Tempestade
11 Fugitivo
Notas iniciais
“Somente no infortúnio se afirma a força humana, e a fidelidade de uma amizade se experimenta na tempestade”. Kerner
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– Música sugerida (Run Boy, Run – Woodkid) -
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Hunter gritava ordens a todo pulmão e em vão seus imediatos corriam de um lado a outro, todos os internos estavam em posição de sentido entrincheirados do lado de fora do alojamento que era inutilmente inspecionado...
– Estão perdendo tempo. – Esboçou Embry para o amigo ao lado que sorriu com deboche... Hunter com passadas largas colocou-se entre eles, cassetete em mãos empurrando o queixo de Embry para o alto.
– Que merda está cochichando, senhor Call? – Vociferou com os olhos injetados de pura ira... Edward Masen havia fugido, a pedra no sapato de Hunter agora lhe incomodava um pouco mais e isso o deixava muito, muito revoltado porque pairava no ar a sensação de derrota e essa deveria ser a única sensação na vida do Masen e não na sua, esse era o lema, essa era a satisfação dele enquanto chefiava aquele lugar malcheiroso chamado Instituto Correcional.
– Estou dizendo... Senhor... Que estão perdendo um tempo precioso. – Devolveu corajosamente e Hunter ainda bem próximo mantendo o tom ameaçador...
– O que então a mente brilhante de Embry Call me sugere? – Desafiou e Embry sorrindo...
– Se quer saber para onde o Masen foi tenha uma conversinha com o Gigandet, ele com certeza é o único que vai saber lhe dizer, ali um é putinha do outro. — Colocou com sarcasmo um Embry debochado e Hunter rosnou ao mesmo tempo dando o braço a torcer e foi obrigado a concordar.
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A movimentação no Instituto Correcional era tanta e tão barulhenta que despertou a curiosidade de alguns no Internato... A enfermeira agora desperta indagava ao segurança de plantão o que estava ocorrendo no momento em que a porta de entrada do colégio recebia batidas insistentes... O segurança mais do que depressa abriu-a dando de cara com alguns policiais e no meio deles um Hunter mantendo a irritação...
– Estamos no meio da busca a um fugitivo e temos que revistar o prédio. – Declarou adentrando a recepção do internato... O alvoroço e o barulho de sirenes ligadas despertou o sono da madre superiora que levantando-se, deu de cara com a enfermeira que vinha justamente chama-la... A madre superiora e Hunter se estranharam, mas a senhora obrigada a aceitar a entrada dos homens o fez com relutância... As meninas foram retiradas de seus quartos enquanto policiais adentravam a averiguavam espaço por espaço, milímetro por milímetro... Nesse meio tempo Hunter se comunicava ao telefone com o xerife Lenox de Forks, seu superior imediato e a essa altura a polícia da pequena e pacata Forks começava a se mobilizar em busca de Edward Masen... Por insistência de Hunter o xerife estava naquele momento acordando o juiz da cidade e exigindo a presença de James Gigandet para prestar esclarecimentos diante da situação por conta da citação de seu nome como provável cumplice na fuga de Edward... A enfermeira junto com as freiras foram entrando nos quartos e retirando as meninas, dupla a dupla, as meninas um tanto desorientadas pelo sono interrompido desciam e eram colocadas no auditório do colégio... Ao chegarem ao quarto de Victoria e Isabella... A freira deu logo falta de uma das meninas e encarando Victoria...
– Onde está Isabella? – Inquiriu confusa... A jovem ruiva arregalou os olhos temerosa, sem saber o que dizer. – Vamos Victoria, me diga, onde está sua colega de quarto? – Questionou no momento em que a madre superiora notando a demora, em esvaziar aquele quarto em particular, aproximou-se...
– Vamos meninas saiam logo... – Disse entrando logo atrás da freira, as religiosas se entreolharam no momento em que a madre superiora notou a ausência de Isabella. – Onde está Isabella Swan? – Questionou com autoridade e a jovem Victoria, no auge de sua inexperiência e cheia de medo, começou a chorar... Os rostos confusos e enrugados das freiras se fez presente...
