

Reiji: Hai. Mas deixa isso pra lá, eu vim aqui para me divertir, não é?

Falou com um sorriso que não lhe alcançou os olhos. O Kisaragi respirou fundo.

Aine: Vem, Reiji. Vamos dar uma volta por ai.

Disse pegando o pulso do menor e o levando para o interior da boate. Os dois desviavam da multidão com facilidade, pois assim que viam o bluenette davam espaço para ambos passarem. O moreno começou a rir.

Aine: Porque está rindo?

Perguntou curioso.

Reiji: É tão engraçado as pessoas se afastando quando você passa, parece que estão com medo, ou que você é algum tipo de rei.

Explicou, voltando a rir.

Aine: Você não existe, Reiji.

Falou rindo também.

Reiji: Quero beber alguma coisa. Tem um mês que não bebo.

Falou empolgado. O bluenette sorriu ao ver que o amigo estava começando a se animar.

Aine: Certo. Vamos.

Os dois caminharam em direção ao bar. Aine viu que Ai estava sentado conversando com um amigo que ele lhe apresentara há algum tempo. O Kisaragi foi junto com Reiji até o local.

Aine: Oe Ai, você lembra do Reiji?

Perguntou, chamando atenção do Mikaze. Nessa hora, Ranmaru, olha em direção ao Kotobuki, que finalmente percebeu sua presença. Reiji arregalou os olhos incrédulo.

Reiji: Ran-Ran!

Aine olha para o amigo de Ai espantado, fechando o semblante em seguida.

Aine: Então você é o Ran-Ran?

Indagou em tom de ameaça, pegando o colarinho da camisa do albino. O Kurosaki estreitou os olhos e afastou rispidamente a mão do bluenette.

Ranmaru: Até onde eu me lembro, nunca te dei liberdade pra me chamar assim.

Aine: Eu chamo você como eu quiser, seu filho da puta.

Falou empurrando o albino.

Reiji: Etto... não briguem!

Pediu o moreno preocupado com a confusão que estava prestes a começar. Ai olhava a cena pensando o que fazer. Não poderia ir contra seu superior, mas também não poderia deixar seu melhor amigo apanhando. Ranmaru estava pronto pra desferir um soco no rosto de Aine quando sentiu seu braço ser segurado.

Ai: Vamos Ranmaru. Agora.

Ordenou trocando um olhar com Aine. O bluenette mais velho suspirou. Seria imprudente começar uma briga naquele instante.

Aine: Saia da minha frente, idiota.

Falou para o albino que o fitou com ódio, Ai precisou arrastar a força o Kurosaki antes que ele fizesse algo imprudente. Reiji viu Ranmaru ser levado por Ai e sentiu seu sangue ferver. O moreno virou em direção ao bartender.

Reiji: Quero uma dose dupla de vodka pura.

O bluenette revirou os olhos. Sabia que o moreno, quando irritado, sempre descontava na bebida.

Aine: Vai com calma aí.

Reiji: Você queria que eu me divertisse, certo? Pois eu vou me divertir.

O Kotobuki pegou a bebida e a levantou.

Reiji: Um brinde a diversão!

Falou virando o copo de uma vez.

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Ranmaru foi levado por Ai a umas poltronas que ficavam afastadas do centro da pista.

Ranmaru: estupido!!! Seu amigo é um imbecil Ai!!

Vociferou irritado.

Ai: se acalma Ranmaru!

Ranmaru: se acalma nada!! O que aquele estupido pensa que é?!!

Ai suspirou.

Ai: provavelmente ele não sabia que o Ranmaru meu amigo é o mesmo “Ran-Ran” do Reiji.

Sentou entediado.

Ranmaru: “Ran-Ran” do Reiji uma ova!! Eu não tenho nada com ele!!

Ai puxou o albino pelo braço e o fez se sentar na poltrona.

Ai: o Aine é o melhor amigo do Reiji, por isso é mais que obvio que ele não goste de você.

Ranmaru revirou os olhos.

Ranmaru: não é mais fácil ficar com ele? Reiji é do tipo que cede fácil.

Ai o fitou de esguelha pelo tom amargo do albino.

Ai: às vezes tenho a impressão que você tem alguma raiva escondida pelo Reiji.

Ranmaru o fitou sério.

Ranmaru: impressão sua.

Disse suspirando e jogando os braços pra traz da nuca.

Ai: a relação deles não tem nada a ver com atração sexual, é só amizade mesmo. Se conhecem desde crianças.

Ranmaru: hm…

Fechou os olhos. Ai chamou o garçom e pegou dois drinks.

Ai: toma. Pra ver se você se acalma.

Ranmaru pegou o drink e quando olhou para a direção oposta viu Aine encarando-o de forma assassina. Ele não se intimidou nem um pouco e devolveu o olhar bebendo o drink de uma vez só. Ai notou que os dois se encaravam e temia pela confusão que poderia dar aquilo, Aine era protetor demais com as pessoas que ele gostava, e isso resultava nele violento e sem escrúpulos.

Ai: quero te apresentar uma pessoa.

Sorriu cínico obrigando o albino a parar de encarar Aine e olha-lo.

Ranmaru: quem?

Ai: é um conhecido meu, Hibiki.

Ele chamou o moreno que aparentava ser da mesma idade que eles.

Ai: Hibiki, esse é o Ranmaru, meu melhor amigo que te falava.

O rapaz sorriu fitando o Kurosaki.

Hibiki: é um prazer Ranmaru.

O maior sorriu e estendeu a mão.

Ranmaru: o prazer é meu.

Ai: bom, fiquem conversando aí. Vou dar uma volta pra ver se encontro algo interessante.

