Notas iniciais
Yoo amores *-* Gomen a demora para atualizar. Esse cap promete fortes emoções cof cof Esperamos que todos gostem. Boa leitura *_~

Cecil estava agoniado. A reunião já deveria ter começado há 01h, mas Syo não chegava e não podiam discutir os detalhes do álbum sem ele. Todos já haviam tentado ligar para o Kurusu, mas o celular ia direto para a caixa postal. O moreno olhou para Koji e viu que o mesmo estava com uma expressão séria, e até mesmo um pouco sombria.

Cecil: Koji, não falou com ele quando chegou mais cedo?

Perguntou, vendo a expressão do empresário mudar momentaneamente, mas logo o mesmo se recompôs.

Koji: Sim. Ele sabia da reunião...

O indiano suspirou. Pegou o celular e discou o numero do amigo novamente, ouvindo mais uma vez a maldita mensagem que estava desligado. Aijima pensou por um momento. Onde o Kurusu poderia ter se metido?

Cecil: É claro!

Chegou a conclusão, levantando-se do sofá e indo para um canto mais afastado.

Cecil: Ele deve tá com o Ai...

O problema era que Cecil não tinha o telefone do bluenette, mas ele conhecia muito bem quem tinha. O moreno discou o número de Camus.

............................

O delegado estava perto do horário do almoço e diferente da maioria das pessoas normais que estariam almoçando naquele momento. Ele estava no meio da mata, numa estrada abandonada que levava a um rio mais abandonado ainda. O Mikaze não tinha outro dia pra resolver matar uma pessoa.

Camus: eu juro que se no passado eu soubesse que ele fosse virar um idiota, criminoso e yakuza. Teria rompido minha amizade naquele tempo.

Exclamou irritado. Embora ele não fosse muito diferente do melhor amigo. Finalmente havia conseguido encontrar o pobre infeliz que atravessou o caminho de Ai. O individuo estava sem a arcaria dentaria, provavelmente arrancada pelo Mikaze.

Camus: pelo menos isso ele fez…

Suspirou. O loiro tomava o maior cuidado possível e usava dedos de silicone para evitar qualquer reconhecimento de impressões digitais. Ele arrancou todos os dedos do homem, jogando-os num saco e depois cortou seu ventre. Depois de ter feito tudo o que era necessário para evitar que o cadáver prejudicasse o melhor amigo. Camus arrumou todo o lugar ao redor do corpo para o que ele faria em seguida. O delegado vestia um equipamento de proteção e pegou suas luvas de policloreto de vinila e logo depois pegou o recipiente próprio para a substancia nele contida.

Camus: ácido fluorídrico…

Sorriu perverso fitando o homem.

Camus: eu sinto muito cara… mas seus ossos precisarão ser dissolvidos.

Falou com falso pesar. O maior agradecia o conhecimento em química para fazer tudo aquilo. Odiava fazer todo aquele trabalho, mas era necessário. Ele ficou observando o acido penetrar a pele enquanto o mesmo se afastava do local.

Camus: se eu for preso por crime ambiental o Ai me paga.

Riu em seguida retirando com todo o cuidado sua roupa e se livrando da mesma em seguida para não deixar vestígio qualquer. Camus ainda permaneceu, mas há muito metros longe de onde estava o morto há uns minutos, para verificar se não tinha deixado cair nada que pudesse entrega-lo. De repente, seu celular começou a tocar e o mesmo bufou irritado.

Camus: quem é?!

Atendeu sem paciência. Ele estava se livrando de um cadáver inútil e de possíveis provas, não tinha uma hora melhor pra alguém resolver ligar?! Cecil arregalou os olhos indignado com o tom de voz.

Cecil: Como assim quem é, Camus?

Indagou com uma pontada de magoa na voz.

Cecil: Eu não devia ter te ligado...

Era perceptível na voz do moreno que ele estava preocupado. O loiro arregalou seus olhos.

Camus: não! Espera, Cecil.

Suspirou em seguida.

Camus: me perdoe ok? Não tem nada a ver com você. É que estou no meio de uma mata, me livrando de provas e dissolvendo um corpo com acido que um inútil resolveu matar.

Bufou, mas sorriu minimamente em seguida.

Camus: quando o celular tocou, não vi quem era no visor e fui logo atendendo.

Aijima arregalou os olhos. Às vezes esquecia o quanto o loiro podia ser perigoso... O que o deixava ainda mais sexy, mas não era hora para pensar nisso.

Cecil: Tudo bem.

Suspirou pesaroso.

Cecil: Camus, eu preciso muito da sua ajuda!

Falou um pouco desesperado. O delegado estranhou o tom de voz que o menor usava.

Camus: o que aconteceu? Você está bem??

Perguntou preocupado. Algo visível na sua voz e que o moreno percebeu. Aijima sorriu, mesmo que ainda estivesse agoniado.

Cecil: Eu to bem.

Disse de forma tranquilizadora, ouvindo um suspiro de alívio do loiro.

Cecil: Mas... O Syo... Nós não sabemos onde ele está, Camus. Já ligamos pra casa dele, para o celular... E não o achamos em lugar nenhum. Nós deveríamos ter começado uma reunião há uma hora... Mas ele não tá aqui, e...

Começou a se atropelar nas palavras. Camus ficou meio perdido pelo jeito que o menor estava falando. Mas logo entendeu que o Aijima estava preocupado com o amigo.

Camus: ei, ei… calma, Cecil. Não deve ter acontecido nada.

Disse calmo, tentando fazer o outro se tranquilizar.

Camus: será que ele não tá com o Ai? O idiota do meu amigo tem a mania de desligar o celular quando ta com o chibi.

Suspirou pesadamente.

Camus: aqueles dois ficam juntos e esquecem que tem um mundo girando ao redor deles.

Falou de forma irônica.

Cecil: Era justamente isso que eu tava pensando. Liga pra ele, Camus. Por favor.

Implorou aflito.

Cecil: Syo nunca fez isso. Ele sempre é muito responsável com os assuntos da banda. Tenho medo que algo tenha acontecido com ele.

Falou com um aperto no coração.

Cecil: Descobre pra mim se ele tá com o Ai, por favor.

O delegado sorriu.

Camus: tudo bem. Só espera um pouco que eu já te retorno.

Cecil agradeceu e logo desligou a ligação. Camus discou o numero do amigo e imediatamente deu fora da área de cobertura.

Camus: idiota…!

Suspirou pesadamente e discou o numero da portaria do edifício onde o Mikaze morava.

Kihiko: bom dia.