– O que está acontecendo aqui? – Inquiriu a freira aproximando-se ainda mais da garota.
– Vamos senhorita Lefevre, nos diga onde está sua colega de quarto? – Ordenou a madre e Victoria sem ter escapatória, com medo do pior...
– Eu acho que... Acho que ela fugiu. – Disse baixinho e fechando os olhos com força deixou que mais lagrimas molhassem sua face... Freira e a madre nervosas de pronto se puseram...
– Como assim fugiu? – Questionou uma oitava acima a madre e foi nesse infeliz instante que Hunter adentrou ao quarto já impaciente pela demora...
– Quem fugiu? – Questionou e a jovem Victoria ao notar a presença corpulenta e intimidante do homem desfaleceu sendo amparada pela freira...
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– Você fez alguma porcaria antes de sair daquele maldito lugar, James? – Questionou Ernest Gigandet, após receber um telefonema do mesmo juiz que havia concedido a liberdade a seu filho, e um James ainda sonolento arregalou os olhos e sorriu em seguida. – Sim, você fez alguma porcaria! – Constatou o homem soltando o ar com força.
– Edward é meu amigo pai... Ele não tem culpa de estar lá, é uma vítima...
– James...
– Pai, é verdade, acredite em mim... Se formos colocar na balança eu é quem merecia estar lá e não Edward... Na verdade eu cometi um crime mesmo, mas ele... Ele não... Ele apenas defendeu a mãe e...
– Ok, ok... Vamos logo... Levante-se dessa cama. – Soltou resignado e descontente. – Seja qual for a porcaria que você fez junto com esse Edward... Agora não importa, teremos que ir até aquele inferno chamado Forks de qualquer jeito. – Resmungou se retirando do quarto do filho. – Estou começando a me arrepender de ter ido atrás de você ,James, estou começando... – Ameaçava o pai, mas o garoto não lhe dava ouvidos, pois sabia do remorso que seu velho carregava por tê-lo abandonado tempos atrás.
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Hunter adentrara em definitivo no quarto e com olhar clinico observara todo o perímetro... Uma foto lhe despertou a atenção, Victoria e Isabella abraçadas e sorrindo... Ele lembrou-se da garota corajosa que o enfrentara no baile corrigindo-o quando ele dissera a Edward que aquilo era um evento de caridade e ela contradizendo-o afirmara se tratar de um baile... Ele aproximou-se da assustada Victoria e...
– Diga menina, como sabe que sua colega fugiu e para onde ela foi? – Questionou e só a presença do homem fazia a jovem estremecer ainda mais, agora acordada depois de se recompor do mal súbito ela tremia diante de todos que a fitavam em expectativa por respostas...
– Eu... Eu... Não sei... – Dizia com a voz embargada pelo choro compulsivo... Lewis Caolho, um dos imediatos de Hunter aproximou-se...
– Senhor está tudo limpo por aqui, Edward com certeza não esteve pelo lugar. – Definiu seguro e Victoria ouvindo o nome do amor de Isabella...
– Edward... – Repetiu baixinho... Hunter sagaz como era, não perdia uma oportunidade por nada, ouviu o nome sair baixo dos lábios da menina e estreitando os olhos aproximou-se ainda mais dela... A certeza de que a menina que fugira e Edward estavam juntos lhe atingiu... Mas como? Se perguntou... Ele estava preso e ela vivia aqui, tinham se visto apenas uma vez naquele baile... Como? Questionava-se agora muito próximo de Victoria... As freiras e a madre estranharam tal comportamento e a madre intentando pronunciar-se foi interrompida...
– O que você sabe sobre Edward, menina? – Questionou, seu hálito batendo no rosto de Victoria que agora tremia com maior intensidade a ponto de ter um colapso de tanto medo... As lagrimas voltaram desenfreadas molhando sua face e Hunter não precisou ouvir a resposta, afastando-se saiu com certezas e dando ordens... – Vamos, temos um fugitivo com uma refém para procurar. – Declarou e parando voltou-se para a madre... – Ligue para os pais dessa menina que fugiu, diga para virem o quanto antes para Forks, a filha deles está nas mãos de um bandido muito perigoso. – Colocou e sem demora seguiu seu caminho com um sorriso vitorioso nos lábios deixando para trás a perplexidade nos rostos.