Piscou aos dois que riram.

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Syo dirigia o seu carro apertando o volante com força.

Syo: Idiota, idiota, idiota!

O loiro exclamou, referindo-se ao namorado.

O Kurusu namorava há dois anos com Koji Katashi, que era empresário do Starish, banda em que era integrante, e o cara mais idiota da face da terra. O loiro gostava do namorado, mas não aguentava a mania que ele tinha de manipular tudo em sua vida.

Syo começou a carreira muito cedo, fazendo participações em vários filmes e comerciais, até formar a banda que estava próxima do seu terceiro aniversário. Ele e seu namorado se conheceram através da banda, sendo Koji um dos responsáveis pelo sucesso que o Starish atingiu, mas isso não dava o direito que ele lhe controlasse como se fosse seu dono.

O loiro lembrava-se da ultima briga que tiveram naquela tarde.

Koji: Você pensa que já é um adulto e sabe o que faz da vida. Mas sua carreira nunca teria decolado desse jeito se não fosse por mim.

Syo o fitou com o semblante irritado. Mas a magoa podia ser facilmente reconhecida em seus olhos.

Koji: Syo, eu não quis dizer isso...

Tentou se explicar.

Syo: Você quis sim!

Falou com raiva.

Syo: Já que eu sou tão irresponsável como você diz, farei coisas completamente irresponsáveis hoje.

O Kurusu respirou fundo. Ele iria beber até esquecer seu próprio nome. E se seu nome saísse no jornal no dia seguinte, ótimo, assim o Katashi teria motivo para reclamar de verdade.

O loiro estacionou seu carro no estacionamento vip da boate e entrou sem precisar ficar na fila. Uma das vantagens de ser uma celebridade.

Assim que colocou o pé dentro da boate foi cercado por diversas pessoas, algumas garotas pediram para bater uma foto com ele e outras autógrafos. O loiro sorriu simpático atendendo aos pedidos.

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Ai cumprimentava uns, conversava com outros, mas sua atenção estava mesmo voltada a encontrar alguém delicioso o bastante para que possa diverti-lo naquela noite. Afinal ele merecia tratamento VIP depois de todo o complicado ritual para ser membro oficial da Yakuza.

Ai: ninguém que me desperte uma deliciosa ereção…

Murmurou entediado.

Ai: “não é possível que um, entre todos esses caras, não me agrade…!”

Analisava todos os homens que via, mas sua atenção foi direcionada a um aglomerado de pessoas em um ponto fixo naquele lugar.

Ai: quem será a celebridade?

Indagou irônico indo até o balcão de outro bar ali e se encostou se divertindo com as pessoas se empurrando.

Ai: como a humanidade consegue ser tão idiota?

Riu sarcástico e tentava ver quem era a figura tão importante para causar tanto alvoroço. Até que com muito esforço, Syo conseguiu andar se desvencilhando um pouco dos fãs e nesse momento Ai arregalou minimamente os olhos ao se deparar com aquele sorriso perfeito que o Kurusu mandava ao público.

Ai: “conheço de algum lugar…”

Pensou fitando o chibi intensamente e desceu o olhar pelo corpo, que apesar de não muito alto, era definido e atraente.

Ai: bem devorável.

Lambeu cinicamente os lábios. Ai seguia cada passo que o Kurusu dava, os seguranças da boate vieram ajuda-lo a se livrar dos fãs, Syo agradeceu sorrindo e olhou ao redor procurando o garçom ou a adega mais próxima.

Ai: “agora lembrei… ele é um idol de uma banda em alta nos rankings.”

Sorriu vendo o Kurusu se aproximar do bar e sentar a uns três bancos do dele pedindo um Martini ao bartender. O loiro respirou aliviado quando viu seu drink chegar.

Syo: Obrigado.

Tomou um gole da bebida e sorriu. Era justamente disso que estava precisando. O loiro virou o resto do copo de uma vez e pediu outra dose. O bluenette fitava a cena com um sorriso irônico.

Ai: “Pelo visto ele quer encher a cara.”

Pensou, pedindo o mesmo drink que o loiro tomava. Syo pegou a segunda dose e a virou de uma vez novamente, sentindo seu rosto esquentar levemente. Olhou para o lado e percebeu que era observado por um cara de cabelo azul muito atraente. Desviou o olhar e chamou novamente o bartender, que já vinha com outra dose de Martini. O loiro a virou novamente de uma vez. Ai sorriu de canto cinicamente, aquilo ali parecia problema amoroso pela cara que Syo fazia e pela velocidade que virava um copo atrás de outro.

Ai: “coração partido… álcool… nada mais perfeito que essas duas combinações…”

Pensou e riu com o próprio pensamento. Syo olhou de esguelha o sorriso, que revelava até os dentes médios e esbranquiçados do Mikaze.

Syo: “ele é lindo.”

Pensou analisando bem todo o bluenette. Cabelo combinado perfeitamente com a cor bela e exótica dos olhos, pele alva, um rosto de menino, mas com aquele sorriso revelava uma personalidade cínica e segura de si, um corpo –que apesar da roupa- mostrava-se ser muito belo e definido.

Syo: “o que eu to fazendo?? O álcool ta fazendo efeito mais rápido. Baka!!”

Balançou a cabeça negativamente, o que Syo não sabia era que Ai havia notado o olhar dele.

Ai: “pelo visto chamei sua atenção não é? Melhor assim, meio caminho andado.”

Mordeu o lábio inferior pedindo outro drink.

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Aine fitava o melhor amigo preocupado. Reiji já estava no sétimo drink, e tomava todos de uma vez.

Aine: Reiji, você não quer ir para a pista de dança?

Indagou no intuito de afastar o moreno do bar.