Camus: bom dia Kihiko. Aqui é o Camus. Eu queria saber se o Ai ta no apartamento dele.

O porteiro demorou uns segundos para responder, provavelmente se certificando se o yakuza estava em casa.

Kihiko: sim senhor. Ele até esta com uma visita. Um menino loiro que sempre vem aqui. Syo… se eu não me engano.

O loiro franziu o cenho.

Camus: era só isso. Obrigado.

Ele agradeceu e logo ligou novamente para o moreno.

Camus: eles estão juntos. O baka do Ai ta com o celular desligado. Mas eu liguei para o edifício onde ele mora e o porteiro de lá falou que o idiota não saiu e ate recebeu uma visita de um chibi loiro.

Disse cínico. O moreno sorriu.

Cecil: Graças a Kami.

Falou aliviado.

Cecil: Obrigado Camus, você é incrível! Por isso que eu te...

Travou, arregalando levemente os olhos devido ao que ia dizer. Camus notou que o indiano quase falara algo.

Camus: “por isso que eu te”… o que?

Indagou curioso e arqueando a sobrancelha. Um silencio se formou na linha.

Camus: Cecil… o que você ia dizer??

Insistiu para ver o que o outro falaria. Cecil engoliu em seco e sentiu um frio na barriga. Não poderia completar com o "eu te amo" que quase falara.

Cecil: É por isso que eu te chamei... etto... Você é delegado e sabe investigar, afinal faz isso nos seus inquéritos, né?

Falou, rindo um pouco nervoso. O maior ficou em silencio. Aquela desculpa do idol estava esfarrapada demais. Não que o outro não tivesse razão. Mas isso de “investigar” um caso de sumiço do chibi que desligou o celular por estar na cama com seu melhor amigo era demais exagerado.

Camus: claro… afinal é todos os dias que pego um problema assim. Casos de chibis loiros que somem por estarem na cama do seu amante é muito comum. Ontem mesmo resolvi três casos assim.

Disse com certa ironia, mas também uma frustração e irritação pela resposta do mais novo. Cecil não sabia se ria da ironia do maior ou se enterrava de vergonha por não pensar em uma desculpa melhor.

Cecil: Esses chibis loiros são um perigo...

Falou em tom de brincadeira, ouvindo o loiro bufar.

Cecil: Camus...

Sussurrou uns segundos depois o nome do delegado.

Camus: que foi?

Perguntou ainda meio irritado. Aijima mordeu o lábio inferior.

Cecil: Obrigado por me ajudar. Você...

Engoliu em seco, mas resolveu continuar.

Cecil: Você sempre faz tudo por mim...

Falou carinhosamente.

Cecil: Eu só queria que você soubesse que mesmo com esse meu jeito escorregadio, eu... Eu sempre vou voltar pra você, porque esse é o meu lugar.

O idol sentiu o rosto corar. Camus arregalou os olhos drasticamente com as palavras do moreno. Não esperava que Cecil falasse aquilo. Ele sorriu inconscientemente.

Camus: esse é o seu jeito problemático de dizer que não vive sem mim?

Perguntou ainda sorrindo. O maior fitou todos os lados e viu que não havia ninguém, então entrou em seu carro. O Aijima bufou.

Cecil: baka…

Murmurou ainda constrangido e agradecendo o fato que o loiro não estava na sua frente.

Camus: eu já me livrei do estorvo que jogaram nas minhas costas. Agora ele já deve ter dissolvido completamente.

Sorriu perverso.

Camus: fiquei com fome depois de tudo isso. Quer almoçar comigo? Podemos pedir seu prato preferido outra vez ou eu posso fazê-lo. Modéstia parte, mando bem na cozinha e não vai correr o risco de ter a comida no chão.

Se controlou pra não rir depois de ter falado aquilo. Cecil sentiu o rosto corar ainda mais lembrando da sua desastrosa tentativa de fazer o jantar.

Cecil: Cozinha pra mim.

Pediu manhoso.

Cecil: Syo não vem pra reunião mesmo e não podemos fazê-la sem ele... Vem me buscar, eu to na agência.

Falou, sorrindo em expectativa. O maior ligou o motor do carro e acelerou em disparada na direção que voltava para o centro.

Camus: hmm… tem certeza? E se de repente verem você comigo?

Sorriu cinicamente.

Camus: pode estragar sua imagem, Cecil.

Falou roucamente e o menor podia sentir o cinismo em cada palavra. O moreno bufou.

Cecil: Não seja idiota, Camus. Vem logo.

Falou, corando em seguida ao se dar conta da forma que falou com o delegado. O loiro se segurou pra não rir.

Camus: língua afiada como sempre.

Sorriu com malicia.

Camus: ok. Estou indo vossa majestade. Em 15 minutos chego aí.

Aijima sorriu malicioso.

Cecil: Estou te esperando, delegado.

Falou de forma provocante, desligando o aparelho em seguida. O indiano olhou ao redor e percebeu que todos o fitavam com um olhar estranho. Cecil corou.

Cecil: Etto... Eu já vou. O Syo provavelmente não vem e eu... err...

Começou a gaguejar. Jinguji sorriu cínico.

Ren: Vai Cesshi. Não precisa dar muita explicação. Vai ver seu namorado.

O moreno corou.

Cecil: Mas...

Tentou novamente se justificar.

Otoya: Vai logo Cecil!

Piscou e sorriu carinhosamente para o irmão mais novo. Aijima suspirou derrotado. Acenou para os companheiros de banda e Koji e foi para a parte da frente da agência esperar o loiro.

.............................

Camus dirigia em alta velocidade pelas avenidas da cidade. E quando já estava perto da agencia Saotome, ele lembrou que não tinha todos os ingredientes em seu apartamento para poder fazer o prato do mais novo.

Camus: merda! Só tem o frango… e não vai dar tempo de ir no supermercado. Cecil esperaria demais.

Suspirou pesadamente e quando entrou numa rua, viu o moreno em frente a agencia conversando com uma garota. Assim que o Aijima avistou o carro, sorriu e se despediu da menina. Ele caminhou na direção do veiculo quando o mesmo parou. O moreno entrou no carro e sorriu para Camus.

Cecil: Oi.

Falou, dando um selinho no maior.

Cecil: Eu to louco pra comer frango ao curry!

Disse empolgado. Olhou para o maior e viu que o mesmo o fitava um pouco sério.

Camus: E quem era a garota?

Perguntou, tentando esconder o incomodo. Aijima sentiu vontade de rir. Ele provavelmente ficou incomodado.

Cecil: Uma amiga minha lá da agência.

