Tempestade

27 Acerto de contas


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews michele djenifer, Brunaras Bella Cullen, katilene, bela02, SHIRLEY, Raskia, Jussara Stefanos, Víh Corrêa, Damond06, Michelle R charret, Andréia Graça, DEA, sipansera, Tatiane Aloquio, patricia-chan, Marcela, DaniDávi, RoCullen, Flavinha, MagCullen, Danielle, Teresinha, francinaria rezende, guerreira12, Clara Farias, susu swan, Lígia Ribeiro, PrincMoon, Ethyene, LittleDoll, ClaudiaMonteiro35, Pepe Swan Cullen, Caly, Giane Sousa, MPR, novacullen, Vibella, Mellyssa e Eclipse She. Bjos. -;- Capítulo betado por Eclipse She, obrigada pela milionésima vez amiga, bjão. -;- Continuando em meio ao aguaceiro...

“Se queres pagar na mesma moeda uma ofensa que te foi feita, toma cuidado para fazê-lo sem prejuízo para ti”. Aviano

– Música sugerida (Lullaby – Creed) –

–;-

Que doce constatação... Em meio a tormenta... Em meio ao desespero... Medo e dor... Que doce reencontro, pensava um Edward maravilhado... Que tolo havia sido... Por que não insistira? Se tivesse insistido, se tivesse ido atrás dela de forma incansável, uma e outra vez... Teria descoberto... Mas não preferira entregar-se a auto comiseração, a auto piedade de se achar inferior por toda a vida... Pois agora via o quanto tinha perdido... Tendo seu filho em seus braços e a mulher que amava adormecida a sua frente uma revolta de si mesmo lhe atingia... Idiota, veja o que perdeu! Berrava sua alma... O que permitiu que eles perdessem, pensava inconformado... Levantou Emmett em seus braços e saiu do quarto... James e Vitoria conversavam...

Está com fome campeão? – Perguntou e o garotinho assentiu.

Eu procurei por algo pronto na cozinha...

– Poderíamos pedir uma pizza. – Sugeriu James cortando Victoria.

Eu gosto de pizza... Papai. – Disse Emmett testando a palavra e gostou do como saiu assim como Edward que se sentiu atingido pela gratificante sensação de plenitude com aquela novidade... Sorriu abertamente para o pequeno...

Então vamos pedir pizza. – Afirmou... Victoria e James fitaram pai e filho sem saber ao certo como agir... Comeram entre palavras amenas graças ao direcionamento de Edward que não queria deixar Emmett mais confuso ou assustado...

Você também é advogada então? – Soltou James e Victoria assentiu. – Somos colegas! – Declarou mantendo o sorriso cafajeste que mesmo a contragosto afetava a ruiva... Emmett estava cansado, na verdade exausto pelo dia cheio de fortes emoções, acabou encostando-se no papai e dormindo... O Cullen notando pediu a ajuda de Victoria e colocou o garotinho na cama... O corpinho amolecido de sono foi acomodado na cama... Edward o cobriu e passou a mão nos cabelos revoltos do garoto... Iria sair do quarto...

Papai... – Esboçou o pequenino com os olhinhos entreabertos... Edward se voltou, ouvir aquela palavra direcionada a si continuava sendo uma emoção impar... Talvez sempre fosse, pensava admirando seu garotinho.

Estou aqui campeão. – Afirmou sentando-se na beirada da cama.

Não vai embora, por favor... – Pediu Emmett puxando a mão de seu papai e Edward quis mais uma vez agarra-lo e nunca mais soltar. – Eu prometo... Prometo ser um bom menino e sabe o que? – Colocou baixinho e Edward sorrindo aproximou-se um pouco mais.

O que Emm...

– Se o senhor não for embora... Eu acho... Acho que a mamãe não vai mais ter pesadelos. – Falou como se contasse um segredo. – É... Ela tem, às vezes, quase sempre... Ela tem e chama o nome do senhor... É estranho... Triste mesmo... Mas se o senhor não for... Se não for embora mais... Eu acho... Acho que ela não vai mais ter sonho ruim. – Afirmou bocejando e fechando os olhinhos mais uma vez.

Fique em paz campeão... Eu vou sempre estar aqui... Sempre por perto e a mamãe... Ela não vai mais ter pesadelos... Eu prometo! – Afirmou beijando a testa do garotinho e percebendo que ele voltava a dormir saiu do quarto.

...

Agora você vai me contar tudo o que sabe. – Exigiu Edward quando retornou à sala... Victoria sentou-se em uma poltrona, Edward e James no sofá a sua frente...