Reiji: Não, aqui está ótimo.

Respondeu pegando o oitavo drink da mão do bartender.

Aine: Escuta Reiji, não te chamei aqui pra ver você encher a cara até cair por causa de um idiota. Se você vai ficar ai bebendo, eu vou para outro lugar e é melhor que você esqueça que eu sou seu melhor amigo.

Falou impaciente. O Kotobuki olhou para o amigo um pouco assustado pela explosão, baixando o rosto envergonhado em seguida.

Reiji: Desculpe Ainyan.

O moreno tomou devagar o ultimo drink e virou para o bluenette com um sorriso no rosto.

Reiji: Vamos.

Aine respirou fundo e sorriu de volta, indo com o moreno para a pista de dança.

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Ranmaru conversava com Hibiki tranquilamente, ou melhor, o albino conversava. Hibiki estava mais preocupado em xavecá-lo, o moreno era atraente, bom de papo, mas por algum motivo que nem mesmo Ranmaru sabia, não tinha vontade alguma de ficar com ele naquela noite. Em um momento o Kurosaki olhou na direção do bar, onde Reiji estava bebendo e se surpreendeu ao ver o lugar vazio. Onde ele e Aine haviam ido? O albino passou seu olhar por todo o lugar e pode ver o Kotobuki dançando animado com o amigo, Ranmaru estreitou o cenho, Aine e ele eram próximos demais.

Hibiki: Ranmaru, algum problema?

O maior o fitou.

Ranmaru: nenhum, por que?

Respondeu e sorriu levemente para disfarçar seu incomodo.

Hibiki: você estava com uma expressão tensa.

Ranmaru: coisa da sua cabeça. O que falávamos mesmo?

O moreno sorriu e continuou o papo.

Reiji dançava com Aine, e por uns segundos esqueceu sua raiva pelo Kurosaki até que o celular do amigo tocou e o menor pode ver uma expressão séria em seu rosto.

Aine: Reiji eu já volto, fica aqui.

Reiji: ta tudo bem?

Aine: sim, é só uma ligação de casa.

Sorriu ao mais velho e se retirou. Reiji suspirou e quando deu uma volta procurando o garçom, seu olhar cruzou com os de Ranmaru e ele pode ver um desconhecido quase em cima do Kurosaki.

Reiji: tsk!

Ele virou a cara para o lado oposto e isso fez o albino arquear a sobrancelha, maior foi sua surpresa quando um cara se aproximou de Reiji e esse não o afastou e até ficou se oferecendo ao outro.

Ranmaru: “tava demorando…!!”

Pensou fuzilando o Kotobuki e o desconhecido com o olhar.

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Reiji dançava com o cara de forma provocante. O homem era um loiro muito bonito e era alguns centímetros mais alto que o moreno. O loiro o puxou pela cintura e colou seus corpos.

Hideo: Meu nome é Hideo.

Sussurrou no ouvido do Kotobuki, que se arrepiou de leve.

Hideo: E o seu?

Perguntou com um sorriso charmoso.

Reiji: Reiji...

Respondeu mordendo o lábio de leve, vendo o outro fitá-lo com desejo nos olhos. O loiro apertou a cintura do Kotobuki e sorriu ao ouvi-lo gemer de leve.

Hideo: Seus gemidos são sexys, queria ouvi-los a noite toda...

Falou sedutoramente no ouvido de Reiji, mordendo o lóbulo da orelha dele em seguida.

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Ranmaru encarava sem desviar a mão abusada do cara que estava na cintura de Reiji e ficava deslizando pela costa, subindo e descendo até o quadril.

Ranmaru: “será que não dá pra parar essa maldita mão?!”

Estreitou o cenho e mordeu o lábio inferior fitando aquele ser estupido e atrevido que estava dançando com o Kotobuki, nunca havia o visto antes. Ranmaru também olhou para a expressão de Reiji, ele estava flertando com o homem, mas não continha desejo em seus olhos e muito menos a expressão ficando excitada.

Ranmaru: “será que ele consegue fazer sua pele toda se arrepiar apenas respirando perto do seu ouvido?”

Sorriu de canto cinicamente com o pensamento. O albino era pretencioso e egocêntrico sim, sabia melhor que qualquer um o quanto Reiji o desejava e apesar do menor nunca ter dito… sabia que ele era o único capaz de enlouquecer de vez o moreno na cama e até fora dela.

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Reiji fechou os olhos e respirou fundo ao sentir o loiro descendo os lábios para o seu pescoço enquanto dançavam no ritmo da música. Hideo era lindo. Se os tempos fossem outros, o Kotobuki não hesitaria em ir para a cama com ele. Mas para sua infelicidade, era só fechar os olhos que o cabelo loiro era substituído pelo branco e os olhos verdes por orbes heterocromáticos.

Reiji gemeu com o pensamento e isso estimulou Hideo a ousar um pouco mais nas caricias, levando uma das mãos a bunda do moreno e apertando. O Kotobuki abriu os olhos e os direcionou para Ranmaru e o desconhecido. O albino o fitava com uma expressão de raiva, enquanto o rapaz que o acompanhava tagarelava sem ser ouvido. Reiji deu um meio sorriso satisfeito e passou os braços ao redor do pescoço de Hideo e aproximou mais seu corpo do loiro, dando uma rebolada com o quadril em seguida.

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Ranmaru viu o olhar e aquele maldito sorriso satisfeito de Reiji.

Ranmaru: “apelando para as provocações como sempre…”

Riu com o pensamento. Estava com uma vontade assassina de dar uns 10 tiros na cabeça daquele loiro maldito e abusado por estar se esfregando no menor, mas o que o acalmava era saber que o Kotobuki apenas estava fazendo isso por vingança e por querer que ele perdesse a cabeça naquela hora.