O loiro fez uma careta involuntária, arrancando um sorriso travesso do menor. Cecil aproximou as bocas e lambeu de forma provocante os lábios do maior. Capturou o inferior e o puxou levemente sem perder o contato visual. O delegado cerrou um pouco os olhos e puxou a nuca do mais novo, envolvendo-o num beijo profundo. Cecil gemeu com a língua voraz explorando cada canto da sua boca e o correspondeu com a mesma vontade e desejo do loiro. Ele depositou suas mãos nos braços do maior e acariciava-os em meio ao beijo intenso. Camus desceu a mão lentamente pela lateral do corpo do moreno, e pôs a mão na coxa do mesmo, apertando-a sutilmente. Cecil mordeu novamente o lábio inferior do mais velho quando se separaram.

Camus: belas amizades você tem aí.

Sorriu irônico.

Camus: não esqueça que eu sei me livrar de um cadáver.

Falou com a voz perigosa e que o menor achou extremamente sexy. Cecil mordeu os lábios.

Cecil: Não precisa matar meus amigos, delegado.

Falou, dando um meio sorriso em seguida.

Cecil: Se quiser castigar alguém, castigue a mim.

Sussurrou no ouvido do mesmo de forma provocante.

Cecil: Não sei se estou ficando louco, mas esse seu jeito perigoso me deixa ainda mais excitado...

O moreno alisou o abdômen de Camus por cima da camisa, levando sua mão em seguida para o pênis coberto do mesmo, apertando-o.

Cecil: Ela não tem o que eu quero, Camus... Ninguém tem... Só você.

Sussurrou a ultima frase, mordendo o lóbulo da orelha do delegado. O mais alto o fitou excitado, mas tinha algo diferente no seu olhar também. Alias… os dois estavam diferentes. Aquilo de Cecil não fugir mais do loiro, estava mudando as coisas… elas iam num ritmo que nem eles estavam controlando direito. Estavam parecendo um casal naqueles dias. Camus roçou o nariz de leve no do moreno que fechou os olhos em deleite. O maior desceu um pouco, levando-o para o pescoço do Aijima, onde ele inalou o cheiro do mais novo.

Camus: você tá com o perfume que eu gosto.

Sussurrou. Cecil corou sentindo sua pele do pescoço ser tocada delicadamente pelo nariz, que roçava em si.

Cecil: acho que eu tava adivinhando que iria falar com você hoje.

Sorriu e alisou um pouco a nuca do loiro.

Cecil: senti sua falta ontem…

Admitiu. O delegado lambeu devagar e depois deu um beijo no local que arrepiou o idol completamente.

Camus: infelizmente eu tive que fazer plantão na delegacia.

Suspirou pesadamente.

Cecil: e hoje?

Perguntou o olhando em expectativa. Camus sorriu.

Camus: hoje não.

Respondeu tocando com o polegar no canto dos lábios do moreno. Cecil ronronou.

Cecil: Ótimo, eu tava com saudade do meu dono, nyah.

Miou manhoso, se aproximando de Camus e dando uma lambida na bochecha do mesmo. Aijima arranhou o peitoral do loiro por cima da camisa e viu o maior lhe lançar um olhar lascivo e apertar a sua coxa.

Cecil: Ah Camus, eu queria tanto você agora, mas eu to morrendo de fome.

Falou, começando a rir em seguida.

Cecil: Alimenta o teu gatinho que depois ele quer brincar.

Piscou para o maior, colocando o cinto e se ajeitando no banco do carona. O mais velho rodou os olhos.

Camus: mais tarde você me paga.

Ele não evitou o sorriso da expressão travessa que o outro fez. Mas logo suspirou pesarosamente.

Cecil: o que houve?

Perguntou preocupado.

Camus: nada demais. Mas vou te deixar no meu apartamento e vou ter que sair.

Cecil: ehh?? Pra onde?

O fitou.

Camus: supermercado. Aquele perto do edifício. Não tem todos os ingredientes em casa, só o frango, temperos. Mas falta o requeijão, o orégano e o curry em pó.

Disse irritado.

Camus: e você não vai poder ir comigo no supermercado. Poderia alguém ver nós dois…

Disse, disfarçando um pouco o incomodo que sentia por ter que viver nas escondidas com o menor. Cecil fez uma expressão triste. O moreno fechou os olhos por alguns segundos e os reabriu decidido.

Cecil: Vou com você.

Falou sem hesitar. O loiro o fitou surpreso.

Cecil: A imprensa e os paparazzis não mandam na minha vida. Eu quero ir, e vou comprar um material pra fazer a sobremesa.

Piscou para o maior, que ainda estava surpreso.

Cecil: Eu aprendi a fazer torta alemã!

Falou empolgado.

Cecil: Vou fazer pra você hoje.

Disse carinhosamente.

Camus: você tá, por acaso, fazendo cursos de confeitaria?

Perguntou sorrindo. Cecil riu um pouco.

Cecil: baka. É serio… eu to me esforçando! Aquela torta que fiz no dia do desastroso jantar, ficou boa não foi??

O loiro afirmou.

Camus: ficou muito gostosa. E até me surpreendi.

Cecil: por que?

Perguntou emburrando tirando um riso do mais velho.

Camus: porque você destruiu o jantar, mas a sobremesa acertou em cheio.

O Aijima corou um pouco. Ele estava se esforçando assim porque sabia que o delegado era louco por doces.

Cecil: b-bem… eu queria fazer uma surpresa. E como você ama doces…

Ele desviou o olhar. Camus continuou o fitando e sorriu de canto.

Camus: eu adorei.

Piscou para o idol e ligou o carro.

Camus: vamos ao supermercado então. Tem certeza não é?

Cecil riu e afirmou.

.................................

Reiji olhava atentamente os instrumentos na loja de Ranmaru. Como já havia dito, escolhera os que queria assim que abriu o catálogo, mas novamente queria uma desculpa para ficar perto do albino. O Kotobuki olhou para o lado e viu Ranmaru em silêncio. O Kurosaki evitava fitá-lo.

Reiji: "Ran-Ran ficou tão afetado quanto eu."

Pensou satisfeito. O moreno mudou de corredor e parou próximo aos baixos, analisando-os.

“Ranmaru: Eu to aprendendo a tocar baixo!

Falou empolgado. O Kotobuki deu um meio sorriso e olhou para o mais novo.

Reiji: Quero ver você tocar algum dia.

Disse, fitando-o com um sorriso que deixou o albino derretido.

Ranmaru: Eu prometo que vou tocar pra você.

Sorriu e deu um selinho em Reiji, corando em seguida.”

