Notas iniciais
Yoo divos o/ Mais um cap pra vocês! Boa leitura.

Ranmaru estacionou seu carro na vaga que era reservada ao presidente da empresa. Ele quase não quis sair da cama naquela manhã. Sabia que mais tarde, no horário marcado, Reiji iria ate sua empresa de novo e eles teriam que passar, no mínimo, a manhã inteira juntos. Era necessário o dono da empresa mostrar todos os modelos, cores e tamanhos disponíveis dos instrumentos ao seu novo “cliente”.

Ranmaru: maldito Reiji! Maquiavélico dos infernos…!

Bufou, batendo o volante com raiva. Pelo visto, o Kotobuki não havia perdido o jeito dissimulado e maquiavélico que tinha quando adolescente. Ele traçou um plano que deixou o albino encurralado. Ichigo e nem ninguém, fora seus melhores amigos, sabiam do passado trágico dele com o outro. E pra completar, Reiji ainda fez um contrato milionário, muito mais que o necessário para firmar sociedade com o grupo Kurosaki. A família de conglomerados já tinha um valor altíssimo no mercado, entretanto Reiji ofereceu a mais do valor pedido para que Ranmaru não tivesse desculpas para negar.

Ranmaru: vamos a luta, Ranmaru.

Suspirou tediosamente. Ele abriu a porta e desceu do carro. Ligando o alarme em seguida. O que o albino não fazia ideia era de que estava sendo observado de forma analítica por alguém que pegou o celular e ligou para um certo homem quando o Kurosaki entrou no elevador da garagem.

?: Eu o vi chegando. É igual ao homem que o senhor me mostrou na foto.

O homem sorriu do outro lado da linha.

?: muito bem. Continue o observando, como pedi. E depois… siga com seu trabalho.

O cara afirmou.

?: como desejar.

Falou de forma irônica, desligando o celular em seguida.

?: Ranmaru Kurosaki…

Um sorriso surgiu em sua face ao proferir o nome do albino.

.............................

Syo havia acabado de acordar, mas não queria se levantar ainda. Tivera uma noite maravilhosa com Ai e não conseguia tirar o sorriso do rosto. O loiro ouviu seu celular tocar, mas o sorriso que carregava desde a hora em que acordou murchou um pouco quando olhou para o visor.

Syo: Oi Koji.

Cumprimentou o namorado assim que atendeu, tentando fingir empolgação.

Koji: Eu acabo de chegar de viagem. Estou morrendo de saudade de você.

Falou em tom um tanto malicioso. O menor se mexeu na cama incomodado. Não queria vê-lo naquele momento, mas que desculpa daria?

Syo: Eu também.

Respondeu, tentando soar sincero.

Koji: Está na mansão, né? Eu to chegando ai.

Falou, desligando o aparelho. Syo levou as duas mãos ao rosto e respirou fundo. Não queria vê-lo, mas não podia fugir. O loiro se levantou e fitou a própria imagem no espelho. Olhou seu pescoço por precaução para ver se o Mikaze não deixara nenhuma marca. Por sorte, o bluenette se controlou. O loiro desceu as escadas e ligou a TV da sala, fingindo assistir. Cerca de 10 minutos depois, a campainha tocou. O Kurusu suspirou. Se levantou sem vontade e abriu a porta, sendo agarrado por Koji. Para o seu azar, seu pai, sua mãe e Kaoru não estavam em casa, os dois estavam a sós. O loiro sentiu a boca de Koji tomar a sua e foi obrigado a corresponder. O maior beijava bem e deixava qualquer um louco... Mas...

Syo: "Não é ele!"

Pensou, querendo interromper o contato, mas se controlando para não fazê-lo. Syo sabia que seus sentimentos por Ai haviam chegado a um ponto sem volta. Não tinha coragem de admitir em palavras, mas seu interior já sabia que estava completamente apaixonado pelo bluenette. O Kurusu apertou os olhos com força e se separou de Koji com a desculpa de recuperar o ar.

Koji: Como está a banda?

Indagou, entrando na sala. O loiro sentiu um alívio. Trabalho, tentaria manter a conversa nesse tópico.

Syo: Está tudo ótimo. Andamos fazendo algumas entrevistas sobre a turnê. E a viagem, como foi?

Perguntou, sentando no sofá junto com o outro. Koji franziu o cenho.

Koji: Um tanto cansativa e desnecessária... Eu poderia ter resolvido tudo por email e telefone.

Disse levemente irritado.

Syo: Poxa...

Falou, sem saber o que realmente dizer. Apostava que tinha dedo de Ai nisso.

Syo: Ah, preciso te contar das propostas que os meninos receberam!

Disse no intuito de prolongar a conversa, mas logo sentiu a mão do namorado subindo pela sua perna e agarrando a sua coxa.

Koji: Tem certeza que quer continuar falando de trabalho?

Sussurrou no ouvido do Kurusu.

Koji: Eu pergunto para os outros depois... Só quero ficar com você.

Falou, dando um chupão no pescoço do loiro. Syo fechou os olhos. Sentiu a mão do maior subir da sua coxa e tocar seu membro por cima da calça.

Koji: Eu quero você agora.

Falou determinado, levantando do sofá e puxando o loiro junto consigo em direção ao quarto do mesmo.

..........................

Camus estava na delegacia. Só naquele inicio de manhã já havia notado que o dia seria longo.

Camus: inúteis! Sou cercado de inúteis!

Bateu na mesa com ódio.

Camus: “por que sou delegado mesmo??”

Indagou, suspirando pesadamente e sentando na cadeira.

Camus: “claro… pra ter um disfarce. Ser um playboy gastando dinheiro sem ocupação, todos iriam desconfiar.”

Pensou entediado. A porta da sua sala foi aberta e o loiro apenas fitou quem havia entrado com um olho.

Ai: que belo humor, delegado. Não ficou com o Cecil ontem?

Perguntou com um sorriso irônico. Camus revirou os olhos.

Camus: você tá sempre com esse sorriso debochado na cara. Me pergunto como consegue…

Ai riu.

Ai: porque valorizo as coisas boas da vida, delegado. E bom humor faz bem pra pele. Porque acha que sou lindo assim?

Sentou na cadeira de frente para onde o maior estava. O loiro suspirou.

Camus: e a modéstia também. Deveria aprender um pouco com ela.

Ai: modéstia?

Ele ficou pensativo.

Ai: acho que não fomos apresentados ainda. Não sabia que andava com esse tipo de coisa.

Camus riu.

Camus: idiota.

O bluenette piscou.

Camus: o que veio fazer aqui? Olha pra minha cara que não foi.

Ai: que maldade a sua. Eu poderia muito bem ter vindo aqui pra isso. Só não conte para o seu namorado. O garoto tem cara de ser ciumento.

Sorriu cinicamente. O delegado ficou um tempo pensativo. Será que Cecil sentia ciúmes mesmo dele??

Ai: ih… seu caso tá grave, Camus. Mal falo dele e você automaticamente fica com cara de retardado.

Ele segurou a risada da expressão que o maior fez pra ele.

Camus: não enche Ai!! Meu dia já ta um saco!

Ai: ele nem começou ainda…

Falou irônico.

Camus: justamente por isso. Deveria estar terminando.

O Mikaze riu mais.

Camus: e não pode falar muito de mim não. Ou acha que já não percebi que você ta com um precipício pelo chibi?

Abriu um sorriso cínico. Ai arregalou minimamente os olhos.

Ai: eu não to apaixonado por ele.

Falou na defensiva vendo o amigo o fitar surpreso.

Camus: eu não tinha insinuado isso…

Falou, sorrindo mais ao final da frase. O bluenette bufou.

Ai: vamos falar de negócios.

Camus: olha… ele muda rapidamente de assunto quando tem os seus sentimentos no meio.

O zoou e riu da cara que o menor fez.

Ai: calado!

Cruzou os braços.

Ai: preciso da sua ajuda. E de um álibi…

Camus: eh?

Arqueou a sobrancelha.

Camus: o que aprontou dessa vez?

O Mikaze se aproximou mais da mesa, apoiando os cotovelos na mesma.

Ai: digamos que tem um corpo naquela nossa famosa estrada abandonada que é caminho para o rio.

Camus arregalou os olhos.

Camus: porra Ai! Eu já to cheio de coisa e você ainda me fará desovar um cadáver maldito?!

