Tempestade
26 Página virada
Notas iniciais
“São os olhos, exatamente os olhos que eu mais ouço. A vida tem me ensinado ao longo da jornada que as palavras muitas vezes mentem. Os olhos geralmente não desmentem o que o coração diz”.
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– Música sugerida (Turning Page — Sleeping At Last) –
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A reação foi instintiva... Um tapa acertou o rosto do Cullen e no instante seguinte um grito ela pronunciou... Um grito angustiado, de dor... Seus olhos se conectaram... Ela escondeu a face com as mãos... A conexão se quebrou... O choro desenfreado ganhando espaço mais uma vez...
– Mamãe... – Disse Emmett agora chorando... Edward levou a mão ao rosto no lugar onde tinha sido agredido... Em choque permaneceu fitando-a... Ela descontrolada tremia... Emmett agarrou sua cintura... Todos ao redor confusos, chocados com a cena... O jogo definitivamente havia terminado...
– Filho... Edward... – Disse Carlisle tocando no ombro de Edward... Ele fitou o pai e viu ali em seus olhos a sobriedade que precisava... – Existem sempre dois lados! – Afirmou e Edward entendendo, também chorando, aproximou-se de Isabella e a puxou para si... Emmett veio junto e ela deixou-se amparar... Estava a ponto de desmaiar... Quase desfalecendo nos braços de Edward...
– Eu... Deus... O que está acontecendo aqui? – Disse segurando-a e Isabella sem aguentar mais amoleceu em seus braços enquanto o choro lhe assaltava com ainda mais violência... Ninguém entendia nada, Edward não entendia, Isabella não entendia, o pequenino Emmett não entendia... E o alvoroço de pais descontentes se fez ouvir... Edward encontrou os olhos de Victoria e um pedido mudo por explicação se deu...
– Gênio... Você levou um tiro na frente dela... Te deram como morto... – Dizia revoltada pelas palavras que ele pronunciara contra sua amiga.
– Mas... Eu... Eu falei com o senhor Swan... Eu fui até Tacoma... Eu fui te procurar, Bella... – Dizia desconsolado, ainda mais confuso olhando de Victoria para uma Isabella descontrolada em seus braços...Ela não ouvia mais nada, não tinha condições emocionais para entender ou assimilar algo... A única coisa que importava era que seu Edward estava ali, vivo, lhe abraçando, lhe amparando como deveria ter sido sempre...
– Aquilo não pode ser chamado de pai! – Vociferou a Lefevre e Edward se viu intrigado.
– Edward... Por favor, saia do campo antes que as coisas se compliquem. – Pediu seu pai... Todos os Cullen estavam em choque entendendo exatamente o que aquele momento significava... Era obvio quem era Isabella... A história era uma parte inegável da vida de Edward... Os amigos de Isabella também estavam entendendo a situação e chocados se mostravam... Agora Emmett, o pequenino, estava perdido... Com medo...
– Por que o senhor está bravo com a mamãe, senhor Cullen? — Perguntou com a voz de choro. – Por que ela bateu no seu rosto? – Inquiriu confuso e Alice aproximando-se dele.
– Venha aqui, querido. – Disse reconhecendo ali, pela primeira vez, o sobrinho que nem imaginava ter... Um sorriso pela constatação emoldurou o seu rosto assim como aconteceu com Esme... Edward não sabia o que responder para o pequenino.
– Deus! – Foi a única coisa que conseguiu pronunciar quando pegou Isabella em seus braços como se fosse um bebê e ela ali, indefesa, se acomodou... Escondeu-se ainda mais em seu pescoço... O alvoroço pela paralisação do jogo era deixado para trás... Cullen’s e amigos se distanciaram do campo seguindo um Edward meio sem rumo com sua garota nos braços... Alcançaram o estacionamento... Edward visualizou o seu pai... – O que eu faço? – Perguntou.
– Respire... Se acalme... De tempo para ela se acalmar... A leve daqui... – Disse pausadamente.
– Eu quero a minha mamãe. – Disse um Emmett choroso... Para onde ir? Questionava-se Edward... Olhou para Emmett que demonstrava a face entristecida, assustada e aquilo lhe quebrou um pouco mais, apertou Isabella em seus braços...
– Bella... – Disse baixinho próximo ao ouvido dela e ela chorando, soluçando...
– Na... Não me deixa... Amor... – Suplicou e ele fechando os olhos procurou se concentrar... Victoria aproximou-se do pequeno Emmett e ele veio para os seus braços... James aproximou-se do amigo...