Eu fui encontrar Bella no hospital de Forks... – Começou do momento após a triste cena no penhasco onde Edward havia levado o tiro. – Ela estava em choque... Chorava muito... Só chamava pelo seu nome... Parecia... Parecia como hoje... Exatamente, igual a hoje... Bella parece ter revivido aquele instante... Onde... Você levou o tiro e caiu no rio... Ali ela já trazia o desespero de ter te perdido e quando a polícia confirmou ela... Ela ficou descontrolada... Eu ouvi o pai dela contando ao meu pai que ela estava tão descontrolada que tentou agredir o tal policial Hunter... Acho que era esse o nome do policial...

Aquele desgraçado... Tinha que ter o dedo dele. – Vociferou Edward em revolta, as mãos em punho.

Depois dali... Fui levada pelos meus pais... Bem, era Ação de Graças e depois veio Natal e Ano Novo... Tentei manter contato esse tempo... O pai dela havia dito que a levaria para casa... Eu tentei falar com ela durante os feriados, mas não consegui... Quando eu voltei das férias, no internato, eu achei... Achei que encontraria Bella... Mas não... Ela não apareceu... Eu fiquei preocupada, tentei descobrir sobre ela... E nada... Até que recebi uma carta... Uma carta dela... Ela estava em Milton, em uma fazenda, o maldito do pai dela... – Soltou revoltada. — Ele a levou para lá... A escondeu lá... Eu tenho pra mim que foi... Foi para não atrapalhar seus planos...

– Planos? – Questionou James e Victoria assentiu com o olhar distante.

O safado do Charlie Swan estava de casamento marcado com a herdeira da DenaliAir... E ter uma filha adolescente gravida no seu pé só iria atrapalhar...

– Irina Denali. – Disse Edward baixinho em tom de ameaça... A mulherzinha que lhe tirara do sério era esposa do maldito Swan, constatava...

Ela mesma... Uma víbora! – Afirmou Victoria. – Eu fui ao encontro de Bella, meus pais me permitiram ir até a fazenda... Que inclusive foi uma das únicas coisas que sobraram de sua herança, além desse apartamento...

– Como assim? – Perguntou Edward cortando Victoria que continuou a contar tudo o que sabia... Todos os detalhes sórdidos que envolvia Charlie Swan bem como o sofrimento de Isabella e Emmett...

Está dizendo que ela foi roubada? – Perguntou James enquanto Edward, em pé, fitava a paisagem vista pela janela... A ira que lhe envolvia naquele momento era descomunal... A vontade de vingar sua Isabella era crescente...

Os Clearwater... Sue e Harry... Eles cuidam da fazenda em Milton... Eles conheciam os Clarke desde a época do avô de Isabella... Eles juram que o patrimônio do velho, George Clarke, era muito grande... Que ele era muito rico... E quando Isabella pediu sua emancipação e o testamento foi aberto... A surpresa foi chocante... Como um patrimônio imenso se resumia a uma fazenda, cem mil dólares e um apartamento classe média em Seattle? – Soltava inconformada. – Eu tentei investigar a fundo essa história... Eu e Paul Lahote, que na época serviu de advogado para Bella... Mas antes que conseguíssemos algo... Bella exigiu que parássemos de procurar... Chegamos até a brigar por isso... Mas por fim ela ganhou... Ela dizia e diz até hoje que o que importa é Emmett... O bem estar dele e para que ele tenha paz o melhor é deixar isso pra lá... – Comentava e Edward permanecia em um silencio assustador... Um grito estrangulado se fez ouvir e Edward sabia de onde vinha... Seguiu feito bala para o quarto sendo seguido por Victoria e James... Com os olhos arregalados, a respiração ofegante e as lagrimas retornando desenfreadas Isabella o viu aparecer na porta...

Edward... – Sussurrou amedrontada, tremia descontroladamente... Edward aproximou-se dela e Isabella não lhe deu tempo, jogou-se em seus braços.

Calma linda... Calma... – Pedia tentando tranquiliza-la.

Emm... Emmett... – Dizia.

Ele está dormindo. – Afirmou Edward tocando na face banhada por lagrimas e notando a quentura instalada... Voltou os olhos para Victoria... – Ela está com febre. – Disse preocupado voltando a fita-la. – Bella... Vai ficar tudo bem... Tudo bem, linda... – Dizia trazendo-a para junto de seu peito enquanto ligava para a pessoa em que mais confiava...

Edward... Edward... – Dizia ébria, perdida... Carlisle não demorou a vir... Examinou uma Isabella letárgica, medrosa que exigia a proximidade de Edward a todo instante... Uma medicação injetável foi aplicada e ela logo dormiu.

