Notas iniciais
Obrigada pelos reviews DEA, Marcela, Jussara Rogers, Heloiseh, DaniDávi, Clara Farias, Raskia, SHIRLEY, LittleDoll, novacullen, Teresinha e RoCullen. Bjos! -;- Capítulo brilhantemente betado por Eclipse She, mais uma vez obrigada amigaaaaa. Bjão! -;- E as grossas gotas caem levando tudo com elas...

“Se tu amares profundamente, não suportarás a dor da perda”. Julieta Cappuleto — Shakespeare

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– Música sugerida (My Blood — Ellie Goulding) –

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James parecia sufocar naquele momento, a ideia de ter exposto os planos do amigo lhe deixava agoniado... Ernest Gigandet analisava o filho, já tinha entendido que o garoto tinha por Edward um grande afeto, lhe considerava um grande amigo... A fidelidade do menino lhe tocou...

– Tudo bem, moleque... Tudo bem. – Afirmou sereno e respirando fundo. – Eu só espero que ter dado a pista errada não lhe cause problemas filho... Eu... James... – Destacou segurando o olhar do filho. – Eu vim lhe buscar, levar para morar comigo porque acho que você não merece viver nesse fim de mundo só porque sua mãe e eu não conseguimos manter o casamento... Eu... Sinceramente James, espero não me arrepender de lutar por você... Portanto, nada mais de surpresas ok? Nada mais. – Avisou e James apenas assentiu, mas em seu interior a torcida para que seu amigo se safasse permanecia.

**

No quarto do único hotel descente de Forks Charlie Swan aguardava notícias...

Esse tipo de situação nem sempre acaba bem Charlie. – Comentou Sam.

Eu sei. – Devolveu o Swan pensativo.

Ela pode até... Morrer...

– É bem possível. – Esboçou ainda pensativo, cortando o amigo... Fitando a janela com respingos da chuva. – Quando Renée me disse que estava gravida... Eu até que me animei... Ter um filho, um herdeiro para quem deixar as coisas... Meu pai sempre dizia que esse era um bom meio de subsistir... Mas aí me vem... Uma menina... O que diabos eu faria com uma menina? – Colocava descontente relembrando seu passado. – Eu só espero que isso acabe logo para poder voltar ao que realmente importa. – Voltando seus olhos para o amigo. – Se ela continuar viva... Vou manda-la para fora do país como da outra vez. – Afirmou decidido.

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O dia declinava, as buscas por Edward e Isabella continuariam madrugada a dentro nos arredores da floresta e em todo o perímetro de Forks até Port Angeles... Nenhum dos policiais imaginavam que todo o efetivo dispensado para aquela missão estava cego diante do obvio, e por conta disso Edward e Isabella se mantinham tranquilos no topo do penhasco... Após o café da manhã romanticamente improvisado nosso Masen voltara aos afazeres no rio e Isabella ao seu lado o ajudou como pode... A chuva ainda se mantinha firme e a violenta correnteza do rio fizera Edward repensar e por fim esperar a manhã do próximo dia para junto com sua garota atravessar o rio em direção ao mar e buscar seguir com seus planos de se fixar na Califórnia...

Ainda temos alguns ovos. – Disse Isabella remexendo na mochila...

Vamos dividi-los entre hoje e amanhã então ok? O resto vamos guardar para depois. – Devolveu Edward sorrindo, eles haviam se limpado e com roupas quentes e limpas se mantinham agora abrigados na velha cabana... Algumas para não dizer muitas goteiras poderiam até ser consideradas um grande inconveniente, mas diante da situação... Todos os planos dando certo, a certeza de que a polícia estava procurando-os nos lugares errados os deixavam aliviados e em paz...

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– Dany... Ligue para Port Angeles e deixe avisado que se até o nascer do sol não conseguirmos localizar o fujão vamos usar o helicóptero deles emprestado para continuar com as buscas... – Ordenava o xerife Lenox... – Esse garoto pelo visto está bem escondido, mas nós vamos acha-lo, com certeza vamos ou eu não me chamo Donald Lenox. – Colocou imperativo.

A mãe não sabe dele, por lá ele não apareceu...