Reiji notou o sorriso pretencioso do Kurosaki e estreitou os olhos o que fez Ranmaru rir de leve e lançar um olhar como se dissesse: esse e nenhum desses caras é páreo pra mim na cama. O menor bufou com aquela mirada do Kurosaki. Reiji desviou os olhos irritado. Aquele maldito era convencido demais.

Hideo: Você está bem?

Indagou curioso. O Kotobuki respirou fundo e olhou para o loiro sorrindo.

Reiji: Estou bem sim, estou ótimo.

Hideo sorriu e apertou a cintura de Reiji e começou a beijar e chupar o pescoço do mesmo. O moreno fechou os olhos novamente e imaginou a boca de Ranmaru fazendo aquilo no seu pescoço e gemeu apertando o ombro do loiro.

Hideo: Gemendo assim você me deixa louco.

Sussurrou no ouvido de Reiji, que mordeu os lábios de leve ao ouvir a voz rouca do Kurosaki no lugar da do loiro. Reiji afastou-se um pouco de Hideo e pegou um copo de cerveja da bandeja de um dos bartenders e o virou de uma vez.

Reiji: “Eu preciso esquecer o Ran-Ran!”

Pensava enquanto o liquido descia em sua garganta. Hideo viu o moreno ficar levemente tonto após virar o copo, mas o mesmo rapidamente recuperou o equilíbrio. Reiji entregou o copo vazio para um dos bartenders que passava e sorriu para o loiro, puxando-o em seguida e voltando a dançar, dessa vez mais animado. Ranmaru de tanto observar o moreno, parou de prestar atenção no que Hibiki falava.

Hibiki: nee Ranmaru, pra você estar aqui sozinho… não tem ninguém não é?

Perguntou sorrindo.

Ranmaru: não. Sou solteiro com orgulho, relacionamentos são muito trabalhosos.

Hibiki riu.

Hibiki: concordo. E tem alguém em mente nessa festa?

Ranmaru fitava Reiji e seu corpo reagia com os movimentos do menor tão sensuais.

Ranmaru: talvez…

Ele sorriu de canto malicioso e nem prestou atenção quando Hibiki ficou mais perto.

Ranmaru: mas por que…?

Ele foi interrompido pela boca do moreno e nem teve tempo de reagir, Hibiki foi logo aprofundando aquele beijo.

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Reiji ainda sorria dançando, mas seu sorriso morreu quando seus olhos foram em direção a Ranmaru. Novamente ele via o moreno fazer aquilo na sua frente. Beijar outro como se eles nunca tivessem ficado. O Kotobuki sentiu o coração apertar com a cena e parou de dançar, o que chamou a atenção de Hideo.

O loiro viu o semblante de dor de Reiji e olhou para a direção em que o moreno olhava e viu um rapaz albino sendo agarrado por um rapaz de cabelo castanho. Olhou novamente para o Kotobuki e viu que o mesmo desviou o olhar da cena e cerrava os punhos.

Hideo: Reiji...

Tentou falar, mas foi interrompido pelo moreno.

Reiji: Eu vou ao banheiro.

Falou se afastando do loiro e desviando das pessoas que dançavam.

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Ranmaru ficou estático por ter sido beijado daquela forma e quando conseguiu afastou o moreno.

Ranmaru: Hibiki…

Hibiki: desculpa, mas é que…

O Kurosaki olhou na direção de Reiji a tempo de vê-lo se desvencilhar de Hideo e esbarrar em algumas pessoas no caminho ao banheiro.

Hibiki: Ranmaru você ouviu algo que eu disse??

Perguntou meio indignado, havia notado que o albino não tirava os olhos de Reiji desde quando eles começaram a conversar.

Ranmaru: pra ser sincero, não.

Respondeu na cara dura e se levantou.

Ranmaru: não beije alguém sem saber se essa pessoa também estar afim de você.

O moreno arregalou os olhos.

Ranmaru: eu tenho que ir agora.

Ele saiu apressadamente indo na direção em que Reiji estava.

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Reiji andava o mais rápido que podia. O moreno sentia o álcool afetando seus reflexos.

Não adiantava ter bebido tudo aquilo. Ranmaru não saia da sua cabeça de jeito nenhum, ao contrario, parecia que o álcool o estava fazendo pensar cada vez mais no albino, ou aquilo era só mais uma desculpa para justificar o fato do Kurosaki povoar seus pensamentos. Não adiantava tentar enganar a si mesmo. Ele estava apaixonado, e isso era uma droga.

Reiji já estava no corredor que levava a um dos banheiros. Mas decidiu parar e se apoiar na parede, fechando os olhos e respirando fundo. Por sorte, não havia ninguém ali no momento.

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Ranmaru, com muitos empurrões e mandar vários para o inferno, conseguiu seguir Reiji e ver em qual corredor ele entrou. Por sorte, aquele lugar era meio deserto e levava a um dos banheiros da boate. Ranmaru logo ao entrar no local viu o moreno encostado na parede com as mãos apoiadas nos joelhos e parecia estar inspirando e expirando varias vezes.

Ranmaru: passando mal?

Reiji arregalou os olhos ao ouvir a voz grave do Kurosaki.

Reiji: não é da sua conta.

Respondeu ríspido sem olha-lo, ainda de cabeça baixa. Ranmaru sorriu de canto pela irritação de Reiji e se aproximou do Kotobuki a passos lentos. Reiji ouviu os passos se aproximando e fitou o albino irritado.

Reiji: O que quer aqui? Você não estava ocupado?

