Tempestade
10 Sentindo o amor
Notas iniciais
“Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade”. Alphonse de Lamartine
–;-
– Música sugerida (Make you feel my love – Adele) –
–;-
A chuva permanecia sem trégua, o frio era implacável, mas eles sorriam... A bussola, parte integrante do canivete presenteado por Isabella dava a direção certa, os mapas estavam guardados na surrada mochila, mas ele de tanto estuda-los já sabia o caminho de cor...
– Cuidado aqui... Está escorregadio. – Dizia puxando-a com delicadeza pela mão... Isabella estava completamente atenta a cada passo dado por seu amor, procurava com diligencia pisar sempre no lugar onde ele acabara de pisar... Edward com a lanterna apontando para sua frente, se equilibrava mantendo um olho na bussola e outro em sua Isabella... – A partir daqui é ladeira acima até o final. – Afirmou quando pararam e ele tirava a dúvida iluminando a bussola com a pequena lanterna... Voltou os olhos para Isabella e ela sorriu. – Tudo bem? – Questionou com verdadeira preocupação... Notou os cabelos ensopados que escapavam do capuz. – Está com frio? – Inquiriu preocupado.
– Eu estou bem amor, tudo bem. – Declarou segura e na ponta dos pés aproximou-se dele e lhe beijou rapidamente... Edward sorriu.
– Então vamos apertar o passo e nos aquecer na cabana... Assim eu espero. – Disse animado e esperançoso torcendo para realmente encontrar a cabana descrevida por James e por perto alguma lenha que pudesse fazer de fogueira.
– Estou com você... Logo atrás. – Devolveu voltando a caminhar e tento a mão dele como seu guia... A chuva era densa, implacável, não dava trégua em momento algum... A ladeira tornara-se um lamaçal sem fim... A dificuldade de se manter em pé e caminhar era mais que desafiadora e uma pessoa com o corpo frágil como o de Isabella hora ou outra iria vacilar e isso não demorou a acontecer, infelizmente... As mãos unidas se desprenderam e um som esganiçado saiu dos lábios da jovem no momento em que Edward virava seu pescoço... A cena assustou o Masen que em desespero também acabou escorregando... A lama fazia da ladeira um imenso escorregador... Isabella deslizou passando entre pequenos arbustos... Arranhões e pequenas escoriações lhe atingiram... A roupa já molhada agora estava coberta de lama... Edward vinha logo atrás e estava de igual modo... Algo como um platô os brecou por conta da grande quantidade de terra ao redor...
– Be... Bella... – Gritava ao extremo da preocupação e em um salto se pôs de pé assim que sentiu a terra lhe frear... Isabella estava um pouco mais a frente tentando se levantar... – Amor... Vo... Você está bem? – Perguntou ao se aproximar e ajudá-la a levantar... A imagem deles era deplorável... Os olhos quando se encontraram mostraram-se assustados, temerosos... Edward fechou os seus com força... O ar sendo por eles buscado com veemência... A mente de nosso corajoso garoto vacilou mais uma vez caminhando para sua habitual insegurança com relação a si mesmo... – Deus o que... Estou fazendo? – Questionou baixinho.
– Edward... – Pronunciou ainda mais baixo, envergonhada culpando-se pelo ocorrido... Como se alguém fosse culpado por aquele acidente... O Masen voltou a abrir os olhos e corajosamente a fitou... O rosto com um pequeno arranhão trazia lama ao redor misturada a alguns fios de cabelo... Ele levou a mão e com delicadeza afastou os fios para vê-la melhor... O frio era tanto que o rubor nas maçãs do rosto dela poderiam ser uma reação a temperatura, mas não, eram na verdade a vergonha por realmente achar-se culpada. – Desculpe! – Sussurrou fazendo-o sentir ainda mais remorso... Em um nano segundo ele tomou a decisão...
– Vou leva-la de volta. – Disse decidido fazendo-a arregalar os olhos de imediato tamanho foi o seu espanto.
– NÃO! – Esboçou entre angustia e ira com a possibilidade.
– Bella... Você... Você não vê? – Jogou tenso, gesticulando. – Olhe a sua volta... Isso... É lá lugar para você estar? Pelo amor de tudo o que é sagrado... Você...
– Edward...
– Você não pertence a esse lugar... Você é...
– Pare...