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Charlie Swan parecia uma fera enjaulada, não bastasse os problemas que tinha, agora surgira mais uma novidade... Sua filha fora dada como refém de um criminoso local e estava por conseguinte desaparecida... Ainda vestido com seu pijama e protegido por um robe de chambre, praticamente rosnava por saber que teria que se abalar até a bolorenta Forks atrás do paradeiro da filha... Por incrível que pareça a preocupação de Charlie Swan era seu deslocamento até Forks e o quanto isso iria atrapalhar seus planos para os próximos dias e não a situação de sua filha. Porque vamos combinar, se você sendo pai ou mãe de uma adolescente ouvisse que sua filha virou refém na mão de um criminoso sua reação seria desesperadora, agonizante e não de apenas desconforto ou desagrado, não é mesmo?
– Qual o problema Charles? – Questionou a jovem sentando-se na cama que ele ocupava instantes atrás.
– Isabella. – Pronunciou com má vontade.
– O que tem sua filha? – Questionou Irina levantando-se da cama e aproximando-se dele... Charlie contou a noiva o que lhe fora informado e a Denali reagindo... – Eu não acredito que você vai ter que ir até aquele lugar... Isso vai atrapalhar nossa viagem para Paris. – Colocou voltando a sentar-se na cama.
– Eu sei... Mas, não tenho escolha. – Devolveu irritado caminhando em direção ao closet.
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– Quero barreiras em todas as estradas adjacentes em um perímetro de cem quilômetros. – Ordenava o xerife Lenox no instante em que Hunter adentrou a chefatura de polícia e qual não foi sua surpresa ao dar de cara com Phil observando a movimentação.
– O que está fazendo aqui? – Questionou Hunter.
– A notícia chegou no bar do John e eu vim aqui saber dos detalhes... Afinal aquele bastardo é meu enteado e está lá porque quase me matou se é que você se esqueceu. – Colocou Phil.
– Não me esqueci de nada Dwyer, só espero que não atrapalhe o nosso trabalho. – Colocou avançando em direção a sala do xerife e Phil pegando em seu cotovelo o fez parar.
– Hunter... Aquele moleque não pode voltar. – Advertiu demonstrando temor e Hunter sorrindo com escarnio...
– Ele não vai voltar Phil... Eu prometi, não prometi? O menino não vai aparecer nunca mais na sua frente. – Devolveu relembrando o amigo de infância... A covardia de Phil era nítida, ele tinha medo de Edward... O Masen na época quase matara-o depois de pega-lo espancando sua mãe... E Hunter, um amigo de longa data, lhe prometera fazer da vida do rapaz algo semelhante a um inferno e tinha cumprido até então... Phil ainda permaneceu por ali enquanto os homens do xerife se mobilizavam... Todos imaginavam que Edward havia pegado uma das estradas adjacentes e seguido em direção à fronteira com o Canadá e isso de certa forma ajudava Edward e Isabella... Procurar no topo do penhasco era o último lugar em que imaginariam e isso lhes dava tempo para fugir em direção a Califórnia como queria o nosso casal.
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Victoria ainda chorava quando a freira Mary se sentou ao seu lado...
– Victoria... – Disse pegando na mão da menina com doçura. – Essa história de que... Bella virou refém desse menino... Isso é verdade, filha? – Questionou preocupada... Victoria aos soluços...
– Na... Não... Eu acho que... Não. – Devolveu e a freira respirando fundo...
– Me diga, filha, o que você sabe. – Pediu e Victoria arregalando os olhos passou a chorar com desespero... A freira a trouxe para os seus braços e calmamente... – Eu sei, eu sei... Vocês são amigas e ela lhe fez prometer que não contaria nada a ninguém... Mas... Querida... – Disse trazendo a face da jovem para encontrar-se com a sua. – Entenda filha... Bella pode estar correndo perigo agora... Você não quer que ela sofra, não é mesmo? – Questionou e Victoria engolindo em seco... Tentando em vão enxugar a face...