Perguntou com sarcasmo, mas Ranmaru percebeu a magoa na voz.

Ranmaru: Você também parecia muito ocupado se oferecendo para aquele loiro...

Reiji: Você é um idiota, Ran-Ran!

Falou fitando os olhos heterocromáticos do albino, que já estava perigosamente perto de si. Reiji arfou com a proximidade do Kurosaki, mas não iria ceder. Não deixaria que o outro percebesse o quanto lhe afetava. O moreno virou em direção ao banheiro e voltou a andar. Ranmaru puxou o braço de Reiji antes que o mesmo se afastasse de si. O moreno não evitou o tremor que passou pelo corpo ao ser tocado e puxado com firmeza.

Reiji: o qu…?!

Ele engoliu em seco, seu rosto estava a um centímetro do de Ranmaru. A respiração quente do Kurosaki batia contra seu rosto, os corpos estavam muito próximos também, seu braço ainda era segurado com força pelo albino.

Reiji: me solta Ranmaru!

Falou tentando parecer firme, mas seu corpo estava enfraquecendo aos poucos e precisou morder a língua para não gemer com o olhar avassalador que Ranmaru o fitou.

Ranmaru: você tá muito na defensiva Reiji…

Ele sorriu sacana e levou a boca ao seu ouvido.

Ranmaru: não está com saudade?

Ele soprou a região arrepiando todos os pelos do menor. Reiji fechou os olhos e mordeu os lábios para conter o gemido que ameaçou sair.

Reiji: N-Não.

Respondeu com dificuldade.

Reiji: Agora me solta!

Disse puxando o braço de volta, mas o albino não afrouxou o aperto em seu pulso. Ranmaru sorriu maliciosamente ao ver o Kotobuki abrir os olhos e fitá-lo com o olhar desesperado. O moreno deu um passo para trás, encostando-se a parede. O que fez o albino se aproximar dele e bloquear a passagem, apoiando seus braços na parede e cercando-o de ambos os lados.

Ranmaru: hmm… tem certeza disso Reiji?

O menor estreitou o cenho para o ênfase em seu nome.

Ranmaru: sua boca diz não, mas seus olhos estão implorando por mim.

Acariciou o rosto dele que corou de leve.

Reiji: não fique se achando Ranmaru!

Tentou empurra-lo com as mãos em seu peito, uma tentativa fracassada já que o albino não moveu um centímetro para traz.

Reiji: “maldição!!”

O maior encaixou o corpo dele ao de Reiji imprensando contra a parede.

Ranmaru: não esta com saudade daquele hotel tão bem frequentado por nós dois… ou da minha cama…?

Reiji acabou dando um gemido baixo que o entregou, estimulando o albino a continuar. Ele desceu a mão destra pela lateral do corpo que estremeceu outra vez.

Ranmaru: meus beijos, meus toques, meu corpo, o prazer que sente na cama comigo… não sente saudade mesmo Reiji?

Mordeu o lóbulo do moreno. Reiji gemeu novamente, levando a mão a boca para conter o som. O albino sorriu satisfeito e lambeu a orelha do menor. O Kotobuki agarrou o braço do Kurosaki com a mão livre e apertou, isso estimulou Ranmaru a descer os lábios para o pescoço de Reiji e chupá-lo, o que fez que o moreno não aguentasse e gemesse alto. Reiji fechou os olhos e respirou fundo tentando recuperar seu autocontrole. Ranmaru apertou a cintura do moreno, o que o deixou sobressaltado, fazendo com que o albino sorrisse malicioso. Reiji tentou empurra-lo novamente sem sucesso.

Ranmaru: pare de resistir… isso não é típico seu.

Sorriu contra a pele do menor.

Reiji: cale-se! Eu… eu… n-não quero… e ahh…

Outro gemido escapou pela sua garganta quando Ranmaru lambeu firmemente seu pescoço e subiu de forma sexy para seu ouvido. Reiji mordia os lábios.

Ranmaru: o gosto da sua pele… eu sentia falta.

Ele adentrou com a mão esquerda por dentro da camisa do menor e arranhou sua pele, Reiji gemeu novamente.

Ranmaru: seus gemidos…

Encaixou uma perna no meio das de Reiji e pressionou seu membro.

Ranmaru: está duro. Não quer que eu o alivie Reiji?

Reiji gemeu novamente ao sentir a perna do albino pressionando seu pênis. O moreno sentia raiva de si mesmo por não controlar a ereção que crescia apenas por ouvir a voz sexy e rouca do Kurosaki.

Ranmaru: Anda, Reiji. Você não faz o tipo cu doce.

Provocou, voltando a esfregar a perna no membro intumescido do Kotobuki. O moreno cerrou os olhos e mordeu os lábios.

Reiji: Ah Ran-Ran, seu filho da puta, cretino, safado, gostoso...

Começou a murmurar com a mente nublada pelo álcool e pelo prazer. Ranmaru sentiu seu próprio membro endurecer ao ver o Kotobuki tão entregue e ao mesmo tempo tentando resistir inutilmente.

Ranmaru: continua… me ofende mais…

Sussurrou com a boca colada ao pé do ouvido de Reiji e a pressão no membro aumentou.

Reiji: ahh…! Eu…

Ranmaru: você o que…?

Reiji fechou os olhos em deleite.

Reiji: eu odeio você! Odeio! Odeio! Seu… infeliz… desgraçado… maldito Ran-Ran…! Eu odeio… ahh!

Jogou a cabeça pra traz gemendo com o aperto forte que Ranmaru deu em sua bunda, os dedos fizeram uma pressão no meio das nádegas deixando Reiji mais excitado.

Ranmaru: dizem que onde há ódio, tem um pouco de amor.