Ela está em choque filho... A febre é apenas mais um resultado disso... A medicação vai ajudá-la a se acalmar... Ela só irá acordar amanhã, um pouco sonolenta ainda... Mas vai melhorar... Ela precisa... Precisa se achar diante dessa novidade... Rever você, pelo visto, foi demais para ela... – Dizia o doutor Cullen.

O senhor não tem ideia. – Intrometeu-se Victoria. – É a volta dos mortos literalmente, depois de tudo que ela passou... A perda, o abandono... A pressão do desgraçado do pai dela para que ela tirasse o bebê e...

– Como? – Questionou Edward interrompendo-a, seu tom de voz vinha carregado de ameaça, gélida e feroz ameaça.

Edward... – Advertiu Carlisle pensando estar o filho assustando a ruiva e Victoria...

É o que você ouviu... Quando Charlie Swan descobriu que a filha estava gravida... Ele exigiu que ela fizesse um aborto... Na verdade, Bella me contou que ele... No dia em que o médico constatou a gravidez... Disse que iria dar um jeito naquilo e que aquela criança não iria nascer...

– Maldito! – Vociferou Edward.

Foi por isso que ele a levou para Milton, para a fazenda... Uma punição por ela não aceitar a ideia... Exatamente uma punição... – Explicava.

Edward... Filho... Você tem que manter a mente fria... Concentrada agora em cuidar deles... Isabella e Emmett são sua responsabilidade... É nisso que tem que pensar... – Dizia Carlisle, em antecipação, já prevendo que o filho iria querer agir por suas próprias mãos... Edward mostrava-se calado em demasia naquele instante... Carlisle despediu-se preocupado, mas nada podia fazer sendo seu filho já adulto e independente... James e Victoria retornaram a sala, os amigos não sabiam se iam embora ou ficavam e por fim, sem saberem ao certo o que fazer, acomodaram-se na sala de TV emendando uma conversa... Edward permaneceu no quarto velando o sono de sua garota... Observando cada detalhe de suas delicadas feições que mesmo com os olhos inchados pelo excessivo choro ou pelo nariz avermelhado, ainda assim era possível observar a perfeição que tanto se lembrava... Os grandes cílios descansando sob as bochechas levemente avermelhadas, os lábios delicados e ao mesmo tempo sedutores... A tonalidade perolada da pele que adornava o lindo rosto, os longos cabelos espalhados pelo travesseiro... Sua Isabella estava ali, vivera esses anos todos a dor de uma perda que não existia... Um filho, ela havia lhe dado um filho... Como poderia ter sido TUDO tão diferente... Poderia ter sido leve, feliz... Ok, a vida não é um mar de rosas o tempo todo... Mas juntos eles estariam, juntos nos problemas que viriam... Juntos nas alegrias conquistadas... Juntos no nascimento de Emmett... Em seus primeiros passos e palavras... Ele e Isabella teriam construído um lar para Emmett... Seu brilhante menino nunca teria vivido um dia se quer sem pai... Respirou fundo... Tanto para se conversar... O estado de Isabella lhe assustava, sua fragilidade lhe preocupava... Não saiu de perto, Isabella não permitia que ele se afastasse, o puxava mais e mais para perto de si mesmo em meio ao sono, agora efeito da medicação, e ele ali ficou, rendido, preocupado com seu estado...

Estou aqui meu amor, vou estar aqui sempre... Prometo, linda... Vou resolver isso... Prometo!– Dizia amoroso, preocupado e ao mesmo tempo sedento por vingança. A madrugada chegou, Isabella estava tranquila agora... Ele levantou com cuidado... Saiu do quarto e ganhou os demais cômodos... Observou atentamente um tranquilo garotinho ressonar, sorriu com aquela imagem... Seu filho... Retirou-se de seu quarto... James estava adormecido no sofá e Victoria estava encostada nele também adormecida, vencidos pelo cansaço eles se acomodaram ali... Edward os fitou por instantes e voltou a pequena sala de estar, a vista de Seattle lhe chamou atenção mais uma vez... Charlie Swan, aquele homem era o causador de toda a dor e sofrimento, pensar no homem acendia a ira em Edward, as mãos em punho se colocavam, tremia de raiva, revolta... Precisava agir, não poderia deixar passar... Não conseguiria deixar passar... Irina Denali, lembrou-se... A verdade é que diante de todo aquele stress, de ver sua garota tão desestabilizada, seu recém descoberto filho amedrontado... Descobrir tudo o que tinham sofrido, entender o que ele próprio tinha passado e de quem era a culpa... A realidade naquele instante nublava qualquer pensamento coerente em Edward... A raiva, a revolta ganhavam da sensatez e uma única coisa lhe vinha a mente... Um desejo selvagem, primitivo ganhava mais e mais espaço...

