Temptation.
9 Descobertas
Notas iniciais
Aine bufou ao estacionar o carro na frente da faculdade de Kaoru. Fazia horas que ligava para o loiro e ele não atendia o maldito celular.
Aine: Que merda, Sininho. O que tanto faz que não pode me atender?!
Indagou a si mesmo um tanto irritado. O bluenette entrou no Campus de medicina e viu vários alunos andando com os jalecos típicos do curso. O Kisaragi andou um pouco e viu que o lugar era gigante, se fosse procurar por Kaoru, demoraria horas para encontrá-lo. O yakuza avistou um grupo de alunos conversando e rindo, se aproximou dos mesmos.
Aine: Algum de vocês conhecem Kaoru Kurusu?
Indagou um tanto autoritário. Um dos jovens, um garoto ruivo, que era um pouco mais alto que o bluenette sorriu malicioso, o que não passou despercebido pelo Kisaragi que cerrou os punhos.
Hirashi: Conheço muito bem o Kao-chan...
Falou em tom sugestivo o garoto que estava sorrindo. Aine se irritou e puxou o garoto pelo jaleco e o fitou de forma ameaçadora.
Aine: Onde ele está agora?!
Perguntou nervoso. O ruivo arregalou os olhos e sentiu seu corpo tremer pela aura ameaçadora do yakuza.
Hirashi: E-Ele tá no Bloco B, laboratório 003.
Falou nervoso. O bluenette o soltou bruscamente e foi andando em direção a placa que indicava o Bloco B. Aine chegou ao local e olhou para as portas, constatando que as salas 005 e 004 estavam vazias. Assim que chegou diante do laboratório 003, pôde ver pelo vidro da porta o Kurusu mais novo mexendo no microscópio de forma concentrada. Aine se surpreendeu ao ver a postura séria do mais novo, tão diferente daquele garoto atrevido que vinha lhe provocando nos últimos três meses. O Kisaragi desceu o olhar pelo corpo do mais novo, que estava vestido todo de branco e usando o jaleco. A imagem acabou afetando o bluenette mais do que ele desejava.
Kaoru estava a um passo de terminar aquele relatório e poderia se considerar livre do professor insuportável pelos próximos três dias pelo menos.
Kaoru: tipos como ele não faria falta no mundo.
Sorriu cínico. O loiro suspirou e decidiu dar uma pausa ou ia ficar louco com aqueles métodos de dissecção. O Kurusu se espreguiçou e anotou algumas observações e quando fechou o caderno, seus olhos foram direto na porta do laboratório se deparando com o Kisaragi o fitando.
Kaoru: “o que ele…?”
Provavelmente ele deveria estar com os olhos arregalados pela surpresa de ver Aine ali. O mais novo tirou suas luvas e depois foi até o lavatório, fazendo a higiene das mãos. Kaoru pôs um sorriso sarcástico no rosto e abriu a porta do laboratório.
Kaoru: sentiu minha falta, smurf? Nem faz tanto tempo assim que a gente não se vê.
Provocou, fechando a porta do laboratório e se apoiando na mesma fitando o maior.
Aine: Não, Sininho. Mas você parece ter esquecido que celulares existem para serem atendidos.
Disse um tanto irritado, o que só aumentou o sorriso sarcástico do Kurusu.
Kaoru: Então era você que tava ligando? Ainda bem que não era ninguém importante.
Disse cínico, vendo o bluenette estreitar os olhos.
Aine: Já disse pra não brincar comigo, moleque.
Sussurrou em tom ameaçador, dando um passo a frente e invadindo o espaço pessoal do menor. O Kurusu rodou os olhos.
Aine: Eu precisava falar com você sobre o Ai e o pirralho do seu irmão.
Falou mal humorado.
Aine: Syo chega hoje, certo?
Perguntou para o loiro.
Kaoru: Sim, mas ainda não sei que horas.
Respondeu suspirando.
Aine: Trate de ocupá-lo. Tenho uma reunião na yakuza e não poderei ficar de olho no Ai.
O Kurusu bufou.
Kaoru: sinto muito, Aine. Mas hoje o meu irmão será comido pelo seu kobun.
Falou cínico.
Kaoru: eu tenho coisas demais para fazer hoje do que ficar regulando quantas vezes meu irmão dar ou não para o Ai ou qualquer outro.
Deu de ombros e saiu de perto do yakuza.
Kaoru: além de terminar de dissecar o cadáver, tenho que fazer um relatório… fora que preciso dar uma saída mais tarde.
Fitou o maior sobre os ombros.
Kaoru: eu vou para a lanchonete, vai ficar aí ou me acompanhar?
Aine franziu o cenho, mas seguiu o Kurusu até a lanchonete. Nenhum dos dois poderia vigiar Ai ou Syo, e provavelmente ambos dariam um jeito de se encontrar, mas aquilo era o que menos importava para o bluenette naquele momento. O Kisaragi viu o Kurusu pedir um lanche e se adiantou, pegando o próprio cartão de débito e entregando ao atendente antes que o menor lhe desse o dinheiro.
Aine: Quero o mesmo. Passa os dois aqui.
O loiro arqueou a sobrancelha, mas deu de ombros, guardando o dinheiro novamente. Assim que o Kisaragi foi para a mesa junto com o loiro, depois de ter passado o cartão na máquina, para esperarem o lanche ficar pronto.
Aine: Pra onde você vai mais tarde?
Indagou, não conseguindo conter a pergunta. O loiro arqueou a sobrancelha cinicamente e sorriu.
Kaoru: característica de um yakuza ser curioso assim?
Aine bufou.
Aine: é apenas uma pergunta, moleque.
Kaoru: hmm… não sabia que tinha tanto interesse na minha vida.
Continuou o provocando. A moça da cantina veio entregar os lanches e lançou um sorriso sedutor discreto para Aine. Kaoru a fitou com indiferença e tomou um gole do seu suco ainda olhando com desprezo a garota que se afastava.
Kaoru: mas respondendo a sua perguntar Mister Smurf… eu vou sair com um amigo. Satisfeito?
O encarou com o mesmo olhar que irritava e ao mesmo tempo atraia o bluenette loucamente. Aine estreitou o olhar.
Aine: Que amigo? É aquele Ritsu, não é??
Indagou um tanto alterado, tentando disfarçar ao perceber que quase perdera o controle. A mesma moça que trouxe os lanches retornou a mesa para trazer katchup e maionese.
?: Desculpe, esqueci de trazer junto com o lanche.
Disse olhando para o yakuza, ignorando a presença do loiro na mesa e aproveitando para dar outro sorriso ao bluenette, dessa vez mais sugestivo. O Kurusu franziu o cenho e apertou o copo com um pouco mais de força.
Kaoru: “vadia! Por isso perdem o emprego! Querem logo abrir as pernas para os clientes!”
O mais novo precisou respirar fundo e retomar sua pose típica.
Kaoru: qual o seu problema com o Ritsu?
Arqueou a sobrancelha.
Kaoru: eu o adoro! E conheço desde quando tinha 14 anos…
Sorriu para o bluenette.
Kaoru: e não. Não é com ele. Não sei se uma pessoa antissocial como você sabe, mas geralmente pessoas normais têm mais de um amigo.
Alargou o sorriso malicioso.
Kaoru: eu tenho vários.
Aine cerrou os punhos e ignorou o flerte da mulher, que foi embora irritada.
Aine: Eu devia ter matado aquele pirralho naquele dia.
Falou com a expressão assassina ao lembrar do garoto agarrando e imprensando o Kurusu no carro. Aine fechou os olhos e bufou.
Aine: Todos esses amigos que você se refere te agarram sempre que te veem?? Tem um ruivo maldito lá fora que parece já ter feito isso...
O bluenette já não conseguia mais esconder a raiva. Kaoru sorriu satisfeito e se inclinou sobre a mesa, abaixando o tom de voz.
Kaoru: sempre dá esses ataques quando sabe que outro me come ou já fez isso. Por que Aine? Com três meses de convivência já deveria ter aprendido que não é o único que visita minha cama.
Falou malicioso e desceu seu olhar pra boca do yakuza.
Kaoru: e sim, alguns amigos meus fazem isso. E provavelmente eu sei quem é o ruivo que você tá falando.
Ele lambeu os lábios.
Kaoru: ele é delicioso.
Aine franziu o cenho.
Kaoru: e foi meu namorado.
Disse simplesmente voltando a sua posição de antes e comendo um pouco do sanduiche. O bluenette amassou a lata de refrigerante na mão e olhou para o Kurusu com possessividade.
Aine: Desmarca agora com esse amigo.
Ordenou com a respiração levemente alterada. Kaoru o fitou indignado.
Kaoru: Não.
Respondeu simplesmente.
Aine: Você escolhe se desmarca ou não, mas você não o verá.
Falou determinado.
Aine: Você vai sair comigo hoje, Sininho.
O menor arregalou os olhos.
Kaoru: Você não tinha uma reunião da yakuza?
Arqueou a sobrancelha. O Kisaragi sorriu superior.
Aine: Mandarei o Ai no meu lugar. Dois coelhos com uma cajadada só.
Explicou, sorrindo malicioso em seguida. Kaoru fingiu ficar pensativo.
Kaoru: hmm… não sei. Faz um mês que não saio com o meu amigo. Já com você… uma semana.
Sorriu malicioso.
Kaoru: qual dos dois eu devo negar o convite?
Bebeu um pouco do seu suco fitando os olhos do bluenette.
Kaoru: decido depois. Qualquer coisa te ligo, smurf.
Piscou para o yakuza.
Kaoru: ah e… não seja tão possessivo. Eu não sou de ninguém, Aine. Apenas pertenço a mim mesmo.
Ele se levantou da mesa e viu quando a garçonete vinha em direção deles. Kaoru sorriu e se debruçou sobre a mesa puxando o mais velho, beijando-o intensamente. O loiro invadiu a boca do bluenette com sua língua e ditou um ritmo selvagem e sensual. Kaoru encerrou o beijo com uma mordida no lábio inferior do Kisaragi.