Ai riu.

Ai: o infeliz tava me pressionando. Digamos que ele tenha descoberto coisas demais e ia usar contra mim. Algo a ver com o chefe dele, sei lá… eu o matei.

Deu de ombros.

Ai: se afetasse a yakuza, o Kisaragi iria me encher mais ainda.

Falou secamente. O delegado soltou um muxoxo.

Camus: ok, ok. Eu darei um jeito de tirar isso de lá sem levantar suspeitas pra você.

O bluenette sorriu, agradecendo em seguida.

Camus: mas… você deveria maneirar com esses contatos. Ainda prejudicarão você um dia.

Ai riu.

Ai: fiquei emocionado. Está preocupado comigo Camus?

O loiro rodou os olhos.

Camus: é só um aviso.

O Mikaze levantou da cadeira.

Ai: não se preocupe. Eu sei me cuidar.

Piscou para o melhor amigo e andou rumo a porta.

Ai: obrigado de novo. Ah e… se eu morrer, é bom você e o Ranmaru chorarem bastante na minha lapide.

Ele abriu a porta e riu da careta do amigo, e logo depois a fechou.

Camus: idiota…

Murmurou pensando nas palavras do Mikaze. Ele e o bluenette levavam uma vida perigosa. Muitos inimigos… estavam frente a frente com a morte todos os dias. Só Ranmaru conseguiu se salvar dos três.

Camus: ele não daria pra essa vida. No fundo… o Ranmaru não deixou de ter a mesma gentileza que tinha na infância. Ele só a disfarça muito hoje em dia.

Riu de leve.

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Reiji dirigia ansioso. Iria ver Ranmaru novamente. Mesmo que o albino insistisse que não tinha volta, o Kotobuki jamais desistiria. Estacionou na vaga de cliente e entrou na empresa, sendo logo reconhecido pela recepcionista. O moreno pegou um crachá de visitante com a moça e entrou na parte privativa. Foi em direção à sala de Ranmaru, sendo barrado pela secretária do albino.

Masami: Desculpe senhor, não pode entrar sem autorização.

Disse séria. O moreno franziu o cenho.

Reiji: Diga a ele que Reiji Kotobuki está aqui.

Disse a moça, que acenou concordando. Masami interfonou e ouviu a voz do chefe.

Masami: Bom, Kurosaki-sama...

Falou, corando em seguida.

Masami: O Sr. Kotobuki está aqui.

Disse, com as bochechas ainda coradas. Reiji cerrou os punhos levemente. Típica secretária oferecida doida para dar para o chefe.

Ranmaru: Mande-o esperar.

Falou, desligando o telefone. Masami estranhou a indelicadeza, mas imaginou que devia ter algo relacionado ao visitante.

Masami: Ele disse para o senhor esperar.

Disse um tanto seca. Reiji se irritou ainda mais. O Kurosaki queria dificultar as coisas, mas ele não deixaria. Ignorou a ordem dada através da secretaria e foi em direção à sala do albino, abrindo a porta na marra. Masami correu atrás de Reiji desesperada, entrando na sala de Ranmaru junto com o moreno.

Ranmaru se assustou. O mesmo havia saído do seu apartamento as pressas por ter que assinar umas papeladas antes de Reiji chegar e nem havia tomado café da manhã. Ele estava vestido com uma blusa social branca, com os punhos abertos e as mangas puxadas ate o cotovelo, o seu blazer preto estava sobre a cadeira. O albino tomava uma xicara de café enquanto olhava para os novos modelos de baixo que haviam sido feitos.

Masami: Kurosaki-sama, me perdoe! Mas ele…

Reiji: iria ficar me fazendo esperar ate que horas, Sr. Kurosaki??

Perguntou irritado embora tentasse não fraquejar diante do olhar do albino. O maior suspirou pesadamente.

Ranmaru: Masami, tudo bem.

Sorriu à loira.

Ranmaru: a culpa não é sua se tem gente que não sabe esperar.

A moça corou e abaixou a cabeça.

Ranmaru: pode voltar pra sua mesa.

Ela sorriu e concordou. Reiji a fitou com desprezo e assim que a mesma fechou a porta, ele voltou a encarar o Kurosaki que havia ficado em pé e apoiado às mãos na mesa.

Ranmaru: quem te dá o direito de invadir minha sala?! Não te ensinaram o que é educação, Kotobuki?? Ser sócio não te dá o direito de fazer isso.

Falou irritado. Reiji ia rebater, mas seu olhar acabou se perdendo na roupa de Ranmaru. Aqueles botões abertos...

Reiji: "Eu quero tirar essa camisa dele!"

Pensou, mordendo os lábios de leve. Ranmaru notou o olhar de desejo do Kotobuki e estreitou os olhos.

Reiji: Eu sabia que não estava tão ocupado assim e que queria na verdade me deixar lá plantado até eu desistir... Mas já te disse uma vez, Ran-Ran, e vou repetir: eu não vou desistir de você.

Falou decidido, fitando-o intensamente. O Kurosaki quase estremeceu diante do olhar de Reiji, mas respirou fundo para não perder sua postura.

Ranmaru: você não tem como saber se estou ou não ocupado.

Disse secamente.

Ranmaru: e eu odeio que invadam minha sala! É bom aprender isso. Se ficar me enchendo, eu jogo tudo para o ar e rompo esse contrato.

Reiji: e vai arcar com a multa?

Perguntou cinicamente.

Ranmaru: dinheiro não é problema para o grupo de conglomerados Kurosaki. Você sabe disso.

Reiji suspirou e se aproximou da mesa. Ranmaru franziu um pouco o cenho e tirou as mãos da mesa, ficando reto e se encostando na parede atrás dele.

Reiji: o que diria a eles? Que rompeu porque seu sócio invadiu sua sala?

Continuava com a ironia evidente no tom. O albino cerrou os punhos.

Ranmaru: posso dizer que você me assediou. O que não seria mentira. Já que fez essa maldita sociedade pra ficar em cima de mim… e levando em conta o que fez no passado. Daria pra convencer fácil minha família.

Falou com a voz grave. Reiji sentiu um aperto no peito ao lembrar do quanto fizera o Kurosaki sofrer. Mas isso não podia afetá-lo, não naquele momento. Ele sabia que não era indiferente para Ranmaru, assim como sabia que o mesmo era cabeça dura o suficiente para insistir que eles permanecessem separados. Mas o que Ranmaru tinha de cabeça dura, Reiji tinha de teimoso. Eram realmente uma ótima dupla. O Kotobuki se aproximou do maior, invadindo o espaço pessoal do mesmo.

Reiji: Escuta aqui, Ran-Ran. Me denuncia pelo que quiser, eu não vou negar em juízo que cada vez que te vejo eu quero e desejo você.

Sussurrou no ouvido do Kurosaki.

Reiji: Você me deixa louco... Agora mesmo eu quero tirar toda a sua roupa.

Confessou com o tom sexy no ouvido de Ranmaru. Reiji roçou as unhas no abdômen do Kurosaki por cima da camisa, percebendo o corpo do mesmo se arrepiar.

Reiji: Mas agora você precisa me mostrar os instrumentos e modelos disponíveis.

Disse, se afastando do mais novo.

Reiji: Termina o café, eu espero.

Se sentou na cadeira em frente à mesa de Ranmaru.

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Syo sentiu vontade de chorar depois que Koji saiu da mansão. Aquilo havia sido pior que um pesadelo. O maior percebera que por algum motivo ele não queria transar, mas o desgraçado pensou que era drama e praticamente o forçou. O loiro esfregava a própria pele com a esponja com bastante força, deixando a região avermelhada. O Kurusu acabou chorando.

Syo: Eu não quero mais namorar com ele. Eu não quero que ele me toque nunca mais.

Sussurrava para si mesmo em meio aos soluços. O Kurusu se ajoelhou no box, sentindo uma pontada no quadril que o fez soluçar um pouco mais alto. Syo abraçou o próprio corpo e se manteve embaixo d'água por vários minutos. O loiro sentia nojo de si mesmo por ser tão fraco. Syo se levantou desanimado e colocou um roupão. Olhou para a sua colcha de cama e a arrancou com raiva do colchão, jogando-a no chão de qualquer jeito. As lágrimas ainda caiam de seus olhos quando avistou o celular no criado mudo. Pegou o mesmo e ligou para a única pessoa que o faria se sentir bem novamente.