...

Nas primeiras horas do dia... Sacou o celular, buscou por sua secretaria na Volturi e ela lhe passou o contato da DenaliAir bem como pesquisouo sobre a condição de Charlie Swan dentro da empresa... Tinha a certeza de que Irina Denali iria atende-lo, a mulher era oportunista e orgulhosa, uma bajulação seria o suficiente para reconquistar sua atenção... Edward retornou a sala de TV e acordou o amigo com cuidado para não despertar Victoria... James, sonolento, levantou-se e seguiu o Cullen até a sala de estar...

Irei sair e preciso que fique aqui... – Pediu. – Sei que tem seus compromissos...

– Edward, sabe que sempre pode contar comigo. – Interrompeu o amigo.

Certo... Obrigada, Jimy... Eu preciso resolver algo... E não quero que Bella se assuste com a minha ausência... Por isso eu prefiro que fique e a tranquilize até que eu volte. – Solicitou e James lhe atendeu... Gigandet tinha um mal pressentimento quanto a essa saída, mas sabia que tentar impedir seu amigo seria perda de tempo... Despediram-se... O destino de Edward foi localizado pelo GPS e em seguida... Irina recebia sua ligação com cautela inicial...

Queria me desculpar, estava com graves problemas para resolver naquele dia... A senhora entende, não é? Lidar com Aro Volturi não é fácil... – Dizia o do outro lado Irina sorria sentindo-se vitoriosa ou como Edward preferia pensar, um rato caindo na armadilha... Sim, um rato cai bem a ela, concluía ouvindo um som de satisfação do outro lado da linha...

– É obvio que endento senhor Cullen... Apesar de ter me sentido ultrajada pelo senhor.... Farei esse esforço em lhe perdoar... – Jogava se achando a pessoa no controle, pobre coitada... Edward esboçou um brilho perverso em seu olhar... O desejo de vingar-se aflorando a cada instante... As palavras de Victoria berravam em sua mente... Conduziu seu carro até a área de visitantes da DenaliAir, em instantes encontrava-se na entrada principal da empresa, tamanha era a certeza de que ela iria cair em sua armadilha...

Agradeço por isso... E corajosamente vou me arriscar um pouco mais... Bem... Estou, agora, na recepção de sua empresa... Seria possível conversarmos pessoalmente? – Soltou confiante em que ela iria cair mais uma vez na armadilha... Irina sentiu-se flutuar com a possiblidade de alcançar o que tanto almejava e prontamente...

– Irie de imediato permitir sua entrada, lhe aguardo em minha sala...Disse tentando conter a euforia... — Senhor Cullen... Soltou para um Edward que se colocava na frente de uma Denali sorridente... A conversa mole se iniciou... O Tempestade era o assunto principal e Edward dava corda a lunática a sua frente... Irina estava erroneamente acreditando que Edward pensara melhor e decidira aceitar sua proposta, iria abandonar Aro e a Volturi e fabricar o Tempestade com a ajuda dela... A mulher passava do estado de euforia, falava feito uma matraca velha... A impaciência de Edward atingia picos estratosféricos, até que...

Certo, certo... Acredito que possamos fechar grandes acordos... A ideia de fabricar o Tempestade em larga escala é, com certeza, um tiro mais do que bem sucedido... – Dizia e Irina com o sorriso escancarado o admirava... – Sendo assim... Acho que seria interessante começarmos a negociar de maneira mais formal... Oficial, não é mesmo? Seu diretor financeiro... O que acha de traze-lo para participar dessa nova etapa das negociações? – Lançou em desafio e Irina mais uma vez caindo...

Ótima ideia, senhor Cullen... Ótima ideia... – Devolveu já lançando mão do telefone e exigindo a presença do Swan... Quando Edward ouviu o nome de seu principal desafeto, inevitável foi as mãos em punho se colocarem por debaixo da mesa... Mas o sorriso, falso, ele mantinha no rosto fitando a mulher a sua frente... Mais do que dissimulado era Edward naquele instante... Não demorou muito para Charlie aparecer na sala... A cara de pau mandado era nítida...

Me chamou, querida? – Perguntou e Edward respirou profundamente, contendo-se... Charlie as suas costas... Irina...

Quero que conheça o senhor Edward Cullen... – Disse Irina levantando-se da mesa e dando a volta no momento em que Edward também se levantava e virava-se para o Swan... Os olhos se conectaram...

Edward... – Disse Charlie desconfiado, confuso...

