Temptation.
5 Coquetel.
Notas iniciais
Estava a dois dias do tão esperado coquetel. Ai estava quase contando as horas para o dia chegar, mal via o momento de se reencontrar com seu chibi.
Aine: Ai!!
O seu superior gritou no ouvido do kobun.
Ai: Aine! Nossa… que foi?
Perguntou meio desnorteado. Aine estreitou o cenho.
Aine: eu to te chamando há quase 15 minutos idiota! Se fosse algum ataque, você já estaria morto!
Rosnou sem paciência. O bluenette suspirou.
Ai: hai, hai. Desculpe.
Aine arqueou a sobrancelha. Ai estava muito estranho naquela semana. O celular do Mikaze começou a tocar e o mais velho o viu atender bastante animado.
Ai: Ranmaru, espero que tenha boas noticias!
Ele ficou um tempo calado, escutando o que o outro dizia. Mais um motivo para o Kisaragi achar muito estranho o comportamento de Ai, o mais novo ficou pra cima e pra baixo com o idiota do melhor amigo dele naqueles últimos dias.
Ai: perfeito! Você é brilhante Kurosaki! Eu to indo pra aí!
Se despediu do albino e desligou o celular, logo se virando para Aine.
Ai: nee Aine, eu posso dar uma saída? Não vou demorar.
O mais velho o olhou desconfiado.
Aine: o que tanto faz com esse idiota?
Ai suspirou.
Ai: Aine… o Ranmaru…
Aine: não interessa se é o seu melhor amigo! Esse desgraçado trata o Reiji como se fosse um lixo! Ele tem sorte do idiota do meu melhor amigo ser apaixonado por ele, se não eu já teria o esquartejado e dado para os cães de guarda da casa do Oyabun devorarem.
O Mikaze o fitava com uma gota na cabeça.
Ai: eu prefiro não me envolver nessa historia dos dois. Tanto que se eu tocar no nome do Reiji, Ranmaru logo muda de assunto.
Deu de ombros.
Ai: mas se ele é tão “cruel” com o Reiji… por que ele não se afasta de vez do Ranmaru?
Aine ficou o fitando e inspirou profundamente.
Aine: acha que eu já não falei isso pra ele? Mas quem disse que ele me ouve! Gente apaixonada é muito estupida mesmo!
Ai riu.
Ai: bom, mas eu tenho que ir. Até mais tarde Aine.
Acenou ao bluenette mais velho e saiu rapidamente.
Aine: esse cara ta aprontando alguma coisa.
Falou desconfiado e pegou seu celular, discando o numero do melhor amigo.
Aine: Reiji tem alguns minutos livre?
Perguntou assim que o moreno atendeu ao telefone.
Reiji: Ainyan!
Exclamou empolgado.
Reiji: Tenho uma reunião em uma hora e meia, mas até lá não tenho muita coisa para fazer.
Aine: Ótimo. Chego ai em 5 minutos.
Falou desligando o celular.
Aine: Vou descobrir o que você tá aprontando, Ai.
Disse determinado. Aine rapidamente entrou em seu carro e logo dobrou no quarteirão que levava a agência em que Reiji trabalhava. O bluenette estacionou do outro lado da rua e desceu do carro. Entrou na agência e foi falar com a recepcionista.
Aine: Vim falar com o Sr. Kotobuki.
Disse em um tom imponente, vendo a moça corar um pouco.
?: H-Hai.
Entregou um crachá de visitante para o Kisaragi. Aine subiu de elevador até o andar em que o amigo trabalhava, e entrou na sala em que estava escrito "Reiji Kotobuki — Empresário".
Reiji: Ainyan, estava com saudade.
Disse levantando-se da cadeira e indo abraçar o amigo.
Aine: Oi Reiji.
Devolveu o abraço.
Reiji: O que o trouxe aqui?
Perguntou curioso. O bluenette suspirou. Não queria tocar no nome do desgraçado que tanto fazia o seu amigo sofrer, mas o único que poderia lhe dar as informações que necessitava de forma rápida era o Kotobuki.
Aine: Reiji, eu não queria te fazer lembrar daquele filho da puta, mas o "Ran-Ran" trabalha em que?
Indagou, falando o apelido do albino com desdém. O bluenette percebeu a dor nos olhos do amigo ao ouvir o apelido do Kurosaki.
Reiji: O Ran-Ran é dono de uma loja conceituada de instrumentos musicais, mas os Kurosaki’s são uma família de conglomerados, empresas que atuam em diversos ramos. Mas porque quer saber?
Perguntou confuso.
Aine: Essa semana o Ai ficou pendurado com ele no telefone e eles saíram para se ver algumas vezes.
O moreno cerrou os punhos, o que não passou despercebido pelo Kisaragi.
Aine: Escuta Reiji, não tô dizendo que os dois estão tendo um caso, só estou desconfiando que o Ai tá aprontando alguma, e não posso perguntar diretamente a ele.
Reiji relaxou um pouco, mas o outro ainda percebia que o moreno estava incomodado com a informação.
Reiji: Eu não falo com o Ran-Ran desde aquela festa... Mas sei que ele estava organizando um coquetel a pedido de um patrocinador para o lançamento de uma marca de chapéus que ocorrerá daqui a dois dias.
Aine: Chapéus?? Porque diabos o Ai patrocinaria uma marca de chapéus?! E outra, como você sabe disso se não fala com ele desde a festa??
Indagou arqueando a sobrancelha. O moreno corou e desviou o olhar do amigo.
Aine: Eu não acredito que você fica perseguindo aquele idiota!! Você devia esquecê-lo, Reiji! Eu falo sério, aquele cara só te faz sofrer!
Disse olhando sério para o Kotobuki.
Reiji: Eu não consigo, Ainyan! Eu amo o Ran-Ran, é impossível esquecer o amor da sua vida assim! Quando você amar alguém irá entender o que estou dizendo.
Aine suspirou. Não adiantava discutir esse assunto com o moreno.
Aine: Reiji, você sabe que não acredito nessa estupidez de amor. Mas que seja, obrigado pelas informações.
Disse pronto para sair.
Reiji: Ainyan, você é tão frio às vezes, seria engraçado se você se apaixonasse.
O Kotobuki riu da expressão do amigo.
Aine: Eu te ligo depois. Tchau.
Falou acenando e indo em direção à porta. Reiji ainda ria da expressão incrédula de Aine, mas seu sorriso morreu assim que o bluenette fechou a porta.
Reiji: Eu sinto sua falta, Ran-Ran...
Disse puxando o celular do bolso na esperança do outro ter respondido alguma de suas mensagens.
Reiji: Nada.
Guardou o aparelho decepcionado. Tinha que fazer algo para conseguir falar com albino
........................
Aine ligava o carro pensando em tudo o que Reiji disse.
Aine: Já sei o que você está fazendo, Ai. Só resta descobrir o porquê.
Não seria difícil para alguém como ele conseguir um convite para um coquetel de inauguração de uma nova linha de chapéus. Mas essa não era a única coisa em que pensava.
"Quando você amar irá entender o que estou dizendo"
Aine: Tsk!!
Bufou, decidindo deixar de lado aquilo que o amigo lhe falara. Era hora de descobrir o que o seu kobun achou de tão interessante para patrocinar uma linha de chapéus.
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Ai chegou rapidamente a uma das empresas do clã Kurosaki. Apesar do seu amigo não tratar da parte dos investimentos, isso era assunto de outro membro do clã, mas como era em especial para ele, Ranmaru cuidava em particular desse caso.
Ai: bom dia.
Sorriu de canto a secretaria do Kurosaki.
Ai: o Ranmaru está me esperando. Temos uma reunião em particular.
Piscou a morena que corou de leve.
Jessie: s-sim senhor. Ele disse assim que chegasse, poderia entrar.
Sorriu educada ao bluenette que lhe devolveu um sorriso mais sedutor.
Ai: obrigado.
Piscou outra vez a garota que corou mais furiosamente. Ai caminhou calmamente até a porta da sala do amigo e a abriu.
Ai: Ranmaru, bom dia!
Sorriu ao Kurosaki que estava em meio a um monte de papeladas.
Ranmaru: só se for pra você.
Respondeu mal humorado.
Ai: você é tão “boa companhia” de manhã cedo Ranmaru.
Disse sarcástico se aproximando e sentando na cadeira estufada.
Ai: é uma boa hora pra falar daquilo? Eu posso voltar outro momento.
Falou enquanto via o amigo se gladiar com os papeis.
Ranmaru: na verdade é a hora perfeita. Todos esses papeis são sua culpa!
Estendeu a papelada e o bluenette olhou incrédulo.
Ai: ehh??
Ranmaru: seus investimentos Ai. Os balanços financeiros… tudo ta aqui.