– Acho que a história não era bem a que te passaram, Edzinho. – Disse sério.
– Eu preciso sair daqui... Preciso de tempo... De paz...
– O melhor a fazer é leva-los para casa... Lá, Bella vai se sentir mais segura e talvez se acalme. – Disse Victoria ouvindo o choro sentido da amiga... Edward concordando.
– Ok... Vamos... Eu... Bella... – Disse sem saber por onde começar, a puxou com delicadeza para fora do esconderijo que ela usava em seu pescoço e ela...
– Na... Não, por... Por favor... Não... – Sussurrou esganiçado... Ela não conseguia raciocinar... A ideia de afastar-se dele levava-a ao momento do abandono... Do tiro que ele levara... A agonia daquele instante... Como se fosse acontecer a qualquer momento... O desespero estava dominando-a... Soltar-se dele, em sua mente, seria reviver aquela dor... Edward a deixou esconder-se novamente, agarrada a ele... Emmett perdido ao seu lado...
– Jimy... Pegue meu carro. – Pediu o Cullen ao amigo pegando a chave do bolso, com certa dificuldade, e lhe entregando... Voltou os olhos para Victoria...
– Não seria melhor leva-la a um hospital? Ela está em uma crise nervosa... – Constatou Jane.
– Sou médico, posso ajudar se for o caso, mas não acredito que seja essa ajuda de que precisa, filho. – Colocou Carlisle.
– Nós podemos cuidar dela. Bella é como se fosse da família. – Pronunciou Leah com o marido ao lado tendo Seth em seus braços, o tom em suas palavras era de revolta... Todos estavam confusos, sem saber o que pensar direito... Edward fitando Emmett no colo da ruiva...
– Ela veio de carro? – Questionou e Victoria assentiu. – Você pode, por favor, nos levar no carro dela... Eu... E eles? – Soltou referindo-se a Isabella e Emmett.
– Sim, vamos... Estou com as coisas dela. – Declarou caminhando a frente.
– Jimy nos siga. – Pediu Edward e voltando os olhos para o pai. – Eu darei notícias. – Avisou deixando os demais para trás.
– A mamãe tá com dor? – Perguntou Emmett sentando-se ao lado de Edward no banco de trás enquanto que Isabella estava em seu colo.
– Emmett... Emm...– Disse Isabella baixinho, quase um sopro.
– Tudo vai ficar bem, campeão. – Afirmou Edward e Isabella puxou a mãozinha de seu pequenino que se deixou levar... Ela precisava de equilíbrio... Entender tudo que se passava... Ele estava vivo, pensava... Ele está com raiva de mim, se aterrorizava... Ele está aqui, me abraçando, vivo, concluía e aquilo mudava tantas coisas... Mas por que? Por que Deus, isso aconteceu conosco? Questionava revoltada... Como alguém pode ser tão cruel? Indagava pensando em Charlie... Sentiu um beijo no alto de sua cabeça... Prestou atenção em seu cheiro... Não era o cheiro que se lembrava... Era cheiro de homem, um homem sofisticado, vivido... Não se parecia nada com seu amor adolescente... Não era o garoto Edward... Era o homem Edward... Lhe atraia e ao mesmo tempo assustava... Mas era Edward... Ainda era o seu amor... Agarrou-se mais a ele sugando tudo que podia desse contato.
– Edward... – Pronunciou... O carro entrou na garagem do prédio.
– Vamos descer, ok? – Soltou Edward cauteloso com medo de que ela voltasse ao fundo da crise de instantes atrás.
– Não... Me solta. – Sussurrou em suplica.
– Não vou soltar. – Declarou saindo do carro com certa dificuldade.
– Você autoriza a entrada de James, por favor? – Solicitou a Victoria quando chegaram ao elevador e ela assentiu segurando na mão de Emmett que com a cabecinha elevada apenas observava... Entraram no apartamento... Não era um imóvel luxuoso como a cobertura que Charlie Swan morava em Tacoma e aquilo intrigou Edward... Sua Isabella era rica, sempre fora... Para alguém rico, ela estava vivendo de forma até mesmo modesta se comparado com o ar ostentador e poderoso que o Swan demonstrara ter naquele momento.
...
Victoria os guiou até o quarto da amiga... O pequenino Emmett ainda assustado apenas seguia os adultos... Edward sentou-se na cama de Isabella com ela ainda agarrada a si...