Os olhos do Kotobuki se alargaram com a lembrança.

Reiji: Ran-Ran, eu quero ouvir você tocando baixo.

Fitou o mais alto com o olhar implorativo. Ranmaru, que olhava concentrado as guitarras próximas dos baixos, sentiu seus orbes alargarem quando Reiji falou aquilo.

Ranmaru: o que?

Ele estava estático. Até lembrar que na infância começou a ter aulas de baixo e contava sempre tudo que aprendia para o Kotobuki. Ele sempre fora fascinado por música, e baixo era sua paixão. Então quando estava saindo com o moreno, ele gostava de falar que estava se dando super bem com o instrumento.

Ranmaru: “ele lembra disso??”

O albino desviou o olhar.

Ranmaru: não sei do que você tá falando…

Tentou desconversar.

Reiji: Olha pra mim, Ran-Ran.

Falou, fazendo o mesmo fitá-lo.

Reiji: Eu lembro. Eu fui um idiota por não te reconhecer, mas depois que você me falou eu tenho me lembrado dos nossos momentos.

Admitiu, surpreendendo o mais novo.

Reiji: Eu lembro de você sorrindo pra mim de um jeito carinhoso que...

O Kotobuki sentiu seu coração aquecer e ao mesmo tempo apertar.

Reiji: Você mudou tanto e ao mesmo tempo continua o mesmo... Eu não sei explicar, só sei que fui um idiota por deixar o amor da minha vida passar quase 8 anos longe de mim.

Reiji o fitava intensamente e era sincero em cada uma das palavras que dizia.

Reiji: Eu sou louco por você. Eu te amo como nunca julguei ser possível amar alguém. E só a ideia de não te ver nunca mais... Eu sinto que vou definhar aos poucos sem você.

O Kotobuki quase levava à mão a bochecha do albino, mas se conteve a tempo. Por um momento esquecera que estavam em público. Ranmaru o encarava ainda perplexo. Seu coração começou a bater mais rápido. Ele odiava o efeito que Reiji causava em si.

Ranmaru: “eu o amei por 10 anos… e ainda sim… com tudo que me fez… mesmo com todas as mentiras que ele falou no passado… olhando nos olhos dele, é como se realmente estivesse sendo sincero.”

O Kurosaki desviou o olhar do mais velho. Era difícil demais. Admitir que nunca, em todo aquele tempo desde os seus 12 anos, ninguém fez seu coração bater tão rápido como Reiji. Era difícil e doloroso demais.

Ranmaru: eu já disse pra parar com isso.

Ele fechou os olhos e suspirou.

Ranmaru: você mentiu há 8 anos. E se realmente for verdade tudo o que sente…

Ele fitou o menor.

Ranmaru: se apaixonou por mim tarde demais. Eu não vou negar que te amava… aliás… acho que nunca vou voltar a amar alguém assim outra vez. Mas eu não acredito mais em você… não daríamos certo.

Reiji sentiu um aperto no peito. Reconquistar Ranmaru não seria fácil, mas ele não desistiria.

Reiji: Ran-Ran, nós somos dois imperfeitos que são perfeitos um para o outro.

Falou convicto, fazendo o outro arquear a sobrancelha levemente.

Reiji: Eu era um safado incurável, mas você deu um jeito em mim. Você era a pessoa mais doce que eu já conheci e eu te transformei em um tsundere.

Os olhos do Kurosaki se estreitaram, o que quase fez Reiji rir.

Reiji: Mas agora eu sou só seu safado. Eu não quero outro homem pra mim. E você é o meu tsun-tsun.

O Kotobuki não resistiu e sorriu ao fim da frase.

Reiji: Não vê que fomos feitos um para o outro?

Ranmaru corou de leve e se odiou muito por isso. O moreno sorriu vendo como o maior ficou.

Reiji: “ele ainda consegue ser kawaii como antigamente. Só é um fofo de temperamento explosivo.”

Riu um pouco.

Ranmaru: do que esta rindo baka??

Perguntou irritado.

Reiji: você é um tsundere fofo.

Ranmaru arregalou os olhos e virou a cara.

Ranmaru: eu não sou fofo! E muito menos tsundere!

Reiji o olhou com carinho.

Reiji: todo tsundere não gosta de ser fofo, mas no fundo é e muito. E os tsun-tsun’s nunca admitem ser tsunderes.

Sorriu travesso.

Ranmaru: idiota!

Deu as costas para o Kotobuki. Reiji se aproximou do Kurosaki e olhou para os lados para ver se não eram observados, mas por sorte aquele era um corredor distante dos outros e só estavam os dois lá. O moreno o abraçou carinhosamente por trás.

Reiji: Meu tsun-tsun kawaii!

Sussurrou no ouvido do albino. Ranmaru virou-se e tentou se afastar do menor, mas o mesmo foi mais rápido e deu um selinho demorado nele. O Kotobuki separou os lábios e sorriu.

Reiji: Eu quero te beijar pra sempre, todos os dias da minha vida.

Sussurrou para o maior, roçando o nariz no dele. O albino entreabriu os lábios quase como automaticamente quando as mãos do menor tocaram seu rosto de forma carinhosa. Reiji roçava seus polegares na boca do mais novo.

Reiji: eu te amo tanto…

Fechou seus olhos enquanto murmurava aquilo. O Kotobuki levantou um pouco sua cabeça para que sua boca tocasse na de Ranmaru. Os dois arfaram de leve e o maior resistia à vontade que tinha de beijar o moreno.

Ranmaru: se ao menos…

Reiji abriu seus olhos e o fitou.

Ranmaru: se ao menos você pudesse me provar… que eu não fui uma diversão no passado. Eu sei que no começo eu fui… mas tinha situações que eu acreditei que você se importava comigo, que estava até criando algum sentimento. Foi isso que mais me magoou… por você ter fingindo tão bem.

Reiji mordeu o lábio inferior e sentiu os olhos marejarem um pouco.

Reiji: eu não tava fingindo… depois de algum tempo… eu realmente comecei a gostar de você. Eu chegava ate preferir sua companhia a do idiota do meu namorado…

O Kurosaki desviou o olhar e se afastou um pouco.

Ranmaru: você não tem como provar isso. Uma parte de mim quer acreditar em você… quer acreditar que nem tudo foi só brincadeira e fingimento… mas você não tem como mudar o passado e nem ao menos me mostrar que em algum momento eu signifiquei algo pra você.

Reiji abaixou a cabeça e tentou controlar as lágrimas.

Reiji: Eu vou provar, Ran-Ran. Eu juro que vou.