Syo: Ai?

Sussurrou assim que o telefone foi atendido.

Ai: O que aconteceu, Chibi?

Indagou preocupado, percebendo pelo tom de voz que o Kurusu não estava bem.

Syo: Você tá ocupado agora? Eu preciso de você.

Falou de forma necessitada. O Mikaze sentiu um aperto incomodo no peito. Havia algo muito errado.

Ai: Eu vou te buscar agora.

Syo: Não, eu vou pro seu apartamento!

Falou um tanto desesperado.

Ai: Tudo bem, chibi. Toma cuidado.

Falou preocupado.

Syo: Eu tomarei.

Disse, soluçando um pouco, o que não passou despercebido por Ai. Syo trocou de roupa e desceu as escadas o mais rápido que pôde. Queria sair de lá o mais rápido possível. O Kurusu pegou a chave do carro e dirigiu ainda com os olhos marejados em direção ao apartamento do bluenette.

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Depois de receber a ligação do Kurusu, Ai ficou apreensivo. Já fazia uns meses que estava naquele caso com o chibi. Ele lembrou o que Camus havia dito…

Ai: merda… eu to ferrado e sei bem disso.

Tomou um copo de agua. O Mikaze não era idiota. Ele sentia que algo havia mudado entre ele e o idol. Não via Syo da mesma maneira de um tempo atrás, o problema… era que não sabia exatamente o que o Kurusu sentia. Obvio que para o chibi, Ai não era só um caso de sexo sem compromisso. Ele via carinho nos olhos do loiro, mas será que só isso era o bastante pra ele? Odiava admitir, mas morria de ciúmes do Koji com o seu Syo. Imaginando quando ele o tocava, o beijava e tudo mais. A campainha tocou e o bluenette foi rapidamente abrir. Ele mal havia aberto a porta quando viu o loiro entrar rapidamente e fechar a porta na hora. Syo caiu nos braços do maior e afundou seu rosto no peito dele. Syo começou a soluçar, apertando os braços em volta de Ai com cada vez mais força. O bluenette tinha os olhos levemente arregalados, nunca vira Syo daquele jeito, tão frágil e tão desesperado.

Ai: Chibi, o que aconteceu?

Perguntou preocupado, limpando as lágrimas do rosto do Kurusu. O loiro o fitou e sentiu seu coração apertar ainda mais. Como falaria aquilo para ele? Como diria que era fraco a ponto de ser forçado daquele jeito por Koji? Ele não poderia contar.

Syo: Não me faz nenhuma pergunta agora, por favor. Só deixa eu ficar aqui com você, Ai.

Implorou soluçando. Syo afundou novamente a cabeça no peito do bluenette.

Syo: Eu preciso de você.

Sussurrou com a voz embargada. O Mikaze fechou os olhos por uns segundos e levou sua mão para os cabelos do menor, afagando-os e sentindo o outro relaxar mais.

Ai: vem comigo.

Ele disse baixinho no ouvido do mais novo e o carregou no colo com delicadeza. O chibi o fitou meio incrédulo, mas sorriu levemente reconhecendo o lugar. Ai entrou em seu quarto e pôs o idol na cama, logo se deitando ao seu lado e puxando-o. O Kurusu se aninhou ao seu corpo e depositou a cabeça no peito do yakuza, ouvindo as batidas do coração dele. Aquilo fez Syo relaxar e esquecer o nojo que sentia de si mesmo.

Syo: “não importa se ele é um criminoso. Yakuza… que já tenha matado pessoas antes.”

Ele levantou a vista e fitou o bluenette que abriu um sorriso pra ele gentil, acariciando seus cabelos de forma mais carinhosa.

Syo: “quando eu to com ele, esqueço do mundo lá fora. Ele me faz sentir especial… algo que nunca consegui antes. Ele pode ser cheio de defeitos, mas pra mim sempre vai ser o melhor de todos os homens que conheci.”

Syo fechou os olhos e respirou fundo. O cheiro de Ai o acalmava. O Kurusu se aninhou ainda mais ao corpo do bluenette. A mão de Syo foi até o coração do Mikaze e ficou sentindo os batimentos cardíacos. Sentiu a mão de Ai cobrir a sua e acariciá-la.

O loiro sentiu seu corpo relaxar cada vez mais. Ai tinha esse efeito sobre ele. Era como se todo e qualquer problema não existisse. Ai era o seu porto seguro e aquele quarto se tornara o refúgio de ambos. O Kurusu se sentia seguro ali, ironicamente, nos braços de um criminoso.

Ai: A curiosidade começa a agitar. Eu senti que certamente junto com você. Uma unidade dramática de sincronismo.

Os olhos azuis do mais novo alargaram. Ai estava cantando?? E que música era aquela??

Ai: Monte a gravidade do ritmo. Como uma emoção semelhante a um beijo. Um convite, senti-lo, a minha história.

O bluenette sorriu vendo o Kurusu o fita-lo incrédulo, mas ainda tinha um brilho lindo nos olhos dele.

Ai: Suas lágrimas que correram para baixo e caiu de seu rosto. Deixe-me abraçá-lo para sempre. Mesmo que se tornem estrelas após uns 100000000 anos.

Ele enxugou algumas gotículas de lagrimas que estavam na face do loiro. Syo corou sentindo o dedo do maior tocar seu rosto tão delicadamente. Ai sorriu para o chibi.

Ai: Virginal canção do coração. Vamos começar a partir daqui. A prova de amor apenas para nós dois. Devemos encontrá-lo? (Vamos encontrá-lo). Não é um sonho, é um futuro realista com você.

O bluenette tinha uma voz linda e Syo havia acabado de descobrir isso. Não imaginava que o Mikaze saberia cantar. Os olhos deles estavam presos um no outro. O chibi curtia a música, a voz, o olhar, a companhia, o calor que só Ai tinha.

Ai: A batida agressiva. Esconde a voz do instinto. As possibilidades ainda invisíveis, senti-lo agora. Você e eu somos 50:50 (meio a meio). Como se fosse um destino compartilhado. Quero trocar um beijo eterno...

Ele cantou a ultima parte o fitando de forma mais intensa e acariciando com a mão livre a bochecha do Kurusu que estava completamente corado. Syo olhou atentamente para o rosto do maior. Um sentimento sem volta... Não estava simplesmente apaixonado por Ai.

Syo: "Eu o amo!"

Admitiu mentalmente pela primeira vez, com todas as letras. Amava o Mikaze, era simples. Não sabia dizer quando aquela atração avassaladora havia virado amor, talvez naquele banheiro da boate ou quem sabe quando viu a tatuagem de dragão, ou ainda no dia seguinte, quando acordou ao lado dele pela primeira vez.

Syo levou a mão direita ao rosto de Ai e acariciou a bochecha do mesmo carinhosamente. Viu o bluenette fechar os olhos e não resistiu, juntando seus lábios aos dele. O Mikaze sorriu e entreabriu seus lábios permitindo que o loiro aprofundasse o beijo. O yakuza deixou por conta do menor, sempre era ele que intensificava, o beijava, controlava o ato. Agora era a vez do idol fazer isso e pelo que o maior notou, o mesmo tinha adorado. O Kurusu já tinha as duas mãos segurando o pescoço do mais velho e devorava os lábios deste com necessidade, como se precisasse daquele beijo mais que tudo, como se fosse o ultimo que daria em sua vida. As línguas se envolviam da mesma forma deliciosa que fora desde o começo. Não tinha nada que Ai Mikaze fizesse ou fosse que não deixasse o chibi louco por ele.

Syo: “eu o amo! O amo tanto! Eu quero o Ai todo pra mim! Quero que seja só meu!”

Pensava enquanto ainda beijava o bluenette de forma faminta. Ele encerrou o beijo com dificuldade, mordendo o lábio inferior do yakuza. Ai olhou para o Kurusu e sorriu.

Syo: Eu te amo.

Sussurrou, arregalando os olhos com a própria declaração. Syo sentiu o rosto corar e o coração acelerar. O bluenette permanecia fitando-o, o que o deixou ainda mais nervoso.

Syo: Desculpa. Esquece o que eu disse!