Ai olhou curiosamente.
Ai: e como estão indo?
Ranmaru o fitou.
Ranmaru: digamos que tem um faturamento anual de US$ 600 milhões. Satisfeito?
Ai arregalou os olhos.
Ai: sério?? Eu não fazia ideia de que era tanto!!
Ranmaru riu.
Ranmaru: você tem muitos investimentos excelentes Ai.
Ai: eu sei. Sou bom pra fazer dinheiro.
Falou convencido. Ranmaru revirou os olhos.
Ai: agora… e aquele meio delicado de investimento?
Sorriu perverso.
Ranmaru: fala da sua mania de extorsão em diretores de alto escalão das grandes filiais espalhadas pelo mundo?
Arqueou a sobrancelha irônico.
Ai: prefiro o termo, pagamento para que mantenha minha linda boca fechada.
Ranmaru riu.
Ranmaru: os segredos deles são tão críticos assim?
Ai sorriu.
Ai: não faz ideia do quanto. E se eu não tiver uma boa quantia na minha conta… eles irão perder mais do que eu.
Ranmaru de um riso irônico.
Ranmaru: eu to bem arranjado com dois melhores amigos corruptos. Por isso é tão novo, não trabalha e tem tanto dinheiro.
Ele suspirou.
Ranmaru: acho que to quase indo para esse “ramo” de vocês.
Ai riu.
Ai: você gosta e é muito bom no que faz. Você triplica meu dinheiro! Outra empresa não conseguiria fazer isso.
Ranmaru: mas meu ramo não é esse. Eu só aceito cuidar dos seus investimentos e do Camus, para que nenhum parente meu ache estranho tanto dinheiro rolando.
O Mikaze riu da cara que o albino fez.
Ai: não reclame. Você recebe uma bela quantia todo mês pra cuidar com “cuidado” desse dinheiro.
Ranmaru: pelo menos isso.
Piscou ao outro.
Ai: nee e sobre o novo investimento?
Sorriu malicioso ao lembrar do que havia pedido ao albino.
Ranmaru: o seu “investimento” está tudo certo Ai. O coquetel será realmente daqui a dois dias e o empresário da banda e a estrela da marca não sabem quem é o patrocinador.
Ai: e nem insistiram em querer saber?
Ranmaru sorriu.
Ranmaru: claro que sim. Mas eu disse que o patrocinador não quer ter a imagem revelada antes do coquetel, e justamente por isso havia colocado tudo nas minhas mãos. Você encontrará o dono da firma e a estrela no estacionamento, eu combinei dos três entrarem juntos no local.
Ai: perfeito. E o empresário?
Ranmaru: viajando.
Sorriu maliciosamente da expressão que Ai fez de satisfação.
Ranmaru: e eu contratei uma limusine para o garoto. Vai busca-lo na sua casa e leva-lo até a festa.
Ai o olhou surpreso.
Ranmaru: assim, você também descobre o endereço dele.
Ai riu.
Ai: você é demais Ranmaru!!
O Kurosaki sorriu pretencioso.
Ranmaru: eu sei.
Eles riram.
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Dois dias depois...
Syo se arrumava para ir para o coquetel de lançamento da nova linha de chapéus da Star Hats que tinha a sua assinatura. O loiro sorria empolgado, era gratificante ver seu trabalho reconhecido.
O Kurusu escolheu um dos modelos que seria lançado. Era um belo chapéu branco que tinha como detalhe uma faixa preta, combinado perfeitamente com a roupa que escolhera, que era uma camiseta branca, sobreposta por uma camisa preta, ambas cobertas por um blazer branco de manga curta, que fazia conjunto com uma calça da mesma cor. O loiro lançou um olhar de aprovação para o espelho. No mesmo instante seu irmão abriu a porta com a expressão impaciente.
Kaoru: Por um acaso você vai se casar com o gostosão que te comeu daquela vez e não me disse nada?? Porque só noiva para demorar tanto quanto você para se vestir.
Alfinetou, encostando-se no batente da porta.
Syo: Muito engraçado Kaoru, não sei o que eu tinha na cabeça quando pedi pra você vir comigo.
O mais alto se aproximou do irmão e o fitou com um sorriso zombeteiro.
Kaoru: Nii-san, tá com medo que a minha beleza ofusque a sua?
Falou com falso pesar, vendo o mais velho revirar os olhos.
Syo: Vê se cresce, Kaoru!
Disse em um suspiro impaciente. O mais novo sorriu malicioso.
Kaoru: Tem certeza que quer que eu cresça? Nossa diferença de altura vai ficar mais evidente e vão começar a duvidar que somos gêmeos. O que será da sua carreira se não se parecer comigo?
Syo começou a ficar vermelho de raiva.
Syo: Eu só não avanço em você agora porque vou amassar minha roupa, e não vai dar tempo de escolher outra até a limusine chegar!
O menor fitou o relógio na parede.
Syo: Por falar nisso, já está na hora marcada.
Kaoru: Ah, a limusine já chegou.
Falou, recebendo um olhar furioso de Syo.
Syo: E você só me diz isso agora?
Falou irritado. O mais novo dá de ombros.
Kaoru: Antes tarde do que nunca. Agora vamos, a noiva pode se atrasar no casamento, mais não é por isso que vai abusar.
Disse, piscando para o irmão e saindo pela porta do quarto.
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Ai havia acabado de falar com seu superior para pedir aquela noite livre pra ele. No começo Aine ficou resistente, mas depois acabou aceitando e permitiu que o bluenette se ausentasse aquele dia.
Ai: tudo indo conforme o plano.
Sorriu sem esconder a animação que estava. Ele havia esperado loucamente para aquele coquetel chegar, mal poderia esperar a hora de se reencontrar com o Kurusu.
Ai: “me pergunto como ele reagirá?”
Riu com o próprio pensamento. Obviamente o chibi levaria um susto ao descobrir que ele era o patrocinador da sua marca e Ai mataria dois coelhos com uma cajadada só. Teria motivos o suficiente pra se reencontrar com Syo e estar na rotina dele e também teria mais um investimento que lhe renderia um bom dinheiro, já que o idol do Starish era um dos queridinhos do Japão e a marca de chapéus era famosa no mundo inteiro.
Ai: ah… Syo…
Ele sorriu sacana.
Ai: algo me diz que você será minha perdição.
O bluenette riu e pegou sua jaqueta de couro preta a vestindo. O olhar dele desceu analisando seu look e estava tudo em ordem.
Ai: Ai… você realmente é perfeito da cabeça aos pés.
Um sorriso convencido brotou em seus lábios. Visualizou a hora no relógio digital e decidiu que já estava na hora de ir logo para o coquetel. Como iria de moto, escaparia do engarrafamento que deveria estar devido ao evento. Pensou em ir de carro, mas por fim achou que de moto o impacto seria mais intenso.
Ai: se prepare pra ter outra noite inesquecível Syo.
Disse pegando o capacete da sua moto e saindo do quarto.
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Aine já tinha conseguido colocar seu nome na lista de convidados, tomando o devido cuidado para que Ai não soubesse que ele também iria.
Queria descobrir o que levara seu kobun a patrocinar uma marca de chapéus e passar mais de duas semanas se dedicando apenas a esse dia, tendo que receber um puxão de orelha vez ou outra, inclusive durante uma reunião da yakuza, onde Ai estava com uma cara de idiota pervertido e não prestava atenção no que o oyabun-líder dizia.
Aine: Eu tenho que dar um jeito nisso antes que esse idiota faça alguma besteira.
Disse para si mesmo, terminando de ajustar o blazer preto que usava por cima de uma camisa branca de botões.
Aine: Vamos ver o que te fez gostar tanto de chapéus, Ai.
Falou com sarcasmo, pegando a chave do carro e saindo de casa.
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Syo e Kaoru estavam a caminho do local onde seria o coquetel de inauguração.
Kaoru: ooh… me diga nii-san, essa limosine foi “presente” do patrocinador?
Syo: sim, por quê?
Perguntou olhando pela janela a vista iluminada da agitada cidade de Shibuya.
Kaoru: ele tem muito dinheiro. Adiantou o coquetel, pagou uma boa grana para ser o patrocinador já que essa firma não é nada barata e ainda te deu de presente essa ida ao local com limusine. Ele deve ta realmente querendo sua presença…
Syo fitou o irmão pelo tom malicioso das palavras.
Syo: o que você quer dizer com isso?
Arqueou a sobrancelha.
Kaoru: me pergunto se o interesse dele é na marca em si ou no modelo dela.
Syo arregalou os olhos.
Syo: ficou doido Kaoru?! Você nem conhece esse homem! Pode ser casado com mulher e filhos!
Kaoru revirou os olhos.