Edward Masen Cullen. – Disse Edward dando um passo à frente... Charlie piscou os olhos com certa insistência como se quisesse lubrificar as vistas para enxergar melhor e ter a certeza de que não estava vendo coisas. – Lembra-se de mim senhor Swan? – Questionou de forma ameaçadora e Charlie engoliu em seco.

Você... Você é... Como? – Soltava sem entender nada.

Boa pergunta não é mesmo? Como um João ninguém, uma pessoa sem eira nem beira como eu... Tornou-se o criador do Tempestade? É isso que está pensando, não é mesmo? Senhor Swan? – Indagou vociferando ao final e Charlie deu um passo atrás encostando-se na porta... Irina, confusa...

Como assim? Você conhece o senhor Cullen de onde Charles? – Perguntou sendo ignorada.

Não pode ser... – Esboçou assustado o Swan... Ele demonstrava estar completamente apreensivo.

Pode... Pode sim... O senhor achou que iria ficar impune... Que nada iria lhe atingir... Achou que nunca mais fosse me ver, não é mesmo? O moleque fora colocado em seu lugar, saíra com o rabinho entre as pernas e não iria mais voltar. Caso resolvido, certo senhor Swan? – Jogava quase debochado e ao mesmo tempo mantendo o tom ameaçador. — Achou que toda a afronta... Todos os maus-tratos a sua filha... Que tudo iria passar em brancas nuvens... Não é senhor Swan? – Soltava dando mais um passo em direção a ele que tentava se esquivar sem ter como... – Achou que ninguém... Nunca... Iria revidar tudo o que fez... Achou mesmo, não é? – Lançava com ódio nos olhos... As orbes vidradas... Ameaçadoras... – Achou que tentar matar meu filho seria um ato impune, não é mesmo seu velho maldito? – Esbravejou por último agarrando Charlie pelo colarinho e prensando-o na porta.

– O que é isso? Senhor Cullen? O que está acontecendo? Charles? – Exigia Irina assustada e confusa, mas Edward voltando-se para ela ainda segurando Charlie suspenso no ar... Os olhos vidrados de puro ódio... Agora direcionados a ela... Nada precisava ser dito... Foi a vez de Irina engolir em seco... Edward voltou os olhos para o Swan... E em um só impulso jogou-o em direção ao sofá que tinha ao lado da porta... Charlie rolou para o chão e Edward começou a persegui-lo... O homem rastejando e Edward em seu encalço... Lhe deu um chuto direto nas costelas e Irina aterrorizada aproximou-se a porta sem tirar os olhos da cena...

Chame a segurança... Irina chame a... Segu... Rança... – Pedia Charlie em desespero, sem folego, quando alcançou a mesa da esposa... Edward chegando até ele lhe puxou pelas pernas... Irina ainda assistindo a tudo... Edward debruçou-se em cima do velho... E começou a desferir socos e mais socos... Charlie não tinha chances de defesa... Sua idade, falta de agilidade e jeito para a luta lhe impediam de defender-se... Ele até tentava ao mesmo tempo que pedia por ajuda... Irina continuava assistindo... Ele vai mata-lo, pensava... Devo chamar pelos seguranças... Se bem que, no mesmo instante analisava... Se ele morresse seria um encosto a menos lhe atrapalhando a vida...

Você vai aprender... – Dizia Edward entre um soco e outro, um chute e outro... – Vai aprender a nunca mais... Nunca mais mexer com pessoas inocentes... – Vociferava... – Ela é sua filha... Seu maldito... Sua filha... – Dizia no instante em que quebrava o nariz de Charlie e Irina levava a mão a boca nauseada pela cena recheada de sangue... – Tentou matar meu filho... Você tentou MATAR MEU FILHO... MALDITO... VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO... – Berrava ainda batendo com toda a força...

Irina... – Soltou por fim um Charlie desfalecendo...

Spoiler —

– Veja... Não adianta florear a situação... – Dizia James e um Edward cabisbaixo mantinha-se em silencio. – A atitude de Edward... Bem...

– Ele não é réu primário Bella, essa é a questão e isso quer dizer que espancando o seu pai ele ferrou com tudo! – Esboçou com impaciência a ruiva ao cortar Gigandet.

Sutil como um elefante. – Esboçou James e Isabella viu-se mais do que preocupada com a situação instalada...

Notas finais
Edward, Edward... Você devia ter ouvido seu pai, devia mesmo... Agora a coisa ficou um pouquinho mais complicada. Mas me diga, o que achou? Vamos deixe sua opinião, ok? -;- As novidades sempre chegam antes lá no Facebook - Lu Nandes Fanfic's. -;- Obrigada por chegar aqui, bjos e até mais com Tempestade!