Disse determinado. Nesse momento, Tamaki localizou os dois no corredor e se aproximou de Reiji.

Tamaki: Estava te procurando.

Falou com um sorriso sedutor, ignorando a presença do chefe. Ranmaru fitou o moreno com uma expressão assassina, mas o mesmo não viu.

Reiji: Ah, o que foi?

Perguntou desinteressado, ainda estava um pouco abalado pelo que Ranmaru acabara de lhe dizer.

Tamaki: Tem algum compromisso depois daqui?

Sussurrou no ouvido do menor, mas foi alto o suficiente para o Kurosaki ouvir. Os olhos do Kotobuki se alargaram um pouco.

Reiji: "Cara insistente."

Pensou irritado, tentando se afastar do moreno. Uchida percebeu que Reiji iria se afastar e segurou a cintura do mesmo por impulso com um dos braços. Os olhos do albino alargaram ao ver a cintura do mais velho ser enlaçada pelo braço do diretor de marketing.

Ranmaru: “esse cara ta pedindo pra morrer!!”

Reiji fitou o Uchida assustado pelo atrevimento.

Ranmaru: não tem trabalho, Tamaki?

Perguntou com o tom seco e áspero. O mais velho o olhou e estranhou a forma como o Kurosaki estava o tratando.

Tamaki: já adiantei tudo.

Respondeu presunçosamente.

Ranmaru: que bom saber disso. Tenho mais trabalhos pra você.

Tamaki estreitou o cenho.

Tamaki: mas eu…

Ranmaru: se tem tempo pra ficar azarando nossos clientes, então é muito mais útil o usa-lo para benefícios da empresa.

O cortou já o fuzilando com os olhos.

Reiji: etto… acho melhor me solt-…

Ele se calou com o homem dando um aperto um pouco mais firme na sua cintura. Ranmaru perdeu a paciência e agarrou o punho do cara com tamanha força que o assustou e também causou uma certa dor.

Ranmaru: eu já disse pra ir trabalhar.

Exclamou quase perdendo a postura de vez. Reiji o olhava surpreso.

Tamaki: qual é o problem-…

O Kurosaki pegou o moreno pela gola da blusa com força.

Ranmaru: você pode ser o diretor, mas não insubstituível. Eu sou o presidente dessa empresa e herdeiro do grupo. Não ouse desobedecer uma ordem minha!

O albino estreitou o olhar.

Ranmaru: vá para a droga da sua sala e trabalhe!!

Tamaki o encarava assustado.

Tamaki: não sabia que era proibido assim convidar um cliente pra sair.

Falou irônico e olhou para Reiji. O Kurosaki apertou com mais força a gola do Uchida.

Ranmaru: quer sair com ele??

Perguntou para o Kotobuki que estava perto dos dois.

Ranmaru: se quiser… marquem um encontro lá fora. Aqui não é lugar pra isso!

Soltou o diretor com força. O homem ajeitou o blazer e fitou Reiji.

Tamaki: Falo com você depois.

Piscou e sorriu de forma galanteadora, indo embora em seguida. Os punhos do Kurosaki cerraram-se e o mesmo bufou irritado. Reiji olhou para Ranmaru e viu o rosto do mesmo vermelho de raiva.

Reiji: Ran-Ran?

Chamou hesitante.

Ranmaru: O que você quer?

Respondeu rudemente. O Kotobuki sorriu e se aproximou do maior, beijando-o de surpresa. Foi um beijo carinhoso e calmo.

Reiji: Você. Apenas você.

Respondeu sincero, dando outro selinho no maior. O moreno sorriu.

Reiji: Vem me mostrar as baterias!

Falou empolgado, pegando o Kurosaki pelo pulso e o arrastando pela loja. Ranmaru suspirou.

Ranmaru: "meu ciúmes não poderia ter sido mais evidente.."

Pensou pesaroso.

Ranmaru: "eu sou um idiota!"

Falou irritado para si mesmo.

..........................

Camus e Cecil estavam na cozinha do apartamento do loiro. Por incrível que pareça ocorreu tudo bem no supermercado. Não teve paparazzis, pelo menos não que eles avistaram. E foi divertido ver o indiano meio perdido no meio de tantos temperos. Ele, definitivamente não dava pra cozinhar. Só mandava bem nas sobremesas. Tudo estava quase pronto da parte do delegado. Mais uns 10 minutos e o almoço estaria servido.

Cecil: esse cheiro ta ótimo!

Exclamou com água na boca fitando a comida. Camus riu e tomou um pouco mais de vinho contido na taça.

Camus: eu disse que cozinhava bem. Falou convencido.

Cecil: Você faz tudo bem.

Falou, vendo o sorriso do maior aumentar. Aijima riu e abraçou o loiro, beijando a bochecha do mesmo.

Cecil: Você é realmente incrível.

Camus virou o rosto na direção do menor e o beijou. Cecil sentiu o gosto do vinho e aprofundou ainda mais o beijo, explorando a boca do maior com vontade.

Cecil: Você beija bem, cozinha bem, me come bem, procura chibis loiros perdidos bem... Eu poderia me acostumar com isso todos os dias.

Sussurrou o final, olhando para o maior um pouco corado. O delegado se surpreendeu com o comentário do menor e tocou o rosto do mesmo. Os dois se fitaram por alguns segundos.

Cecil: "É impossível não te amar!"

Pensou, sentindo o coração bater mais forte. Camus viu os olhos do menor com um brilho estranho. Ou melhor, ele todo estava assim naquele dia. Não que o loiro tivesse algo contra. Ao contrário, ele estava adorando tudo aquilo.

Camus: então é melhor se acostumar.

Segurou o queixo dele firme, mas ainda com um toque de carinho. O Aijima corou um pouco mais fazendo o maior rir de leve. O delegado passou o braço pela cintura do idol e o beijou de forma intensa, mas apaixonada. Cecil fechou os olhos e passou os braços pelo pescoço do mais alto, puxando-o para si e permitindo Camus explorar sua boca da forma que quisesse. O dominasse como sempre fazia.

Camus: afinal de contas… eu sempre vou estar aqui com você.

Murmurou de olhos fechados e mordeu o lábio inferior do moreno.

Camus: até mesmo quando não quiser. Você nunca se livrará de mim.

Sorriu cínico o beijando outra vez. Aijima correspondeu o beijo de forma apaixonada. O moreno roçou o nariz no do maior.

Cecil: Gosto da ideia do seu desejo por mim não ter prazo de validade.

Sorriu convencido. Camus estreitou os olhos.

Cecil: Adoro quando me olha assim, sabia?