Kaoru: como se um pedaço de papel e crianças chatas fosse impedimento pra algo…
O loiro mais velho bufou.
Syo: sua perversão e mente fértil não tem limite.
Kaoru riu.
Kaoru: acho que tem alguém querendo te comer nii-san.
O Kurusu corou furiosamente.
Syo: se não calar a boca eu te jogo desse carro em movimento!
Kaoru: ui… que agressão. Acho que vou ligar para o carinha bom de cama que te deixou num humor invejável há semanas.
Syo ficou calado e sentiu seu corpo reagir ao lembrar de Ai.
Syo: “a ultima coisa que você precisa agora é lembrar dele baka! Se concentre! Hoje é um dia importante.”
O menor desviou o olhar do irmão para a janela outra vez. Pensou em Ai mais do que deveria nessas semanas. Foi apenas sexo e de uma noite apenas, tudo bem que eles haviam transado diversas vezes durante aquela noite… mas ainda sim foi só uma única noite! Não poderia ficar se lembrando a cada um minuto dele e pior… ter uma ereção e ser obrigado a se masturbar chamando o nome do Mikaze. Syo suspirou e Kaoru notou isso.
Kaoru: “esse cara mexeu bastante com você com apenas uma noite…”
Ele sorriu de leve observando o rosto do irmão corar, provavelmente estaria se lembrando do mesmo. Syo percebeu o irmão o fitando pelo reflexo da janela, e desviou o olhar novamente.
Syo: "Uma noite, mas foi a melhor noite da minha vida..."
Pensou, sentindo-se um tanto culpado. Não deveria mais pensar naquilo, na verdade, sequer devia ter ido para a cama com aquele estranho. Ele tinha namorado e gostava dele, bem, ao menos achava que gostava, já que os dois estavam juntos há dois anos, mas mesmo pensando em tudo isso, não conseguia se arrepender de nada daquela noite.
Kaoru: Oe nii-san.
Falou, passando a mão diante dos olhos de Syo e libertando-o do transe.
Syo: Hm?
Indagou confuso.
Kaoru: Hm?! Que "hm" nada, Syo. Para de fantasiar com o seu gostosão, nós já chegamos!
O loiro mais velho deu-se conta naquele instante que a limusine estava estacionada em uma área especial e o motorista já estava do lado de fora ao lado de um senhor alto e careca de meia idade, que Syo reconheceu como dono da Star Hats. Os irmãos Kurusu saíram da limusine e foram recebidos pelo dono da empresa com um sorriso amigável. O idol do Starish apresentou o irmão para o homem, que se chamava Akashi.
Akashi: Senhor Kurusu, o patrocinador está prestes a chegar e nos pediu que esperássemos aqui para entrarmos juntos no evento.
Explicou, vendo o loiro mais velho concordar com a cabeça.
Kaoru: Ficar aqui com uma festa rolando lá dentro? Eu passo. Bye nii-san, te vejo daqui a pouco.
Piscou para o irmão mais velho, que rodou os olhos e preferiu nem discutir, vendo Kaoru se misturar entre as pessoas e sumir de vista.
Syo: Será que ele vai demorar muito?
Perguntou para o dono da firma, que lhe respondeu apontando para uma bela moto preta, com desenhos tribais de dragão na lateral que estacionava próximo a limusine. O loiro olhou curioso em direção ao rapaz que descia do veículo e tirava o capacete negro da cabeça, revelando madeixas azuis, belos olhos cianos e um sorriso cínico inconfundível.
Syo: “não… é… possível…!”
Pensou encarando Ai com os olhos arregalados e provavelmente todo o sangue do seu corpo deve ter fugido, porque ele se sentia frio e apostava quanto fosse que se visse seu reflexo no espelho, ele estaria pálido. Ai desceu da moto com toda a elegância e charme que só o mesmo tinha, se aproximando dos dois que o esperavam.
Ai: Akashi desculpe a demora.
Sorriu educadamente para o senhor.
Akashi: na verdade a estrela da marca só chegou agora. Syo, esse é o Ai Mikaze, o patrocinador da marca.
Ai desceu o olhar para o Kurusu que o encarava completamente perplexo.
Syo: “é uma alucinação… isso! Só pode ser isso! Ele não pode ta aqui na minha frente… não!”
Ai sorriu de canto observando a incredulidade e surpresa do chibi.
Ai: é um prazer inigualável conhece-lo.
Syo estremeceu pela voz desgraçadamente envolvente que Ai usou. O Mikaze estendeu a mão para cumprimenta-lo e o loiro com muita relutância a apertou.
Syo: igualmente.
Eles ficaram se olhando por umas frações de segundos que foi o suficiente para Syo corar.
Akashi: vamos entrar? Todos já devem estar ansiosos por sua espera senhor Kurusu.
Syo: h-hai.
Akashi sorriu.
Akashi: e depois pode levar o senhor Mikaze para cumprimentar algumas pessoas.
Syo: sim…
Ai: se não for incomodar, é claro.
Syo o olhou.
Syo: não será nenhum incomodo.
Ai sorriu.
Ai: então será um prazer estar em sua presença, Syo.
O Kurusu precisou morder a própria língua pra não se deixar abater demais por aquele reencontro.
Akashi: então vamos.
O mais velho sorriu animado indo na frente dos dois jovens. Antes que Ai desse um passo, Syo o parou.
Syo: o que você tá fazendo aqui??
Perguntou desesperado.
Ai: sou o patrocinador da nova coleção chibi. Pensei que tivesse ouvido.
Syo: é esse o problema! Por que tenho a impressão que isso não foi por acaso?
O olhou com desconfiança. Ai sorriu e tocou no queixo do loiro, fazendo-o olha-lo mais intensamente.
Ai: talvez porque eu não faça nada por acaso Syo.
Ele aproximou o rosto mais do dele.
Ai: seja gentil comigo essa noite. Afinal… tem que agradar seu patrocinador.
O Kurusu corou furiosamente pelo tom de malicia do bluenette. Ai levou a boca até o ouvido do mais novo.
Ai: vamos entrar…
Sussurrou rouco e logo depois se afastou, caminhando na frente.
Syo: “kami-sama… eu não vou suportar! Que tipo de provação é essa??”
Pensou quase entrando num estado de colapso.
.........................
Reiji olhava para o papel de parede de seu celular, que era uma foto de Ranmaru que batera sem que o albino percebesse, com o semblante triste. Lembrou-se do dia em que bateu a foto e sorriu nostálgico.
Flash back on.
Reiji e Ranmaru chegaram na casa do moreno depois de passarem a noite em uma festa. O albino acompanhou o Kotobuki um pouco a contragosto depois de muita insistência do mesmo. Reiji pediu para Ranmaru esperá-lo enquanto ia até a cozinha preparar algo para os dois comerem. O moreno demorou cerca de vinte minutos e quando voltou viu algo que o fez sorrir.
Reiji: Ran-Ran...
Falou ao ver o maior deitado um pouco torto no seu sofá. Ranmaru estava dormindo com os braços cruzados. Era a primeira vez que Reiji o via dormir. O moreno não resistiu e se aproximou lentamente, sentiu vontade de beijá-lo naquele instante.
Reiji: Eu queria ter essa visão todos os dias da minha vida.
Murmurou para si mesmo, arregalando os olhos em seguida ao dar-se conta do que estava pensando. Ele realmente queria ter Ranmaru todos os dias ao seu lado.
Reiji: Eu o amo.
Disse para si mesmo, tapando a própria boca em seguida e sentindo seu coração acelerado. Reiji não conseguia tirar os olhos da bela imagem do albino adormecido.
Reiji: "Eu posso não vê-lo assim todo dia, mas pelo menos terei esse dia comigo eternamente."
Pensou, fotografando o maior no seu celular e salvando a foto.
Flash back off.
O Kotobuki sentia os olhos marejados.
Reiji: Eu não aguento mais um dia longe de você, Ran-Ran. Eu te amo tanto...
Murmurou, sentindo uma lagrima deslizar por seu rosto.
Reiji: Eu preciso que você me escute.
Falou determinado. O moreno olhou o bloco de notas do celular e viu, abrindo o arquivo que tinha o nome "Ran-Ran". Os olhos do Kotobuki passaram pelas anotações até encontrar a que interessava "Quarta-feira: Boxe às 21h". Por sorte o albino tinha o ultimo horário da academia, e por ser amigo do dono, treinava sozinho das 21h às 22h, em todas as quartas e sextas.
Reiji: Ele vai ter que me ouvir.
Disse para si mesmo com firmeza, levantando-se da cama e indo até o armário procurar as luvas de boxe que estavam aposentadas há algum tempo.
......................