Kaoru: te mando uma mensagem caso desmarque com o meu amigo. Se não tiver noticias, por favor, não ligue. Vai que atrapalha algo…
Sorriu malicioso, piscando ao outro e tomou de uma vez só o seu suco. Logo acenando e indo embora. Aine fitou o menor incrédulo, e não conseguiu ter reação alguma ao vê-lo sumir de vista.
Aine: "Maldito Sininho!"
Pensou, com os batimentos cardíacos alterados. O Kisaragi puxou o celular e ligou para Ai.
Ai: O que houve, Aine?
Perguntou, estranhando a ligação.
Aine: Você vai à reunião hoje à noite. Eu terei que fazer outra coisa no mesmo horário.
Ordenou, desligando o telefone na cara do mais novo.
Aine fechou os olhos e suspirou. Aquele maldito pirralho ainda o deixaria louco.
........................................
Aine chegou ao seu apartamento e bateu a porta com força.
Aine: Maldito!
Murmurou irritado.
Kaoru: Ah e... não seja tão possessivo. Eu não sou de ninguém, Aine. Apenas pertenço a mim mesmo.
O bluenette cerrou os olhos com força e massageou as têmporas.
Aine: Isso não devia me irritar tanto.
Disse para si mesmo. O Kisaragi foi até a cozinha beber um copo de água, quando ouviu o interfone. Aine arregalou os olhos surpreso ao ouvir que Reiji estava lá em baixo. O bluenette viu a hora e estranhou ainda mais ao ver que ainda eram 14h. Cerca de dois minutos depois ouviu as batidas na porta. Assim que abriu, Aine soube que algo grave havia acontecido com o melhor amigo. Reiji entrou no apartamento com cara de choro e a única coisa que Aine pode fazer foi abraçá-lo. O Kotobuki começou a soluçar.
Reiji: Ainyan, eu não aguento mais!
Disse desesperado.
Aine: O que aquele filho da puta do "Ran-Ran" fez?!
Indagou, dizendo o apelido com desprezo. O bluenette guiou o Kotobuki até o sofá.
Reiji: lembra aquele menino que eu fiquei quando tava no ultimo ano do colegial?
Perguntou chorando. O bluenette franziu o cenho, não entendendo o porquê do amigo lembrar disso agora.
Aine: hm... sim. O pirralho que você comeu e depois ele sumiu?
Indagou.
Reiji: hai! Ele é o mesmo Ranmaru! Sempre foi.
Aine arregalou os olhos. Quer dizer que todo esse tempo o albino estava se vingando do Kotobuki? O bluenette sentiu seu sangue ferver. O Kisaragi estava prestes a explodir, quando ouviu sua porta ser fechada bruscamente.
Ai: Então sempre foi você?!
Falou irritado.
Ai: O mesmo maldito que fez o Ranmaru sofrer!!
Falou em tom ameaçador, partindo para cima de Reiji. O Kisaragi olhou para o seu kobun com o olhar assassino.
Aine: Ouse tentar fazer algo com o Reiji e eu acabo com você agora mesmo, Ai!
Ameaçou, colocando-se na frente do moreno. Ai riu amargamente.
Ai: e vai fazer o que grande Aine?!
Disse tão irritado que não deu a mínima para seu tom de voz.
Ai: vai me matar?! Por que se for fazer isso é melhor falar logo pra eu acabar com seu melhor amigo antes!!
Reiji arregalou os olhos vendo como Ai estava.
Aine: seu moleque! Me respei-!
Ai: você sabia o tempo todo...
O olhou indignado.
Ai: faziam o que depois que esse desgraçado iludia o Ranmaru em?! Riam?? Falavam o quanto ele era idiota por achar que poderia significar algo pra esse filho da puta?!
Reiji abaixou o olhar.
Reiji: err... Ai...
Ai: cala essa maldita boca que eu não quero ouvir sua voz!!!
Aine franziu o cenho.
Aine: o imbecil do seu melhor amigo sabia muito bem onde tava se metendo! Ele não era nenhum bebê inocente!!
Ai riu.
Ai: você ta querendo realmente comparar um garoto de 14 que não tinha feito nem 15 ainda com um maldito que já tinha 18 anos?!!
O Mikaze deu um chute no sofá. Aine estava surpreso pela explosão dele. Ai nunca levantou a voz para si.
Ai: o Ranmaru amava esse desgraçado! O amava de verdade! Mas eu não espero que você entenda isso, afinal nunca se importou com ninguém além dos seus próprios interesses!!
Aine: o que?!
Ai: exatamente o que ouviu!! Eu também nunca gostei de ninguém, mas eu vi de perto o Ranmaru decaindo, sofrendo por esse filho da puta!! Enquanto ele ficava lá... Transando com o primeiro que aparecia!!!
Aine perdeu a cabeça e o puxou com força pelo colarinho da blusa.
Ai: eu espero que nunca ninguém brinque com você... Te use como objeto como o seu melhor amigo fez com o meu. E você ainda deveria se divertir com ele à custa do Ranmaru
Falou secamente vendo o outro ficar estático. O bluenette mais velho sentiu um estranho aperto no peito com as palavras do seu kobun.
Aine: "Kaoru..."
Pensou no Kurusu mais novo involuntariamente e arregalou os olhos, soltando o colarinho da camisa do Mikaze.
Aine: Os papeis estão na estante. Pega e vai embora.
Disse com uma falsa calma, surpreendendo os outros dois. Ai estranhou o comportamento do Kisaragi, mas não discutiu. Olhou feio para o moreno novamente e pegou os papeis que o seu oyabun indicara. Ai e Aine trocaram um olhar e o mais novo entendeu que o Kisaragi entraria em contato depois. O Mikaze foi em direção a porta e saiu do apartamento, batendo-a bruscamente. Aine se sentou ao lado de Reiji no sofá e suspirou.
Reiji: O que tá acontecendo com você, Ainyan?
Perguntou preocupado.
Aine: Não é nada, Reiji. Tá tudo bem comigo, você que está com um problema. Me explica exatamente o que aconteceu.
O Kotobuki sentiu os olhos encherem de água novamente e relatou a conversa que tivera com o Kurosaki na noite anterior quando os dois se encontraram na ponte. Aine olhou incrédulo para Reiji ao final da história.
Aine: Você não o reconheceu em momento algum?
Indagou ainda sem acreditar. Reiji abaixou a cabeça envergonhado.
Reiji: Eu sou um idiota, Ainyan! Eu mereço tudo o que eu to passando.
Falou chorando. O Kisaragi se incomodou com a conformidade do moreno.
Aine: Para com isso, Reiji! Você não merece nada disso, deixa de besteira! Você tem que parar de correr atrás daquele filho da puta e seguir sua vida!
O menor o fitou desesperado.
Reiji: Eu o amo! Eu não consigo ficar longe dele!
Confessou derrotado.
Reiji: Cada dia longe dele, sem falar com ele... Imaginando que ele pode estar com outro... é horrível!
Disse em tom de desespero. Aine sentiu uma angustia com as palavras do Kotobuki.
Aine: Eu... Eu não sei o que te dizer...
Sussurrou um tanto perdido. Reiji estranhou a resposta do maior. Imaginava que o mesmo insistiria que ele deveria parar de amá-lo, mais o próprio bluenette parecia perdido em pensamentos, coisa que o Kotobuki nunca vira.
Reiji: "Tá acontecendo alguma coisa com o Ainyan!"
Refletiu, mas preferiu não perguntar, já que o Kisaragi insistiu que estava tudo bem.
Reiji: Eu não vou desistir do Ran-Ran, mas não sei o que fazer!
Falou derrotado. Aine olhou para o moreno e tocou no ombro do mesmo.
Aine: Então não desiste.
Disse simplesmente, se surpreendendo consigo mesmo por incentivar aquilo.
Aine: "O que tá acontecendo comigo?"
Perguntou para si mesmo mentalmente. O Kotobuki balançou a cabeça em concordância e abraçou o Kisaragi.
Reiji: Obrigado por me apoiar, Ainyan! Você é o melhor amigo desse mundo.
O bluenette retribuiu o abraço, mas sua mente estava perdida em pensamentos, mas especificamente, em métodos de evitar que um certo loiro se encontrasse com um amigo desconhecido.
..........................
Camus estava na sua sala remexendo uns papéis. Ele precisava ligar para um maldito da máfia coreana. O loiro havia o feito um favor e o desgraçado ainda não tinha pago.
Camus: cobrarei juros caríssimos desse maldito. Da próxima vez ele paga suas dividas em dia!
Bateu na mesa com força. A atenção do delegado foi atraída para a televisão, onde passava o jornal em que falava sobre os ídols da banda Starish que estavam desembarcando no aeroporto aquela tarde.
Camus: tsk!
Bufou irritado ao lembrar de Cecil. O maior tentou ao máximo não lembrar do Aijima naqueles meses, mas era muito difícil esquecer da única pessoa pelo qual se apaixonou.
Camus: isso aqui ta parado demais para o meu gosto...
Suspirou. Não tinha ninguém na delegacia além dele naquele dia e pra completar nenhuma morte, assalto, operações, nada que pudesse tirar o delegado do tédio.
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Cecil deixou as malas em casa e partiu imediatamente para a delegacia onde Camus trabalhava. Aqueles três meses foram terríveis. Tivera uma discussão com o pai nas férias e isso o deixou arrasado. Os dois meses de turnê o animaram um pouco, o carinho e amor dos fãs sempre aqueciam o seu coração, mas o Aijima sentia que parte de si estava faltando. O moreno se lembrou da brincadeira que fizera com Camus antes de ir embora. Cecil pensou em dizer para ele que teria que viajar, mas sabia que o loiro iria reclamar, então acabou deixando um bilhete cheio de provocações.
Cecil: "Espero que não tenha ninguém lá e que ele decida logo me castigar pela travessura."