Provocou cinicamente o menor que corou virando a cara. Ranmaru segurou forte sua mandíbula e o beijou acabando com todo o pouco autocontrole do Kotobuki. Reiji levou suas mãos a cabeleira puxando com força de proposito enquanto sua boca era invadida pela língua voraz do maior. Ranmaru desceu uma das mãos para a coxa de Reiji e apertou firme, levantando-a e deixando a altura do seu quadril, o que fez o corpo dele encaixar melhor no de Reiji que gemeu no meio do beijo com sua ereção pressionada pela do albino.

Reiji rebolou o quadril, fazendo as ereções novamente se chocarem, o que fez Ranmaru gemer, para a satisfação do moreno.

Reiji: Parece que você também sentiu saudade de mim, Ran-Ran.

Falou rebolando novamente e arrancando outro gemido rouco do Kurosaki. As bocas se uniram novamente em um beijo luxurioso e lascivo. Reiji sentia a mão de Ranmaru passeando por todo o seu corpo e lhe provocando arrepios. O albino sentia Reiji rebolando e estimulando ambas as ereções, enquanto puxava e acariciava seus cabelos. Reiji arfou ao sentir Ranmaru abandonar seus lábios e voltar a atacar seu pescoço, dessa vez com mordidas.

Reiji: Ah Ran-Ran, seu desgraçado...

Gemeu, agarrando os cabelos do albino. O Kurosaki riu contra a pele do pescoço e deu uma mordida bem sexy.

Ranmaru: esses “elogios” são melhores que afrodisíaco Reiji.

Falou ironicamente e apertou outra vez a bunda do moreno.

Ranmaru: quero escutar você grita-los pra mim na cama.

Ele virou o Kotobuki e encaixou seu corpo prendendo o de Reiji mais contra a parede.

Ranmaru: quero te devorar todo… mergulhar e me satisfazer na sua pele…

Reiji: hmm…!

Fechou os olhos pendendo a cabeça e a apoiando no ombro do outro.

Ranmaru: ouvir seus gritos de êxtase… possuir seu corpo…

Reiji: Ran-Ran!

Gemeu a um passo de se entregar totalmente aquele desejo, aquele maldito desejo.

Ranmaru: meu pau anseia entrar em você… eu quero te comer bem gostoso nessa noite Reiji

A boca dele estava grudada na nuca do menor que se arrepiou completamente e seu corpo teve um forte espasmo com a confissão do albino. Reiji mordeu o lábio inferior completamente excitado. De que adiantava resistir se no final ele iria se entregar de qualquer forma? Por mais que tentasse controlar, nunca conseguiria. Seu corpo e todo o seu ser ansiavam pelo albino.

Reiji: Me fode então, Ran-Ran. Me come com força.

Disse excitado rebolando, sentindo a ereção do albino encostar na sua entrada por cima do tecido. O Kurosaki gemeu. Segurou na cintura de Reiji e fez um movimento simulando uma penetração, o que arrancou um gemido de ambos.

Reiji: ah Ranmaru! Eu não aguento mais…!

Mordeu o lábio inferior.

Ranmaru: pra onde você quer ir?

Perguntou com a voz extremamente rouca, estava tão excitado que era visível em sua voz e rosto.

Reiji: eu transaria com você agora e nesse lugar.

Se virou para o Kurosaki passando a mão pelo corpo dele até a barra da calça.

Reiji: mas do jeito que eu to… uma vez não será o suficiente.

Murmurou no ouvido do maior e sorriu malicioso.

Reiji: quero você todo pra mim… a noite inteira ate amanhecer…

Ranmaru fechou os olhos reprimindo um gemido, mas seu baixo ventre latejou só de processar imagens do que faria com o menor na cama.

Reiji: tem ótimos motéis numa rua aqui perto… vamos pra lá.

O Kurosaki sorriu.

Ranmaru: seu desejo é uma ordem.

Puxou Reiji firme pelo pulso o levando em direção a saída da boate.

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Syo pedia sua oitava dose de Martini, e seu corpo já começava a apresentar sinais de embriaguez. O loiro fitava o copo com um olhar um pouco perdido. Ai observava aquela cena e sentiu seu corpo reagir.

Ai: “Tão vulnerável...”

Pensou enquanto saboreava uma nova dose de Martini.

O Kurusu pensava nas diversas discussões que já tivera com o namorado. Eles frequentemente brigavam pela personalidade controladora que Koji tinha. Syo gostava do namorado, mas não aguentava a mania que ele tinha de mandar em cada passo que dava, tanto na sua vida profissional quanto na pessoal. O loiro se sentia sufocado.

O chibi pôs a mão na cabeça e se sentia meio tonto, aquela música alta estava o fazendo mal e resolveu parar com os drinks por enquanto, ou ia acabar fazendo merda e seus companheiros de banda não mereciam passar nenhum constrangimento por culpa dele. Syo fitou seu celular e desligou antes que começasse as ligações chatas querendo saber onde ele estava.

Syo: “acho que vou ao banheiro e depois ir embora…”

Ele pagou todos os drinks que havia pedido e se levantou com um pouco de dificuldade, cada movimento sendo analisado pelo bluenette que mordeu levemente os lábios quase devorando o corpo do menor com os olhos.

Ai: qual é o nome dele?

Perguntou ao bartender.

Bartender: Syo Kurusu senhor. Ele é um idol da Saotome agencia, faz parte daquela banda Starish.

Ai sorriu animado.

Ai: Syo? Obrigado.

Ele agradeceu e pagou sua conta também. Ai levantou e seguiu sorrateiramente o chibi no caminho que levaria ao corredor dos banheiros.