Ranmaru tinha acabado de sair do banho. Chegou exausto da empresa, era engraçado que mesmo sendo o dono, ele trabalhava tanto ou mais que seus empregados.
Ranmaru: estou seriamente pensando em virar um fora da lei…
Ele riu lembrando em como os seus melhores amigos, Ai e Camus, que não trabalham 1/3 que ele e tinham dinheiro pra esbanjar por aí. Ele levava um padrão de vida excelente, tinha dinheiro da sua empresa e também de todo o patrimônio da sua família, mas em compensação o trabalho era cansativo.
Ranmaru: um treino agora me fará muito bem.
Sorriu se arrumando. Ranmaru era amigo do dono da academia em que ele treinava boxe. E por saber da rotina do Kurosaki, o dono havia concedido uma chave pra ele entrar e sair à hora que quisesse do local, ou seja… ele tinha a academia só pra ele naquele horário, sem ninguém pra treinar e nem para incomoda-lo.
Ranmaru pegou suas luvas e como o local eram 10 minutos da sua casa, o albino aproveitava pra ir andando. Assim relaxava um pouco observando o movimento da cidade. O Kurosaki saiu do edifício onde morava e seguia o caminho ate a academia tranquilamente, quando dobrava na rua em que ficava o local, sentiu seu celular vibrar o que arrancou um suspiro deste.
Ranmaru: deve ser ele… de novo.
Ele pegou o celular do bolso e confirmou o que já sabia. Mais uma mensagem do Kotobuki, ele havia mandado quase 15 só naquele dia. Os olhos do albino se estreitaram excluindo as mensagens sem nem ao menos ler o conteúdo delas.
Ranmaru: tsk!
Guardou o aparelho ao chegar na porta da academia e pode ver que tinha poucos funcionários no local.
Yui: boa noite Ranmaru-san.
A moça da recepção o cumprimentou educadamente.
Ranmaru: boa noite. Ainda tem cliente?
Yui: não senhor. Apenas poucos funcionários deixando as coisas em ordem. Mas já estamos saindo e o senhor pode treinar a vontade.
Ranmaru sorriu.
Ranmaru: vou esperar então.
Ele foi para o ringue principal de boxe. Ranmaru se sentou por uns instantes enquanto esperava os funcionários terminarem de limpar o local e pegou outra vez seu celular. O Kurosaki sem muito ter o que fazer foi na pasta onde ficava as fotos e enquanto visualizava as imagens se deparou com uma que ele nem lembrava que existia ali.
Era uma foto dele e de Reiji. O moreno sem sua autorização pegou o seu celular e tirou uma foto deles jantando. Ranmaru ficou olhando aquela imagem por uns segundos e quase a deletou, mas quando ia fazer isso seus dedos paralisaram e o mesmo acabou desistindo da ideia.
...........................
Aine chegou ao local do coquetel um tanto irritado. Não esperava que o trânsito estivesse tão ruim nos arredores do evento. Parece que todos iam para aquele coquetel. O bluenette facilmente conseguiu passar pela multidão do lado de fora e chegou a portaria, tendo sua entrada facilmente liberada. O Kisaragi passou o olho analiticamente pelo local e viu a quantidade de pessoas presentes.
Aine: Tsk! O Ai realmente gosta de esbanjar.
Falou rolando os olhos e passando por entre as pessoas em busca do seu kobun. O bluenette percebeu olhares interessados em sua direção, era um tanto difícil passar despercebido com a sua beleza e imponência. Mas não tinha tempo para essas coisas, precisava descobrir o que levara seu subordinado a organizar aquele evento. Uma voz no microfone chamou a atenção de todos no local.
Daiki: Olá pessoal, sou Daiki Hajime, animador do evento.
Apresentou-se, recebendo o cumprimento e aceno do público.
Daiki: Nossa estrela e o patrocinador já estão aqui no evento, e dentro de alguns instantes subirão ao palco. Enquanto isso, aproveitem o evento.
A plateia aplaudiu empolgada, e alguns gritavam o nome de Syo. Aine observava a cena com a sobrancelha arqueada. Não precisaria mais procurar o bluenette mais novo, ele logo subiria ao palco. O Kisaragi pegou uma bebida e passou a observar o local.
..........................
Kaoru conversava com uns conhecidos dele e de seu irmão. Aquele lugar estava cheio de figurões da sociedade e do show business.
Ritsu: fiquei surpreso quando te vi aqui Kaoru. Pensei que não ia vir ao coquetel.
O loiro sorriu cínico.
Kaoru: e você já viu Kaoru Kurusu perder uma chance de beber e se divertir muito?
Estendeu o copo de champanhe dele. O jovem, que por sinal era um ex ficante seu, sorriu e bateu com a taça de leve na do loiro.
Ritsu: não. Festas assim fazem muito seu estilo.
O menor o olhou animado.
Kaoru: essa noite pretendo me divertir e muito.
Ritsu: já tem companhia?
Kaoru: não, se oferece?
Alfinetou descaradamente. Ritsu riu.
Ritsu: sempre.
Eles riram. Uma garota que era amiga dos irmãos Kurusu se pronunciou.
Maya: quem é aquele?
Apontou para um certo homem na faixa dos seus 24, 25 anos.
Ritsu: nunca o vi por aqui.
Maya: ele é lindo demais e com cara de milionário.
Kaoru riu.
Kaoru: pra estar nesse coquetel só pode ser de rico pra cima.
Ele olhou na direção que a amiga apontava e seus olhos arregalaram de leve ao recordar que já havia visto aquele mesmo cara antes.
Kaoru: “foi aquele que eu esbarrei na delegacia!”
Pensou ao fitar Aine de forma mais analítica e constatou que o mesmo era muito bonito.
Maya: pena que ele não gosta de mulher.
Soltou um muxoxo. Kaoru arqueou a sobrancelha.
Kaoru: e como sabe que ele não gosta?
Maya sorriu de canto.
Maya: é um maldito dom que tenho.
Piscou aos amigos que riram. Ritsu olhou da garota para Kaoru e notou que o mesmo olhava demais na direção do Kisaragi.
Ritsu: o conhece de algum lugar?
Perguntou interessado. Kaoru o fitou e deu de ombros.
Kaoru: não. Deve ser conhecido do dono da firma.
Falou sem dar muita importância ao caso.
Kaoru: agora… que tal se nos divertimos um pouco?
Indagou malicioso quando uma musica bastante animada começou a tocar.
Ritsu: você quer dançar?
Kaoru: por que não?
Ritsu: não tem ninguém dançando.
Kaoru riu.
Kaoru: então vamos abrir a pista de dança.
Puxou o pulso do ficante o trazendo para si.
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Aine bebia o segundo copo de champanhe quando percebeu uma pequena aglomeração se formando. O bluenette olhou para o local e viu que o causador da balbúrdia era um garoto loiro que rebolava no ritmo da música, junto com outro garoto que dançava de forma um pouco mais contida. O Kisaragi olhou curioso para a cena e arregalou levemente os olhos ao se dar conta que conhecia o garoto de algum lugar.
Aine: “É o pirralho escandaloso que esbarrou em mim na delegacia!”
Pensou, observando os movimentos que o menor fazia com o corpo, chamando a atenção de todos que estavam ao seu redor, principalmente do garoto que estava dançando com ele, que parecia devorá-lo com os olhos. A atenção do bluenette, assim como a das demais pessoas, incluído a do loiro que dançava de forma provocante, foi desviada para o palco novamente.
Daiki: Com vocês, Akashi-sama, dono da Star Hats.
A plateia aplaudiu o senhor que sorria simpaticamente.
Akashi: É uma honra tê-los aqui para prestigiar nossa nova linha de chapéus assinada pelo idol do Starish, Syo Kurusu. Com vocês devem ter visto, o lançamento estava previsto para daqui a duas semanas, mas acabamos ganhando um novo patrocinador que antecipou o lançamento da linha e organizou esse maravilhoso coquetel para vocês. Então é com imenso prazer que chamo ao palco Syo Kurusu, a grande estrela desse evento e Ai Mikaze, nosso mais novo patrocinador.
Os dois subiram ao palco e o Kurusu mais velho ficou o mais longe que podia do bluenette. Kaoru estreitou levemente o cenho para a expressão do irmão. Apesar dos sorrisos e de falar naturalmente no microfone, ele conhecia Syo o bastante pra saber que ele estava muito nervoso e por causa do palco que não era, afinal um idol que já cantou para mais de 200 mil pessoas não poderia ficar nervoso com um publico daqueles. Os orbes do mais novo pairaram em Ai o analisando e viu que o mesmo se tratava de um jovem por volta dos seus 21 ou 22 anos e por sinal muito bonito.
Kaoru: “ele é novo demais para ter tanto dinheiro para patrocinar essa coleção… além disso, ele parecia bastante ansioso para o coquetel chegar.”