Falou envergonhado, desviando o olhar do maior e escondendo o rosto com as duas mãos. Ai foi pego de surpresa pela declaração. Syo o amava?

Ai: chibi…

O chamou. Syo ainda não conseguia encara-lo.

Ai: Syo, me olha.

O loiro mordeu o lábio inferior e com muita relutância tirou as mãos do rosto, fitando o yakuza.

Ai: é serio? Você realmente me ama?

O Kurusu corou mais que uma maçã e aquilo fez o bluenette rir.

Syo: não ria! Eu não to bem! Ainda me declarei! Não era pra faz-…

Ele arregalou os olhos vendo que havia se entregado mais ainda. O Mikaze parou de rir, mas ainda sorria e fitava o mais novo.

Syo: eu sou ridículo não é? Se nunca mais quiser olhar na minha cara eu vou entender e…

Ele foi interrompido pelos lábios do maior. Ai o beijou de forma calma, saboreando os lábios do idol como se fosse a primeira vez que os tocava.

Ai: Syo… eu…

Ele quase travou nas palavras.

Ai: a forma como te via há meses… é diferente de agora. Eu sou capaz de sentir sua falta, e não to falando só do sexo. Embora com você ele sempre seja maravilhoso. Mas… eu sinto falta da sua companhia. Eu…

Syo arregalou os olhos.

Ai: sinto ciúmes só de pensar em você com o seu namorado. Eu acho que… não, eu tenho certeza…

Ele fitou o menor e engoliu em seco.

Ai: me apaixonei por você. Pela primeira vez… eu to amando alguém. Eu tenho vontade de te proteger de tudo e de todos. Eu… te amo.

Admitiu com um pouco de dificuldade. Syo sentiu novas lágrimas caindo dos seus olhos, mas dessa vez era de felicidade.

Syo: Eu te amo!

Falou empolgado, abraçando o maior com força e o beijando novamente. Ai ficou por cima do Kusuru e começou a beijá-lo. O bluenette levantou a camisa de Syo e a retirou, percebendo o menor se encolher nervoso. Ai estranhou a reação de Syo até reparar um roxo enorme no pescoço do loiro e fortes marcas de dedos na cintura do mesmo.

O sangue de Ai ferveu. Aquele maldito desgraçado! O bluenette socou o espelho da cama com força. Syo começou a chorar compulsivamente. Provavelmente o Mikaze tinha nojo dele agora. Ai olhou o desespero nos olhos de Syo e o abraçou com força e de forma protetora.

Ai: Ele nunca mais vai tocar em você, chibi. Eu juro! Eu vou matar e esquartejar esse desgraçado até que não sobre nada.

Falou em tom de promessa. O desespero do Kurusu aumentou.

Syo: Não, Ai! Não faz isso!

O loiro soluçava.

Syo: Ele vive cercado de seguranças e tem influência, vão descobrir que foi você e eu não me perdoaria jamais. Eu não quero te perder.

Falou desesperado.

Syo: Eu vou terminar com ele. Eu já devia ter feito isso, mas sou um covarde. Desculpa.

Sussurrou, tocando no rosto do Mikaze e o fitando nos olhos. Ai o olhava e por mais que sua vontade fosse matar Koji da pior forma humanamente possível... Com o chibi frágil e o implorando com aqueles olhos, ele não conseguiria negar nada.

Ai: tudo bem. Não vou matá-lo... Por você.

O Kurusu sorriu em agradecimento e o abraçou forte.

Ai: mas se ele tiver coragem de chegar perto de você de novo, eu sinto muito Syo... Mas vou matá-lo!

Disse de forma ameaçadora.

Ai: você é meu. Só meu e no que é meu, ninguém toca.

O fitou dentro dos olhos. Syo estremeceu com a intensidade.

Ai: é... Eu sou bastante possessivo.

Sorriu cinicamente e lambeu o chupão que estava no pescoço do mais novo. O idol gemeu baixo logo sentindo o yakuza mordendo o local.

Ai: só eu vou toca-lo... Marca-lo... Dominá-lo daqui pra frente.

Ele voltou a olhá-lo.

Ai: mas por hoje. Eu não te forçarei a nada. Você não deve ta bem pelo que o desgraçado fez.

Syo ainda não estava 100% bem. Mas aquele era Ai, o seu Ai. Agora podia chamá-lo de seu. O loiro queria que o bluenette apagasse cada toque de Koji. Precisava do yakuza. Queria o Mikaze, e apenas ele.

Syo: Eu quero você, Ai. Agora. Me faz esquecer de cada toque dele... Me lembra que eu sou seu.

Pediu para o bluenette, corando com a forma que o outro lhe fitava. O loiro aproximou seus lábios da orelha do maior.

Syo: Faz amor comigo.

Sussurrou no ouvido do Mikaze timidamente. O bluenette sorriu. Uma mistura de malícia, mas também carinho pelo idol.

Ai: você não tem ideia do que faz comigo não é?

O mais novo corou de forma mais profunda.

Syo: não deve ser perto do que você causa em mim.

Admitiu. O loiro fechou os olhos sentindo os dedos do yakuza descerem pelo seu pescoço, pressionando a pele. Passando pelo peito.

Syo: hmm...

Ele gemeu em deleite quando os dedos tocaram seu mamilo. Ai sorriu e se inclinou sobre o idol, deitando-o na cama e se colocou sobre si.

Ai: eu nunca fiz amor com ninguém, Syo. Eu só como com bastante força.

Falou malicioso e o chibi gemeu mais necessitado com a língua o estimulando na orelha. Ele era sensível lá.

Ai: mas prometo fazer isso com você de forma especial... Mas do meu jeito.

O encarou com malícia e tocou o membro do loiro sobre a calça, massageando-o provocativamente.

Syo: Ai!

Gemeu o nome do bluenette em deleite, sentindo seu membro começar a reagir aos toques. Era incrível como o Mikaze o deixava em chamas ao mínimo toque. Ai deu um chupão no pescoço de Syo, deixando o local vermelho. O bluenette começou a abrir a calça do Kurusu, sentindo o mesmo se arrepiar e gemer ainda mais. Ai desceu os lábios para os mamilos de Syo, mordiscando ambos de leve e arrancando um gemido mais alto do loiro.

Syo: Tira a roupa. Também quero sentir você.

Sussurrou excitado. O bluenette mordeu os lábios e fitou o outro com desejo. O Mikaze saiu de cima do chibi e ficou em pé. Syo o olhou, apoiando os cotovelos na cama e sorriu timidamente, mas ainda estava excitado. Ai tirou sua camiseta e viu o mais novo morder os lábios em expectativa enquanto encarava o tronco definido e as tatuagens que marcavam a pele perfeita do yakuza.

Ai: você realmente gosta delas.

Sorriu malicioso. O idol riu.

Syo: você todo é lindo.

O Mikaze o olhou malicioso e tirou sua calça, ficando de boxer onde já estava visível a semi ereção dele. O Kurusu quase gemeu com o olhar avassalador e quando o maior se deitou sobre si.

Ai: você fica lindo quando cora e fica excitado assim.

Falou rouco no ouvido do chibi, mordendo o lóbulo e descendo com a língua até o pescoço. Ai provava sua pele como se fosse à primeira vez e deu um chupão que fez o menor quase gritar e se contorceu embaixo de si. Syo agarrou os braços fortes do yakuza e gemeu alto com um novo chupão no seu pescoço.

Syo: Ai! Eu te amo…

Sussurrou no ouvido do bluenette, mordiscando a orelha em seguida. Ai abaixou delicadamente a calça do loiro, vendo marcas roxas na coxa do mesmo.

Ai: "Filho da puta, maldito!"

Pensou irritado. Syo percebeu a expressão sombria no rosto do Mikaze e tocou a bochecha do mesmo em um carinho lento e apaixonado para acalmá-lo. Deu certo.

Ai: Você é meu chibi. Ninguém te fará mal, nunca mais!

Prometeu, capturando os lábios do menor em um beijo intenso e apaixonado. O Kurusu sentiu sua ultima peça de roupa ser retirada, ficando completamente nu e exposto na frente de Ai. O bluenette o fitou preocupado.

Ai: Tem certeza, Chibi?

O loiro sorriu carinhosamente.

Syo: Sim.