– Eu... Eu não sei de nada, irmã... Eu... Não sei... Eu apenas sei... Que... Eles se encontravam... Bella e Edward... Eles se encontravam na floresta... É só o que eu sei. – Disse ainda aos prantos e a freira sentiu-se ainda mais preocupada com o desfecho daquela situação inusitada ao mesmo tempo que se sentia confusa... Como Isabella se encontrava com um menino que estava cumprindo pena? Perguntava-se.
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– Senhor... – Disse Hunter entrando na sala do xerife e Lenox carrancudo como sempre bufou em irritação.
– Já estou sabendo que esteva no internato e causou o maior reboliço por lá. – Resmungou.
– Era necessário averiguar, senhor... E veja descobri algo interessante e pertinente. – Colocou cauteloso e começou a despejar a novidade...
– Como assim ele pegou a menina de refém? Estamos falando de um adolescente arruaceiro Hunter e não de um criminoso. – Colocou irritado pela acusação improvável...
– Xerife... Ele conheceu a menina em um baile promovido pelas freiras do internato e eu não sei como, depois... Eles mantiveram contato então... Eu presumi que Edward Masen tenha talvez... Seduzido a garota e a levado como um trunfo para futuros problemas e...
– Conversa... Isso é conversa e você sabe disso... Está querendo deixar a situação um pouco mais complicada para o infeliz do neto de Emmett Masen e assim você se livra dos problemas que vai ter... Sim, porque você sabe que vai ter problemas não é mesmo, Hunter? – Jogou de forma ameaçadora e Hunter preferiu se calar. — Seja como for vamos ter que averiguar o sumiço da garota... – Dizia ainda mais contrariado.
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Acordar cedo naquela manhã úmida e fria talvez fosse indesejável, mas o sorriso nos lábios de Isabella denunciava outra coisa... O braço em sua cintura, restringindo seus movimentos, era quente, pesado e ao mesmo tempo tranquilizador, seguro... Ela virou-se vagarosamente e foi presenteada com a visão dele, o garoto que amava com todas as suas forças... O rosto masculino, com traços firmes e bem definidos, os lábios cheios e avermelhados, os cílios compridos, os cabelos em desalinho... Edward era o seu amor e juntos construiriam uma vida, unidos, vivendo esse amor, esse era o pensamento... Ela não se contendo mais, aproximou seus lábios dos dele e lhe beijou.
– Eu quero acordar assim todos os dias. – Soltou com a voz grossa de sono ainda tendo os lábios dela próximos ao seus... Isabella sorriu, ele abriu os olhos e fitou sua garota... Uma linha de preocupação surgiu... – Você está bem? – Perguntou avaliativo. – Digo, sente alguma dor? – Questionou inseguro e ela teve vontade de apertá-lo.
– Eu estou bem amor, muito bem. – Respondeu beijando-o mais uma vez e claro não revelando a realidade dos fatos, estava, sim, incomodada, dadas as circunstâncias, mas era um incomodo bem-vindo, aceitável e que lhe trazia uma tremenda alegria. As mãos dele passaram a examinar cada pedacinho do corpo delicado... O frio extinto dava lugar ao calor e a excitação... Beijos molhados e mordidinhas... Suspiros audíveis e provocativos... — Edward... Eu... – Tentava expressar o que sentia, mas era tão intenso e profundo que o melhor era apenas apreciar, saborear... E o desconforto instalado na noite anterior deu lugar a um prazer insondável, avassalador e pela primeira vez em sua vida a doce Isabella experimentava um orgasmo completo, pleno. Os olhos brilhavam, a sensação ainda persistia adormecendo-a, contagiando-a... Ele se retirou de dentro dela, acomodando-se ao seu lado e levando-a a descansar em seu tórax... A plenitude se instalou pontuando o que já era completo, perfeito... Edward mexendo-se...
– Preciso levantar, ir até o rio, fazer os testes... – Dizia levantando-se.