Kaoru arregalou os olhos numa rápida troca de olhares que houve entre Syo e Ai, na hora que o bluenette havia dito ser fã da banda há um tempo e de Syo em especial pelo talento e estilo impecável do mesmo, o que fez a plateia rir do humor do Mikaze e Syo acabar corando de leve.
Kaoru: não acredito!!
Acabou falando alto demais, atraindo o olhar de pessoas próximas a ele.
Kaoru: “será que…??”
O Kurusu abriu um sorriso malicioso.
Kaoru: “nii-san se esse foi o “gostosão” que te comeu tão bem naquela vez… tá explicado o porquê você ficou pensando nele durante todos esses dias!”
O loiro riu. Aine olhava com o cenho franzido para o seu kobun e a estrela da marca e viu que o mesmo era a cara do anão escandaloso que ele encontrou na delegacia.
Aine: “são irmãos gêmeos hã?”
Ele olhou rapidamente de Syo para Kaoru e viu o sorriso pervertido e cínico do mais novo para o irmão.
Aine: “Ai seu grande idiota! Agora sei bem o porquê de tanto interesse numa maldita coleção de chapéus! Seu interesse é na estrela da marca!”
O bluenette mais velho estava com tanta vontade de estrangular seu kobun que poderia até se sentir sua áurea assassina se chegasse perto dele. Depois do dono anunciar os modelos da nova coleção, Ai e Syo desceram acompanhados do mesmo. Mas antes de Ai seguir o caminho de volta para onde estavam os convidados, Syo puxou seu pulso com força o fazendo parar o passo.
Syo: agora você e eu vamos conversar!
Falou seriamente. Ai sorriu de canto.
Ai: não sou homem de diálogos, prefiro outras coisas mais interessantes pra fazer com você.
Se aproximou de Syo que recuou com medo, mas não de Ai e sim das vontades e pensamentos pervertidos que estavam rodeando sua mente.
Syo: dá pra ficar sério?!
Ai revirou os olhos.
Ai: você tá muito tenso hoje chibi.
Syo bufou.
Syo: eu só quero saber o porquê que um Yakuza como você ta investindo numa marca de chapéus?!
Ai ficou o fitando e fechou o sorriso do rosto.
Ai: porque aquela noite foi apenas à primeira de muitas chibi.
Syo arregalou os olhos.
Ai: eu quero transar com você de novo, Syo.
Falou na cara dura deixando o rosto de Syo mais corado que uma maça.
Syo: A-Ai… você não tá falando sério e…
Ai: por que não estaria?
Ele encurralou o Kurusu contra a parede.
Syo: você não investiria milhões apenas pra transar comigo!
Ai sorriu.
Ai: pra conseguir o que eu quero eu daria muito mais do que o valor desse patrocínio. Eu compro a empresa inteira pra você Syo.
O chibi ficou ainda mais perplexo.
Ai: a empresa… uma ilha… o que você quiser.
Syo: você é maluco.
Ai: com certeza eu sou…
Ele sorriu aproximando os lábios da boca de Syo.
Ai: e você me deixa mais ainda.
Murmurou roucamente. Aine fitava aquela cena bufando e por saber leitura labial, conseguia entender o que os dois falavam.
Aine: “Eu não acredito que aquele inútil falou pra ele que era um yakuza!”
Pensou ao ver o Kurusu mais velho indagar a mesma pergunta que fazia desde que Ai decidira organizar esse maldito evento. O bluenette continuou observando a cena e viu seu kobun dizer que aquela noite havia sido a primeira de muitas.
Aine: “Provavelmente ele está se referindo a noite em que ele comemorou a entrada na família. Não acredito que ele está pensando em levar isso adiante!”
O Kisaragi estreitou os olhos e decidiu parar com aquela palhaçada naquele instante.
Aine: Ai, você vai me ouvir, seu imbecil.
Falou baixinho, passando em meio às pessoas para ir em direção ao local em que o Mikaze conversava com Syo, mas antes de chegar ao local acabou colidindo com uma pessoa, e por reflexo a segurou pela cintura para evitar a queda. Aine não acreditou no que seus olhos viam. Alguma força superior o odiava, era a única explicação.
Aine: Além de escandaloso é cego, pirralho?
Falou ameaçadoramente, embora sua voz ainda estivesse no mesmo tom. Kaoru sentiu seu braço ser apertado pelas mãos fortes do Kisaragi e acabou emitindo um gemido baixo, mas alto o suficiente para o bluenette ouvir e liberar seu braço do aperto. Kaoru levou a mão ao local que Aine havia apertado e provavelmente ficaria roxo pela tamanha força que o outro o apertou.
Kaoru: a culpa não é minha se você anda como se fosse tirar seu pai da forca smurf!!
Aine fuzilou o loiro pelo abuso.
Aine: com quem acha que esta falando seu derivado da oxigenada?!
Falou com superioridade.
Kaoru: devo acreditar com alguém que pertence a supremacia da burrice humana?
Arqueou a sobrancelha irônico.
Kaoru: arara azul.
Provocou sacaneando a cor do cabelo do mais velho. Aine estreitou os olhos e puxou o menor pela camisa, invadindo seu espaço pessoal.
Aine: Quem você chamou de arara azul, projeto de anão?!
Perguntou com o tom de voz perigosamente baixo, o que o deixava ainda mais ameaçador e perigoso. O loiro sentiu um arrepio na espinha, no entanto aquele arrepio não tinha nada a ver com o medo.
Kaoru: Você!
Falou no mesmo tom, sem se intimidar.
Aine: Eu queria acabar com você agora, pirralho, mas tenho assuntos mais importantes para resolver.
Disse afastando-se de Kaoru e percebendo que haviam chamado a atenção de algumas pessoas que estavam próximas. Aine as ignorou e olhou em direção ao local onde o outro bluenette estava com Syo, mas nenhum dos dois estava mais lá.
Aine: Ótimo!
Exclamou irritado, voltando a procurar o kobun.
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Ai: Não sabia que estava com tanta presa para transar comigo, chibi.
Provocou assim que o Kurusu fechou a porta do banheiro.
Syo: Não é nada disso, idiota! Não poderíamos conversar lá, chamaríamos muita atenção.
Falou um pouco vermelho. O Mikaze estava apoiado na pia com os braços cruzados e um meio sorriso cínico.
Ai: Banheiros... Eles me trazem boas lembranças. Não trazem para você, Syo?
Falou com a voz sexy, vendo o menor ficar ainda mais vermelho. Ai se aproximou ainda sorrindo e deixou o loiro encurralado na parede, e levou a boca até o ouvido de Syo.
AI: Foi em um banheiro como esse que nos conhecemos, chibi.
Sussurrou de um jeito provocante, percebendo a respiração do loiro ficar alterada.
Syo: foi num banheiros desses que você me agarrou isso sim…!
Desviou o olhar, pois sabia que não ia resistir se olhasse para o bluenette por mais tempo.
Ai: falando desse jeito, faz com que eu pareça um estuprador de chibis.
Syo revirou os olhos.
Syo: não está muito longe disso. Levando em consideração o que fez comigo num estado bêbado em que eu me encontrava…
Ele fitou os orbes cianos de Ai que estavam bastante intensos.
Ai: ah é? E seus gemidos não lembra?
Syo corou.
Ai: eu não te arrastei para o carro. Você topou ir comigo… aceitou todos os beijos… aceitou minhas caricias… me chupou por vontade própria…
A ultima parte ele sussurrou roucamente no ouvido do Kurusu que sentiu o coração saltar no peito.
Ai: esqueceu todos os orgasmos deliciosos que teve naquela noite?
Syo engoliu em seco.
Syo: Ai… não faz isso…
O bluenette sorriu malicioso.
Ai: eu não esqueci um dia sequer desde que transamos, Syo. Não esqueci seus gemidos, os gritos que você dá quando já estar mergulhado em êxtase, seus beijos…
Ele roçou a ponta do nariz numa região que Syo era sensível no pescoço.
Ai: seu cheiro…
Ele lambeu o local.
Syo: ah…
Ele não evitou o gemido baixo.
Ai: o gosto da sua pele.
O loiro mordeu os lábios. Ai voltou a fita-lo intensamente.
Ai: eu sinto muito chibi, mas eu não vou me segurar. É impossível me segurar com você tão perto e com uma roupa que ta praticamente me implorando pra arranca-la do seu corpo.
Ele passou o braço pela cintura do menor e colou seu corpo ao dele, logo envolvendo seus lábios num beijo necessitado. Syo suspirou em contentamento ao sentir a boca deliciosa e macia do Mikaze sobre a sua outra vez. Talvez nunca tenha sentido tanto a falta de um beijo do seu namorado, como sentiu do bluenette nesse mês.