– Isso é absurdo e...
– PARE AGORA! – Exclamou intensa fazendo-o de fato parar. – Eu não vou voltar. – Declarou altiva.
– Bella...
– Não vou! – Disse intensa.
– Deus... Você não entende... Eu... Eu sou um criminoso e...
– Eu não vou voltar Edward. Você não vai se livrar de mim. – Soltou decidida e ele mais uma vez fechando os olhos com força...
– Olhe para você. – Falou angustiado voltando a analisar a situação de sua namorada... O olhar triste e envergonhado era nítido em sua face, mas ela decidida...
– Olhe para você Masen... Parece um pinto molhado e sujo... Garanto que está muito pior do que eu. – Jogou fingindo arrogância na tentativa enérgica de mudar o clima da discussão... E Edward abaixou a cabeça. – Você vai mesmo continuar com isso? – Questionou forçando-o a elevar o rosto e no processo ele viu a mão de Isabella cheia de arranhões.
– Olhe... Para você... Está machuca e suja...
– Você também está Edward... Vamos chega... Estou congelando aqui amor, por favor, me leva para o abrigo. – Pediu emoldurando seu rosto com as pequenas mãos e ele resignado soltou o ar com força.
– Isso... É um erro! – Afirmou derrotado e ela bufando irritada agarrou a mão dele e o puxou caminhando para a ladeira íngreme.
– CHEGA! Não quero ouvir mais nada, quero é sair daqui. – Disse brava e ele deixando-se ser puxado aceitou mantendo a resignação.
...
Eram pouco mais de três da manhã quando alcançaram o topo do penhasco e a velha cabana foi vista... O aspecto não era agradável, ninguém conseguiria morar ali, mas serviria de abrigo provisório por algumas horas...
– Chegamos, certo? – Perguntou uma ansiosa, úmida e suja Isabella... Mais uma vez se entreolharam...
– Sim, chegamos... Nosso palácio nas montanhas meu amor. – Declarou brincalhão, deixando para trás a angustia vivida a instantes, e puxando-a em direção a abandonada cabana seguiu... A porta foi empurrada com força e mesmo diante da dificuldade Edward conseguiu abri-la... O local inabitado a anos estava para lá de empoeirado... Mas a jovem Swan não se abateu, aliás não viu nenhuma dificuldade ou desconforto, viu na verdade uma possibilidade... – Eu vou arrumar alguma lenha, ok? – Soltou preocupado com o bem-estar de sua garota. – Fique com a lanterna, volto logo. – Declarou beijando sua testa.
– Você vai precisar da lanterna mais do que eu. – Devolveu Isabella observando-o aproximar-se da porta...
– Não, não... Você fica com a lanterna. – Declarou e saiu... Isabella olhou ao redor e imaginou improvisar um lugar para que descansassem... Viu algo parecido com um balde e ouvindo a força com que a agua descia do telhado voltou para fora vislumbrando uma pequena queda d’água feita por um cano velho, encheu o recipiente de água e voltou no instante e que Edward chegava com a pouca madeira úmida que conseguira. Trabalharam em conjunto... Tentaram arrumar o espaço enquanto a agua esquentava na pequena fogueira que Edward havia feito e o ambiente agora aquecido trazia contentamento a ambos... Os olhos como de costume se encontraram...
– Você está bem? – Perguntou cauteloso e ela sorrindo nada respondeu, antes voltou para perto do fogo e observou a agua que se aquecia... – Bella... Eu... Não me entenda mal. – Pediu angustiado.
– Acho que a agua está aquecida o suficiente. – Soltou tranquila e se voltando para ele... – Você pode tirar ela daqui, por favor? – Pediu gentilmente e ele fazendo uma careta por não ter tido sua pergunta respondida apenas aproximou-se e fez o que ela pediu... – Coloque aqui. – Instruiu mantendo a suavidade em seu tom de voz e ele obedeceu. – Agora tire toda a sua roupa. – Ordenou fazendo-o arregalar os olhos de imediato e parado se manteve enquanto ela retirava sua blusa... Isabella percebeu que ele só a fitava ainda sem saber como agir. – O que foi? Esqueceu-se como se tira a roupa? – Questionou com deboche e ele soltando o ar com força.
– Você está com raiva de mim. – Declarou convicto.