Disse sem hesitar. O yakuza sorriu e o beijou outra vez. As mãos desciam pelo corpo do idol, o tocando intimamente e deixando o outro com mais desejo. A boca do maior saiu dos lábios do loiro e desceu para seu queixo, onde mordeu sensualmente. Ai continuou descendo e dessa vez voltou a marcar outro lugar no pescoço do chibi, perto da clavícula.

Syo: Ai...!

Gemeu seu nome excitado. O Mikaze foi para os mamilos do mais novo, rodeou a língua nos mamilos e os mordiscou. O Kurusu pressionou fortemente os lábios ao sentir seu mamilo sendo segurado pelos dentes do mais velho. A mão do bluenette estava sobre seu membro e o masturbava de forma torturante. Os dois já estavam com os membros eretos. Ai mordeu o peito do chibi, deixando uma marca roxa perto do mamilo. Ele saiu daquele local e foi descendo dessa vez para o abdômen do loiro. O menor arqueou a coluna sentindo a língua passar por toda aquela região e depois ir provoca-lo ao redor do umbigo.

Syo: Ai... Eu...

Ai: shh...

Ele murmurou sensualmente.

Ai: eu quero provar cada pedaço do seu corpo.

Sua voz estava sexy e rouca. Syo corou e levou a mão a sua boca quando os lábios do yakuza desceram para seu membro. O Mikaze o pôs todo na boca e lubrificou da base até a glande com sua saliva. Ai sorriu malicioso vendo o chibi se contorcer. Ele tirou o pênis da sua boca e deu um chupão forte na virilha do idol enquanto uma das mãos masturbava o membro rapidamente e a outra arranhava a parte interna da coxa do mesmo.

Syo gemia necessitado. Ai o estava deixando louco. O Kurusu arqueou a costa quando sentiu seu membro ser novamente capturado pela boca do yakuza, que o sugou intensamente, fazendo o loiro revirar os olhos.

Syo: Ah Ai!

Gemeu o nome do bluenette ofegante, enquanto sentia a língua do mesmo pressionando toda a extensão do seu falo. O maior interrompeu o oral por alguns segundos e voltou a masturbar o membro do Kurusu.

Ai: Isso chibi, geme meu nome.

Falou com a voz rouca de prazer, voltando a sugar o membro de Syo. O loiro levou as mãos ao cabelo do Mikaze e os soltou, vendo as madeixas azuis caírem em volta do rosto do mesmo.

Syo: Ah!

Gemeu languidamente. O Kurusu abriu a boca em um gemido mudo quando a mão de Ai acariciou seus testículos. O Mikaze sentiu o gosto do pré-gozo do menor. Quando viu que o chibi já estava quase gozando, Ai abocanhou seu falo o chupando intensamente. Syo gritou em plenos pulmões sentindo o corpo todo tremer de tesão. Seu membro era sugado pela boca quente do yakuza de forma enlouquecedora.

Syo: eu vou gozar, Ai!!

Ele segurou os cabelos do Mikaze com força e o seu pênis latejou, logo preenchendo a boca do mais velho com o sêmen. O bluenette sorriu sacana e fitou o rosto corado do idol que respirava sem fôlego.

Ai: de quatro. Agora.

Ordenou malicioso. Syo mordeu os lábios e o obedeceu. O mais novo virou com dificuldade, ficando de quatro e empinou seu quadril provocativamente para o outro. Ai mordeu a nádega do Kurusu e depois deu um chupão no mesmo lugar. Syo gemeu necessitado. O Mikaze queria dar um tapa, o excitava e deixava o menor louco. Mas não sabia o quão bruto Koji foi, e não queria machucar o chibi. Ai acariciava a bunda do loiro e vez ou outra mordia e marcava cada lado. Syo gemeu em expectativa quando o maior abriu suas nádegas e passou a língua em cima do anel dele.

Syo: Ai!

Ele jogou a cabeça para trás quando o Mikaze pressionou o músculo mais forte contra o orifício e passou a lubrifica-lo completamente. A língua rodeava o anel cada vez mais rápido. Syo apertou a colcha de cama entre os dedos e gritou de prazer. Sentia a língua de Ai entrando em si enquanto o mesmo acariciava a sua bunda. O Kurusu começou a rebolar inconscientemente, fechando os olhos e aproveitando a sensação.

Syo: ahh…!

Gemeu necessitado, mordendo os lábios em seguida. O loiro sentiu o dedo do Mikaze tocar o anel delicadamente e se arrepiou inteiro. O bluenette parecia hesitar, o que fez o Kurusu abrir os olhos e fitá-lo por cima do ombro.

Syo: Ai...

Chamou o maior carinhosamente, fazendo o mesmo fitá-lo.

Syo: Eu confio em você.

Falou, olhando-o com amor.

Syo: Eu te amo.

Disse, corando em seguida. Ai sorriu e virou o mais novo outra vez, deitando-o e ficando por cima de si. O Mikaze abriu a primeira gaveta do criado-mudo ao lado da cama e tirou de lá um pote de lubrificante.

Syo: você tem isso?

Perguntou surpreso. O yakuza riu.

Ai: sim. Por que?

Perguntou cinicamente.

Syo: você nunca usou em mim...

O fitou desconfiado. O maior riu outra vez.

Ai: está com ciúmes é?

Syo corou e desviou o olhar.

Ai: com você... É bem mais gostoso não usar. E como você nunca reclamou. Até gostava quando eu te invadia forte e de uma vez só.

O Kurusu fechou os olhos, sentindo um arrepio que o fez gemer excitado. Ai abriu o pote e melou consideravelmente seus dedos. O bluenette passou a beijar os pontos sensíveis do pescoço do idol enquanto seus dedos foram para a entrada do mesmo. Syo gemeu sentindo o dedo indicador pressionando sua entrada. O maior rodeou o anel por uns segundos e enfiou o primeiro digito observando a expressão do Kurusu. Syo fechou os olhos em deleite.

Syo: Ai!

Sussurrou o nome do maior completamente entregue. O bluenette movimentou delicadamente o dedo, vendo o menor relaxar e gemer. O Mikaze acariciava a coxa do loiro carinhosamente com a mão livre, percebendo que o Kurusu estava bem com a invasão. Ai inseriu o segundo dedo, movimentando-os cuidadosamente no interior do Kurusu, não queria machucá-lo como o maldito do Koji fizera.

O bluenette introduziu o máximo que pôde dos dedos e atingiu a próstata de Syo, que gritou de prazer. Ai acertou o lugar mais algumas vezes antes de enfiar o terceiro dedo e começar a movimentá-los com cuidado dentro do Kurusu. Syo prendeu a respiração por um momento e fechou os olhos, soltando o ar de uma vez quando sentiu as mãos do Mikaze masturbarem delicadamente o seu membro enquanto sua entrada era alargada pelos dedos do bluenette.

Syo: Ai, eu quero você!

Falou, fitando-o intensamente.

Syo: Eu preciso de você!

Sussurrou, abrindo um pouco mais as pernas, indicando que estava pronto. O Mikaze o beijou lascivamente enquanto permaneceu o estocando mais fundo. Se deliciava com os gemidos abafados do chibi pela sua própria boca. Ai pegou novamente o lubrificante e tirou os dedos de dentro do mais novo. Syo corou furiosamente com o olhar de desejo que o yakuza lançou sobre seu corpo e mais especificamente para sua entrada.

Ai: está envergonhado meu amor?

O Kurusu o olhou surpreso pelas palavras.

Ai: não deveria. Já te vi assim tantas vezes.

Mordeu o lábio inferior levando o dedo cheio de lubrificante para o orifício. O idol gemeu longamente com sua entrada sendo pressionada pelo dedo que passava toda a substância em cima de si. O membro do bluenette latejava enquanto observava o menor se contorcer de prazer. Ai guardou o pote, tirou sua boxer e voltou a se deitar sobre o pequeno corpo. Syo sorriu com excitação, mas também carinho e confiança entrelaçando as pernas em torno do quadril do maior.

Syo: pode entrar.

Falou corado. O Mikaze mordeu o lábio inferior do loiro, sugando-o de forma sensual e depois enfiou sua língua dentro, aprofundando o beijo e o transformando em algo intenso. O Kurusu gemeu alto no meio do ato quando seu corpo foi invadido pelo pênis ereto do yakuza, Ai entrou até o meio e observou a reação do outro.