Syo entregou-se completamente ao beijo, deixando o bluenette explorar todos os cantos de sua boca com a língua para tentar diminuir a saudade que sentira naquelas semanas que estiveram afastados. Ai imprensou o loiro na parede e juntou ainda mais os corpos. O beijo durou o quanto puderam segurar o folego.
Os dois se separaram arfantes. O Mikaze fitou o menor de um jeito que o fez fechar os olhos e apoiar a cabeça em seu ombro até recuperar o ritmo normal da respiração. Syo sentiu Ai abraçá-lo. Os dois ficaram nessa posição por cerca de um minuto, até que o loiro percebeu o perigo de serem pegos juntos no banheiro e afastou-se do maior.
Syo: Eu preciso voltar para lá, tenho que cumprimentar uns amigos.
O Mikaze sorriu.
Ai: Tudo bem chibi, tem o resto da noite para você ser meu.
Piscou, vendo a face do menor ruborizar novamente. Os dois saíram do banheiro com intervalo de um minuto para não serem vistos juntos. Syo ainda estava um pouco abalado com o que acabara de acontecer no banheiro, mas precisa manter seu equilíbrio. O loiro foi em direção ao local em que estavam seus seis companheiros de banda e foi cumprimentado com abraços e parabéns pela nova linha de chapéus.
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Todos os funcionários já haviam ido embora, deixando Ranmaru sozinho na academia. O albino estava vestindo uma bermuda preta a altura dos joelhos, sem camisa e as luvas pretas de boxe.
Ranmaru: “precisava disso”.
Pensou ao dar um forte soco no saco de pancada. Mesmo sem querer, Ranmaru enquanto treinava, acabava pensando no Kotobuki. Aquilo o tirava mais do sério ainda. Não era possível que mesmo ali, desferindo vários chutes e socos naquele saco, o Kurosaki ainda tivesse tempo pra pensar em Reiji.
Ranmaru: “mas claro… minha vontade era de fazer tudo isso na cara dele!”
Tentou justificar inutilmente a razão pela qual o moreno não saia da sua cabeça, já que a mais obvia, Ranmaru nunca admitiria.
Ranmaru: tsk!! Tsk!! Droga…!!!
Ele dava varia sequencias de socos e chutes no saco. O albino lembrou, mais uma vez nas milhares naquela semana, da mensagem que o tal “ex ficante” do Kotobuki havia mandado a ele. O celular do Kurosaki começou a tocar e ele viu de relance no visor o nome “Reiji”.
Ranmaru: hmpf!
Bufou, ignorando a ligação. Ranmaru deu um giro, em seguida acertando um forte chute no saco de pancada que o fez ir para longe e voltar.
Ranmaru: você é um idiota Reiji!
Disse irritado respirando ofegante.
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Reiji observava escondido o treino do Kurosaki. O albino desferia socos no saco de pancada como se sua vida dependesse disso. O moreno não conseguia evitar que sua vista corresse por todo o corpo do outro. Ranmaru estava com o cabelo ainda mais arrepiado que o normal, e era possível ver a barra da boxer preta sob a bermuda, além do brilho de suor no peitoral exposto.
O Kotobuki mordeu os lábios tentando conter a vontade de gemer apenas com aquela visão. Ele definitivamente não aguentava mais ficar longe do seu Ranmaru. Reiji puxou o celular do bolso e ligou para o albino, e esperou a reação dele. O moreno viu o Kurosaki bufar ao olhar o visor e desferir um forte chute no saco.
Ranmaru: Você é um idiota Reiji!
Falou irritado e ofegante, socando o saco novamente em seguida. Reiji sentiu seu coração acelerar. Ele precisava falar com Ranmaru. O Kotobuki aproximou-se de onde Ranmaru estava cuidadosamente, tomando cuidado para não entrar na linha de visão do maior e entrou no ringue.
Reiji: Acho que seria mais eficiente se você batesse em mim ao invés de descontar tudo no pobre saco de pancadas.
Falou, vendo o albino virar sua direção com os olhos arregalados.
Ranmaru: o que você tá fazendo aqui?!
Reiji continuou o fitando.
Reiji: etto…
Ranmaru: ou melhor, como entrou aqui?? A academia ta fechada!
O Kurosaki o olhava perplexo.
Reiji: eu cheguei antes do horário de encerramento e me escondi no banheiro. Sabia que você ia vir no mesmo horário de sempre e que todos os funcionários já teriam ido embora.
Ranmaru arqueou a sobrancelha desconfiado.
Ranmaru: e posso saber como descobriu isso?
Reiji corou, logo desviando o olhar do maior.
Ranmaru: você fica me stalkeando?!
Reiji: n-não é isso!
Ranmaru: ah não?! Então qual é a explicação pra você saber meu horário de treino e mais ainda que fica só eu aqui?!
O fitava irritado. Reiji mordeu os lábios nervoso. O maior o fitava com raiva, esperando uma resposta.
Reiji: Ran-Ran, eu sinto a sua falta, se quiser me bater eu deixo, só não fica longe de mim.
Implorou, vendo o albino arregalar levemente os olhos, mas logo tratou de disfarçar a surpresa e voltou a sua atenção para o saco de pancadas.
Ranmaru: Vai embora, Reiji.
Falou com frieza.
O Kotobuki se encolheu com o tom frio do albino, mas não sairia de lá até falar com ele.
Reiji: Não Ran-Ran, eu não vou embora. Se você não quer falar comigo, então vamos lutar. Se eu ganhar, você me escuta e se eu perder, prometo que te deixo em paz.
Falou determinado, embora a parte final da frase tivesse feito seu coração apertar. O Kurosaki ficou em silencio por uns segundos.
Ranmaru: você vai perder.
Disse num tom sério. Reiji sorriu, iria usar seu poder provocativo.
Reiji: se tem tanta certeza… lute comigo Ran-Ran.
O albino se virou, o olhando parcialmente por cima do ombro.
Reiji: ou está com medo de perder pra mim Ranmaru?
Os olhos do maior se estreitaram.
Ranmaru: com medo? De perder pra você?
Sorriu com escarnio.
Ranmaru: isso nunca aconteceria.
Reiji sorriu e colocou as luvas.
Reiji: prove então.
Eles ficaram se olhando por uns segundos. Reiji lutava pra se manter firme diante daquele olhar.
Ranmaru: tudo bem. Não vá reclamar depois.
Suspirou. Reiji arregalou os olhos quando Ranmaru avançou pra cima dele, tentando desferir um soco, que por sorte ele desviou.
Reiji: “kami-sama dos lutadores, me proteja! Eu preciso ganhar!”
Ele se concentrou em não ser acertado pelo Kurosaki e numa distração do maior, Reiji acertou um soco em cheio no estomago dele.
Ranmaru: argh!! Maldito…!
Ele fez uma careta de dor. O Kotobuki ficou tenso, achando que havia usado força demais. No entanto Ranmaru aproveitou aquele momento e desferiu um chute forte em sua barriga e logo depois se abaixou, passando uma rasteira no menor que foi ao chão. Reiji levou a mão ao estomago ofegante e gemeu de dor. Ranmaru o fitou sério e depois sorriu vitorioso.
Ranmaru: Você perdeu!
Falou, voltando sua atenção para o saco de pancadas e ignorando o moreno no chão. O Kotobuki se levantou com um pouco de dificuldade e avançou no albino novamente, virando o corpo do maior novamente para si e o imprensando contra o saco de pancadas.
Reiji: Nunca dê as costas para o adversário sem a plena certeza que ele foi nocauteado, Ran-Ran.
Falava ofegante, olhando nos olhos heterocromáticos do albino. Ranmaru estava surpreso por ele conseguir se levantar.
Ranmaru: deixa de ser masoquista Reiji.
A voz dele saiu rouca e cínica, deixando o corpo de Reiji arrepiado.
Ranmaru: não vai conseguir me vencer. O chute e a rasteira já não são o suficiente?
Reiji: isso não acabou! Se pra me escutar, eu tiver que vencer você. Eu farei isso!!
Disse decidido e tentou acerta-lo, mas Ranmaru se desvencilhou e agarrou o pescoço de Reiji, o girando e levando-o contra a parede.
Reiji: argh…!
Ele cerrou os dentes quando a costa bateu com violência contra a parede.
Ranmaru: eu posso quebrar você inteiro. Eu to te dando a chance de ir embora…
Ameaçou fitando os olhos do menor intensamente. Reiji estava ofegante.
Reiji: faça isso.
Ranmaru arqueou a sobrancelha.
Reiji: quer me bater não é? Faça! Não é novidade nenhuma pra você que eu sou masoquista.