Mordeu os lábios.

Cecil: É sexy demais.

Aijima passou a mão pelo peitoral do delegado, arranhando-o.

Cecil: Eu to com fome.

Provocou o maior, piscando em seguida.

Cecil: Vou querer brincar depois...

Lambeu os lábios do maior, puxando o inferior com os dentes. O loiro respirou fundo. Cecil gostava de testar sua sanidade.

Camus: você adora me provocar não é?

O moreno sorriu sacana.

Cecil: só de vez e… sempre.

Riu logo em seguida. Camus sorriu malicioso e puxou o mais novo pela nuca firme e roubou seus lábios. O idol ficou surpreso e quase não conseguia acompanhar o ritmo que o delegado ditava.

Cecil: ah-…

Ele gemeu em meio ao ato quando o maior levou seu corpo contra a mesa e o fez se deitar nela. Camus beijava-o pra tirar todo o folego que o Aijima pudesse ter. O moreno voltou a gemer em meio ao beijo quando a mão destra do loiro desceu de forma torturante pelo seu corpo, pairando sobre seu membro e o apertando com vontade.

Camus: já ta na hora de por o Curry.

Sorriu assim que parou de beija-lo. Cecil o olhava atônito e estremeceu pela mordida em seu pescoço.

Camus: continuamos depois do almoço.

Piscou saindo de cima do mais novo e indo para o fogão. Cecil ficou atordoado.

Cecil: Isso é maldade, Camus.

Falou manhoso. Seu pênis estava semi ereto. O moreno precisava urgentemente do delegado.

Cecil: Camus, eu não to mais com tanta fome assim...

Disse para persuadi-lo. O loiro riu e o fitou.

Cecil: Camus...

O maior cruzou os braços e arqueou a sobrancelha.

Cecil: Ok, vamos almoçar.

Fez um bico, indo mexer nos armários para pegar os pratos e talheres. O loiro o fitou, segurando a risada da cara frustrada do mais novo.

Cecil: agora eu que digo isso… você vai me pagar mais tarde!

Falou emburrado. Camus sorriu de canto.

Camus: sério? E como pretende fazer isso?

Falou dando umas ultimas mexidas no curry e depois desligou o fogo.

Cecil: você vai ver.

Disse num tom de suspense.

Camus: faça o que quiser. Assim terei mais motivos pra te castigar…

O Aijima o fitou de esguelha e viu o delegado indo ate o armário e pegando uma taça de vinho para Cecil.

Camus: te castigar bem severamente, sabe? Daquele jeito selvagem que você gosta. Espero que não passe mal pela forma como eu vou te comer depois do almoço.

Ele o olhou com desejo.

Camus: com muita força.

Cecil estremeceu inteiro e bufou. O menor pegou duas maças e atirou uma na direção do loiro que riu e saiu da cozinha correndo em direção à adega dos vinhos.

Cecil: baka!!

Gritou, mas acabou rindo em seguida.

...............................

Syo acordou com as carícias de Ai no seu cabelo. O loiro abriu os olhos aos poucos e agradeceu mentalmente pelo Mikaze não ter ligado à luz. O Kurusu ronronou e abraçou mais forte o corpo do maior.

Syo: Quanto tempo eu dormir?

Perguntou ainda sonolento.

Ai: Três horas.

Sussurrou o bluenette. O loiro já ia relaxar novamente, mas arregalou os olhos assustado.

Syo: Eu perdi a reunião sobre o novo álbum.

Falou com pesar. O yakuza deu um beijo no topo da cabeça do menor.

Ai: Você não estava em condições de ir.

O menor concordou.

Syo: Mas eu tinha que tê-los avisado pelo menos.

Ai sorriu.

Ai: Esqueça isso. Nada de pensar em trabalho hoje. O dia é nosso, Chibi.

O loiro fitou o maior com carinho e deu um selinho no mesmo.

Syo: Vamos almoçar e depois passamos o dia vendo filme.

Sorriu empolgado. O bluenette o olhou e abriu um sorriso carinhoso.

Ai: o que você quiser, Syo.

Disse o beijando rapidamente nos lábios.

Ai: eu vou te mostrar uma coisa que nem imagina.

O chibi o fitou curioso.

Syo: o que??

Indagou sorrindo empolgado.

Ai: eu cozinho de tudo. E ainda sou muito bom.

O Kurusu arregalou os olhos.

Syo; você gosta de cozinhar??

Ai riu.

Ai: sim. E garanto que você vai adorar...

Piscou para o loiro. O idol corou, mas sorriu encantado.

Syo: tem tantas coisas sobre você que eu não sei... Eu quero saber tudo!

O Mikaze riu da empolgação do menor.

Ai: bom, o mais crítico você já sabe.

Syo revirou os olhos.

Syo: baka!

Ai o beijou outra vez e se sentou na cama, ficando de frente para o loiro, acariciando seus cabelos.

Ai: bom, eu nunca tive irmãos. Minha mãe teve um parto complicado e não pode ter outros filhos. Aine é meu primo por parte de pai. Os pais dele eram criminosos também, o pai era da yakuza.

Syo o olhou surpreso.

Ai: mas eles morreram quando ele tinha 17 anos. A mãe foi morta junto com o pai.

Syo: kami...

Ele estava espantado com aquilo.

Syo: e seus pais??

O bluenette ficou meio tenso.

Ai: morrerão também. Mas no meu caso, eu tinha um pouco mais de 14 anos... Sofreram um acidente grave de carro. Meu pai morreu na hora e minha mãe no caminho do hospital.

O Kurusu entristeceu sua expressão.

Syo: eu... Eu... Sinto muito Ai.

O maior sorriu e afagou os cabelos do outro.

Ai: obrigado. Mas isso foi há muito tempo... Embora tenha doido muito. Eu era uma criança praticamente... Sofri uma dor terrível muito novo.

Ele riu um pouco amargo.

Ai: por isso os pais do Ranmaru são como fossem meus também. O Hichiro e a Ryoko são incríveis e tratam o Camus e eu como se fossemos seus filhos.

Syo sorriu vendo a expressão do yakuza suavizar.

Ai: quem me ensinou a cozinhar foi o Ranmaru. No tempo em que ficamos em Osaka. Ele ensinava todas as coisas que aprendia com a mãe pra mim e para o Camus.

O Mikaze riu.

Ai: na primeira vez quase explodimos a cozinha.

O Kurusu não aguentou e começou a rir.

Syo: a amizade de vocês... É muito bonita.

Ai: é... Brigamos muito também. Mas digamos que... Não existe nada que faça um ficar com tanta raiva do outro por mais de 48h. E olha que nós três temos personalidades difíceis.