– Mesmo porque seria muita burrice dele aparecer não é mesmo Hunter? — Jogou o xerife cortando Hunter enquanto sentava-se em sua cadeira e colocava as pernas em cima da mesa. – Seu amiguinho Phil iria ter o enorme prazer de trazer o garoto aqui se ele desse as caras por lá. – Dizia. – Você sabe que essa porcaria toda, na verdade é culpa de Phil não é mesmo Hunter? O destrambelhado sempre foi de dar problemas desde novo... Eu não sei porque Elizabeth Masen, uma moça que tinha tudo para sair daqui resolveu se juntar com alguém como o Dwyer. – Comentava e Hunter apenas manteve-se calado já que não tinha um argumento para contrapor as palavras de seu chefe.

**

– As roupas que usamos para chegar aqui...

– Nem com ajuda divina elas se tornariam peças usáveis novamente amor. – Disse Bella depois de limpar a boca ao final de sua refeição e Edward rindo...

Eu sei, eu sei... Mas por isso mesmo que vamos usa-las... Não temos um estoque muito grande, você sabe... Principalmente eu... – Soltou e ela sentiu-se triste ao ouvir aquilo.

Eu tenho algum dinheiro, eu te mostrei e...

– Sim linda, mas vamos precisar economizar ao máximo... Porque até que eu consiga um trabalho e possamos nos organizar...

– Eu também posso trabalhar. – Colocou Isabella interrompendo-o e ele mais uma vez sorrindo aproximou-se um pouco mais dela e tocando em sua face com adoração...

Eu sei disso... É o combinado certo? Eu e você, sempre! – Afirmou beijando-a e Isabella satisfeita com a aproximação sentou-se no colo do namorado aproveitando ainda mais o beijo e o contato... Edward ainda pensando... – O que eu queria dizer é que... Vamos usar aquelas roupas para atravessar o rio, assim não vamos estragar mais nenhuma... Nossas mochilas vão ficar protegidas nos sacos plásticos e quando chegar em nosso destino damos um jeito de trocar de roupa e aí sim aquelas vão para o lixo... – Explicava.

Certo, agora entendi... Perfeito. – Devolveu a Swan. – Então amanhã nas primeiras horas do dia... Nós vamos embora. – Colocou cautelosa e Edward assentindo...

A chuva está abrandando e isso irá nos ajudar... Então amanhã vamos sair e quem sabe com sorte comeremos uma refeição em Bremerton. – Comentou animado e Isabella também animada resolveu comemorar da forma que rapidamente havia aprendido... Os beijos foram retomados, os carinhos insistentes e porque não dizer indecentes ressurgiram e nosso jovem casal se perdeu mais uma vez...

**

O neto de Emmett Masen está dando uma canseira no xerife e seus homens. – Comentou um rapaz sentado próximo ao balcão e Lince de ouvidos atentos...

O que acabou de dizer? – Questionou uma oitava acima e tanto o rapaz como o dono do bar se viraram em sua direção. Lince estivera fora nos últimos três dias em uma pescaria com amigos e retornara naquele fim de tarde.

Não está sabendo homem? O garoto, Edward... Neto do sargento Masen... Ele fugiu do Instituto e estão dizendo que levou uma menina do internato como refém. – Comentou o rapaz e Lince no mesmo instante se empertigou e deixando uma nota de cinco dólares no balcão levantou feito um foguete.

...

Eu quero ajudar nas buscas. – Disse Lince ao xerife Lenox... O xerife fitou a feição endurecida e preocupada do homem...

Eu não estou colocando civis para esta empreitada Lince. – Declarou tranquilo. – Fique em paz, estamos fazendo nosso melhor e vamos trazer o garoto de volta. – Afirmou o xerife. – Nesse momento em tenho duas equipes de busca vasculhando as proximidades...

Lenox... Você não está entendendo... – Jogou levantando-se, aproximou-se da mesa do xerife e de forma intimidadora... – Esse garoto já sofreu além da conta... Ele não merecia nada disso Lenox... Edward é um bom garoto, só está no lugar errado e sendo tratado como escoria... Coisa que ele não é homem...

– Lince, Lince...

– Você conheceu o avô dele... Sabe da índole da família... Pelo amor de Deus... Edward Masen tem sido vítima esses anos todos do idiota do Phil e todos nessa cidade parecem não perceber.... – Dizia impaciente. – Lenox você sabe... A condenação dele foi uma arbitrariedade sem tamanho e...