– Não... Não estou com raiva de você. – Devolveu. – Eu apenas decidi não dar ouvidos aos seus absurdos. – Soltou mantendo a tranquilidade e fazendo-o franzir a testa em confusão. – Edward, vamos tire essa roupa molhada. – Chamou no momento em que abria o zíper de sua calça e ele um tanto envergonhado, coisa incomum para a situação, pois na verdade quem deveria estar envergonhada era ela por expor-se assim... Mas não o envergonhado era ele e de forma pausada começou a se despir enquanto ela apenas de roupas intimas aproximou-se do recipiente com a agua quente e com uma toalha retirada de sua mochila umedeceu com a agua e passou em seu rosto retirando a sujeira e a sensação de alivio e ardência se fez presente, mas o que a chamou atenção foi ver seu amor apenas de cuecas parado a sua frente e ainda indeciso... Isabella apenas sorriu e decidida... – Sente-se aqui comigo. – Pediu e ele o fez... Nossa jovem Swan estava de fato decidida... A possibilidade de afastar-se dele, a ínfima ideia de retornar ao internato e nunca mais ver Edward... A sensação de que o pior aconteceria, a separação fatal... Essa ideia ao mesmo tempo que lhe trouxe medo lhe trouxe força, grande força, para decidir-se por seguir em frente... Sim, ela estava decidida, completamente obstinada... Aquela jovem e insegura, diante daqueles instantes passados, os momentos em que escorregava, praticamente uma queda livre, sua mente se abriu para a possibilidade de perder tudo o que tinha... Edward... E ao ouvi-lo dizer que a levaria de volta, agigantou-se nela a certeza de que nada a deteria... Só a morte e essa estava longe pensava enquanto convicta voltou a subir a desafiadora ladeira... Sim, decisão era seu lema e obstinação a sua bandeira a partir de agora e ter Edward, estar com Edward, viver com Edward era o principal e único objetivo mesmo que ele lutasse contra, ela não desistiria, pensava no instante em que com a toalha em mãos limpou o rosto dele... Os olhos se encontraram... Edward viu a determinação ali, não entendia por completa, mas sentia as certezas vindas dela... A garota que ele amava e admirava a cada instante, mais e mais... A toalha passou a caminhar pelo corpo um do outro levando a umidade aquecida e bem-vinda... O frio já inexistente dava lugar a um aquecedor e acolhedor ambiente... Os olhos mais uma vez conectados... Ele tocou em seu rosto, traçando a linha do maxilar procurava decorar cada detalhe... Edward puxo-a para o seu colo e a Swan de forma confortável se acomodou por ali desprezando a toalha e largando-a ao lado... Fitando-a com intensidade desceu seus lábios de encontro aos dela...
– Minha garota petulante. – Esboçou com humor fazendo-a dar-lhe um tapa no ombro sem força e rindo a puxou ainda mais para si.
– Edward. – Resmungou formando um bico com os doces lábios e ele rindo voltou a beija-la... E os carinhos ganharam espaço... Abraçada a ele tendo seus lábios em seu pescoço, Isabella pensou na possibilidade dele tê-la levado de volta e um calafrio percorreu seu corpo... Ele a abraçou um pouco mais apertado e ela puxando seu rosto de encontro ao seu o fez fita-la mais uma vez... A intensidade daquele olhar parou Edward. – Não me abandone. – Pediu em suplica.
– Nunca meu amor, nunca. – Respondeu de pronto. – Me desculpe, por favor, amor... Eu... Eu...
– Só não faça mais... Edward, nunca mais, ok? – Pediu alisando os cabelos desalinhados dele que assentia com veemência e abaixando sua face encontrou-se com os pequenos e delicados montes cobertos pelo úmido sutiã... Beijou o vão entre os seios e seu interior vibrou ao sentir o cheiro dela ali... O meio de suas pernas colocou-se muito mais em evidencia e Isabella sentiu de imediato aquilo... Os olhos voltaram a se conectar... O medo a abateu, mas no instante seguinte... A determinação sobressaiu-se mais uma vez... Ela era dele e ele era dela, concluiu convicta segurou firme no rosto dele... – Me ame Edward, me ame de verdade. – Pediu com a maturidade de uma mulher e ele...
– Bella... – Esboçou inseguro.