Sorriu irônico.

Ai: mas somos melhores amigos afinal de contas.

Syo: minha mãe sempre fala que um amigo é o irmão que seu coração escolheu.

O bluenette sorriu.

Ai: sua mãe realmente é sabia. Aliás, seus pais são. O Shiryu tem cara de ser assim também.

O Kurusu sorriu orgulhoso dos pais.

Syo: Papai e mamãe são incríveis. Eu os amo muito.

O sorriso se tornou um pouco triste.

Syo: Hoje em dia é tão difícil reunir nós quatro.

Falou, se referindo aos pais e o irmão.

Syo: Eu vivo em turnê, mamãe também. Papai sempre tem algum desfile pra organizar e tem que cuidar da filial na Rússia. Kaoru às vezes se interna na universidade...

Desabafou com pesar.

Syo: Eu to com raiva do meu irmão. Mas sinto falta dele. Quando papai e mamãe não estão, somos eu e ele apenas. Eu cuidando pra ele não fazer nenhuma besteira e resolvendo as que ele faz.

Acabou rindo. O bluenette sorria para o menor. Ele se deu conta que também não sabia tudo sobre o Kurusu. O idol começou a rir.

Syo: Lembra quando a gente se conheceu? Nesse mesmo dia meu irmão foi preso e passou a madrugada me ligando enquanto eu estava com você.

Os olhos do Mikaze se alargaram.

Ai: Sabia que ele era problemático, mas não sabia que isso tinha acontecido no dia que nos conhecemos.

Falou, começando rir também.

Syo: O mais engraçado foi o motivo da prisão... Ele socou um policial enquanto estava bêbado.

O yakuza o fitou incrédulo.

Ai: Ele é doido.

Disse, rindo em seguida.

Syo: Quem me achou foi o Cecil, e por sorte ele conhece o Camus e meu irmão não foi fichado e eu nem paguei fiança.

Ai sorriu malicioso.

Ai: Mas aposto que o Cecil pagou, né?

O Kurusu riu.

Syo: Ele não quis me contar... Mas não conseguiu ensaiar direito as danças por uns dois dias.

Falou corando, afinal seu estado não era muito diferente no mesmo ensaio. O Mikaze deu um meio sorriso.

Ai: Esse é meu amigo.

Disse orgulhoso, com o tom de voz malicioso. O loiro começou a rir e corou.

Ai: agora...

Ele se aproximou do chibi perigosamente.

Ai: você quer que eu prepare o que pra você?

Sussurrou rouco no ouvido do menor. Syo estremeceu com a mordida leve em sua orelha.

Syo: Ai...

O bluenette sorriu e lambeu o pescoço do mais novo.

Ai: o que quiser saber mais sobre mim... É só perguntar chibi. Falarei tudo.

Ele o fitou de forma amorosa e sorriu vendo como o outro estava corado.

Ai: como meu namorado... Eu vou te mimar bastante também.

Assoprou a orelha do idol que se arrepiou mais ainda. Os olhos do menor se arregalaram.

Syo: Namorado?

Falou a palavra verdadeiramente surpreso. O loiro olhou para o yakuza e sentiu seu coração acelerar. O bluenette riu da reação do mais novo. Ai levou a mão ao rosto do chibi e acariciou, vendo o mesmo fechar os olhos em deleite.

Syo: Eu te amo. Muito.

Sussurrou emocionado. O nariz do Mikaze roçou no do menor e o mesmo capturou seus lábios, puxando com delicadeza.

Ai: sim... Namorado.

Afirmou sorrindo.

Ai: não achou que eu ia dizer que estava apaixonado por você e não te pedir em namoro não é?

O idol corou.

Ai: por isso disse que você seria meu a partir de agora.

Sussurrou beijando o loiro a cada palavra dita.

Ai: e eu cuido muito bem do que é meu. Melhor ninguém ousar roubar você.

Falou cinicamente e desceu os beijos para o pescoço do menor.

Ai: você não tem ideia da enrascada que se meteu ao se apaixonar por mim.

Seu tom de voz estava divertido que fez o Kurusu rir um pouco.

Syo: Você vale a pena.

Falou sincero, com um sorriso apaixonado no rosto. Ai deu um meio sorriso e deu um rápido selinho nos lábios do Kurusu

Ai: Eu sabia que você seria a minha perdição, Chibi...

Sussurrou com os lábios quase encostados na boca do menor. Syo roçou o nariz no dele e o beijou rapidamente.

Syo: Acho que eu já sabia que não ia conseguir mais ficar longe de você desde a primeira vez que te vi... Mas só fui perceber depois quando o Kaoru zombava de mim por ficar suspirando pelos cantos...

O menor corou. O yakuza sorriu satisfeito.

Ai: Nossa situação não era muito diferente, tirando o fato de que eu não fico suspirando.

Falou, vendo o Kurusu corar.

Ai: Aine logo percebeu que eu não estava normal... Chibi, você virou minha vida de ponta cabeça.

O loiro sorriu e levou as mãos ao rosto do maior.

Syo: Fico feliz em saber disso.

Falou sincero. A barriga do Kurusu roncou e o mesmo corou, o que fez o Mikaze rir.

Syo: Gomen.

Falou sem graça.

Ai: eu também to com fome.

Mordeu o queixo do idol que suspirou em contentamento.

Ai: se exercitar demais antes do almoço dá fome mesmo.

Ele não segurou a risada da cara do idol.

Syo: baka!

Virou o rosto.

Syo: você é sempre assim?

Ai: malicioso ou zombador?

Sorriu irônico.

Syo: os dois.

Ai riu.

Ai: eternamente.

Falou num tom divertido. O chibi acabou rindo.

Ai: agora vamos tomar um banho rápido que eu vou preparar pra você uma comida bem gostosa e prática.

Syo: hmm...

Ele fechou os olhos.

Syo: já deu água na boca.

Sorriu e se apoiou no bluenette que o carregou pra fora da cama.

Syo: você vai me acostumar mal se continuar assim...

Ai sorriu.

Ai: eu te coloco na linha se ficar mimado demais.

Piscou malicioso para o Kurusu entrando no banheiro em seguida.

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Reiji acordou com o mais bom humor dos últimos três meses. Conseguira avançar com Ranmaru. Ele e o albino até ficaram novamente e se não fosse aquele maldito telefone, teriam transado na sala do maior. O Kotobuki sentiu o rosto corar e deu um meio sorriso pervertido.

Reiji: Você me faz querer fazer loucuras, Ran-Ran.