– Você não vai comer primeiro? – Perguntou recebendo um beijo na testa.
– Vou descer com todo o material, fixar as cordas e volto. – Explicou pegando a calça jogada ao lado da cama improvisada.
– Ok, então eu... Eu vou fazer o café da manhã. – Disse decidida e Edward sorriu. – O quê, acha que não consigo? – Questionou fingindo ultraje e o rapaz elevando as mãos se mostrou rendido. – Eu tive algumas aulas de culinária no colégio, ok? Vou saber me virar. – Afirmou puxando o lençol para cobrir os seios quase a mostra.
– Meu amor, você pode qualquer coisa... É completamente capaz. – Declarou encorajando-a com sinceridade e amor.
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O dia estava amanhecendo quando James e seu pai chegara a Forks a pedido do xerife, bem como Charlie Swan e seu advogado Sam Uley... A pequena recepção da chefatura de polícia estava lotada e Lenox estava ainda mais insatisfeito... Ele se aproximou com a carranca costumeira...
– Sou o xerife Lenox, responsável pela segurança de Forks. – Apresentou-se e Charlie levantando-se...
– Sou Charlie Swan... Pai de Isabella. – Apresentou-se.
– A menina do internato. – Colocou Lenox, fazendo James ficar com as antenas ainda mais ligadas.
– Que droga Edward... Eu falei para você não fazer merda. – Sussurrou para si mesmo e seu pai ao seu lado estreitou os olhos em sua direção, já James malandro como sempre apenas lhe deu um sorriso amarelo.
– Se essa história me causar algum problema... Eu vou deixa-lo com sua mãe aqui nesse lugar entendeu, James? – Questionou.
– O senhor? – Inquiriu o xerife virando-se para o pai de James que logo se levantou e se apresentou.
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Edward desceu com todo o material que necessitava, a região completamente desabitada lhe trazia segurança... A floresta de Forks, uma reserva ecológica era preservada pelo estado e praticamente não recebia visitantes salvo caçadores, mas não era temporada de caça então existia apenas a floresta e seus habitantes, além de Edward e sua Isabella... Olhando ao redor com atenção, tudo estava saindo como ele e James haviam previsto e isso fez o Masen sorrir...
– Nós vamos conseguir! – Declarou animado... Lembrou-se das últimas conversas com o amigo...
– Eles vão achar que você vai seguir em direção ao Canadá... Com certeza vão achar. – Dizia James observando os mapas com Edward.
– Exatamente, e para isso eu deverei seguir rumo as estradas... Circundando a floresta e toda a Forks. – Emendava Edward.
– Os otários vão te procurar em baixo enquanto você vai estar lá em cima... O rio vai ser o último lugar em que eles irão procurar, Edzinho... Só um maluco vai querer enfrentar as corredeiras... – Destacou sorrindo. – Isso é o que eles vão pensar...
– E por isso logo vão descartar a possibilidade. – Cortou Edward completando o raciocínio do amigo...
– E se me procurarem... Irei fazer a minha parte, como um garotinho a ponto de mijar nas calças. – Colocou Gigandet e os dois gargalharam... ]
Lembrar-se de James sempre faria Edward sorrir, um amigo mais chegado que um irmão, era o que ele concluía ali naquele momento... Animado com toda a situação resolveu que iria cuidar das cordas depois, decidido retornou a cabana e encontrou sua garota tentando acender o fogo... Sorrindo... – Precisa de ajuda? – Questionou aproximando-se...
– Estou tentando acender esse fogareiro, mas não estou conseguindo. – Devolveu formando um biquinho ao final que foi por ele beijado... A inexperiência de Isabella deu espaço a um Edward habituado a se virar e foi ele quem fritou os ovos que ela com cuidado havia 'roubado' da cozinha do internado e protegido no caminho... Por milagre, a forma como ela embalara os frágeis ovos e os colocara em sua mala, fizera-os sobreviver em meio a queda na ladeira e a chegada a cabana.
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– Seu filho era muito amigo do fugitivo senhor Gigandet, por isso queremos conversar um pouco com James... Certo James? – Disse Lenox tendo Hunter ao seu lado e James engolindo em seco reuniu toda a sua coragem para encarar o homem que por muito tempo havia lhe causado inúmeros pesadelos.