– Por favor, me faça sua, amor. – Pediu carregada de certezas que abafavam em definitivo toda a insegurança relacionada ao que aquelas palavras significaram. Edward deixou-se levar, agora com a aval de sua garota permitiu-se apenas sentir e deixa-la sentir... Os carinhos retornaram e logo passaram a beijos intensos e dos beijos intensos as mãos começaram a percorrer o corpo um do outro... Testar, buscar, avaliar com extremo interesse... — Princesa... – Soltou desconfortável por sentir-se mais e mais excitado tendo o corpo dela colado ao seu, sua endurecida ereção roçando entre as delicadas coxas... Olhos mais uma vez se encontraram...
– Somos eu... E você, Edward... Apenas eu e você amor e eu só tenho certezas. – Declarou colando-se mais a ele e o rapaz com muito custo apenas a acariciou.
– Eu... Linda... Eu não sei se consigo... Apenas... Estou explodindo aqui... Céus... – Soltou fazendo-a sorrir... O clima intenso deu lugar a uma densa nuvem de sensualidade misturada a inocência se é que isso era possível, mas sim, era possível... Agora ajoelhados um de frente para o outro... A tremula iluminação vinda da fogueira permitia-os observar cada detalhe um do outro... – Deus... Como você é linda... Minha Bella. – Dizia baixinho com devoção e Isabella acometida, naquele instante, por um medo bem-vindo, naturalmente bem-vindo...
– Edward... – Soltou ainda mais baixo... As mãos dele tocaram seus pequenos seios agora turgidos e necessitados por contato... Aproximaram-se ainda mais e o beijo reivindicado foi alcançado... As mãos devotas voltavam a tocar um ao outro... O contato febril se dava atento, delicado e ao mesmo tempo intenso... Isabella mesmo tremula sentia em seus dedos a superfície quente que era o abdômen de Edward, os poucos e precoces pelos dispersos por todo o tronco do rapaz mostravam o caminho que afunilava-se no grande V desenhado em seu quadril e ela tateava canto a canto enquanto um decidido Edward continuava acariciando seus mamilos que ficavam cada vez mais duros na direção das caricias... O próximo passo foi realizado com convicção da parte dele, inclinando-se levou seus lábios a saborear os pequenos montes dando atenção imediato ao bico de cada um dos seios... Isabella acomodou-se sob a manta dando ainda mais acesso ao seu amor... Corpos febris e necessitados se entregavam... As pequenas mãos amassavam os fios desordenados de Edward... Suspiros incompreensíveis saiam dos lábios de uma Isabella incoerente, nublada pelas sensações nunca antes experimentadas... O instinto ditava as regras e de lábios ansiosos em seios famintos Edward levou seus dedos a tatear o meio das roliças pernas... A atitude inicial de Isabella foi de fechar as pernas com certa indecisão sob o que viria a seguir... Edward então voltou a beija-la... Acariciar suas curvas e sua garota se acalmou permitindo-se relaxar mais uma vez...
– Me deixa... Te tocar aqui princesa? – Perguntou levando os dedos para o lugar anterior e os olhos de Isabella mostraram-se indecisos... Contudo, ela jamais lhe negaria algo e abrindo as pernas permitiu que ele continuasse com a exploração... Um alto suspiro ela pronunciou fazendo-o sorrir. – É bom? – Perguntou ansioso e ela incoerente apenas gemeu incentivando-o a continuar... Suas pequenas mãos procuraram ousar e descendo por entre os pelos do tórax dele alcançaram a região mais baixa detectando a endurecida e quente ereção... A glande inchada e umedecida foi alcançada pelos trêmulos dedos e foi a vez de Edward esboçar sua incoerente satisfação intensificando sua ministração nos grandes lábios da namorada...
– É... É bom? – Perguntou sorrindo ao perceber que a resposta era mais do que positiva.
– Meu... Amor... – Disse voltando a beija-la sem deixar de toca-la lá e isso só antecipava mais e mais a necessidade.
– Edward – Isabella soltou sentindo seu corpo ferver mais e mais ao ponto de atingir o inevitável clímax. Fora de si ela ainda tocava seu amor e Edward se via incapaz de continuar com aquilo sem chegar as vias de fato e surpreendendo-o Isabella com ainda mais ousadia aproximou-se mais dele e segurando seu pênis com os delicados dedos realizou o primeiro contato... A surpresa fez Edward resfolegar...