Pensou mordendo o lábio inferior enquanto dirigia até o local onde Camus trabalhava. O idol achou uma vaga com facilidade e entrou na delegacia, percebeu que a mesma estava estranhamente vazia. Cecil sorriu satisfeito e foi em direção ao escritório de Camus, entrando sorrateiramente no local e vendo o maior com a expressão entediada olhando para uma pilha de papeis na mesa. O Aijima se aproximou do mais velho e sentou na beira da mesa e o fitou com um pequeno sorriso de provocação.
Cecil: Sentiu minha falta?
Indagou com a voz sexy, surpreendendo o loiro. Camus cerrou os olhos de leve.
Camus: olha... Pensei que não voltaria mais.
Disse indiferente voltando sua atenção para os papéis.
Camus: como foi a turnê?
Perguntou friamente e levantando da mesa para ir até um armário e procurar umas pastas. Cecil o fitou meio incrédulo.
Camus: espero que tenha sido boa.
Falou seco. O moreno sentiu um aperto no coração e se aproximou do mais alto, tocando no ombro do mesmo.
Cecil: Camus, olha pra mim, por favor.
Pediu, sentindo a boca repentinamente secar. O loiro permaneceu calado enquanto revirava o armário. Aijima sentiu um nó se formar na garganta.
Cecil: Camus! Não me ignora!
Disse em tom necessitado e desesperado. O delegado suspirou e se virou para o idol.
Camus: não estou te ignorando.
Falou calmo e voltou para sua mesa e se sentou.
Camus: eu até perguntei como foi à turnê.
O maior fitou o moreno.
Camus: apareceu algumas coisas sobre vocês na TV. Parabéns pelo sucesso.
Ele abriu uma pasta e pegou um dos papéis.
Camus: agora o que veio fazer aqui?
Aijima sentiu os olhos marejarem.
Cecil: Eu vim te ver.
Sussurrou com a voz levemente embargada. Camus continuou lendo o papel e não disse nada. O moreno se desesperou e andou até onde o delegado estava e tirou o papel da mão do mesmo. Cecil segurou o rosto do loiro e juntou os lábios, beijando-o de forma necessitada. Camus cerrou os olhos e afastou o moreno. Cecil o fitou perplexo e desesperado.
Cecil: por que você...?
O delegado puxou o mais novo com força para si e o beijou intensamente. O Aijima arfou e foi jogado sobre a mesa com violência com o loiro sobre si. Cecil sentiu seu coração acelerar e abraçou o maior com desespero, afundando o rosto no pescoço do mesmo.
Cecil: Eu senti tanto a sua falta! Desculpa por sumir!
Sussurrou no ouvido do loiro, derrubando algumas lágrimas de alívio. Camus se surpreendeu com a declaração do menor e o fitou intensamente. Aijima puxou o delegado pela camisa e voltou a unir os lábios em um beijo cheio de desejo e saudade. O maior mordeu seu lábio inferior adorando o gemido manhoso do mais novo. O delegado o fitou intensamente.
Camus: eu ainda to muito irritado com você...
Cecil: Camus...
Camus segurou o maxilar forte do indiano.
Camus: não ouse brincar comigo garoto! Se fazer algo parecido de novo... É melhor esquecer que eu já estive na sua vida.
Disse extremamente sério assustando o moreno.
Camus: eu não vou ter paciência pra aturar sua indecisão eterna, moleque.
O fitou irritado, descendo o olhar para a boca do mais novo.
Camus: aproveitou esses meses sem mim?
Perguntou irônico atacando o pescoço do idol e descendo a mão, apalpando seu corpo até a coxa onde apertou firme.
Cecil: Ah Camus!
Gemeu excitado. O moreno entendera bem o recado do mais velho. Sabia que sua mania de fugir e se esconder o irritava profundamente. Mas o indiano também sabia que o loiro não vivia sem ele, e bem, sua situação não era diferente.
Cecil: Você sabe que eu sempre fui muito indisciplinado... Você me conheceu assim... A missão mais difícil que já foi passada pra você foi me domesticar...
Falou em tom de provocação, alisando o braço do loiro.
Cecil: Nekos não gostam de coleiras, mas...
Sussurrou no ouvido do delegado de forma sensual.
Cecil: Bichinhos de estimação tem que obedecer a seus donos... nyah.
Miou sedutoramente no ouvido do maior, lambendo a orelha do mesmo em seguida. Camus fechou os olhos e sorriu. Odiava aquela personalidade do menor, mas era um fato de que justamente por ser assim é que ele o enlouquecia tanto.
Camus: você não tem mais jeito, Cecil.
Ele sorriu malicioso e o pegou com força jogando-o sobre um sofá que havia ali. Cecil o fitou em provocação.
Cecil: eu tava morrendo de saudade de você delegado.
Murmurou rouco vendo o loiro tirar sua blusa.
Camus: um neko desobediente, mas que sente falta do seu dono quando está longe hã?
Sorriu ironicamente. Cecil deu de ombros e sorriu malicioso.
Cecil: É...
O moreno concordou em tom provocante, puxando o maior pela calça e acariciando o membro do mesmo por cima desta. O loiro gemeu um tanto surpreso enquanto o menor desafivelou o cinto, desabotoou a calça e abriu o zíper com um pouco de pressa. Aijima abaixou de uma vez junto a cueca e observou o membro intumescido do delegado com luxúria, lambendo os lábios sensualmente.
Cecil: Tem três meses que esse neko não toma leite...
Falou em tom sugestivo, lambendo a glande do loiro de forma provocante. Cecil olhou para o rosto de Camus e lambeu os lábios.
Cecil: Nyah.
Miou novamente, abocanhando o membro do maior de uma vez e o chupando de forma intensa. Camus gemeu longamente o nome do idol e levou a mão ao seu cabelo.
Camus: Cecil! Então me chupa! Faz um boquete bem gostoso que o seu dono ta doido pra te dar quanto leite você quiser!
Falou rouco e passou a movimentar o quadril para frente e fodendo a boca do moreno, o pênis atingia a garganta do mais novo. Camus gemeu mais alto quando o idol passou a chupar com mais força e relaxou sua garganta, o membro deslizava com facilidade por ela.
Camus: isso Cecil! Me chupa!
Puxou com força os cabelos do Aijima que gemeu rouco com o membro em sua boca. A mão direita do indiano foi até o testículo do mesmo e começou a estimulá-lo, enquanto a mão esquerda foi até a coxa do mais velho, arranhando-a de forma provocante, como um gato afiando as garras. Camus puxou com mais intensidade o cabelo do idol e jogou a cabeça para trás e impulsionou o quadril para frente, derramando um pouco de pré-gozo na garganta do Aijima, que gemeu sem interromper o oral. O moreno rodeou a extensão do falo com a língua, chupando-o fortemente em seguida. Camus se movimentou mais algumas vezes e sentiu o próprio membro latejar e depois atingiu um orgasmo delicioso, despejando o seu sêmen na garganta do mais novo.
Camus: muito bem garoto.
Sorriu retirando seu pênis e viu o esperma escorrer pela boca de Cecil.
Camus: um neko obediente tem muito a ganhar com seu dono sabia?
Ele lambeu de forma sexy o próprio sêmen do canto dos lábios do moreno. O idol arfou.
Camus: me diga o que quer como recompensa?
Ele apertou forte o membro do menor sobre o tecido da calça. O indiano arfou.
Camus: me responda!
Ordenou sexy e autoritário. Cecil gemeu empolgado e sorriu malicioso.
Cecil: Você sabe...
Falou olhando para o cinto de utilidades do delegado que estava pendurado na parede, próximo a porta. Camus olhou na mesma direção que Cecil, fitando o menor em seguida com um olhar enigmático.
Cecil: Você sabe o que tem que fazer, nyah.
Miou sensualmente, piscando para o loiro em seguida. Camus riu.
Camus: hmm... Não. Você não ta merecendo ser tão bem atendido.
Cecil: ehh??
O fitou indignado.
Camus: me deixou aquela maldita carta cheia de provocações. Da próxima vez garoto... Me fale que vá viajar.
Cecil bufou.
Cecil: então me castigue.
Sugeriu malicioso.
Camus: te castigar com o cassetete não é exatamente um castigo pra você.
Falou cinicamente.
Camus: te deixar sem ele, é.
O loiro segurou a risada da cara de frustração do mais novo.
Cecil: mas eu quero ser comido por ele e por você de novo!
Choramingou. Camus o fez se deitar e se colocou por cima de si. O maior arrancou a calça e a cueca do moreno.
Camus: um neko não dá ordens ao seu dono.
Ele desferiu um tapa no rosto do Aijima que gemeu manhoso.
Camus: eu mando em você. E faço o que eu bem entender também.
O menor o fitou em expectativa e gemeu baixo sentindo o dedo de Camus em sua entrada, rodeando o orifício.
Cecil: Ah Camus.
O loiro pressionou a entrada com um pouco mais de intensidade, arrancando um grito do idol.
Cecil: Enfia logo esse dedo em mim, enfia todos os seus dedos dentro de mim... me arregaça pra você.
Disse desesperado e com a mente nublada de prazer e excitação. Cecil arqueou a costa e gritou de prazer e dor ao sentir dois dedos do delegado invadirem seu interior bruscamente e de uma vez. O moreno rebolou de forma sensual e comprimiu a entrada, prendendo os dedos de Camus dentro de si, mas liberando-os em seguida.
Cecil: É isso que eu vou fazer com você quando o seu pau tiver dentro de mim!
Disse com desejo, voltando a ondular o quadril de maneira provocante enquanto contraia seu ânus em torno dos dedos do delegado. Os olhos azuis do loiro se cerraram de desejo e o mesmo tirou os dedos do mais novo, ouvindo um gemido desgostoso. Camus riu.
Camus: eu prefiro te arregaçar com outra coisa.
Ele se colocou sobre o menor e sorriu malicioso.