Provocou o fitando com certa luxuria. Ranmaru desceu seu olhar para a boca entreaberta do menor e tirou a mão do pescoço dele, no entanto o prensou dessa vez com seu corpo contra a parede.
Reiji: hmm…
Ele gemeu sentindo seu corpo encaixado ao do Kurosaki.
Ranmaru: você fica bastante sensível no tempo que passamos longe.
Sussurrou, provocado o Kotobuki em seu ouvido. Reiji fechou os olhos em deleite sentindo a respiração quente contra seu pescoço. Ele mordeu os lábios ao sentir os da boca de Ranmaru mordiscar sua orelha.
Reiji: Ran-Ran...
Gemeu arrepiado, apoiando-se no ombro desnudo do maior. O Kurosaki deu uma mordida forte no ombro de Reiji e ouviu como resposta um gemido de dor e prazer. O moreno levou a mão livre ao peitoral do Kurosaki e o arranhou levemente, trilhando caminho até a barra da boxer exposta e passando seu dedo levemente por ela, o que provocou um arrepio no mais alto. Reiji olhou para os olhos heterocromáticos de Ranmaru e viu o albino fitá-lo de volta com uma mistura de raiva e luxuria.
O Kotobuki levou a mão que estava no ombro de Ranmaru para o pescoço e o puxou para um beijo, sentindo o Kurosaki corresponder de forma selvagem. Reiji levou a mão que estava brincando com a barra da boxer em direção ao membro do albino e acariciou o pênis de Ranmaru por cima da bermuda, sentindo-o gemer em meio ao beijo. Reiji sorriu, ainda com os lábios colados ao do maior, com aquele gemido que o mesmo deu. Ele puxou forte a cabeleira do albino que em resposta mordeu seu lábio inferior o sugando e puxando-o para si.
Reiji: aah…!
Ele gemeu alto e de forma necessitada quando os lábios do Kurosaki desceram para seu queixo, depositando uma mordida no local e trilhou um caminho de chupões leves até o pescoço, na região próxima a clavícula e lá deu um chupão mais forte que arrancou um gemido sôfrego do moreno.
Ranmaru adentrou com a mão por dentro da camiseta que Reiji usava e arranhou uma parte de sua costa até a barra da bermuda que o outro usava. O Kotobuki levou seu nariz ao pescoço do amante e roçou de leve, sentindo Ranmaru se arrepiar com aquilo.
Reiji: seu cheiro… sua pele…
Ele desceu bem lentamente a mão pela costa desnuda de Ranmaru, pressionando os dedos na pele alva que se arrepiou mais. O Kurosaki gemeu rouco com aquilo.
Reiji: eu sentia falta… de tudo isso…
Ranmaru fechou os olhos e puxou o menor para outro beijo, dessa vez mais intenso que o anterior. O Kurosaki levou as mãos a camisa de Reiji e começou a tirá-la do corpo do moreno, apartando o beijo por um breve segundo, apenas para terminar de tirá-la e arremessá-la longe.
O albino levou a mão direita ao mamilo do outro e o apertou, sentindo-o gemer em sua boca. Reiji abriu as pernas um pouco e sentiu o Kurosaki encaixar o corpo no seu, roçando os membros já duros por cima da bermuda. O moreno deu uma rebolada para aumentar a fricção entre os membros.
Ranmaru levou a mão que estava livre em direção a bunda do menor e adentrou o short, apertando com força a nádega esquerda, para em seguida levar dois dedos a entrada do mesmo e começar a estimular com movimentos circulares sem enfiá-los, o que fez Reiji gemer longamente.
Reiji: aaah…
Ele fechou os olhos em deleite e pendeu a cabeça levemente para traz. O Kurosaki sorriu vendo a reação do amante e aumentou a pressão no orifício, pondo um dentro e depois tirou. O menor apertou forte os ombros desnudos de Ranmaru com aquilo e enterrou o rosto na curvatura do pescoço do outro.
Reiji: Ran-Ran…
Gemeu manhoso. Reiji mordeu a região perto da clavícula do albino e a mão destra desceu lentamente pela costa do mesmo, indo na direção da bermuda e adentrou o tecido. O Kurosaki pressionou os lábios para não gemer quando Reiji apertou em cheio sua bunda e depois arranhou lentamente da sua nádega direita até a coxa.
Ranmaru: hmm…!
O Kotobuki sorriu com o gemido de satisfação do maior. Reiji o empurrou com força, logo o derrubando ao chão e deixando Ranmaru meio perplexo pela atitude. O moreno se colocou por cima do parceiro e o beijou de forma necessitada, rebolando intensamente, esfregando sua ereção na do outro. Ranmaru, mesmo sem querer, gemeu longamente em meio ao beijo.
Reiji arranhou o peitoral do maior com força, deixando a região em que suas unhas curtas passaram avermelhadas. O Kotobuki desceu os lábios para o pescoço de Ranmaru e deu um chupão, levando-os em seguida para o lóbulo da orelha do albino.
Reiji: Eu sentia tanta falta do seu gosto, do seu cheiro... de você todo Ran-Ran...
Falou com a voz rouca de excitação, rebolando novamente na cintura do Kurosaki, fazendo o membro intumescido de ambos roçarem. O moreno levou a mão ao cós da bermuda de Ranmaru e começou a retirá-la. O mais alto o ajudou, ficando apenas com a boxer, que deixava evidente a ereção.
Reiji mordeu os lábios e acariciou o membro do maior por cima da cueca. Em seguida, o moreno retirou sua própria bermuda, e assim como o Kurosaki, ficou apenas de boxer. Ranmaru o puxou para um beijo repleto de luxuria. Reiji correspondia o beijo de forma desesperada, e ficava cada vez mais excitado ao sentir o membro duro do albino encostando-se ao seu, mesmo que ambos ainda usassem suas roupas intimas.
O Kotobuki puxou a mão do albino em direção a sua boca e lambeu os dedos dele de forma sedutora, passando a chupá-los em seguida como se estivesse fazendo um oral. Reiji deu uma leve mordida no dedo médio e passou a língua no local em seguida.
Reiji: Quero você dentro de mim agora, Ran-Ran.
Sua voz estava devassa combinando com seus olhos que ardiam em luxuria. Ranmaru o fitava tão intensamente, o desejo era transmitido na expressão dele. Apesar de na maioria das vezes ter vontade de enforcar o Kotobuki, ele não podia negar que o moreno o deixava insano.
Reiji: amo quando me olha desse jeito…
Murmurou roucamente e mordeu o lábio inferior de forma sexy. Reiji deu outra lambida no dedo médio, uma lambida lenta até o topo onde mordeu de leve. Os orbes acinzentados estavam presos nos heterocromáticos. A respiração do albino estava acelerada, seu membro estava pulsando desesperado dentro da boxer. Reiji estava mais pervertido e enlouquecedor naquele dia. O Kotobuki sorriu travesso e esfregou forte sua bunda na ereção do maior.
Ranmaru: argh...!!
Ele não conseguiu segurar o gemido.
Reiji: pelo visto… ele ta querendo uma atenção especial logo Ran-Ran…
Ele se abaixou mordendo o lábio inferior do albino e o puxou para si.
Reiji: não é bom deixa-lo esperando.
Falou e logo sorriu sacana tendo como resposta um sorriso a altura do parceiro e um beijo voraz. Ranmaru inverteu a posição deles, e passou a ficar por cima de Reiji, arrancando sua boxer.
Reiji: ahh!!
Ele acabou gritando de prazer quando o outro agarrou seu membro com força e começou a bombeá-lo forte.
Ranmaru: está mais safado que o normal.
Ele sussurrou em seu ouvido.
Ranmaru: isso tudo é a saudade?
Reiji gemeu carente, fechando os olhos.
Reiji: s-sim… não tem ideia do inferno que é sem você!
Arqueou a coluna.
Ranmaru: então diga… olhe nos meus olhos…
Reiji o fitou malicioso.
Ranmaru: peça. Implore para que eu te satisfaça…
Reiji gemeu novamente, fechando os punhos com força.
Ranmaru: Anda Reiji...
Falou, deslizando o membro do moreno por toda a sua mão e acariciando a glande com o polegar.
Reiji: Ah… Ran-Ran...!
Gritou, fechando os olhos em seguida e mordendo os lábios.
Reiji: Me fode logo, por favor.
Implorou excitado, sentindo os dedos do albino abandonarem seu pênis e irem em direção a sua entrada e voltarem a acariciar o orifício, ameaçando enfiar o dedo.
Reiji: Não faz isso comigo, não me tortura ainda mais... me come de uma vez...!