– Bella... – Disse baixinho, bem próximo ao ouvido... Victoria resolveu lhes dar privacidade e afastou-se saindo do quarto... Tentou no caminho levar Emmett consigo...
– Eu quero ficar com a mamãe, tia Vic. – Disse não se deixando ser tocado por ela e a ruiva preferiu não insistir afinal o pequeno fazia parte de tudo aquilo... Edward voltou a chamar e Isabella fungando... Saiu do esconderijo fitando-o... Olhou para o seu semblante... Os olhos mais uma vez se conectaram... Ela tremendo levou a mão ao lugar onde ele havia levado o tiro naquele dia...
– Você... Você levou o tiro... O tiro... Caiu... Você caiu no rio... Eu vi... Você caiu com o tiro... Eu... Eu... – Dizia afobada, em choque... Passando a mão do ombro ao rosto... Desespero invadia sua alma...
– Bella... Calma...
– O tiro... Você caiu... Deus... Você está morto... Você... – Dizia ficando histérica e assustando ainda mais seu pequenino que da porta observava sem entender o que se passava.
– Eu estou aqui... Estou vivo... Estou aqui, Bella... – Dizia Edward tentando acalma-la...
– A polícia... Eles disseram que você tinha morrido... O xerife... Ele disse... Hunter... – Pronunciou arregalando os olhos... – Ele disse... Disse que estava morto... Eles disseram... Eu... Meu pai me levou embora depois que eu falei com eles... Eles disseram que você... Morto... O tiro... Você caiu... – Dizia atordoada... Descontrolada...
– Calma... Bella... Calma... – Pedia passando as mãos pelo delicado rosto banhado em lagrimas... Os olhos dela diziam mais do que as palavras desconexas... Era a verdade, constatava em choque por imaginar o que ela havia passado...
...
– Achei que nunca mais fosse vê-la... – Colocou James fitando Victoria com um sorriso safado nos lábios.
– Digo o mesmo... James, certo? – Perguntou... Mas sua atenção estava voltada para a movimentação no corredor que levava ao quarto da amiga.
– Que confusão. – Afirmou Gigandet... Emmett ouviu a conversa vinda da sala e afastando-se da porta do quarto da mãe, aproximou-se mais da sala...
– Nem me fale... É a primeira vez que vejo mortos ressurgirem... Isso está mais pra filme de terror ou algo semelhante... Eu... Nossa coitada da Bella... – Comentava sem saber o que pensar.
– Que papo é esse de mortos ressurgirem? O Edzinho está bem vivo. – Colocou.
– A história que chegou para Bella foi bem outra... A polícia de Forks deu ele como morto. – Declarou.
– Historia velha... Durou o que? Uma semana? Talvez duas... Edward foi em busca do pai... E o doutor Carlisle resolveu toda a questão. – Resumiu deixando a ruiva enraivecida.
– Então por que diabos ele deixou Bella sofrer o pão que o diabo amassou com o maldito pai dela? – Vociferou e James arregalando os olhos...
– Calminha aí senhorita... A história não é bem essa... Edward foi até Tacoma... Ele disse isso a você lá no estádio... Ele foi procurar ela...
– No lugar errado. – Cortou ainda irritada.
– Ele estava sendo procurado, estavam pedindo a cabeça dele e ainda assim ele quis ir atrás dela, mas a mãe e um velho amigo não deixaram... Tiraram ele de Forks e ele foi atrás do pai... Mas não demorou muito foi buscar notícias dela...
– E ela enquanto isso sofreu horrores, precisando dele... Como ele pode acusa-la daquele jeito lá no estádio? – Questionou indignada.
– Isso tudo foi um grande mal entendido... Agora quanto a Edward, o buraco é mais em baixo... Porque, me diga você... Estando mais perdido do que tudo... Já tendo sofrido mais do que sua vida poderia suportar... Você vai em busca de alguém e o pai dessa pessoa lhe diz que esse alguém foi embora, esqueceu-se de você... Que esse alguém está curtindo férias sei lá onde...
– Mentira... Aquele homem é um maldito mentiroso. – Voltou a corta-lo.
– Só que Edward não sabia que ele era mentiroso, ora essa... Ele é o pai dela... Supõe-se que seja uma fonte confiável... Edward acreditou na informação misturada, é claro, ao fato dele ter sempre tido esse complexo de inferioridade... Meu amigo sofreu pra burro então acreditar que alguém o rejeitaria era muito mais fácil do que no contrário. – Colocava e Victoria o fitando...