Camus: algo muito maior e mais grosso.
O delegado se colocou no meio das pernas de Cecil, sentindo o outro entrelaça-las ao redor.
Camus: que você gosta e muito.
Falou rouco e invadiu o corpo do indiano que gritou alto, arqueando o tronco.
Cecil: Ah! Me fode Camus!
Gritou excitado, puxando o corpo do maior para mais perto de si com as pernas, o que fez o membro do mesmo atingir sua próstata. O idol contraiu a entrada ao redor do membro do delegado e ondulou o quadril, arrancando um gemido rouco do mesmo.
Cecil: Mete com toda a força! Me castiga, me deixa sem andar pra eu nunca mais fugir de você!
Falou extasiado, olhando para o loiro com luxúria.
Cecil: Me transforma num gatinho obediente...
Sussurrou manhoso, voltando a rebolar no falo do loiro. Camus suspirou em contentamento pelas palavras do amante. O maior se deitou completamente sobre o corpo do outro e acelerou as estocadas enquanto mordia, marcava toda a pele do pescoço e clavícula do idol.
Cecil: C-Camus...!
Fechou os olhos e arranhou a costa do delegado com força.
Cecil: Ah... Isso!!
Ele contraiu seu interior e prendeu com mais força o quadril do mais velho entre suas pernas.
Camus: grita Cecil! Grita meu nome! Fala quem é o seu dono! O único que pode comer você assim!!
O delegado se retirou e voltou a se afundar no corpo do idol com força. Os gritos de Cecil já estavam num nível altíssimo e o mesmo pedia por mais a cada investida intensa do loiro.
Cecil: Camus!! Só você manda em mim!! Só você me domina!!
Gritou excitado, puxando o quadril do maior de encontro ao seu com cada vez mais força.
Cecil: Eu sou seu neko, Camus!
Sussurrou excitado, beijando os lábios do maior lascivamente, mordendo o lábio inferior do mesmo até ferir.
Cecil: Nyah.
Ronronou, lambendo o lábio do loiro de forma provocante.
Cecil: Goza em mim...
Sussurrou, arranhando a costa do delegado com força.
Cecil: Eu quero você todo, Camus!
Roçou o nariz no do maior.
Cecil: Me come... me fode...
Fazia cada pedido beijando o rosto do loiro. O delegado fechou os olhos e sorriu. Cecil estremeceu com a língua do mais velho subindo pelo pescoço até o lóbulo, onde sugou e mordeu com força, para logo em seguida subir novamente com a língua para os lábios do moreno e beija-lo intensamente.
Camus: você é delicioso meu neko.
O indiano sorriu e apertou o braço forte do loiro.
Cecil: meu dono... Ahhh... Me coma a vontade delegado. Me faça seu escravo!
Disse excitado e gritou logo em seguida quando sua bunda foi agarrada com força e depois o loiro arranhou as nádegas. Camus investiu com muita mais força e intensidade vendo o idol gozar e gritar seu nome em meio ao clímax. O mais velho estocou mais duas vezes e com a intensidade do orgasmo do Aijima, ele contraiu as paredes com tanta força que fez Camus gozar dentro de si logo em seguida. Cecil puxou Camus para mais um beijo, se agarrando ao pescoço do loiro, enquanto beijava a boca dele de forma necessitada.
Cecil: Por Kami, eu sou masoquista mesmo. Eu torturo a mim mesmo cada vez que me afasto de você.
Falou com a respiração ainda alterada. O moreno olhou para o delegado e acabou rindo.
Cecil: Mas vale a pena cada reencontro.
Sussurrou, roçando o nariz no do maior e dando um selinho demorado. Cecil abraçou Camus e ronronou como um gato. Camus sorriu e antes de falar qualquer coisa a porta da sua sala foi aberta por um Ai bufando.
Ai: Camus aconteceu um desas-!
Ele arregalou os olhos e os desviou suspirando.
Ai: ninguém merece.
Camus: Ai seu desgraçado! Como entra na minha sala assim?!!
Ele e o moreno tentavam se cobrir rapidamente.
Cecil: pra isso existe a porta para bater sabia??
Ai bufou.
Ai: se fosse só o Camus não seria nada demais. Afinal não seria a primeira vez que o veria sem roupa.
Falou indiferente e de costas para o casal que se vestia as pressas. O indiano arregalou os olhos e fitou Camus seriamente que quis matar o Mikaze por falar besteiras.
Cecil: Que história é essa?!
Falou irritado, se afastando do loiro.
Camus: Cecil se acal...
Tentou falar com o idol, que o cortou rispidamente.
Cecil: Não ouse mandar eu me acalmar! Vou sair nu na frente de todo o Starish pra vê se você gosta... Ou quem sabe eu saia nu aqui na delegacia mesmo...
Ameaçou sair da sala sem nenhuma peça de roupa. O bluenette estava irritado pelo que acontecera com Ranmaru, mas foi impossível segurar a risada pela briga estupida dos outros dois.
Camus: para de rir imbecil! Isso é culpa sua, infeliz!
Falou ríspido com o Mikaze.
Camus: Cecil ele ta brincando e...
Ai: brincando?
Ele se virou para o casal que já estava mais vestido do que antes.
Ai: esqueceu dos nossos momentos nas águas termais Camus?
O fitou indignado.
Ai: eu fui o que pra você em? Como pode ser tão insensível??
Fingiu estar magoado. Camus não sabia se matava o melhor amigo de vez ou se ria de como o bluenette era cínico. Cecil olhou com ódio para o Mikaze.
Cecil: Syo vai gostar de saber disso.
Falou bufando, vendo o bluenette parar de rir. Camus olhou para a reação do Aijima e percebeu o ciúmes explicito na face do menor.
Cecil: E você, não reclame se eu sumir nos próximos quatro meses!
Falou irritado, fitando o loiro com os olhos estreitos.
Cecil: Você é um idiota!
Ai sorriu.
Ai: hey, calma Cecil. É brincadeira.
Levantou as mãos pra cima como rendição.
Ai: eu já vi o Camus sem roupa, mas nada mais do que isso. Tipo... Não usei nada aí...
Apontou para o corpo do loiro.
Ai: pra me satisfazer como você fez há uns minutos.
Sorriu vendo o outro corar.
Ai: mas eu preciso falar com você Camus. É uma coisa seria.
Camus: o que é tão importante?
Ai: é com o baka do nosso melhor amigo. Mas vou deixar vocês se despedirem direito.
Piscou ao moreno que ainda estava irritado.
Ai: sou assim mesmo e é bom se acostumando cunhado.
Cecil arregalou os olhos. Depois que Ai saiu, o delegado se virou para o idol.
Camus: o Ai e eu nunca tivemos nada.
Ele se aproximou do outro e rodeou a sua cintura.
Camus: eu disse o que vai acontecer se sumir de novo. Se quer acabar com isso fala logo.
Cecil olhou para o maior sério.
Cecil: Você é realmente um idiota!
Falou, abraçando o loiro e o beijando de um jeito possessivo. Camus agarrou mais a cintura do indiano e intensificou o beijo, mordendo o lábio inferior do moreno no final. Aijima encostou a testa na do delegado e fechou os olhos.
Cecil: Acho que minha resposta está clara.
Sussurrou. O loiro sorriu.
Camus: não liga para o Ai. Ele é assim zoeiro mesmo... Sempre foi desde criança.
O indiano o fitou.
Cecil: vocês se conhecem há tanto tempo assim??
O delegado riu da cara de espanto do menor.
Camus: desde os 7 anos. Ele junto com o Ranmaru são meus melhores amigos. Um dia você conhecerá o Ranmaru.
Cecil sorriu.
Cecil: ok. Etto... A gente se vê mais tarde?
O maior o fitou surpreso.
Camus: olha... Estamos evoluindo.
O idol fez um bico emburrado e bateu no braço do outro.
Cecil: eu disse que não ia mais fugir!
Camus sorriu.
Camus: tudo bem. Passo as 20h00min no seu apartamento.
O Aijima sorriu e o beijou com paixão. O mais novo terminou de se arrumar e quando ia sair pela porta deu de cara com o bluenette.
Ai: é sempre tão lindo ver um casal de apaixonados.
Os dois arregalaram os olhos.
Ai: ciúme... Reconciliações ardentes.
Sorriu irônico.
Ai: quero ser o padrinho.
Riu da cara dos dois. Principalmente por ver o moreno corado mais que uma maçã. Aijima desviou o rosto completamente envergonhado.
Cecil: Eu vou te esperar mais tarde.
Falou no ouvido de Camus. Quando Cecil estava pronto para ir embora, sentiu o loiro puxar seu braço e beijá-lo novamente. Cecil correspondeu o beijo de forma apaixonada e rodeou o pescoço do maior com os braços. Ai rodou os olhos.
Ai: Ei, vocês vão se ver mais tarde e eu não tenho o dia inteiro. Camus, deixa o rapaz ir.
Falou rindo. Cecil corou novamente, mas deu um ultimo selinho em Camus antes de ir em direção a saída da delegacia, olhando uma ultima vez para o delegado e sorrindo. Depois que o idol sumiu da vista do delegado, este fuzilou o bluenette.
Ai: ui que medo.
Disse cinicamente.
Camus: é bom que o assunto seja de vida ou morte!
Ai ficou extremamente sério.
Ai: ta mais pra morte do que pra vida.
Falou bufando e entrando na sala do loiro.
Camus: o que houve??
O Mikaze o fitou e começou a falar tudo que descobriu naquela tarde. Camus arregalou os olhos e deu um forte soco na sua mesa.
Camus: então o Reiji que o Ranmaru tem saído já há um ano é o mesmo desgraçado, filho da puta de 8 anos atrás?!!
Ai: sim! E o mais incrível é o Aine ficar do lado daquele infeliz!! Eu só não dei uns 5 tiros naquela cara de pau porque o Aine me impediu.
Camus sorriu diabólico.