Pediu, fitando-o nos olhos. Ranmaru sentiu seu membro latejar com a intensidade do olhar do Kotobuki. O albino encerrou a distancia entre os lábios e beijou o menor com luxuria, finalmente enfiando dois dedos no interior dele, que gemeu alto com a invasão. Quando Ranmaru ia intensificar o movimento com os dedos para preparar o moreno, ouviu seu celular que estava jogado em cima de sua camiseta que estava no chão, tocar insistentemente.
Ranmaru: tsk!
Resmungou. Reiji bufou com o barulho irritante que estava o desconcentrando num momento tão importante.
Reiji: não atende…!
Pediu, segurando o braço de Ranmaru.
Ranmaru: pode ser algo importante.
Falou pegando com a mão livre o aparelho e logo o atendeu sem nem ver quem era. O Kotobuki viu os orbes do maior se alargarem um pouco quando a pessoa do outro lado falou. Ranmaru olhou de relance para Reiji que o fitava curiosamente, ele não sabia como agir naquele momento, mas também não faria nada como se tivesse algo sério com o Kotobuki.
Ranmaru: sim, eu lembro.
Ele sorriu de canto.
Ranmaru: eu to um pouco ocupado agora. Mas daqui há uns 40 minutos eu te pego. Ta na sua casa?
Reiji arregalou os olhos. Ele estava marcando um encontro??!
Ranmaru: perfeito. Depois que eu terminar o que eu to fazendo, nos encontramos. Até lá…
Reiji pode ouvir perfeitamente a voz e sabia que era um homem do outro lado da linha e pela voz sedutora e rouca de Ranmaru, era algum ficante dele. O coração do mesmo se despedaçou na hora. Como uma parede de vidro que quando se estilhaça e todos os pedaços vão ao chão… assim ele estava naquele momento.
Reiji queria chorar, mas não faria aquilo, não naquele momento. O albino mal desligou o aparelho e sentiu Reiji puxá-lo para um beijo um tanto violento, onde o moreno encerrou com uma mordida relativamente forte nos lábios do Kurosaki, que acabou fazendo um minúsculo corte neste. Ranmaru o fitou um pouco surpreso, e acabou arregalando os olhos ao sentir o moreno inverter as posições, e ficar por cima de si.
Reiji não acreditava que Ranmaru havia atendido aquela ligação enquanto estava com ele. A vontade de chorar estava voltando com tudo, mas o moreno não podia desabar naquele momento. Então, mesmo sem preparação adequada, Reiji tirou a boxer do parceiro e direcionou o membro em sua entrada e desceu sobre ele, emitindo um gemido alto ao sentir Ranmaru completamente dentro de si.
Ranmaru: R-Reiji…!
Ele não teve tempo de falar nada. Mal Reiji havia o colocado dentro de si e já estava se movendo com intensidade. Ele subia e descia em velocidade media. O Kurosaki estava perplexo com o comportamento do menor e via nos olhos dele que estava sentindo dor. Ranmaru levou uma de suas mãos ao membro de Reiji e o estimulou, arrancando um gemido alto do Kotobuki. O que Ranmaru não sabia era que a dor não era física no menor e sim emocional. Seu coração estava em pedaços, sua alma também e só ele sabia o esforço que estava fazendo para não chorar.
Reiji: “eu preciso sentir algo mais doloroso que essa dor no meu coração…!”
Com esse pensamento ele intensificou as cavalgadas. O Kurosaki pendeu a cabeça para traz gemendo longamente. Reiji apertava seu membro a cada segundo com mais força e rebolava com intensidade, o maior estava indo a loucura.
Reiji: “eu vou te enlouquecer o bastante para não esquecer de mim quando estiver com quem seja…”
Ele fitava o albino e se inclinou mais sobre seu corpo, avançando no pescoço do Kurosaki e o mordeu, sem parar de rebolar de forma despudorada no colo do albino. Ranmaru gemia rouco e passou os braços em volta do corpo do menor. Reiji fechou os olhos e quase sentiu uma lágrima cair. O Kurosaki gemeu de dor e prazer ao sentir seu ombro ser mordido com força.
Ranmaru: Reiji... o que...?
A fala do albino foi interrompida pelo olhar do menor. O Kotobuki o fitava com os olhos gélidos repletos de dor e mágoa, o que fez o Kurosaki desviar os olhos por um instante. Reiji levou a mão direita ao queixo de Ranmaru e o obrigou a olhar novamente para si.
Reiji: Olha pra mim, Ranmaru, por que é em mim que você estará pensando quando estiver com esse cara.
Falou, contraindo seu canal e rebolando de forma mais intensa, arrancando consequentemente um gemido alto e rouco do maior, que levou suas mãos a cintura do moreno e apertou com força, o que fez Reiji gemer. Os dois se movimentavam de forma frenética. Ranmaru puxou o menor pelo pescoço e juntou os lábios, beijando-o intensamente.
O Kotobuki pensou em negar o beijo, mas depois de alguns segundos o correspondeu com ainda mais intensidade. Reiji enfiou a língua na boca do maior no intuito de tocar e sentir o gosto de cada canto daquela boca, que era sua verdadeira perdição. O moreno cerrou os olhos com força sem cessar o beijo para evitar as lagrimas que ameaçavam cair a qualquer instante. Reiji sentia que seu corpo não aguentaria mais por muito tempo.
Ranmaru: Reiji…!
Proferiu seu nome roucamente. Reiji abriu minimamente os olhos, fitando o parceiro. O albino pôs a mãos no quadril do outro, agarrando-o mais forte e passou a movimentar seu quadril de forma mais intensa contra o de Reiji. Os dois estavam próximos do orgasmo e o mais baixo voltou a beijar o Kurosaki, queria experimentar o gosto da sua boca pela ultima vez. Mas em meio aquele turbilhão de emoções, Reiji não conseguiu evitar que uma lagrima escapasse dos seus olhos, caindo sobre a face do Kurosaki. Ranmaru abriu os olhos imediatamente ao sentir algo molhado em sua bochecha e se deparou com os orbes lacrimejantes do moreno.
Reiji: ahh…!
Ele gemeu longamente quando alcançou o orgasmo junto com o outro. Os dois estavam ofegantes.
Ranmaru: Reiji…
Ele sentiu o coração apertado vendo a dor e as lagrimas no rosto do Kotobuki.
Reiji: não se preocupe, Ranmaru. Eu não vou mais seguir você e nem atrapalhar a sua vida. Você conseguiu o que sempre quis, está livre do estorvo…
Os orbes heterocromáticos arregalaram ao ouvir aquilo. Reiji se levantou com dificuldade de cima dele pelos espasmos que estava tendo e pela intensidade que cavalgou em Ranmaru. Ele pegou suas roupas e as vestiu rapidamente, cada movimento sendo observado por um Kurosaki incrédulo. Reiji pegou as suas luvas e caminhou para fora do ringue.
Reiji: adeus Ranmaru.
Se virou, olhando uma ultima vez para o albino e falou aquilo friamente, embora estivesse destroçado por dentro. Ranmaru entreabriu os lábios tentando falar alguma coisa, mas não conseguiu, sua língua travou e apenas conseguiu ver o Kotobuki sumindo de sua vista.
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Assim que o moreno saiu da academia sentiu as lágrimas caírem incessantemente por seu rosto e levou a mão ao peito, apertando com força a camisa recém-vestida. Reiji queria gritar até perder a consciência ou até que essa maldita dor passasse. O Kotobuki chegou ao seu carro e entrou no banco do motorista, ligando o ar-condicionado e o som, Reiji apertou o volante com força e começou soluçar sem conseguir controlar o turbilhão de sentimentos em seu peito.
Amava Ranmaru de um jeito que julgava ser impossível alguém amar outra pessoa. Nesse pouco mais de um ano em que se conheciam, o albino era a primeira pessoa em que pensava quando acordava e a ultima que passava em sua cabeça antes de dormir. O moreno socou o volante e acabou apertando a buzina, mas não se importou.
Reiji: Eu não vou mais atrás de você, Ran-Ran... Não vou...!
Dizia para si mesmo sem parar de chorar. Reiji ficou alguns minutos segurando o volante e chorando, até ver o Kurosaki sair da academia com os cabelos molhados e uma calça jeans preta combinada com uma camisa branca e um colete preto. Reiji levou a mão direita novamente ao peito, enquanto a esquerda foi em direção a boca tentando conter inutilmente os soluços. Assim que Ranmaru sumiu da sua vista, Reiji tirou a mão da boca e deu um grito de dor. Estava tudo acabado entre eles.
Reiji: Ran-Ran...
Falou o nome do maior com a voz embargada e carregada de dor.
Reiji: Eu te amo.
Disse, sentindo seu peito apertar ainda mais, pois sabia que jamais teria a oportunidade de dizer aquilo para o Kurosaki, e principalmente, de ouvi-lo dizer aquilo para si.
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