Syo: g-grande... Você ta tão duro…

Fechou os olhos em deleite. Syo abriu a boca num gemido mudo quando todo o falo já estava dentro de si, pulsando fortemente. O bluenette poderia gozar só de olhar para aquela expressão do mais novo e com a forma que o interior do chibi “mastigava” seu membro. Syo agarrou os cabelos do Mikaze e gemeu na boca do mesmo quando sentiu sua próstata ser atingida pelo falo do bluenette. As unhas de Ai arranhavam delicadamente as coxas do Kurusu, que contraia a entrada em torno do membro pulsante do maior.

O loiro sentia cada canto da sua boca ser explorado vorazmente pelo Mikaze, o que o estava deixando nas nuvens. Syo arranhou a costa de Ai e arqueou a coluna ao ter sua próstata atingida novamente pelo pênis do Mikaze. Os dois separaram os lábios em busca de ar, ficando uma fina linha de saliva juntando as bocas.

Syo: Eu...

Fitou o maior com os olhos marejados. Ai o olhou carinhosamente.

Syo: Obrigado por existir, Ai. E obrigado por me abordar no banheiro daquela boate.

Sorriu e corou, ainda com os olhos marejados. Uma lágrima caiu e o bluenette a secou com um beijo.

Ai: pela forma como agi naquela noite… foi uma grande irresponsabilidade.

Sorriu, beijando o loiro nos lábios.

Ai: ainda bem que fui irresponsável.

O chibi riu e o abraçou forte, afundando seu rosto na curvatura do pescoço do maior.

Syo: se mova rápido, Ai. Me come bem forte, como você e eu gostamos.

Pediu sensualmente e lambeu o lóbulo do bluenette que arfou. Ai não conseguiu se segurar e saiu de dentro do idol, voltando com força e acertou em cheio a próstata do Kurusu.

Syo: ahh!!

Ele gritou em êxtase e abraçou mais forte o corpo do yakuza. O Mikaze passou a estoca-lo com mais velocidade e prendeu seu olhar no do mais novo.

Ai: eu disse que faria amor com você… do meu jeito.

Falou rouco o fitando.

Syo: Ah, isso Ai!

Gemeu excitado, sentindo o bluenette atingir sua próstata em cheio. O Kurusu contraiu a entrada, aumentando o prazer do maior, que gemeu rouco no seu ouvido. Syo começou a rebolar, enquanto gemia no ouvido do bluenette.

Syo: Você é perfeito!

Mordeu o pescoço do Mikaze, surpreendendo-o.

Syo: Eu quero sentir você em cada canto do meu corpo, eu quero que seu cheiro fique em mim, Ai. Me marca como seu!

Disse ofegante, com os olhos nublados de prazer. Ai o fitava intensamente. Syo puxou o pescoço do maior e uniu os lábios em um beijo necessitado.

Syo: Ah!

Gemeu após apartar o beijo em busca de ar, fechando os olhos. O Kurusu estava pegando fogo, se sentia vivo de novo, pensou que jamais se sentiria assim depois do que Koji fizera consigo... O loiro por um momento chegou a achar que não conseguiria mais ser feliz. O desgraçado o obrigou a transar, mesmo após ver as lágrimas nos olhos do Kurusu. Syo não teve coragem de gritar. Ele deixou aquilo acontecer por medo. O loiro derramou uma lágrima.

Syo: "É a ultima vez que vou chorar por isso."

Pensou decidido, abrindo os olhos determinado.

Syo: Goze em mim e pra mim.

Pediu, fitando o yakuza nos olhos. Ai sorriu e sustentou o corpo do mais novo, se sentando e o colocando no seu colo. Syo jogou a cabeça para trás, o membro se afundou dentro de si completamente.

Ai: você gosta dessa posição não é?

Perguntou malicioso. O idol o fitou e puxou o cabelo do mais velho com um pouco de força.

Syo: ah… você entra completamente em mim.

Ele mordeu o lábio inferior cheio de tesão.

Syo: me preenche ate o fundo.

Ai: e consigo bater na sua próstata com mais precisão.

Ele levantou o quadril do loiro e o baixou em seguida enquanto moveu o seu contra o dele. O menor gritou de prazer.

Syo: Ah!

Ele empurrou o bluenette o fazendo se deitar. Syo se encaixou melhor e passou a cavalgar com rapidez e força no membro que o invadia com precisão.

Syo: isso Ai!! Mete fundo!! Goza! Goza dentro!!

Ele falava alucinado enquanto sentia o falo alarga-lo com força e as mãos do yakuza arranharem a pele do seu quadril. O Mikaze sorriu vendo aquela expressão que ele amava no seu chibi. Não era mais aquele que chegou em planto no seu apartamento. Syo estava devasso, excitado, enlouquecido de prazer. O yakuza ondulou seu quadril, revirando o interior do idol que gritou alto. O loiro abriu a boca em um gemido mudo. Sentia o bluenette revirando o seu interior, dominando cada parte do seu corpo, da mesma forma que dominava os seus sentimentos.

Syo: Dentro!

Pediu, contraindo o seu interior. O bluenette gemeu rouco e estocou com mais força, ouvindo o chibi gemer em êxtase.

Syo: Ah Ai, eu to quase!

Falou ofegante, sentindo o seu membro ser agarrado pelas mãos do Mikaze. O corpo inteiro se arrepiou e o loiro sentiu um orgasmo forte, melando todo o peitoral do yakuza com seu sêmen. A entrada do Kurusu comprimiu o falo de Ai, que despejou seu prazer no interior do chibi, gozando intensamente. O loiro se abaixou tremendo e beijou os lábios do yakuza de maneira apaixonada e envolvente. O Mikaze mordeu o lábio inferior do mais novo ao final do beijo. Eles se fitaram e o chibi sorriu ao sentir a mão do bluenette tocando sua face carinhosamente.

Ai: eu te amo.

Syo o olhou de forma apaixonada e beijou o maior outra vez.

Syo: eu também.

O idol deitou a cabeça no peito do Mikaze e relaxou nos seus braços.

Syo: eu vou terminar com o Koji e…

Ai: quero estar com você.

Falou no mesmo instante. Syo o encarou assustado.

Syo: Ai… você prometeu e…

Ai: justamente por isso. Eu quero garantir que ele não vá tocar em você de novo. Eu não ficarei frente a frente com ele, não se preocupe.

Sorriu acariciando os cabelos do mais novo.

Ai: eu posso ficar perto, só escutando. Minha maior preocupação é que ele não te machuque.

O Kurusu temia pelo bluenette. Tinha medo que Koji tentasse algo consigo e Ai se arriscasse para salvá-lo.

Syo: Me promete que se ele tentar qualquer coisa, o que eu não acho que ele vai fazer, afinal, ele depende do Starish, você não vai cometer nenhuma loucura que possa te matar. Me promete, por favor!

Implorou, fitando o maior com desespero. O Mikaze o abraçou com mais força.

Ai: Eu prometo, Chibi. E também prometo que vou cuidar de você. Pra sempre.

Sussurrou no ouvido do menor. O Kurusu se aninhou ainda mais no bluenette.

Syo: Pra sempre...

Sussurrou, sorrindo em seguida. Ai beijou seus cabelos e percebeu o menor relaxar sonolento nos seus braços.

Syo: Eu posso ficar aqui até amanhã?

Indagou com os olhos fechados.

Ai: eu não pretendia te deixar ir embora mesmo.

Syo riu baixinho e se acomodou nele, fechando os olhos e sentindo o sono tomar conta de si. O bluenette permaneceu uns segundos observando o idol dormir e com cuidado pegou seu celular, o desligando para que ninguém o incomodasse, muito menos seu oyabun.

............................

Ranmaru fitava Reiji entediado. Eles estavam há exatamente uma hora na mesma situação. O Kurosaki havia entregado um catálogo dos instrumentos para o moreno ver e se decidir sobre o que mais lhe agradava. Mas a ultima coisa que o Kotobuki fazia era prestar atenção em alguma droga que estava naquele catálogo!

Ranmaru: já chega! Você tá conseguindo ser mais irritante e me tirando mais do sério do que o normal! Não é possível que ainda não tenha, ao menos, decidido qual mais te agrada!

Falou irritado massageando as têmporas e depois fitando o moreno que reprimia um sorriso.

Reiji: Só tem esses mesmo? Poxa, eu esperava mais das empresas Kurosaki.