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Haviam sido enganados... A dor naqueles olhos... A feição abatida, assustada de sua Isabella... Sua Isabella... Revolta lhe atingiu com mais força. – Eu fui até Tacoma... Tempos depois em fui, linda... Eu falei com seu pai... – Dizia buscando traze-la de volta a realidade e ela balançava a cabeça em negativa de forma insistente...
– Você levou o tiro... Caiu no rio... Você...
– Bella... Eu caiu naquele rio sim, com um tiro no ombro... Mas eu sobrevivi... Eu consegui fugir e fui atrás de você... Eu fui Bella... – Tentava explicar.
– Edward... Eles disseram... Eu... Eu fiquei sozinha... Edward... – Soltava voltando a chorar com ainda mais força.
– Seu pai... Ele me disse que você não queria mais me ver... Que tinha decidido seguir sua vida...
– Não! – Afirmou taxativa e desesperada.
– Ele falou que você... Que você... Tinha viajado... Que estava fora do país com sua amiga Victoria... – Explicava.
– Não... Eu... Não... Edward... – Disse tocando no rosto dele mais uma vez... – Ele me levou pra longe... Me levou pra fazenda assim que descobriu... Que descobriu que eu estava gravida... Ele me deixou lá escondida...
– Você não viajou então? Era tudo uma grande... Grande mentira... – Soltava vendo a resposta que saia, pura, dos olhos da jovem que tanto amava...
– Você tinha morrido... Todos falaram que tinha... Você... O tiro... Edward... O tiro... Você caiu no ri... – Soltava agoniada por fim não conseguindo mais falar... Jogou-se de volta nos braços dele que aturdido entendia a realidade dos fatos... – Meu Edward... Meu amor... – Repetia insistentemente... Completamente descontrolada... Os soluços audíveis...
– Bella... Você... Você disse que seu pai descobriu que você... Que você estava gravida e que ele te levou para longe... Te escondeu... – Colocava baixinho, desconfiado e aturdido com a possibilidade que se descortinava.
– Sim... – Devolveu baixinho.
– Está dizendo que... Que você descobriu que estava... Que estava gravida de Emmett... É... É isso? – Questionou inseguro... Isabella voltou-se para ele... Os olhos ainda chorosos...
– Ele... É nosso... Emmett é nosso, amor. – Sussurrou e as lagrimas voltaram a cair dos olhos de Edward que a agarrou de volta para seus braços.
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– Aquele maldito... O desgraçado do Swan destruiu anos da vida da filha. – Esbravejava Victoria em revolta... – O pior foi o meu pequenino... Emmett ficou sem pai por conta do maldito avô... – Expos a ruiva inconformada e James estreitando os olhos...
– Que história é essa de pai? – Perguntou confuso e ao mesmo tempo desconfiado.
– Como assim que história é essa de pai? Emmett é filho do seu amigo ora essa!– Devolveu incisiva e Gigandet escancarou a boca em choque... Fechou-a para abrir logo em seguida, realizou o movimento mais algumas vezes enquanto que Victoria revirava os olhos, até que...
– Está... Está dizendo que Edward... Que ele... Que ele é pai do filho da Isabella? – Questionou e Emmett ouvindo arregalou os olhinhos e depressa voltou para o quarto da mãe.
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Edward embalava uma Isabella quase adormecida, exausta... O pequeno Emmett parou na porta com os olhos vidrados... Mãozinhas tremulas... Edward o fitou...
– Oi campeão... – Disse baixinho maravilhado tentando passar tranquilidade ao garoto... Era seu filho... Ali na sua frente estava seu filho, pensava eufórico mesmo diante de todo aquele reboliço... O pequenino e brilhante Emmett era seu... Seu filho, afirmava orgulhoso... Embriagado com a constatação... O pequenino estava arfante... Ele é meu papai, pensava aturdido... Meu papai... Eu tenho um papai, berrava sua mente... Edward Cullen é meu papai, esboçava... Deu um passo à frente... – Pode vir, está tudo bem... Tudo bem! – Afirmava o Cullen tentando diminuir a tensão... Victoria não se contendo mais apareceu na porta e observou o cenário...