– O que eu sei é que ele quase matou o padrasto a pancadas, Lince. – Jogou com imensa seriedade. – Escute... Eu sei que o garoto deve estar perdido, mas veja... Eu não posso fazer nada a não ser fazer valer a lei... – Colocava agora também se levantando. – Eu... Eu lhe prometo que assim que o encontrarmos vou cuidar pessoalmente do caso, no que estiver ao meu alcance eu vou ajudar o garoto, lhe garanto isso. – Dizia sincero e Lince resignado obrigou-se a aceitar, contudo estava decidido a fazer sua busca particular por Edward nas primeiras horas da manhã que logo chegaria.

Só não se esqueça de uma coisa Lenox... Essa história de que ele fez uma menina como refém... Isso... Isso é absurdo... Edward jamais faria uma coisa dessas. – Destacou e o xerife apenas assentiu.

**

O dia amanheceu debaixo de uma fina garoa, o helicóptero solicitado pelo xerife estava a postos para começar as buscas... Hunter via-se ansioso para mais um período de buscas e o xerife Lenox percebia nas feições do policial que sua disposição era um tanto exagerada... Tudo bem que Edward estava sob sua responsabilidade, mas os olhares distantes, a fisionomia carregada de raiva davam claros indícios de que a intenção de Hunter era de fato caçar Edward e lhe dar um fim para assim ver-se livre de qualquer outro problema, concluía Lenox e por conta disso ao ver o homem seguindo para o helicóptero...

Hunter... – Chamou com autoridade e o policial de meia idade voltando-se para seu superior.

Senhor...

– Você vai para a barreira na cento e um. – Declarou e as feições de Hunter se colocaram ainda mais tensas.

Mas xerife... A interestadual já está coberta... Eu indo no helicóptero posso ser de mais serventia já que conheço o garoto e...

– Eu estou dizendo que você vai para a cento e um e o policial Scot e o policial Dany vão para o helicóptero junto comigo e o pai da menina. – Afirmou Lenox e Hunter sendo obrigado a aceitar soltou um palavrão mudo. – Algum problema com relação a minhas ordens? – Questionou provocando.

Não, senhor... Nenhum problema. – Respondeu Hunter se segurando para não soltar todos os bichos que desejava.

...

– Pelo visto o homem ali está fervendo de raiva. – Comentou Sam ao pé do ouvido de Charlie.

Pelo visto sim. – Retrucou sorrindo. – Eu estava observando ele ontem... Tive a impressão de que para ele a situação é meio que pessoal. – Colocava o Swan pensativo.

A passionalidade pode ser muito útil quando bem utilizada. – Colocou Uley e Charlie.

Sabe por que eu e você sempre nos entendemos Sam? – Perguntou com humor e o advogado sorrindo elevou as sobrancelhas esperando pela continuação. – Você sempre consegue, assim como eu é claro, enxergar lá na frente e isso sim nos faz uma grande dupla. – Disse.

Senhor Swan. – Chamou o xerife e Charlie voltando a ficar sério.

Sim...

– Vamos? – Perguntou apontando para o helicóptero e o Swan assentindo o seguiu deixando para trás o amigo Uley.

**

Edward descera para verificar as cordas e todo o material que havia deixado preparado para aquele momento... A correnteza estava intensa por conta das chuvas dos últimos dias, Edward fixava as cordas... Terminava os últimos detalhes que restavam e mesmo sabendo que a correnteza estava incontrolável não via alternativa senão enfrenta-la, o tempo estava se esgotando, logo perceberiam que estavam sendo enganados, ele concluía... Na pequenina cozinha da velha cabana, o fogareiro a lenha estava aquecido... Fritar os ovos era o objetivo... O primeiro ela praticamente derramou no chão e riu da peripécia...

Ora essa! Como você vai alimentar seu homem assim? – Questionou a si mesma com humor... O segundo ovo agora fritava... A manteiga misturada ao ovo borbulhava fazendo um barulhinho agradável... Mas o barulho de fora sobressaiu-se e a jovem espiando a vidraça empoeirada e com rachaduras preocupou-se... Edward também ouviu o barulho e antecipando-se largou tudo voltando a cabana o mais rápido que podia... Um helicóptero se aproximava... A polícia local passara toda a madrugada atrás dos fugitivos, ou diríamos fugitivo e refém, como pensavam... O percurso da aeronave se limitava as vias de acesso próximas a Forks, toda a mata que rodeava a cidade era vista naquele momento, do lado oposto se via o penhasco que levava ao rio Quinault... O policial Scott observou o topo do penhasco e sem dar grande atenção, já passando os olhos e se focando nas imagens a frente, notou uma fumaça vinda do topo... Sua mente, em um nano segundo, registrou a imagem e o fez voltar os olhos com certa dificuldade já que a aeronave se distanciava ainda mais do penhasco naquele instante... A dúvida o invadiu e ele...