Reiji pegou as chaves do carro e saiu de casa, animado. Iria novamente para a empresa Kurosaki, e consequentemente, veria Ranmaru novamente. Por sorte o caminho que pegara não tinha muito transito, então conseguira chegar antes do combinado. Reiji entrou no prédio e pegou o crachá de visitante e foi em direção a já conhecida sala do albino.

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Ranmaru acordou, por incrível que pareça, com um humor mais acessível aquela manhã. Desde que brigara pela ultima vez com o Reiji, todos os dias foram uma guerra para o albino levantar da cama e sair para trabalhar. E mesmo que odiasse admitir, ele no fundo sabia que tudo aquilo se devia ao moreno. O Kotobuki tinha uma incrível capacidade de mudar e afetar completamente o humor do mais novo, que já não era tão bom assim.

Ranmaru: ele vai hoje de novo…

Pensou fitando um ponto qualquer da sua cozinha. Ranmaru terminou de tomar o café e como sempre fazia, pegou um saquinho de ração e as chaves do seu carro.

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Estava ali novamente… naquele dia iria concluir o que fora ordenado a ele. Tudo estava perfeitamente bem como o combinado e na hora certa… o plano seria concluído.

?: o moleque vai aprender que não é invulnerável a tudo apenas pelo que é.

Sorriu diabólico.

?: afinal… todos tem um ponto fraco. Algo que realmente te atinja… ninguém é tão poderoso ao ponto de não conseguir ser afetado por nada.

Riu de forma assustadora e saiu do local.

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Ranmaru desceu pelo elevador da garagem e assim que abriu as portas, ele sorriu ao ver um neko que tinha seus 2 anos encolhido perto da porta. Assim que o bichano viu o maior se levantou e passou a se enroscar em sua calça.

Ranmaru: ei, assim você vai me encher de pelo gatinho…

Sorriu carinhoso e tocava a cabecinha do gato malhado com cinza.

Ranmaru: desculpe por não brincar com você mais. Meu tempo ta terrível… sorte sua ser um animal.

Riu um pouco.

Ranmaru: eu trouxe sua ração preferida. Você é um gato de bom paladar.

Ele pôs todo o saquinho perto do cantinho que o neko dormia todos os dias. Tinha sido abandonado ali uns quatro meses, mas Ranmaru não poderia adotar. Mal parava em casa e não sabia se teria capacidade de cuidar de um animal domestico como o mesmo precisava.

Ranmaru: adora uma ração de carne né? Essa aqui é carne com leite.

Sorriu e constatou que ainda tinha agua para o bichano.

Ranmaru: eu tenho que ir agora. Não vá andar muito por aí pra não se perder.

O gato o olhou e agiu como se entendesse o que o albino dissera. O neko mordeu um pouco a calça do Kurosaki, como se quisesse que ele não fosse.

Ranmaru: eu tenho que ir, é serio. Quando eu chegar, vamos brincar um pouco.

Piscou para o animal que o fitava curiosamente e sem desviar o olhar.

Ranmaru: ate mais tarde gatinho. Eu prometo brincar com você.

Acariciou mais um pouco os pelos do neko e se levantou, indo em direção ao seu carro. Ranmaru destravou o alarme e entrou no veiculo. Logo o ligando e saindo do estacionamento.

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O Kotobuki já estava aguardando há uma hora e Ranmaru já estava 40 minutos atrasado. O moreno olhou a contragosto para a secretária do albino.

Reiji: Cadê o Ran-Ran?

A mulher o fitou com uma expressão indignada.

Masami: Ran-Ran?

Repetiu, vendo o outro rodar os olhos.

Reiji: Sim, Ranmaru, seu chefe, Kurosaki-sama, meu Ran-Ran. Já entendeu de quem estou falando, né?

Disse um tanto rude. Definitivamente não gostara da secretária do albino. A mulher fechou a cara, por sorte ela não percebera o uso do pronome possessivo.

Masami: Ainda não chegou... Ele ta atrasado...

Respondeu. O Kotobuki suspirou.

Reiji: "Ran-Ran não é do tipo que se atrasa, cadê ele?".

Pensou, começando a ficar ansioso.

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O Kurosaki dirigia tranquilamente pelas avenidas até ver o horário no seu relógio.

Ranmaru: droga! Já é tudo isso?!

Ele bufou e meteu o pé no acelerador. O transito não estava engarrafado e assim poderia se dar ao luxo de dirigir com mais velocidade.

Ranmaru: eu tenho um monte de papeis pra assinar. Revisar os novos modelos dos saxofones… uma reunião com o Ichigo e o Saotome…

Ele suspirou.

Ranmaru: combinei de almoçar com o Camus e o Ai...

Bufou e se lembrou que Reiji, provavelmente, já estaria na empresa.

Ranmaru: e ainda terei que vê-lo de novo hoje.

Ele perdeu um pouco o foco da direção ao lembrar-se dos beijos e momentos que teve com o Kotobuki no dia anterior.

Ranmaru: eu nunca vou esquecê-lo não é?

Riu um pouco.

Ranmaru: ainda mais com ele não permitindo…

Rodou os olhos ao lembrar-se de como o moreno era teimoso. O Kurosaki pensando na sua vida, não percebeu que algo estranho se passava ao seu redor. Ou melhor… atrás de si. Ele avistou que o sinal estava quase fechado e meteu o pé no freio… mas para sua surpresa foi inútil. O freio não estava funcionando.

Ranmaru: o que??

Ele se desesperou e passou a pressionar com mais força o pedal, mas nada estava funcionando. Freio de pé, de mão… tudo estava inutilizado. O Kurosaki avançou o sinal vermelho com velocidade total.

Ranmaru: que merda ta acontec-?!

Ele não viu mais nada...

Apenas sentiu um forte impacto contra a lateral do seu carro que foi atingindo com força máxima por outro veiculo que vinha na direção dele. O carro de Ranmaru voou contra a direção oposta, capotando cinco vezes e somente parando quando entrou em contato com outro carro que estava estacionado numa esquina. O veiculo do Kurosaki ficou de cabeça pra baixo atraindo o olhar de muitas pessoas ao redor que estavam desesperadas pelo acidente violento. Inclusive de um homem em especial…

?: faça uma boa viagem sem volta, Ranmaru…

Sorriu maldosamente saindo de perto das pessoas que tentavam ver quem estava dentro do carro para socorrê-lo e umas ligavam desesperadas para ambulância.

Notas finais
T-T T-T ~le em estado de choro compulsivo. Arigatou por lerem. Beijos! bye o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.