Camus: Aine é seu oyabun e você deve respeito a ele. Mas eu não. Minha vontade é arrancar cada olho e decepar a mão daquele desgraçado!
Ai suspirou.
Ai: eu tenho tanto ódio desse cara que estou a um passe de mandar a hierarquia da yakuza para o inferno.
Bufou sem paciência.
Ai: mas antes vamos ver como o Ranmaru ta. E ele vai me escutar por ter se envolvido com esse maldito Reiji de novo!
Camus: você não ta achando que ele gosta dele ainda né??
O Mikaze ficou pensativo.
Ai: eu to torcendo pra isso ter sido vingança. Se o Ranmaru ainda gostar daquele infeliz cafajeste... Eu sou capaz de estrangula-lo e aí sim... Matar o Kotobuki. Sumir com aquele cara da terra!
Camus sorriu.
Camus: ele ficaria bem numa vala com a boca cheia de formiga.
Eles riram ironicamente.
................................
Syo chegou em casa cansado. Foram dois meses de turnê incríveis, mas ainda assim, shows e viagens eram cansativos demais. O Kurusu foi direto para a cozinha beber água e deu de cara com o irmão mais novo, que estava bebendo suco.
Kaoru: Nossa, se não fossemos gêmeos eu nem lembraria mais como era a sua cara.
Falou irônico. O idol suspirou, era Kaoru sendo Kaoru.
Syo: Eu to cansado, otouto.
Disse, abrindo a geladeira e enchendo um copo com água e o virando rapidamente. Kaoru ficou encarando o mais velho, e isso já estava o irritando.
Syo: O que foi? Porque tá me olhando direto??
Perguntou desconfiado e um tanto mal humorado. O loiro mais novo sorriu de canto.
Kaoru: pra alguém que acabou de vir de uma viagem pelos Estados Unidos, você tá estressado demais.
Ele o fitou mais cinicamente.
Kaoru: saudade de dar para o seu yakuza?
Os olhos do idol alargaram e o corpo estremeceu por lembrar de Ai. Só kami sabia o quão falta o Mikaze fez para si naqueles meses.
Syo: eu vou começar a achar que você tá com inveja, Kaoru. A cada conversa nossa você toca no nome dele.
Kaoru riu.
Kaoru: inveja de que?
Syo: me responde você. Já que sempre foi o inconsequente e doido da família, acho que você gostaria de ter um yakuza na sua cama também não é.
Kaoru cerrou um pouco os olhos.
Syo: se quiser, eu posso pedir para o Ai apresentar o oyabun dele. O Aine é bem gato.
Falou com ironia sem notar que as palavras balançaram o irmão mais novo.
Kaoru: você é idiota por acaso?? Eu só me preocupo com você!
Syo: eu agradeço esse surto tão anti-Kaoru. Mas eu sei me cuidar bem.
Disse entediado saindo da cozinha, mas o menor o seguiu.
Kaoru: cadê o Koji?
Syo: teve que viajar com o Saotome. Volta daqui uns dias.
Respondeu sem dar importância.
Kaoru: ótimo. Vai dar para seu amante yakuza hoje?
Perguntou provocativo. Syo corou.
Syo: Isso não é da sua conta...
Falou ainda ruborizado.
Syo: "Ai... Eu preciso tanto de você!"
Pensou, suspirando como alguém apaixonado. Kaoru olhou para o irmão e arqueou a sobrancelha.
Kaoru: Sério isso? Você tá suspirando só porque eu falei que você ia dar pra ele? Nii-san, eu vou te examinar.
Falou um tanto sarcástico, embora a reação do menor o tivesse deixado preocupado.
Syo: Deixa de besteira.
Desviou o olhar e sentiu a mão suar devido ao nervosismo. Era óbvio que já se pegara suspirando pelos cantos ao pensar no bluenette. Seus amigos até falaram que ele parecia mais inspirado e até mesmo radiante. O Kurusu sentiu um frio na barriga. Sabia o que eram essas sensações que sentia sempre que pensava no yakuza, mas não podia admitir isso, ele não podia estar apaixonado por Ai Mikaze. Só de pensar nisso o coração do Kurusu mais velho acelerou. O loiro mais jovem notou o momento de conflito interno do irmão.
Kaoru: “kami-sama! Ele não pode ter se apaixonado pelo Ai!”
Pensou desesperado.
Kaoru: você tá parecendo uma menina apaixonada…
Alfinetou e observou como o outro reagiu ao comentário.
Syo: me deixa Kaoru!
Disse irritado e subiu as escadas para ir para o seu quarto.
Kaoru: eu não vou dormir em casa hoje. Vou sair com um amigo.
Falou para o mais velho.
Syo: hai, hai. Eu também vou sair e antes que pergunte… sim eu vou dar para o meu amante yakuza.
Disse sarcástico entrando no quarto. Kaoru ficou surpreso pela forma como o irmão agiu.
Kaoru: o smurf precisa saber disso…
Suspirou.
Kaoru: mas só amanhã eu falo. É bem capaz dele surtar e aparecer aqui e melar meu encontro.
Riu divertido.
...................................
Ranmaru estava no terraço da sua cobertura. Ele mal havia conseguindo dormir direito. Sempre que fechava os olhos, mais lembranças do passado vinham a sua mente e até pesadelos com essas malditas recordações ele teve. O Kurosaki fechou os olhos sentindo o peito doer e involuntariamente algumas lágrimas vieram à tona.
Ranmaru: não é… possível.
Ele falou passando os dedos em suas pálpebras e os vendo se umedecerem. Ele havia chorado tanto por Reiji que achou que nunca mais aquilo aconteceria. Mas ali estava ele… mesmo depois de 8 anos, ainda conseguia ser frágil o bastante pra chorar quando o assunto era Reiji Kotobuki.
Ai: por favor, me diz que isso não é por causa daquele desgraçado??
O albino levou um susto e conseguiu rapidamente enxugar seus olhos e quando se virou para Ai, se surpreendeu ao ver Camus ali também.
Ranmaru: o que estão fazendo aqui? E não batem mais na porta não?
Tentou parecer indiferente.
Camus: temos a chave esqueceu?
O Kurosaki bufou.
Ai: responde Ranmaru. Me diz que você não tá desse jeito depressivo por causa daquele cara.
Ranmaru: não sei de quem você tá falando.
Ai: ah sabe sim! Eu to falando do único filho da puta que conseguiu te deixar tão mal a esse ponto! Aquele tal de Reiji Kotobuki.
Os olhos do albino alargaram e fitaram o melhor amigo incrédulo.
Camus: ele escutou o imbecil falando para o Aine que havia descoberto que você era o mesmo garoto que ele se envolveu no colegial.
Ranmaru engoliu em seco.
Ai: você sabia disso quando se envolveu com ele não foi?? Agora me diz que foi só por vingança. Você não pode ainda ser apaixonado pelo…
Ai parou de falar ao ver o amigo desviar o olhar.
Camus: Ranmaru…
Ele estava estático.
Camus: você não o esqueceu em nenhum momento desses anos?!
O Kurosaki suspirou.
Ranmaru: eu odeio o que ele me fez. Não consigo mais confiar… mas eu nunca conseguir tirá-lo da minha cabeça e nem do meu coração.
Camus e Ai o fitaram indignados.
Ranmaru: eu não confio e nem o quero mais. Porém, mesmo não querendo, eu o amo ainda.
Ai cerrou os punhos.
Ai: pois eu vou matar esse desgraçado! Assim você pelo menos amará um cadáver maldito do que um vivo filho da puta.
Ranmaru arregalou os olhos.
Ranmaru: o que?!
Camus: eu te ajudo a desovar.
Disse irônico. Ranmaru os encarou irritado.
Ranmaru: não ousem tocar nele!
Os dois fitaram o albino incrédulos.
Ranmaru: eu não quero o Reiji na minha vida! Mas não significa que quero vê-lo morto!
Disse desesperado.
Ranmaru: me prometam que não irão tocar nele!
Camus e Ai se entreolharam.
Ai: mas… nenhuma surra?
Ranmaru o fuzilou.
Camus: o Ai e eu levamos uma surra da turma do Reiji há 8 anos. Você sabe disso.
Ai: por sermos seus melhores amigos. Aquele desgraçado comandou a gangue dele e fez com que aqueles infelizes nos batessem.
O Kurosaki ficou sem saber o que dizer.
Ranmaru: vocês me avisaram tantas vezes…
Ele sorriu amargo.
Ranmaru: eu deveria ter ouvido. Eu deveria ter me afastado quando ainda dava tempo… mas eu…
Ele sentiu o peito doer outra vez. Ai suspirou.
Ai: tudo bem. Eu não vou mata-lo. Mas eu não prometo nada se descobrir que o desgraçado tentou chegar perto de você de novo.
Camus: vamos quebrar cada osso dele se ele te enganar de novo.
Ranmaru deslizou pelo muro do terraço e abraçou as próprias pernas. Ai e Camus se aproximaram dele.
Ranmaru: me desculpem… vocês apanharam por minha causa… saíram do colégio e se mudaram pra Osaka comigo… eu desestabilizei vocês completamente… e agora… eu faço de novo… sou idiota o bastante pra…
Camus: já chega Ranmaru. Não nos peça desculpas.
Ai: faríamos tudo de novo. Somos irmãos, certo?
Sorriu ao Kurosaki.
Camus: lembra que sua mãe sempre falava pra gente que… algumas amizades acabam num piscar de olhos, mas outras são feitas para durar até os olhos piscarem pela ultima vez.
O albino fitou os dois.
Ai: a nossa é assim. Estamos fadados a nos suportar até a morte.
Ranmaru riu junto com os outros dois.
Camus: bateríamos… e mataríamos qualquer um que se meter com você.
Ai: afinal… sempre estivermos juntos. Até nas confusões. Não se surpreenda se algum de nós explodir e quebrar o desgraç-
Ranmaru o fitou.
Ai: Reiji.