Falou, fingindo-se decepcionado. O albino sentiu seu sangue ferver.

Reiji: Tem uns até bonzinhos... Daria pra quebrar o galho, embora eu fosse alterar algumas coisas.

Reiji percebia a irritação do Kurosaki crescendo gradativamente, o que o fez sorrir satisfeito.

Reiji: Olha esse baixo, por exemplo, a descrição das funcionalidades dele é ótima... Mas... O design é bastante amador.

Disse, olhando analiticamente para o catálogo.

Reiji: E essa bateria? Tsc, nem vou comentar...

O moreno mudou de folha, olhando de relance para o albino.

Reiji: Quem é que aprova esses modelos finais? Você precisa demitir esse cara, sério.

Olhou para o albino em desafio, sabia que o mesmo era o responsável por fazer aquilo. Ranmaru deu um soco na mesa com tanta força que o moreno ate pensou que ele poderia ter machucado sua mão.

Ranmaru: sabe o que eu acabei de descobrir?! Que você consegue ter um lado mais insuportável do que eu já tinha visto antes!

Ele falou fitando o mais baixo com ódio.

Ranmaru: não gosta do que oferecemos?! Vá para o inferno e leve seu dinheiro com você.

Ele puxou o Kotobuki com força pela gola do blazer dele. Reiji foi levantado bruscamente da cadeira e seu corpo bateu contra a mesa que ate derrubou uns papeis. O maior o encarava com muita raiva.

Ranmaru: eu não preciso do seu dinheiro. Eu não preciso de nada que venha de Reiji Kotobuki!

Falou baixo e com a voz seca.

Ranmaru: eu vou com o Ichigo agora mesmo. Eu to me lixando pra essa multa estupida. Eu pago do meu dinheiro se necessário. Mas não lido com você pra nada.

Ele empurrou Reiji com força e caminhou rumo à porta para abri-la e assim poder ir ate a sala do seu primo. Reiji viu a besteira que tinha feito.

Reiji: "Eu sou um idiota!"

Pensou com os olhos marejados. O Kotobuki correu em direção do albino e o abraçou por trás.

Reiji: Não vai. Desculpa.

Sussurrou. Ranmaru cerrou os punhos e tinha a respiração alterada.

Reiji: Eu só queria ficar mais tempo do seu lado. Eu te amo, Ran-Ran.

Falou desesperado.

Reiji: Eu sei que agora você me odeia e provavelmente deseja a minha morte... Mas eu juro que vou recompensar tudo que fiz você passar. Assim que eu abri o catálogo eu escolhi o que eu queria. O seu trabalho é incrível!

Disse com sinceridade.

Reiji: Desculpa.

Falou com a cabeça baixa, apoiando a testa na costa do albino. Ranmaru fechou os olhos e suspirou pesadamente.

Ranmaru: “onde eu tava com a cabeça quando me apaixonei por ele??”

Pensou com certo pesar. Ele sentiu Reiji apertar um pouco os braços ao redor do seu corpo.

Ranmaru: “eu o detesto num segundo e no outro tudo se dissipa de forma incrivelmente rápida… e eu volto a entender porque nunca o esqueci.”

Reiji estava ficando nervoso com a demora para o albino se manifestar.

Reiji: Ran-Ran...

O chamou, mas sem desfazer o abraço. Ele queria sentir o calor do corpo dele, fazia meses que não tinha um contato assim com o Kurosaki.

Ranmaru: idiota…

Murmurou tentando se soltar, mas Reiji ainda permaneceu o abraçando forte.

Ranmaru: resolveu grudar em mim agora?

O Kotobuki fechou os olhos e sorriu levemente.

Reiji: Eu queria ficar grudado em você pra sempre. Como irmãos siameses.

Admitiu, rindo em seguida da própria comparação.

Reiji: Eu senti tanto a sua falta, Ran-Ran.

O moreno deu um beijo carinhoso na costa do Kurosaki encostando o rosto lá e sentindo o cheiro do perfume que tanto amava. O Kotobuki acariciou o abdômen do maior, arranhando-o levemente por cima da camisa.

Reiji: Eu pensei e sonhei com você todos esses dias.

Sussurrou no ouvido de Ranmaru. O Kurosaki estremeceu com a mão tocando seu abdômen. O coração começou a bater mais rápido o que o fez se odiar por isso. O pior de tudo era que ele também sentia a falta de Reiji… o moreno poderia machuca-lo de novo, ele não confiava nem um pouco nele. Mas daí a mandar no coração e no corpo era outra coisa.

Ranmaru: Reiji… me solta.

Falou seriamente. O Kotobuki não ouviu. Ele não queria solta-lo, não queria ele longe do seu corpo nunca mais.

Reiji: minha vida ta um inferno sem você nela…

Ranmaru fechou os olhos e tentou tirar as mãos do menor que o prendiam, mas Reiji não permitiu e abraçou mais forte.

Ranmaru: já chega, Reiji! Me solta. Temos trabalho pela frente ainda… e eu não acredito em nada nesses sonhos! No máximo deve ter sido sonhos pervertidos… típico da sua natureza.

Ele tentou se soltar de novo.

Reiji: É verdade, Ran-Ran. Sonhei e pensei em você 24h por dia!

Falou um pouco mais alto.

Reiji: Mas não vou negar que alguns desses sonhos foram bem pervertidos... Acordei duro várias vezes porque sonhei que você tava me comendo... Minha mão não era o suficiente... E nem meus dedos...

Sussurrou em tom de confissão.

Reiji: Na verdade, nada é suficiente. Eu só quero você.

Falou no ouvido do albino. Reiji arranhou um pouco mais forte o abdômen do Kurosaki, passando a mão levemente por cima do membro do mesmo, voltando a subir, até alcançar os mamilos.

Reiji: Seu cheiro, seu gosto... Tudo em você me deixa louco Ran-Ran.

Ranmaru arregalou minimamente os olhos com a mão boba do mais velho que aproveitava aquele momento para toca-lo. Ele mordeu a língua para não gemer ou entregar algum som constrangedor que denunciasse a saudade que sentia do outro. Desde o Kotobuki, Ranmaru não havia ficado com ninguém ainda. A saudade e a necessidade do seu corpo imploravam pra serem saciadas, mas ele não poderia fraquejar diante do menor.

Ranmaru: você não muda nada. Sempre o mesmo pervertido de sempre… desde a adolescência.

Ele se afastou do moreno na marra e ficou de frente para o mesmo, tomando uma distancia segura e torcendo para o outro não notar o quão desesperado ele estava. Reiji fitou o albino e percebeu o mesmo na defensiva. O Kotobuki sentiu seu coração acelerar e se aproximou de Ranmaru, que recuou mais.

Reiji: Eu não vou desistir de você.

O moreno continuou se aproximando como um predador.

Reiji: Eu te amo, Ran-Ran.

Sussurrou, imprensando o maior na mesa e o beijando com necessidade. O Kurosaki tentou afastá-lo, mas a mão de Reiji voltou para o seu abdômen, arranhando-o de forma provocante, o que o desarmou momentaneamente, o suficiente para o Kotobuki aprofundar o beijo. A mão livre do moreno foi em direção a bunda do mais novo e a apertou por cima da calça, arranhando o local de seguida.

Reiji mordiscou o lábio inferior do Kurosaki, voltando a introduzir a língua na boca do mesmo em seguida. Sentia tanta falta daqueles lábios. Reiji precisava de Ranmaru da mesma forma que precisava de oxigênio. O albino desistiu de lutar contra aquele beijo. O Kotobuki apenas sentiu sua nuca ser agarrada com força e a língua do Kurosaki adentrando sua boca e dominando o beijo. Ele virou o menor e dessa vez quem foi imprensado foi Reiji. O moreno gemeu quando o mais novo o colocou sentado em cima da mesa e agarrou suas coxas com força.

Reiji: “isso! Esse é o meu Ran-Ran! O que me deixa louco!”

Ranmaru passou o braço direito pelo corpo do menor, envolvendo-o e puxando para si. Os membros se tocaram e ambos gemeram em meio ao ato. O Kotobuki estremeceu quando a mão livre do maior arranhou sua coxa por cima da calça e a apertou novamente com força. Eles praticamente estavam se engolindo em um beijo intenso, avassalador e cheio de saudade.