– Estamos aqui para ajudar, não é mesmo, James. – Disse seu pai e o garoto abaixando a cabeça assentiu.
– Ok, então me diga, James...para onde Edward Masen pretendia ir? – Questionou Lenox e o garoto permaneceu com a cabeça baixa...
– James... – Cutucou seu pai... Ele levantou o semblante.
– Ele... Ele não me disse para onde... Ou como... Ele... Ele só me disse, uma vez, que não iria ficar ali e...
– Mentira! – Elevou o tom um Hunter ansioso e Lenox virou-se para ele em tom de advertência, Hunter não se abalou. – Vocês dois viviam grudados, é impossível que você não saiba quais eram os planos daquele moleque. – Concluiu indignado.
– Eu... Eu não sei, senhor, eu juro. – Afirmou James e Lenox estreitando os olhos para o garoto...
– Sabe que pode ser acusado de acobertar a fuga de um criminoso e isso é crime, senhor Gigandet. – Ameaçou e o garoto se manteve firme. – Me diga, o que sabe sobre a menina Isabella Swan? – Pediu Lenox e James franzindo a testa se mostrou confuso.
– Não conheço ninguém com esse nome... Lá no Centro Correcional só existem garotos, senhor. – Disse tentando passar inocência e Hunter revirou os olhos.
– Ok! – Jogou Lenox levantando-se de sua cadeira mantendo a linha intimidadora... – Me diga o nome da cidade... Apenas o nome da cidade no Canadá onde seu amigo pretende ir e pronto estará liberado. – Lançou curvando-se em direção a James com as mãos apoiadas na mesa... Era hora do show pensou Gigandet... O garoto olhou para o pai que se mantinha apenas assistindo e atento aos seus movimentos... Fitou Hunter que fazia o mesmo... Voltou seus olhos para o xerife...
– Eu... Eu não sei...
– James... – Advertiu o pai.
– Talvez mais uns dias hospedado no Centro Correcional. – Ameaçou Hunter... James encenando, como se estivesse amedrontado com a possibilidade...
– Ele... Ele mencionou algo sobre Colwood... Acho que era esse o nome do lugar. – Confessou James, Lenox e Hunter sorriram.
– Ótimo! – Afirmou o xerife. – É como falei as estradas adjacentes são o caminho dele, ele deve estar beirando as estradas, com certeza deve estar pelos arredores... Vamos concentrar nossas buscas na parte baixa da floresta, isso vai facilitar tudo... Mesmo porque, não temos motivos para subir a ladeira em direção ao penhasco. – Concluía Lenox para um Hunter satisfeito que assentia... Ernest Gigandet observava o filho que se mantinha calado com cara de paisagem, o homem conhecia sua cria assim como sabia que James conhecia a região, pois fora ele mesmo que lhe apresentara nas vezes que caçara por ali tendo-o como companhia... O filho percebendo o olhar do pai em cima de si apenas o fitou e em seguida voltou seus olhos para os oficiais...
– Senhor Gigandet, obrigada pela ajuda até aqui, seu filho está dispensado, podem ir. – Afirmou... Pai e filho se levantaram e saíram... No carro...
– James... O garoto foi pelo penhasco, não foi? – Questionou e James se manteve em silêncio. – Você o instruiu para se esconder na cabana, não é mesmo? – Jogou e James sem alternativas.
– Pai... Eu juro... Edward é uma boa pessoa, ele... Ele não é um criminoso e não merece ser perseguido e... – Dizia desesperado por saber que não conseguira enganar o pai que o fitava com olhar clinico...
Spoiler —
– O que aconteceu? – Questionou Phil.
– As informações não são precisas... Estamos aguardando o retorno da aeronave com o xerife... Mas... Ao que parece Edward levou um tiro... É muito provável que tenha morrido. – Explicava Hunter...
– Meu filho... Meu Edward... Por favor, xerife... – Soltou alto suplicante e Isabella ouvindo...
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