Xerife? – Chamou.

Sim, Scott. – Devolveu Lenox.

Não estamos em temporada de caça, certo? – Colocou pensativo ainda tentando visualizar o que acabara de ver, mas já se tornava impossível por conta da distância.

É claro que não rapaz. – Devolveu o xerife com certa impaciência e Scott.

É que eu posso jurar que... Bem, posso jurar que vi o alto do penhasco soltar fumaça e o senhor sabe que lá existe uma velha cabana e... – Dizia e não foi preciso meia palavra para a mente esperta de Lenox repensar... Lembrou-se do rio e outra possibilidade o atingiu...

INFERNO! – Soltou irritado por saber que estava sendo enganado. – Comandante, volte essa aeronave agora... Estamos procurando no lugar errado. – Colocou e foi apenas ouvir a ordem e o comandante que pilotava o helicóptero deu meia volta retornando em direção ao penhasco.

...

Isabella encontrou Edward no meio do caminho... As mãos trêmulas foram alcançadas pelas mãos cheias de calos... – Edward...

– Vamos sair daqui rápido. – Disse voltando com ela para a cabana, recolhendo seus pertences, a mochila com documentos e dinheiro... Isabella fez o mesmo...

Como nos acharam? – Questionou com medo.

A pergunta é como nos acharam tão cedo? – Disse colocando a mochila nas costas. – É claro que eles viriam atrás de nós, mas eu achei que demorariam mais e quando chegassem aqui só encontrariam vestígios da nossa passagem... – Dizia fechando o zíper do casaco. – Me desculpe amor, mas vamos ter que correr. – Declarou pegando na mão dela.

Os mantimentos...

– É pesado, vai nos atrasar. – Devolveu puxando-a... O helicóptero que antes sobrevoava agora estava descendo próximo a cabana... O medo invadiu com violência a doce Isabella a ponto de seus dentes baterem uns nos outros... Correr era a única saída... Correr o mais rápido que pudessem... Os tripulantes do helicóptero saíram da aeronave, armas em punho... Olhar analítico... Junto a eles alguém familiar também movimentava-se... Isabella tropeçava nos próprios pés sendo praticamente arrastada e içada por Edward... Sem fôlego se encontravam... O rio estava próximo, a saída era jogar-se usando as cordas e torcer para que as coordenadas, antes estudadas com afinco por Edward e James, estivessem certas... Eram as vítimas de uma verdadeira caçada... O cheiro de desespero se misturava ao orvalho da manhã...

POR AQUI. – Ouviram alguém gritar e apertaram o passo... O policial Scot fora o primeira a encontrar o rastro deles... Um tiro se ouviu e lágrimas começaram a rolar na face de Isabella... Lenox dera um tiro de advertência para faze-los parar...

Vamos ficar bem, nós vamos ficar bem. – Dizia Edward sentindo o quanto sua garota estava abalada... O rio estava mais próximo... – Estamos perto. Revelou... Charlie caminhando a passadas largas viu ao longe uma Isabella correndo...

ISABELLA... FILHA... – Gritou.

Papai. – Esboçou a garota voltando o rosto para trás e parando bruscamente.

Bella... – Chamou Edward quando achegaram-se próximo a trilha íngreme que levava a margem do rio...

Meu pai. – Disse assustada na hora em que seus olhos se conectaram.

Não temos tempo, amor. – Afirmou.

ISABELLA... – Gritou mais uma vez, agora mais perto, com policiais ao seu lado... A garota ainda chorando trazia ao coração de Edward uma dor profunda, vê-la sofrer o mortificava... Ele a abraçou no instante em que chegaram até eles.

Solte a moça Masen. – Disse autoritário o policial que apontava o rifle na direção deles, Isabella virou-se ainda entre os braços do namorado.

Filha. – Disse Charlie temeroso... As pequeninas pedras atrás do casal deslizavam barranco abaixo... O local enlameado era um convite para a queda...

Solte a garota filho e vamos conversar. – Disse outro policial também apontando uma arma na direção deles.

Edward Masen, você não tem escolha filho... Entregue-se vamos. – Disse Lenox achegando-se junto a seus homens.