Reiji levou as mãos até os cabelos do Kurosaki, afundando os dedos nas madeixas brancas e puxando-as levemente. Sentiu a mão do albino apertar sua cintura e gemeu necessitado na boca do mesmo. O Kotobuki enlaçou as pernas em volta da cintura de Ranmaru e o puxou ainda mais para si. O Kurosaki apoiou umas das mãos na mesa e continuou apertando a cintura e a coxa do moreno com a outra, isso sem parar de beijá-lo.

Reiji retirava o que disse. Não precisava do albino tanto quanto precisava de oxigênio. O tanto que necessitava da presença do Kurosaki era superior a isso. Quem diabos pensaria em ar e respirar quando era beijado daquela forma? O moreno não queria separar os lábios por nada. Reiji abriu um pouco mais as pernas e rebolou, roçando a semi ereção que se formava na coxa de Ranmaru. O albino chocou seu quadril com o de Reiji, e o Kotobuki pode sentir que o maior já estava tão excitado quanto ele.

Reiji: R-Ran-Ran...!

Gemeu, fechando os olhos em êxtase. Ranmaru mordeu forte seu lábio inferior e desceu, lambendo o caminho sensualmente, do queixo ate o pescoço do outro. Reiji gemeu mais necessitado com a mordida que provavelmente marcaria sua pele e com o chupão que o maior deu no local em seguida. O moreno apertou os braços fortes do Kurosaki e depois levou as mãos para a camisa dele, queria tirar aquela peça de roupa desde quando chegara. A pele que estava exposta nos primeiros botões abertos implorava isso. Reiji levou a mão ao pescoço do Kurosaki, arranhando a nuca do mesmo. Em seguida, levou os dedos para os botões da camisa, abrindo o primeiro lentamente. Ranmaru o fitava os olhos nublados de desejo, recebendo um olhar igualmente luxurioso de volta. O Kotobuki foi para o segundo botão e o abriu, enfiando a mão dentro da camisa do albino e apertando os mamilos. Reiji arranhou o peitoral enquanto abria o terceiro botão com uma das mãos. O moreno capturou o lábio inferior do Kurosaki e o mordeu levemente, puxando-o para si. O Kotobuki começou a abrir o ultimo botão quando o telefone tocou, assustando ambos e quebrando o clima. Ranmaru se afastou um pouco de Reiji e o atendeu.

Ranmaru: Sim?

Disse, controlando a voz para que não parecesse alterada.

Masami: Kusoraki-sama, Ichigo-san está aqui.

Falou do outro lado da linha. Ranmaru arregalou os olhos e fitou o moreno que estava visivelmente frustrado ainda em cima da mesa.

Ranmaru: só um momento, Masami.

Pediu e pôs o telefone no gancho.

Ranmaru: melhor ajeitar suas roupas.

Falou serio voltando a abotoar sua blusa.

Reiji: ehh? Mas...

Ranmaru: o Ichigo ta aí fora.

O Kotobuki bufou e saiu de cima da mesa, tentando arrumar sua roupa e cabelo o mais rápido possível. O albino fazia o mesmo. Depois de ter se certificado que ambos estavam com as roupas tudo no lugar, ele voltou a falar com a secretaria.

Ranmaru: pode manda-lo entrar.

Autorizou, dando a volta na mesa e se sentando no seu lugar. O moreno muito a contragosto sentou na cadeira que estava antes. Ichigo entrou na sala com um sorriso simpático, acompanhado pelo diretor de marketing das empresas Kurosaki, Tamaki Uchida, um moreno de olhos azuis que era alguns centímetros mais alto que Ranmaru.

Ichigo: É um prazer revê-lo, Reiji-san.

O Kotobuki o fitou com um sorriso falso, o que foi perceptível pelo albino.

Reiji: O prazer é meu, Ichigo-san.

Levantou-se da cadeira para cumprimentá-lo, dando de cara com o acompanhante do ruivo. Uchida sorriu de forma galanteadora. Reiji apertou a mão do Kurosaki e voltou a fitar o desconhecido em seguida.

Tamaki: Reiji, certo?

Perguntou com um meio sorriso. O menor apenas concordou com a cabeça.

Tamaki: É um prazer conhecê-lo, sou Tamaki Uchida, a seu inteiro dispor.

Cumprimentou, apertando a mão do Kotobuki firmemente e piscando para o mesmo. Reiji arregalou minimamente os olhos, ele estava sendo cantado?

Reiji: O prazer foi meu.

Falou, encerrando o aperto de mão que estava demorando mais que o necessário. Os três ouviram um estrondo e fitaram o local que vinha o barulho. Ranmaru, por algum motivo, derrubou uma pilha de pastas no chão.

Ichigo: nossa... O que foi que houve?

Perguntou incrédulo. O Kurosaki se recompôs e sorriu forçado.

Ranmaru: nada demais. Apenas bati sem querer nas pastas e acabou caindo tudo.

Reiji o olhou desconfiado.

Ichigo: bom, Reiji-san esse é o nosso diretor de marketing. Eu pensei nele ficar a sua disposição para tirar todas as duvidas quando o Ranmaru estiver ocupado ou em reunião.

O moreno arregalou os olhos, mas antes de falar qualquer coisa, o Kurosaki se pronunciou.

Ranmaru: o que??

Ele levantou da cadeira, ficando em pé.

Tamaki: o Ichigo achou que eu poderia dar assistência ao Sr. Kotobuki enquanto estiver na empresa.

O moreno fitou o Kotobuki.

Tamaki: será um prazer atende-lo da forma que deseja.

Falou com uma voz sensual. Ranmaru cerrou os punhos com ódio, seu sangue ferveu.

Ranmaru: "esse desgraçado ta dando em cima dele?! Galinha maldito!!"

Ele fuzilou Tamaki.

Ranmaru: eu não acho que isso seja necessár-...

Ele acabou derrubando um organizador de clipes no chão.

Ranmaru: bom, quer dizer... Não é como se o Sr. Kotobuki fosse trabalhar na empresa. Então não acho que colocar nosso diretor a disposição do Reiji seja necessário.

Falou tentando não demonstrar sua irritação. Ranmaru era até bom em esconder os sentimentos quando queria, mas qualquer um que o conhecesse um pouco perceberia que ele estava irritado. E Reiji o conhecia muito bem.

Reiji: Eu estou realmente grato que queira me ajudar.

Falou simpático, vendo o Kurosaki amassar um papel que tinha na mesa. O Kotobuki sorriu.

Reiji: Mas não será necessário. No contrato está disposto que tudo o que eu precisar será resolvido diretamente pelo presidente, assim como ele só deverá tratar comigo quando precisar de qualquer coisa da Agência Kotobuki.

Sorriu para o Uchida.

Reiji: Mas eu realmente sou grato, Tamaki.

Deu um meio sorriso para o diretor.

Tamaki: como desejar, Reiji. Mas estarei sempre aqui...

O olhou intensamente.

Tamaki: sempre disposto a ajuda-lo.

Reiji corou um pouco.

Ichigo: Tamaki é um gênio. É mais que necessário aqui na empresa.

Ranmaru rodou os olhos entediado.

Ranmaru: de qualquer forma, o Reiji não precisará da sua ilustríssima ajuda Tamaki.

Falou com ironia e ajeitou sobre a mesa os clipes e papeis que havia derrubado.

Ranmaru: bom, vamos ate a loja.

Falou para o Kotobuki.

Tamaki: eu vou com vocês. Preciso resolver uns assuntos lá.

O Kurosaki o fuzilou, mas não disse nada. Ichigo e Tamaki saíram na frente, deixando Ranmaru e Reiji por ultimo. Assim que Ranmaru ia passar pela porta, Reiji segurou seu pulso.

Reiji: Não se preocupe, Ran-Ran. Só preciso de você pra me ajudar, inclusive do modo que aquele cara quer fazer...

Falou malicioso.

Reiji: Na próxima vez, vou tirar esse maldito telefone do gancho. Vamos.

Disse, passando na frente do albino. Reiji andou alguns passos e parou.

Reiji: Etto... Onde fica?

Indagou ao Kurosaki, que rodou os olhos.

Ranmaru: Baka.

Falou, assumindo a dianteira. O Kotobuki sorriu e seguiu o maior.

Notas finais
Obrigada por lerem! *-* beijos!