Disse com desdém. O Kurosaki sorriu de leve.
Ranmaru: obrigado.
Ai e Camus se sentaram do lado dele até que o albino se sentisse melhor.
............................................
Aine suspirou assim que Reiji saíra do seu apartamento. Em que confusão o moreno foi se meter? O bluenette fitou o relógio, já eram 19:30 e o Kurusu não havia ligado ou mandado qualquer mensagem.
Aine: Isso não vai ficar assim. Não deixarei que ele se encontre com qualquer um.
Disse possessivo. O Kisaragi não queria pensar muito sobre isso de querer que Kaoru tivesse os olhos só para si. Não era como se ele estivesse morrendo de ciúmes, ele só não gostava da ideia de dividir. Aine pegou a chave do carro e saiu do apartamento às pressas. O bluenette entrou no carro e foi em direção a Mansão dos Kurusu. O Kisaragi saiu cortando os outros carros e avançando alguns sinais vermelhos sem se importar com multa ou matar alguém. Aine chegou antes das 20h e viu quando Syo estava saindo da mansão, aproveitando esse momento para invadir o local sorrateiramente. O yakuza foi em direção à garagem e se escondeu próximo ao carro do Kurusu mais novo. O bluenette fechou os olhos e cerrou os punhos com força.
Aine: Eu pareço um idiota agachado atrás de um carro.
Bufou para si mesmo, porém não saiu do lugar.
..................................
Kaoru já estava impecável e do jeito que queria. O loiro sorriu animado e mal esperava pra chegar logo a casa do seu ficante. O Kurusu estava vestido com uma calça preta, uma blusa social branca que estava com as mangas puxadas e prendidas na altura do cotovelo, a gola levantada com uma gravata propositalmente com o nó frouxo, deixando um ar despojado e sexy, com um colete preto por cima e aberto.
Kaoru: esqueci de fazer a reserva no restaurante…
Pensou enquanto procurava a chave do seu carro.
Kaoru: ah… qualquer coisa comemos algo lá na casa dele mesmo.
Sorriu malicioso e quando desligou o alarme do veiculo e ia abrir a porta, seus olhos foram vendados por duas mãos e que trouxeram o corpo do loiro bruscamente para trás, fazendo-o grudar na pessoa que o abordou.
Kaoru: o que…?!
Ele se assustou e meteu um belo de um pisão no pé do desconhecido e quando o mesmo se distraiu pela dor, Kaoru deu uma cotovelada no estomago do cara, obrigando-o a solta-lo. O Kurusu se virou para a pessoa que fez aquilo e seus olhos alargaram.
Kaoru: o que você tá fazendo aqui?!
Aine estava bufando irritado e o fitou da cabeça aos pés.
Aine: Você não vai a lugar algum, Sininho!
Falou autoritário. O Kurusu sorriu cínico e cruzou os braços. O bluenette se irritou com a postura debochada do menor e se aproximou do mesmo, encostando-o ao capô do carro.
Aine: Eu falei mais cedo para desmarcar esse encontro. Mas pouco me importa se você não o fez... Eu não vou te deixar sair daqui para se encontrar com ninguém.
Sussurrou no ouvido do loiro, inalando a fragrância do mesmo e roçando propositalmente o nariz no pescoço do menor. Os pelos do loiro se eriçaram, mas Kaoru não demonstrou que o yakuza tinha tal efeito sobre ele.
Kaoru: eu disse que se quisesse sair com você, te ligaria não disse?
Sua voz estava cínica como sempre.
Kaoru: se não liguei. É porque obviamente eu quero sair com meu amigo.
O loiro afastou Aine e o fitou dentro dos olhos.
Kaoru: eu tive uma ideia. Você também pode sair com algum amigo seu hoje que tal? E nos encontramos amanhã.
Sorriu ao maior que o fuzilou.
Kaoru: agora eu tenho que ir, Aine. Ah…
Ele deu uma volta.
Kaoru: o que achou? Opinião sincera. Estou perfeito, maravilhoso ou só lindo mesmo?
Aine sentiu a respiração alterada e olhou para o menor dos pés a cabeça. Era claro que perfeito, maravilhoso e lindo era pouco para descrever o menor. O loiro era indescritível e causava em Aine um efeito totalmente novo. Kaoru fazia com que o yakuza quisesse fazer tudo por ele e para ele, embora o bluenette ainda não tivesse plena consciência disso, ou ao menos fingia não ter. O Kisaragi deu um passo à frente e puxou o loiro sensualmente pela gravata, deixando os rostos próximos.
Aine: Eu já disse para não brincar comigo.
Sussurrou com o tom de voz perigosamente baixo, deixando os lábios do outro a centímetros do seu. Aine olhou para a boca do menor com desejo e roçou seu nariz no dele de forma provocante. O Kurusu estava um tanto surpreso pela reação do bluenette. Aine agarrou a cintura de Kaoru e finalmente uniu os lábios, beijando-o possessivamente. O yakuza imprensou o menor no carro e colocou seu joelho no meio da perna do mesmo.
Aine: Não vou deixar que outro toque em você além de mim hoje. Se você quer tanto um maldito encontro, terá um agora. Comigo!
Sussurrou no ouvido do Kurusu. O mais novo arfou um pouco e fechou os olhos. O celular dele tocou no mesmo instante.
Kaoru: Kiichi, oi. Como vai?
Falou meio desnorteado sentindo a boca do yakuza beijando, mordendo e chupando seu pescoço.
Kaoru: Ah ta. Sobre isso... Err...
O loiro quase gemeu quando Aine sugou seu lóbulo e a mão dele apertou seu membro por cima da calça.
Kaoru: "maldito!"
Pensou irritado com o Kisaragi.
Kaoru: podemos nos ver amanhã?? Eu tive um contratempo irritante e insistente hoje.
Falou irônico recebendo um olhar assassino do outro.
Kaoru: você vem na minha casa que tal? No mesmo horário de sempre.
Ele riu por algo que o outro falou.
Kaoru: vou esperar ansiosamente também. Bye! Até amanhã.
Desligou com um sorriso malicioso e depois encarou o bluenette seriamente.
Kaoru: conseguiu o que queria... Por hoje yakuza. Eu vou te mostrar que ninguém controla Kaoru Kurusu.
Ele pisou no pé do bluenette e se afastou.
Kaoru: tenho outros dias pra sair com o Kiichi e com qualquer outro. Mas já que quer tanto ficar comigo hoje... Então vamos. Está esperando o que?
Sorriu malicioso. O bluenette sentiu seu baixo ventre reagir ao sorriso do Kurusu. Aine ouviu muito bem que o outro remarcara o encontro para o dia seguinte. Sorriu internamente, realmente gostava de desafios.
Aine: "Como se eu fosse deixa-lo ver outro amanhã."
Pensou determinado. O Kisaragi agarrou a cintura do menor e colou os corpos completamente.
Aine: Eu vou te foder agora, Sininho.
Falou com a voz sensual, roçando os lábios na boca do menor.
Aine: Vou te comer bem gostoso...
Sussurrou, agarrando a bunda do menor, e dando um chupão no pescoço do mesmo. Kaoru mordeu o lábio inferior e apertou os braços do Kisaragi.
Kaoru: espera Aine... Aqui não.
Tentou se afastar do maior.
Aine: claro que não será aqui. Será na sua cama.
O loiro suspirou.
Kaoru: é disso que eu to falando idiota! O Syo...
Aine o beijou lascivamente e carregou o mais novo com força, obrigando a entrelaçar as pernas no seu quadril.
Aine: eu vi que ele saiu.
Kaoru: mas pode voltar! Embora ache que ele vá se encontrar com o Ai.
Aine sorriu e imprensou o menor na porta da garagem.
Aine: eu o mandei para reunião lembra?
O loiro arregalou os olhos.
Kaoru: pior ainda! Agora mesmo que o Syo pode voltar!
Aine: relaxa sininho. Ele não vai nos pegar juntos.
Sorriu malicioso e o beijou. Kaoru estava com um péssimo pressentimento, mas acabou retribuindo o beijo.
..............................
Syo sentiu seu coração acelerar assim que estacionou em frente ao prédio de Ai.
Syo: "Por Kami, como eu senti falta dele!"
Pensou de olhos fechados e suspirando. O loiro saiu do carro rapidamente e entrou no edifício ansioso. O porteiro o fitou e o reconheceu, acenando com a cabeça. O idol devolveu o aceno levemente corado e foi em direção ao elevador. O Kurusu batia o pé impaciente enquanto o elevador o levava ao apartamento da cobertura. Assim que chegou ao andar, Syo avançou em direção a porta, mas parou ao ver um rapaz moreno saindo de lá. O idol franziu o cenho e olhou sério para o homem e em seguida mirou seu olhar em direção ao bluenette, que o fitou com os olhos arregalados e surpreso. Assim que o homem entrou no elevador e as portas se fecharam, Ai sorriu cínico ao Kurusu.
Ai: você finalmente voltou.
Syo corou de leve e o corpo sentiu um espasmo violento. O Kurusu resolveu esquecer por uns segundos a raiva de ver o desconhecido e pulou em cima do bluenette que o pegou firme.
Syo: eu senti sua falta, Ai!
Admitiu e o beijou cheio de desejo. O Mikaze entrou no apartamento e trancou a porta, imprensando o chibi contra a mesma ainda carregado.
Ai: Syo... Eu não estava mais aguentando ficar sem você.
O menor sorriu e corou, roçando o nariz no de Ai.
Syo: quem era aquele cara?
Perguntou meio sério.
Ai: um subordinado meu da yakuza. O Aine me mandou ir numa reunião, mas aconteceu uma coisa que me fez ficar com raiva dele e não fui.
Syo: então você mandou aquele ir no seu lugar?
Ai sorriu.
Ai: sim. Embora o Aine vá querer me matar. Mas ainda bem que eu não fui...
Sorriu malicioso.
Ai: eu não estaria aqui quando você viesse e isso seria uma pena.