– Be... Bella... – Soltou necessitado e assustado com a intensidade daquilo... Os olhos se reencontraram e em uma resposta muda ela definiu o que viria a seguir... – Se... Se doer... Você...
– Eu confio em você! – Definiu segura e o rapaz tremulo e fervendo posicionou-se penetrando-a com extrema cautela... A dor veio... A dificuldade de penetra-la foi sentida, muito apertada constatava e com forças tiradas do intimo ele conteve-se indo mais e mais devagar... As mãos dela puxavam seu cabelo em um apelo mudo para definir a situação.
– Bella...
– Por fa... Favor amor, continue. – Pediu baixinho, entorpecida... A dor foi diminuindo e dando lugar a um desconforto bem-vindo... Ele alcançou seu lugar, as paredes delicadas e quentes agora o acolhiam e Isabella decidida o motivou a se movimentar... Edward iniciou o vai e vem com lentidão calculada, mas logo se tornou um frenesi que os envolvia com quase brutalidade... Ele chegou ao clímax derramando-se dentro do delicado interior e Isabella viu-se maravilhada ao sentir cada detalhe daquele momento.
– Amo você! – Afirmou um ébrio Edward.
– Amo você! – Repetiu baixinho com um sorriso imenso nos lábios enquanto ele se acomodava entre seus seios, sonolento, cansado, rendido...
**
Vitoria acordou sobressaltada, como se um frio a atingisse... Sentou-se na cama e respirando profundamente levou a mão ao peito... Uma angustia a dominou e virando-se para o lado viu o amontoado de edredom e cobertas solitários, a ocupante da cama não estava ali... Ela saltou da cama incrédula, achando que tinha visto errado, mas ao constatar a realidade colocou-se quase histérica... A amiga havia ido longe demais... Restava-lhe chorar e pedir que o bom Deus a protegesse.
– Bella, cuidado! – Disse aos prantos.
**
A cama de Embry Call ficava de frente a cama do Masen... O rapaz sempre vira em Edward um desafio, adquira gratuitamente uma antipatia pelo rapaz calado e de poucos amigos... Vê-lo receber o castigo em seu lugar o deixara realizado... O dormitório continuava às escuras, os roncos eram a sinfonia, a luz da lua que adentrava pelos pequenos buracos, onde antes vidros protegiam-nos do frio, iluminava com precariedade o ambiente... Embry sentou-se em sua cama e fitou a cama de Edward... Os segredos entre ele e James sempre o deixaram intrigado, revoltado ao notar ali uma amizade verdadeira sem saber ao certo a intensidade do sentimento... Embry Call era marcado pela dor e desventura, seu caráter ou melhor falta dele fora forjado pela ausência do amor e pela crueldade da vida e por isso mesmo ver alguém bem era para ele uma tortura, causava-lhe raiva... Com os olhos ainda fixos na cama de Edward, o rapaz notou que o espaço estava muito vazia se comparado com a presença de Edward ali voltou os olhos para o cubículo ali próximo conhecido como banheiro e notou que estava vazio, a luz apagada... Enraivecido pela possibilidade a sua frente levantou-se e decidido caminhou até a cama, ao notar a ausência do ocupante deu o alarme...
– FUGA! – Gritou.
**
Isabella dormia em paz, relaxada nos braços do seu amor e Edward acordado a fitava com devoção... Em seu coração um gélido pressentimento o atingia... A sensação de que algo ruim estava para acontecer de repente lhe dominava a alma e intensificando o aperto em sua garota...
– Eu daria tudo por você, meu amor... Tudo! – Disse melancólico deixando um beijo nos cabelos ainda umedecidos dela que descansava seu rosto do tórax de um preocupado Edward.
Spoiler —
– Me diga o nome da cidade... Apenas o nome da cidade no Canadá onde seu amigo pretende ir e pronto estará liberado. – Lançou curvando-se em direção a James com as mãos apoiadas na mesa...
– Eu... Eu não sei...
– James... – Advertiu o pai.
– Talvez mais uns dias hospedado no Centro Correcional. – Ameaçou Hunter...
– Ele... Ele mencionou algo sobre Colwood... Acho que era esse o nome do lugar. – Confessou James, Lenox e Hunter sorriram.
Fale com o autor