– Como ela está? – Questionou quebrando um pouco o encanto do momento... Edward voltou seus olhos para a ruiva e Emmett mesmo constrangido, inseguro deu mais um passo à frente aproximando-se de seus pais... Edward percebeu a aproximação e aproveitou a oportunidade para pegar na mãozinha do garoto e traze-lo para mais perto... Emmett veio e Edward o puxou ainda mais... Estava perto do papai... O seu papai, constatava o pequenino sentindo um calor gostoso em seu coraçãozinho... Edward fechou os olhos com força... As lagrimas descendo por seu semblante... Victoria teve o privilégio de ver aquela cena... O Cullen abriu os olhos e vendo a ruiva...
– Vamos ficar bem! – Afirmou confiante... Sim, iriam ficar bem... Juntos... Sua família estava ali com ele, concretizava em sua mente essa realidade e uma gana fora do normal se agigantava em seu interior... Ainda precisava de muitas respostas, mas... O responsável por aquilo iria pagar, pensava... Mas da raiva o amor se sobressaiu e em paz ele voltou a fitar os dois que estavam em seus braços... Sua família! Victoria saiu do quarto mais uma vez deixando-os... Isabella acabara de dormir e Edward percebendo a fez deitar-se na cama... Emmett observava atento cada gesto de seu papai...
– Mamãe tá doente? – Perguntou Emmett preocupado e Edward lhe sorrindo...
– Não amigão... Ela só estava um pouco assustada, apenas isso... Ela vai ficar bem! – Afirmou tranquilizando-o.
– Ela... Bateu no senhor. – Disse baixinho como se fosse um segredo.
– É verdade... Mas ela fez isso... – Disse fitando Emmett e voltando os olhos para uma Isabella adormecida... – Ela fez isso porque estava assustada, foi um mal entendido... Apenas isso, já passou. – Explicava voltando os olhos para um Emmett atento que sem conter-se...
– Eu ouvi a mamãe falar... Ela tava chorando, mas eu ouvi... Ela disse que você tinha morrido... – Disse ele inquiridor e ao mesmo tempo completamente confuso. – Mas... Mas se você tinha morrido... Como você tá aqui? Eu não entendo... – Dizia pensativo e Edward teve vontade de agarra-lo... Seu filho!
– Eu não morri, campeão... – Dizia agachando-se a altura dele que se encontrava encostado na cama. — Foi uma mentira, entende? Alguém mentiu...
– O vovô Charlie... Foi ele? — Soltou. – Eu não chamo ele de vovô, sabe? Só o vovô Harry eu chamo de vovô... O senhor Swan, não... Ele é ruim... Nunca vem aqui... Ele não gosta de mim... A mamãe não gosta dele mais também, eu acho... Ele é o papai dela, mas ela não gosta dele... Eu... Eu... Eu não vi ele muito, sabe... Ele não é legal... Foi ele que mentiu... A tia Vic falou que foi... Eu não entendo direito... É confuso e...
– Sim, é muito confuso, Emmett. – Soltou Edward apaixonado pelo garotinho a sua frente... Emmett corajosamente...
– Ela... A tia Vic disse... Disse que você era meu papai... Eu ouvi ela dizer... Você... Você é? – Perguntou receoso... Edward sorriu, um sorriso tão triste quanto feliz...
– Sim, eu sou seu pai, Emmett. – Afirmou orgulhoso do título, extasiado com a notícia mesmo em meio àquela confusão... Emmett pareceu pensar... Edward tocou em seu bracinho... Toca-lo parecia concretizar ainda mais aquela maravilhosa realidade.
– Então... Então... Eu não vou mais chamar você de senhor Cullen, agora? Eu não vou? Eu... Eu vou ter que chamar você... De... De papai? – Perguntou se mostrando perdido... Edward sorriu mais uma vez, as lagrimas querendo se pronunciar.
– Se você quiser, amigo... Se quiser eu... Ficarei feliz em ouvir e atender. – Destacou com a voz embargada.
– Eu quero. – Disse Emmett decido e o Cullen sem conter-se mais o puxou para seus braços... O prendeu ali e Emmett manteve-se nos braços de seu papai...
Spoiler —
– Edward Masen Cullen. – Disse Edward dando um passo à frente...
– Não pode ser... – Esboçou assustado...
– Pode... Pode sim... Achou que toda a afronta... Todos os maus-tratos a sua filha... Que tudo iria passar em brancas nuvens... Achou que tentar matar meu filho seria um ato impune, não é mesmo seu velho maldito? – Esbravejou por último agarrando Charlie pelo colarinho e prensando-o na porta.
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