Ai: “não tinha lugar mais perfeito”.

Um sorriso malicioso brotou nos lábios, os olhos brilhavam de desejo. Syo caminhava com cuidado e se apoiava na parede para não perder o equilíbrio.

Syo: Droga!

Exclamou irritado quando quase tropeçava nós próprios pés. Ai riu observando a cena. O loiro caminhou mais um pouco e abriu a porta do banheiro, entrando e indo imediatamente em direção a pia para lavar o rosto, no intuito de aliviar os efeitos do álcool.

Ai adentrou o banheiro cautelosamente sem que o loiro notasse e se apoiou no lado oposto da bancada e fitou as costas do menor com um meio sorriso, esperando que o mesmo o notasse. Syo terminou de lavar o rosto e abriu os olhos, assustando-se com o reflexo do espelho. Reconhecera na hora o cara que o fitava desde que sentara no bar.

Syo: “o que ele tá fazendo aqui??”

Ele ficou meio tenso, por algum motivo o olhar daquele homem arrepiava o corpo do loiro completamente. Era intenso e intimidador, nada que ele já tenha lidado alguma vez em sua vida. Syo resolveu fingir que não tinha reparado e continuou lavando seu rosto e pegou um lenço para enxugar.

Syo: “droga… meu corpo ta estranho. É melhor parar de beber…”

Ele olhou de relance e o cara continuava o olhando fixamente.

Syo: “mas o que tanto ele olha??”

Pensou e havia decidido sair, mas ao dar meia volta ele ficou tonto e teria caído se dois braços não o segurassem firmemente.

Ai: Acho que alguém tão pequeno como você não deveria extrapolar na bebida daquele jeito, chibi.

Falou o bluenette em um tom sarcástico e provocante, apoiando o loiro para que ele não caísse novamente. Syo sentiu o rosto esquentar de vergonha e irritação pelo apelido que acabara de ganhar.

Syo: Você não tem nada a ver com isso. E não me chame de chibi.

O loiro se desvencilhou do Mikaze e apoiou-se novamente na pia, respirando fundo antes de tentar voltar a andar. Ai sorriu. Pelo visto o chibi era arisco, isso realmente seria interessante.

Ai: não precisa ser tão arisco. Só estou te ajudando.

Sussurrou rouco perto do ouvido do menor, Syo sentiu seu rosto esquentar. Quando levantou sua vista, Ai estava perto demais dele.

Syo: e-eu não preciso de-!

Ele parou quando sentiu outra tontura e gemeu com um pouco de dor. Por alguma razão aquele gemido fez o baixo ventre do bluenette latejar, um gemido sexy… fora que ele amava gemidos com dor.

Ai: você está bem chibi?

Perguntou sarcástico. O Kurusu o fuzilou.

Syo: estou ótimo!

Ai: está doendo em algum lugar?

Quando fez a pergunta ele levou a mão para o tórax do loiro que ficou tenso, mas seu corpo estremeceu quando Ai massageou o local perto dos seus mamilos.

Ai: está doendo aqui?

Perguntou sorrindo vendo o rosto corado do chibi.

Syo: h-hm… eu estou bem. Então…

Ele tentou se afastar, mas não deu muito resultado.

Ai: tem certeza? Parece inchado aqui.

Passou o dedo ao redor do mamilo por cima da blusa, Syo pressionou os lábios.

Ai: se não é aqui. Então é em outro lugar não é mesmo? Vou dar uma olhada…

Ele murmurou com a boca no ouvido de Syo e assoprou o local.

Ai: parece que aqui está tudo bem.

Sorriu malicioso vendo o menor arfar. Ai passou o dedo indicador lentamente pela nuca do chibi.

Ai: aqui está tudo bem também.

Levou a mão ao queixo de Syo.

Ai: mandíbula, boca, pescoço, clavícula… tudo ok.

Por onde ele falava, tocava com sua mão. O Kurusu estava tenso, mas não podia negar que seu corpo estava reagindo de forma indevida aos toques. Syo mordeu os lábios para conter o gemido que ameaçava sair de sua boca.

Syo: e-eu já disse que estou bem. Não estou sentindo nenhuma dor.

Falou um tanto exasperado, tentando se desviar do bluenette. Ai deu um meio sorriso malicioso e aproximou seu corpo ainda mais do menor, que recuou assustado.

Ai: Nem aqui?

Indagou, colocando a mão no membro do menor, que gemeu alto.

Ai: Acho que descobri.

O bluenette sorriu satisfeito e voltou a apertar o membro do menor por cima da roupa.

Syo: Ah, o que você pensa que está fazendo?

Perguntou indignado, enquanto tentava se afastar do Mikaze e controlar os gemidos que saiam livremente da sua boca.

Ai: você está ficando excitado em vez de estar sentindo dor?

Perguntou cínico.

Syo: não! Não estou…

Ele fechou os olhos sentindo a mão livre de Ai indo para sua bunda e massageando-a.

Syo: p-pare, por favor…

Ai mordeu o lábio inferior, Syo era tão sexy daquela forma indefeso.

Ai: você está ficando duro com as minhas caricias.

Sussurrou no ouvido do chibi apertando seu membro.

Syo: ahh!

Ai: você é mais sensual do que eu pensava, Syo…

O Kurusu arregalou os olhos.

Syo: c-como sabe?

Ai: perguntei ao bartender. Quem não conhece um idol famoso como você?

Ele lambeu o pescoço do loiro.

Ai: por falar nisso, meu nome é Ai.

Syo fechou os olhos corando e sentindo o musculo da língua em seu ouvido.

Ai: vou adorar ouvir você gemer meu nome.