Ele lambeu o pescoço do loiro sensualmente.
Ai: ficou com ciúmes chibi?
Syo se arrepiou com a lambida e corou com a pergunta do maior.
Syo: Eu... bem, não é que... bom...
Se atropelou com as palavras, fazendo o Mikaze rir.
Ai: Já entendi, chibi.
Disse com um sorriso cínico. O loiro mordeu os lábios.
Syo: Tudo bem, não gostei de ver esse cara aqui.
Admitiu corado. O Kurusu fitou o maior mais relaxado e acabou sorrindo.
Syo: Eu realmente senti sua falta.
Falou roçando o nariz no do outro. O bluenette cobriu os lábios do Kurusu com o seu em um beijo carinhoso e intenso.
Syo: Eu quero você, Ai!
Sussurrou no ouvido do yakuza. Ai suspirou, mordendo o pescoço do mais novo que gemeu necessitado e apertou os braços desnudos do yakuza.
Syo: Ai...
O bluenette o fitou com luxúria.
Ai: eu quero arrancar essa roupa e te foder loucamente chibi.
Murmurou rouco no ouvido do idol que se arrepiou inteiro.
Ai: mas não aqui.
Syo: ehh??
O olhou perplexo.
Ai: o idiota do meu oyabun quando descobrir que desobedeci a ordem dele vai querer minha cabeça. E logicamente ele vai bater aqui, não quero você no meio de um problema da yakuza.
Syo suspirou.
Syo: fora que ele não vai com a minha cara.
Ai riu.
Ai: ele não gosta que seja famoso. A yakuza pra ele é acima de tudo e de todos.
O Kurusu o fitou por uns segundos.
Syo: isso não trará problemas pra você?
Ai: ele vai querer me matar. Espero que não literalmente...
Disse rindo.
Ai: mas se eu sumir já sabe.
Syo arregalou os olhos e o maior viu o medo neles.
Ai: vai ficar tudo bem.
Piscou ao chibi o pondo no chão. O Kurusu suspirou.
Syo: então teremos que ir pra outro lugar?
Ai: é melhor. Assim ele não encontrará você.
O loiro ficou pensativo.
Syo: você sabe que eu não posso frequentar motéis ou até mesmo hotel. Algum paparazzi iria ver nós dois entrando. Meu apartamento ta em reforma...
Ele teve uma ideia e sorriu.
Syo: a mansão da minha família! Meus pais estão pra Moscou como sempre.
Ai: mas e o Kaoru?
Syo sorriu.
Syo: ele disse que ia dormir fora hoje. E pelo que conheço o meu irmão, não chegará antes das duas da tarde de amanhã.
O bluenette riu.
Ai: perfeito.
O menor se aproximou do yakuza e sorriu malicioso.
Syo: fora que ele sabe de você. Mas o Kaoru não me sustenta e nem pode fazer nada... Então não me importo se ele vai gostar ou não de te ver lá.
Piscou para o mais velho. Ai sorriu e beijou o menor. Syo mordeu os lábios do bluenette levemente.
Syo: Vamos.
Depois que Ai vestiu uma jaqueta para esconder as tatuagens, ambos entraram no elevador e Syo teve seu pescoço atacado pela boca do Mikaze. O loiro fechou os olhos e gemeu. Os dois disfarçaram quando saíram do prédio e Syo foi para o banco do carona do próprio carro. O bluenette arqueou a sobrancelha. O loiro o fitou com um sorriso inocente.
Syo: Vou deixar você dirigir.
Piscou, entrando em seguida no banco do carona. Ai entrou logo depois e olhou para o menor com desejo. Syo o fitou com o mesmo olhar.
Syo: pode ir, Ai!
Incentivou com a voz sensual. O Mikaze ligou o motor e acelerou. O Kurusu mordeu os lábios e levou à mão a coxa do mais velho, apertando-a levemente. Ai o fitou com os olhos arregalados. Syo sorriu malicioso e subiu um pouco a mão para a virilha do bluenette.
Syo: Presta atenção no transito. Deixa o resto comigo.
Sussurrou próximo ao ouvido do maior, apalpando o membro do mesmo por cima da roupa.
Ai: Chibi.
Gemeu excitado.
Syo: Você já ta ficando duro!
Falou maravilhado. O menor abriu o botão da calça do Mikaze e tocou no membro por cima da cueca.
Ai arfou, mas continuou se esforçando para prestar atenção na rua.
Syo: Eu quero tanto chupar você, Ai.
Murmurou. O loiro enfiou a mão por dentro da cueca e iniciou uma lenta masturbação no membro do yakuza. Ai gemia rouco e sentia dificuldade em se concentrar no trânsito.
Ai: Porra chibi.
Ofegou ao sentir o Kurusu apertando sua glande. O loiro começou a bombear o falo com uma velocidade maior e ficou se deliciando com as expressões do yakuza. O idol sentiu o pré-gozo melar sua mão e sorriu satisfeito, abaixando-se e abocanhando o membro do Mikaze, que pisou no freio bruscamente. O loiro sorriu mentalmente enquanto se empenhava no oral. Sinal quatro tempos, faria Ai gozar na sua boca. O Mikaze apertou o volante com força e jogou a cabeça para trás, gemendo alto. Syo masturbava a base do falo enquanto sua boca sugava intensamente a glande. Ai levou a mão ao cabelo do chibi e acariciou, incentivando o mesmo a continuar. Quando faltava 10 segundos para o sinal abrir Ai derramou seu prazer na boca do Kurusu, que gemeu em deleite. Syo deu um beijo na glande e lambeu os lábios, limpando os resquícios de esperma. O Mikaze o fitou ofegante e com o rosto vermelho e não segurou a vontade louca que sentiu de beijar o menor. Os dois deram um beijo cheio de desejo até que ouviram buzinas e alguns xingamentos. O loiro apartou o beijo e riu corado.
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Kaoru gemeu longamente quando o membro do yakuza se afundou dentro de si.
Kaoru: Aine!!
Jogou a cabeça pra trás e rebolava com vontade, se inclinando sobre o corpo do maior que estava embaixo de si.
Aine: rebola, Kaoru! Engole mais meu pau!
O loiro mordeu o lábio inferior cheio de tesão e o beijou lascivamente. As bocas se movimentavam de forma selvagem, um querendo assumir mais o controle que o outro. O Kisaragi apertou as nádegas do mais novo, as afastando e arranhando a pele. O Kurusu gritou em seus lábios quando o quadril do outro passou a se movimentar contra o seu, suspendendo-o pra cima e o estocando com mais violência contra sua próstata.
Kaoru: isso Aine! Acaba comigo! Me come!
Ele gritou com a mente nublada de tanto prazer. O yakuza inverteu as posições e ficou por cima do menor que automaticamente o prendeu entre as pernas com força e arranhou com vontade a costa que já estava toda avermelhada quando o Kisaragi saiu completamente e o invadiu de uma vez só.
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Syo entrou em casa pendurado do pescoço do bluenette e o beijando de forma necessitada. Ai apertou a bunda do menor e mordeu o lábio inferior do mesmo de forma provocante, erguendo-o em seguida e fazendo com que o menor entrelaçasse as pernas no seu quadril.
Syo: Eu preciso de você, Ai.
Falou excitado, sentindo o bluenette carregá-lo em direção as escadas. O Mikaze voltou a atacar a boca do Kurusu enquanto subia as escadas com um pouco de dificuldade. Ao chegar ao ultimo degrau, Ai arregalou os olhos e interrompeu o beijo ao ouvir uma voz conhecida.
Aine: Isso Sininho. Eu quero gozar em você.
Syo olhou para o bluenette assustado e depois para a porta do quarto do irmão.
Kaoru: Mete com força, Aine! Me deixa arrombado, Smurf!
O Kurusu mais velho arregalou os olhos e ficou de queixo caído.
Syo: A-Aine?
Olhou para Ai como se quisesse confirmar que não estava ouvindo coisas, mas a cara do bluenette lhe deu toda a resposta. O Mikaze estava igualmente indignado. Syo sentiu seu sangue ferver e pediu para o yakuza colocá-lo no chão.
Syo: Kaoru, você vai me ouvir!
Falou irritado, sentindo o impulso de invadir o quarto do irmão para esganá-lo. Ai segurou seu braço antes que o mesmo fizesse algo.
Ai: não podemos fazer isso.
Syo: mas Ai…!
O fitou indignado.
Syo: tem ideia do quanto o Kaoru falou mal de você nesses meses?? No mês antes da turnê, ele fazia de tudo para o Koji tá comigo o tempo inteiro. Só porque sabia que estando com ele, eu não poderia ver você.
O Mikaze cerrou os olhos e fechou os punhos irritado.
Ai: Aine a mesma coisa. Ele me dava missão atrás de missão e isso quando não ia encher o saco lá em casa! Fora que meus ouvidos quase caíram de tanto o ouvir reclamar sobre você ser famoso e o quanto eu era irresponsável.
Os dois se fitaram entendendo tudo.
Syo: eles se uniram pra afastar nós dois.
O Kurusu estava magoado e ao mesmo tempo com ódio do irmão.
Ai: só que acabaram se pegando nesse meio tempo.
Syo: hipócritas! É isso que os dois são!
O chibi escutou um longo gemido do irmão e em seguida do yakuza mais velho, entregando que ambos haviam gozado.
Syo: eu vou acabar com essa palhaçada agora!!
O idol deu um chute na porta que a abriu bruscamente. Kaoru e Aine quase enfartaram na cama. Os olhos do Kurusu mais novo alargaram vendo a cara de ódio do irmão e depois Ai entrando logo em seguida. Eles se cobriram imediatamente com o lençol.
Syo: era pra isso que você falava o tempo inteiro que eu tinha que me afastar do Ai?! Que ele era perigoso e ia acabar com a minha carreira?! Pra você tá aqui! Dividindo sua cama com o chefe dele que é muito mais perigoso!