Bella... Amor... – Disse Edward baixinho fazendo a menina voltar seu rosto para ele... Edward também se movimentando para vê-la melhor deu a ideia de que iria fazer algo mais e um disparo se ouviu... O policial Scott temendo que Edward fizesse algum mal a Isabella disparou na intenção apenas faze-lo distanciar-se ao invés de usa-la como escudo, coisa que qualquer criminoso faria... A ideia é que o tiro apenas pegasse de raspão, mas a imagem não demonstrou isso... Os olhos arregalados, a dor seca sendo sentida... Um grito ecoando e o corpo do jovem caindo... Tudo foi muito rápido... A força do disparo fizera Edward ser jogado de encontro as margens da forte correnteza do rio Quinault... O casal desprendeu-se no processo e por pouco Isabella não caiu junto com o namorado que agora era carregado pelas aguas... A garota aos prantos ajoelhada...

Edward... EDWARD... – Gritava em desespero voltada para as margens do rio no momento que sentia os braços do pai a sua volta... Lenox pelo rádio mobilizava todo seu efetivo naquele momento... – Edward... – Sussurrava Isabella em choque.

Tudo bem, querida... Você está a salvo agora... – Dizia Charlie puxando-a para si... Ela tremula se via em transe...

Edward... – Mantinha-se sussurrando, completamente ébria...

Maldição... Por que você atirou Scott? – Inquiriu com irritação o xerife.

Senhor... Eu... Eu achei que ele fosse... Fosse fazer algum mal a garota. – Colocou sem graça e os berros de repente para ele foram direcionados... Algo dentro de Isabella a fez despertar e de forma violenta...

ASSASSINO... SEU ASSASSINO... – Soltava tentando fugir das mãos do pai que surpresa a prendia com mais força.

Eu... Ele pareceu que iria agir e...

– ASSASSINO... – Continuava gritando, completamente desequilibrada.

Bella... Filha... Calma... – Dizia Charlie tentado controla-la... Lenox ainda tentava em vão observar o trajeto que o corpo de Edward fizera, mas a violência das aguas o impedia de visualizar.

**

A notícia logo chegou a Forks e Elisabeth acompanhado do marido se dirigiu a chefatura de polícia... O casal foi recebido por Hunter...

O que aconteceu? – Questionou Phil.

As informações não são precisas... Estamos aguardando o retorno da aeronave com o xerife... Mas... Ao que parece Edward levou um tiro... É muito provável que tenha morrido. – Explicava Hunter... Elisabeth que já chorava escondeu a face com as mãos dando oportunidade de Hunter e Phil sorrirem para a possibilidade que se apresentava... O helicóptero aterrissava naquele mesmo instante e logo desciam todos da aeronave... Isabella era praticamente carregada pelo pai, permanecia entre o choque e a revolta... Elisabeth vendo o xerife aproximar-se...

Meu filho... Meu Edward... Por favor, xerife... – Soltou alto suplicante e Isabella ouvindo...

A culpa é sua... Você deveria ter cuidado melhor dele... Edward... – Vociferou de uma vez, com violência e novamente Charlie precisou segura-la... A jovem Swan estava complemente fora de si... Seu comportamento era transloucado e assustava a todos... Elisabeth a fitou com os olhos lagrimosos, confusa pela acusação e ao mesmo tempo consciente de que as palavras direcionadas a ela faziam, sim, muito sentido porque não havia um único dia em que ela não se sentisse culpada pela situação do filho, mas o medo, a covardia a impediam de agir...

Isabella... O que é isso minha filha? – Questionou Charlie realmente confuso pela atitude intempestiva da filha... Ele logo fixou seus olhos no amigo advogado que se aproximava curioso pelo alvoroço...

Meu Edward... Vocês... Mataram... Meu Edward... – Dizia como um lamento... Um grande lamento...

Spoiler -

– Acha mesmo que ele está morto? – Perguntou e Hunter quase rosnando pelo incomodo de ter o amigo de infância lhe importunando...

Pare de resmungar... Ao menos com isso você ganhou a casa... Não é grande coisa, um casebre se levar em conta o estado de má conservação... Mas ao menos pode dar algum dinheiro se você precisar.Colocava com desdém...

Notas finais
E chegamos no momento relatado no prólogo... A partir daqui MUITAS coisas mudam e definem a vida de Edward e Isabella... Mas antes de continuarmos me diga, o que achou, vamos não se acanhe e não se esqueça seu comentário é um combustível para essa ficwriter aqui ;) -;- Facebook sempre com novidades, apareça lá ok? - Lu Nandes Fanfic's -;- Bjos e obrigada por chegar até aqui, até mais com Tempestade!