Syo mordeu os lábios para conter seus gemidos, mas de nada adiantou quando o bluenette enfiou a mão por dentro da calça do menor e apertou a sua bunda.

Syo: Ah, pare com isso.

Gemeu necessitado contradizendo as próprias palavras.

Ai: Você realmente quer que eu pare, chibi?

O bluenette indagou com a voz rouca no ouvido do menor, que sentiu seu corpo inteiro arrepiar. Ai lambeu o lóbulo da orelha do Kurusu, mordiscando-o em seguida. Mikaze sentiu o menor tremer levemente em seus lábios e decidiu por a prova todo o autocontrole do chibi. Direcionou sua mão que estava agarrada a nádega direita para o meio da bunda do menor e passou a estimular sua entrada com o dedo.

Syo: Ai!

Exclamou agarrando-se ao bluenette e sentindo sua perna fraquejar pelo álcool e pelo prazer.

Ai: Syo

Ele gemeu o nome do loiro em seu ouvido fazendo uma pressão maior no orifício dele.

Ai: ninguém nunca gemeu meu nome tão gostoso assim.

Falou malicioso e começou a beijar e chupar o pescoço do chibi que não conseguia mais controlar os suspiros de prazer.

Syo: Ai… p-pare com isso… e-eu não posso…

Fechou os olhos fortemente quando Ai pressionou mais forte e por pouco o dedo não entrou em si.

Ai: você é maior de idade não?

Syo: s-sim…

Ai: então não tem problema.

Passou a mordê-lo sensualmente na curvatura do pescoço.

Syo: baka! Eu nunca te vi na vida… e… só sei seu nome…

Ai sorriu.

Ai: pra transar com alguém não é necessário saber sua arvore genealógica.

Syo suspirou, aquele cara era impossível.

Ai: além disso, é notável que não é a primeira vez que um homem te toca. Ou seja, não estou tirando sua virtude também.

Ele colou a boca ao pé do ouvido do Kurusu.

Ai: nada impede de te fazer gozar muito essa noite gritando meu nome.

Ai tocou novamente a entrada do menor, dessa vez enfiando metade do dedo.

Syo: Ai!!

Gemeu alto e fechou os olhos, apoiando a cabeça no ombro do bluenette.

O Mikaze levou a mão livre a parte da frente da calça e a desabotoou, abaixando-a o suficiente para facilitar os movimentos de seus dedos e libertar o membro do loiro, passando a masturbá-lo, sem parar o estimulo anal. O Kurusu gemia alto e rebolava no dedo do maior, que sorria satisfeito ao ver o menor tão entregue.

Ai: Chibi, eu quero te devorar, agora.

Falou com a voz rouca de excitação. O Kurusu soltou a respiração, gemendo longamente. A entrada do menor estava apertada, o seu interior pressionava o dedo de Ai que o violava com vontade. Syo estava quente, o membro pulsava desesperado, não ia conseguir voltar pra casa e dormir com uma ereção daquelas… não ia conseguir dormir se não fizesse o que seu corpo queria.

Syo: e-eu… não sou do tipo… que transa com um desconhecido…

Falou com dificuldade escondendo o rosto no peito de Ai enquanto este acelerava mais os movimentos.

Ai: pra tudo na vida, existe a deliciosa da primeira vez.

Aliciou malicioso.

Syo: Ai…

Ele gemeu necessitado.

Syo: hoje, só hoje… será uma exceção.

Ai sorriu satisfeito. O Mikaze tomou os lábios do menor em um beijo cheio de luxuria e desejo. Syo agarrou os cabelos do bluenette e deixou que ele aprofundasse o beijo, sendo completamente dominando pelos lábios selvagens de Ai.

Ai continuava as carícias ousadas no membro do loiro, enquanto seu dedo habilmente estimulava a parte de trás. O Kurusu timidamente levou sua mão ao membro do Mikaze, percebendo que ele também estava completamente duro.

Ai: Vamos sair daqui, chibi.

Falou beijando o menor mais uma vez. Sem cessar o beijo, o Kurusu ajeitou novamente a calça e se deixou levar pelo bluenette para fora do banheiro.

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Ai segurava a mão do Kurusu e o guiava pelo meio da multidão, o bluenette observava se via algum conhecido, mas por sorte todos estavam bem “ocupados”. Syo desceu seu olhar para a mão que era segurada pela do maior. O que ele estava fazendo? Era loucura transar com um cara que não tinha tirado os olhos dele desde que chegou ao bar, uma pessoa que ele só sabia o nome. E se fosse algum psicopata? O problema é que seu corpo não queria saber disso, ele estava necessitado e desejando Ai mais que qualquer coisa.

Syo: “droga! Eu tenho o Koji. Estamos brigados, mas não chegamos a terminar. Se eu for pra cama com o Ai… eu vou…”

Syo corou profundamente e seu membro latejou o lembrando a ereção que Ai causou em si.

Syo: “dane-se! Ele não disse que sou um moleque irresponsável?? Pois agora darei motivos pra achar isso!”

Pensou decidido e quando viu já estava no estacionamento sendo imprensado pelo corpo do maior contra o carro.

Ai: não costumo fazer isso, mas…

Ele aproximou seus lábios da boca do chibi.

Ai: tem certeza que quer continuar?

Syo mordeu o lábio inferior e afirmou. O Mikaze sorriu beijando-o e abriu a porta do carro.

Ai: você nunca esquecerá essa noite.

Sussurrou de forma intimidadora e maliciosa que arrepiou o chibi por completo.

Notas finais
Etto... gostaram??? Nós esperamos que sim!!
Merecemos seus reviews? Se gostaram, deixem seus comentários, ficaríamos muito felizes em responder *_~
beijos.
bye-bye!