Kaoru: Syo… eu…
Syo: você é um hipócrita Kaoru!
Ai fitou o Kisaragi.
Ai: você tá me surpreendendo cada vez mais, Aine. Parabéns. Descubro hoje que você é o melhor amigo do filho da puta que sempre odiei e ainda tá transando com o irmão do Syo, que você passou três meses infernizando meus ouvidos pra eu me manter longe dele porque é famoso! Mas você tá aqui, na cama do irmão gêmeo dele que ainda é mais polemico, por viver em delegacia, que o próprio Syo.
Aine olhou para o seu kobun e depois para Kaoru, que o fitava extremamente irritado.
Aine: "Merda".
Pensou derrotado. Tudo podia ter acontecido, menos aquilo.
Aine: Não é uma boa hora pra conversar, Ai.
Falou sério, vendo o bluenette mais novo estreitar os olhos.
Ai: Não é uma boa hora pra conversar?? É só isso mesmo que tem a dizer?!
Syo segurou a mão do Mikaze ao perceber que o mesmo estava prestes a explodir, tentando acalmar a si mesmo e ao bluenette. Aine foi tocar no ombro do Kurusu mais novo, mas o mesmo desviou e o fitou com raiva. O Kisaragi sentiu o peito apertar com o olhar de Kaoru, o que o assustou.
Aine: Sininho, eu...
Tentou falar, mas simplesmente não tinha palavras. Não havia o que falar naquele momento. Pela primeira vez em muitos anos, o Kisaragi sentiu que as coisas fugiram completamente do seu controle. Lembrou-se das palavras de Ai em relação ao Kaoru e de tudo o que fizera depois que conhecera o loiro. Aine fechou os olhos e suspirou derrotado.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Syo: eu odeio você!
Apontou para o Kurusu mais alto que arregalou os olhos em choque.
Kaoru: Syo…
Syo: eu esperava qualquer pessoa agindo por trás das minhas costas, me trair… menos você. Apesar das nossas discordâncias em quase tudo… sempre estivemos juntos. Sempre livrei você de todas as confusões que se metia. Ate da policia! Quando você é preso, é o idiota aqui que corre pra pagar fiança pra você! E agora você se une com esse cara pra me afastar do Ai?!
O loiro mais novo sentiu o peito doer.
Syo: eu não aguento mais olhar pra sua cara de pau.
Ele saiu do quarto. Kaoru se desesperou e pegou o lençol, o enrolando na cintura.
Kaoru: espera Syo! Me deixa explicar!
Saiu do quarto desesperado. Ai e Aine se fitaram.
Ai: eu achava que você me considerava um irmão, Aine… mas já vi que realmente é o que eu disse mais cedo. Você só ver seus próprios interesses. Sabe muito bem que o risco de expor a yakuza com o meu envolvimento com o Syo é tão grande como o seu com o irmão dele!
O Kisaragi se levantou da cama, pondo a cueca e sua calça.
Aine: as coisas são diferentes, Ai. Eu…
O Mikaze começou a rir.
Ai: diferente em que?! Acha mesmo que o Kaoru não é tão famoso como o Syo?! Eles são irmãos caramba! E pra completar aquele garoto vive se metendo em confusão! Acha que só porque você é um dos chefes da yakuza, isso não sairá do seu controle?!
O fitou com ódio.
Ai: eu já vi que quando o assunto é você… tudo pode, tudo é possível. Agora com os outros, todos tem que seguir suas regras, se submeter ao que você quiser!
Aine não encontrava palavras pra conseguir acalmar o mais novo.
Ai: eu não esperava me decepcionar com você.
Ele sorriu amargo.
Ai: é melhor eu cortar qualquer relação que tenha com você, assim evito mais surpresas desagradáveis. A partir de hoje você é só meu líder. Eu só vou dirigir a palavra pra você lá e quando for necessário, grande oyabun.
Disse secamente. Aine fitou o mais novo com os olhos arregalados.
Aine: Ai, você não pode me ignorar!
Falou por impulso.
Ai: Não posso? Isso é uma ordem, oyabun-sama?
Falou friamente. Aine sentiu um desespero tomar conta de si. O bluenette mais novo balançou a cabeça negativamente, a decepção estava estampada nos seus olhos. O Kisaragi deu um soco no espelho da cama e fechou os olhos por alguns instantes. Quando olhou para a porta novamente, Ai não estava mais lá. O bluenette lembrou do olhar raivoso do Kurusu mais novo.
Aine: "Eu não sei o que eu faço!"
Admitiu para si mesmo em pensamento, sentando na beirada da cama e cobrindo o rosto com as duas mãos.
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Kaoru estava desesperado tentando fazer Syo ouvi-lo.
Kaoru: Syo, eu te imploro! Me perdoa! Foi impulso! Eu nem sabia que ele era um yakuza… que era chefe do Ai… eu juro!
O idol riu sarcástico.
Syo: e achou que as tatuagens eram o que? Puro desenho artístico?!
O Kurusu mais novo suspirou.
Kaoru: eu descobri depois. Ele me falou do Ai, de você…
Ele o fitou.
Kaoru: eu não queria que você se machucasse. Esse cara poderia matar você…
Ai: para o seu governo, Kaoru. Eu não matei nem metade do numero de vitimas que o cara que você tava transando há uns instantes já matou.
O mais alto o olhou e depois fitou o irmão.
Syo: olha para o seu próprio umbigo, Kaoru! Você falando do Ai quando o Aine é 10 vezes pior que ele! Eu não sou obrigado a dar satisfações de com quem eu transo ou deixo de transar! Eu nunca me meti nos seus casos de porta de cadeia!
Kaoru: eu…
Syo: eu nunca vou perdoar você por isso.
Os olhos azuis do mais novo alargaram e o desespero tomou mais conta de si. Tudo que Kaoru tava sentindo foi inflamado ao ver o Kisaragi descendo pela escada.
Kaoru: isso é tudo culpa sua!! Eu falei que não poderíamos ficar aqui!
Ele apontou para Aine que parou no meio da escada.
Kaoru: eu sou o mais novo, mas você é pior que qualquer moleque inconsequente! Eu nem queria sair com você hoje! Era para me encontrar com o Kiichi! Teria evitado toda essa porra de confusão! Mas você ficou me infernizando para cancelar meu encontro e deu nisso! Você é o culpado de tudo!
O bluenette mais velho estava pasmo. Ai fitava Kaoru incrédulo, nunca ninguém falou com Aine Kisaragi daquela forma.
Ai: vamos embora, chibi. Os dois se merecem.
Disse seco e pegou na mão do idol.
Kaoru: Syo!
O Kurusu mais velho não o olhou e saiu de lá rapidamente com o Mikaze. Kaoru sentiu seu peito doer e cerrou os punhos. Aine sentiu-se desesperado. Desceu rapidamente as escadas e parou diante do Kurusu mais novo.
Aine: Kaoru, me escuta. Eles dois...
Tentou falar qualquer coisa para confortar o menor, mas foi interrompido por ele.
Kaoru: Cala a boca! Cala essa maldita boca!
Gritou rispidamente, derrubando algumas lágrimas. O bluenette se aproximou desesperado do menor e o beijou, sentindo uma mordida forte que feriu seu lábio inferior e um empurrão. Aine sentiu um tapa no seu rosto e fechou os olhos, respirando pesado.
Kaoru: eu não queria ficar aqui… você insistiu! Meu irmão me odeia por sua causa, seu infeliz!!
O Kisaragi tentou tocar o Kurusu, mas este recuou vários passos.
Kaoru: eu nunca mais quero olhar na sua cara! Some da minha vida! Se meu irmão nunca mais falar comigo, eu vou te odiar pra sempre, Aine!
Ele bufava e encarava o outro com muita raiva. Aine não conseguia mover um passo, ele não queria sair, sabia que quando colocasse o primeiro pé pra fora, perderia Kaoru pra sempre. O bluenette ainda tentou mais uma forma de aproximação, mas o menor pegou um vaso e atirou contra ele. Se Aine não fosse rápido, sua cabeça estaria quebrada naquele instante.
Kaoru: você não faz ideia do que eu sou capaz, Aine! Sai daqui!
Gritou alterado.
Kaoru: Vai embora. Some da minha frente!
Falou com uma frieza cortante, embora seus olhos ainda estivessem marejados. O Kisaragi sentiu seu mundo desabar. Ele havia perdido o controle de tudo. Perdera Ai e agora perdia Kaoru. Mas no fim… não se pode perder quem nunca se teve. Aine sentiu o olho ardendo e se estranhou por isso. O yakuza desviou o olhar do menor e fechou os olhos. O bluenette não conseguiu dizer nada do que estava preso na sua garganta e apenas saiu de lá, mas olhou para Kaoru uma ultima vez antes de fechar a porta.
O Kisaragi andou rapidamente em direção ao seu carro e entrou no mesmo o mais rápido que pôde. Aine sentia o seu coração apertar e um desespero tomou conta de si ao se dar conta que aquilo acabara. O loiro nunca mais olharia na sua cara, e para piorar tudo, perdera seu irmão. Porque para ele era isso que o Mikaze era, o seu irmão caçula pentelho. O yakuza apertou com força o volante e seus olhos ardiam cada vez mais.
Aine: Merda, merda, merda.
Socou a buzina. Qual foi a última vez que sentira vontade de chorar? Ele ainda nem tinha cometido seu primeiro assassinato quando aconteceu. Aine puxou o celular do bolso e discou um número.
Reiji: Ainyan?
Atendeu um tanto sonolento.
Aine: Desculpa te acordar. Eu posso ir pra ai agora?
Perguntou com a voz levemente embargada. O moreno arregalou os olhos, despertando imediatamente. O que diabos estava acontecendo com o seu melhor amigo?
Reiji: Claro! Eu to te esperando.
Disse em tom carinhoso. Aine desligou o telefone e dirigiu em alta velocidade para a casa do Kotobuki.
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